   No conto temos dois espaços que se apresentam como    os pólos centralizadores da acção: a ilha de Vig e uma    “cidad...
Na obra «Saga» encontramos váriasexpressões que nos remetem para acidade do Porto, sem nunca sermencionado o nome Porto.
(…) penetraram sob o arco das gaivotas, na barraestreita de um rio esverdeado e turvo (…). Àesquerda, subindo a vertente, ...
Na estrada que corria junto às margens viam-sebois enfeitados e vermelhos, puxando carros demadeira que chiavam sob o peso...
(…) à porta das adegas respirou a frescura sombria e ocheiro do vinho entornado.
Caminhou ao longo do rio, na margem onde asmulheres, descalças, carregavam cestos de areia...
Penetrou nas igrejas de azulejo e talha que nãoeram claras e frias como as igrejas do seu país, masdoiradas e sombrias…
Depois destes pequenos excertos que retirámosda «Saga» e que nos permitem concluir que se tratada cidade do Porto, vamos e...
Sophia de Mello Breyner Andresen nasceu noPorto (…). O seu pai, João Henrique Andresen, eraneto de um dinamarquês, Jan Hen...
Hans também se fixou no Porto e ali fez fortuna.Também trabalhou no negócio dos vinhos com Hoyle.    Hoyle era armador e n...
Hans casou com a filha de um general liberalque desembarcou no Mindelo… («Saga»)
Os antepassados de Sophia de Mello Breynerchegaram a Portugal em meados do século XIX,vindos da ilha de Föhr, no arquipéla...
Estávamos no século XIX e na altura o isolamentoda vida numa ilha era ainda mais constrangedor. Foineste cenário que certo...
Hans vivia na ilha de Vig e queria ser um grandemarinheiro. Certo dia, sem a autorização do pai, fugiunum cargueiro inglês...
Após semanas a viajar pelos mares da Europa, obarco ancorou no Porto numa manhã quente, e osmarinheiros dinamarqueses toma...
Por meio de gestos, contava aos curiosos a históriada caça ao urso-polar e cobrava 10 réis a quem quisesseentrar no barco ...
Maria Alice Rios contou esta aventura no livro Famílias Tradicionais do Porto. Do resto da vida de Jann Hinrich Andresen, ...
Podia não saber falar uma única palavra deportuguês, mas tinha jeito para os negócios. Primeiro,empregou-se numa loja de c...
Hans também fez fortuna…    Associado ao inglês, Hans começou a construir umafortuna pessoal que nunca tinha projectado. E...
Em 1854, com a anexação das Frísias pelo imperadoralemão, durante a Guerra dos Ducados, Jann Hinrich reagiuviolentamente e...
Nas gerações que se seguiram, a fortuna da família foiconsolidada e os negócios floresceram. João Henriquejúnior comprou a...
QUINTA DO CAMPO ALEGRE    Hans, depois de Hoylemorrer, compra uma quintacom         característicassemelhantes à Quinta do...
CASA DA QUINTA DO CAMPO ALEGRE
Algumas fotografias do túmulo da famíliaAndresen, no cemitério de Agramonte, no Porto.
Em pedra e em bronze, commastros quebrados e velas rasgadas,o navio foi construído sobre a campade Hans. Este estranho jaz...
Trabalho Adaptado.   Agradeço aos alunos do 8.º C de Frazão a gentileza de   terem publicado o seu trabalho da internet pa...
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  1. 1.  No conto temos dois espaços que se apresentam como os pólos centralizadores da acção: a ilha de Vig e uma “cidade carregada de memórias”. Esta cidade pode ser associada à cidade do Porto. A «Saga», sendo um conto de ficção, tem alguns aspectos biográficos da autora.
  2. 2. Na obra «Saga» encontramos váriasexpressões que nos remetem para acidade do Porto, sem nunca sermencionado o nome Porto.
  3. 3. (…) penetraram sob o arco das gaivotas, na barraestreita de um rio esverdeado e turvo (…). Àesquerda, subindo a vertente, erguia-se o casariobranco, amarelo e vermelho…
  4. 4. Na estrada que corria junto às margens viam-sebois enfeitados e vermelhos, puxando carros demadeira que chiavam sob o peso de pipas, pedra eareias.
  5. 5. (…) à porta das adegas respirou a frescura sombria e ocheiro do vinho entornado.
  6. 6. Caminhou ao longo do rio, na margem onde asmulheres, descalças, carregavam cestos de areia...
  7. 7. Penetrou nas igrejas de azulejo e talha que nãoeram claras e frias como as igrejas do seu país, masdoiradas e sombrias…
  8. 8. Depois destes pequenos excertos que retirámosda «Saga» e que nos permitem concluir que se tratada cidade do Porto, vamos estabelecer um paralelismoentre a história de ficção e a história verídica daautora e dos seus antepassados.Para isso, baseámo-nos em dois documentos: O barco dos Andresen da Dinamarca ancorou em Portugal, por Rita Roby Gonçalves; Uma Vida Vertical, por Luís Miguel Queirós.
  9. 9. Sophia de Mello Breyner Andresen nasceu noPorto (…). O seu pai, João Henrique Andresen, eraneto de um dinamarquês, Jan Henrik, que se fixouno Porto e que ali fez fortuna, primeiro no sectorda cabotagem, depois no negócio dos vinhos. Amãe, Maria Amélia de Mello Breyner (…) pertenciaa uma família aristocrática de fortes tradiçõesliberais. Uma Vida Vertical Por LUÍS MIGUEL QUEIRÓS
  10. 10. Hans também se fixou no Porto e ali fez fortuna.Também trabalhou no negócio dos vinhos com Hoyle. Hoyle era armador e negociava no transporte devinho para os países do Norte… («Saga»)
  11. 11. Hans casou com a filha de um general liberalque desembarcou no Mindelo… («Saga»)
  12. 12. Os antepassados de Sophia de Mello Breynerchegaram a Portugal em meados do século XIX,vindos da ilha de Föhr, no arquipélago das Frísias. Tudo começou com um adolescente deespírito aventureiro que viria a introduziu o nomeAndresen no nosso país.
  13. 13. Estávamos no século XIX e na altura o isolamentoda vida numa ilha era ainda mais constrangedor. Foineste cenário que certo dia, em 1840, Jann Andresenpediu aos pais - Thomaz Andresen e Thunke Poppen -autorização para embarcar num veleiro.O barco dos Andresen da Dinamarca ancorou em Portugal, por Rita Roby Gonçalves
  14. 14. Hans vivia na ilha de Vig e queria ser um grandemarinheiro. Certo dia, sem a autorização do pai, fugiunum cargueiro inglês que seguia para o Sul.
  15. 15. Após semanas a viajar pelos mares da Europa, obarco ancorou no Porto numa manhã quente, e osmarinheiros dinamarqueses tomaram conta da cidade.A bordo manteve-se o mais novo tripulante, o jovemAndresen, com a incumbência de tomar conta daembarcação. Às tantas, aborrecido, encontrou umapele de um urso-polar e resolveu estendê-la na cobertado barco, com o objectivo de atrair transeuntes. O barco dos Andresen da Dinamarca ancorou em Portugal, por Rita Roby Gonçalves
  16. 16. Por meio de gestos, contava aos curiosos a históriada caça ao urso-polar e cobrava 10 réis a quem quisesseentrar no barco para apreciar de perto a pele do animal.O negócio corria-lhe bem até que o comandante,regressado de terra, se deparou com aquele cenário. Irado com a ousadia do rapaz, o comandanteperseguiu-o até onde pôde com o intuito de o sovar. Mais rápido e mais jovem, Andresen refugiou-se emterra e nunca mais os seus companheiros lhe puseram avista em cima. O barco dos Andresen da Dinamarca ancorou em Portugal, por Rita Roby Gonçalves
  17. 17. Maria Alice Rios contou esta aventura no livro Famílias Tradicionais do Porto. Do resto da vida de Jann Hinrich Andresen, o que se sabe é que as coisas lhe correram de feição. Ficou em terra e nunca mais pensou voltar à gelada ilha de Föhr. O barco dos Andresen da Dinamarca ancorou em Portugal, por Rita Roby Gonçalves Vemos claramente este episódio retratado noconto «Saga», aquando da querela entre Hans e ocapitão.
  18. 18. Podia não saber falar uma única palavra deportuguês, mas tinha jeito para os negócios. Primeiro,empregou-se numa loja de candeeiros. Deu-se bem.Mais tarde, seguiu a sua paixão: os vinhos. Trabalhouafincadamente e era obstinado nos negócios. Em poucosanos, criou uma verdadeira fortuna com base no vinhodo Porto. O barco dos Andresen da Dinamarca ancorou em Portugal, por Rita Roby Gonçalves
  19. 19. Hans também fez fortuna… Associado ao inglês, Hans começou a construir umafortuna pessoal que nunca tinha projectado. Era um homemde negócios hábil porque se apercebia da natureza dascoisas… (“Saga”)
  20. 20. Em 1854, com a anexação das Frísias pelo imperadoralemão, durante a Guerra dos Ducados, Jann Hinrich reagiuviolentamente e pediu a naturalização portuguesa. D.Fernando II, príncipe regente, concedeu-lha, no Paço deSintra. A partir de então, o dinamarquês, que na altura jáera um respeitado homem de negócios, passou a chamar-seJoão Henrique Andresen. E assim ficou conhecido parasempre. O barco dos Andresen da Dinamarca ancorou em Portugal, por Rita Roby Gonçalves
  21. 21. Nas gerações que se seguiram, a fortuna da família foiconsolidada e os negócios floresceram. João Henriquejúnior comprou a Quinta de Campo Alegre, onde a famíliaviveu muitos anos. Foi na Quinta de Campo Alegre que aescritora Sophia de Mello Breyner - 4.ª geração dosAndresen - passou a infância. O barco dos Andresen da Dinamarca ancorou em Portugal, por Rita Roby Gonçalves
  22. 22. QUINTA DO CAMPO ALEGRE Hans, depois de Hoylemorrer, compra uma quintacom característicassemelhantes à Quinta doCampo Alegre onde a autoracresceu. Por sua vez estaquinta fica muito próximodo cemitério de Agramonteonde podemos encontrar umtúmulo cuja inscriçãopertence à famíliaAndresen.
  23. 23. CASA DA QUINTA DO CAMPO ALEGRE
  24. 24. Algumas fotografias do túmulo da famíliaAndresen, no cemitério de Agramonte, no Porto.
  25. 25. Em pedra e em bronze, commastros quebrados e velas rasgadas,o navio foi construído sobre a campade Hans. Este estranho jazigo queentre lápides, bustos, anjos de pedra,canteiros e piedosas cruzes tinhaalgo de arrebatado e selvático … «Saga»
  26. 26. Trabalho Adaptado. Agradeço aos alunos do 8.º C de Frazão a gentileza de terem publicado o seu trabalho da internet para que todos possamos aprender com ele. Cristina Fontes

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