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SAGA
Sophia de Mello Breyner Andresen
Saga
Histórias narradas em prosa, nos séculos XII e XIV, originárias, sobretudo, dos
países nórdicos. A maioria das sagas nórdicas foram escritas na Islândia, em
língua nórdica antiga, que era a língua comum a grande parte da Escandinávia
durante a Idade Média.
O termo saga é frequentemente usado em referência a obras literárias
contemporâneas de caráter épico como, por exemplo, O Senhor dos Anéis.
O presente conto narra as aventuras de um homem que um dia sonha que o
mar é o seu destino e, de forma determinada, tenta cumpri-lo.
Definição de “saga”
Ação
Saga
Ação
• Vivência de Hans na ilha de Vig e
desejo de ser marinheiro.
• Recusa desse desejo pelo pai Sören, face aos
acontecimentos ocorridos com os seus irmãos.
• Fuga de Hans no cargueiro inglês Angus e
desentendimento com o capitão, que o chicoteia.
Hans foge.
• Depois de muito vaguear sozinho, encontra Hoyle,
armador e negociante de vinhos, que o acolhe de forma
generosa. Inadaptação à cidade em que vive.
• Dedica-se ao comércio e à navegação e torna-se um comerciante respeitado. Viaja pelas
Ilhas do Atlântico, pela zona costeira de África e do Brasil e pelos mares da China.
• Nas cartas que escreve, Hans descreve os
objetos e as paisagens que encontra.
• Casa e tem sete filhos, a um deles dá o
nome do pai. Conta as suas histórias à neta.
• Na velhice, já doente, sem conseguir concretizar
o sonho de regressar a Vig, pede que seja
construído um navio naufragado em cima da sua
sepultura, pedido que foi concretizado.
• Conta a lenda que, em dias de temporal, Hans navega
nele para Norte.
Ação
Saga
Ação principal
Fuga e vida de Hans da ilha de Vig em busca do
sonho de ser marinheiro.
Ação secundária
História dos irmãos de Sören – encaixada na
ação principal.
Introdução
Vida de Hans em Vig e fuga.
Desenvolvimento
Vida de Hans na juventude e na fase adulta.
Conclusão
Velhice e fim de vida de Hans.
A ação do conto é fechada, pois a morte de Hans encerra
o ciclo de vida do protagonista.
Saga
Encadeamento
Os acontecimentos relativos à vida de Hans
sucedem-se de forma cronológica.
Encaixe
A narração dos acontecimentos relativos à morte dos
irmãos de Sören surge encaixada na narrativa principal.
Organização das sequências narrativas
Organização das sequências narrativas
Saga
Personagens
Personagens
Hans – Filho de Sören e Maria. Teve sete filhos, quatro rapazes e
três raparigas. O primeiro, chamado Sören, morreu.
Sören – Pai de Hans, homem alto, magro, olhos azuis, austero,
frio e inflexível.
Maria – Mãe de Hans, que demonstra amargura perante a decisão
do filho.
Cristina – Irmã de Hans.
Ana – Mulher de Hans que tinha os traços físicos das mulheres de Vig.
Joana – Neta mais velha de Hans, a quem ele contava as suas aventuras.
Hoyle – Negociante inglês que acolhe e é como um segundo pai,
sensível e generoso, solitário e inadaptado ao país.
Saga
Caracterização física e psicológica de Hans
Caracterização física e psicológica de Hans
• “aos catorze anos já tinha a altura de um homem…”
• “Estava velho como um barco que não navegava mais e
prancha por prancha se vai desmantelando. Tinha as
mãos um pouco trémulas, o azul dos olhos desbotado,
fundas rugas lhe cavavam a testa, os cabelos e as
compridas suíças estavam completamente brancas.
Psicológica
• “Hans, sozinho, no meio do círculo vazio, suportou com um sorriso
calmo o rosto irado que o fitava.” (solitário, calmo, corajoso)
Física
Saga
Caracterização direta e indireta
Caracterização direta e indireta
Indireta
Direta
(características apresentadas pelo narrador ou outras
personagens)
• “Era um homem de negócios hábil porque se
apercebia da natureza das coisas e da natureza
das pessoas e negociava sem paixão.”
(características deduzidas a partir das atitudes e
comportamentos da personagem)
• “Hans, devagar, com um sorriso petulante, despiu a pele do
urso...” (desafiador)
Saga
Tempo
Tempo
Tempo do discurso – sucessão de acontecimentos
ao longo de um período longo, podem abreviar-se longos
períodos de tempo (avanços e recuos no tempo).
Tempo da história – referências temporais em
função do tempo concreto, cronológico (aos meses do
ano, às estações do ano).
• “Nasceu o seu segundo filho no tempo das primeiras
camélias, em novembro do seguinte ano.”
• “Entretanto, à medida que a vida ia cumprindo os seus ciclos,
noivados, casamentos, nascimentos, batizados iam povoando a
casa de azáfama e festas.”
Saga
Espaço
Espaço
Espaço social (meio social) – em Vig, integra-se no
meio piscatório onde viviam os pescadores dinamarqueses; no
Porto, integra-se num ambiente requintado e opulento da
burguesia portuense.
Espaço físico (lugares físicos) – ilha no
mar do norte (Vig), lugares por onde Hans viajou e
cidade desconhecida – Porto.
Saga
Narrador
Narrador
O narrador do conto é não participante.
Narra na 3.ª pessoa e conhece ao pormenor
todos os acontecimentos da história de Hans.
• “O mar do Norte, verde e cinzento, rodeava Vig, a ilha, e as
espumas varriam os rochedos escuros. Havia nesse começo de
tarde um vaivém incessante de aves marítimas, as águas
engrossavam devagar, as nuvens empurradas pelo vento sul
acorriam e Hans viu que se estava formando a tempestade.
Mas ele não temia a tempestade e, com os fatos inchados de
vento, caminhou até ao extremo do promontório.”
Saga
Representação do discurso
Representação do discurso
Momentos de narração
(sucessão de ações narradas no pretérito perfeito – avanço na ação)
• “Nenhum homem se salvou. O vento espalhou os gritos no clamor da
escuridão selvagem, a força das braçadas desfez-se nos redemoinhos,
a água tapou as bocas. Nem os que treparam aos mastros se
salvaram, nem os que se meteram nos botes, nem os que nadaram
para terra.”
Momentos de descrição
(momentos de pausa para descrição de personagens, espaços – uso do
pretérito imperfeito, de adjetivos e recursos expressivos)
• “Ali a vaga media dez metros e a água tornara-se espessa, pesada e
brutal em seu cinzento metálico. Todas as madeiras gemiam como se
fossem despedaçar-se e sentia-se a tensão dos cabos repuxados.”
Momentos de diálogo
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A Saga de Hans

  • 1. SAGA Sophia de Mello Breyner Andresen
  • 2. Saga Histórias narradas em prosa, nos séculos XII e XIV, originárias, sobretudo, dos países nórdicos. A maioria das sagas nórdicas foram escritas na Islândia, em língua nórdica antiga, que era a língua comum a grande parte da Escandinávia durante a Idade Média. O termo saga é frequentemente usado em referência a obras literárias contemporâneas de caráter épico como, por exemplo, O Senhor dos Anéis. O presente conto narra as aventuras de um homem que um dia sonha que o mar é o seu destino e, de forma determinada, tenta cumpri-lo. Definição de “saga”
  • 3. Ação Saga Ação • Vivência de Hans na ilha de Vig e desejo de ser marinheiro. • Recusa desse desejo pelo pai Sören, face aos acontecimentos ocorridos com os seus irmãos. • Fuga de Hans no cargueiro inglês Angus e desentendimento com o capitão, que o chicoteia. Hans foge. • Depois de muito vaguear sozinho, encontra Hoyle, armador e negociante de vinhos, que o acolhe de forma generosa. Inadaptação à cidade em que vive. • Dedica-se ao comércio e à navegação e torna-se um comerciante respeitado. Viaja pelas Ilhas do Atlântico, pela zona costeira de África e do Brasil e pelos mares da China. • Nas cartas que escreve, Hans descreve os objetos e as paisagens que encontra. • Casa e tem sete filhos, a um deles dá o nome do pai. Conta as suas histórias à neta. • Na velhice, já doente, sem conseguir concretizar o sonho de regressar a Vig, pede que seja construído um navio naufragado em cima da sua sepultura, pedido que foi concretizado. • Conta a lenda que, em dias de temporal, Hans navega nele para Norte.
  • 4. Ação Saga Ação principal Fuga e vida de Hans da ilha de Vig em busca do sonho de ser marinheiro. Ação secundária História dos irmãos de Sören – encaixada na ação principal. Introdução Vida de Hans em Vig e fuga. Desenvolvimento Vida de Hans na juventude e na fase adulta. Conclusão Velhice e fim de vida de Hans. A ação do conto é fechada, pois a morte de Hans encerra o ciclo de vida do protagonista.
  • 5. Saga Encadeamento Os acontecimentos relativos à vida de Hans sucedem-se de forma cronológica. Encaixe A narração dos acontecimentos relativos à morte dos irmãos de Sören surge encaixada na narrativa principal. Organização das sequências narrativas Organização das sequências narrativas
  • 6. Saga Personagens Personagens Hans – Filho de Sören e Maria. Teve sete filhos, quatro rapazes e três raparigas. O primeiro, chamado Sören, morreu. Sören – Pai de Hans, homem alto, magro, olhos azuis, austero, frio e inflexível. Maria – Mãe de Hans, que demonstra amargura perante a decisão do filho. Cristina – Irmã de Hans. Ana – Mulher de Hans que tinha os traços físicos das mulheres de Vig. Joana – Neta mais velha de Hans, a quem ele contava as suas aventuras. Hoyle – Negociante inglês que acolhe e é como um segundo pai, sensível e generoso, solitário e inadaptado ao país.
  • 7. Saga Caracterização física e psicológica de Hans Caracterização física e psicológica de Hans • “aos catorze anos já tinha a altura de um homem…” • “Estava velho como um barco que não navegava mais e prancha por prancha se vai desmantelando. Tinha as mãos um pouco trémulas, o azul dos olhos desbotado, fundas rugas lhe cavavam a testa, os cabelos e as compridas suíças estavam completamente brancas. Psicológica • “Hans, sozinho, no meio do círculo vazio, suportou com um sorriso calmo o rosto irado que o fitava.” (solitário, calmo, corajoso) Física
  • 8. Saga Caracterização direta e indireta Caracterização direta e indireta Indireta Direta (características apresentadas pelo narrador ou outras personagens) • “Era um homem de negócios hábil porque se apercebia da natureza das coisas e da natureza das pessoas e negociava sem paixão.” (características deduzidas a partir das atitudes e comportamentos da personagem) • “Hans, devagar, com um sorriso petulante, despiu a pele do urso...” (desafiador)
  • 9. Saga Tempo Tempo Tempo do discurso – sucessão de acontecimentos ao longo de um período longo, podem abreviar-se longos períodos de tempo (avanços e recuos no tempo). Tempo da história – referências temporais em função do tempo concreto, cronológico (aos meses do ano, às estações do ano). • “Nasceu o seu segundo filho no tempo das primeiras camélias, em novembro do seguinte ano.” • “Entretanto, à medida que a vida ia cumprindo os seus ciclos, noivados, casamentos, nascimentos, batizados iam povoando a casa de azáfama e festas.”
  • 10. Saga Espaço Espaço Espaço social (meio social) – em Vig, integra-se no meio piscatório onde viviam os pescadores dinamarqueses; no Porto, integra-se num ambiente requintado e opulento da burguesia portuense. Espaço físico (lugares físicos) – ilha no mar do norte (Vig), lugares por onde Hans viajou e cidade desconhecida – Porto.
  • 11. Saga Narrador Narrador O narrador do conto é não participante. Narra na 3.ª pessoa e conhece ao pormenor todos os acontecimentos da história de Hans. • “O mar do Norte, verde e cinzento, rodeava Vig, a ilha, e as espumas varriam os rochedos escuros. Havia nesse começo de tarde um vaivém incessante de aves marítimas, as águas engrossavam devagar, as nuvens empurradas pelo vento sul acorriam e Hans viu que se estava formando a tempestade. Mas ele não temia a tempestade e, com os fatos inchados de vento, caminhou até ao extremo do promontório.”
  • 12. Saga Representação do discurso Representação do discurso Momentos de narração (sucessão de ações narradas no pretérito perfeito – avanço na ação) • “Nenhum homem se salvou. O vento espalhou os gritos no clamor da escuridão selvagem, a força das braçadas desfez-se nos redemoinhos, a água tapou as bocas. Nem os que treparam aos mastros se salvaram, nem os que se meteram nos botes, nem os que nadaram para terra.” Momentos de descrição (momentos de pausa para descrição de personagens, espaços – uso do pretérito imperfeito, de adjetivos e recursos expressivos) • “Ali a vaga media dez metros e a água tornara-se espessa, pesada e brutal em seu cinzento metálico. Todas as madeiras gemiam como se fossem despedaçar-se e sentia-se a tensão dos cabos repuxados.” Momentos de diálogo (representação do discurso das personagens de forma direta) • “– Avô – disse Joana – porque é que está sempre a olhar para o mar? – Ah! – respondeu Hans. – Porque o mar é o caminho para a minha casa.”