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UNIVERSIDADE  FEDERAL  DE  RORAIMA  
DEPARTAMENTO  DE  GEOCIÊNCIAS  
BACHARELADO  EM  GEOLOGIA  
RELATÓRIO  DE  ATIVIDADES  DE  CAMPO  DA  DISCIPLINA  DE  TOPOGRAFIA  -­‐  CIV  03  
A6vidade  06  -­‐  Taquiometria  
Alunos  
Ezequias  Nogueira  Guimarães  
Matheus  Scalabrin  
Paulo  Roberto  Teixeira  
Thiago  Alves  Evangelista  
Boa  Vista,  RR  
2015  
RELATÓRIO  DE  ATIVIDADES  DE  CAMPO  DA  DISCIPLINA  DE  TOPOGRAFIA  
Resumo:   O   presente   trabalho   tem   como   objeRvo   relatar   as   aRvidades   de   campo   realizadas   na  
disciplina  de  Topografia,  do  curso  de  Bacharelado  em  Geologia  da  Universidade  Federal  de  Roraima.  A  
metodologia  consisRu  em  coletar  dados  com  auxílio  do  teodolito  e  mira,  com  objeRvo  de  calcular  a  
distância  entre  os  pontos.  O  resultado  dessa  aRvidade  será  o  cálculo  da  distância  entre  os  pontos  de  
forma  indireta.  
Palavras-­‐chave:  Bússola.  Azimute.  Cálculo  de  distância.  
INTRODUÇÃO  
   Haverá  situações  em  que  não  será  possível  realizar  a  medição  de  uma  distância  uRlizando  uma  
trena   tradicional   ou   laser,   por   diversos   moRvos.   O   teodolito   taqueométrico   além   de   possibilitar   as  
leituras  dos  ângulos  horizontais  e  verRcais,  também  realiza  a  medição  das  distâncias  de  forma  indireta.  
   As   medições   indiretas   são   aquelas   que   requerem   o   uso   de   funções   matemáRcas   para   se  
obterem  as  distâncias,  dividem-­‐se  em  eletrônica  e  taqueométrica  (estadimétrica).  A  Taqueometria  tem  
como  princípio  determinar  a  distância  horizontal  entre  um  ponto  e  outro  uRlizando-­‐se  um  instrumento  
(teodolito  e  nível  de  luneta)  e  o  acessório,  a  mira  falante  através  da  relação  entre  as  leituras  dos  fios  
estadimétricos  e  os  valores  de  constantes  do  instrumento  (COELHO  JÚNIOR,  2014).  
   O  objeRvo  do  trabalho  foi  calcular  a  distância    de  forma  indireta  entre  três  pontos,  uRlizando  o  
teodolito  e  mira.  
MATERIAIS  E  MÉTODOS  
Área  de  estudo  
   O  estudo  foi  realizado  em  uma  área  dentro  do  campus  da  Universidade  Federal  de  Roraima,  no  
município  de  Boa  Vista.  A  preparação  da  área  de  estudo  envolveu  a  demarcação  do  local  com  três  
estacas,  na  qual  serviram  com  o  referência  para  todas  aRvidades  de  medição  (Figura  01).  
Figura  01:  Mapa  de  localização  do  levantamento  
Obtenção  em  processamento  de  dados  
     
   Os   instrumento   uRlizados   na   coleta   de   dados   foram   o   teodolito   e   mira.   A   metodologia  
procedeu  da  seguinte  maneira.  Inicialmente  o  teodolito  foi  posicionado  no  primeiro  ponto  (P1)  e  uma  
mira  era  posicionada  no  segundo  ponto  (P2),  com  isso  foi  possível  coletar  os  dados  necessários  para  o  
cálculo,   que   foram:   fio   inferior,   fio   médio   e   fio   superior,   além   do   ângulo   verRcal.   Em   seguida,   o  
teodolito  era  posicionado  no  ponto  P2  e  a  mira  no  ponto  P3,  e  novamente  os  dados  eram  coletados.  O  
procedimento  foi  repeRdo  mais  uma  vez  para  determinar  os  valores  do  úlRmo  ponto.  
   Os  dados  foram  calculados  uRlizando  a  seguinte  fórmula:  
D  =  m  .  g  
   Onde:    
   D  =  distância  em  metros   m  =  fio  superior  -­‐  fio  inferior  
   g  =  é  uma  constante  dada  pelo  próprio  aparelho,  nesse  caso  100.  
     
RESULTADOS  E  DISCUSSÃO  
   Os  dados  coletados  em  campo     (Tabela  01)  serviram  para  calcular  a  distância  entre  os  pontos  
de  forma  indireta,  ou  seja,  sem  o  auxílio  de  trenas  ou  outros  métodos.      
Tabela  01:  valores  em  metros  coletados  em  campo  com  auxílio  de  teodolito  e  mira  
     
Os  cálculos  foram  os  seguintes:  
     
     
     
Ponto 1-2 Ponto 2-3 Ponto 3-1
Fio superior 1,62 1,65 1,71
Fio médio 1,41 1,43 1,44
Fio interior 1,21 1,22 1,18
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Ponto 1-2 Ponto 2-3 Ponto 3-1
D1-­‐2  =  (1,62  -­‐  1,21)  .  100  
D1-­‐2  =  41  m
D2-­‐3  =  (1,65  -­‐  1,22)  .  100  
D2-­‐3  =  43  m
D3-­‐1  =  (1,71  -­‐  1,18)  .  100  
D3-­‐1  =  53  m
  O  resultado  foi  cálculo  das  distâncias  entre  os  pontos  (Figura  02).  
Figura  02:  distâncias  calculadas  com  dados  coletados  em  campo.    
CONCLUSÃO  
   Após  realizado  o  cálculo  com  os  dados  coletados,  concluiu-­‐se  que  o  cálculo  da  distâncias  de  
forma  indireta  é  possível,  porém  não  é  um  método  muito  preciso,  pois  está  susceovel  a  erros  de  leitura  
de  mira  durante  o  campo.  No  entanto,  em  momentos  onde  não  há  possibilidade  de  uRlizar  uma  trena,  
como  a  travessia  de  um  rio,  ou  na  impossibilidade  de  uRlizar  um  equipamento  a  laser,  esse  método  de  
medição  é  úRl.  
REFERÊNCIAS  
COELHO  JÚNIOR,  José  Machado.  Topografia  geral.  Recife:  EDUFRPE,  2014.  
MENEZES,  Paulo  Márcio  leal  de.  Roteiro  de  cartografia.  São  Paulo:  Oficina  de  textos,  2013.  

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RELATÓRIO DE ATIVIDADES DE CAMPO DA DISCIPLINA DE TOPOGRAFIA SOBRE TAQUIOMETRIA

  • 1. UNIVERSIDADE  FEDERAL  DE  RORAIMA   DEPARTAMENTO  DE  GEOCIÊNCIAS   BACHARELADO  EM  GEOLOGIA   RELATÓRIO  DE  ATIVIDADES  DE  CAMPO  DA  DISCIPLINA  DE  TOPOGRAFIA  -­‐  CIV  03   A6vidade  06  -­‐  Taquiometria   Alunos   Ezequias  Nogueira  Guimarães   Matheus  Scalabrin   Paulo  Roberto  Teixeira   Thiago  Alves  Evangelista   Boa  Vista,  RR   2015  
  • 2. RELATÓRIO  DE  ATIVIDADES  DE  CAMPO  DA  DISCIPLINA  DE  TOPOGRAFIA   Resumo:   O   presente   trabalho   tem   como   objeRvo   relatar   as   aRvidades   de   campo   realizadas   na   disciplina  de  Topografia,  do  curso  de  Bacharelado  em  Geologia  da  Universidade  Federal  de  Roraima.  A   metodologia  consisRu  em  coletar  dados  com  auxílio  do  teodolito  e  mira,  com  objeRvo  de  calcular  a   distância  entre  os  pontos.  O  resultado  dessa  aRvidade  será  o  cálculo  da  distância  entre  os  pontos  de   forma  indireta.   Palavras-­‐chave:  Bússola.  Azimute.  Cálculo  de  distância.   INTRODUÇÃO     Haverá  situações  em  que  não  será  possível  realizar  a  medição  de  uma  distância  uRlizando  uma   trena   tradicional   ou   laser,   por   diversos   moRvos.   O   teodolito   taqueométrico   além   de   possibilitar   as   leituras  dos  ângulos  horizontais  e  verRcais,  também  realiza  a  medição  das  distâncias  de  forma  indireta.     As   medições   indiretas   são   aquelas   que   requerem   o   uso   de   funções   matemáRcas   para   se   obterem  as  distâncias,  dividem-­‐se  em  eletrônica  e  taqueométrica  (estadimétrica).  A  Taqueometria  tem   como  princípio  determinar  a  distância  horizontal  entre  um  ponto  e  outro  uRlizando-­‐se  um  instrumento   (teodolito  e  nível  de  luneta)  e  o  acessório,  a  mira  falante  através  da  relação  entre  as  leituras  dos  fios   estadimétricos  e  os  valores  de  constantes  do  instrumento  (COELHO  JÚNIOR,  2014).     O  objeRvo  do  trabalho  foi  calcular  a  distância    de  forma  indireta  entre  três  pontos,  uRlizando  o   teodolito  e  mira.   MATERIAIS  E  MÉTODOS   Área  de  estudo     O  estudo  foi  realizado  em  uma  área  dentro  do  campus  da  Universidade  Federal  de  Roraima,  no   município  de  Boa  Vista.  A  preparação  da  área  de  estudo  envolveu  a  demarcação  do  local  com  três   estacas,  na  qual  serviram  com  o  referência  para  todas  aRvidades  de  medição  (Figura  01).   Figura  01:  Mapa  de  localização  do  levantamento  
  • 3. Obtenção  em  processamento  de  dados         Os   instrumento   uRlizados   na   coleta   de   dados   foram   o   teodolito   e   mira.   A   metodologia   procedeu  da  seguinte  maneira.  Inicialmente  o  teodolito  foi  posicionado  no  primeiro  ponto  (P1)  e  uma   mira  era  posicionada  no  segundo  ponto  (P2),  com  isso  foi  possível  coletar  os  dados  necessários  para  o   cálculo,   que   foram:   fio   inferior,   fio   médio   e   fio   superior,   além   do   ângulo   verRcal.   Em   seguida,   o   teodolito  era  posicionado  no  ponto  P2  e  a  mira  no  ponto  P3,  e  novamente  os  dados  eram  coletados.  O   procedimento  foi  repeRdo  mais  uma  vez  para  determinar  os  valores  do  úlRmo  ponto.     Os  dados  foram  calculados  uRlizando  a  seguinte  fórmula:   D  =  m  .  g     Onde:       D  =  distância  em  metros   m  =  fio  superior  -­‐  fio  inferior     g  =  é  uma  constante  dada  pelo  próprio  aparelho,  nesse  caso  100.       RESULTADOS  E  DISCUSSÃO     Os  dados  coletados  em  campo    (Tabela  01)  serviram  para  calcular  a  distância  entre  os  pontos   de  forma  indireta,  ou  seja,  sem  o  auxílio  de  trenas  ou  outros  métodos.       Tabela  01:  valores  em  metros  coletados  em  campo  com  auxílio  de  teodolito  e  mira       Os  cálculos  foram  os  seguintes:               Ponto 1-2 Ponto 2-3 Ponto 3-1 Fio superior 1,62 1,65 1,71 Fio médio 1,41 1,43 1,44 Fio interior 1,21 1,22 1,18 ângulo vertical 90°20” 89°53” 89°48” altura do instrumento 1,39 1,43 1,42 Ponto 1-2 Ponto 2-3 Ponto 3-1 D1-­‐2  =  (1,62  -­‐  1,21)  .  100   D1-­‐2  =  41  m D2-­‐3  =  (1,65  -­‐  1,22)  .  100   D2-­‐3  =  43  m D3-­‐1  =  (1,71  -­‐  1,18)  .  100   D3-­‐1  =  53  m
  • 4.   O  resultado  foi  cálculo  das  distâncias  entre  os  pontos  (Figura  02).   Figura  02:  distâncias  calculadas  com  dados  coletados  em  campo.     CONCLUSÃO     Após  realizado  o  cálculo  com  os  dados  coletados,  concluiu-­‐se  que  o  cálculo  da  distâncias  de   forma  indireta  é  possível,  porém  não  é  um  método  muito  preciso,  pois  está  susceovel  a  erros  de  leitura   de  mira  durante  o  campo.  No  entanto,  em  momentos  onde  não  há  possibilidade  de  uRlizar  uma  trena,   como  a  travessia  de  um  rio,  ou  na  impossibilidade  de  uRlizar  um  equipamento  a  laser,  esse  método  de   medição  é  úRl.   REFERÊNCIAS   COELHO  JÚNIOR,  José  Machado.  Topografia  geral.  Recife:  EDUFRPE,  2014.   MENEZES,  Paulo  Márcio  leal  de.  Roteiro  de  cartografia.  São  Paulo:  Oficina  de  textos,  2013.