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CBD- INFORMAÇÃO E CULTURA CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO: HISTÓRICO E DELIMITAÇÃO DO CAMPO CHARLENE GISELI JOELI MAIO DE 2010
APRESENTAÇÃO <ul><li>BUCKLAND </li></ul><ul><li>Informação como coisa </li></ul><ul><ul><li>O que é documento </li></ul></...
<ul><li>Nasceu em 1941 na Inglaterra; </li></ul><ul><li>Professor emérito da UC Berkeley School of Information; </li></ul>...
<ul><li>Há vários sentidos, conceitos e definições do termo “informação” (Machlup; Schlader; Wellisch; Nato; Wersing e Nev...
<ul><li>Informação-como-processo  – corresponde ao ato de informar, quando alguém é informado, o que se sabe é modificado;...
<ul><li>Autores questionam a abordagem “informação-como-coisa” (Wiener, Machlup e Faithorne), porque não concordam com o u...
O que é informativo ? <ul><li>Buckland utiliza uma aproximação indireta (que coisas são informativas?), ou seja, ele inver...
Quando a informação não é informação? <ul><li>O que não poderia ser informação? Ou que coisas não poderiam ser atribuídas ...
Informação como evidência <ul><li>Usa-se o termo evidência porque denota algo relacionado a compreensão, algo que, se enco...
<ul><li>É possível aprender através do exame de vários tipos de coisas. </li></ul><ul><li>Por isso é razoável vislumbrar i...
Tipos de informação <ul><li>Há uma variedade de “informação-como-coisa” (dados, textos, documentos, objetos e eventos). </...
<ul><li>Dados  – do latim “datum” - “coisas que podem ser dadas”, ou seja, processadas de alguma forma para uso posterior....
Objetos <ul><li>Os objetos são informação-como-coisa?  </li></ul><ul><li>Na literatura em CI e no senso comum, objetos não...
Eventos   <ul><li>Eventos são (ou podem ser) fenômenos informativos e por isso deveriam ser incluídos em qualquer aprendiz...
<ul><li>Buckland não restringe a definição de informação como outros autores (Meadows), ele define informação em termos de...
DOCUMENTO <ul><li>“ O que é um documento” e “o que é documento digital”? </li></ul><ul><li>Objetos tinham uma materialidad...
DOCUMENTO DIGITAL <ul><li>O conceito de um “documento” torna-se menos claro para os diferentes tipos de documentos digitai...
PROFISSIONAIS DA CI   <ul><ul><li>Refletir sobre o que é um documento  </li></ul></ul><ul><li>Eficiência e a interoperabil...
DOCUMENTAÇÃO <ul><li>Documentalistas  séc. XIX – Europa ocidental. </li></ul><ul><li>Os documentalista conseguiram alargar...
CONTEXTO DE SURGIMENTO DA DOCUMENTAÇÃO <ul><li>A criação de novas disciplinas </li></ul><ul><li>Explosão documental (publi...
<ul><li>Os documentalistas precisavam de técnicas eficientes para administrar a explosão documental </li></ul><ul><li>( de...
PAUL OTLET <ul><li>Tratado da documentação em 1934  </li></ul><ul><li>Objetos como documento </li></ul><ul><ul><ul><li>(ob...
SUZANNE BRIET <ul><li>Documento como evidência </li></ul><ul><li>Documentação: acesso às provas e não com o acesso aos tex...
SUZANNE BRIET <ul><li>Há materialidade: Somente objetos físicos podem ser documentos </li></ul><ul><li>Há intencionalidade...
DOCUMENTALISTAS <ul><li>Donker Duyvis:  a dimensão espiritual aos documentos </li></ul><ul><li>“ Um documento é o repositó...
SEMIÓTICA <ul><li>Todos objetos significam em algum sentido. Entretanto precisamos destacar os objetos  que tenham mais si...
COMENTÁRIOS <ul><li>Percepção do espectador  </li></ul><ul><li>Propósitos dos SRIs é a de armazenar e manter o acesso a ma...
Ser informação é circunstancial   <ul><li>Informação-como-coisa é circunstancial e, também, uma questão de julgamento indi...
Informação por consenso <ul><li>Se o que é informativo depende de uma composição de julgamentos subjetivos, como encontrar...
Cópias de informação e representações <ul><li>Cópias idênticas – impressas e representativas. </li></ul><ul><li>A criação ...
<ul><li>Nos manuscritos medievais, em geral, cada cópia apresentava diferenças, mesmo que mínimas. </li></ul><ul><li>Em ar...
Interpretações e conclusões de evidências <ul><li>As representações possuem características importantes: toda representaçã...
Informação, Sistemas de informação, Ciência da Informação <ul><li>Oferece uma base para a classificação das atividades de ...
<ul><li>Buckland classifica as áreas da CI com respeito ao seu relacionamento com informação-como-coisa: </li></ul><ul><li...
<ul><li>Informação-como-coisa relacionada com informação-como-conhecimento (a informação-como-coisa poderia ser usada para...
Comentários <ul><li>Buckland pretende trazer uma unificação teórica aos campos heterogêneos associados a CI. </li></ul><ul...
Revisiting “What is a document?”   Bernd Frohmann
Bernd Frohmann <ul><li>Professor Associado da Faculty of Information and Media Studies at The University of Western Ontari...
Objetivo   <ul><li>Apresentar uma revisão do &quot;O que é documento?&quot; do Michael Buckland, analisando-o a partir da ...
<ul><li>Buckland (1998) </li></ul><ul><li>“ Os problemas criados pelo aumento nos documentos impressos levou ao desenvolvi...
<ul><li>A área demonstrou que quer respostas por discutir a questão durante as conferências da área. </li></ul><ul><li>Par...
<ul><li>Frohman (2009) faz outras perguntas:   </li></ul><ul><ul><li>O que estamos querendo quando pedimos definições?  </...
<ul><li>Existem 3 motivações filosóficas para querer definições </li></ul><ul><ul><li>Instrumental  - definições para fins...
<ul><li>Definições </li></ul><ul><ul><li>Wittgensteinianos –  critérios oferecem justificativas para o uso das palavras. <...
<ul><li>Putman e Linda Zirelli criticam a posição wittgensteiniana: </li></ul><ul><ul><li>“ Há poucas evidências de que a ...
<ul><li>“ A moral da minha história até agora é que os critérios, normas e definições podem ser usados especificamente par...
<ul><li>O tema da definição de documento nos leva diretamente às perguntas sobre como pensar os documentos e a documentaçã...
Regras e Histórias <ul><li>Einstein; Riemann e Lobachevski violaram as &quot;regras&quot; da física para mostrar que não s...
Regras e Histórias <ul><li>Putnam fala que podemos criar definições apenas através de bons argumentos, sem necessidade de ...
<ul><li>Podemos projetar a palavra &quot;documento&quot; em novas situações, sem precisar fazer isso com base em novos cri...
<ul><li>Coisas </li></ul><ul><ul><li>Alguns lugares, como o museu, o zoológico, a biblioteca etc. incentivam reivindicaçõe...
<ul><li>  Alguns inibem, restringem e limitam.  </li></ul><ul><li>Exemplo: Gabinetes de Curiosidades do século XVI. </li><...
<ul><li>Não foram feitos para informar. </li></ul><ul><li>Nem para gerar conexões de prova com outros objetos.  </li></ul>...
<ul><li>Eram frutos de uma curiosidade ociosa, ou seja, os objetos não tinham qualquer finalidade prática ou instrumental....
Conclusões <ul><li>A definição das palavras justificada por razões de demanda filosófica são questionáveis.  </li></ul><ul...
Conclusões <ul><li>Não é preciso temer a anarquia da linguagem. Bons argumentos são suficientes.  </li></ul><ul><li>Deve-s...
Conclusões <ul><li>Os benefícios do alargamento dos conceitos de documento e documentação tem como objetivo multiplicar es...
Apreciação <ul><li>Exceto para fins determinados, instrumentais, não há razão filosófica para perguntar: &quot;O que é um ...
Originalidade <ul><li>O trabalho traz uma contribuição originial para o recente interesse nos estudos da área de documenta...
Bernd Frohmann O caráter social, material e público da informação
INFORMAÇÃO <ul><li>Impacto no cotidiano dos seres humano </li></ul><ul><li>Práticas sociais e públicas, das realidades pol...
REGIMES DE INFORMAÇÃO <ul><li>Os regimes de informação se estabelecem pela forte presença da tecnologia, sustentados pelos...
MATERIALIDADE <ul><li>Ponte de ligação entre informação e práticas sociais e públicas </li></ul><ul><li>Uma das formas com...
ENUNCIADOS DE FOUCAULT <ul><li>Enunciados não são documentos </li></ul><ul><li>Os enunciados são materiais: não conseguimo...
INSTITUIÇÕES <ul><li>As redes de relações de um documentos  </li></ul><ul><li>exemplo: os registros psiquiátricos </li></u...
CIÊNCIA <ul><li>Fleck : Práticas não-documentárias tem impacto em enunciados científicos documentados. </li></ul><ul><li>L...
INVENTANDO PESSOAS <ul><li>Importância da documentação para o surgimento de uma categoria. </li></ul><ul><li>Homossexuais ...
ENUNCIADOS DIGITAIS <ul><li>Processos de informação em nosso tempo </li></ul><ul><li>Materialidade não apensa por meios in...
ENUNCIADOS DIGITAIS <ul><li>Enunciados digitais são produzidos no ciberespaço, mas com consequências públicas, sociais, po...
CONCLUSÃO Uma das formas de se estudar o impacto da informação em nosso tempo é analisar a materialização da informação at...
Bibliografia <ul><li>CAPURRO, Rafael; HJORLAND, Birger.  O conceito de informação .  Perspectivas em Ciência da Informação...
Bibliografia <ul><li>UNGER, Roberto J.G.; FREIRE, Isa Maria. Sistemas de informação e linguagens documentárias no contexto...
Problemática <ul><li>A área de CI precisa da definição de documento? </li></ul><ul><li>Como lidar com o conceito de inform...
<ul><li>Muito obrigada! </li></ul>
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Ciência da Informação: histórico e delimitação do campo

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Seminário apresentado na matéria Informação e Cultura Pós-Graduação em Ciência da Informação da ECA/USP.
Temática: Ciência da Informação: histórico e delimitação do campo.
Textos abordados:
BUCKLAND, M.K. Information as thing. Journal of the American Society for Information Science (JASIS), v.45, n.5, p.351-360, 1991.

_______. What is a document? (JASIS 1997)
- What is a digital document? (Document Numerique 1998)

FROHMANN, B. Revisiting ‘what is a document’ . Journal of Documentation, v.66, n.2, p.291-303. Disponível em: http://www.fims.uwo.ca/people/faculty/frohmann/Documents/Revisiting_JDOC.pdf

FROHMANN, B. O caráter social, material e público da informação. In FUJITA, M.S.L.; MARTELETO, R.M.; LARA, M.L.G., orgs. A dimensão epistemológia da Ciência da Informação e suas itnerfaces técnicas, políticas e institucionais nos processos de produção, acesso e disseminação da informação. São Paulo: Cultura Acadêmica Ed.; Marília: FUNDEPE, 2008. p.13-34.

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Ciência da Informação: histórico e delimitação do campo

  1. 1. CBD- INFORMAÇÃO E CULTURA CIÊNCIA DA INFORMAÇÃO: HISTÓRICO E DELIMITAÇÃO DO CAMPO CHARLENE GISELI JOELI MAIO DE 2010
  2. 2. APRESENTAÇÃO <ul><li>BUCKLAND </li></ul><ul><li>Informação como coisa </li></ul><ul><ul><li>O que é documento </li></ul></ul><ul><ul><li>O que é documento digital </li></ul></ul><ul><li>Informação como coisa </li></ul><ul><li>BERND FROHMANN </li></ul><ul><li>Revisitando &quot;o que é documento?” </li></ul><ul><li>O caráter social, material e público da informação </li></ul>
  3. 3. <ul><li>Nasceu em 1941 na Inglaterra; </li></ul><ul><li>Professor emérito da UC Berkeley School of Information; </li></ul><ul><li>Co-Diretor do Electronic Cultural Atlas Initiative. </li></ul>Michael Keeble Buckland
  4. 4. <ul><li>Há vários sentidos, conceitos e definições do termo “informação” (Machlup; Schlader; Wellisch; Nato; Wersing e Neveling). </li></ul><ul><li>Mas os principais usos do termo “informação” em CI podem ser identificados, classificados e caracterizados: </li></ul>Informa ção como coisa
  5. 5. <ul><li>Informação-como-processo – corresponde ao ato de informar, quando alguém é informado, o que se sabe é modificado; </li></ul><ul><li>Informação-como-conhecimento – é aquilo que é percebido na informação-como-processo, ou seja, é a informação que é assimilada, compreendida. É intangível porque é algo subjetivo (convicções, opiniões) que pertence ao indivíduo, não pode ser tocado ou medido; </li></ul><ul><li>Informação-como-coisa – é a informação registrada. Por isso é tangível, porque é algo expresso, descrito ou representado de alguma forma física. </li></ul>
  6. 6. <ul><li>Autores questionam a abordagem “informação-como-coisa” (Wiener, Machlup e Faithorne), porque não concordam com o uso do termo “informação” para denotar uma coisa no terceiro sentido. Porém Buckland diz que “a linguagem possui suas limitações e que nós não podemos dispensar o termo ‘informação-como-coisa’ até que seja usualmente compreendido como o significado de ‘informação’”. </li></ul>Intangível Tangível Entidade Informação-como-conhecimento Conhecimento Informação-como-coisa Dados, documentos Processo Informação-como-processo Tornar-se informado Processo da informação Processamento de dados, de documentos
  7. 7. O que é informativo ? <ul><li>Buckland utiliza uma aproximação indireta (que coisas são informativas?), ou seja, ele inverte a abordagem e pede para as pessoas identificarem por quais objetos elas são informadas. E elas dirão que são informadas por uma imensidão de variedades de coisas, desde dados, documentos, eventos físicos e até por inspiração divina. </li></ul>
  8. 8. Quando a informação não é informação? <ul><li>O que não poderia ser informação? Ou que coisas não poderiam ser atribuídas como informativas? </li></ul><ul><li>Buckland concluí que é incapaz de classificar efetivamente qualquer coisa que não possa ser informação. Porque qualquer coisa pode vir a ser informativa quando alguém a transforma em algo notável. Se qualquer coisa é ou pode ser informativa, então tudo é, ou provavelmente seja, informação. </li></ul>
  9. 9. Informação como evidência <ul><li>Usa-se o termo evidência porque denota algo relacionado a compreensão, algo que, se encontrado e corretamente compreendido, possa mudar um saber, uma crença, que diga respeito a algum assunto. </li></ul>
  10. 10. <ul><li>É possível aprender através do exame de vários tipos de coisas. </li></ul><ul><li>Por isso é razoável vislumbrar informação-como-coisa como evidência , embora sem implicar que o que foi lido, visto ouvido, percebido ou observado tenha sido necessariamente pertinente aos propósitos do usuário. </li></ul>
  11. 11. Tipos de informação <ul><li>Há uma variedade de “informação-como-coisa” (dados, textos, documentos, objetos e eventos). </li></ul><ul><li>Buckland não assumi nenhuma distinção definida entre dados, documento e texto. </li></ul>
  12. 12. <ul><li>Dados – do latim “datum” - “coisas que podem ser dadas”, ou seja, processadas de alguma forma para uso posterior. </li></ul><ul><li>Textos e documentos – o termo “documento” é normalmente usado para denotar textos ou, mais exatamente, objetos textuais (registros escritos em vários tipos e formato). </li></ul>
  13. 13. Objetos <ul><li>Os objetos são informação-como-coisa? </li></ul><ul><li>Na literatura em CI e no senso comum, objetos não são documentos. Mas objetos são também potencialmente informativos (fósseis de dinossauros, coleção de rochas, herbário de plantas conservadas, etc.) </li></ul><ul><li>Objetos são coletados, armazenados, recuperados e examinados como informação, como base para tornar-se informado. </li></ul><ul><li>Ex.: Prédios históricos. </li></ul>
  14. 14. Eventos <ul><li>Eventos são (ou podem ser) fenômenos informativos e por isso deveriam ser incluídos em qualquer aprendizado em CI. </li></ul><ul><li>Na prática encontramos a evidência de eventos usados de 3 diferentes maneiras: </li></ul><ul><li>1)  Objetos como evidência associado com eventos; </li></ul><ul><li>2)  Representações do próprio evento; </li></ul><ul><li>3)  Em alguns casos eventos podem ser criados ou recriados. </li></ul>
  15. 15. <ul><li>Buckland não restringe a definição de informação como outros autores (Meadows), ele define informação em termos de potencial para o processo de informar, isto é, como evidência (qualquer coisa da qual se possa aprender). </li></ul>
  16. 16. DOCUMENTO <ul><li>“ O que é um documento” e “o que é documento digital”? </li></ul><ul><li>Objetos tinham uma materialidade bem definida pelo suporte: papiro e microfilme </li></ul><ul><li>Um software é um documento? Um sistema operacional é um documento? </li></ul>
  17. 17. DOCUMENTO DIGITAL <ul><li>O conceito de um “documento” torna-se menos claro para os diferentes tipos de documentos digitais. </li></ul><ul><li>Exemplo: Multimídia Web </li></ul><ul><li>Definições pragmáticas ou metafóricas </li></ul><ul><li>Alguma coisa que pode se dar um nome e ser estocada em uma media eletrônica </li></ul><ul><li>Conhecimento capturado </li></ul>
  18. 18. PROFISSIONAIS DA CI <ul><ul><li>Refletir sobre o que é um documento </li></ul></ul><ul><li>Eficiência e a interoperabilidade para os SRIs </li></ul><ul><li>Informação estocadas, a informação como coisa (forma física da informação) </li></ul><ul><li>Surgimento das novas tecnologias de informação e comunicação (TICs) </li></ul><ul><li>meio, mensagem e significado </li></ul><ul><li>Documento não somente como texto </li></ul><ul><li>evento, processo, imagem e objeto </li></ul>
  19. 19. DOCUMENTAÇÃO <ul><li>Documentalistas  séc. XIX – Europa ocidental. </li></ul><ul><li>Os documentalista conseguiram alargar a noção de documento além de textos escritos </li></ul><ul><li>“ Qualquer expressão do pensamento humano” </li></ul><ul><li>(BUCKLAND, 1997, p.805) </li></ul><ul><li>Os materiais gráficos e audiovisuais passaram a ser considerados documentos </li></ul>
  20. 20. CONTEXTO DE SURGIMENTO DA DOCUMENTAÇÃO <ul><li>A criação de novas disciplinas </li></ul><ul><li>Explosão documental (publicações científicas) </li></ul><ul><li>Técnicas usadas pela biblioteconomia não atendiam o novo contexto. </li></ul><ul><li>Necessidade de meios eficientes para o tratamento:  criação, disseminação, utilização dos documentos </li></ul>
  21. 21. <ul><li>Os documentalistas precisavam de técnicas eficientes para administrar a explosão documental </li></ul><ul><li>( desenvolvimento de coleção, organização, </li></ul><ul><li>representação, recuperação, reprodução e disseminação) </li></ul><ul><li>Bibliografia </li></ul><ul><li>Dec.20 Documentação </li></ul><ul><li>Dec.50 Ciência da Informação </li></ul>CONTEXTO DE SURGIMENTO DA DOCUMENTAÇÃO
  22. 22. PAUL OTLET <ul><li>Tratado da documentação em 1934 </li></ul><ul><li>Objetos como documento </li></ul><ul><ul><ul><li>(objetos 3 dimensionais) </li></ul></ul></ul><ul><li>“ Gráficos e registros escritos são representações de idéias ou de objetos, mas os próprios objetos podem ser considerados como &quot;documentos&quot; se você for informado pela observação deles” (BUCKLAND, 1998, p.204) </li></ul><ul><li>Objetos naturais, artefatos, objetos com vestígios de atividade humana como os achados arqueológicos ( Antropologia) </li></ul><ul><li>Jogos educativos e obras de arte ( Museologia ) </li></ul>
  23. 23. SUZANNE BRIET <ul><li>Documento como evidência </li></ul><ul><li>Documentação: acesso às provas e não com o acesso aos textos </li></ul><ul><li>“ documento é qualquer sinal físico ou simbólico, conservado ou gravada, destinados a representar, reconstruir ou demonstrar um fenômeno físico ou conceitual ”. (BUCKLAND, 1998, p.204) </li></ul><ul><li>DOCUMENTO NÃO É DOCUMENTO </li></ul><ul><li>SECUNDÁRIO PRIMÁRIO </li></ul>
  24. 24. SUZANNE BRIET <ul><li>Há materialidade: Somente objetos físicos podem ser documentos </li></ul><ul><li>Há intencionalidade: pretende-se que o objeto seja tratado como evidencia </li></ul><ul><li>Quando os objetos são  tratados para serem documentos  e nós pensamos que são </li></ul><ul><li>Há uma posição fenomenológica: o objeto é percebido como e  tratado como um documento. </li></ul>
  25. 25. DOCUMENTALISTAS <ul><li>Donker Duyvis: a dimensão espiritual aos documentos </li></ul><ul><li>“ Um documento é o repositório de expressão do conhecimento. Conseqüência esse conteúdo tem  um caráter espiritual”. (BUCKLAND, 1998, p.205) </li></ul><ul><li>Contribuição: aspectos cognitivos do meio da mensagem . </li></ul><ul><li>Ranganathan : micro-pensamento sobre uma superfície plana </li></ul><ul><li>Documento apto para o tratamento físico, transporte e preservação através do tempo numa superfície plana </li></ul>
  26. 26. SEMIÓTICA <ul><li>Todos objetos significam em algum sentido. Entretanto precisamos destacar os objetos  que tenham mais significado  para nós, que não estejam apensas cumprindo sua função. </li></ul><ul><li>  Objetos funcionam como veículos de significados (documentos por atribuição) </li></ul>
  27. 27. COMENTÁRIOS <ul><li>Percepção do espectador </li></ul><ul><li>Propósitos dos SRIs é a de armazenar e manter o acesso a materiais que já são tidos como evidência ou que possam vir a serem </li></ul><ul><li>Cada tecnologia tem diferentes capacidades e diferentes restrições </li></ul><ul><li>“ O que é um documento digital?” </li></ul><ul><ul><li>Não esquecer do caminho já percorrido pelos documentalistas </li></ul></ul><ul><li>As definição de um documento devem percorrer em termos de sua função em vez de seu  formato físico </li></ul>
  28. 28. Ser informação é circunstancial <ul><li>Informação-como-coisa é circunstancial e, também, uma questão de julgamento individual, de opinião. </li></ul>
  29. 29. Informação por consenso <ul><li>Se o que é informativo depende de uma composição de julgamentos subjetivos, como encontrar um consenso por trás da anarquia de opiniões individuais? </li></ul><ul><li>Depende de um acordo, ou no mínimo de algum consenso. Onde há um consenso de julgamento, o consenso é algumas vezes tão forte que o status dos objetos transformam a informação em inquestionável. </li></ul>
  30. 30. Cópias de informação e representações <ul><li>Cópias idênticas – impressas e representativas. </li></ul><ul><li>A criação de idênticas, cópias igualmente autênticas é o resultado de tecnologias de produção de massa (ex. impressão). </li></ul>
  31. 31. <ul><li>Nos manuscritos medievais, em geral, cada cópia apresentava diferenças, mesmo que mínimas. </li></ul><ul><li>Em arquivos e museus, dois documentos fisicamente idênticos são considerados diferentes se ocorrerem em diferentes lugares por causa do contexto do acervo no qual foram arquivadas. </li></ul><ul><li>Nas bases de dados a situação é mais complicada – há cópias temporárias, virtuais e pode-se imprimir (e a cópia ter um erro mecânico). </li></ul>
  32. 32. Interpretações e conclusões de evidências <ul><li>As representações possuem características importantes: toda representação é incompleta em alguns aspectos; são construídas por conveniência; são normalmente substituições do evento ou do objeto texto; detalhes adicionais relacionam-se ao objeto mas não as evidências, podem ser repetidas indefinidamente e são, comumentes, mais breves ou diminutas do que o documento original. </li></ul>
  33. 33. Informação, Sistemas de informação, Ciência da Informação <ul><li>Oferece uma base para a classificação das atividades de informação relacionadas com atividades diferentes (retórica, recuperação bibliográfica, análise estatística) e, desse modo, define um campo para a CI. </li></ul>
  34. 34. <ul><li>Buckland classifica as áreas da CI com respeito ao seu relacionamento com informação-como-coisa: </li></ul><ul><li>A informação-como-coisa difere em suas características físicas e assim não são igualmente processadas para o armazenamento e recuperação de sistemas de informação; </li></ul>
  35. 35. <ul><li>Informação-como-coisa relacionada com informação-como-conhecimento (a informação-como-coisa poderia ser usada para identificar e definir outra classe de sistemas de informação nos quais o princípio de relação é baseado no conhecimento representado); </li></ul><ul><li>Informação-como-coisa relacionada com informação-como-processo (a informação-como-coisa poderia também ser a base para definir a classe de estudos de informação-relatada). </li></ul>
  36. 36. Comentários <ul><li>Buckland pretende trazer uma unificação teórica aos campos heterogêneos associados a CI. </li></ul><ul><li>Buckland analisou vários usos do termo informação em CI, concluindo que pode ser usado em relação a coisas, processos e conhecimento. </li></ul><ul><li>A análise de Buckland parece ter 3 conseqüências importantes: </li></ul><ul><li>- reintroduz o conceito de documento (informação-como-coisa); </li></ul><ul><li>- indica a natureza subjetiva da informação (qualquer coisa pode ser informativa/informação); </li></ul><ul><li>- informação-como-coisa é a única forma de informação que é diretamente tratada pelos sistemas de informação. </li></ul>
  37. 37. Revisiting “What is a document?” Bernd Frohmann
  38. 38. Bernd Frohmann <ul><li>Professor Associado da Faculty of Information and Media Studies at The University of Western Ontario. </li></ul><ul><li>PHD em Filosofia pela University of Toronto, </li></ul>
  39. 39. Objetivo <ul><li>Apresentar uma revisão do &quot;O que é documento?&quot; do Michael Buckland, analisando-o a partir da utilização de  definições para &quot;documento&quot; e &quot;Documentação&quot;. </li></ul>
  40. 40. <ul><li>Buckland (1998) </li></ul><ul><li>“ Os problemas criados pelo aumento nos documentos impressos levou ao desenvolvimento das técnicas de documentação. No entanto, o aumento da documentação levou, por sua vez, a uma nova e intrigante pergunta que recebeu pouca atenção direta desde então.” </li></ul><ul><ul><li>O que é documento? </li></ul></ul><ul><ul><li>O que não pode ser um documento? </li></ul></ul>
  41. 41. <ul><li>A área demonstrou que quer respostas por discutir a questão durante as conferências da área. </li></ul><ul><li>Para Buckland e Frohmann </li></ul><ul><ul><li>A resposta é complexa e a questão permanece em aberto. </li></ul></ul>
  42. 42. <ul><li>Frohman (2009) faz outras perguntas: </li></ul><ul><ul><li>O que estamos querendo quando pedimos definições? </li></ul></ul><ul><ul><li>Podemos pensar de maneira produtiva sobre documentos e documentação sem definições? </li></ul></ul><ul><li>  </li></ul>
  43. 43. <ul><li>Existem 3 motivações filosóficas para querer definições </li></ul><ul><ul><li>Instrumental - definições para fins específicos - não há ansiedades filosóficas. Não pretende captar a natureza real da “coisa definida”. </li></ul></ul><ul><ul><li>Realista - busca definir a natureza real da &quot;coisa definida&quot;, especificando suas caracteristicas significativas em virtude do conhecimento científico que se tem sobre ela. (John Stuart Mill). </li></ul></ul><ul><ul><li>Fundamentalismo da Língua - As definições devem estar ligadas às palavras para fazer sentido em usá-la. (ortodoxos Wittgensteinianos). </li></ul></ul>
  44. 44. <ul><li>Definições </li></ul><ul><ul><li>Wittgensteinianos – critérios oferecem justificativas para o uso das palavras. </li></ul></ul><ul><ul><li>S. Mill – as definições não podem ser de significados convencionais. A responsabilidade do filósofo é descobrir qual é o significado que um termo deve ter, a fim de contribuir para uma classificação científica das coisas e, assim, trazê-lo para pensamento e comunicação. </li></ul></ul><ul><li>Tanto os wittgensteinianos quanto Mill pressupõe que a filosofia justifica o uso das palavras. </li></ul>
  45. 45. <ul><li>Putman e Linda Zirelli criticam a posição wittgensteiniana: </li></ul><ul><ul><li>“ Há poucas evidências de que a falta de rigidez em nossos conceitos constitui uma ameaça permanente para nossa vida com a linguagem e com os outros”. </li></ul></ul>
  46. 46. <ul><li>“ A moral da minha história até agora é que os critérios, normas e definições podem ser usados especificamente para fins particulares, porém nem sempre estão lá, nos orientando em como falamos, e nós geralmente não somos obrigados a fornecê-los, nem existe qualquer ambigüidade generalizada da linguagem que constitui uma ameaça ao pensamento e à comunicação mesmo quando a imprecisão e a ambigüidade podem representar uma ameaça para tipos específicos de   que dependem   definições formadas,   mais fixas, significados e regras claras do falar.” </li></ul>
  47. 47. <ul><li>O tema da definição de documento nos leva diretamente às perguntas sobre como pensar os documentos e a documentação. </li></ul><ul><li>O que estamos querendo quando pensamos sobre esses conceitos? </li></ul>
  48. 48. Regras e Histórias <ul><li>Einstein; Riemann e Lobachevski violaram as &quot;regras&quot; da física para mostrar que não são necessários um &quot;quadro de regras&quot; como base para novos caminhos.  </li></ul>
  49. 49. Regras e Histórias <ul><li>Putnam fala que podemos criar definições apenas através de bons argumentos, sem necessidade de uma preocupação mais fundamental ou uma reflexão filosófica. Não precisamos de regras, nem definições! </li></ul>
  50. 50. <ul><li>Podemos projetar a palavra &quot;documento&quot; em novas situações, sem precisar fazer isso com base em novos critérios, normas, significados ou definições. </li></ul><ul><li>Uso apenas de argumentos e recursos intelectuais relevantes, como também táticas específicas e introdução de novos casos, por analogia, similaridade, semelhança e assim podemos trazer uma compreensão ampliada de documentos e documentação. </li></ul>
  51. 51. <ul><li>Coisas </li></ul><ul><ul><li>Alguns lugares, como o museu, o zoológico, a biblioteca etc. incentivam reivindicações e proposições sobre a coisa em si mesma. </li></ul></ul><ul><ul><li>O conceito de prova é unido ao conceito de documento. </li></ul></ul><ul><ul><li>Exemplo: O antílope na selva e o antílope no zoológico. </li></ul></ul>
  52. 52. <ul><li>  Alguns inibem, restringem e limitam. </li></ul><ul><li>Exemplo: Gabinetes de Curiosidades do século XVI. </li></ul><ul><li>Os gabinetes de curiosidades surgiu para ser uma compilação de exemplos contraditórios, de anomalias que desafiavam as teorias existentes. </li></ul>Gabinetes de Curiosidades
  53. 53. <ul><li>Não foram feitos para informar. </li></ul><ul><li>Nem para gerar conexões de prova com outros objetos. </li></ul><ul><li>Foram feitos para resistir as teorizações e generalizações. </li></ul>Gabinetes de Curiosidades
  54. 54. <ul><li>Eram frutos de uma curiosidade ociosa, ou seja, os objetos não tinham qualquer finalidade prática ou instrumental. </li></ul><ul><li>Não seguia uma ordenação. </li></ul><ul><li>  O conceito de prova perde força aqui. Visto que as curiosidades eram apreciadas resistindo a pedidos de provas. </li></ul><ul><li>A ciência se apropria disso. Deram origens aos Museus. </li></ul>Gabinetes de Curiosidades
  55. 55. Conclusões <ul><li>A definição das palavras justificada por razões de demanda filosófica são questionáveis. </li></ul><ul><li>As extensões dos conceitos não são ilegítimas, no que se refere a quebrar regras, definições e significados, pois nosso uso da linguagem não depende deles. </li></ul>
  56. 56. Conclusões <ul><li>Não é preciso temer a anarquia da linguagem. Bons argumentos são suficientes. </li></ul><ul><li>Deve-se resistir a tentação da &quot;teoria de tudo&quot;, pois existem outras abordagens para documentação que têm como objetivo não tanto a precisão e exatidão de uma representação científica de documentos e documentação, mas a de forjar conceitos que busquem aumentar seu poder e força, com mais preocupação com o que eles fazem, do que com o que significam e representam. </li></ul><ul><li>  </li></ul>
  57. 57. Conclusões <ul><li>Os benefícios do alargamento dos conceitos de documento e documentação tem como objetivo multiplicar esses conceitos e buscar formas de hospitalidade que pode se estender para muitas áreas diferentes de sua área de aplicação. </li></ul>
  58. 58. Apreciação <ul><li>Exceto para fins determinados, instrumentais, não há razão filosófica para perguntar: &quot;O que é um documento?&quot;. Existem boas razões para prosseguir os estudos de documentação, sem os impedimentos das definições de &quot;documento&quot; ou &quot;documentação&quot;.  (definir &quot;O que é documento?&quot; limita o uso do termo) </li></ul>
  59. 59. Originalidade <ul><li>O trabalho traz uma contribuição originial para o recente interesse nos estudos da área de documentação, fornecendo recursos conceituais para multiplicação, ao invés de restringir as áreas de aplicação dos conceitos de documentos e documentação. </li></ul>
  60. 60. Bernd Frohmann O caráter social, material e público da informação
  61. 61. INFORMAÇÃO <ul><li>Impacto no cotidiano dos seres humano </li></ul><ul><li>Práticas sociais e públicas, das realidades políticas, da economia e da cultura. </li></ul><ul><li>Regime de informação com o apoio da “Teoria de atores e redes” (TAR) de Bruno Latour </li></ul><ul><li>Exemplos: corporações de mídias, publicações acadêmicas, bibliotecas, são alguns nós de redes de informação ou elementos de regimes de informação específicos. </li></ul>
  62. 62. REGIMES DE INFORMAÇÃO <ul><li>Os regimes de informação se estabelecem pela forte presença da tecnologia, sustentados pelos SRIs que conseguem coletar, processar e disponibilizar as informações para o uso. </li></ul><ul><li>Exemplo: Matéria do New York Times </li></ul>
  63. 63. MATERIALIDADE <ul><li>Ponte de ligação entre informação e práticas sociais e públicas </li></ul><ul><li>Uma das formas como a materialidade se manifesta é através do “documento” </li></ul><ul><li>  Importância de estudos sobre a documentação </li></ul><ul><li>A documentação se torna o meio de materialização da informação. Estudar a documentação é estudar as consequências da materialidade da informação </li></ul>
  64. 64. ENUNCIADOS DE FOUCAULT <ul><li>Enunciados não são documentos </li></ul><ul><li>Os enunciados são materiais: não conseguimos analisar a informação se ela não existir em algum lugar </li></ul><ul><li>Materialidade: não existe por si só, mas ela possui enunciados que tem força que podem trazer algum tipo de impacto (estabilidade, acomodação e de resistência a transformação, desestabilização ou deterioração)  e energia  (poder de afetar e criar efeitos na sociedade). </li></ul><ul><li>exemplo: documentação médica </li></ul>
  65. 65. INSTITUIÇÕES <ul><li>As redes de relações de um documentos  </li></ul><ul><li>exemplo: os registros psiquiátricos </li></ul><ul><li>Vida Institucional do documento: permite avaliar a massa, peso, inércia e energia. </li></ul><ul><li>Documentação como subsídio dos “mecanismos da disciplina” e não somente com fins comunicativos. </li></ul>
  66. 66. CIÊNCIA <ul><li>Fleck : Práticas não-documentárias tem impacto em enunciados científicos documentados. </li></ul><ul><li>Latour: Práticas escritas proporcionam peso e massa a estes enunciados: produção de enunciados </li></ul><ul><li>exemplo: literatura científica e citações sem questionamento </li></ul>
  67. 67. INVENTANDO PESSOAS <ul><li>Importância da documentação para o surgimento de uma categoria. </li></ul><ul><li>Homossexuais e Suicidas (século XIX) </li></ul><ul><li>“ ...o que não havia era um corpo de enunciados que tivesse uma vida documentária e institucional numa rede de instituições interligadas, tal que as categorias “homossexual” ou “ suicida” pudessem ganhar massa e peso de identidade específicas, ou meios específicos de existirem como uma pessoa..” (p.29). </li></ul>
  68. 68. ENUNCIADOS DIGITAIS <ul><li>Processos de informação em nosso tempo </li></ul><ul><li>Materialidade não apensa por meios institucionais, mas também por meios tecnológicos. </li></ul><ul><li>Documento digital: velocidade, força e energia que produzem efeitos em nossas vidas em escala única na história. </li></ul>
  69. 69. ENUNCIADOS DIGITAIS <ul><li>Enunciados digitais são produzidos no ciberespaço, mas com consequências públicas, sociais, políticas, econômicas etc. </li></ul><ul><li>Documentos digitais do mercado de ações </li></ul><ul><li>Monitoramento de dados: processamento automático e autonomamente da informação </li></ul><ul><li>Os regimes de informação usam os enunciados digitais como uma das formas de se estabelecer o poder (soldado cyborg na Guerra do Vietnã) </li></ul>
  70. 70. CONCLUSÃO Uma das formas de se estudar o impacto da informação em nosso tempo é analisar a materialização da informação através da documentação identificando seus enunciados na sociedade.
  71. 71. Bibliografia <ul><li>CAPURRO, Rafael; HJORLAND, Birger. O conceito de informação . Perspectivas em Ciência da Informação , Minas Gerais, v. 12, n. 1, p. 148-207, jan./abr. 2007. </li></ul><ul><li>ORTEGA, Cristina Dotta; LARA, Marilda Lopes de. A noção de documento : de Otlet aos dias de hoje. DataGramaZero – Revista de Ciência de Informação , Rio de Janeiro, v. 11, n. 2, abr. 2010. </li></ul><ul><li>SANTOS, Paola. Paul Otlet : um pioneiro da organização das redes mundiais de tratamento e difusão da informação registrada. Ciência da Informação , Brasília, v. 36, n. 2, p. 54-63, maio/ago. 2007. </li></ul>
  72. 72. Bibliografia <ul><li>UNGER, Roberto J.G.; FREIRE, Isa Maria. Sistemas de informação e linguagens documentárias no contexto dos regimes de informação: um exercício conceitual. Revista Digital de Biblioteconomia e Ciência da Informação , Brasília, DF,v.4, n.1, p. 102-115. Disponível em: <http://www.sbu.unicamp.br/seer/ojs/viewarticle.php?id=82>. Acesso em: 15 abr. 2010. </li></ul>
  73. 73. Problemática <ul><li>A área de CI precisa da definição de documento? </li></ul><ul><li>Como lidar com o conceito de informação, quando essa se apresenta de forma mutável, sem suporte fixo aparente ou um ponto central, como no caso da internet? </li></ul>
  74. 74. <ul><li>Muito obrigada! </li></ul>

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