UNIVERSIDADE ESTADUAL DA PARAÍBAPRO-REITORIA DE ENSINO DE GRADUAÇÃOPROGRAMA INSTITUCIONAL DE BOLSAS DE INICIAÇÃO À ...
♪♪O Meu País♪♪ZéRamalhoTô vendo tudo, tô vendo tudoMas, bico calado, faz de conta que soumudoUm país que crianças eliminaQ...
O BichoFonte: literaturaemcontagotas.wordpress.com.brVi ontem um bichoNa imundície do pátioCatando comida entre os detrito...
“VOCÊ SABIA?”CANGAÇOBanditismo no sertão nordestinoAntonio Carlos Olivieri*Corisco e Dadá, sua mulherEntre os séculos 19 e...
o cangaceiro Corisco, no interior da Bahia. Entre a atuação dos dois, destacou-se aqueleque tornou-se a personificação do ...
O fim do cangaçoLugar-tenente de Lampião, o cangaceiro Corisco jurou vingança e continuou a atuar atémaio de 1940, quando ...
poetas e estes já possuem livretos publicados por editoras, sendo vendidos e reeditadosconstantemente.Assim como muitos it...
Xilogravura popular brasileiraA xilogravura popular é uma permanência do traço medieval da cultura portuguesatransplantada...
ATIVIDADE- Em grupo, observe as Charges e de acordo com a leitura e interpretação (uma delas),construam um diálogo em que ...
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REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICASRAMALHO, Zé. O meu país. Disponível em: http://letras.mus.br/ze-ramalho/400344/.Acesso em: 15 de...
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  1. 1. UNIVERSIDADE ESTADUAL DA PARAÍBAPRO-REITORIA DE ENSINO DE GRADUAÇÃOPROGRAMA INSTITUCIONAL DE BOLSAS DE INICIAÇÃO À DOCÊNCIAPIBID LETRASPROJETO:ClicCULTURA, LITERATURA E CRIATIVIDADE: DO ERUDITO AOPOPULARPROFESSORES:FLÁVIA KELLYANE MEDEIROS DA SILVAGABRIELA SANTANA DE OLIVEIRAPRISCILA DA SILVA SANTANA RODRIGUESMÓDULO 05: cordelALUNO:___________________________________________________wwwprojetoclicraul.blogspot.com
  2. 2. ♪♪O Meu País♪♪ZéRamalhoTô vendo tudo, tô vendo tudoMas, bico calado, faz de conta que soumudoUm país que crianças eliminaQue não ouve o clamor dos esquecidosOnde nunca os humildes são ouvidosE uma elite sem deus é quem dominaQue permite um estupro em cadaesquinaE a certeza da dúvida infelizOnde quem tem razão baixa a cervizE massacram - se o negro e a mulherPode ser o país de quem quiserMas não é, com certeza, o meu paísUm país onde as leis são descartáveisPor ausência de códigos corretosCom quarenta milhões de analfabetosE maior multidão de miseráveisUm país onde os homens confiáveisNão têm voz, não têm vez, nem diretrizMas corruptos têm voz e vez e bisE o respaldo de estímulo incomumPode ser o país de qualquer umMas não é com certeza o meu paísUm país que perdeu a identidadeSepultou o idioma portuguêsAprendeu a falar pornofonêsAderindo à global vulgaridadeUm país que não tem capacidadeDe saber o que pensa e o que dizQue não pode esconder a cicatrizDe um povo de bem que vive malPode ser o país do carnavalMas não é com certeza o meu paísUm país que seus índios discriminaE as ciências e as artes não respeitaUm país que ainda morre de maleitaPor atraso geral da medicinaUm país onde escola não ensinaE hospital não dispõe de raio - xOnde a gente dos morros é felizSe tem água de chuva e luz do solPode ser o país do futebolMas não é com certeza o meu paísTô vendo tudo, tô vendo tudoMas, bico calado, faz de conta que soumudoUm país que é doente e não se curaQuer ficar sempre no terceiro mundoQue do poço fatal chegou ao fundoSem saber emergir da noite escuraUm país que engoliu a composturaAtendendo a políticos sutisQue dividem o brasil em mil brasisPra melhor assaltar de ponta a pontaPode ser o país do faz-de-contaMas não é com certeza o meu paísTô vendo tudo, tô vendo tudoMas, bico calado, faz de conta que soumudoFonte: juanitobserver.blogspot.com
  3. 3. O BichoFonte: literaturaemcontagotas.wordpress.com.brVi ontem um bichoNa imundície do pátioCatando comida entre os detritos.Quando achava alguma coisa,Não examinava nem cheirava:Engolia com voracidade.O bicho não era um cão,Não era um gato,Não era um rato.O bicho, meu Deus, era um homem.Manuel BandeiraEu QueroPatativa de Assaré/ Antônio Gonçalves da SilvaQuero um chefe brasileiroFiel, firme e justiceiroCapaz de nos protegerQue do campo até à ruaO povo todo possuaO direito de viverQuero paz e liberdadeSossego e fraternidadeNa nossa pátria natalDesde a cidade ao desertoQuero o operário libertoDa exploração patronalQuero ver do Sul ao NorteO nosso caboclo forteTrocar a casa de palhaPor confortável guaridaQuero a terra divididaPara quem nela trabalhaEu quero o agregado isentoDo terrível sofrimentoDo maldito cativeiroQuero ver o meu paísRico, ditoso e felizLivre do jugo estrangeiroA bem do nosso progressoQuero o apoio do CongressoSobre uma reforma agráriaQue venha por sua vezLibertar o camponêsDa situação precáriaFinalmemte, meus senhores,Quero ouvir entre os primoresDebaixo do céu de anilAs mais sonoras notasDos cantos dos patriotasCantando a paz do Brasil
  4. 4. “VOCÊ SABIA?”CANGAÇOBanditismo no sertão nordestinoAntonio Carlos Olivieri*Corisco e Dadá, sua mulherEntre os séculos 19 e meados do 20, um tipo específico de banditismo se desenvolveu nosertão nordestino: o cangaço. Os cangaceiros - bandos de malfeitores, ladrões, assassinos,bem armados, conhecedores da região - saqueavam fazendas, povoados e cidades,impunemente, ou, pior, impondo sua própria lei à região em que atuavam.Para isso, contavam com o isolamento do sertão, com o tradicional descaso e aincompetência das autoridades constituídas, bem como com a conivência ou proteção devários chefes políticos locais, os grandes proprietários rurais, conhecidos como "coronéis".História do cangaçoO cangaceiro - um deles, em especial, Lampião - tornou-se personagem do imaginárionacional, ora caracterizado como uma espécie de Robin Hood, que roubava dos ricospara dar aos pobres, ora caracterizado como uma figura pré-revolucionária, quequestionava e subvertia a ordem social de sua época e região.Nesse sentido - heróico/mitológico - o cangaço é precursor do banditismo que ocorreatualmente nos morros do Rio de Janeiro ou na periferia de São Paulo, onde chefes dequadrilhas também são considerados muitas vezes benfeitores das comunidades carentes.O cangaço existiu a partir do século 19, mas atingiu o auge entre o início do século 20,marcado pela ação do bando de Antonio Silvino, e a década de 1940, quando foi morto
  5. 5. o cangaceiro Corisco, no interior da Bahia. Entre a atuação dos dois, destacou-se aqueleque tornou-se a personificação do cangaço, por ser o líder de uma quadrilha que atuoupor quase duas décadas em diversos estados do Nordeste: Virgulino Ferreira da Silva, océlebre Lampião.Contribuíram para sua fama a violência e a ousadia, que o levaram a empreender ataquesaté a cidades relativamente grandes do sertão, como Mossoró (RN), em 13 de junho de1927. Nesse caso, em especial, o ataque fracassou, pois a população local seentrincheirou na cidade e repeliu o ataque. O mesmo não aconteceu em Limoeiro doNorte (CE) ou Queimadas (BA), que o bando de Lampião tomou por alguns diassaqueando, matando indiscriminadamente, e impondo a sua vontade pelo tempo que alipermaneceu.As volantesO agravamento do problema do cangaço levou as polícias estaduais a criar forçasespeciais para combatê-lo, as chamadas "volantes", comandadas por policiais de carreira,mas formadas por "soldados" temporários e cujos métodos de atuação - em especial emrelação à população pobre - não era muito diferente daqueles dos próprios cangaceiros.Quanto ao governo federal, seu descaso pelo cangaço foi sempre o mesmo manifestadopelo semi-árido de um modo geral.De qualquer modo, em 1938, o governo de Alagoas se empenhou na captura deLampião. Uma volante comandada por João Bezerra conseguiu cercá-lo na fazenda deAngicos, um refúgio no Estado de Sergipe. Depois de vinte minutos de tiroteio, cerca de40 cangaceiros conseguiram escapar, mas onze foram mortos, entre eles o líder do bandoe sua mulher, conhecida como Maria Bonita.Para se ter uma ideia do caráter violento da sociedade em que isso aconteceu, valemencionar que os onze mortos foram decapitados e suas cabeças, levadas para Salvador(BA), ficaram expostas no museu Nina Rodrigues até 1968 - quando foram finalmentesepultadas.As cabeças dos cangaceiros expostas no museu Nina Rodrigues
  6. 6. O fim do cangaçoLugar-tenente de Lampião, o cangaceiro Corisco jurou vingança e continuou a atuar atémaio de 1940, quando também foi morto num cerco policial. Na década de 40, o Brasilpassava por grandes transformações econômicas e sociais, promovidas pelaindustrialização.A evolução dos meios de transporte e comunicação integravam pouco a pouco o sertãoao resto do país. De resto, a necessidade de mão de obra nas fábricas do Rio de Janeiro ede São Paulo passaram a atrair a população do semi-árido. Assim, as diversascircunstâncias que originaram o cangaço desapareceram junto com ele.*Antonio Carlos Olivieri é escritor, jornalista e diretor da Página 3 Pedagogia & Comunicação.Literatura de CordelFonte: tonymacedo.blogspot.comLiteratura de Cordel é uma das formas de poesia advinda do Nordeste do Brasil,que já foi muito desvalorizada, mas hoje em dia vem sendo aceita e respeitada tendo atémesmo uma Academia Brasileira de Literatura de Cordel. Devido ao linguajar maisdespojado, regionalizado e informal utilizado para a composição deste tipo de texto, essamodalidade de literatura nem sempre foi respeitada e houve quem acreditasse no fim docordel, mas ainda não foi dessa vez.Vemos a cada dia que o cordel vem sendo mais valorizado por todo o Brasil epelo mundo. Os textos são publicados em livretos fabricados praticamente de formamanual pelo próprio autor, eles têm geralmente 8 páginas mas podem ter mais, variandoentre 8 e 32. As páginas medem 11x16cm e são comercializadas pelos próprios autores.Leandro Gomes de Barros e João Martins de Atahyde são dois dentre os primeiros
  7. 7. poetas e estes já possuem livretos publicados por editoras, sendo vendidos e reeditadosconstantemente.Assim como muitos itens dos que compõem a nossa cultura, a literatura de cordeltem origem em Portugal. Os autores das poesias se denominam trovadores e geralmentequando as declamam são acompanhados por uma viola, que eles mesmos tocam. Estetipo de literatura marcou também a cultura francesa, espanhola e portuguesa, através dostrovadores. Estes eram artistas populares que compunham e apresentavam poesiasacompanhadas de viola e muitas vezes com melodia. Se apresentavam para o povo efalavam da cultura popular da localidade, dos acontecimentos mais falados nasredondezas, de amor, etc. Assim como no trovadorismo, movimento literário que abrigaessa prática, hoje é a literatura de cordel. Até mesmo as competições entre doistrovadores, com suas violas, é presenciada hoje por nós e já foi muito praticada nos trêspaíses citados, especialmente em Portugal.No Brasil prevalece a produção poética, mas em outros locais nota-se a fortepresença da prosa. A forma mais freqüentemente utilizada é a redondilha maior, ou seja,o verso de sete sílabas poéticas. A estrofe mais comum é a de seis versos, chamadasextilha. E o esquema de rimas mais comum é ABCBDB.Os temas são os mais variados, indo desde narrativas tradicionais transmitidaspelo povo oralmente até aventuras, histórias de amor, humor, ficção, e o folheto decaráter jornalístico, que conta um fato isolado, muitas vezes um boato, modificando-opara torná-lo divertido. Ao mesmo tempo que falam de temas religiosos, também falamde temas profanos. Escrevem de maneira jocosa, mas por vezes retratam realidadesdesesperadoras. Uma outra característica é o uso de recursos textuais como o exagero, osmitos, as lendas, e atualmente o uso de ironia ou sarcasmo para fazer críticas sociais oupolíticas. Usar uma imagem estereotipada como personagem também é muito comum, àsvezes criticando a exclusão social e o preconceito, às vezes fazendo uso dos mesmosatravés do humor sarcástico. Além dos temas “engajados”, se assim podemos chamá-los,há também cordéis que falam de amor, relacionamentos pessoais, profissionais,cotidiano, personalidades públicas, empresas, cidades, regiões, etc.Uma das características desse tipo de produção é a manifestação da opinião doautor a respeito de algo dentro da sua sociedade. Os cordéis não tem a característica deserem impessoais ou imparciais, pelo contrário, na maioria das vezes usam várias técnicasde persuasão e convencimento para que o leitor acate a idéia proposta.
  8. 8. Xilogravura popular brasileiraA xilogravura popular é uma permanência do traço medieval da cultura portuguesatransplantada para o Brasil e que se desenvolveu na literatura de cordel. Quase todos osxilogravadores populares brasileiros, principalmente no Nordeste do país, provêm docordel.Xilogravura é a técnica de gravura na qual se utiliza madeira como matriz e possibilita areprodução de imagens e textos sobre papel ou outro suporte adequado. É um processoinversamente parecido com um carimbo já que o papel é prensado com as mãos sobre amatriz.A técnica exige que se entalhe na madeira, com ajuda de instrumento cortante, a figura ouforma (matriz) que se pretende imprimir. Em seguida usa-se um rolo de borrachaembebecida em tinta, tocando só as partes elevadas do entalhe.O final do processo é a impressão em alto relevo em papel ou pano especial, que ficaimpregnado com a tinta, revelando a figura. Entre as suas variações do suporte pode-segravar em linóleo (linoleogravura) ou qualquer outra superfície plana. Além de variaçõesdentro da técnica, como a xilogravura de topo.
  9. 9. ATIVIDADE- Em grupo, observe as Charges e de acordo com a leitura e interpretação (uma delas),construam um diálogo em que cada um dos participantes da equipe será um personagem(ex: defensor, acusador, vítima e testemunha) que tratam sobre a temática proposta nacharge. O diálogo será apresentado para a turma.1)Fonte: professorandregeografia.blogspot.com2)Fonte: www.charge-o-matic.blogger.com.br3)4)
  10. 10. 5)
  11. 11. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICASRAMALHO, Zé. O meu país. Disponível em: http://letras.mus.br/ze-ramalho/400344/.Acesso em: 15 de Julho de 2012.BANDEIRA, Manoel. O bicho. Disponível em:http://www.revista.agulha.nom.br/manuelbandeira03.html. Acesso em: 15 de Julho de2012.ASSARÉ, P; SILVA, A. G. Eu quero. Disponível em: www.fisica.ufpb.br. Acesso em:30/07/2012.OLIVIERI, A. C. O cangaço: O banditismo no Sertão. Disponível em:educação.uol.com.br. Acesso em: 20/07/2012.Literatura de cordel. Disponível em: www.suapesquisa.com/cordel/. Acesso em:02/08/2012.Xilogravura Popular Brasileira. Disponível em: www.flickr.com. Acesso em: 02/08/2012.Dinâmica dos Passos. Disponível em:http://espacodinamicolinguaeliteratura.blogspot.com.br/p/dinamicas-para-aulas-de-lingua.html. Acesso em: 03/08/2012.

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