Carlos Drummond de Andrade
Int roduçãoBiografiaPoemas e análiseQuest ões de Vest ibularConclusãoAnexosBibliografiaComponent es do grupo
No trabalho a seguir, iremos mostrar um breve resumo sobre a vida e obra do poeta Carlos Drummond de Andrade, que seguiu c...
Carlos Drummond de Andrade nasceu em Itabira MG, em 31 de outubro de1902. De uma família de fazendeiros em decadência, est...
Predomínio da indiv idualidade. O modernismo não chega a ser dominant e nem mesmo nos primeiros livros deDrummond, Alguma ...
Poema de sete facesQuando nasci, um anjo tor todesses que vivem na sombr adisse: Vai, Car los! ser gauche na vida.As casas...
Chama-se Poema de Sete faces, pois ele é composto de sete estrofes e em cada uma  delas, o eu-lírico revela seus sentiment...
No meio do caminhoNo meio do caminho tinha uma pedratinha uma pedra no meio do caminhotinha uma pedrano meio do caminho ti...
— Nesse poema o poeta fala sobre dificuldade encontradas ao longo da vida, as vezes  são muitas. Como podemos ver o autor ...
ÁporoUm inseto cavacava sem alarmeperfurando a terrasem achar escape.Que fazer, exausto,em país bloqueado,enlace de noiter...
No poema Áporo , o eu lírico fala sobre os significados da palavra áporo, são eles:  Problema difícil de resolver; aporism...
A putaQuero conhecer a puta.A puta da cidade. A única.A fornecedora.Na rua de BaixoOnde é proibido passar.Onde o ar é vidr...
O poema A Puta , nos mostra novamente uma grande característica do modernismo,  ele não se preocupa com o que escreve nem ...
1. (FUVEST) Procu ra da PoesiaNão f aças versos sobre acontecimentos.Não há criação nem morte perante a poesia.Diante dela...
3. (UFBA) FRAGILIDADEEst e verso, apenas um arabescoem t orno do element o essencial inat ingível.Fogem nuvens de verão, p...
Carlos Drummond de Andrade apesar de ser da Escola Literária Moderna, não demonstrava tantas características estéticas e n...
—   Livro   Carlos Drummond de Andrade, 1ª Edição 1981—   www.pensador.uol.com.br—   www.astormentas.com/drummond.html
— Caroline Cardin    Nº 08 3ª A— Danilo Rangel     Nº 10— Rafael Tavares    Nº 26— Raphael Sobral    Nº 27
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A Linguagem da Modernidade
Carlos Drummond de Andrade
E.E. Prof. Dr. Oswaldo S, Soares
Prof. Ana Paula R. de Oliveira
3ºs anos de 2011

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  1. 1. Carlos Drummond de Andrade
  2. 2. Int roduçãoBiografiaPoemas e análiseQuest ões de Vest ibularConclusãoAnexosBibliografiaComponent es do grupo
  3. 3. No trabalho a seguir, iremos mostrar um breve resumo sobre a vida e obra do poeta Carlos Drummond de Andrade, que seguiu com a libertação propostapor Mário de Andrade e Oswald de Andrade na primeira fase do Modernismo no Brasil.
  4. 4. Carlos Drummond de Andrade nasceu em Itabira MG, em 31 de outubro de1902. De uma família de fazendeiros em decadência, estudou na cidade natal, em Belo Horizonte e com os jesuítas no Colégio Anchieta de Nova Friburgo RJ, de onde foi expulso por "insubordinação mental". De novo em Belo Horizonte, começou a carreira de escritor como colaborador do Diário deMinas, que aglutinava os adeptos locais do incipiente movimento modernista mineiro. Ante a insistência familiar para que obtivesse um diploma, formou-se emfarmácia na cidade de Ouro Preto em 1925. Fundou com outros escritores A Revista , que, apesar da vida breve, foi importante veículo de afirmação domodernismo em Minas. Ingressou no serviço público e, em 1934, transferiu- se para o Rio de Janeiro, onde foi chefe de gabinete de Gustavo Capanema, ministro da Educação, até 1945. Excelente funcionário, passou depois a trabalhar no Serviço do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional e se aposentou em 1962. Desde 1954 colaborou como cronista no Correio da Manhã e, a partir do início de 1969, no Jornal do Brasil.
  5. 5. Predomínio da indiv idualidade. O modernismo não chega a ser dominant e nem mesmo nos primeiros livros deDrummond, Alguma poesia (1930) e Brejo das almas (1934), em que o poema-p iad a e a descont ração sint át icapareceriam revelar o cont rário. A dominant e é a individualidade do aut or, poet a da ordem e da consolid ação, ainda que sempre, e fecundament e, cont radit órias. Tort urado pelo passado, assombrado com o fut uro, ele se det ém num present e dilacer ado por est e e por aquele, t est emunha lúcida de si mesmo e do t ranscurso dos homens, de um pont o de vist a melancó lico e cét ico. Mas, enquant o ironiza os cost umes e a sociedad e, asperament e sat írico em seu amargor e desencant o, ent rega-se com empenho e requint e const rut ivo à comunicação est ét ica desse modo de ser e est ar.Vem daí o rigor, que beira a obsessão. O poet a t rabalha sobret udo com o t empo, em sua cint ilação cot idiana e subjet iva, no que dest ila do corrosivo, no que desmont a, dispersa, desarruma, do berço ao t úmulo -- do indivíduo ou de uma cult ura.
  6. 6. Poema de sete facesQuando nasci, um anjo tor todesses que vivem na sombr adisse: Vai, Car los! ser gauche na vida.As casas espiam os homensque cor r em atr ás de mulher es.A tar de talvez fosse azul,não houvess e tantos desejos.O bonde passa cheio de per nas:per nas br ancas pr etas amar elas.Par a que tanta per na, meu Deus, per gunta meu cor ação.Por ém meus olhosnão per guntam nada.O homem atr ás do bigodeé sér io, simples e for te.Quase não conver sa.T em poucos, r ar os amigoso homem atr ás dos óculos e do -bigode,Meu Deus, por que me abandonastese sabias que eu não er a Deusse sabias que eu er a fr aco.Mundo mundo vasto mundo,se eu me chamasse Raimundoser ia uma r ima, não ser ia uma solução.Mundo mundo vasto mundo,mais vasto é meu cor ação.Eu não devia te dizermas essa luamas esse conhaqu ebotam a gente comovido como o diabo.
  7. 7. Chama-se Poema de Sete faces, pois ele é composto de sete estrofes e em cada uma delas, o eu-lírico revela seus sentimentos ou seu jeito de ser. Transmite uma visão negativa do homem, uma visão desesperançada em relação à vida. O eu - lírico se vê injustiçado diante do mundo e do abandono de Deus.
  8. 8. No meio do caminhoNo meio do caminho tinha uma pedratinha uma pedra no meio do caminhotinha uma pedrano meio do caminho tinha uma pedra.Nunca me esquecerei desse acontecimentona vida de minhas retinas tão fatigadas.Nunca me esquecerei que no meio do caminhotinha uma pedratinha uma pedra no meio do caminhono meio do caminho tinha uma pedra
  9. 9. — Nesse poema o poeta fala sobre dificuldade encontradas ao longo da vida, as vezes são muitas. Como podemos ver o autor repete varias vezes a palavra "pedra" dando mais valor, deixando cada vez maior e pesada. E mesmo cansado, ele conseguiu superar essa "pedra" e jamais esquecera o aprendizado."
  10. 10. ÁporoUm inseto cavacava sem alarmeperfurando a terrasem achar escape.Que fazer, exausto,em país bloqueado,enlace de noiteraiz e minério?Eis que o labirinto(oh razão, mistério)presto se desata:em verde, sozinha,antieuclidiana,uma orquídea forma-se
  11. 11. No poema Áporo , o eu lírico fala sobre os significados da palavra áporo, são eles: Problema difícil de resolver; aporismo;inseto himenóptero;gênero de plantas da família das orquídeas.1ª Estrofe: Fala de um inseto;2ª Estrofe: Fala de um problema difícil de se resolver;3ª Estrofe: Fala de uma orquídea.
  12. 12. A putaQuero conhecer a puta.A puta da cidade. A única.A fornecedora.Na rua de BaixoOnde é proibido passar.Onde o ar é vidro ardendoE labaredas torram a línguaDe quem disser: Eu queroA putaQuero a puta quero a puta.Ela arreganha dentes largosDe longe. Na mata do cabeloSe abre toda, chupanteBoca de mina amanteigadaQuente. A puta quente.É preciso crescer esta noite inteira sem pararDe crescer e quererA puta que não sabeO gosto do desejo do meninoO gosto meninoQue nem o meninoSabe, e quer saber, querendo a puta.
  13. 13. O poema A Puta , nos mostra novamente uma grande característica do modernismo, ele não se preocupa com o que escreve nem com a quantidade de estrofes, ele só escreve o que realmente pensa . Nesse poema o eu-lírico demonstra sua vontade de conversar com uma prostituta pois Carlos Drummond de Andrade, antes de se casar sempre foi do tipo mulherengo.
  14. 14. 1. (FUVEST) Procu ra da PoesiaNão f aças versos sobre acontecimentos.Não há criação nem morte perante a poesia.Diante dela, a vida é um sol estático,não aquece nem ilumina. (...)Penetra surdamente no reino das palavras.Lá estão os poemas que esperam ser escritos.Estão paralisados, mas não há desespero,há calma e f rescura na superf ície intata.Ei-los sós e mudos, em estado de dicionário. (...) Carlos Drummond de Andrade, A rosa do povo.No cont ext o do livro, a afir mação do carát er verbal da poesia e a incit ação a que se penet re no reino daspalavras , present es no excert o, indicam que, para o poet a de A rosa do povo,a) prat icar a art e pela art e é a maneira mais eficaz de se opor ao mundo capit alist a.b) a procura da boa poesia começa pela est rit a observância da variedade padrão da lingu ag em.c) fazer poesia é produzir enigmas verbais que não podem nem devem ser int erpret ados.d) as int enções sociais da poesia não a dispensam de t er em cont a o que é próprio da linguag em.e) os poemas met alingüíst icos, nos quais a poesia fala apenas de si mesma, são superiores aos poemas quefalam t ambém de out ros assunt os.Resposta: Alternativa D
  15. 15. 3. (UFBA) FRAGILIDADEEst e verso, apenas um arabescoem t orno do element o essencial inat ingível.Fogem nuvens de verão, passam aves, navios, ondas,e t eu rost o é quase um espelho onde brinca o incert o moviment o,ai! já brincou, e t udo se fez imóvel, quant idades e quant idadesde sono se deposit am sobre a t erra esfacelada.Não mais o desejo de explicar, e múlt iplas palavr as em feixesubindo, e o espír it o que escolhe, o olho que visit a, a músicafeit a de depurações e depurações, a delicada modelagemde um crist al de mil suspiros límpidos e frígidos: não maisque um arabesco, apenas um arabescoabraça as coisas, sem reduzi- las.ANDRADE, Carlos Drummo nd de. A rosa do povo. In: COUTINHO, Afrânio (Org.). Carlos Drummond deAndrade: obra complet a: poesia. Rio de Janeiro: Aguilar, 1964. p. 154-155.Na seleção dos signos verbais, o sujeit o poét ico cria met áforas est abelecendo analog ias ent re element osdist int os. Na linguagem de Drummond, isso é aquilo .Ident ifique e t ranscreva uma das analogias refer idas, explicando-a com base no cont ext o do poema.RESPOSTA: Espera-se que o candidato identifique uma das metáforas verso e arabesco , rosto e espelho , cristal . Em seguida deverá atribuir sentidos como: poesia e realidade, linguagem poética eessência da poesia, fragilidade do homem, do verso, da palavra em face da captação da essência dascoisas.
  16. 16. Carlos Drummond de Andrade apesar de ser da Escola Literária Moderna, não demonstrava tantas características estéticas e nos sentidos de seus poemas, o quedominava em seus poemas era o seu individualismo. Uma das poucas característicasdo Modernismo em seus poemas, é no comportamento do homem na sociedade emseu estado atual. Mas isso não faz dele um poeta ruim, pois ele seguiu os passos de Oswald de Andrade, e continuou seu trabalho que não estava completo, apresentar para todos o que é realmente o Modernismo.
  17. 17. — Livro Carlos Drummond de Andrade, 1ª Edição 1981— www.pensador.uol.com.br— www.astormentas.com/drummond.html
  18. 18. — Caroline Cardin Nº 08 3ª A— Danilo Rangel Nº 10— Rafael Tavares Nº 26— Raphael Sobral Nº 27

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