Cultura de Mídias e Cultura Digital

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Seminário sobre conceitos em Cultura de Mídias e Cultura Digital. Apresentação desenvolvida por Daniel Dutra, Aura Celeste e Juliana Medeiros na Disciplina de Design e Cultura Material do Programa de Pós-Graduação em Design da Universidade Federal de Pernambuco.

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Cultura de Mídias e Cultura Digital

  1. 1. UNIVERSIDADE FEDERAL DE PERNAMBUCO Programa de Pós-Graduação em Design Cultura de Mídias e Cultura Digital DANIEL DUTRA TÓPICOS EM DESIGN TECNOLOGIA E CULTURA A DESIGN E CULTURA MATERIAL Profa. Virgínia Cavalcanti GRUPO Aura, Daniel e Juliana
  2. 2. Balé Russo Cultura Erudita Dança de Rua Cultura Popular Boates Cultura de Massas
  3. 3. Antecedentes na Cultura Até meados do século XIX, dois tipos de cultura se delineavam nas sociedades ocidentais: de um lado, a cultura erudita das elites, de outro lado, a cultura popular, produzida no seio das classes dominadas. SANTAELLA, Lúcia. Cultura e artes do pós-humano: da cultura das mídias à cibercultura. São Paulo: Paulus, 2003. CULTURA DE MÍDIAS E CULTURA DIGITAL
  4. 4. Antecedentes na Cultura A partir dos novos meios de reprodução técnico-industrial, o advento da cultura de massas absorveu e digeriu dentro de si a divisão tradicional entre a cultura erudita e a cultura popular, anulando suas fronteiras e dissolvendo a polaridade entre o popular e o erudito, provocando cruzamentos culturais entre o tradicional e o moderno, o artesanal e o industrial. SANTAELLA, Lúcia. Cultura e artes do pós-humano: da cultura das mídias à cibercultura. São Paulo: Paulus, 2003. CULTURA DE MÍDIAS E CULTURA DIGITAL
  5. 5. Cultura de Mídias Lúcia Santaella (1992) cunha o termo Cultura de Mídias que, diferentemente da cultura de massas que é produzida por poucos e consumida por uma massa que não tem poder para interferir nos produtos simbólicos que consome, a cultura das mídias inaugura uma dinâmica que possibilita aos seus consumidores a escolha entre produtos simbólicos alternativos. SANTAELLA, Lúcia. Cultura e artes do pós-humano: da cultura das mídias à cibercultura. São Paulo: Paulus, 2003. CULTURA DE MÍDIAS E CULTURA DIGITAL
  6. 6. Cultura de Mídias CULTURA DE MÍDIAS E CULTURA DIGITAL
  7. 7. Cultura de Mídias A cultura humana é cumulativa no sentido de mudança e transformação, fortalecendo a questão sempre pertinente: não morre uma cultura com o “aparecimento” de outra. CULTURA DE MÍDIAS E CULTURA DIGITAL
  8. 8. Cultura de Mídias “Em resumo, a nova mídia determina uma audiência segmentada, diferenciada que, embora maciça em termos de números, já não é uma audiência de massa em termos de simultaneidade e uniformidade da mensagem recebida. [...] Devido à multiplicação de mensagens e fontes, a própria audiência torna-se mais seletiva. A audiência visada tende a escolher suas mensagens, assim aprofundando sua segmentação, intensificando o relacionamento individual entre o emissor e o receptor”. Manuel Castells (2000). A sociedade em rede. Rio de Janeiro: Paz e Terra. CULTURA DE MÍDIAS E CULTURA DIGITAL
  9. 9. Cultura das Mídias A cultura das mídias se ocupa dos hibridismos entre os meios de comunicação. A sua dinâmica se revela na aceleração do tráfego, das trocas e das misturas entre as múltiplas formas, estratos, tempos e espaços da cultura. É por definição, uma figura exemplar da cultura pós-moderna. SANTAELLA, Lúcia. Cultura e artes do pós-humano: da cultura das mídias à cibercultura. São Paulo: Paulus, 2003. CULTURA DAS MÍDIAS E CULTURA DIGITAL
  10. 10. Campus Party Recife, 2012.
  11. 11. Cultura Digital Com a introdução do computador, a relação receptiva de sentido único com o televisor passou a ser substituída pelo modo interativo e bidirecional. A medida que o usuário foi aprendendo a falar com as telas, seus hábitos de consumo passaram a conviver com hábitos mais autônomos de discriminação e escolhas. Como se não bastassem as instabilidades e reorganizações constantes dos cenários culturais, com o advento da cultura das mídias, a revolução digital surge para embaralhar mais ainda. SANTAELLA, Lúcia. Cultura e artes do pós-humano: da cultura das mídias à cibercultura. São Paulo: Paulus, 2003. CULTURA DE MÍDIAS E CULTURA DIGITAL
  12. 12. Cultura Digital O computador abre a possibilidade de converter toda informação – texto, som, imagem, vídeo – em uma mesma linguagem universal. A digitalização e a compressão de dados permitem que todas as mídias sejam traduzidas, manipuladas, armazenadas, reproduzidas e distribuídas digitalmente. SANTAELLA, Lúcia. Cultura e artes do pós-humano: da cultura das mídias à cibercultura. São Paulo: Paulus, 2003. CULTURA DE MÍDIAS E CULTURA DIGITAL
  13. 13. Cultura Digital A convergência de tecnologias propicia o deslocamento da dinâmica fluida dos processos culturais no mundo presencial em consonância com as dinâmicas virtuais da cultura do ciberespaço. As redes de computadores e a internet propiciam um espaço aberto para uma multiplicidade de atividades interativas e de democratização da comunicação como meio reprodutor de um discurso impregnado das formas culturais e paradigmas próprios do capitalismo global. SANTAELLA, Lúcia. Cultura e artes do pós-humano: da cultura das mídias à cibercultura. São Paulo: Paulus, 2003. CULTURA DE MÍDIAS E CULTURA DIGITAL
  14. 14. Cultura Digital Euforia versus disforia no primeiro, a ideia de que o mundo imaterial das redes computacionais estava criando um novo espaço social despojado das formas tradicionais de propriedade e, o segundo, discurso transplantado das críticas da cultura de massa, indústria cultural e sociedade instrumental. SANTAELLA, Lúcia. Cultura e artes do pós-humano: da cultura das mídias à cibercultura. São Paulo: Paulus, 2003. CULTURA DE MÍDIAS E CULTURA DIGITAL
  15. 15. Cultura Digital "Os telefones celulares são o fundamento técnico da suposição de constante acessibilidade e disponibilidade. A suposição de que a condição humana em geral da modernidade líquida, a condição de "lobos solitários sempre em contato", já foi viabilizada e se converteu em "norma", tanto no segundo quanto no primeiro aspecto". "A fragilidade das conexões, a existência de meios instantâneos de desconexão, a combinação de facilidades para "conectar-se" com a possibilidade de interromper de modo indolor e instantâneo a situação de "estar conectado" no momento em que nos parecer incoveniente - tudo isso parece se adaptar de modo especial à dialética das relações tortuosas entre o público e o privado". BAUMAN, Zygmunt. 44 cartas do mundo líquido moderno. São Paulo: Zahar, 2011. CULTURA DE MÍDIAS E CULTURA DIGITAL
  16. 16. Cultura Digital Este crescimento das multiplicidades de mídias (Cultura de Mídias), foi dando margem ao surgimento de receptores mais seletivos, individualizados, o que foi, sem dúvida, preparando o terreno para a emergência da Cultura Digital, na medida em que esta exige receptores atuantes, caçadores em busca de presas informacionais de sua própria escolha. SANTAELLA, Lúcia. Cultura e artes do pós-humano: da cultura das mídias à cibercultura. São Paulo: Paulus, 2003. CULTURA DE MÍDIAS E CULTURA DIGITAL
  17. 17. Cultura Digital É por essa razão que a Cultura Digital vem sendo também chamada de cultura do acesso, uma formação cultural está nos colocando não somente no seio de uma revolução técnica, mas também de uma sublevação cultural cuja propensão é se alastrar tendo em vista que a tecnologia dos computadores tende a ficar cada vez mais barata. SANTAELLA, Lúcia. Cultura e artes do pós-humano: da cultura das mídias à cibercultura. São Paulo: Paulus, 2003. CULTURA DE MÍDIAS E CULTURA DIGITAL
  18. 18. Cultura Digital "O Twitter é, para nós, pessoas comuns, o que as capas de revistas semanais e mensais representam para os poucos que são proclamados extraordinários. Nosso Twitter é uma espécie de réplica das butiques de alta-costura no comércio popular: o substituto da igualdade para os destituídos. Aos que estão condenados a comprar nas lojas populares, o Twitter atenua as crises da humilhação causada pela falta de acesso às lojas exclusivas". BAUMAN, Zygmunt. 44 cartas do mundo líquido moderno. São Paulo: Zahar, 2011. CULTURA DE MÍDIAS E CULTURA DIGITAL
  19. 19. Cultura Digital Cada um pode se tornar produtor, criador, compositor, montador, apresentador e difusor de seus próprios produtos. Com isso, uma sociedade de distribuição piramidal começou a sofrer as pressões de uma sociedade reticular integrada em tempo real. SANTAELLA, Lúcia. Cultura e artes do pós-humano: da cultura das mídias à cibercultura. São Paulo: Paulus, 2003. CULTURA DE MÍDIAS E CULTURA DIGITAL

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