Origens e evolução da Ciência da Informação

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Trabalho Apresentado em grupo em sala de Aula, discutindo as áreas de biblioteconomia e Ciência da Informação.

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Origens e evolução da Ciência da Informação

  1. 1. CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO E BIBLIOTECONOMIA – NOVOS CONTEÚDOS E ESPAÇOS DE ATUAÇÃO CAPITULO 1: Origens e evolução da Ciência da Informação GRUPO 07: DANILO, GISLENE e NATHALY. São Carlos, 22 de Maio de 2010.
  2. 2. <ul><li>1.1 ANTECEDENTES SOCIAIS </li></ul><ul><li>ORIGEM (FORMAÇÃO OU CONSTITUIÇÃO): </li></ul><ul><li>ANTECEDENTES (INFLUÊNCIAS): </li></ul><ul><li>Documentação: novos conceitos </li></ul><ul><li>Recuperação da Informação: sistemas automatizados de recuperação de informações </li></ul>
  3. 3. <ul><li>1.2 DOCUMENTAÇÃO E CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO </li></ul><ul><li>ANTECEDENTES: </li></ul><ul><li>Revolução Industrial (séc. XIX): grande quantidade de informações registradas; tentativas de levantamento bibliográfico universal </li></ul><ul><li>Paul Otlet e Henri La Fontaine: criação da biblioteca universal; criação do Instituto Internacional de Bibliografia (IIB), atual Federação Internacional de Documentação (FID) </li></ul><ul><li>Problema: ausência de um sistema de classificação único (padrão) para todos os documentos indexados </li></ul><ul><li>Solução: Classificação Decimal Universal ((CDU) tratamento de outros tipos de documentos além do livro e outros produtos impressos) </li></ul>
  4. 4. <ul><li>Novo conceito de documento por Paul Otlet (pág. 11): </li></ul><ul><li>“ o livro, a revista, o jornal, a peça de arquivo, a estampa, a fotografia, a medalha, a música, o disco, o filme e toda a parte documentária que precede ou sucede a emissão radiofônica. São amostras, espécimes, modelos fac-símiles e, de maneira geral, o que tenha caráter representativo , com três dimensões e , eventualmente, em movimento. ” </li></ul><ul><li>DOCUMENTAÇÃO NA CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO: </li></ul><ul><li>Ampliação do campo de atuação dos profissionais da </li></ul><ul><li>área ao ultrapassar os limites do espaço da biblioteca e </li></ul><ul><li>agregar nossas práticas de organização e novos serviços </li></ul><ul><li>de documentação </li></ul><ul><li>Bibliografia vista como um registro, memória do conhecimento científico (conservação) </li></ul>
  5. 5. <ul><li>1.3 O SURGIMENTO DOS SISTEMAS AUTOMATIZADOS DE RECUPERAÇÃO DA INFORMAÇÃO </li></ul><ul><li>ANTECEDENTES: </li></ul><ul><li>Guerra fria: países desenvolvidos com grande interesse pelas atividades de ciência e tecnologia </li></ul><ul><li>Conseqüência: aumento de conhecimentos registrados, “explosão de informação” ou “explosão de documentos” </li></ul><ul><li>Problema: grande massa de documentos (acervo crescente); Como tornar mais acessível? </li></ul>
  6. 6. <ul><li>SOLUÇÃO E DESENVOLVIMENTO: </li></ul><ul><li>Vannevar Bush ( artigo 1945); uso das tecnologias de informação; MEMEX (“associar idéias ou palavras ”), duplicação dos “processos mentais artificialmente” </li></ul><ul><li>Década 1950: uso do computador no tratamento e na recuperação da informação </li></ul><ul><li>Conseqüências: novas perspectivas para os serviços de biblioteca e de informação; comportamento mais preciso e racional, manipulação de grande massa de dados </li></ul><ul><li>- A RECUPERAÇÃO DA INFORMAÇÃO NO SURGIMENTO DOS SISTEMAS AUTOMATIZADOS DE INFORMAÇÃO </li></ul>
  7. 7. <ul><li>Condução a estudos teóricos e conceituais sobre a natureza da informação; a estrutura do conhecimento e seus registros (incluindo Bibliometria); os estudos relativos ao uso e aos usuários de informação, estudos do comportamento humano frente à informação, e interação homem- computador dentre outros. </li></ul><ul><li>1.4 GÊNESE DA CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO </li></ul><ul><li>GÊNESE: </li></ul><ul><li>A Ciência da Informação surgiu para a resolução grande problema (presente também na Documentação e Recuperação da Informação) de reunir, organizar e tornar acessível o conhecimento cultural, científico e tecnológico produzido em todo o mundo </li></ul>
  8. 8. <ul><li>DESENVOLVIMENTO OU EVOLUÇÃO DA CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO: </li></ul><ul><li>Período pós Segunda Guerra Mundial </li></ul><ul><li>Criação da Teoria Matemática da Informação (descrita por Claude Shannon e Warren Weaver); problemas na transmissão de mensagens através de canais mecânicos de comunicação; necessidade de definir claramente o caráter da informação </li></ul><ul><li>Formalização da disciplina em 1958; fundação no Reino Unido do Institute of Information Scientists (IIS) </li></ul><ul><li>- CONEXÃO ENTRE CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO E TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO: </li></ul>
  9. 9. <ul><li>Avanços da informática (utilização do computador); transformaram e estimularam as atividades de armazenamento e recuperação da informação </li></ul><ul><li>- DESAFIO: </li></ul><ul><li>Necessidade de novas conceituações e construções teóricas, empíricas (baseada na experiência) e pragmáticas (objetivas, eficientes). </li></ul>
  10. 10. <ul><li>1.4.1 Conceituação </li></ul><ul><li>da área </li></ul><ul><li>Por ser um campo científico recente,a Ciência da Informação não conta,ainda com uma construção teórica que integre todos os seus conceitos e práticas .Por isso,opera baseando-se em construções teóricas mais ou menos fragmentadas .Por exemplo, a Representação da informação seria uma,estudo de usuários outra . </li></ul><ul><li>Desde o seu surgimento, muitos estudiosos da área já conceituaram o que é Ciência da Informação . </li></ul>
  11. 11. <ul><li>Borko (1968)definiu a Ciência da informação como uma disciplina que investiga as propriedades e o comportamento da informação, as forças que governam seu fluxo e os meios de processamento para otimizar sua acessibilidade e utilização.Relaciona-se com o corpo de conhecimento relativo a produção, coleta,organização armazenagem, recuperação interpretação,transmissão transformação e utilização da informação. </li></ul>
  12. 12. <ul><li>(...) um campo dedicado a questões científicas e á prática profissional, voltadas para os problemas da efetiva comunicação do conhecimento e de registros de conhecimento e de registros de conhecimento entre seres humanos, no contexto social, institucional ou individual do uso e das necessidades de informação. No tratamento destas questões são consideradas de particular interesse as vantagens das modernas tecnologias informacionais.( Saracevic,1996,p.47) </li></ul>
  13. 13. <ul><li>Ciência da informação designa o campo mais amplo, de propósitos investigativos e analíticos,interdisciplinar por natureza, que tem por objetivo o estudo dos fenômenos ligados á produção,organização,difusão e utilização de informações em todos os campos do saber.(CNPQ AVALIAÇÂO E PERSPECTIVA, 1983,p52 ) </li></ul>
  14. 14. <ul><li>No entendimento daqueles consultores , a biblioteconomia e a arquivologia são disciplinas aplicadas ,que tratam da coleta ,da organização e de difusão de informações preservadas em diferentes tipos de suportes materiais. Diferenciam-se, basicamente,pelo fato de que as bibliotecas e outros órgãos assemelhados lidam com a necessidade de prover os usuários com informações substantivas sobre o universo dos conhecimentos,ou parte deles,enquanto que os arquivos lidam com aqueles documentos que foram produzidos como resultado das atividades desenvolvidas por uma pessoa física ou jurídica e que, portanto, documentam essas atividades.(CNPQ AVALIAÇÃO E PERSPECTIVA 82,1983) </li></ul>
  15. 15. <ul><li>1.4.2 O objeto da Ciência da Informação </li></ul><ul><li>A ciência da Informação,desde seu surgimento, padece de dificuldades para isolar e descrever seu objeto de pesquisa, a informação. </li></ul><ul><li>Em primeiro lugar é preciso esclarecer que, na ótica da Ciência da Informação, o objeto “informação” é uma representação. Como é uma representação do conhecimento,que já é uma representação do real, ela se torna uma representação de representação .Por isso, a informação é uma objeto complexo, flexível, mutável, de difícil apreensão,sendo que sua importância e relevância estão ligados ao seu uso. </li></ul>
  16. 16. <ul><li>Grande parte dos autores analisados enxerga a informação,como conhecimento. Ela é algo que ajuda na resolução de um problema ou completa uma lacuna no conhecimento da pessoa, conforme cada necessidade .Nessa linha,Brooks(1980)afirma que informação produz efeitos no usuário e propõe a seguinte equação como forma de sistematizar o processo de informação </li></ul><ul><li>K(S)+õk =k(s+õs) I õI </li></ul>
  17. 17. <ul><li>A “fórmula” de Brookes </li></ul><ul><li>“ Fórmula” de Brookes: K(S)+δK=K(S+δS). Conhecimento “anômalo”. </li></ul><ul><li>K(S) = conhecimento em estado normal </li></ul><ul><li>K(S+δS) = novo estado de conhecimento </li></ul><ul><li>δI (nova informação) gera um novo estado de conhecimento k(S+δS) </li></ul>
  18. 18. <ul><li>Geralmente, o conhecimento se desenvolve a partir destes estados “anômalos”. Quando algo está fora do padrão e não se encontra uma possibilidade de re-adequação aos padrões estabelecidos, criam-se novos padrões. Grosso modo, este também é o princípio para as chamadas revoluções científicas, mudanças de paradigmas e envolve quase toda a história da ciência. </li></ul><ul><li>Muitos autores consideram a informação como um resultado da interpretação do indivíduo. Isto é,o usuário é quem lhe confere importância e confiabilidade, sendo que a apreensão do dado e/ou fato se relaciona a um conhecimento preexistente do indivíduo. </li></ul>
  19. 19. <ul><li>A informação é um conhecimento inscrito(gravado) sob a forma escrita (impressa ou numérica),oral ou audiovisual. </li></ul><ul><li>A informação comporta um elemento de sentido.É um significado transmitido a um ser consciente por meio de uma mensagem inscrita em um suporte espacial –temporal:impresso,sinal elétrico,onda sonora etc. </li></ul><ul><li>1.5 A NATUREZA INTERDISCIPLINAR DA CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO </li></ul><ul><li>A interdisciplinaridade foi introduzida na Ciência da informação pela variedade de antecedentes de todas as pessoas que se ocuparam com seus problemas. </li></ul>
  20. 20. <ul><li>1.6 CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO E BIBLIOTECONOMIA </li></ul><ul><li>Ciência da informação – conjunto de teorias e práticas – intercâmbio com outras disciplinas Uma delas é Biblioteconomia. </li></ul><ul><li>Não é uma evolução da Biblioteconomia, conforme crença de alguns autores. </li></ul><ul><li>Elas se baseiam em orientações paradigmáticas diferenciadas Trabalham juntas na busca de solução. </li></ul>
  21. 21. <ul><li>CONCEITO DE PARADIGMA SUSTENTADO NAS IDÉIAS DE THOMAS KUHN. </li></ul><ul><li>“ Paradigma é visto como um modelo ou padrão de ciência que é compartilhada por uma determinada comunidade”. </li></ul>
  22. 22. <ul><li>1.6.1 O PARADIGMA DA BIBLIOTECONOMIA </li></ul><ul><li>Francis Miksa (1992); </li></ul><ul><li>Grupo de idéias relacionadas com a biblioteca, então considerada como instituição social; desenvolveu-se usando idéias e metodologias buscadas nos campos da sociologia e educação. </li></ul><ul><li>Foco – Biblioteca em si mesma. </li></ul><ul><li>IDENTIFICAÇÃO DE TRÊS PROPRIEDADES, QUE PRESSUPÕEM AS BASES NAS FUNÇÕES DASBIBLIOTECA: </li></ul>
  23. 23. <ul><li>PROPRIEDADES MATERIAIS: incluem coleções de objetos representando co conhecimento (documentos) e equipamentos especializados; </li></ul><ul><li>PROPRIEDADES ORGANIZACIONAIS: referem-se ao conjunto de estruturas administrativas e de pessoal; </li></ul><ul><li>PROPRIEDADES INTELECTUAIS: englobam a idéia de sistema. Exemplo: sistema de classificação, estrutura de catalogação, política de seleção. </li></ul><ul><li>Mais importante dar acesso a sua coleção de documentos – tornar possível o uso. </li></ul>
  24. 24. <ul><li>Paradigma da biblioteca como instituição social conhecida é caracterizado em termos de sua propriedade institucional e de suas funções; </li></ul><ul><li>Função social da biblioteca: ser o fio condutor entre indivíduos e o conhecimento. </li></ul><ul><li>PONTOS QUE FRAGILIZAM ESSE PARADIGMA: </li></ul><ul><li>Preocupação excessiva em manter acervos de documentos mais importantes que as informações neles contidas; </li></ul><ul><li>Menor preocupação com os usuários. </li></ul>
  25. 25. <ul><li>1.6.2 O PARADIGMA DA CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO </li></ul><ul><li>Surgiu nos anos 50 – êxito na representação das propriedades dos sistema de transmissão de sinais em termos matemáticos; </li></ul><ul><li>Idéias relativas ao processo que envolve o movimento da informação em um sistema de comunicação humana; </li></ul><ul><li>Influência profundamente o campo da biblioteconomia, contribuição não só com a palavra “informação” – suprindo, também, a área com um conjunto completamente novo de termos com os quais os praticantes caracterizam suas atividades. </li></ul>
  26. 26. <ul><li>Segundo Miska (1992) a importância para a área se expressa em três idéias básicas: </li></ul><ul><li>Permitiu a formalização da idéia de que a informação é algo que flui dentro de um sistema; </li></ul><ul><li>A informação passou a ser entendida como algo divisível dentro das unidades feitas em partes num sistema; </li></ul><ul><li>A idéia de movimento da informação tem intensificado a busca de entendimento da informação em si mesma. </li></ul><ul><li>No campo da ciência da informação e da Biblioteconomia, este paradigma, tem como fenômeno central o movimento da informação em um sistema de comunicação. </li></ul>
  27. 27. <ul><li>FRAGILIDADES QUE NÃO PUDERAM SER SUPERADAS: </li></ul><ul><li>A não consideração dos aspectos cognitivos da informação; </li></ul><ul><li>A não consideração do desejo do usuário; </li></ul><ul><li>Componentes que alteram significativamente o processo de recuperação da informação. </li></ul><ul><li>Os modelos matemáticos de recuperação, quanto as conceituações advindas daquele modelo não foram vastamente testadas por meio da prática da pesquisa. </li></ul>
  28. 28. <ul><li>A reconstrução da área de estudos é </li></ul><ul><li>feita a partir de novos princípios, </li></ul><ul><li>reconstrução que altera algumas </li></ul><ul><li>generalizações teóricas mais elementares do paradigma, bem como muitos de seus métodos e aplicações (Kuhn, 1975). </li></ul><ul><li>A unidade de análise da Biblioteconomia não é mais somente o livro, mas também a informação; e suas atividades, agora automatizadas, ultrapassam o espaço da biblioteca. </li></ul><ul><li>Esta é uma área em construção – campo disciplinar. Suas teorias e conceituações para o crescimento, dependem de uma boa formação acadêmica e compromisso por parte dos profissionais. </li></ul>
  29. 29. <ul><li>REFERÊNCIAS: </li></ul><ul><li>BORKO, H. Information science: what is it? Amererican Documentation, Jan. 1968. 5p. </li></ul><ul><li>CNPq. Avaliação e Perspectiva 82 , Brasília: Coordenação Editorial, 1983, v. 8, Ciências Sociais. </li></ul><ul><li>CNPq. Avaliação e Perspectivas 1978. Brasília: CNPq, [s.d], VIX Ciência da Informação, Biblioteconomia e Arquivologia. </li></ul><ul><li>KUHN, Thomas S. A estrutura das revoluções científicas . São Paulo; Perspectiva, 1975. 257 p. </li></ul>
  30. 30. <ul><li>MISKA, Francis L. Library and information science: two paradigmas. In: VAKKARI, P.; CRONIN, B. (Ed.). Conceptions of library and information Science . Proceedings of the international conference forthe celebration of 20 th anniversary of the Departament of information Studies, University of Tampere, Finland, 26-28, 1991. London; Los Angeles: Taylor Graham, 1992, p. 229-252. </li></ul><ul><li>SARACEVIC, T. Information science: origin, evolution and relations. In: VAKKARI, P.; CRONIN, B. (Ed.). Conceptions of library and information Science . Proceedings of the international conference forthe celebration of 20 th anniversary of the Departament of information Studies, University of Tampere, Finland, 26-28, 1991. London; Los Angeles: Taylor Graham, 1992. p. 5-27. </li></ul>

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