Aula 10 termos da oração análise sintática

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Aula 10 termos da oração análise sintática

  1. 1. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI TERMOS DA ORAÇÃO E ANÁLISE SINTÁTICAQuando buscamos o significado do verbo ANALISAR no Dicionário Aurélio, nosdeparamos com a seguinte definição: 11. Decompor (um todo) em suas partes componentes; fazer a análise (3)de.Esse “análise 1 (3)” indica a terceira acepção do primeiro significado da palavraanálise, qual seja:“3. Exame de cada parte de um todo, tendo em vista conhecer sua natureza,suas proporções, suas funções, suas relações, etc.”Pois é exatamente isso que a análise sintática faz em relação à estrutura do período:decompõe, examina e divide o período composto; classifica as orações queconstituem o período; e, em cada oração, verifica a função sintática de cada um doselementos (termos) constitutivos.É como se fossem realizadas duas análises simultaneamente: uma análise“macro” – O PERÍODO COMPOSTO E SUAS ORAÇÕES; e uma análise “micro”– OS TERMOS QUE COMPÕEM CADA ORAÇÃO.Vamos relembrar alguns conceitos apresentados anteriormente:- FRASE – todo enunciado capaz de transmitir uma mensagem. Pode se apresentarsob forma sucinta (Não!) ou complexa (De acordo com a última estimativa, haviamais de cem pessoas no comício.). Em resumo, podemos dizer que, em uma frase,pode haver ou não um verbo. A primeira (sem verbo) não se presta à análisesintática – somente a “frase oracional”, por apresentar estrutura completa.- ORAÇÃO – estrutura que se forma a partir do conjunto SUJEITO + PREDICADO.Como veremos, há casos de inexistência do sujeito (“Oração sem Sujeito”), mas opredicado deve sempre existir. O verbo, algumas vezes, pode estar elíptico, ou seja,foi omitido, mas pode perfeitamente ser subentendido.A oração pode encerrar:a) uma declaração (oração declarativa);b) uma pergunta ou dúvida (oração interrogativa);c) uma ordem, desejo, súplica, pedido (oração imperativa, imprecativa ou optativa,com entoação exclamativa); são optativas as orações que exprimem um desejointenso (Bons ventos o levem!) e imprecativas, as que expressam uma praga(Maldito seja aquele homem!);d) um estado ou reação emocional (oração exclamativa).- PERÍODO – pode se apresentar como simples (uma oração, apenas) ou composto(duas ou mais orações). Um período se encerra com uma pausa bem definida (ponto,ponto de interrogação, ponto de exclamação, reticências). www.pontodosconcursos.com.br 1
  2. 2. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIVimos, na aula passada, que um período composto pode ser formado com oraçõesindependentes (período composto por coordenação) ou dependentes (períodocomposto por subordinação).Em princípio, cada oração coordenada pode formar um período simples por si –basta, para isso, que se retire a conjunção e se faça a pontuação adequada. Já aoração subordinada exerce função sintática em outra oração, perdendo o sentido seestiver separada desta.ANÁLISE SINTÁTICA E ANÁLISE SEMÂNTICANa troca de informações e idéias, têm papel fundamental a situação e o contexto.Por situação, entende-se o ambiente físico, cultural e social em que se fala; porcontexto, o ambiente lingüístico em que se encontra a oração.Muitas vezes, para realizarmos uma correta análise sintática, precisamoscompreender, também com perfeição, o contexto em que a oração está inserida. Porisso, costumamos dizer que a análise sintática deve se realizar em conjuntocom a análise semântica (= significado, sentido).Ao construir as orações, o autor (interlocutor ou escritor) deve seguir certos padrõesestruturais, de modo que atenda aos requisitos de coesão e coerência. Assim, asestruturas oracionais devem observar alguns preceitos (bastante familiares paravocê, que chegou a esse ponto do estudo):- associação entre vocábulos de acordo com sua função sintática (sintaxe deregência);- harmonia entre os vocábulos de acordo com os princípios gramaticais (sintaxe deconcordância);- ordem dos vocábulos de acordo com sua função sintática e importância para aformulação das idéias (sintaxe de colocação). TERMOS DA ORAÇÃOA partir de agora, iremos realizar aquela “análise micro”, ou seja, examinar oselementos que compõem uma oração.Eles se dividem em ESSENCIAIS, INTEGRANTES e ACESSÓRIOS.1 - ESSENCIAISOs termos essenciais da oração são SUJEITO e PREDICADO.O sujeito é o ser sobre o qual se faz uma declaração. Tem seu núcleo (palavra outermo central, principal) representado por um substantivo ou um pronomesubstantivo. Em torno deste núcleo, podem estar presentes outros elementos, emfunções acessórias. A função de sujeito também pode ser exercida, em um períodocomposto por subordinação, por uma oração subordinada substantiva (estudado àexaustão na aula passada).O predicado é o termo que efetivamente apresenta a mensagem. Ordinariamente,podemos dizer que é o que se declara sobre o sujeito. Com exceção do vocativo www.pontodosconcursos.com.br 2
  3. 3. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI(função a ser analisada à parte), tudo o que não for sujeito, ou não estiver ligado aonúcleo do sujeito, pertence ao predicado.Contudo, nem sempre o sujeito e o predicado vêm expressos. Em “Andei léguas.”,o sujeito é identificado pela desinência verbal (EU andei).Já em “Linda cidade, Rio de Janeiro.”, a forma verbal “é” está subentendida.Elipse é, pois, a omissão em uma frase de um termo facilmente identificável.Chamam-se ELÍPTICAS as orações a que falta um termo essencial, e, conforme ocaso, diz-se que o SUJEITO ou o PREDICADO está ELÍPTICO.1.1 - TIPOS DE SUJEITOAlguns desses conceitos já foram apresentados na aula sobre Concordância (Aula3).SIMPLES - Representado por apenas um núcleo. Falaram na sessão todos os oradores inscritos.SUJEITO: Todos os oradores inscritosNÚCLEO DO SUJEITO: oradores Atrás de meus olhos dorme uma lagoa profunda.SUJEITO: Uma lagoa profundaNÚCLEO DO SUJEITO: lagoa O culto dos deuses africanos abrange diferentes ritos.SUJEITO: O culto dos deuses africanosNÚCLEO DO SUJEITO: culto Viajamos cedo.SUJEITO (e NÚCLEO): Nós (elíptico, identificado pela desinência verbal)COMPOSTO - Representado por dois ou mais núcleos. Aplicam-se, neste caso, asregras de concordância verbal já estudadas. Uma lagoa profunda e o céu dormem atrás de meus olhos.SUJEITO: Uma lagoa profunda e o céuNÚCLEOS DO SUJEITO (COMPOSTO): lagoa / céu Dormem / Dorme uma lagoa profunda e o céu atrás de meus olhos. (concordância gramatical e ideológica, respectivamente)INDETERMINADO – Pode ser representado de duas maneiras:a) verbo na 3ª pessoa do plural. Falaram mal de você. www.pontodosconcursos.com.br 3
  4. 4. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI Bateram na porta. Dizem por aí que tu andas novamente de novo amor, nova paixão, todo contente.b) verbo na 3ª pessoa do singular + SE (índice ou partícula de indeterminação dosujeito). Precisa-se de moças com experiência. Nunca se é feliz. Fala-se muito mas pouco se faz.ORAÇÃO SEM SUJEITO - Verbos impessoais (= 3ª pessoa do singular)a) Verbos que indicam fenômenos da natureza: Chove muito. Anoiteceu rapidamente.b) Verbo HAVER (com sentido de existir): Nunca houve tantos interessados. Devia haver muitos interessados.c) Verbos com idéia de tempo decorrido: Faz seis meses e sua partida. Vai para dez anos de sua partida. Há três semanas não a vejo. Amanhã vai fazer dez meses de sua partida.d) Verbo SER nas expressões de horas, datas ou distâncias: De um extremo ao outro são dez metros. Era uma hora e vinte.1.2 - TIPOS DE PREDICADOO Predicado pode ser classificado de três formas: verbal, nominal e verbo-nominal.VERBAL – Quando o predicado enuncia o que o sujeito faz ou sofre, cabe ao verboapresentar a informação mais relevante da oração. Assim, o predicado se chamaverbal, pois seu núcleo é o verbo. É o único dos três que não contém predicativo. Entraram em campo os atletas.NOMINAL – Neste predicado, o elemento mais importante está sob a forma de umnome (adjetivo, substantivo, pronome substantivo). O verbo tem a simples funçãode ligar o sujeito a este nome (palavra ou expressão que encerra a declaração). Porisso, a palavra principal (núcleo) se encontra no predicativo do sujeito e o predicadoé chamado de nominal. www.pontodosconcursos.com.br 4
  5. 5. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI Eles estavam contentes.VERBO-NOMINAL – Simultaneamente, apresenta a ação praticada e o estadoreferente ao sujeito (predicativo do sujeito) ou ao complemento verbal (predicativodo objeto). Por isso, possui dois núcleos: o verbo e o nome (que exerce a função depredicativo). Os atletas entraram em campo confiantes. (predicativo do sujeito) Achei-a simpática. (predicativo do objeto direto)PREDICAÇÃO VERBAL – É o modo como o verbo se apresenta no predicado(regência verbal).Como qualquer outra palavra, a classificação de um verbo só pode ser definida nafrase. O verbo, a depender do sentido que possua no contexto, pode ser classificadocomo:a) INTRANSITIVO (I) : O verbo já possui o sentido completo, podendo estaracompanhado de termos acessórios (adjunto adverbial) ou integrantes (predicativo),que venham somente pormenorizar as circunstâncias da ação ou estado.b) TRANSITIVO: Neste caso, o verbo, sem um complemento, tem o seu sentido oualcance prejudicado. Subdivide-se em: • DIRETO (TD) – o complemento se liga ao verbo de forma direta, ou seja, sem preposição obrigatória. Dentre os transitivos diretos, devemos destacar os verbos transobjetivos, que são os que exigem uma informação adicional a respeito do objeto direto. Essa informação vem sob a função sintática de predicativo do objeto direto. • INDIRETO (TI) – o complemento se liga ao verbo obrigatoriamente por meio de uma preposição. O único verbo transitivo indireto que pode ser transobjetivo é o verbo CHAMAR (Veja a aula sobre Regência). • DIRETO E INDIRETO (TDI) - também chamado de bitransitivo, apresenta dois complementos, um direto e outro indireto, concomitantemente.c) DE LIGAÇÃO (VL) – Serve para ligar o predicativo do sujeito (núcleo dopredicado nominal) ao sujeito. Seria um erro afirmar que não possui significado,pois, a depender do verbo escolhido, podem ser expressos diversos aspectos: Ele é feliz. estado permanente / Ele está feliz. estado transitório Ele parece feliz. aparência / Ele anda feliz. estado passageiro2 – INTEGRANTESO próprio nome já indica a sua função na estrutura oracional. Esses termosintegram (ou seja, completam, inteiram) a significação do verbo transitivo ou de umnome.São eles: OBJETO DIRETO, OBJETO INDIRETO, PREDICATIVO (DO SUJEITO e DOOBJETO), COMPLEMENTO NOMINAL E AGENTE DA PASSIVA. www.pontodosconcursos.com.br 5
  6. 6. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI2.1 - OBJETO DIRETO - complemento de um verbo transitivo direto, ou seja, termoque vem ligado ao verbo sem preposição (obrigatória) e indica o ser para o qual sedirige a ação verbal. Vais encontrar o mundo (= Vais encontrá-lo) Admiro a todos. Aguardavam-me desde cedo.O objeto direto preposicionado costuma ser usado:a) com verbos que indicam sentimento: Ama ao próximo com a ti mesmo.b) para evitar ambigüidade: Feriu ao animal o caçador.c) quando vem antecipado, como em alguns provérbios: A homem pobre ninguém roube.d) em associação a pronomes pessoais oblíquos tônicos (mim, si, ti, nós, vós, ele,ela eles, elas), certos pronomes indefinidos e junto ao pronome relativo quem:Depois de várias doses, ele esqueceu a mulher, a filha e até a si. (ESQUECER é TD) O remorso atingiu a todos. (ATINGIR é TD) Ele tem uma mulher a quem considera uma rainha. (CONSIDERAR é TD)e) com o numeral ambos na função de objeto direto: Ele contratou a ambos. (CONTRATAR é TD)f) em certas construções enfáticas, quando se atribui à ação um valor diferente dotradicional: Provou do próprio veneno (PROVAR é TD). Todos ficaram pasmos quando souberam do caso. (SABER é TD).O objeto direto pleonástico é usado quando se quer chamar a atenção para oOBJETO DIRETO que precede o verbo.Também pode ser constituído de um pronome átono e de uma forma pronominaltônica preposicionada. Esse carro, comprei-o hoje. A mim, ninguém me espera em casa.2.2 - OBJETO INDIRETO - complemento de um verbo transitivo indireto, isto é, otermo que se liga ao verbo por meio de preposição.Não vem precedido de preposição o objeto indireto representado pelos pronomespessoais oblíquos me, te, lhe, nos vos, lhes e pelo reflexivo se. Ele só pensa na prova. Falou aos filhos. www.pontodosconcursos.com.br 6
  7. 7. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI Como ousas desobedecer-me?Para saber identificar se esses pronomes (me, te, se, nos, vos, se) exercem a funçãosintática de objeto direto ou indireto (já que se prestam às duas funções), nãopodemos simplesmente trocar por “a mim”, pois, como vimos no item 2.1 – d, ospronomes oblíquos tônicos são sempre regidos por preposição. Para resolver essemistério, basta trocar o pronome por um nome:Como ousas desobedecer-me? Como ousa desobedecer a seu pai?A regência do verbo DESOBEDECER exige preposição “a”.O objeto indireto pleonástico tem a mesma função do objeto direto pleonástico:realce. Neste caso, uma das formas é obrigatoriamente um pronome pessoal átono.A outra pode ser um substantivo ou um pronome oblíquo tônico antecedido depreposição. Ao pobre, não lhe devo nada. A mim, ensinou-me tudo.2.3 - PREDICATIVO2.3.1 - DO SUJEITO – Termo que, mesmo distante, se refere ao sujeito. Pode serrepresentado por:a) um substantivo ou expressão substantivada. O boato é um vício detestável.b) um adjetivo ou locução adjetiva. A praia estava deserta. Esta linha é de morte.c) um pronome. O mito é o nada que é tudo.d) um numeral. Nós éramos cinco e brigávamos muito.e) por oração substantiva predicativa. A verdade é que nunca me importei com ele.Quando se deseja dar ênfase ao predicativo, costuma-se repeti-lo: Feliz, já não o sou mais.2.3.2 - DO OBJETO – Refere-se ao complemento verbal, que pode ser tanto oobjeto direto como o indireto. www.pontodosconcursos.com.br 7
  8. 8. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIO Predicativo do Objeto só aparece em predicado verbo-nominal e pode serexpresso:a) por substantivo: Chamo-me Cláudia.b) por adjetivo: Os moradores do castelo julgavam-no assombrado.O predicativo do objeto pode vir, facultativamente, antecedido de preposição ou doconectivo como: O sujeito explicou porque o tratavam por doutor. Considero-o como meu irmão.Somente com o verbo CHAMAR pode ocorrer o Predicativo do Objeto Indireto: Chamam-lhe de hipócrita por toda a parte. Chamam ao rapaz de hipócrita por toda a parte.Com os demais verbos transobjetivos (crer, eleger, encontrar, estimar, fazer, julgar,nomear, proclamar etc.), ele é sempre PREDICATIVO DO OBJETO DIRETO.2.4 - COMPLEMENTO NOMINAL - pode completar um substantivo abstrato, umadjetivo ou advérbios (derivados de adjetivos). Vem regido por preposição e o termopreposicionado tem valor paciente. Não é permitida a colocação de cartazes. A decisão foi favorável aos alunos. O deputado discursou favoravelmente ao projeto.Mais adiante, veremos a distinção entre COMPLEMENTO NOMINAL e ADJUNTOADNOMINAL.2.5 - AGENTE DA PASSIVA – Termo que exerce a ação verbal na voz passiva. Estecomplemento é normalmente introduzido pela preposição por. Ela está sendo conquistada por mim.3 – ACESSÓRIOSSão chamados ACESSÓRIOS os termos que se juntam a um nome ou a um verbopara precisar-lhes o significado. Embora tragam um dado novo à oração, não sãoeles indispensáveis ao entendimento do enunciado.São termos acessórios: ADJUNTO ADNOMINAL, ADJUNTO ADVERBIAL, APOSTO.3.1 - ADJUNTO ADNOMINAL – É o termo que delimita, especifica a significação dosubstantivo, qualquer que seja a função deste. O mesmo substantivo pode estar www.pontodosconcursos.com.br 8
  9. 9. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIacompanhado de mais de um adjunto adnominal, ou seja, essa função pode serexercida por um adjetivo, uma locução adjetiva, um artigo (definido ou indefinido),um pronome adjetivo, um numeral ou até mesmo uma oração adjetiva.Nos exemplos abaixo, são apresentados em negrito os adjuntos adnominais esublinhados os núcleos (substantivos). Esta segregação social precisa de uma grande volta. Tinha uma memória de prodígio. O mar é um mistério para os sonhadores. A minha dona é a solidão. Venho cumprir uma missão do sacerdócio que abracei. Adjunto Adnominal x Complemento NominalA diferença entre as funções sintáticas de ADJUNTO ADNOMINAL e COMPLEMENTONOMINAL, em alguns casos, é sutil, quando o termo é regido por preposição.Se estiver preso a um ADJETIVO ou a um ADVÉRBIO, será COMPLEMENTONOMINAL. A sala está cheia de armamento pesado. Discursei favoravelmente ao projeto.Se completar um SUBSTANTIVO CONCRETO, será ADJUNTO ADNOMINAL. A porta de ferro está enferrujada.Quando estiver junto a um SUBSTANTIVO ABSTRATO, é preciso verificar o termopreposicionado.Se o termo for PACIENTE, é um complemento nominal: A construção do prédio foi embargada. A venda de armas foi proibida.Se o termo for AGENTE, é um adjunto adnominal: A conquista dos brasileiros foi reconhecida por todos. A invasão dos soldados foi rápida e eficaz.Essa distinção fica explícita com o exemplo que nos apresenta Adriano da Gama Kury(Novas Lições de Análise Sintática). A lembrança de meu pai alegrou-me.Fora do contexto, não podemos afirmar se o elemento em destaque exerce funçãoativa (adjunto adnominal) ou passiva (complemento nominal).Se a ação foi praticada pela filha (ela lembrou-se de seu pai e, com isso, alegrou-se),o valor é passivo (o pai foi lembrado – SOFREU A AÇÃO VERBAL) e a expressãoexerce função de complemento nominal. www.pontodosconcursos.com.br 9
  10. 10. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIJá se ação foi praticada pelo pai (ele se lembrou, fato que alegrou a filha), o valor daexpressão é ativo (o pai lembrou – PRATICOU A AÇÃO VERBAL) e a função exercidapela expressão é adjunto adnominal.Podemos ilustrar essa distinção com o seguinte gráfico: - ADJETIVO SUBST. - SUBSTANTIVO ABSTRATO CONCRETO - ADVÉRBIOCOMPLEMENTO NOMINAL ADJUNTO ADNOMINAL Com idéia passiva = Com idéia ativa = COMPLEMENTO ADJUNTO NOMINAL ADNOMINALEm resumo:- ADJETIVO, ADVÉRBIO E SUBSTANTIVO ABSTRATO COM IDÉIA PASSIVACOMPLEMENTO NOMINAL- SUBSTANTIVO CONCRETO E SUBSTANTIVO ABSTRATO COM IDÉIA ATIVAADJUNTO ADNOMINALO único elemento da interseção é o SUBSTANTIVO ABSTRATO.Quer um ótimo método de memorização? Então, anote aí: tudo com A =substantivo Abstrato com idéia Ativa função de Adjunto Adnominal.3.2 - Adjunto Adverbial - é, como o nome indica, o termo de valor adverbial quedenota alguma circunstância do fato expresso pelo verbo, ou intensifica o sentidodeste, de um adjetivo ou de um advérbio. Pode vir expresso por um advérbio, umalocução ou expressão adverbial ou uma oração adverbial.São inúmeras as circunstância atribuídas por um adjunto adverbial. Sem a pretensãode esgotar os exemplos, podemos destacar:a) de causa - Por que não foste ao concerto? www.pontodosconcursos.com.br 10
  11. 11. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIb) de companhia - Vivi com Daniel.c) de dúvida - Talvez Nina tivesse razão.d) de fim - Fazia isso por penitência.e) de instrumento - Dou-te com o chicote!f) de intensidade - Gosto muito de ti.g) de lugar - Levou-os para casa.h) de matéria - Era um adeus com raiva e lágrimas.i) de meio- Viajava de trem por toda a Europa.j) de modo - Vagarosamente, recolhemos os frutos.l) de negação - Não partas cheio de ressentimento.m) de tempo - Ele sentava-se cedo a essa mesa de trabalho e nunca reclamou desua função.Em um período composto, a função de ADJUNTO ADVERBIAL pode ser exercida poruma ORAÇÃO SUBORDINADA ADVERBIAL, atribuindo-se uma das circunstânciasenumeradas na aula passada (causal, condicional, concessiva, temporal, proporcionalfinal, conformativa, consecutiva, concessiva, comparativa, locativa ou modal).Também merecem destaque os Advérbios Interrogativos: causa (por que), lugar(onde, aonde, donde), de modo (como), de tempo (quando), presentes nas oraçõesinterrogativas.Não confunda esses advérbios com os pronomes relativos, que devem se referir aalgum termo antecedente.Adjetivos adverbializados são os adjetivos que se usam no lugar do advérbio e,por isso, não variam. Eles falam alto. A cerveja que desce redondo.3.2.1 - PALAVRAS DENOTATIVASSegundo a Nomenclatura Gramatical Brasileira, certas palavras, por vezesenquadradas indevidamente entre os advérbios, denotam circunstâncias, sem que,como estes últimos, modifiquem verbo, adjetivo ou outro advérbio.a) INCLUSÃO: até, inclusive, mesmo, também etc. Ele roubou diversas pessoas, até sua mãe. Mesmo os inocentes pagam.b) EXCLUSÃO: apenas, salvo, senão, só, somente etc. Da família só duas prestavam.c) DESIGNAÇÃO: eis Eis os livros de que te falei.d) RETIFICAÇÃO: aliás, isto é, ou melhor etc. www.pontodosconcursos.com.br 11
  12. 12. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI Sinto que ele me escapa, ou melhor, que nunca me pertenceu. Corremos, isto é, voamos até o trabalho.e) EXPLICAÇÃO: por exemplo, a saber, isto é etc. Estivemos nesta casa, isto é, na sala, no quarto.f) SITUAÇÃO: afinal, então, agora, mas etc. Afinal, o que fazes por aqui? Mas, porque nunca me disse isso?g) REALCE : cá, lá, que, é que, só etc. Eles é que deveriam ter vindo aqui. Eu só queria agradar você. Isso lá é jeito de falar com a sua mãe?3.3 – APOSTO - é o termo de natureza substantiva que se refere, na maioria dasvezes a um substantivo, a um pronome ou a um equivalente, a título de explicaçãoou de apreciação.O aposto tem o mesmo valor sintático do termo a que se refere e, por meio dele,atribui-se a um substantivo (termo referente) alguma propriedade. Os dois termosdesignam sempre o mesmo ser, o mesmo objeto, a mesma idéia ou o mesmo fato.Entre o aposto e o termo a que ele se refere há em geral uma pausa, marcada naescrita por uma vírgula. Eles, os pobres desesperados, tinham uma euforia de fantoches.Pode também não haver pausa entre o aposto e a palavra principal, quando esta éum termo genérico, especificado ou individualizado pelo aposto. A cidade de Lisboa é linda. No mês de maio vemos florir o jardim.Estes apostos equivalem a “nomes, títulos”e são chamados de aposto deespecificação. Não devem ser confundidos com adjuntos adnominais, que sãoatributos, termos de natureza adjetiva. O clima de Lisboa é muito agradável nesta época. As festas de maio homenageiam as mães.Tipos de apostoa) Explicativo: Maria, a estudante, chegou.b) Enumerativo: Comprei dois livros: o de Química e o de Física.c) Resumitivo ou Recapitulativo: Fortunas, prazeres, sossego, nada o satisfazia.d) Distributivo: Eram dois bons alunos um em Português e outro em História. www.pontodosconcursos.com.br 12
  13. 13. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIe) Especificativo: Rio Amazonas / Praça da Repúblicaf) Em referência a uma oração: Ele não compareceu, o que nos deixou tristes.O aposto não deve ser confundido com o adjetivo que, em função de predicativo,costuma vir separado do substantivo que modifica por uma pausa sensível(geralmente na escrita indicada por vírgula).Veja o seguinte exemplo: A noite vai descendo muda e calma.Esta oração poderia ser enunciada: A noite, muda e calma, vai descendo.Nas duas orações, muda e calma exercem a função sintática de predicativo dosujeito e designam o estado em que se encontrava o agente (noite) ao praticar aação (descer). Faz parte, portanto, de um predicado verbo-nominal.O adjetivo, usado na sua função própria (como a de predicativo do sujeito), não podeexercer a função de aposto, porque designa uma característica do ser ou da coisa, enão o próprio ser ou a própria coisa, como o aposto o faz. Maria, irmã de Carlos, mudou-se para o Acre.Agora, temos um exemplo de expressão que exerce a função de aposto. “Irmã deCarlos” tem valor substantivo e se refere ao elemento já enunciado (Maria).VOCATIVOÀ parte do sujeito e do predicado, são termos de entoação exclamativa que, semestarem subordinados a nenhum outro termo da frase, apenas servem para invocar,chamar ou nomear, com ênfase maior ou menor, a pessoa ou coisa personificada. José, venha falar comigo.Pode ser antecedida por uma interjeição: Evoé, Carlos!Encerramos, aqui, a aula de hoje.Em nossa próxima aula, falaremos sobre PONTUAÇÃO e muitos dos conceitos atéentão apresentados serão fundamentais para que possamos seguir com firmeza emnosso estudo.Grande abraço e até lá!QUESTÕES DE FIXAÇÃO(FGV / Ministério da Cultura /2006)Foto dos SonhosO engenheiro colombiano Joaquín Sarmiento trabalhava em Nova York e se sentia,muitas vezes, solitário. Era mais um daqueles imigrantes nostálgicos. Para ocupar ashoras vagas, decidiu aprender fotografia. Estava, nesse momento, descobrindo um www.pontodosconcursos.com.br 13
  14. 14. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKInovo ângulo para a sua vida, sem volta. A vontade de se aventurar pela AméricaLatina tirando fotos fez com que ele deixasse para sempre a paisagem nova-iorquina, aposentasse sua carreira de engenheiro e transformasse Paraisópolis, umadas maiores favelas paulistanas, em seu cenário cotidiano. "Estou ficando semdinheiro, mas é uma bela aventura."Depois de três anos nos Estados Unidos, voltou para Bogotá, planejando trabalharem obras de infra-estrutura.Mudou de idéia. Com 26 anos, percebeu que o hobby que tinha adquirido em NovaYork se convertera em paixão. No final de 2004, veio com sua família para duassemanas de férias em São Paulo. "Como sempre tive muito interesse em estudar aAmérica Latina, fui ficando." Soube então de uma experiência desenvolvida pelocolégio Miguel de Cervantes, criado por espanhóis, na vizinha Paraisópolis.Lá, alunos ajudaram a criar um centro cultural batizado de "Barracão dos Sonhos",no qual se misturam ritmos afros e ibéricos. Desse encontro nasceu, por exemplo, aestranha mistura dos ritmos e bailados flamencos com o samba."Resolvi registrar esse convívio e, aos poucos, ia me embrenhando na favela paraconhecer seus personagens."O que era, inicialmente, para ser um cenário fotográfico virou uma espécie delaboratório pessoal. Joaquín sentiu-se estimulado a dar oficinas de fotografia ajovens e crianças de Paraisópolis. "Descobri mais um ângulo das fotos: o ângulo deensinar a olhar." Lentamente, naquele espaço, temido por muitos, Joaquín ia sesentindo em casa. "Há um jeito muito similar de acolhimento dos latino-americanos,apesar de toda a violência."Sem saber ainda direito como vai sobreviver – "as reservas que acumulei em NovaYork estão indo embora" –, ele planeja as próximas paradas pela América do Sul.Mas, antes de se despedir, pretende fazer uma exposição sobre o seu olhar peloBrasil. Até lá, está aproveitando a internet (www.joaquinsarmiento.com) paramostrar algumas das imagens fotográficas que documentam seus trajetos.(Gilberto Dimenstein. Folha de São Paulo, 12/04/2006)Com base no texto acima, responda às perguntas 1 a 3.1 - Assinale a alternativa que não exerça a mesma função sintática que as demais.(A) as horas vagas (ls.2-3)(B) muito interesse (l.13)(C) ritmos afros e ibéricos (l.17)(D) como vai sobreviver (l.27)(E) que (l.27)2 - Assinale a alternativa em que, respectivamente, a função sintática dos termosParaisópolis (L.6), na vizinha Paraisópolis (L.15) e de Paraisópolis (L.23) estejacorretamente indicada.(A) sujeito – adjunto adnominal – adjunto adnominal(B) objeto direto – adjunto adverbial – adjunto adnominal(C) adjunto adnominal – adjunto adnominal – adjunto adverbial www.pontodosconcursos.com.br 14
  15. 15. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI(D) objeto direto – complemento nominal – adjunto adverbial(E) sujeito – adjunto adverbial – complemento nominal3 - Assinale a alternativa em que o termo do texto não atribua, para a oração de quefaz parte, circunstância temporal.(A) nesse momento (L.3)(B) Depois de três anos nos Estados Unidos (L.9)(C) No final de 2004 (L.12)(D) para duas semanas de férias em São Paulo (Ls.12-13)(E) antes de se despedir (L.29)4 - (BESC / ADVOGADO/ 2004)Assinale a alternativa em que o termo destacado exerça a mesma função sintáticaque o termo grifado na seguinte frase: "Os bancos ganharam antes e, sinaliza ogoverno, vão continuar ganhando.".(A) "Está claro que a redução esperada e projetada da taxa-Selic diminuiu arentabilidade dos bancos..."(B) "...já que posterga a corrida certa dos bancos em busca da rentabilidadeperdida."(C) "E o risco de emprestar é sempre o de não receber."(D) "Buscam-se regras e leis para tornar menos paternalista a decisão dosjuízes..."(E) "Ou seja, há uma possibilidade, não desprezível, de o país perder, mais uma vez,uma janela de oportunidade."5 - (FGV / PREF.GUARULHOS/ 2001)Assinale a alternativa na qual “que” tem a mesma função sintática que em: “A florque ontem desabrochou já está murcha”.A. Ela tem um quê de mistério.B. Sofreu muito com as chuvas que caíram.C. Veio tão rápido que nos surpreendeu.D. Venha, que ela está aqui.6 - (NCE UFRJ / TRE RJ Técnico Judiciário Adm/ 2001)“... exige mudança profunda no enfoque da administração dos problemas sociaispelos governos federal, estadual e municipal...”O comentário correto a respeito desse segmento do texto é:a) o termo da administração corresponde a um adjunto adnominal;b) o termo dos problemas sociais corresponde a um objeto indireto; www.pontodosconcursos.com.br 15
  16. 16. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIc) federal, estadual e municipal são apresentados numa ordem crescente deimportância;d) o substantivo governos se prende aos adjetivos federal, estadual e municipal;e) o adjetivo profunda se refere aos substantivos mudança e administração.7 – (FGV/ATE MS/2006 – com adaptação)“Tenho medo de abrir! Vai que evapora!”.Assinale a alternativa que apresente, respectivamente, a correta função sintática demedo e de abrir.(A) adjunto adverbial – objeto indireto(B) predicativo do sujeito – complemento nominal(C) predicativo do sujeito – adjunto adnominal(D) objeto direto – adjunto adnominal(E) objeto direto – complemento nominal8 - (NCE UFRJ / Eletronorte / 2006)A alternativa em que o elemento sublinhado indica o agente e não o paciente dotermo anterior é:(A) “a utilização de qualquer um deles”;(B) “a queima do petróleo”;(C) “inundação de vastas áreas”;(D) “a fauna aquática dos rios”;(E) “construção de barragens”.9 - (NCE UFRJ / BNDES/ 2005)Os adjetivos mostram qualidades, características ou especificações dos substantivos;a alternativa abaixo em que o termo em negrito NÃO funciona como adjetivo é:(A) difícil aprendizado;(B) sensação de dificuldade;(C) trabalho que é difícil;(D) tarefa dificílima;(E) acesso difícil.10 - (FGV / ICMS MS – ATI / 2006)Você nunca teve ilusões sobre a humanidade. www.pontodosconcursos.com.br 16
  17. 17. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIO termo destacado no período acima tem a função sintática de:(A) adjunto adnominal.(B) adjunto adverbial.(C) complemento nominal.(D) objeto indireto.(E) predicativo do objeto.11 - (UnB CESPE / Câmara dos Deputados / 2002 – com adaptação)Nabuco parte para Londres no mês de fevereiro de 1882, permanecendo comocorrespondente do Jornal do Comércio até 1884. Ele não passará como outrora otempo londrino na ociosidade. Dedica-se agora ao trabalho e ao estudo. Como váriosoutros intelectuais do seu tempo, interessados todos pelos problemas sociais evivendo no exílio, torna-se freqüentador assíduo do Museu Britânico.Reflete e lê acerca de vários assuntos na biblioteca do Museu. O Museu Britânico éfonte de muitas obras importantes das ciências sociais. Ali, Karl Marx escreve OCapital e outros ensaios. Também ali Nabuco absorve as lições que são a base de umdos textos fundamentais das ciências sociais brasileiras. A atividade principal da suamais recente temporada londrina é a familiarização com a bibliografia a respeito doescravismo colonial. Isso lhe permite escrever um livro da qualidade de OAbolicionismo — a reflexão mais coerente, profunda e completa já feita no Brasilacerca do assunto. Trata-se de um monumento de erudição, pleno de conhecimentode história, política, sociologia, direito e de tudo quanto se refere à escravidão negra.Pelo alto nível do conteúdo e a excelência da forma é um dos livros mais importantesdas ciências sociais jamais escritos no Brasil. Ocupa, por isso, um lugar de destaquena bibliografia específica que, na época, era muito restrita. Hoje, mais de cem anosdepois da sua primeira edição, quando as ciências sociais se desenvolveram tanto nomundo e no Brasil, o livro ainda é consultado e visto como exemplo, seja pelovolume de informações, seja pelos variados enfoques — alguns extremamenteoriginais —, seja ainda pela forma superior.Por tudo isso é julgado como empresa notável. Bastava a redação de OAbolicionismo para justificar a proveitosa estada de Nabuco por dois anos naInglaterra.Francisco Iglésias. Idem, p.13 (com adaptações).Analise as proposições a seguir, indicando V para as verdadeiras e F para as falsas.Em seguida, marque a opção que indica a ordem correta.I - Nas formas verbais “Dedica-se” (l.3) e “torna-se” (l.5), o pronome enclíticoexerce funções sintáticas diferentes.II - No trecho “Isso lhe permite escrever” (l.11), o pronome sublinhado exerce afunção de objeto indireto e poderia ser substituído pela expressão a ele.a) V – Vb) V – Fc) F – V www.pontodosconcursos.com.br 17
  18. 18. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKId) F - F12 – (UnB CESPE/SMF Maceió/2003)A devassa por decretoNão é de hoje que se propaga entre nós fenômeno raro a demandar análisecriteriosa. Pode ser resumido em poucas palavras. Enquanto a milenar presunção deinocência acompanha o acusado até sua condenação, ainda que o delito a eleimputado seja dos mais graves e comprometedoras as provas apuradas, a presunçãomuda de face, embora não se diga, em se tratando de fato envolvendo o fisco;facilmente se aceita como verdadeira a imputação feita a alguém.Suponho que esse fenômeno derive do fato, generalizado, de estabelecer-sesinonímia entre contribuinte e sonegador.Não é preciso dizer que o tributo, entre outras razões, por ser obrigação legal, deveser satisfeito na forma e no prazo de lei. De resto, as sanções criadas para forçaressa observância chegam a ser draconianas. Se elas fossem pactuadas entreparticulares, dificilmente seriam aceitas como lícitas na esfera dos tribunais; emfavor do fisco, no entanto, são aceitas sem reparos. Faço a observação apenas parasalientar o aparato coercitivo que acompanha o direito, por vezes o suposto direitodo erário. Mas, volto a dizer, ultimamente, os excessos “legislados” via de regra pormedidas provisórias são chocantes, a começar por sua imoderação; assim, não têmfaltado alterações insignes no processo fiscal, a ponto de convertê-lo em simulacroprocessual.Paulo Brossard. In: Correio Braziliense, 22/12/2002. Coluna Opinião (comadaptações).Com base no texto acima, julgue a assertiva que se segue. • Com relação à representação do sujeito da oração, no segmento “em se tratando de fato” (l.5), o sujeito é indeterminado, diferentemente do que ocorre no segmento “estabelecer-se sinonímia” (ls.7-8), em que o sujeito é “sinonímia”.13 - (CESPE UnB / MPU/ 1996)Maria Berlini não mentira quando dissera que não trabalhava, nem estudava. Mastrabalhara pouco depois de chegada ao Rio, com minguados recursos, que seevaporaram como por encanto. A tentativa de entrar para o teatro fracassara. Haviasó promessas. Não era fácil como pensara. Mesmo não tinha a menor experiência.Fora estrela estudantil em Guará. Isso, porém, era menos que nada! Acabado odinheiro, não podia viver de brisa! Em oito meses, fora sucessivamente chapeleira,caixeira de perfumaria, manicura, para se sustentar. Como chapeleira, nãoagüentara dois meses, que era duro!, das oito da manhã às oito da noite, e quantasvezes mais, sem tirar a cacunda da labuta. Não era possível! As ambições teatraisnão haviam esmorecido, e cadê tempo? Conseguira o lugar de balconista numaperfumaria com ordenado e comissão. Tinha jeito para vender, sabia empurrarmercadoria no freguês. Os cobres melhoravam satisfatoriamente. Mas também lápassara pouco tempo. O horário era praticamente o mesmo, e o trabalho bem maissuave - nunca imaginara que houvesse tantos perfumes e sabonetes neste mundo!Contudo continuava numa prisão. Não nascera para prisões. Mesmo como seria www.pontodosconcursos.com.br 18
  19. 19. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIpossível se encarreirar no teatro, amarrada num balcão todo o santo dia? Precisavadar um jeito. Arranjou vaga de manicura numa barbearia, cujo dono ia muito àperfumaria fazer compras e que se engraçara com ela. Dava conta do recado mal eporcamente, mas os homens não são exigentes com um palmo de cara bonita.Funcionava bastante, ganhava gorjetas, conhecera uma matula de gente, era muitoconvidada para almoços, jantares, danças e passeios, e tinha folgas - uf , tinhafolgas! Quando cismava, nem aparecia na barbearia, ia passear, tomar banho demar, fazer compras, ficava dormindo...O primeiro período do texto é constituído por(A) duas orações coordenadas. somente.(B) duas orações subordinadas, somente.(C) três orações, sendo duas subordinadas e uma coordenada.(D) três orações, sendo duas coordenadas e uma subordinada.(E) quatro orações; entre elas, duas subordinadas e uma coordenada e subordinada,ao mesmo tempo.(CESPE UnB / MPU/ 1996)Com base no texto a seguir, responda às questões 14 e 15.Tal como a chuva caídaFecunda a terra no estioPara fecundar a vida,O trabalho se inventou.Feliz quem pode orgulhosoDizer: - Nunca fui vadioE se hoje sou venturoso,Devo ao trabalho o que sou. Olavo Bilac, O trabalho.14 - (CESPE UnB / MPU/ 1996)Considerando a sentença contida nos versos 5 e 6, quanto à morfossintaxe, assinalea opção incorreta.(A) O adjetivo orgulhoso está exercendo a função de predicativo do objeto.(B) "Feliz e "vadio" são adjetivos que exercem as funções de predicativos de seussujeitos.(C) "Nunca" é um advérbio que atualiza as circunstâncias de tempo e de negação,simultaneamente.(D) Na locução verbal "pode ... Dizer", o primeiro verbo é auxiliar e o segundo é oprincipal.(E) Reescrevendo a sentença na ordem direta, em discurso indireto, tem-se: Quem www.pontodosconcursos.com.br 19
  20. 20. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIpode dizer orgulhoso que nunca foi vadio é feliz.15 - (CESPE UnB / MPU/ 1996)Em "E se hoje sou venturoso/ Devo ao trabalho o que sou." (v.7-8), há apenas(A) duas vezes o sujeito eu.(B) um pronome pessoal do caso oblíquo.(C) um pronome relativo e um pronome demonstrativo.(D) dois predicados verbais.(E) três predicados nominais.16 - (NCE UFRJ / ARQUIVO NACIONAL/ 2006)A alternativa em que a construção com o pronome SE é diferente das demais é:(A) “desfez-se o regime de segregação racial”;(B) “solidificou-se a visão de que (....) o homem tinha direito a uma vida digna”;(C) “justificava-se abertamente o direito do marido de bater na mulher”;(D) “Lutou-se pela idéia de que todos os homens merecem a liberdade”;(E) “respeitar-se o sinal vermelho”.17 - (ESAF/TRF/2006)Assinale a opção correta em relação à função do “se”.Embora a recuperação da confiança tenha sido modesta em setembro, é possível quea tendência positiva se(1) acentue no final do ano, se(2) a queda do juro básicose(3) transferir para o crédito ao consumo e se(4) os salários reais continuarem ase(5) recuperar devido à contenção da inflação, que eleva o poder aquisitivo.(O Estado de S. Paulo, 04/10/2005, Editorial)a) 1 – conjunção condicionalb) 2 – pronome reflexivoc) 3 – índice de indeterminação do sujeitod) 4 – conjunção condicionale) 5 – palavra expletiva ou de realce18 - (CESPE UnB / MPU/ 1996)Analise o emprego dos conectivos que sublinhados no fragmento a seguir:"o impassível gigante que os contemplava com desprezo, imperturbável a todos osgolpes e a todos os tiros que lhe desfechavam no dorso, deixando sem um gemidoque lhe abrissem as entranhas de granito".Assinale a opção correta. www.pontodosconcursos.com.br 20
  21. 21. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI(A) Nas três ocorrências, o que é pronome relativo.(B) Na primeira ocorrência, o que é sujeito da oração seguinte.(C) Na segunda ocorrência, o que é expletivo, podendo ser retirado da sentença semprejuízo do sentido.(D) Na terceira ocorrência, o que é o objeto direto do verbo deixar.(E) Nas duas últimas ocorrências, o que é conjunção subordinativa integrante, nãoexercendo função sintática.GABARITOS COMENTADOS DAS QUESTÕES DE FIXAÇÃO1–CVamos analisar, uma a uma, a função sintática dos elementos destacados.a) “Para ocupar as horas vagas, decidiu aprender fotografia.”A expressão “as horas vagas” é o complemento do verbo ocupar. Como se liga aoverbo sem preposição, sua função é objeto direto.b) "Como sempre tive muito interesse em estudar a América Latina, fui ficando."Alguém tem alguma coisa. A expressão “muito interesse” exerce a função decomplemento do verbo ter. É, pois, seu objeto direto.c) “Lá, alunos ajudaram a criar um centro cultural batizado de "Barracão dosSonhos", no qual se misturam ritmos afros e ibéricos.”A princípio, poderíamos pensar: o verbo misturar é transitivo direto, o que noslevaria ao erro de considerar “ritmos afro e ibéricos” como objeto direto. Seria umerro, uma vez que o verbo está acompanhado do pronome SE. Vamos, então,analisar o VALOR desse pronome: “se misturam ritmos afros e ibéricos”.Assim, podemos afirmar que “ritmos afros e ibéricos são misturados”. Existe, aí, umaidéia passiva. Trata-se, assim, de uma construção de voz passiva, em que oelemento “ritmos afros e ibéricos” exerce a função sintática de SUJEITO.Essa é a resposta para a questão. É a única opção em que a função sintática diferedas demais.Olha a pegadinha aí, gente! Verbos transitivos diretos acompanhados de pronomeSE, com idéia passiva, formam VOZ PASSIVA, e o termo que seria o objeto direto davoz ativa exerce a função de SUJEITO da voz passiva.Na dúvida, volte a estudar os pontos sobre VOZ PASSIVA das aulas sobre VERBOS esobre CONCORDÂNCIA.d) “Sem saber ainda direito como vai sobreviver”Sem saber ISSO a oração “como vai sobreviver”, iniciada pelo advérbio “como”,tem a função sintática de complementar o verbo saber. É, portanto, uma oraçãosubordinada substantiva objetiva direta – exerce a função de objeto direto.e) "as reservas que acumulei em Nova York estão indo embora" www.pontodosconcursos.com.br 21
  22. 22. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIAgora, podemos praticar a análise da função sintática exercida por um pronomerelativo (item 2.1 da Aula 9 – Períodos).O pronome relativo se refere ao substantivo “reservas”. Trocando o pronome relativopelo nome correspondente, teríamos: Acumulei as reservas.Assim, fica clara a função sintática exercida pelo pronome – objeto direto do verboacumular.2–BO examinador pede que se indique a função sintática das expressões em destaque.“A vontade de se aventurar pela América Latina tirando fotos fez com que eledeixasse para sempre a paisagem nova-iorquina, aposentasse sua carreira deengenheiro e transformasse Paraisópolis, uma das maiores favelaspaulistanas, em seu cenário cotidiano.”Na passagem, o verbo transformar é transobjetivo – “(ele) transformouParaisópolis em seu cenário cotidiano”.O vocábulo “Paraisópolis” exerce a função de objeto direto, enquanto que “em seucenário cotidiano” possui a função de complementar esse nome – predicativo doobjeto direto.Note a expressão “uma das maiores favelas paulistanas”. A função exercida por essaexpressão (que tem valor substantivo) é a de aposto.“Soube então de uma experiência desenvolvida pelo colégio Miguel de Cervantes,criado por espanhóis, na vizinha Paraisópolis.”A expressão “na vizinha Paraisópolis” indica o local em que se localizava o colégioonde tal experiência era desenvolvida – tem valor circunstancial e exerce a funçãosintática de adjunto adverbial.Joaquín sentiu-se estimulado a dar oficinas de fotografia a jovens e crianças deParaisópolis.A expressão “de Paraisópolis”, agora, tem valor adjetivo. Se fosse uma cidade,poderia até ser substituída por um adjetivo correspondente: paraisopolitanas (Nossa!Que coisa feia!).Por isso, a expressão exerce a função de adjunto adnominal.Já em “a favela de Paraisópolis” (isso poderia ter sido explorado pelo examinador.Viu como ele foi bonzinho?), em que o termo exerce a função de apostoespecificativo, indicando o nome da favela.As funções sintáticas são, portanto: OBJETO DIRETO, ADJUNTO ADVERBIALE ADJUNTO ADNOMINAL.3–DTodas as expressões destacadas apresentam valor circunstancial. Teremos deidentificar qual delas não apresenta indicação de tempo, momento. www.pontodosconcursos.com.br 22
  23. 23. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIa) “Estava, nesse momento, descobrindo um novo ângulo para a sua vida, semvolta.”Essa expressão indica o momento em que tal fato (descobrir um novo ângulo para asua vida) ocorria (fácil essa, não é?).b) “Depois de três anos nos Estados Unidos, voltou para Bogotá, planejandotrabalhar em obras de infra-estrutura.”Essa expressão também indica o momento em que o engenheiro voltou para Bogotá.c) “No final de 2004, veio com sua família”Mais uma vez, há indicação de momento.d) “No final de 2004, veio com sua família para duas semanas de férias em SãoPaulo.”Essa expressão, ao contrário das demais, indica a finalidade da vinda do engenheiroe sua família: gozar férias de duas semanas em São Paulo.Essa é a resposta!e) “Mas, antes de se despedir, pretende fazer uma exposição sobre o seu olhar peloBrasil.”Quando ele pretende fazer uma exposição sobre seu olhar pelo Brasil?Resposta: “antes de se despedir”, ou seja, antes de ir embora do Brasil. Há,portanto, indicação de momento.4-CNão seria preciso reproduzir o texto, pois podemos realizar a análise sintática a partirdos segmentos apresentados em cada opção.Em "Os bancos ganharam antes e, sinaliza o governo, vão continuar ganhando.", aexpressão em negrito exerce a função sintática de sujeito: “o governo sinaliza”.a) Já em “a redução esperada e projetada da taxa SELIC diminuiu a rentabilidadedos bancos...", o termo em destaque é o objeto direto do verbo diminuir, enquantoque o sujeito está representado por “a redução esperada e projetada da taxa SELIC”,cujo núcleo é redução.b) A expressão “a corrida certa dos bancos” exerce a função sintática de objetodireto do verbo postergar (= adiar).c) Em “o risco de emprestar é sempre o de não receber”, a expressão em relevoexerce a função sintática de sujeito do verbo de ligação “ser”. Essa é a respostacerta.d) O verbo tornar é, na construção, transobjetivo e apresenta, como objeto direto,a expressão “a decisão dos juízes” e, como predicativo do objeto direto, a expressão“menos `paternalista’”.Cuidado! A expressão “regras e leis” exerce a função sintática de SUJEITO da formaverbal transitiva direta “Buscam”, que está acompanhada do pronome apassivadorSE (Buscam-se regras e leis = Regras e leis são buscadas). www.pontodosconcursos.com.br 23
  24. 24. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIe) “de o país perder (...) uma janela de oportunidades” – O sujeito do verboPERDER é “país”. A expressão “uma janela de oportunidades”, por sua vez, exerce afunção sintática de OBJETO DIRETO.Note a forma com que a preposição se mantém separada do artigo que acompanha osubstantivo “país”, sujeito do verbo PERDER. Essa é a recomendação da norma culta.Contudo, modernamente já se aceita a contração da preposição com o artigo(possibilidade do país perder...).5-BVamos dividir o período em orações:“A flor que ontem desabrochou já está murcha.”Oração principal – A flor já está murchaOração subordinada – que ontem desabrochouA palavra que substitui a palavra flor, presente na oração principal. É, portanto, umpronome relativo, que inicia uma oração subordinada adjetiva.Por não haver pausa (indicada pela vírgula) entre as duas orações, essa é umaoração subordinada adjetiva restritiva.O pronome relativo será trocado pelo nome, para melhor análise de sua funçãosintática:A flor ontem desabrochou.O pronome relativo, que está no lugar de “a flor”, exerce, portanto, a funçãosintática de SUJEITO.Vamos procurar uma outra ocorrência do relativo “que” na função de SUJEITO.a) “Ela tem um quê de mistério” – esse “quê” é um substantivo, tanto que estáacompanhado de um artigo indefinido (um quê). Esse vocábulo exerce a funçãosintática de objeto direto do verbo ter.b) São duas as orações que compõem o período composto: Sofreu muito com aschuvas que caíram.Oração principal – Sofreu muito com as chuvasOração subordinada – que caíramO pronome que substitui a palavra chuvas. Ele também exerce a função sintática desujeito da oração subordinada adjetiva restritiva (“As chuvas caíram” = “quecaíram”). Essa é, portanto, a resposta correta.c) “Veio tão rápido que nos surpreendeu.”Esse período composto por subordinação também possui duas orações:- oração principal – Veio tão rápido- oração subordinada – que nos surpreendeu.Há entre essas duas orações uma relação de causa e conseqüência, sendo essasegunda circunstância apresentada pela oração subordinada.Ela é, pois, uma oração subordinada adverbial consecutiva, e o vocábulo que é umaconjunção adverbial consecutiva. www.pontodosconcursos.com.br 24
  25. 25. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKINote a presença do vocábulo “tão” na oração principal, uma característica desse tipode construção.d) “Venha, que ela está aqui.”Vimos, em aulas anteriores, que uma das formas de distinguir a conjunção causal daconjunção explicativa é que esta última pode estar em uma construção de verbo noimperativo.Esse é um bom exemplo. Em “Venha, que ela está aqui”, a conjunção explicativa dáinício à oração em que se apresenta a justificativa para a ordem presente naprimeira oração (Venha). São orações coordenadas, sendo a segunda classificadacomo “oração coordenada sindética explicativa”.6–Da) A expressão “da administração” se associa à palavra enfoque, substantivoabstrato derivada do verbo enfocar. Como apresenta idéia passiva (a administraçãoserá enfocada), o termo que complementa o substantivo abstrato exerce a funçãosintática de COMPLEMENTO NOMINAL, e não de adjunto adnominal.b) A expressão “dos problemas sociais” complementa o substantivo abstrato“administração”. Logo, não poderia exercer a função de objeto indireto(complemento verbal). Também há nessa expressão valor passivo (os problemassociais serão administrados). Assim, a função sintática é, mais uma vez,COMPLEMENTO NOMINAL.c) Não há entre “federal, estadual e municipal” nenhuma “ordem crescente deimportância”. Você já deve ter aprendido em Direito Constitucional que não há entreos entes federativos nenhum tipo de subordinação. Por isso, a assertiva estáincorreta.d) Exatamente por possuir três adjetivos a ele relacionados, o substantivo governosse flexionou no plural. Essa é a resposta correta.e) O que deve ser profunda? Resposta: a mudança, e não a administração.7–EVamos relembrar a diferença entre ADJUNTO ADNOMINAL e COMPLEMENTONOMINAL, em relação aos termos que complementam substantivos abstratos.SUBSTANTIVOS CONCRETOS E SUBSTANTIVOS ABSTRATOS COM IDÉIA ATIVA =ADJUNTO ADNOMINAL (Lembre-se daquela dica: tudo com A: Substantivo Abstratocom idéia Ativa Adjunto Adnominal.)ADJETIVOS, ADVÉRBIOS E SUBSTANTIVOS ABSTRATOS COM IDÉIA PASSIVA =COMPLEMENTO NOMINALAssim, quando o termo regente for um substantivo abstrato, deve-se analisar o valorque o termo regido apresenta em relação ao termo regente. Se for ativo, a função éde adjunto adnominal (tudo com “a”). Se for passivo, é complemento nominal.Agora, mostraremos mais algumas formas de distinção.1ª dica: À exceção da preposição DE (que serve às duas funções), os complementosintroduzidos por qualquer outra preposição (a, em, por) será um complemento www.pontodosconcursos.com.br 25
  26. 26. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKInominal (chegada ao espaço, resistência em surgir, dedicação ao povo, amor poralguém).2ª dica: Os complementos que vierem sob a forma verbal são complementosnominais por apresentarem essa idéia passiva. Exemplos: • “osso duro de roer” = a idéia é “duro de ser roído” – idéia passiva complemento nominal • Medo de cair = a idéia é “de sofrer uma queda” – idéia passiva complemento nominal • Essa notícia é difícil de acreditar = a idéia é “difícil de ser acreditada” – idéia passiva complemento nominal.Vamos analisar, agora, a questão da prova.O primeiro elemento não deve ter gerado dúvidas. Trata-se de um complementoverbal direto. Assim, a função exercida por “medo”, em “tenho medo” é objetodireto.Teríamos duas opções válidas – d e e (50% de chances!!)O segundo elemento liga-se ao primeiro por meio de preposição (medo de abrir). Otermo regente é medo = SUBSTANTIVO ABSTRATO. Precisamos definir se a funçãodo termo regido (“de abrir”) é ativa (adjunto adnominal) ou passiva (complementonominal).Para isso, verificaremos o valor da expressão no contexto:“Tenho medo de abrir! Vai que evapora!”A idéia é: “Tenho medo de que, sendo aberto, evapore” – idéia passiva (o envelopenão vai abrir, mas ser aberto) complemento nominal.A vontade de indicar a idéia ativa é grande. Afinal, a lógica induz que o sujeito vaiabrir o envelope, ou seja, praticar a ação. Essa tendência se justifica pelaproximidade com o verbo de “ter” (ter medo – ação praticada pelo sujeito).Contudo, é preciso fazer a seguinte distinção: o que está relacionado a “abrir” não éo verbo “ter”, mas a idéia da abertura – idéia passiva: o envelope ser aberto.8–DO examinador busca o termo cujo complemento apresenta idéia ativa, ou seja,aquele cuja função sintática seja a de adjunto adnominal.A resposta é: “a fauna aquática dos rios”. Os rios possuem a fauna aquática.a) “a utilização de qualquer um deles” qualquer um deles será utilizado idéiapassivab) “a queima do petróleo” o petróleo será queimado idéia passivac) “a inundação de vastas áreas” vastas áreas serão inundadas idéia passivae) “a construção de barragens” as barragens serão construídas idéia passiva9–B www.pontodosconcursos.com.br 26
  27. 27. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIEm “sensação de dificuldade”, a expressão em negrito complementa umsubstantivo abstrato. Para saber se a função sintática é a de adjunto adnominal ou ade complemento nominal, temos de analisar o valor que ela atribui: “sensação dedificuldade” dificuldade é “sentida” idéia passiva complemento nominal.Todas as demais ocorrências apresentam termos que possuem valor adjetivo (naletra c, temos uma oração subordinada adjetiva restritiva) e exercem a funçãosintática de adjunto adnominal.10 – CComo “ilusões” é um substantivo abstrato, devemos analisar o valor de“humanidade”.É a humanidade que tem ilusões (idéia ativa) ou é sobre ela que você tem ilusões(passiva)?Certamente a segunda opção. Assim, o termo, por complementar um substantivoabstrato com idéia passiva, exerce a função sintática de COMPLEMENTO NOMINAL.11 – CPara responder à primeira assertiva, devemos analisar o seguinte segmento:Nabuco parte para Londres no mês de fevereiro de 1882, permanecendo comocorrespondente do Jornal do Comércio até 1884. Ele não passará como outrora otempo londrino na ociosidade. Dedica-se agora ao trabalho e ao estudo. Comovários outros intelectuais do seu tempo, interessados todos pelos problemas sociais evivendo no exílio, torna-se freqüentador assíduo do Museu Britânico.Podemos notar que, nas duas ocorrências do pronome “se”, há um valor reflexivo.- “ele se dedica ao trabalho e ao estudo” = ele dedica “a si mesmo” ao trabalho e aoestudo- “ele se torna freqüentador assíduo do Museu Britânico” = ele torna “a si mesmo”freqüentador assíduo do Museu Britânico.Para identificar a função sintática, não basta trocar o ‘SE’ pelo ‘A SI’. Devemos, sim,trocar por um nome. Para isso, precisamos alterar a estrutura oracional:- ele dedica seu tempo ao trabalho e ao estudo.- ele torna seu filho freqüentador assíduo.Nas duas construções, a função é objeto direto, ou seja, complemento verbal sempreposição obrigatória.Por isso, está FALSA a afirmação de que o pronome exerce funções diferentes. Emambas, a função é a de objeto direto.A segunda proposição está CORRETA. Em “Isso lhe permite escrever”, o verbopermitir apresenta dois complementos: um direto, sob a forma oracional noinfinitivo (escrever), e outro indireto, representado pelo pronome oblíquo lhe. Essepronome poderia ser substituído com correção pela forma “a ele”.12 – Item CORRETO www.pontodosconcursos.com.br 27
  28. 28. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIO examinador apresentou a distinção entre sujeito indeterminado e construção devoz passiva, ambas as estruturas com o pronome SE.Na primeira, “em se tratando de fato”, temos um dos casos clássicos deindeterminação do sujeito – com verbo transitivo indireto TRATAR-SE DE. São muitocomuns questões de prova em que o verbo dessa construção esteja flexionado. Porisso, olho vivo! Apareceu um “tratam-se de”, pode marcar como ERRADA! Por sersujeito indeterminado, deve o verbo permanecer na 3ª pessoa do singular – “trata-sede”.Já na segunda estrutura, o verbo ESTABELECER é transitivo direto e estáacompanhado do pronome SE (apassivador). Por isso, o sujeito dessa forma verbal éSINONÍMIA (“estabelecer-se sinonímia” = sinonímia ser estabelecida). Construção devoz passiva.A proposição está correta.13 – ENão me diga que você leu esse texto todinho??? Pode me dizer por quê???Nem sempre passa em um concurso o candidato que sabe mais – passa o que saberesolver a prova com maior destreza e correção. Saber fazer prova é um dos fatoresdecisivos para a aprovação e o tempo é um dos inimigos do candidato. Por isso, emuma prova com textos longos (como esse), verifique, em primeiro lugar, se háquestões de interpretação (que irão exigir uma leitura atenta). Caso contrário, ouseja, se houver somente questões (ou a maior parte delas) que explorem o aspectogramatical, muitas vezes ler apenas um trecho ou um parágrafo pode ser suficiente.Primeira providência: identificar o primeiro período do texto. O período se encerracom uma pausa bem marcada (normalmente por um ponto).Assim, o primeiro período do texto é:Maria Berlini não mentira quando dissera que não trabalhava, nem estudava.Vamos “dissecar” esse período em orações:1ª oração: Maria Berlini não mentira2ª oração: quando dissera3ª oração: que não trabalhava4ª oração: nem estudava..........................................1ª oração: oração principal. A ela irá ligar-se a segunda oração, que indica omomento em que tal fato (expresso na principal) ocorre.2ª oração: oração subordinada adverbial temporal3ª oração: oração subordinada substantiva objetiva direta. Serve de complementoao verbo dizer, presente na 2ª oração (que, em relação à 3ª, é consideradaprincipal) – quando dissera ISSO.4ª oração: oração coordenada sindética aditiva. Esta oração se liga por coordenaçãoà segunda. A conjunção nem tem valor aditivo, equivalendo a “e não”. Esta oraçãotambém complementa o sentido do verbo da 2ª oração = dissera: 1) que nãotrabalhava; 2) nem estudava (= e que não estudava). www.pontodosconcursos.com.br 28
  29. 29. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIPor isso, está certíssima a afirmativa presente na opção e.No período, há duas orações subordinadas (2ª – oração subordinada adverbialtemporal; e 3ª – oração subordinada substantiva objetiva direta) e uma coordenada(4ª = oração coordenada sindética aditiva) e, ao mesmo tempo, subordinada (àsegunda oração, em que está presente a forma verbal disseram, cujo sentidocomplementa).Excelente questão de prova! Não é à toa que a banca da CESPE UnB é consideradauma das melhores do Brasil.14 – AOs versos em análise são:Feliz quem pode orgulhosoDizer: - Nunca fui vadioNão se assuste com a nomenclatura. “Morfossintaxe” nada mais é do que o estudodas categorias das palavras considerando a morfologia e a sintaxe. Esses conceitosforam apresentados lá na nossa primeira aula. Não me diga que você já osesqueceu??? Não me decepcione assim...Morfologia estuda a palavra em si, quer em relação à forma, quer em relação àidéia que ela encerra (classes das palavras, flexões, elementos mórficos, terminação,grafia). Esse é o assunto da aula de hoje.Sintaxe é o estudo da palavra com relação às outras que se acham na mesmaoração (concordância, regência, colocação).Assim, uma análise morfossintática é a que abrange elementos da palavra em si(classe gramatical, conjugação verbal, ortografia) e de sua relação com as demais naoração (sintaxe de concordância, regência, colocação). Viu como não é nenhumbicho-de-sete-cabeças?O erro está na opção a.Vamos analisar a função sintática exercida pelo adjetivo “orgulhoso”:“Feliz quem pode orgulhoso dizer...” – o adjetivo se refere ao sujeito da forma verbaldizer. Assim, é predicativo, mas do sujeito, representado pelo pronome indefinidoquem, expressando a forma como o sujeito (quem) se encontra ao praticar a ação(dizer) predicado verbo-nominal.A assertiva está incorreta e é o gabarito da questão.Para a análise do período composto, vamos dividi-lo em suas orações:- Quem pode dizer orgulhoso – oração subordinada substantiva subjetiva (é osujeito oracional do verbo SER)- que nunca foi vadio – oração subordinada substantiva objetiva direta (iniciadapor uma conjunção integrante – quem pode dizer ISSO = que nunca foi vadio –,vem complementar o sentido do verbo dizer de forma direta) www.pontodosconcursos.com.br 29
  30. 30. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI- é feliz – oração principal, formada por um predicado nominal.Em relação às demais opções, cabem os seguintes comentários.B) Da mesma forma que o adjetivo “orgulhoso”, o adjetivo “feliz” também se refereao pronome indefinido quem, sujeito da oração. Note que é possível subentender overbo “ser”: “(É) feliz quem pode orgulhoso dizer...”.Na ordem direta, em discurso indireto, a estrutura seria: “Quem pode dizerorgulhoso que nunca foi vadio é feliz.”. Essa foi, inclusive, a assertiva da opção e.Em “Nunca fui vadio”, o adjetivo se refere ao pronome pessoal (oculto) eu,identificado a partir da desinência verbal. Sua função sintática é também a depredicativo do sujeito.Está, portanto, correta tal afirmação.C) Essa afirmação nos dá a chance de analisar a circunstância que o advérbio NUNCAatribui. Esse advérbio atribui, simultaneamente, valores de negação e tempo –equivalente a “em tempo algum”. Está certa a assertiva.D) A locução verbal “pode dizer” foi intercalada pelo adjetivo que, como vimos,exerce a função de predicativo do sujeito (orgulhoso). Para se certificar de que setrata mesmo de uma locução verbal, veja que o verbo principal poderia estar sozinhona oração, sem prejuízo gramatical (apenas havendo alteração semântica): “Felizquem orgulhoso diz (= pode dizer)...”.E) Está correta a afirmação, como vimos no comentário à opção b. O discursoindireto é o meio pelo qual o autor reproduz o discurso alheio, não como foi dito,mas com suas próprias palavras, usando uma oração subordinada. Isso se verifica napassagem “quem pode dizer que nunca foi vadio”.15 – CPara começar, vamos dividir o período:1ª oração – E se hoje sou venturoso2ª oração – Devo ao trabalho o3ª oração – que sou.A primeira oração é iniciada pela conjunção “E”, que a coordena com a oraçãoanterior.A conjunção “se” inicia uma oração subordinada condicional. Ela, semanticamente, serepete na expressão que se segue: o que sou.Esta oração (o que sou) exerce a função de objeto direto do verbo dever: Ele deveISSO (= o que sou = SOU VENTUROSO) ao trabalho.Assim, toda a oração “o que sou” (em que o “o” é pronome demonstrativo) está nolugar de toda a oração “se hoje sou venturoso”. Ele é um termo vicário, ou seja,substitui algo que já foi mencionado anteriormente.Analise, agora, a segunda oração: Eu devo ao trabalho o (= aquilo, isso)O verbo dever tem dois complementos: objeto direto = o / objeto indireto = aotrabalho. www.pontodosconcursos.com.br 30
  31. 31. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIA terceira oração vem restringir o alcance do pronome demonstrativo (objeto diretoda oração anterior). Tem valor adjetivo e é iniciada por um pronome relativo que.Feita a análise sintática, vamos às opções.a) Quantas vezes aparece o pronome “eu” (explícito ou subentendido)? TRÊS.“E se hoje (EU) sou venturoso/ (EU) devo ao trabalho o que (EU) sou.”b) Não há registro de emprego de pronome pessoal oblíquo na passagem.c) No segmento “o que sou”, há um pronome demonstrativo (“o” = aquilo) e umpronome relativo (“que”), que retoma esse antecedente, o demonstrativo (= aquiloque sou = sou aquilo). Está correta a afirmação.d) e e) Há, no período, um predicado verbal, cujo núcleo é o verbo dever (Devoao trabalho o), e dois predicados nominais (“Eu sou venturoso” e “que sou”),cujos núcleos são, respectivamente, venturoso e (cuidado agora!!!) o pronomerelativo que. Nessa oração subordinada adjetiva, o pronome relativo, que substitui opronome demonstrativo “o” (= aquilo), é o elemento que efetivamente exerce afunção de predicativo do sujeito.16 – DO vocábulo “SE” pode ser:- conjunção integrante – inicia uma oração substantiva. Quero saber se você estágostando da aula. = Quero saber ISSO. ORAÇÃO SUBORDINADA SUBSTANTIVAOBJETIVA DIRETA (complemento do verbo SABER).- conjunção adverbial - pode apresentar o valor condicional (Se ela dança, eudanço.). Como sabemos, o valor de uma conjunção adverbial só pode ser identificadana construção.- pronome pessoal oblíquo, com valor reflexivo (Ela se cortou com a faca.) ourecíproco (Os namorados se beijavam no cinema.)- parte integrante do verbo – nesses casos, ainda que apresente uma idéiareflexiva, o verbo não existe sem o pronome (Ele se queixa muito da sogra. Muito searrepende de ter casado.). Não existem os verbos QUEIXAR e ARREPENDER; sóQUEIXAR-SE e ARREPENDER-SE. Por isso, o pronome é parte integrante do verbo.- partícula de realce (ou expletiva) – nenhuma função exerce na oração. Temvalor, apenas, de realce, podendo ser retirada sem prejuízo gramatical ou semânticopara a oração. Ele se foi embora e levou meu coração. (= Ele foi embora).- partícula apassivadora – presente nas construções de voz passiva sintética(também chamada de voz passiva pronominal). Coisas bonitas se vêem por aqui (=coisas bonitas são vistas).- índice de indeterminação do sujeito – presente nas construções de sujeitoindeterminado, em que o verbo (transitivo indireto, intransitivo ou de ligação) fica na3ª pessoa do singular. Precisa-se de sossego por aqui.Nessa questão, devemos diferenciar os casos em que o pronome é apassivador(verbo TD ou TDI + SE) ou indeterminador do sujeito.A) O verbo desfazer é TRANSITIVO DIRETO (Ele desfez o contrato.). Como estáacompanhado do SE, forma voz passiva, em que o sujeito é “o regime de segregaçãoracial”. www.pontodosconcursos.com.br 31
  32. 32. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIB) O verbo solidificar também é TD (Ele solidificou a relação com os clientes.). Está,portanto, em voz passiva = A visão foi solidificada solidificou-se a visão.C) O verbo justificar é TD (Ele justificou sua resposta.). É também um pronomeapassivador (o direito era justificado = justificava-se o direito).D) Finalmente, um verbo que não é TD. O verbo lutar, na construção, é TRANSITIVOINDIRETO, regendo a preposição por. Assim, o pronome SE tem a função deindeterminar o sujeito da ação verbal.E) O verbo respeitar é TD, e o pronome SE é partícula apassivadora (o sinalvermelho ser respeitado respeitar-se o sinal vermelho).17 - DO pronome “se” é: a) um pronome apassivador. “Acentuar” é um verbo transitivo direto e há idéia passiva – “...é possível que a tendência positiva seja acentuada...”; b) uma conjunção condicional – “se a queda do juro básico se transferir...” equivale a “caso a queda do juro básico se transfira...”; c) um pronome apassivador. “Transferir” é um verbo transitivo direto e há idéia passiva – “se a queda do juro básico for transferida para o crédito ao consumo...”; d) uma conjunção condicional (gabarito da questão) – “se os salários reais continuarem...” equivale a “caso os salários reais continuem...”; e) pronome apassivador. “Recuperar” é um verbo transitivo direto e há idéia passiva - “se os salários reais continuarem a ser recuperados...” . Não poderia ser um pronome reflexivo, pois o sujeito salários é paciente, sofre a ação e, dado o contexto, não poderia agir por conta própria.18 – BAgora, veremos as classificações do QUE:- conjunção integrante – INICIA UMA ORAÇÃO SUBSTANTIVA – Eu quero que tudová pro inferno. Eu quero ISSO. A conjunção serve apenas para ligar termos ouorações, não exerce função sintática nenhuma.- pronome relativo – INICIA UMA ORAÇÃO ADJETIVA – Eu quero o prêmio a quetenho direito. Eu tenho direito ao prêmio. Nesse caso, o pronome que substituialgum elemento mencionado anteriormente (no caso, a palavra “prêmio”). Pode,assim, exercer qualquer das funções sintáticas estudadas na aula sobre conectivos.- partícula de realce (ou expletiva) – pode vir acompanhada do verbo ser,formando a expressão “é que”. Como também já vimos, pode ser suprimida semprejuízo gramatical para o período. Nós é que deveríamos reclamar (= Nósdeveríamos reclamar.).- conjunção adverbial (coordenativa ou subordinativa) – pode apresentardiversas circunstâncias (causal, consecutiva, comparativa, explicativa, concessiva,final, etc.), a depender do contexto em que seja empregada. www.pontodosconcursos.com.br 32
  33. 33. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI- pronome interrogativo – se vier no fim da oração (tônico), recebe um acentocircunflexo (Você tem fome de quê?).- substantivo - com acento circunflexo, equivale a “algo” – Ele tem um “quê” deintelectual.- advérbio – equivalente a “quão”, normalmente usado em interjeições: Que (=Quão) louco eu fui!- preposição acidental – equivalente à preposição “de”. Ele tem que entender isso(= tem de entender).- interjeição - (com acento circunflexo) Quê! Não acredito nisso!São tantas que posso ter me esquecido de alguma. Aguardo sugestões pelo fórum oue-mail, caso isso tenha ocorrido.Desgraça pouca é bobagem!!! Sabe quantas acepções da palavra “que” (com e semacento) são registradas pelo Aurélio: “só” quinze!Vamos analisar as ocorrências do “que” no texto da questão. Para isso, teremos deter em mente o seguinte: se estiver substituindo um antecedente, é pronomerelativo; se puder ser substituído (junto com o restante da oração) pelo pronomeISSO, é conjunção integrante. • “o impassível gigante que os contemplava com desprezo” substitui “gigante” (o gigante os contemplava com desprezo) = pronome relativo na função de sujeito do verbo contemplar; • “imperturbável a todos os golpes e a todos os tiros que lhe desfechavam no dorso” substitui as palavras “golpes” e “tiros” (desfechavam golpes e tiros no dorso) = pronome relativo na função de objeto direto do verbo desfechar; • “deixando sem um gemido que lhe abrissem as entranhas de granito” CUIDADO!!! Esse “que” não substitui “gemido”. Quem dá essa dica é a forma verbal “abrissem”, que, por estar flexionada no plural, indica que não poderia ser um pronome relativo com antecedente no singular (gemido). Ele inicia uma oração. Faça a análise a partir do contexto: “o gigante deixava que lhe abrissem as entranhas de granito sem um gemido” O gigante deixava ISSO sem um gemido. Melhor seria que a expressão “sem um gemido” estivesse isolada por vírgulas, por ser adverbial, mas essa pontuação é facultativa, como veremos na próxima aula. Como inicia uma oração que exerce a função sintática de objeto direto (“deixava que lhe abrissem as entranhas”), esse “que” é uma conjunção integrante.Vamos às opções: a) ERRADA. A terceira ocorrência é uma conjunção integrante, enquanto que as outras duas são pronomes relativos. b) CERTA. Como vimos, o pronome relativo (primeira ocorrência) exerce a função de sujeito do verbo contemplar. c) ERRADA. Não poderíamos retirar esse “que”, pois ele é um pronome relativo que retoma os substantivos “golpes” e “tiros”. d) ERRADA. Essa foi capciosa. O “que”, por ser uma conjunção integrante, não exerce função sintática nenhuma. Serve apenas como conectivo. Quem www.pontodosconcursos.com.br 33
  34. 34. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI exerce a função sintática do verbo deixar é toda a oração iniciada pela conjunção (que lhe abrissem as entranhas de granito). Maldade, hem? e) Somente na última ocorrência, o “que” é uma conjunção integrante.Por hoje é só. Grande abraço e bons estudos. www.pontodosconcursos.com.br 34

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