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PRESEED – LAGARTO
    AULA DE BIOLOGIA
   17 DE JULHO DE 2011
PROFESSOR MESTRE MARCOS GOES (SAPÃO)
Veja que precisão!!!
Reino Plantae ou Metaphyta
 Briófitas (do grego bryon: 'musgo'; e phyton: 'planta')
• A) Plantas pequenas, geralmente com alguns poucos
  centímetros de altura, que vivem preferencialmente em
  locais úmidos e sombreados.
• B) O corpo do musgo:
B.1) Rizóides - filamentos que fixam a planta no ambiente em que ela vive e
   absorvem a água e os sais minerais disponíveis nesse ambiente;
B.2) Caulóide - pequena haste de onde partem os filóides;
B.3) Filóides -estruturas clorofiladas e capazes de fazer fotossíntese.
Observação: Essas estruturas são chamadas assim porque não têm a mesma
   organização de raízes, caules e folhas dos demais grupos de plantas.
   Faltam-lhes os vasos condutores especializados no transporte de
   nutrientes.
Estrutura de uma Briófita
• C)  Ausência de vasos condutores de nutrientes: o
transporte da água é feito célula a célula, ao longo do
corpo do vegetal - Transporte é relativamente lento e limita
o desenvolvimento de plantas de grande porte [Em dias
quentes - quando as folhas geralmente transpiram muito e
perdem grande quantidade de água para o meio ambiente
-, elas ficariam desidratadas e a planta morreria].


• D) Exemplos: Musgos (plantas eretas) e hepáticas
  (crescem deitadas no solo). Algumas briófitas vivem em
  água doce, mas não se conhece nenhuma espécie
  marinha.
Reprodução
                       • Musgo mimoso
• Anterozóides podem ser levados até uma planta feminina com pingos de
  água da chuva que caem e respingam (dependente da água).
- Fase gametófito (Musgo verde (clorofilado) = Fase duradoura
porque o musgo se mantém vivo após a produção de gametas.
- Fase esporófito (musgo não tem clorofila) =Fase passageira
porque morre logo após produzir esporos.

   Pteridófitas           (A palavra pteridófita vem do grego pteridon, que significa 'feto'; mais phyton, 'planta).
• A) Exemplos: Samambaias, avencas, xaxins e cavalinhas
  (grande valor ornamental).

• B) Ao longo da história evolutiva da Terra, as pteridófitas
  foram os primeiros vegetais a apresentar um sistema de
  vasos condutores de nutrientes (transporte mais rápido de
  água pelo corpo vegetal e favoreceu o surgimento de
  plantas de porte elevado).

• C) O corpo das Pteridófitas possui raiz, caule e folha. O caule
  das atuais pteridófitas é em geral subterrâneo, com
  desenvolvimento horizontal. Mas, em algumas pteridófitas,
  como os xaxins, o caule é aéreo.

• D) A maioria das pteridófitas é terrestre e, como as briófitas,
  vivem preferencialmente em locais úmidos e sombreados.
Reprodução das pteridófitas
Novas descobertas!!!
Pteridófitas
A) As gimnospermas (do grego Gymnos: 'nu'; e sperma: 'semente') são
   plantas terrestres que vivem, preferencialmente, em ambientes de
   clima frio ou temperado. Nesse grupo incluem-se plantas como
   pinheiros, as sequóias e os ciprestes.
B) Partes: raízes, caule e folhas. Possuem também ramos reprodutivos
   com folhas modificadas chamadas estróbilos. Em muitas
   gimnospermas, como os pinheiros e as sequóias, os estróbilos são
   bem desenvolvidos e conhecidos como cones - o que lhes confere a
   classificação no grupo das coníferas.

C) Florestas de coníferas de regiões temperadas são ricas em árvores do
   grupo das gimnospermas. No Brasil, destaca-se a Mata de Araucárias
   do Sul do país.

D) Há produção de sementes: elas se originam nos estróbilos femininos.
   No entanto, as gimnospermas não produzem frutos. Suas sementes
   são "nuas", ou seja, não ficam encerradas em frutos.
Reprodução das gimnospermas
     Ciclo haplodiplobionte na Coníferas
A) Exemplo: Pinheiro-do-paraná (Araucária angustifólia) - Nessa planta os sexos
    são separados: a que possui estróbilos masculinos não possuem estróbilos
    femininos e vice-versa. Em outras gimnospermas, os dois tipos de estróbilos
    podem ocorrer numa mesma planta.
B) Existem dois tipos de estróbilos, um grande e outro pequeno.
- Nos estróbilos maiores (femininos), cada esporângio, chamado de óvulo, produz por
   meiose um megásporo (ou macrósporo). O megásporo fica retido no esporângio, não é
   liberado, como ocorre com os esporos das Pteridófitas. Desenvolvendo-se no interior do
   óvulo o megásporo origina um gametófito feminino. Nesse gametófito surge
   arquegônios e, no interior de cada um deles, diferencia-se uma oosfera (que é o
   gameta feminino).
- Nos estróbilos menores (masculinos), cada esporângio - também chamado de saco
   polínico - produz por meiose, numerosos micrósporos. Desenvolvendo-se no interior do
   saco polínico, cada micrósporo origina um gametófito masculino (chamado de grão de
   pólen ou gametófito masculino jovem). A ruptura dos sacos polínicos libera inúmeros
   grãos de pólen (polinização), leves, dotados de duas expansões laterais, aladas.
   Carregados pelo vento, podem atingir os óvulos que se encontram nos estróbilos
   femininos.
• Cada grão de pólen, aderido a uma abertura existente no óvulo, inicia
  um processo de crescimento que culmina com a formação de um tubo
  polínico, correspondente a um grão de pólen adulto (gametófito
  masculino adulto). No interior do tubo polínico existe dois núcleos
  gaméticos haplóides, correspondentes aos anterozóides das
  Pteridófitas. Apenas um dos núcleos gaméticos fecunda a oosfera,
  gerando o zigoto (o outro núcleo gamético degenera). Dividindo-se
  repetidamente por mitose, o zigoto acaba originando um embrião, que
  mergulha no tecido materno correspondente ao gametófito feminino.

• Após a ocorrência da fecundação e da formação do embrião, o óvulo
  converte-se em semente, que é uma estrutura com três componentes:
  uma casa (também chamada de integumento), um embrião e um tecido
  materno haplóide, que passa a ser denominado de endosperma (ou
  endosperma primário), por acumular substâncias de reserva que serão
  utilizadas pelo embrião durante a sua germinação. A dispersão das
  sementes, em condições naturais, pode ocorrer pelo vento, no caso do
  pinheiro comum, ou com ajuda de animais (gralhas-azuis ou esquilos)
  como acontece com os pinhões do pinheiro-do-paraná.
Vamos defender as loiras!!!
Angiospermas
        (A palavra angiosperma vem do grego angeios, que significa 'bolsa', e sperma, 'semente‘)

A) Atualmente são conhecidas cerca de 350 mil espécies de
   plantas - desse total, mais de 250 mil são angiospermas. Essas
   plantas representam o grupo mais variado em número de
   espécies entre os componentes do reino Plantae.
B) Características principais de uma angiosperma arborescente
• As raízes são os órgãos fixadores da árvore ao solo e
   absorvem água e sais minerais, indispensável para a
   sobrevivência da planta.
• O tronco, constituído de inúmeros galhos, é o órgão aéreo
   responsável pela formação das folhas.
• E as folhas são os órgãos onde ocorrerá a fotossíntese.
A Flor:   4 os tipos de folhas modificadas constituintes da flor: sépalas, pétalas, estames (Androceu)
                             e carpelos (Gineceu ou pistilos).
Reprodução das Angiospermas
A) Nas angiospermas, o esporófito é formado por raízes, caule,
   folhas, flores, frutos e sementes.
B) As flores são folhas modificadas, preparadas para a reprodução
   das angiospermas.
C) Organização da flor
• Cálice: constituído por folhas verdes chamadas sépalas.
• Corola: constituído por folhas coloridas chamadas pétalas.
• Gineceu: aparelho reprodutor feminino - conjunto de carpelos.
• Androceu: aparelho reprodutor masculino - conjunto de
   estames.
• Pedúnculo floral: haste de sustentação que liga a flor ao caule.
• Receptáculo floral: base de sustentação da flor.
D) - Verticilos de proteção: sépalas e pétalas.
• - Verticilos de reprodução: androceu e gineceu
Reprodução Sexuada nas Angiospermas

 Fenômenos: esporogênese, gametogênese, polinização,
 fecundação e desenvolvimento da semente e do fruto.

Esporogênese e Gametogênese: A partir das Pteridófitas a
fase esporofítica no ciclo de vida das plantas, passa a ser a
dominante ou duradoura, representada pelo indivíduo em
                             si.
1. Processo de microsporogênese, dá-se no interior das anteras,
   isto é, nos sacos polínicos (microsporângios), a formação dos
   grãos de pólen ou micrósporos, a partir de divisões meióticas
   dos microsporócitos. Os grãos de pólen maduros apresentam
   em seu interior um núcleo vegetativo e um núcleo germinativo.
   Ao ser depositado sobre o estigma receptivo da flor, este grão
   de pólen germinará, formando o tubo polínico, que corresponde
   ao microgametófito, onde se dará a gametogênese. O núcleo
   germinativo se divide originando os núcleos espermáticos
   (=gametas).
2. Processo de megasporogênese ocorre no início da formação do
   óvulo, que se encontra preenchido por um tecido denominado
   nucela. É a partir deste tecido que se diferencia a célula-mãe do
   saco embrionário ou megasporócito. Por divisões meióticas
   formam-se 4 células, das quais 3 degeneram-se, a restante
   forma o megásporo que logo passa à fase gametofítica por
   divisões mitóticas de seu núcleo, originando o saco embrionário,
   dentro de um óvulo agora maduro. O saco embrionário é
   formado por 7 células, antípodas (3), sinérgides (2), 2 núcleos
   polares em uma grande célula central e a oosfera (=gameta).
• Fecundação (É a união íntima entre duas células sexuais).
• Após a deposição do pólen sobre o estigma receptivo, este
  germina, produzindo o tubo polínico, que cresce através do
  estilete, penetrando o ovário e através da micrópila, o óvulo. Ao
  atingir o saco embrionário, o tubo se rompe liberando os dois
  núcleos espermáticos, sendo que um fecundará a oosfera,
  originando um zigoto e o outro se unirá aos 2 núcleos polares,
  originando um tecido de reserva, o endosperma (3n). Tal
  processo denomina-se dupla fecundação (caráter exclusivo das
  angiospermas) resultando no fruto e semente.
Polinização:
  É o transporte de grãos de pólen da parte masculina para a parte feminina da
                           mesma flor ou de outra flor.

• Tipos de polinização                         - Agente polinizador
1) Anemofilia                                     - vento
2) Entomofilia                                    - inseto
3) Ornitofilia                                     - pássaro
4) Quiropterofilia                                 - morcegos
5) Hidrofilia                                     - através da água
6) Antropofilia                                   - através do homem
Frutos e sementes

A semente e a futura planta
Os dois grandes grupos de angiospermas
• As angiospermas foram subdivididas em duas classes:
  as monocotiledôneas e as dicotiledôneas.
• São exemplos de monocotiledôneas: capim, cana-de-
  açúcar, milho, arroz, trigo, aveias, cevada, bambu,
  centeio, lírio, alho, cebola, banana, bromélias e
  orquídeas.
• São exemplos de dicotiledôneas: feijão, amendoim,
  soja, ervilha, lentilha, grão-de-bico, pau-brasil, ipê,
  peroba, mogno, cerejeira, abacateiro, acerola,
  roseira, morango, pereira, macieira, algodoeiro, café,
  jenipapo, girassol e margarida.
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  • 1. PRESEED – LAGARTO AULA DE BIOLOGIA 17 DE JULHO DE 2011 PROFESSOR MESTRE MARCOS GOES (SAPÃO)
  • 3. Reino Plantae ou Metaphyta Briófitas (do grego bryon: 'musgo'; e phyton: 'planta') • A) Plantas pequenas, geralmente com alguns poucos centímetros de altura, que vivem preferencialmente em locais úmidos e sombreados. • B) O corpo do musgo: B.1) Rizóides - filamentos que fixam a planta no ambiente em que ela vive e absorvem a água e os sais minerais disponíveis nesse ambiente; B.2) Caulóide - pequena haste de onde partem os filóides; B.3) Filóides -estruturas clorofiladas e capazes de fazer fotossíntese. Observação: Essas estruturas são chamadas assim porque não têm a mesma organização de raízes, caules e folhas dos demais grupos de plantas. Faltam-lhes os vasos condutores especializados no transporte de nutrientes.
  • 4. Estrutura de uma Briófita
  • 5. • C) Ausência de vasos condutores de nutrientes: o transporte da água é feito célula a célula, ao longo do corpo do vegetal - Transporte é relativamente lento e limita o desenvolvimento de plantas de grande porte [Em dias quentes - quando as folhas geralmente transpiram muito e perdem grande quantidade de água para o meio ambiente -, elas ficariam desidratadas e a planta morreria]. • D) Exemplos: Musgos (plantas eretas) e hepáticas (crescem deitadas no solo). Algumas briófitas vivem em água doce, mas não se conhece nenhuma espécie marinha.
  • 6. Reprodução • Musgo mimoso • Anterozóides podem ser levados até uma planta feminina com pingos de água da chuva que caem e respingam (dependente da água).
  • 7. - Fase gametófito (Musgo verde (clorofilado) = Fase duradoura porque o musgo se mantém vivo após a produção de gametas. - Fase esporófito (musgo não tem clorofila) =Fase passageira porque morre logo após produzir esporos. Pteridófitas (A palavra pteridófita vem do grego pteridon, que significa 'feto'; mais phyton, 'planta).
  • 8. • A) Exemplos: Samambaias, avencas, xaxins e cavalinhas (grande valor ornamental). • B) Ao longo da história evolutiva da Terra, as pteridófitas foram os primeiros vegetais a apresentar um sistema de vasos condutores de nutrientes (transporte mais rápido de água pelo corpo vegetal e favoreceu o surgimento de plantas de porte elevado). • C) O corpo das Pteridófitas possui raiz, caule e folha. O caule das atuais pteridófitas é em geral subterrâneo, com desenvolvimento horizontal. Mas, em algumas pteridófitas, como os xaxins, o caule é aéreo. • D) A maioria das pteridófitas é terrestre e, como as briófitas, vivem preferencialmente em locais úmidos e sombreados.
  • 12. A) As gimnospermas (do grego Gymnos: 'nu'; e sperma: 'semente') são plantas terrestres que vivem, preferencialmente, em ambientes de clima frio ou temperado. Nesse grupo incluem-se plantas como pinheiros, as sequóias e os ciprestes. B) Partes: raízes, caule e folhas. Possuem também ramos reprodutivos com folhas modificadas chamadas estróbilos. Em muitas gimnospermas, como os pinheiros e as sequóias, os estróbilos são bem desenvolvidos e conhecidos como cones - o que lhes confere a classificação no grupo das coníferas. C) Florestas de coníferas de regiões temperadas são ricas em árvores do grupo das gimnospermas. No Brasil, destaca-se a Mata de Araucárias do Sul do país. D) Há produção de sementes: elas se originam nos estróbilos femininos. No entanto, as gimnospermas não produzem frutos. Suas sementes são "nuas", ou seja, não ficam encerradas em frutos.
  • 13. Reprodução das gimnospermas Ciclo haplodiplobionte na Coníferas A) Exemplo: Pinheiro-do-paraná (Araucária angustifólia) - Nessa planta os sexos são separados: a que possui estróbilos masculinos não possuem estróbilos femininos e vice-versa. Em outras gimnospermas, os dois tipos de estróbilos podem ocorrer numa mesma planta. B) Existem dois tipos de estróbilos, um grande e outro pequeno. - Nos estróbilos maiores (femininos), cada esporângio, chamado de óvulo, produz por meiose um megásporo (ou macrósporo). O megásporo fica retido no esporângio, não é liberado, como ocorre com os esporos das Pteridófitas. Desenvolvendo-se no interior do óvulo o megásporo origina um gametófito feminino. Nesse gametófito surge arquegônios e, no interior de cada um deles, diferencia-se uma oosfera (que é o gameta feminino). - Nos estróbilos menores (masculinos), cada esporângio - também chamado de saco polínico - produz por meiose, numerosos micrósporos. Desenvolvendo-se no interior do saco polínico, cada micrósporo origina um gametófito masculino (chamado de grão de pólen ou gametófito masculino jovem). A ruptura dos sacos polínicos libera inúmeros grãos de pólen (polinização), leves, dotados de duas expansões laterais, aladas. Carregados pelo vento, podem atingir os óvulos que se encontram nos estróbilos femininos.
  • 14.
  • 15. • Cada grão de pólen, aderido a uma abertura existente no óvulo, inicia um processo de crescimento que culmina com a formação de um tubo polínico, correspondente a um grão de pólen adulto (gametófito masculino adulto). No interior do tubo polínico existe dois núcleos gaméticos haplóides, correspondentes aos anterozóides das Pteridófitas. Apenas um dos núcleos gaméticos fecunda a oosfera, gerando o zigoto (o outro núcleo gamético degenera). Dividindo-se repetidamente por mitose, o zigoto acaba originando um embrião, que mergulha no tecido materno correspondente ao gametófito feminino. • Após a ocorrência da fecundação e da formação do embrião, o óvulo converte-se em semente, que é uma estrutura com três componentes: uma casa (também chamada de integumento), um embrião e um tecido materno haplóide, que passa a ser denominado de endosperma (ou endosperma primário), por acumular substâncias de reserva que serão utilizadas pelo embrião durante a sua germinação. A dispersão das sementes, em condições naturais, pode ocorrer pelo vento, no caso do pinheiro comum, ou com ajuda de animais (gralhas-azuis ou esquilos) como acontece com os pinhões do pinheiro-do-paraná.
  • 16. Vamos defender as loiras!!!
  • 17. Angiospermas (A palavra angiosperma vem do grego angeios, que significa 'bolsa', e sperma, 'semente‘) A) Atualmente são conhecidas cerca de 350 mil espécies de plantas - desse total, mais de 250 mil são angiospermas. Essas plantas representam o grupo mais variado em número de espécies entre os componentes do reino Plantae. B) Características principais de uma angiosperma arborescente • As raízes são os órgãos fixadores da árvore ao solo e absorvem água e sais minerais, indispensável para a sobrevivência da planta. • O tronco, constituído de inúmeros galhos, é o órgão aéreo responsável pela formação das folhas. • E as folhas são os órgãos onde ocorrerá a fotossíntese.
  • 18. A Flor: 4 os tipos de folhas modificadas constituintes da flor: sépalas, pétalas, estames (Androceu) e carpelos (Gineceu ou pistilos).
  • 19. Reprodução das Angiospermas A) Nas angiospermas, o esporófito é formado por raízes, caule, folhas, flores, frutos e sementes. B) As flores são folhas modificadas, preparadas para a reprodução das angiospermas. C) Organização da flor • Cálice: constituído por folhas verdes chamadas sépalas. • Corola: constituído por folhas coloridas chamadas pétalas. • Gineceu: aparelho reprodutor feminino - conjunto de carpelos. • Androceu: aparelho reprodutor masculino - conjunto de estames. • Pedúnculo floral: haste de sustentação que liga a flor ao caule. • Receptáculo floral: base de sustentação da flor. D) - Verticilos de proteção: sépalas e pétalas. • - Verticilos de reprodução: androceu e gineceu
  • 20. Reprodução Sexuada nas Angiospermas Fenômenos: esporogênese, gametogênese, polinização, fecundação e desenvolvimento da semente e do fruto. Esporogênese e Gametogênese: A partir das Pteridófitas a fase esporofítica no ciclo de vida das plantas, passa a ser a dominante ou duradoura, representada pelo indivíduo em si.
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  • 22. 1. Processo de microsporogênese, dá-se no interior das anteras, isto é, nos sacos polínicos (microsporângios), a formação dos grãos de pólen ou micrósporos, a partir de divisões meióticas dos microsporócitos. Os grãos de pólen maduros apresentam em seu interior um núcleo vegetativo e um núcleo germinativo. Ao ser depositado sobre o estigma receptivo da flor, este grão de pólen germinará, formando o tubo polínico, que corresponde ao microgametófito, onde se dará a gametogênese. O núcleo germinativo se divide originando os núcleos espermáticos (=gametas). 2. Processo de megasporogênese ocorre no início da formação do óvulo, que se encontra preenchido por um tecido denominado nucela. É a partir deste tecido que se diferencia a célula-mãe do saco embrionário ou megasporócito. Por divisões meióticas formam-se 4 células, das quais 3 degeneram-se, a restante forma o megásporo que logo passa à fase gametofítica por divisões mitóticas de seu núcleo, originando o saco embrionário, dentro de um óvulo agora maduro. O saco embrionário é formado por 7 células, antípodas (3), sinérgides (2), 2 núcleos polares em uma grande célula central e a oosfera (=gameta).
  • 23. • Fecundação (É a união íntima entre duas células sexuais). • Após a deposição do pólen sobre o estigma receptivo, este germina, produzindo o tubo polínico, que cresce através do estilete, penetrando o ovário e através da micrópila, o óvulo. Ao atingir o saco embrionário, o tubo se rompe liberando os dois núcleos espermáticos, sendo que um fecundará a oosfera, originando um zigoto e o outro se unirá aos 2 núcleos polares, originando um tecido de reserva, o endosperma (3n). Tal processo denomina-se dupla fecundação (caráter exclusivo das angiospermas) resultando no fruto e semente.
  • 24. Polinização: É o transporte de grãos de pólen da parte masculina para a parte feminina da mesma flor ou de outra flor. • Tipos de polinização - Agente polinizador 1) Anemofilia - vento 2) Entomofilia - inseto 3) Ornitofilia - pássaro 4) Quiropterofilia - morcegos 5) Hidrofilia - através da água 6) Antropofilia - através do homem
  • 25. Frutos e sementes A semente e a futura planta
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  • 27. Os dois grandes grupos de angiospermas • As angiospermas foram subdivididas em duas classes: as monocotiledôneas e as dicotiledôneas. • São exemplos de monocotiledôneas: capim, cana-de- açúcar, milho, arroz, trigo, aveias, cevada, bambu, centeio, lírio, alho, cebola, banana, bromélias e orquídeas. • São exemplos de dicotiledôneas: feijão, amendoim, soja, ervilha, lentilha, grão-de-bico, pau-brasil, ipê, peroba, mogno, cerejeira, abacateiro, acerola, roseira, morango, pereira, macieira, algodoeiro, café, jenipapo, girassol e margarida.