Fitoterapia um confronto entre conhecimento popular e ciêntífico

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Fitoterapia um confronto entre conhecimento popular e ciêntífico

  1. 1. BRUNO MATHEUS MASCHIO SILVEIRA DIOGO PEREIRA DE ARAUJO GRASIELE APARECIDA ZAGO JULIANA BALBINO MARQUES FITOTERAPIA:Um confronto entre conhecimento popular e cientifico Trabalho de conclusão de curso apresentado ao Curso de Farmácia da Fundação Educacional de Fernandópolis como parte das exigências para conclusão do curso de graduação em Farmácia. Orientador Ms. Ocimar Antônio de Castro FUNDAÇÃO EDUCACIONA DE FERNANDÓPOLIS FERNANDÓPOLIS – SP 2011
  2. 2. BRUNO MATHEUS MASCHIO SILVEIRA DIOGO PEREIRA DE ARAUJO GRASIELE APARECIDA ZAGO JULIANA BALBINO MARQUES FITOTERAPIA: Um confronto entre conhecimento popular e cientifico Trabalho de conclusão de curso apresentado ao Curso de Farmácia da Fundação Educacional de Fernandópolis como parte das exigências para conclusão do curso de graduação em Farmácia. Examinadores Assinatura ConceitoProf. Ms. Ocimar Antônio de CastroProf. Ms. Reges Evandro Teruel BarretoProf. Ms. Roney Eduardo Zaparoli Aprovada em de de 2011 Professor Ms. Ocimar Antônio de Castro Presidente da Banca Examinadora
  3. 3. Agradeço primeiramente a Deus por ter me guiadonesta caminhada, à minha mãe Sandra, meu paiEverton e meu irmão Rafael por terem me dadoforças e terem acreditado em meu sucesso, etambém a todos que diretamente ou indiretamenteme deram forças pra continuar. (Bruno Matheus Maschio Silveira)Dedico este trabalho a Deus, aos meus pais Josée Edna e também ao meu irmão Diego, por ser àbase de tudo, de todo conhecimento, de todocarinho, de toda compreensão, de toda esperançae principalmente, de todo amor. Por teremsonhado comigo, e tornado este sonho possível,essa vitória não é só minha, essa vitória é nossa. (Diogo Pereira de Araujo)Dedico aos meus pais José e Benedita peloincentivo e pelos ensinamentos. Agradeço a Deuspor me iluminar e proteger em todos os momentosda minha vida, e ofereço este trabalho às minhasirmãs Bruna e Fabiane pela dedicação ecompreensão. (Grasiele Aparecida Zago)Agradeço em primeiro lugar a Deus que memanteve sempre firme até hoje para que euconseguisse essa vitória, à minha mãe Janete e omeu pai Jorge que estiveram sempre presente emminha vida nas horas boas e ruins, aos meusamigos (as) em que sempre pude confiar portodos esses anos, e em todos que confiaram emminha capacidade. (Juliana Balbino Marques)
  4. 4. AGRADECIMENTOS Ao nosso grandioso Deus, que nos deu forças e saúde para superar asdificuldades e alcançar nossos objetivos. A Fundação Educacional de Fernandópolis, pelo acolhimento e pelascondições de aprendizado oferecido ao longo do curso. Aos nossos pais, por acreditarem em nós e por ter nos dado todo apoionecessário para alcançar mais esta vitória. Ao Professor Ms. Ocimar Antônio de Castro, pela orientação deste trabalho, e atodos os professores que de alguma forma nos ajudaram com muito profissionalismoe amizade. Em especial aos Professores Ms. Reges e Ms. Roney que nosacompanharam desde o 1º semestre e aceitaram fazer parte da banca. Aos nossos amigos de sala pelas horas de estudo e pela amizade. Enfim, agradecemos a todos que nos ajudaram que nos proporcionarammomentos felizes e que nos auxiliaram no nosso desenvolvimento pessoal.
  5. 5. “Não basta conquistar a sabedoria, é preciso usá-la." Cícero
  6. 6. RESUMO O presente trabalho teve como objetivo confrontar o conhecimento popularsobre os medicamentos fitoterápicos através de uma análise de um questionárioteste nos municípios de Fernandópolis-SP, Santa Rita D Oeste - SP, Santana daPonte Pensa - SP e Paranapuã – SP. Os resultados apresentados indicam que 68%dos entrevistados responderam conhecer a fitoterapia, 63% disseram que fazem oufizeram uso de medicamentos fitoterápicos, 6% dos entrevistados indicarammedicamentos alopáticos como sendo fitoterápicos. Dentre os medicamentosfitoterápicos mais utilizados estão a Passiflora Alata, Ginkgo Biloba e Guaco com27%, 24% e 19% respectivamente. A indicação destes medicamentos por médicosou farmacêuticos perfazem um total de 44% dos pacientes que utilizam essaterapêutica. A eficácia dos medicamentos fitoterápicos foi indicada por 92% dospacientes e 78% disseram não terem tido nenhum efeito colateral. A orientaçãofarmacêutica foi descrita por 56% dos pacientes. Dentre os aspectos analisadospode-se concluir que a população ainda carece de mais informações sobre afitoterapia, embora dois fatores positivos possam ser enaltecidos, as crescentesindicações dos fitoterápicos por médicos e farmacêuticos, e a orientação dofarmacêutico quanto ao uso de tais medicamentos.
  7. 7. ABSTRACT This study aimed to confront the folk knowledge of herbal medicines through ananalysis of a questionnaire testing in the municipalities of Fernandópolis-SP, SantaRita D Oeste - SP, Santana da Ponte Pensa - SP e Paranapuã – SP. Theresults presented indicate that 68% of respondents know the phytotherapy,63% reported that they or made use of herbal medicines, 6% of respondentsindicated allopathic medicines as herbal medicines. Among the most widelyused herbal medicines are Passiflora Alata, Ginkgo Biloba and Guaco 27%, 24%and 19% respectively. The indication of these drugs by doctors or pharmacists for atotal of 44% of patients using this therapy. The efficacy of herbal medicines wasindicated by 92% and 78%of patients said they did not have any side effects.The pharmaceutical guidance was described by 56% of patients. Amongthe issues discussed can be concluded that the population still needs moreinformation on herbal medicine, although two positive factors can be uplifted thegrowing indications of herbal medicines by doctors andpharmacists, and pharmacists guidance on the use of such drugs.
  8. 8. LISTA DE FIGURASFigura 1: Resultado do sexo dos entrevistados. 17Figura 2: Resultados da faixa etária dos entrevistados. 18Figura 3: Resultados do grau de escolaridade dos entrevistados. 19Figura 4: Resultados dos entrevistados que sabem ou não o que é fitoterapia. 20Figura 5: Porcentagem de medicamentos que foram reconhecidos comofitoterápicos, em porcentagem, entre os medicamentos que listamos. 20Figura 6: Resultados dos entrevistados que fizeram uso de fitoterápicos. 21Figura 7: Resultados dos medicamentos fitoterápicos mais utilizados pelosentrevistados. 22Figura 8: Apresentam os motivos pelo qual os entrevistados fizeram uso demedicamentos fitoterápicos. 23Figura 9: Mostram os resultados positivos quanto ao uso de fitoterápico. 24Figura 10: Resultados dos entrevistados que obtiveram efeitos indesejados. 25Figura 11: Porcentagem formas farmacêuticas utilizadas pelos entrevistados nosmedicamentos fitoterápicos. 26Figura 12: Resultados dos entrevistados que obtiveram orientação farmacêutica naaquisição de medicamentos fitoterápicos. 27
  9. 9. SUMÁRIO1. INTRODUÇÃO 10 1.1. IMPORTÂNCIA DA ORIENTAÇÃO FARMACÊUTICA 11 1.2. REAÇÕES INDESEJÁVEIS E TOXICIDADE 13 1.3. INTERAÇÕES COM FÁRMACOS SINTÉTICOS 142. OBJETIVO 153. MÉTODO 164. RESULTADOS E DISCUSSÃO 175. CONCLUSÃO 286. REFERÊNCIAS 297. APÊNDICES 31 7.1. APÊNDICE I 318. ANEXO 33 8.1. GINKGO BILOBA 33 8.2. GUACO 34 8.3. PASSIFLORA ALATA 35
  10. 10. 10 1. INTRODUÇÃO A palavra Fitoterapia deriva dos termos “Phyton” = vegetal e “Therapeia” =terapia e, a qual significa “Tratamento de doença mediante o uso de plantas”.Caracterizando-se assim pela utilização de plantas medicinais em formasfarmacêuticas. (FERREIRA, 1993). Antes de 1800 a fitoterapia era a base inquestionável da medicina. Só com oadvento da chamada “ciência médica” é que a fitoterapia foi relegada ao plano deuma modalidade alternativa. A partir de uma perspectiva histórica, entretanto, éincorreto classificar a fitoterapia como um ramo especial ou alternativo da medicina,pois quando consideramos que a historia da fitoterapia clássica atravessa mais de2000 anos, dos tempos antigos aos modernos, é razoável assumir que muitas dasplantas medicinais usadas durante aquele período não apenas têm açõesespecíficas como também possuem poucos efeitos colaterais perigosos. (ALVIN etal., 2006) O uso de plantas medicinais para a cura de males em civilizações antigas erafrequente. Esta prática foi rodeada de sucessos e fracassos, pois enquanto algumasconseguiam resultados excelentes ou até a cura, outros obtinham muitos efeitoscolaterais, muitas vezes levando o indivíduo a morte. O uso de plantas medicinaiscomo terapêutica individual ou associada vem sendo aprimorada e transmitida degeração para geração (ALVIN et al., 2006). Recentemente, o interesse pela terapia natural tem crescido significativamente.Esse crescimento dá-se em razão: (i) do alto custo dos medicamentosindustrializados, (ii) dos efeitos colaterais que eles causam, (iii) a facilidade deobtenção de plantas medicinais, e (iiii) principalmente, a falsa ideia de que produtosoriundos da natureza não fazem mal. Tais razões fazendo com que o consumo dedrogas vegetais e medicamentos fitoterápicos aumentassem gradativamente(SIMÕES et al., 1998). As drogas vegetais com frequência são confundidas com os medicamentosfitoterápicos, por serem também oriundos de plantas medicinais. Porém, as drogasvegetais e os medicamentos fitoterápicos são elaborados de forma distintos. Asdrogas vegetais são obtidas da planta seca, inteiras ou rasuradas, utilizadas para apreparação de “chás”, já os medicamentos fitoterápicos são tecnicamente
  11. 11. 11elaborados com nível de complexidade maior, e podem ser apresentados comdiversas formas farmacêuticas. (ARAÚJO, 2002). O medicamento fitoterápico é obtido através de processos e técnicasfarmacêuticas adequadas, tais como coleta, moagem, secagem, trituração earmazenamento empregando-se exclusivamente matérias primas vegetais. Comotodo medicamento, possui finalidade profilática, curativa, paliativa ou para fins dediagnóstico. Cabendo ressaltar que medicamentos fitoterápicos não são oriundos deisolamento farmacológico, melhoramento químico bem como obtidos por extração,purificação da planta original. Os medicamentos fitoterápicos podem ser tãoeficientes quanto os produzidos pela síntese química, porém a transformação deuma planta em um medicamento deve objetivar a preservação da integridadequímica e farmacológica do vegetal, garantindo a constância de sua ação biológica ea sua segurança de utilização, além de valorizar seu potencial terapêutico. (STASI,1996). 1.1 IMPORTÂNCIAS DA ORIENTAÇÃO FARMACÊUTICA NA TERAPIACOM FITOTERÁPICOS Os medicamentos fitoterápicos podem ser vendidos livremente nas farmáciasbrasileiras sem a necessidade de prescrição médica. A falta da regulamentação daprescrição médica ou indicação farmacêutica facilita que estes medicamentos sejamfoco na automedicação, trazendo uma série de riscos ao usuário/paciente (SCHULZ;HÄNSEL; TYLER, 2002). As contraindicações, apresentadas pelos medicamentos fitoterápicos, mesmoque em menor grau de intensidade quando comparado aos medicamentosalopáticos, não os tornam isentos de contraindicação, o que requer orientaçãomédica ou farmacêutica. (STASI, 1996). A fitoterapia é reconhecida pela OMS (Organização Mundial da Saúde) comociência, e vem sendo estudada, aperfeiçoada e aplicada ao longo dos anos, assim,não podendo ser considerada apenas um conhecimento passado de pais para filhos(SCHULZ; HÄNSEL; TYLER, 2002).
  12. 12. 12 “Por mais que algumas plantas sejam tradicionalmente usadas, todas podem apresentar contraindicação, seja quanto à quantidade, forma de utilização ou interação com outro tipo de medicamento, e o farmacêutico é o profissional com conhecimento sobre as propriedades terapêuticas das plantas” Jaldo de Souza Santos (BRASIL, 2010). Os cuidados e atenção na produção de medicamentos fitoterápicos devemobjetivar a preservação da qualidade físico-química e microbiológica, em toda a linhade produção, desde a matéria-prima ativa, os produtos intermediários e osmedicamentos finais. A transformação do material vegetal para um produtotecnicamente elaborado é complexa, e o número de operações envolvidas dependedo produto requerido, que pode ser mínimo, como é o caso de pós e drogasrasuradas destinadas à preparação de chás; ou bem maior, quando o objetivo éobter frações purificadas ou fórmulas sólidas revestidas (SIMÕES, 1998). Além do teor de substância ativa, intensidade das atividades farmacológicas etoxicológicas, outros aspectos de qualidade devem ser avaliados, como a cargamicrobiana, contaminação química por metais pesados, pesticidas, presença deterra, areia, insetos ou de produtos oriundos destes. A garantia de qualidade domaterial vegetal a ser processado é fundamental na preparação de fitoterápicos,devendo ser considerado aspectos tais como, botânicos, químicos, farmacológicos epureza (ALVIN et al., 2006). A escolha da forma farmacêutica, apresentada pelo medicamento fitoterápico,deve adequar à via de administração à efetiva e adequada biodisponibilidade. Asprincipais formas farmacêuticas apresentadas pelos medicamentos fitoterápicoscompreendem os extratos secos, os granulados, as cápsulas (que representam 60%das formulações comercializadas), os comprimidos, os comprimidos revestidos(drágeas), os extratos espessos, as pomadas ou cremes, as emulsões líquidas, ossupositórios, as suspensões, resinas, óleos e o sumo das partes frescas do vegetal,extratos podem apresentar-se líquidos, moles, espessos ou secos, as alcoolaturas,as tinturas, os extratos fluidos, os elixires e os xaropes. (SACRAMENTO, 2000).
  13. 13. 13 1.2 REAÇÕES INDESEJÁVEIS E TOXICIDADE DOS MEDICAMENTOSFITOTERÁPICOS Segundo a Organização Mundial da Saúde, 80% da população mundial faz usode plantas medicinais. Diversos autores têm demonstrado que as plantas medicinaispossuem efeitos indesejáveis e muitas vezes tóxicos (BRASIL, 2010). Pesquisas científicas com plantas medicinais surgiram com a idéia decomprovar composição química e suas ações farmacológicas. Esses estudospossibilitaram a proposição de maior atividade terapêutica, junto aos requisitos dequalidade e ausência de toxicidade (ALVIN et al., 2006). As plantas medicinais, apesar de possuírem potencial curativo, possuemtambém substâncias que, dependendo da dose, pode ser tóxica ao organismo,causando assim reações indesejáveis podendo levar o indivíduo a morte.(ALZUGARAY, 1983). Como acontece nas espécies do gênero Senecio, que podem causar irritaçõesgastrointestinais, como a jurubeba (Solanum paniculatum L.), ipeca (Cephaelisipecacuanha) e arnica (Arnica montana L.). Outros podem lesar o SNC (SistemaNervoso Central), que ó o caso do mastruço (Chenopodium ambrosioides L.) e atrombeteira (Datura suaveolens) (SNITF, 2010). Já o cambará (Lantana camara L.), é conhecido por sua hepatotoxicidade; acáscara-sagrada (Rhamnus purshiana DC), pelos distúrbios gastro-intestinais e aarruda (Ruta graveolens), que pode provocar aborto, fortes hemorragias, irritação damucosa bucal e inflamações epidérmicas. Em doses elevadas, até mesmo o jatobá(Hymenaea courbail L.), conhecido como expectorante e fortificante, podedesencadear reações alérgicas (MARTINS, et al., 2000). Algumas plantas medicinais podem causar riscos para mulheres grávidas, poisestimulam a motilidade uterina podendo provocar aborto. Como por emxemplo: alho(Allium sativum), angélica (Angelica archangelica), arnica (Arnica montana), cânfora(Cinnamomum canphora), eucalipto (Eucaliptus globulus), alecrim (Rosmarinusofficinalis), gengibre (Zengiber officinalis) e sene (Cassia angustifolia e Cassiaacutifolia) (ALMEIDA, 1993).
  14. 14. 14 1.3 INTERAÇÕES COM FÁRMACOS SINTÉTICOS Um dos fármacos mais empregados como anticoagulante é a warfarina e a suaação pode ser antagonizada pelo uso concomitante com agrimonia (Agrimoniaeupatoria), que possui propriedades coagulantes, e a angélica (Angelicaarchangelica) pode potencializar o efeito da warfarina, pois possui propriedadesanticoagulantes. O uso de dente-de-leão (Taraxacum officinales) concomitante comdiuréticos sintéticos pode ter a ação destes potencializada, principalmente empacientes idosos hipertensos. Qualquer planta com propriedades cardiotônicas e/ouhipertensivas, como a dedaleira (Digitalis purpúrea L.) pode agir sinergicamente comfármacos vasodilatadores das coronárias à base de nitratos (como o dinitrato deisosorbida) e com bloqueadores dos canais de cálcio (como a nifedipina). Plantassedativas que atuam no sistema nervoso central, como o maracujá (Passifloraofficinalis) e a valeriana (Valeriana officinalis), podem interagir com hipnóticos eansiolíticos. Ervas antidepressivas, como a erva-de-São-João (Hypericumperforatum), pode interferir na atividade antidepressiva de fármacos sintéticos(ROMMEL; DAVID, 2006).
  15. 15. 15 2. OBJETIVO O objetivo desse trabalho é esclarecer mesmo que de forma sucinta afitoterapia e confrontar o conhecimento popular com conhecimento científico, pormeio de um questionário/teste piloto, e por orientações embasadas no conhecimentofarmacêutico, como assistência e atenção do mesmo, buscando assim avaliar oconhecimento e a prática do uso de medicamentos fitoterápicos feito com umaamostra da população, e ainda conhecer os reais motivos que levaram o uso destesmedicamentos, ressaltando que, o farmacêutico é o profissional capacitado arealizar estes com eficácia, evidenciando a importância da atenção farmacêutica nadispensação de fitoterápicos.
  16. 16. 16 3. MÉTODO Este trabalho compreende no levantamento de informações bibliográficasespecializadas, utilizando-se materiais de fontes secundárias, disponíveis nasBibliotecas da Fundação Educacional de Fernandópolis (FEF), e no programa decomutação bibliográfica (COMUT), bem como nos bancos de dados Scielo(Scientific Eletronic Library Online) e Pubmed (mantido pela National Library ofMedicine). Foram selecionados trabalhos que abordam direta ou indiretamente osprincipais aspectos envolvidos neste trabalho, e também foram analisados trabalhosdesenvolvidos no Brasil nos quais tiveram grande importância para odesenvolvimento deste trabalho. A pesquisa bibliográfica incluiu artigos originais, artigos de revisão, livros, tesese dissertações, escritos na língua inglesa e portuguesa. Os seguintes termos depesquisa (palavras-chaves e delimitadores) foram utilizados em várias combinações: 1) Fitoterapia; 2) Fitoterapia popular; 3) Medicamentos fitoterápicos; 4) Origem da fitoterapia. Ainda obteve-se como método a aplicação de uma entrevista estruturada apartir de um teste piloto (Apêndice I), nas cidades de Fernandópolis - SP, Santa RitaD Oeste - SP, Santana da Ponte Pensa - SP e Paranapuã – SP, com 25entrevistados aleatoriamente em cada cidade, para diversificar a amostra dapopulação e obter melhor aproveitamento em relação ao conhecimento popular dosfitoterápicos. O levantamento de dados foi realizado no período do dia 2 a 12 de setembrode 2011, contendo 12 questões relacionadas ao “conhecimento da fitoterapia”,efeitos causados e orientação farmacêutica, totalizando 100 entrevistados.
  17. 17. 17 4. RESULTADO E DISCUSSÃO As Figuras a seguir representam as 12 questões utilizadas nos 100 testespiloto respondidas pela população de Fernandópolis, Santa Rita D Oeste, Santanada Ponte Pensa e Paranapuã - SP.Figura 1: Resultado do sexo dos entrevistados (n=100). Os resultados demonstrados aqui referem-se à porcentagem de homens emulheres entrevistados, sendo que para a realização das entrevistas, fora feita demaneira aleatória com o cuidado de manter uma proporção de igualdade entre ossexos, ainda que 63% dos entrevistados foram do sexo feminino.
  18. 18. 18Figura 2: Resultados da faixa etária dos entrevistados (n=100). Foram entrevistadas pessoas de faixa etária variada, tendo uma maiorporcentagem na faixa de 15 a 35 anos com aproximadamente 65% dosentrevistados, levando-se em consideração que à entrevista foi feita principalmentenos períodos matutinos e vespertinos, nos centros das cidades, em locais onde ofluxo de estudantes e universitários é grande, ressaltando que estas cidades sãopróximas a Fundação Educacional de Fernandópolis e outros polos universitários.
  19. 19. 19Figura 3: Resultados do grau de escolaridade dos entrevistados (n=100). Os dados demonstrados pelo teste piloto apontam que mais de 60% dosentrevistados possuem no mínimo ensino médio completo, considerando assimentrevistados com grau de conhecimento satisfatório, e que é minoria pessoas compouco estudo ou nenhum. Facilitando assim o desenvolvimento do trabalho, e ainda nas respostas daenquete.
  20. 20. 20Figura 4: Resultados dos entrevistados que sabem ou não o que é fitoterapia (n=100). Os dados demonstram que 68% das pessoas dizem saber o que é fitoterapia.Figura 5: Mostra os medicamentos que foram reconhecidos como fitoterápicos, em porcentagem,entre os medicamentos que listamos (n=100). Mesmo com 68% dos entrevistados respondendo afirmativamente que sabiamsobre fitoterapia, aproximadamente 40% destes assinalaram medicamentossintéticos e homeopáticos como sendo fitoterápicos, havendo assim, umasignificativa divergência com o resultado da Figura 4.
  21. 21. 21 Os resultados apresentados na Figura 5 podem ser discutidos sob doisaspectos: (i) um grupo superior a no mínimo 8% dos entrevistados que disseramconhecer os medicamentos fitoterápicos os desconhecem ou (ii) O uso dedeterminados medicamentos está sendo de forma mascarada ou justificada ao“apelo” de medicamentos fitoterápicos que possuem mínimos efeitos colaterais ouausência de tais efeitos. Vale a pena ressaltar a presença de 6% de respostas indicando medicamentosalopáticos (2% dipirona, 3% cetoprofeno e 1% sinvastatina) de uso disseminadopela população e indicados como medicamentos fitoterápicos. Uma análise de acompanhamento ou até mesmo de variação do conhecimentoindicados na Figura 4 e 5 é apresentado na Figura 6.Figura 6: Resultados dos entrevistados que fizeram uso de fitoterápicos (n=100). Os dados apresentados indicam que 63% dos entrevistados disseram ter feitoou que ainda fazem o uso de fitoterápicos. Vale ressaltar que o percentil de diferença entre quem já fez uso demedicamentos fitoterápicos e que conhecem a fitoterapia é de 5%, muito semelhanteaos 6% de medicamentos alopáticos indicados pelos entrevistados como sendo
  22. 22. 22fitoterápicos. Esta indicação pode colaborar com o aspecto colocado em discussãono confronto aos resultados das Figuras 4 e 5. Dentre os entrevistados que já fizeram uso de medicamentos fitoterápicosobservados na Figura 6, foi solicitado que o entrevistado indicasse algunsmedicamentos que já fez uso, e os resultados estão indicados na Figura 7.Figura 7: Resultados dos medicamentos fitoterápicos mais utilizados pelos entrevistados (n=63). Os dados apontam a Passiflora Alata, o ginkgo biloba e o guaco como sendoos medicamentos fitoterápicos mais utilizados pelos entrevistados, somando 70% dototal de respostas.
  23. 23. 23 A análise dos motivos que levaram os entrevistados a fazer o uso dosmedicamentos fitoterápicos está apresentada na Figura 8.Figura 8: Apresentam os motivos pelo qual os entrevistados fizeram uso de medicamentosfitoterápicos (n=63). Os resultados diversificados indicam que não existe uma predominância de ummotivo ao outro, porém a maioria utilizou a fitoterapia por indicação de conhecidos,vizinhos, e outros. A contribuição de 44% das indicações feitas por médicos efarmacêuticos, é maior que fatores isolados que contribuem com a automedicação,destacando assim que este público ao menos obteve orientação no uso de taismedicamentos.
  24. 24. 24 Os efeitos desejados e indesejados foram analisados também e seusresultados estão apresentados nas Figuras 9 e 10.Figura 9: Mostram os resultados positivos quanto ao uso de fitoterápico (n=63). Dos 63% entrevistados que afirmaram que fizeram uso de medicamentosfitoterápicos, 92% obtiverem o efeito desejado, mostrando assim positividade efuncionalidade do tratamento fitoterápico.
  25. 25. 25Figura 10: Resultados dos entrevistados que obtiveram efeitos indesejados (n=63). Os dados apontam que 22% dos entrevistados os quais fizeram o uso demedicamentos fitoterápicos tiveram efeitos indesejados, mostrando assim acapacidade que os fitoterápicos como qualquer outro medicamento têm a ocasionarefeitos indesejados, trazendo a nós profissionais farmacêuticos a real importância daatenção e orientação médica e farmacêutica, já que na Figura 8 as indicações defitoterápicos por médicos e farmacêuticos somam 44% das indicações, porém nodecorrer do trabalho fica claro que principalmente o farmacêutico tem o dever deorientar sobre a posologia o usuário dessa terapia para o benefício clínico domesmo, pelo fato dos farmacêuticos obterem um conhecimento específico sobre aspropriedades terapêuticas dos medicamentos fitoterápicos. A comparação dos resultados apresentados nos dados quanto aos efeitosdesejados e indesejados indicam que os indesejados foram associados pelosentrevistados como sendo RAM (reação adversa de medicamentos), já que 8%retrataram não terem obtido êxito com o tratamento, e 22%, ou seja, um númerobem superior de respostas, devem então estar associando a tais reações adversas.
  26. 26. 26Figura 11: Mostra as formas farmacêuticas utilizadas pelos entrevistados nos medicamentosfitoterápicos (n=63). Como o esperado, a maioria dos fitoterápicos é utilizada na forma de cápsulas,dando atenção também à utilização de xaropes e comprimidos que somam 40 % detodas as formas farmacêuticas. A facilidade de obtenção de cápsulas e, apreferência do uso de cápsulas e comprimidos pelos usuários de medicamentos, évisível na Figura a cima.
  27. 27. 27Figura 12: Resultados dos entrevistados que obtiveram orientação farmacêutica na aquisição demedicamentos fitoterápicos (n=63). Os dados apresentam que 56% dos entrevistados que fizeram uso demedicamentos fitoterápicos tiveram orientação farmacêutica, podemos analisarentão que, dos 44% dos usuários que não tiveram orientação farmacêutica 32% sãousuários que utilizaram medicamentos fitoterápicos pela indicação de vizinhos,amigos e parentes, como apresentado na Figura 8. Assim, apenas 12% dos que não obtiveram orientação farmacêutica foram pelofato da negligência de alguns profissionais, falta de capacitação, não cumprimentode seus deveres profissionais entre outros motivos, quando estes pela éticaprofissional devem prestar a devida atenção e assistência farmacêutica. Porém todo medicamento sendo ele fitoterápico, alopático ou homeopáticotodos eles são adquiridos em estabelecimentos farmacêuticos, estes que por suavez devem por lei terem a presença de um profissional farmacêutico durante seuhorário de funcionamento, com tudo, mesmo com mais de 50% dos entrevistadosterem recebido orientação sobre o uso, riscos e demais informações necessáriaspara um tratamento eficaz com menos chances de ocasionar algum efeito adverso,proporcionando um benefício clínico ao usuário, ainda assim de longe seria umresultado satisfatório visto que todos sem exceção deveria receber tais orientações.
  28. 28. 28 5. CONCLUSÃO Quando, por meio de um teste piloto, confrontamos conhecimento popular comcientífico, observamos que mesmo com 68% dos entrevistados respondendoafirmativamente que sabia sobre fitoterapia, a pesquisa mostrou que 40% destesresponderam de forma equivocada. Observou-se ainda que, mesmo com 40% dos entrevistados que fazem ou jáfizeram uso de medicamentos fitoterápicos, utilizam estes com prescrição médica ouindicação farmacêutica, porém, ainda existe um número significativo que utilizaramestes medicamentos por vontade própria e/ou indicação de amigos, vizinhos eoutros (50%), que pode ter sido a causa do aparecimento de efeitos indesejáveis,por utilizarem estes medicamentos sem orientação, de forma inadequada, quanto àindicação, posologia, interações e outros, nos mostrando também a falta de atençãoe assistência farmacêutica. Dos 63% entrevistados que afirmaram que fizeram uso de medicamentosfitoterápicos, 92% obtiverem o efeito desejado, mostrando assim positividade efuncionalidade do tratamento fitoterápico. Os dados apontam a Passiflora Alata, o ginkgo biloba e o guaco sendorespectivamente os medicamentos fitoterápicos mais utilizados pela amostra. Pode-se observar a importância e a responsabilidade que cabe aosprofissionais farmacêuticos pela informação dos riscos que os medicamentosfitoterápicos, como qualquer outro medicamento podem causar, pois estes não sãoisentos de contraindicação e devem ser utilizados segundo orientação médica oufarmacêutica. Por mais que algumas plantas medicinais sejam utilizadas há tempostradicionalmente, podem apresentar sintomas não desejáveis, por serem utilizadasincorretamente, tendo assim o farmacêutico papel essencial nessa prática, pois aprodução de fitoterápicos, desde o cultivo até a dispensação com orientação éresponsabilidade do mesmo.
  29. 29. 29 6. REFERÊNCIASALMEIDA, E. R. Plantas medicinais Brasileiras: conhecimentos populares ecientífico. São Paulo, 1993.ALVIM, N. A. T.; et al., O uso de plantas medicinais como recurso terapêutico:das influências da formação profissional às implicações éticas e legais de suaaplicabilidade como extensão da prática de cuidar realizado pela enfermeira.Ver. Latino-Am Enfermagem [online]. Ribeirão Preto, v.14, n.3, p. 316-323, 2006.ALZUGARAY, C. (Ed). Plantas que curam: a natureza a serviço da sua saúde. V.1São Paulo: Três livros e fascículos, 1983.ARAÚJO, M. Das Ervas Medicinais à Fitoterapia. São Paulo: Ed. Ateliê Editorial,2002.BRASIL - ANVISA Agência Nacional de Vigilância Sanitária Bulário eletrônico:<http://www4.anvisa.gov.br/BularioEletronico/default.asp?txtPrincipioAtivo=&txtMedicamento=&txtEmpresa=&HidLetra=G&HidTipo=&vOrdem=&tp_bula=&vclass=&pagina=1> acessado em 11/11/2011.BRASIL - ANVISA Agência Nacional de Vigilância Sanitária:<http://www.anvisa.gov.br/medicamentos/fitoterapicos/definicao.html> acessado em14/10/2010.BRASIL - CRF-SP Conselho Regional de Farmácia do Estado de São Paulo:<http://www.crfsp.org.br/joomla/index.php?option=com_content&view=article&id=1047:fitoterapicos-e-plantas-medicinais-cada-vez-mais populares&catid=40:noticias&Itemid=87> acessado em 14/10/2010.FERREIRA, A. B. H. Novo dicionário da língua portuguesa - Século XXI. Rio deJaneiro: Nova Fronteira, 2º ed., 1993, ISBN 85-209-0411-4.
  30. 30. 30MARTINS, E. R.; et al. Plantas Medicinas no Brasil: NATIVAS E EXÓTICAS. SãoPaulo: Ed. UFV, 2000.ROMMEL G. T., DAVID G. T. Herbal product-drug interactions mediated byinduction. British Journal of Clinical Pharmacology, v. 61:6, p. 677-681, 2006.<http://www.essenciasvitae.com.br/sap_2008/julho/artigo/fitoterapia.pdf> acessadoem 08/11/2010.SACRAMENTO, H. T. Fitoterapia nos Serviços Públicos do Brasil. CoordenaçãoNacional de Plantas Medicinais em Serviços Públicos – Brasil, 2000.SCHULZ, V., HÄNSEL, R., TYLER, V. E. Fitoterapia Racional – 4ª Edição, SãoPaulo: Ed. Manole, 2002.SIMÕES, C. M. O. et al. Plantas da Medicina Popular do Rio Grande do Sul. 5.Ed. Porto Alegre: Editora da UFRGS, 1998.SNITF Sistema Nacional de Informações Tóxico Farmacológicas:<http://www.fiocruz.br/sinitox_novo/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?sid=313> acessadoem 10/11/2010.STASI, L. C. D. Plantas Medicinais: Arte e Ciência, São Paulo: Ed. UNESP, 1996.
  31. 31. 31 7. APÊNDICES 7.1. APÊNDICE I Questionário 1. Indique o seu sexo. ( ) Masculino ( ) Feminino 2. Qual é a sua idade (anos)? ( ) 15 a 25 ( ) 26 a 35 ( ) 36 a 45 ( ) 46 a 55 ( ) acima de 56 3. Qual é o seu nível de instrução (Escolaridade)? ( ) Ensino fundamental incompleto. ( ) Ensino fundamental completo. ( ) Ensino médio incompleto. ( ) Ensino médio completo. ( ) Ensino superior incompleto. ( ) Ensino superior completo. ( ) Nenhuma escolaridade. 4. Você sabe o que é medicamento fitoterápico? ( ) Sim ( ) Não 5. Indique 3 (três) opções, na lista de medicamentos abaixo, quevocê sabe ou que você julga ser um medicamento fitoterápico. ( ) pasalix ( ) dipirona sódica ( ) belladonna ( ) complexo 46 ( ) melagrião ( ) sinvastatina ( ) cetoprofeno ( ) valeriana ( ) allium cepa 6DH 6. Você já fez uso de medicamentos fitoterápicos? ( ) Sim ( ) Não
  32. 32. 32 (CASO SUA RESPOSTA SEJA SIM NO ITEM 6 RESPONDA AS DEMAIS QUESTÕES DESSE QUESTIONÁRIO). 7. Você já fez uso de algum(ns) dos medicamentos indicadosabaixo? ( ) ginkgo biloba ( ) castanha da índia ( ) Passiflora Alata ( ) guaco ( ) calêndula ( ) babosa 8. Assinale, dentre os itens abaixo, aquele que indica o principalmotivo por você ter feito o uso de medicamentos fitoterápicos? ( ) Prescrição médica. ( ) Indicação farmacêutica. ( ) Foi indicado por vizinhos, amigos, parentes e etc.... ( ) Mais barato. ( ) Vontade própria. 9. Você obteve o efeito desejado? ( ) Sim ( ) Não 10. Obteve algum efeito indesejável? ( ) Sim ( ) Não 11. Qual a forma farmacêutica apresentada pelo medicamentofitoterápico que você fez uso? ( ) Tinturas. ( ) Xaropes. ( ) Comprimidos. ( ) Cápsulas. ( ) Outros. 12. Você recebeu alguma orientação farmacêutica ao adquirir omedicamento fitoterápico? ( ) Sim ( ) Não
  33. 33. 33 8. ANEXO 8.1 GINKGO BILOBANomenclatura botânica oficial: Ginkgo biloba L.Nomenclatura popular: ginco, ginkgoFamília: GinkgoaceaeParte da planta utilizada: folhasCARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS O extrato de Ginkgo biloba é constituído principalmente por ginkgoflavonóides(derivados da quercetina, kaempferol, e isorhamnetina) e terpenolactonas(ginkgolídeos e bilobalídeos). Após a administração oral, os ginkgolídeos A, B ebilobalídeos possuem uma alta biodisponibilidade (98-100%; 79-93%; 70%,respectivamente). As suas meias-vidas de eliminação duram respectivamente 4,5h;10,6h e 3,2h. Esses compostos são excretados inalterados na urina em 70% deginkgolídeo A, 50% ginkgolídeo B e 30% bilobalídeos. O Ginkgo biloba promove o incremento do suprimento sanguíneo cerebralatravés da vasodilatação e redução da viscosidade sanguínea, além de reduzir adensidade dos radicais livres de oxigênio nos tecidos nervosos. Os ginkgolídeos,especialmente o ginkgolídeo B, inibem o Fator de Ativação Plaquetária (PAF),potencializando os parâmetros hemodinâmicos como o aumento do fluxo sanguíneo,por meio da diminuição da viscosidade sanguínea e da agregação eritrocitária. Ginkgo biloba reduz a progressão da demência, provavelmente por reduzir ainfiltração de neutrófilos e a peroxidação lipídica, aumentando o fluxo sanguíneoantagonizando o PAF e modificando o metabolismo neuronal. A fração de flavonóides é responsável pelo aumento da inibição darecaptação de serotonina, facilita a transmissão colinérgica e alfa-adrenérgica eestimula a recaptação de colina no hipocampo. A ação neuroprotetora estárelacionada com a inibição da síntese do óxido nítrico.INDICAÇÕES
  34. 34. 34 Distúrbios das funções do Sistema Nervoso Central: Insuficiência cérebro-vascular e suas manifestações funcionais: tonturas, zumbidos (tinidos) resultantesde distúrbios circulatórios; cefaléias, fadiga, déficit de memória, dificuldade deconcentração e atenção; tratamento sintomático dos distúrbios do desempenhocerebral causados por síndromes demenciais. Distúrbio vascular periférico: Insuficiência vascular periférica e suasmanifestações: Claudicação intermitente, cãibras noturnas e edemas idiopáticosortostáticos. Distúrbios neurosensoriais: Distúrbios do equilíbrio e suasmanifestações: Vertigens, tonturas, zumbido (tinido); degeneração e isquemiaretiniana (oclusão venosa da retina). 8.2 GUACONomenclatura Botânica Oficial: Mikania glomerata Sprengel, Nomenclatura popular:GuacoFamília: Asteraceae.Parte utilizada da planta: Folhas. Xarope de Guaco tem como principal componente a cumarina, à qual éatribuído o efeito de dilatação dos brônquios e de auxiliar na eliminação dassecreções respiratórias, através da tosse.CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS Sabe-se que receptores da acetilcolina estão presentes no sistemarespiratório e sua estimulação, pela acetilcolina, produz broncoconstrição e aumentoda secreção. Assim, o bloqueio destes receptores pelo princípio ativo do guacoprovoca a diminuição da secreção brônquica e relaxamento da musculatura lisarespiratória, fazendo do guaco um auxiliar no tratamento de tosses persistentes,tosses com expectoração e rouquidão.INDICAÇÕES Auxiliar no tratamento de afecções do trato respiratório, como tossespersistentes, tosses com expectoração e rouquidão. Em casos de afecçõesrespiratórias agudas, recomenda-se o uso por 7 dias e, em casos crônicos, por 2semanas.
  35. 35. 35CONTRAINDICAÇÕES Gravidez, lactação e crianças menores de 2 anos.Este produto não deve seringerido por pacientes diabéticos, devido ao alto teor de açúcar presente no xarope. 8.3 PASSIFLORA ALATAExtrato Seco de Passiflora alata, Ailt.Nomenclatura Botânica Oficial: Passiflora alata, A.Família: PassifloraceaeNomenclatura Popular: Maracujá, Grenadille, Passiflora, Passion Flower, Pasionari.Parte da planta utilizada: partes aéreas.Extrato Seco de Erythrina mulungu, M.Nomenclatura Botânica Oficial: Erythrina mulungu, M.Família: LeguminosaeNomenclatura Popular: Mulungu, MurunguParte da planta utilizada: cascaExtrato Seco de Crataegus oxyacantha, L.Nomenclatura Botânica Oficial: Crataegus oxyacantha, L.Família: RosaceaeNomenclatura Popular: Cratego, Hawthorn, English Hawthorn, Haw Apple, Aubépine,Biancospino, Pirliteiro.Parte da planta utilizada: frutos, folhas e floresCARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS Insônia é definida como dificuldade para adormecer que causa incômodo oudesconforto e muitas vezes estão relacionadas à ansiedade. Causas de ansiedade einsônia além do estresse da vida moderna podem ser fatores eventuais como amorte de um ente querido, separação, perda de emprego, dificuldades financeiras,sobrecarga de trabalho, acidentes etc. Para um grau leve de insônia e ansiedade,medicamentos fitoterápicos podem ser indicados como tratamento. Dentre eles está
  36. 36. 36a Passiflora Alata, composta por princípios ativo vegetal tais como a Passiflora alataAit. que apresenta ação ansiolítica e sedativa, além de diminuir a pressão arterial eativar a respiração; Crataegus oxycantha L. e Erythrina mulungu, que apresentamação sedativa leve.INDICAÇÕES A Passiflora Alata é um medicamento de ação sedativa, para uso oral,composto de princípios ativos vegetais, reconhecidamente neurossedativos. O usoprolongado de preparações destinadas ao tratamento da excitabilidade aumentadado sistema nervoso vegetativo encontra, na maioria das vezes, sérios obstáculosapresentados pelos próprios medicamentos que compõem as várias fórmulasexistentes no comércio, tais como barbitúricos, derivados halogenados, etc. Essesobstáculos são representados principalmente pelo hábito a essas drogas e peladepressão orgânica por elas provocada. Passiflora Alata sendo isenta de tais substâncias, apresenta vantagem de nãocriar o hábito nem provocar depressão, mesmo após uso prolongado.

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