UNIVERSIDADE ESTADUAL DA PARAÍBAPRO-REITORIA DE ENSINO DE GRADUAÇÃOPROGRAMA INSTITUCIONAL DE BOLSAS DE INICIAÇÃO À DOCÊNCI...
MÚSICA ANGÉLICA(CHICO BUARQUE)Quem é essa mulherQue canta sempre esse estribilho?Só queria embalar meu filhoQue mora na es...
CENSURA NO REGIME MILITAR(ANTÔNIO GASPARETO JÚNIOR)A censura no regime militar foi um dos elementos mais marcantes da seve...
OS ARQUIVOS DA DITADURA(EMILIANO JOSÉ)As ditaduras imaginam, pela voz dos ditadores, que nunca serão punidas por seuscrime...
MÚSICA RODA VIVA(Chico Buarque)Tem dias que a gente se senteComo quem partiu ou morreuA gente estancou de repenteOu foi o ...
Mas eis que chega a roda vivaE carrega a viola prá lá...Roda mundo, roda giganteRoda moinho, roda piãoO tempo rodou num in...
Em 1966, a música “Tamandaré”, incluída no repertório do show “Meu Refrão”,com Odete Lara e MPB-4, é proibida após seis me...
teve reconhecimento e ascensão na Grécia, pois as festas eram organizadas como umahomenagem ao deus Dionísio, deus da natu...
censura acaba proibindo o espetáculo. Essa violência e insegurança servirampara afastar de vez a classe média do teatro. A...
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Módulo 6 teatro ditadura militar

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Módulo 6 teatro ditadura militar

  1. 1. UNIVERSIDADE ESTADUAL DA PARAÍBAPRO-REITORIA DE ENSINO DE GRADUAÇÃOPROGRAMA INSTITUCIONAL DE BOLSAS DE INICIAÇÃO À DOCÊNCIAPIBID LETRASPROJETO:CLICCULTURA, LITERATURA E CRIATIVIDADE: DO ERUDITO AO POPULARPROFESSORES:GABRIELA SANTANA DE OLIVEIRAPRISCILA DA SILVA SANTANA RODRIGUESFLÁVIA KELLYANNE MEDEIROS DA SILVAMÓDULO 06: TEATROALUNO:_____________________________________www.projetoclicraul.blogspot.com
  2. 2. MÚSICA ANGÉLICA(CHICO BUARQUE)Quem é essa mulherQue canta sempre esse estribilho?Só queria embalar meu filhoQue mora na escuridão do marQuem é essa mulherQue canta sempre esse lamento?Só queria lembrar o tormentoQue fez o meu filho suspirarQuem é essa mulherQue canta sempre o mesmo arranjo?Só queria agasalhar meu anjoE deixar seu corpo descansarQuem é essa mulherQue canta como dobra um sino?Queria cantar por meu meninoQue ele já não pode mais cantarQuem é essa mulherQue canta sempre esse estribilho?Só queria embalar meu filhoQue mora na escuridão do mar.
  3. 3. CENSURA NO REGIME MILITAR(ANTÔNIO GASPARETO JÚNIOR)A censura no regime militar foi um dos elementos mais marcantes da severidade doregime autoritário que governava o país. O povo brasileiro era controlado pelos órgãosdo governo que tentavam transparecer a paz e a estabilidade social no país tendo comosustento o desenvolvimento econômico.Os militares assumiram o poder no país através de um golpe que derrubou o entãopresidente João Goulart no ano de 1964. O início do governo militar já seriaacompanhado também pela repressão, os dois elementos eram amigos que caminhavamjuntos a todo momento. Por 21 anos o Brasil seria governado por uma ditadura, quecomeçou a repressão baseando-se no argumento de defesa contra o perigo comunista.Os famosos atos institucionais foram às medidas constitucionais tomadas pelo governomilitar que deram as condições necessárias para tornar o Brasil uma ditaduracomandada pelos militares por tantos anos. A medida que os Atos Institucionais seavançavam também avançava a severidade do regime, marcado por sua característicadespótica, capaz de vetar os direitos que eram garantidos pela constituição brasileira,estabelecendo a opressão militar e policial e também o silêncio dos opositores. Entre1968 e 1978 mais de 600 filmes, 500 peças teatrais, vários livros e assuntos escolaresforam proibidos pela censura. Mas no campo da produção cultural quem mais sofreucom a repressão foi a Música Popular Brasileira, tratada pelo Estado como causadorade mal à população, ofensiva às leis, à moral e aos costumes. A música tem umacapacidade própria de tomar o subconsciente das pessoas e propagar ideias, foijustamente o que causou maior atenção dos censores com os compositores, muitas vezesas músicas eram barradas apenas pelo título escolhido por seu criador. Muitos autoresforam presos ou expatriados, discos foram vetados ou recolhidos e algumas cançõespermaneceram desconhecidas do público.Um dos mais perseguidos e que encabeça uma grande lista de nomes durante a ditaduramilitar foi Chico Buarque. Os compositores utilizavam de recursos de duplo sentidopara propagar suas ideias e conseguir driblar os censores que só se davam conta doverdadeiro significado depois do sucesso da música, como é o caso de Cálice, compostapor Chico Buarque. O próprio título da música já faz um jogo sonoro com a expressão“cala-se”.
  4. 4. OS ARQUIVOS DA DITADURA(EMILIANO JOSÉ)As ditaduras imaginam, pela voz dos ditadores, que nunca serão punidas por seuscrimes. Não custa lembrar o exemplo do general Ernesto Geisel, que, sem medo dosjulgamentos da História, afirmava que “infelizmente” tinha de continuar a matar, tal equal seus antecessores Garrastazu Médici, Costa e Silva e Castelo Branco. Pinochetcertamente também imaginava que não enfrentaria problemas por conta do regime deterror que implantou no Chile. As ditaduras latino-americanas, com a Operação Condor,pensaram poder matar, tal e qual uma multinacional da direita terrorista, sem que nadalhes acontecesse.Só que a roda gira. Algum dia vem o cipó de aroeira no lombo de quem mandou dar.Nem sempre com toda a justiça. Às vezes, com muitos dos criminosos já mortos decausas naturais. Outras vezes – podemos pensar assim com relação a vários países daAmérica Latina e particularmente se nos referirmos ao Brasil – processos políticos detransição “por cima” terminam por dificultar a punição dos criminosos. Apesar dessasobservações – quem sabe cuidados histórico-conceituais de quem experimentou osrigores da ditadura e conseguiu sobreviver –, é inegável que desfrutamos de umsaudável momento de acerto de contas em boa parte da América Latina.Acerto de contas aqui não carrega o tom de bravata, nem de vingança, até porqueimpossível no quadro em que vivemos. O fruto amadurece, vem no tempo. Em anosbem recentes, as ditaduras latino-americanas têm sido julgadas pelos povos. Tem sidoassim no Chile, na Argentina e no Brasil, para dar três exemplos. Julgadas de modomais aberto porque faz muito tempo a população desses países já havia consolidadoopinião sobre o que foram aqueles anos de terror. Agora, as coisas estão sendo ditas,providências tomadas.Quem imaginaria um Pinochet levado às barras dos tribunais chilenos? Quem oimaginaria preso antes na Inglaterra? Quem pensaria a hipótese de militares argentinosserem presos e julgados, na Argentina ou fora dela? A história ensinou, à larga, que nãohá jeito de apagar os vestígios dos crimes políticos. Que, mais cedo ou mais tarde, elesvêm à tona. Que os povos, cada um a seu modo, acabam por exercer seu direito àmemória. Esse é um momento singular, e nele vamos consolidando a noção de que amais imperfeita vida democrática é melhor que qualquer ditadura.Temos consciência da natureza da transição brasileira. Como em vários outros períodosessenciais de nossa história, para que a ditadura fosse ultrapassada houve umanegociação que acabou por anistiar os criminosos, os torturadores. Não cabe o lamento,por inútil. É provável que a correlação de forças daquele momento não possibilitasseoutra saída. Mas acontece que a roda gira, o mundo não pára. E a Nação quer saber detudo, reconhecer-se a si própria, mesmo que ao olhar no espelho reconheça muitoshorrores, como os desse período ainda cheio de nuvens e sombras entre 1964 e 1985.
  5. 5. MÚSICA RODA VIVA(Chico Buarque)Tem dias que a gente se senteComo quem partiu ou morreuA gente estancou de repenteOu foi o mundo então que cresceu...A gente quer ter voz ativaNo nosso destino mandarMas eis que chega a roda vivaE carrega o destino prá lá ...Roda mundo, roda giganteRoda moinho, roda piãoO tempo rodou num instanteNas voltas do meu coração...A gente vai contra a correnteAté não poder resistirNa volta do barco é que senteO quanto deixou de cumprirFaz tempo que a gente cultivaA mais linda roseira que háMas eis que chega a roda vivaE carrega a roseira prá lá...Roda mundo, roda giganteRoda moinho, roda piãoO tempo rodou num instanteNas voltas do meu coração...A roda da saia mulataNão quer mais rodar não senhorNão posso fazer serenataA roda de samba acabou...A gente toma a iniciativaViola na rua a cantar
  6. 6. Mas eis que chega a roda vivaE carrega a viola prá lá...Roda mundo, roda giganteRoda moinho, roda piãoO tempo rodou num instanteNas voltas do meu coração...O samba, a viola, a roseiraQue um dia a fogueira queimouFoi tudo ilusão passageiraQue a brisa primeira levou...No peito a saudade cativaFaz força pro tempo pararMas eis que chega a roda vivaE carrega a saudade prá láRoda mundo, roda giganteRoda moinho, roda piãoO tempo rodou num instanteNas voltas do meu coração.A MÚSICA E A CENSURA DA DITADURA MILITAR(JEOCAZ LEE)Após Geraldo Vandré ser o alvo do regime autoritário da ditadura no Brasil tendo suasmúsicas censuradas, e com sua carreira totalmente sufocada, o foco se virou para ChicoBuarque, que foi um dos cantores mais perseguidos pela censura. tanto nas canções deprotesto, quanto nas que feriam os costumes morais da época.Os problemas de Chico Buarque com a censura começaram junto com a sua carreira.
  7. 7. Em 1966, a música “Tamandaré”, incluída no repertório do show “Meu Refrão”,com Odete Lara e MPB-4, é proibida após seis meses em cartaz, por conter frasesconsideradas ofensivas ao patrono da marinha. Era o começo de um longo namoro entrea censura e a obra de Chico Buarque.Exilado na Itália, de 1969 a 1970, Chico Buarque sofreria com a perseguição da censuraapós o retorno ao Brasil. Em 1970, recém-chegado do exílio, o compositor enviou amúsica “Apesar de Você” para a aprovação da censura, tendo a certeza que a músicaseria vetada. Inesperadamente a canção foi aprovada, sendo gravada imediatamente emcompacto, tornando-se um sucesso instantâneo. Já se tinha vendido mais de 100 milcópias, quando um jornal comentou que a música referia-se ao presidente Médici.Revelado o ardil, o exército brasileiro invadiu a fábrica da Philips, apreendendo todosos discos, destruindo-os. Na confusão, esqueceram-se de destruir a matriz.Em 1973 Chico Buarque sofreria todas as censuras possíveis. A peça “Calabar, ou oElogio à Traição”, escrita em parceria com Ruy Guerra, foi vetada pela censura. Asconsequências da proibição viriam no seu álbum, “Calabar”, também daquele ano. Acapa do disco trazia a palavra “Calabar” pichada num muro. Os censores concluíramque aquela palavra pichada tinha um significado subversivo, o que resultou na proibiçãoda capa. A resposta de Chico Buarque foi lançar o álbum com uma capa totalmentebranca e sem título. O disco trazia o registro das canções da peça vetada, por isto tevevárias músicas (todas elas em parceria com Ruy Guerra) que amargaram nas malhas dacensura. “Vence na Vida Quem Diz Sim” teve a letra totalmente censurada, sendogravada no disco uma versão instrumental; “Ana de Amsterdam” teve vários trechoscensurados.SURGIMENTO DO TEATROO teatro surgiu através das necessidades do homem. O homem primitivo com suascrenças buscava interagir com deuses através de homenagens, danças e festas. Ohomem primitivo era caçador e selvagem, por isso sentia necessidade de dominar anatureza. Através destas necessidades surgem invenções como o desenho e o teatro nasua forma mais primitiva. O teatro primitivo era uma espécie de danças dramáticascoletivas que abordavam as questões do seu dia a dia, uma espécie de ritual decelebração, agradecimento ou perda. Estas pequenas evoluções deram-se com o passarde vários anos. Com o tempo o homem passou a realizar rituais sagrados na tentativa deapaziguar os efeitos da natureza, harmonizando-se com ela. Os mitos começaram aevoluir, surgem danças miméticas (compostas por mímica e música). O teatro de fato
  8. 8. teve reconhecimento e ascensão na Grécia, pois as festas eram organizadas como umahomenagem ao deus Dionísio, deus da natureza e do vinho,celebrado com muita dança,em agradecimento as colheitas.essas danças eram compostas com rituais, passosmarcados, e com tempo depois surgem o dialogo. Primeiro realizava-se nas ruas e emseguida foi necessário um lugar por despertar tanto interesse na população.CARACTERÍSTICAS DO TEXTO TEATRALO texto teatral é dividido em atos que podem ser subdivididos em cenas, quando a peçaé muito longa. As suas características são: se assemelham ao texto narrativo, possuempersonagens, fatos, história (enredo representado) e não possui narrador pelo fato de serrepresentado e não contado. Em uma peça teatral em primeiro lugar o mais importante éo texto, que se processa através dos diálogos entre atores e constituído por umasequência linear representada pela introdução (ou apresentação), complicação, clímax edesfecho, com a finalidade de alcançar o público com a arte do texto teatral. Emsegundo lugar os atores que assumem um papel de destaque, por meio de um discursoindireto. Em terceiro lugar os recursos como pausas, mímicas, sonoplastia, gestos eelementos ligados á postura corporal.TEATRO NA DITADURA MILITAR NO BRASILEm 1964 o teatro brasileiro passou pelos piores momentosdevido a tomada do poder pelos militares, instaurando operíodo da ditadura militar no Brasil. Constituída por umtempo de repressão e censura, um regime autoritário,quepromovia um assassinato cultural,ao ponto de muitospensarem que o teatro tinha desaparecido,assim comotortura,prisões,espancamentos e perseguições de qualquerpessoa que confronta-se os atos institucionais (AI-5)e aquelas que principalmenteutilizavam a arte para combater e revolucionar. O ponto culminante da repressãoocorreu em julho de 1968, quando pessoas do partido comunistas, invadiram em SãoPaulo, o teatro onde estava sendo encenada a peça “Roda Viva”,de ChicoBuarque.Atores e atrizes foram espancados,cenário e equipamentos destruídos.MaríliaPêra e Rodrigo Santiago,(atores da peça Roda Viva)foram obrigados a irem para ruadespidos,para servir de exemplo e inibir a apresentação da peça em outros lugares. A
  9. 9. censura acaba proibindo o espetáculo. Essa violência e insegurança servirampara afastar de vez a classe média do teatro. Ainda havia uma forte campanha junto àopinião pública para tentar colocar o teatro com uma imagem de subversivos,de violência e de pervertidos. A qualidade dos espetáculos despencou. O teatro nãoconseguiu resistir a repressão no Brasil. O público desaprendeu a ir ao teatro, de modoque o prejuízo foi gravíssimo para todo o teatro” Barbara HeliodoraO QUE É UMA PARÓDIA?Paródia é uma imitação. Sendo, portanto uma imitação que se utiliza daironia, do humor ou deboche. Existem paródias de composições literárias,filmes e músicas. Na literatura a paródia é um processo deintertextualização, OU SEJA, DÁ UMA NOVA INTERPRETAÇÃOAO TEXTO. A paródia é um importante elemento utilizado nomodernismo brasileiro e na poesia marginal.EXEMPLO DE PARÓDIA LITERÁRIA"Minha terra tem palmeiras,Onde canta o sabiá;As aves, que aqui gorjeiam,Não gorjeiam como lá.Nosso céu tem mais estrelas,Nossos campos tem, mas flores."(Canção do exílio - Gonçalves Dias; poeta romântico brasileiro)A paródia(Oswald de Andrade; POETA MORDENISTA)"Minha terra tem palmares onde gorjeia o marOs passarinhos daquiNão cantam como os de lá"

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