Flores 2012 aula

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classificação sobre flores de angiospermas, características de gineceu e androceu.

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Flores 2012 aula

  1. 1. FLOR Morfologia Vegetal Profa. Dra. Priscila Belintani
  2. 2. A flor é constituída por um caule curto com vários nós e com entrenós muito curtos. A região da flor onde as diferentes peças florais estão inseridas é designada de receptáculo
  3. 3. Estigmas Estiletes ovário Anteras Pétalas Filetes sépalas Receptáculo pedicelo
  4. 4. Pedunculo flor Receptáculo Cálice Sépalas Corola Pétalas verticilos perianto (estéreís) antera Androceu Estames Conectivo Filete férteís gineceu Carpelos Estigma Estilete ovário
  5. 5. Flores incompletas Androceu gineceu sem perianto
  6. 6. Flor aclamídea ou nua: quando desprovida de perianto, isto é, sem cálice nem corola. Ex: pimenta do reino (Piper sp.-Piperaceae)
  7. 7. Monoclamídeas: quando apresentam apenas um dos verticilos estéreis, ou seja, somente cálice ou somente corola. Ex: mamona (Ricinus communis – Euphorbiaceae)
  8. 8. Diclamídeas: quando apresentam os dois verticilos, com sépalas e pétalas. Ex: Quaresmeira
  9. 9. Heteroclamídeas ou periantadas: quando a flor possui sépalas e pétalas muito diferentes entre si, na textura, forma, tamanho e coloração, como ocorre na maioria das dicotiledôneas Exemplos: hibisco: (Hibiscus sp. - Malvaceae) e roseira (Rosa sp. - Rosaceae).
  10. 10. Homoclamídeas ou perigoniadas: quando não há diferenciação entre cálice e corola, ou seja, sépalas e pétalas são semelhantes em textura, coloração, forma e tamanho. Neste caso, as pétalas e sépalas são denominadas individualmente tépalas. Exemplo: lírio de- São-Jorge (Hemerocallis flava - Liliaceae).
  11. 11. Flores simétricas
  12. 12. COROLA: CONJUNTO DE PÉTALAS dialipétala: pétalas separadas Gamopétala: pétalas unidas Com relação à união das pétalas
  13. 13. Cálice gamossépalo Corola gamopétala
  14. 14. COROLA: CONJUNTO DE PÉTALAS Gamopétala: pétalas unidas
  15. 15. Corola Gamopétala: pétalas unidas Corola campanulada
  16. 16. Gamopétala: pétalas unidas Corola hipocrateriforme
  17. 17. Corola gamopétala: urceolada Forma de urna
  18. 18. Corola: gamopétala ovário sépalas
  19. 19. Flor gamopétala Tubulosa: número variável de pétalas soldadas entre si
  20. 20. Corola gamopétala – flor tubulosa
  21. 21. Flor tubulosa (*gamopétala) girassol
  22. 22. Quanto ao número de pétalas
  23. 23. Pentâmera ou pentapétala Corola dialipétala rosácea multipétalas
  24. 24. Ovário supero Magnolia: ovário súpero
  25. 25. Ovário ínfero - Flor epígina
  26. 26. Flor gamopétala: pétalas unidas Ovário ínfero - Flor epígina
  27. 27. ANDROCEU (MASCULINO)
  28. 28. ANDROCEU Estames apendiculares podem ter se originado a partir de estames laminares, por redução da lâmina e desaparecimento dos traços vasculares laterais. A antera geralmente é dividida em duas metades, as tecas, unidas entre si pelo conectivo. Cada teca carrega geralmente dois microesporângios ou sacos polínicos, as lojas, dentro dos quais são produzidos os micrósporos (grãos de pólen)
  29. 29. A antera é revestida pela epiderme e pelo endotécio ou estrato fibroso. Acima, tipos de anteras e suas inserções no conectivo.
  30. 30. Deiscência da antera poricid a valvar Quando madura, a antera se abre para liberação dos grãos de pólen, o surgimento da abertura se dá por forças resultantes da secagem do endotécio, o modo pelo qual se dá essa abertura é chamado de deiscência da antera –deiscência longitudinal ou rimosa –deiscência transversal –deiscência valvar –deiscência poricida –deiscência irregular •Além disso a orientação da abertura em relação ao centro da flor caracteriza se a antera é extrorsa (abre para fora), introrsa (abre para dentro) ou lateral (abre para os lados) Deiscência: significa abertura espontânea, quando a estrutura
  31. 31. Pólen: cada um dos microgametófitos liberados pela antera em sua deiscência é um grão de pólen. A parede envoltória do grão de pólen possui diversas características em forma de poros e sulcos, e é composta de duas camadas, a intina, mais interna, e a exina, mais externa. Os grãos de pólen podem ser liberados isoladamente, ou em grupos de dois (díades), três (tríades), quatro (tétrades) ou muitos (políades)
  32. 32. Adelfia: fenômeno pelo qual os diversos estames se fundem lateralmente pelos filetes em um ou vários grupos deiscência da antera –androceu dialistêmone: estames livres entre si –androceu monadelfo: estames fundidos em um grupo –androceu diadelfo: estames fundidos em dois grupos –androceu poliadelfo: estames fundidos em vários grupos –sinanteria: fusão das anteras
  33. 33. Andróforo: estrutura de natureza variada que se projeta acima do receptáculo e onde se inserem os estames Ginóforo: estrutura que se projeta acima do receptáculo e onde se insere o gineceu –Quando se forma o fruto passa a ser chamado de carpóforo
  34. 34. Estames apendiculares são constituídos por uma parte geralmente filamentosa, o filete, e a parte distal mais larga, a antera Estames com traços foliares são encontrados em famílias consideradas basais dentro das angiospermas e são chamados estames laminares (característica primitiva)
  35. 35. Individualmente, cada estame é formado pelo filete, antera e conectivo. O filete é a parte estéril do estame, geralmente de forma alongada e que porta em sua porção apical, a antera normalmente é constituída por duas tecas, sendo que a porção estéril que está entre elas é denominada conectivo.
  36. 36. Androceu: •Adelfia: fenômeno pelo qual os diversos estames se fundem lateralmente pelos filetes em um ou vários grupos deiscência da antera –androceu dialistêmone: estames livres entre si –androceu monadelfo: estames fundidos em um grupo –androceu diadelfo: estames fundidos em dois grupos –androceu poliadelfo: estames fundidos em vários grupos –sinanteria: fusão das anteras
  37. 37. Androceu: quanto a união dos estames
  38. 38. androceu gineceu
  39. 39. Posição dos estames em relação às pétalas
  40. 40. antera Tipos de inserção do filete na antera filete
  41. 41. Deiscência da antera. (deiscencia: abertura)
  42. 42. Quanto a altura dos estames Isodínamos- todos iguais Didínamos: 2 maiores e 2 menores Tetradínamos 4 maiores e 2 menores Heterodínamo: apresenta pelo menos um estame de tamanho diferente. Exemplo: flamboyant (Delonix regia - Fabaceae).
  43. 43. Gineceu- Verticilo fértil (feminino) Gineceu: verticilo fértil mais interno, composto de uma a mais de uma unidades chamadas de carpelos gineceu Carpelos: cada um dos mega esporófilos que, nas angiospermas, carregam os óvulos androceu
  44. 44. Gineceu – Carpelos são constituídos por: uma parte proximal alargada - o ovário, uma parte filamentosa - o estilete E a parte distal receptiva- o estigma
  45. 45. Gineceu Ovário: urna constituída pela base de uma folha carpelar concrescida pelas suas bordas. Lóculos (3) óvulos O interior do ovário contém uma ou várias cavidades, os lóculos, em cada uma existem os óvulos fixos a região da placenta através de um filamento, o funículo
  46. 46. De acordo com sua localização no ovário o estilete pode ser classificado como: –apical ou terminal, –ginobásico –lateral,
  47. 47. Estigma: ápice da folha carpelar, geralmente coberto de papilas, que secretam em muitos casos substância pegajosa. É local adequado para recepção dos grãos de pólen e sua posterior germinação –A ausência do estilete caracteriza o estigma séssil,
  48. 48. Classificação do gineceu quanto ao Número de carpelos Gineceu monocarpelar ou simples: gineceu constituído de apenas um carpelo, portanto com apenas três feixes vasculares, um ovário, estilete, estigma, lóculo e placenta Gineceu apocárpico: gineceu constituído de vários carpelos livres entre si, portanto com vários conjuntos de três feixes vasculares, vários ovários, estiletes, estigmas, lóculos e placentas Gineceu sincárpico: gineceu constituído de vários carpelos unidos entre si, portanto com vários conjuntos de três feixes vasculares, um ovário composto e um ou vários estiletes, estigmas, lóculos e placentas
  49. 49. Pistilo: unidade funcional do gineceu. Cada flor pode ter vários pistilos, caso possua diversos carpelos livres entre si. Nessa situação, cada carpelo funciona isolado dos outros. Quando possui um gineceu sincárpico, ou um único carpelo, sempre terá apenas um pistilo, pois os carpelos unidos não podem funcionar independentes uns dos outros.
  50. 50. Tipos de flores quanto à posição do ovário. As flores A e B têm gineceu apocárpico (carpelos livres) e a flor C. tem gineceu sincárpico (carpelos unidos).
  51. 51. Flor Hipógina Flor Perígina Flor epígina
  52. 52. 1. Tipos de inflorescências 1.1. Inflorescências racemosas ou indeterminadas – cada eixo termina numa gema floral e, portanto, potencialmente tem crescimento ilimitado, basicamente monopodial. Os principais exemplos desse tipo de inflorescência são: a) Racemo ou cacho – eixo simples, alongado, ortando flores laterais pediceladas subtendidas por brácteas b) Espiga – eixo simples alongado portando flores laterais sésseis (sem pedicelo) na axila da bráctea c) Umbela – eixo muito curto, com várias flores pediceladas inseridas praticamente num mesmo nível d) Corimbo – tipo especial de racemo, no qual as flores têm pedicelos muito desiguais e ficam quase todas no mesmo plano e) Capítulo – eixo muito curto, espessado e/ou achatado, com flores sésseis e dispostas bem juntas. Geralmente existe um invólucro de brácteas estéreis protegendo a periferia do capítulo f) Panícula – é um cacho composto, ou seja, um racemo ramificado (um eixo racemoso principal sustenta 2 ou muitos racemos laterais)
  53. 53. 1.2. Inflorescências cimosas ou determinadas a) Dicásio – o ápice do eixo principal se transforma em uma flor, cessando logo o crescimento; em seguida as duas gemas nas axilas das duas brácteas subjacentes prosseguem o crescimento da inflorescência e se transformam cada uma numa flor; novamente o mesmo processo pode prosseguir, resultando em 4 flores, e assim por diante b) Monocásio – após a formação da flor terminal do eixo, apenas uma gema lateral se desenvolve em flor, e assim por diante. Aqui, há duas possibilidades: as flores laterais desenvolvem-se consecutivamente em lados alternados (em zigue-zague) = monocásio helicoidal, ou sempre de um mesmo lado = monocásio escorpióide c) Cimeira composta – inflorescência ramificada, na qual os eixos laterais comportam-se irregularmente (ou alternadamente) como monocásios ou dicásios
  54. 54. Tipos Especiais de Inflorescências a) Espádice – tipo especial de espiga com eixo muito espessado, com flores parcialmente “afundadas” no eixo, e tipicamente protegido na base por uma grande e vistosa bráctea modificada, denominada espata – típico de Araceae
  55. 55. b) Espigueta – unidade básica das inflorescências das Gramineae (Poaceae), consistindo de uma espiga reduzida, envolvida por várias brácteas muito modificadas, densamente dispostas
  56. 56. c) Sicônio – típico de Fícus spp. (Moraceae). É uma inflorescência carnosa e côncava, com numerosas e pequininas flores encerradas na cavidade, havendo apenas uma estreita abertura no ápice
  57. 57. d) Pseudantos – nome genérico aplicado a inflorescências condensadas em que muitas flores ficam dispostas de forma a simular uma única flor. Os pseudantos mais comuns são os capítulos e os ciátios. Ciátio é característico de alguns gêneros da família Euphorbiaceae, consiste de uma inflorescência formada por um invólucro de brácteas (geralmente com um ou mais nectários evidentes), que envolve um conjunto de flores estaminadas rodeando uma flor pistilada central
  58. 58. SEXUALIDADE DAS PLANTAS as plantas podem possuir diversas possibilidades de arranjos com relação à sexualidade: 1. Espécies hermafroditas. São aquelas que têm flores monoclinas. 2. Espécies monóicas. São aquelas que possuem flores diclinas, com os dois sexos na mesma planta – flores estaminadas e pistiladas (carpeladas) Ex.: mamona, Ricinus communis, Euphorbiaceae. 3. Espécies dióicas. São aquelas que possuem flores diclinas – estaminadas e pistiladas em plantas diferentes. Ex.: amoreira, Morus nigra, Moraceae
  59. 59. 4. Espécies poligâmicas. São aquelas em que num mesmo indivíduo podem ocorrer flores monoclinas e diclinas. Um exemplo disso é o mamoeiro (Carica papaya, Caricaceae). As plantas femininas apresentam apenas flores pistiladas, solitárias. Já o chamado mamão-macho apresenta inflorescência com quase todas as flores estaminadas, mas nas suas extremidades, encontra-se uma flor monoclina. mamoeiros em que todas as flores são monoclinas, e são esses os que têm maior valor comercial.
  60. 60. REFERENCIAS GONCALVES, Eduardo Gomes; LORENZI, Harri. Morfologia vegetal: organografia e dicionário ilustrado de morfologia das plantas vasculares. Nova Odessa: Instituto Plantarum de Estudos da Flora, 2007. OLIVEIRA, Fernando de; AKISUE, Gokithi. Fundamentos de farmacobotânica e de morfologia vegetal. 3. ed. São Paulo: Atheneu, 2009. 228 p. RAVEN, Peter H; EICHHORN, Susan E; EVERT, Ray F. Biologia vegetal. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 19--, 20--. CUTTER, E.G. Anatomia vegetal (Partes I E Parte II). São Paulo: Roca, 20--. ESAU, K. Anatomia das Plantas com Sementes. São Paulo: Edgard Blucher Ltda, 199-, 20-- . FERRI, Mário Guimarães. Botânica: morfologia interna das plantas (anatomia). São Paulo: Nobel, 19--.. FERRI, Mário Guimarães. Botânica: morfologia externa das plantas (organografia). São Paulo: Nobel, 19--

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