UNIVERSIDADE ESTADUAL DA PARAÍBAPRO-REITORIA DE ENSINO DE GRADUAÇÃOPROGRAMA INSTITUCIONAL DE BOLSAS DE INICIAÇÃO À DOCÊNCI...
O surgimento da poesiaPodemos definir a poesia como pertencente ao gênero lírico, na qual alinguagem humana é utilizada co...
O amor é o fogo que arde sem se ver.É ferida que dói e não se sente.É um contentamento descontente.É dor que desatina sem ...
Luíz Vaz de CamõesNão se tem certeza quando a vida desse escritor português.Provavelmente, nasceu em Lisboa(Portugal), de ...
Meu Deus, que é de nós,Meu Deus, meu DeusAssim fala o pobreDo seco NordesteCom medo da pesteDa fome ferozAi, ai, ai, aiA t...
Nós torna a voltarAi, ai, ai, aiE vende seu burroJumento e o cavaloInté mesmo o galoVenderam tambémMeu Deus, meu DeusPois ...
Meu Deus, meu DeusO pai, pesarosoNos filho pensandoE o carro rodandoNa estrada do SulAi, ai, ai, aiChegaram em São PauloSe...
Conhecendo os autores:Patativa do AssaréPatativa do Assaré era o nome artístico (pseudônimo) deAntônio Gonçalves da Silva....
Em uma feira de Campina Grande (PB) Luiz Gonzaga ouve de um cantador: “A tristepartida”, poema popular da autoria do ceare...
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Modulo3 poesia

  1. 1. UNIVERSIDADE ESTADUAL DA PARAÍBAPRO-REITORIA DE ENSINO DE GRADUAÇÃOPROGRAMA INSTITUCIONAL DE BOLSAS DE INICIAÇÃO À DOCÊNCIAPIBID LETRASPROJETO:ClicCULTURA, LITERATURA E CRIATIVIDADE: DO ERUDITO AO POPULARPROFESSORES:GABRIELA SANTANA DE OLIVEIRAPRISCILA DA SILVA SANTANA RODRIGUESMÓDULO 03: POESIAALUNO:____________________________________________________
  2. 2. O surgimento da poesiaPodemos definir a poesia como pertencente ao gênero lírico, na qual alinguagem humana é utilizada com fins estéticos, ou seja, ela retrata algo que tudo podeacontecer dependendo da imaginação do autor como a do leitor. Ela também podecompreender aspectos metafísicos (no sentido de sua imaterialidade) e da possibilidadede esses elementos transcenderem ao mundo fático.Historicamente, a poesia como uma forma de arte provavelmente seja bemanterior à escrita. Muitas obras antigas, desde os vedas indianos (1700-1200 a.C.) eos Gathas de Zoroastro(1200-900 a. C), até a Odisseia (800 - 675 a.C.), parecem tersido compostas em forma poética para ajudar a memorização e a transmissão oral nassociedades pré-históricas e antigas. Mas também ela aparece entre os primeiros registrosda maioria das culturas letradas, com fragmentos poéticos encontrados emantigosmonolitos, pedras rúnicas e estelas.Classificações do poemaO poema pertence ao gênero lírico, que consiste em uma forma de expressão dossentimentos, das emoções, dos desejos, dos conhecimentos, enfim, da visão de mundode alguém: do EU poético, denominado de “voz” do eu-lírico poético. Desse modo,temos os tipos de poemas líricos classificados em:a)Ode ou Hino: É o poema lírico em que o emissor homenageia sua pátria, àsdivindades, à mulher amada, geralmente, vem com acompanhamento musical;b)Elegia: Nesse tipo de poema, o sujeito lírico expressa tristeza, melancolia, saudade,ciúme, decepção e desejo de morrer.c) Idílio ou Écloga: é o poema lírico que expressa uma homenagem à natureza, e suasbelezas. Esse tipo de poema também é chamado de bucólico, ou seja, o eu-líricoexpressa o desejo estar ao lado de sua amada que é uma pastora em ambientescampestre longe da cidade.d) Epitalâmio: é o poema lírico feito em homenagem às núpcias de alguém;e) Sátira: Esse tipo de poema faz uso da ironia para criticar algo ou alguémMonteCasteloRenato RussoAinda que eu falasse a língua dos homens.E falasse a língua dos anjos, sem amor eu nada seria.É só o amor, é só o amor.Que conhece o que é verdade.O amor é bom, não quer o mal.Não sente inveja ou se envaidece.
  3. 3. O amor é o fogo que arde sem se ver.É ferida que dói e não se sente.É um contentamento descontente.É dor que desatina sem doer.Ainda que eu falasse a língua doshomens.E falasse a língua dos anjos, sem amoreu nada seria.É um não querer mais que bem querer.É solitário andar por entre a gente.É um não contentar-se de contente.É cuidar que se ganha em se perder.É um estar-se preso por vontade.É servir a quem vence, o vencedor;É um ter com quem nos mata alealdade.Tão contrário a si é o mesmo amor.Estou acordado e todos dormem todosdormem todos dormem.Agora vejo em parte. Mas entãoveremos face a face.É só o amor, é só o amor.Que conhece o que é verdade.Ainda que eu falasse a língua doshomens.E falasse a língua do anjos, sem amoreu nada seria.Amor é fogo que arde sem se verAmor é fogo que arde sem se ver;É ferida que dói e não se sente;É um contentamento descontente;É dor que desatina sem doer;É um não querer mais que bem querer;É solitário andar por entre a gente;É nunca contentar-se de contente;É cuidar que se ganha em se perder;É querer estar preso por vontade;É servir a quem vence, o vencedor;É ter com quem nos mata lealdade.Mas como causar pode seu favorNos corações humanos amizade,Se tão contrário a si é o mesmo Amor?(Luís de Camões)Conhecendo os autores:A banda brasileira de rock conhecida por “Legião Urbana”, surgida em Brasília (DF) foibastante ativa entre 1982 e 1996. Ao todo, lançaram dezesseis álbuns, somando mais de 20milhões de discos vendidos. Ainda hoje, é o terceiro grupo musical da gravadora EMI que maisvende discos de catálogo em todo o mundo, com uma média de 250 mil cópias por ano. Em1996 o fim do grupo foi marcado pelo falecimento de seu líder e vocalista, Renato Russo, em 11de outubro.
  4. 4. Luíz Vaz de CamõesNão se tem certeza quando a vida desse escritor português.Provavelmente, nasceu em Lisboa(Portugal), de uma famíliada pequena nobreza., Quando ainda jovem, recebeu educaçãonos moldes clássicos, dominando o latim, conhecendoa literatura e a história antigas e modernas. Também não háexatidão quanto a sua formação acadêmica na Universidade deCoimbra, posto que não há informações que confirmem.Frequentou a corte deDom João III, iniciou a sua carreiracomo poeta lírico e envolveu-se com damas da nobreza e possivelmente plebeias, alémde levar uma vida boémia e turbulenta. Diz-se que, por conta de um amor frustrado, seauto exilou na África, alistado-se como militar, onde perdeu um olho em batalha. Aoregressar em Portugal, feriu um servo do Paço e foi preso. Perdoado pelo feito, partiupara o Oriente. Passando lá vários anos, enfrentou uma série de adversidades, foi presovárias vezes, combatendo juntamente com o exército português e escreveu a sua obramais conhecida, a epopeia : Os Lusíadas. De volta à pátria, publicou Os Lusíadas erecebeu uma pequena pensão do rei Dom Sebastião pelos serviços prestados à Coroa,entretanto, morreu sem o devido reconhecimento, além de ter passado por dificuldadesfinanceiras.A Poesia Matuta na Literatura Popular BrasileiraA poesia matuta, surge a partir da poesia popular que tem raízes na Idade Média,sob regime feudal, quando não era permitido às pessoas saírem de seus feudos, a não serpor questões de guerra e peregrinação religiosa, o que contribuía significadamente paraas pessoa se divertirem nas rodas de histórias, contadas de uma geração a outra. Essaforma de comunicação popular, era oral e produzida por pessoas que não tiveramacesso aos ensinamentos necessários para os estudos.No Brasil a Poesia Matuta surge, a partir da literatura regional de tradiçãopopular, como os cordéis e o repente. Em se tratando do nordeste brasileiro, a PoesiaMatuta consegue reiventar a própria região e o ser nordestino, através de estereótiposdas mais diversas ordens como, por exemplo, a fala repleta de regionalismos. Algunsícones conseguiram se destacar pela forma popular de levar o nordeste para o resto dopaís como: Patativa do Assaré, Zé da Luz, Chico Pedrosa, Jessier Quirino e o cantorAmazan.TristePartidaPatativa do AssaréMeu Deus, meu Deus. . .Setembro passouOutubro e NovembroJá tamo em Dezembro
  5. 5. Meu Deus, que é de nós,Meu Deus, meu DeusAssim fala o pobreDo seco NordesteCom medo da pesteDa fome ferozAi, ai, ai, aiA treze do mêsEle fez experiênciaPerdeu sua crençaNas pedras de sal,Meu Deus, meu DeusMas noutra esperançaCom gosto se agarraPensando na barraDo alegre NatalAi, ai, ai, aiRompeu-se o NatalPorém barra não veioO sol bem vermeioNasceu muito alémMeu Deus, meu DeusNa copa da mataBuzina a cigarraNinguém vê a barraPois a barra não temAi, ai, ai, aiSem chuva na terraDescamba Janeiro,Depois fevereiroE o mesmo verãoMeu Deus, meu DeusEntonce o nortistaPensando consigoDiz: "isso é castigonão chove mais não"Ai, ai, ai, aiApela pra MarçoQue é o mês preferidoDo santo queridoSenhor São JoséMeu Deus, meu DeusMas nada de chuvaTá tudo sem jeitoLhe foge do peitoO resto da féAi, ai, ai, aiAgora pensandoEle segue outra triaChamando a famiaComeça a dizerMeu Deus, meu DeusEu vendo meu burroMeu jegue e o cavaloNós vamos a São PauloViver ou morrerAi, ai, ai, aiNós vamos a São PauloQue a coisa tá feiaPor terras alheiaNós vamos vagarMeu Deus, meu DeusSe o nosso destinoNão for tão mesquinhoCá e pro mesmo cantinho
  6. 6. Nós torna a voltarAi, ai, ai, aiE vende seu burroJumento e o cavaloInté mesmo o galoVenderam tambémMeu Deus, meu DeusPois logo apareceFeliz fazendeiroPor pouco dinheiroLhe compra o que temAi, ai, ai, aiEm um caminhãoEle joga a famiaChegou o triste diaJá vai viajarMeu Deus, meu DeusA seca terrívelQue tudo devoraLhe bota pra foraDa terra natáAi, ai, ai, aiO carro já correNo topo da serraOiando pra terraSeu berço, seu larMeu Deus, meu DeusAquele nortistaPartido de penaDe longe acenaAdeus meu lugarAi, ai, ai, aiNo dia seguinteJá tudo enfadadoE o carro embaladoVeloz a correrMeu Deus, meu DeusTão triste, coitadoFalando saudosoSeu filho chorosoExclama a dizerAi, ai, ai, aiDe pena e saudadePapai sei que morroMeu pobre cachorroQuem dá de comer?Meu Deus, meu DeusJá outro perguntaMãezinha, e meu gato?Com fome, sem tratoMimi vai morrerAi, ai, ai, aiE a linda pequenaTremendo de medo"Mamãe, meus brinquedoMeu pé de fulô?"Meu Deus, meu DeusMeu pé de roseiraCoitado, ele secaE minha bonecaTambém lá ficouAi, ai, ai, aiE assim vão deixandoCom choro e gemidoDo berço queridoCéu lindo azul
  7. 7. Meu Deus, meu DeusO pai, pesarosoNos filho pensandoE o carro rodandoNa estrada do SulAi, ai, ai, aiChegaram em São PauloSem cobre quebradoE o pobre acanhadoProcura um patrãoMeu Deus, meu DeusSó vê cara estranhaDe estranha genteTudo é diferenteDo caro torrãoAi, ai, ai, aiTrabaia dois ano,Três ano e mais anoE sempre nos pranoDe um dia vortarMeu Deus, meu DeusMas nunca ele podeSó vive devendoE assim vai sofrendoÉ sofrer sem pararAi, ai, ai, aiSe arguma notíciaDas banda do norteTem ele por sorteO gosto de ouvirMeu Deus, meu DeusLhe bate no peitoSaudade lhe molhoE as água nos óioComeça a cairAi, ai, ai, aiDo mundo afastadoAli vive presoSofrendo desprezoDevendo ao patrãoMeu Deus, meu DeusO tempo rolandoVai dia e vem diaE aquela famiaNão vorta mais nãoAi, ai, ai, aiDistante da terraTão seca mas boaExposto à garoaÀ lama e o paúMeu Deus, meu DeusFaz pena o nortistaTão forte, tão bravoViver como escravoNo Norte e no SulAi, ai, ai, ai
  8. 8. Conhecendo os autores:Patativa do AssaréPatativa do Assaré era o nome artístico (pseudônimo) deAntônio Gonçalves da Silva. Nasceu em 5 de março de1909, na cidade de Assaré localizada no estado do Ceará. Foi um dos mais importantesrepresentantes da cultura popular nordestina. Nascido em uma família de agricultorespobres perdeu a visão de um olho. Quando tinha apenas 8 anos de idade Patativa aindapassou pela dor de perder o pai, o que o levou a trabalhar na roça para sustentar afamília.Embora tenha frequntado a escola apenas aos 12 anos de idade, Patativa doAssaré, demonstra aptidão no poema ao escrever seus próprios versos e pequenostextos. Ganhou da mãe uma pequena viola aos dezesseis anos de idade. Muito feliz,passou a escrever e cantar repentes e se apresentar empequenas festas da cidade.Ganhouo apelido de Patativa, uma alusão ao pássaro de lindo. No ano de 1956, escreveu seuprimeiro livro de poesias “Inspiração Nordestina”. Com muita criatividade, retratouaspectos culturais importantes do homem simples do Nordeste. Após este livro,escreveu outros que também fizeram muito sucesso. Ganhou vários prêmios e títulospor suas obras, no dia 8 de Julho de 2002, falece em sua cidade natal.Luiz GonzagaLuiz Gonzaga do Nascimento nasceu na fazenda Caiçara, nosopé da Serra de Araripe, na zona rural da cidade de Exulocalizada no sertão de Pernambuco no dia 13 de Dezembro de1912. O lugar seria revivido anos mais tarde em "Pé de Serra",uma de suas primeiras composições. Sua mãe chamava-seSantana. Seu pai, Januário, trabalhava na roça, num latifúndio, e nas horas vagas tocavaacordeão e também consertavam o instrumento, através desse contato Luiz Gonzagaaprendeu a tocá-lo. Ainda muito jovem, passou a se apresentar em bailes, forrós e feiras,de início acompanhando seu pai. Autêntico representante da cultura nordestina,manteve-se fiel às suas origens mesmo seguindo carreira musical no sudeste do Brasil.O gênero musical que o consagrou foi o baião. A canção emblemática de sua carreirafoi Asa Branca, que compôs em 1947, em parceria com o advogado cearense HumbertoTeixeira.
  9. 9. Em uma feira de Campina Grande (PB) Luiz Gonzaga ouve de um cantador: “A tristepartida”, poema popular da autoria do cearense Patativa do Assaré,no final de 1964 amúsica é gravada e torna-se o maior sucesso do “Rei do Baião” e difunde também apoesia de Patativa do Asssaré. Em 1989 morre Vítima de pneumonia, na cidade deRecife enquanto dormia.ATIVIDADECom base nas aulas referentes ao módulo em estudo, escreva um pequenopoema com temática livre, não esqueça de adequá-lo com rimas, versos e estrofes.________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________________
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