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  1. 1. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI PERÍODOSOi, pessoalTudo certinho? Estão estudando bastante?Para começar, vamos encerrar as buscas, iniciadas na aula 7, pelas letras de músicaque contenham o pronome CUJO.O vencedor foi Rômulo Faria. Ele nos trouxe mais uma. Vamos analisá-la:Viagem - João de Aquino e Paulo César PinheiroÓ, tristeza me desculpe, estou de malas prontasHoje a poesia veio ao meu encontro,já raiou o dia, vamos viajarVamos indo de caronaNa garupa leve do vento macioQue vem caminhando desde muito longe,lá do fim do marVamos visitar a estrela da manhã raiadaQue pensei perdida pela madrugada,mas que vai escondida querendo brincarSenta nessa nuvem clara,minha poesia ainda se preparaTraz uma cantiga,vamos espalhando música no arOlha quantas aves brancas, minha poesiaDançam nossa valsa pelo céu que o diafez todo bordado de raios de solÓ, poesia, me ajude,vou colher avencas,lírios, rosas, dáliasPelos campos verdes que você batiza de jardins do céuMas pode ficar tranqüila, minha poesiaPois nós voltaremos numa estrela guia,num clarão de lua quando serenarOu talvez até, quem sabe,nós só voltaremos no cavalo baioNo alazão da noite, CUJO nome é raio, raio de luarOs dois últimos versos registram o emprego correto do pronome relativo CUJO. Onome do cavalo baio (castanho) é RAIO DE LUAR. A relação entre NOME eCAVALO/ALAZÃO justifica o emprego do pronome.Parabéns, Rômulo, por sua contribuição primorosa.Até agora, fizemos diversas análises em relação aos elementos que compõem umaoração – sintaxe de concordância: harmonia entre verbo e sujeito (concordânciaverbal) ou entre o nome e os elementos a ele relacionados (concordância nominal);sintaxe de regência: relação entre o verbo (regência verbal) ou adjetivo, advérbioe substantivo (regência nominal) em função de seus complementos. www.pontodosconcursos.com.br 1
  2. 2. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIPara isso, analisamos a estrutura interna da oração. Para essa análise sintática,lançamos mão, muitas vezes, de uma só oração. Isso significa que a análise serealizava em um período simples.A partir da aula de hoje, veremos que, algumas vezes, em vez de um substantivo,um adjetivo ou um advérbio, temos uma oração que representa esses nomes.Forma-se, assim, o período composto.A aula de hoje certamente lhe parecerá familiar. Muitos dos conceitos já foramapresentados em aulas anteriores.Vamos relembrar alguns deles:Período Simples - É enunciado que possui uma única oração, que se chama oraçãoabsoluta.Período Composto - É o período constituído de duas ou mais orações, sabendo-seque cada oração é, obrigatoriamente, estruturada em torno de um verbo.O período composto pode ser formado por COORDENAÇÃO (orações independentes)ou SUBORDINAÇÃO (orações dependentes).I - ORAÇÕES COORDENADASAs orações coordenadas são independentes sintaticamente. Não exercem nenhumafunção sintática em relação a outra dentro do período.Quando não são introduzidas por conjunções (conectivos), são classificadas comoassindéticas. Vim, vi, venci.Se introduzidas por conjunções (conectivo), classificam-se como sindéticas,recebendo o nome da conjunção que as introduzem.Lembre-se: não se deve classificar uma oração considerando apenas a conjunçãoque a introduz. Deve-se, sim, analisar o seu sentido na frase para, então, classificara conjunção/oração.a) Aditivas (e, nem, mas também...) O ministro não pediu demissão e manteve sua posição anterior.b) Adversativa (mas, porém, todavia, contudo, entretanto) O ministro pediu demissão, mas o presidente não a aceitou.c) Explicativas (que, porque, e a palavra pois antes do verbo)Peçam a demissão dos seus assessores, pois eles pouco fazem para o bem do povo.d) Conclusivas (logo, portanto, por conseguinte, por isso, de modo que e apalavra pois no meio ou fim da oração) Os assessores pouco fazem pelo povo; devem, pois, deixar seus cargos.e) Alternativas (ou, ou ... ou, ora ... ora, quer ... quer, seja ... seja, já ... já,talvez ... talvez) O Congresso deve ser soberano, ou perderá a legitimidade. www.pontodosconcursos.com.br 2
  3. 3. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIPode ocorrer coordenação entre orações que se subordinam à mesma oraçãoprincipal. Veja o seguinte exemplo: Espero que passe no concurso e que seja o primeiro colocado.As orações “que passe no concurso” e “que seja o primeiro colocado” são oraçõessubordinadas em relação à oração principal “Espero”. No entanto, entre si, sãocoordenadas, pois estão ligadas por uma conjunção coordenativa aditiva. Nessescasos, pode-se manter apenas a primeira conjunção integrante (Espero que passe noconcurso e seja o primeiro colocado).ORAÇÕES INTERCALADAS – Sob essa denominação, incluem-se as orações que,apresentando informações adicionais, geralmente para esclarecimento, não sãointroduzidas por conjunções coordenativas. - Vá embora! – disse-me ela. Ele, que eu saiba, nunca estudou muito. Boaventura, permita-me o trocadilho, era sujeito de boa sorte.II - ORAÇÕES SUBORDINADASSão orações dependentes sintaticamente de outra.Exercem uma função sintática correspondente ao substantivo, adjetivo ouadvérbio, ou seja, esse termo sintático (sujeito, objeto direto, objeto indireto etc.)assume a forma de uma oração.Por isso, há orações principais (em que estão presentes os termos regentes) esubordinadas (termos regidos).Por exemplo: Os credores internacionais esperavam / que o Brasil suspendesse o pagamento dos juros.Nesse exemplo, a segunda oração está subordinada à primeira, pois exerce funçãosintática de objeto direto do verbo esperar (termo regente presente na oraçãoprincipal):Os credores internacionais esperavam ISSO - o quê?Resposta: “que o Brasil suspendesse o pagamento dos juros”Essa é um oração subordinada substantiva (está no lugar de um substantivo) queexerce, em relação à oração principal, a função sintática de objeto direto.Seu nome é oração subordinada substantiva objetiva direta. Meu primo que mora no Rio de Janeiro virá para a festa.Usamos um exemplo parecido com esse na aula passada. Eu pergunto: quantosprimos eu tenho? www.pontodosconcursos.com.br 3
  4. 4. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIResposta: Com certeza, mais de um, pois a oração que se liga de forma adjetiva aosubstantivo primo tem valor restritivo, ou seja, de todos os primos que eu tenho,aquele que mora no Rio de Janeiro virá para a festa.A oração subordinada adjetiva “que mora no Rio de Janeiro” exerce a funçãosintática de adjunto adnominal em relação à oração principal (limita o alcance dosubstantivo “primo”, designando-lhe uma característica própria: morador do Rio deJaneiro).É, portanto, uma oração subordinada adjetiva restritiva. Desde que você me ligou, não penso em outra coisa.A oração destacada indica o momento em que o fato expresso na oração principalteve início.Veja que a locução conjuntiva “desde que” apresenta valor temporal, atribuindo àoutra oração uma circunstância (de tempo, momento).Essa é, logo, uma oração subordinada adverbial temporal.Vamos analisar, agora, como classificar as orações subordinadas.1 - ORAÇÕES SUBORDINADAS SUBSTANTIVASSão aquelas que exercem função sintática própria de um substantivo. SÃO INICIADAS POR CONJUNÇÃO INTEGRANTE.Na identificação dessas orações, apresentamos: - sua condição de subordinada; - sua classe gramatical (substantiva); - e a função sintática que exerce em relação à principal (sujeito, objeto direto, objeto indireto, complemento nominal, predicativo do sujeito, aposto ou agente da passiva).Assim temos:a) Subjetiva – exerce a função de sujeito em relação ao verbo da principal. É importante / que tenhamos o equilíbrio da balança comercial.É importante ISSO.ISSO = que tenhamos o equilíbrio da balança comercial SUJEITO. Ainda se espera / que o governo mude as normas do imposto de renda.CUIDADO COM A VOZ PASSIVA O verbo ESPERAR é transitivo direto e estáacompanhado de um pronome SE – APASSIVADOR – com idéia passiva = caso devoz passiva sintética.O que se espera (o que é esperado?)? www.pontodosconcursos.com.br 4
  5. 5. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIResposta: “que o governo mude...” SUJEITO Ainda era esperado / que a equipe palmeirense se reabilitasse.Agora, temos um caso de voz passiva analítica:Ainda era esperado ISSO.ISSO = que a equipe palmeirense se reabilitasse SUJEITO. Consta / que haverá mudanças na equipe, caso o presidente seja reeleito.O verbo CONSTAR é um dos que, normalmente, apresenta um sujeito oracional.Como vimos, nos casos de sujeito sob a forma oracional, o verbo da oração principalfica na 3ª pessoa do singular = CONSTA ISSO (= Isso consta).ISSO = que haverá mudanças na equipe SUJEITO.b) Objetiva direta - Função de objeto direto em relação ao verbo da principal. Os contribuintes esperam / que o governo altere as normas do imposto de renda.Os contribuintes esperam ISSO.ISSO = que o governo altere as normas do imposto de renda objeto direto doverbo esperar.c) Objetiva indireta - exerce a função de objeto indireto em relação ao verbo daprincipal. O país necessita de / que se faça uma melhor distribuição de renda.O país necessita dISSO (de + ISSO).ISSO = que se faça uma melhor distribuição de renda objeto indireto do verbonecessitar.Lembre-se da lição apresentada na aula sobre Regência!!!Quando um objeto indireto vem sob a forma oracional (oração subordinadasubstantiva objetiva indireta), a preposição pode ser omitida, sem prejuízo para operíodo.Vimos naquela oportunidade uma questão de prova que explorou exatamente esseconhecimento.Já em relação à oração que complementa um nome (oração subordinada substantivacompletiva nominal – a próxima), não há consenso. Se em uma das opções tiver sidoomitida a preposição antes da oração, analise as demais alternativas antes de definircomo certo ou errado.d) Completiva nominal - exerce a função sintática de complemento nominal emrelação a um substantivo, adjetivo ou advérbio da principal. www.pontodosconcursos.com.br 5
  6. 6. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI O país tem necessidade de / que se faça uma reforma social.O país tem necessidade dISSO (de + ISSO).ISSO = que se faça uma reforma social complemento nominal do substantivonecessidade. O governador era contrário a / que mudassem as regras do jogo.O governador era contrário a ISSO.ISSO = que se mudassem as regras do jogo complemento nominal do adjetivocontrário. Percebia-se / que agia favoravelmente a / que mudassem as regras do jogo.Este é um bom exemplo de período composto por três orações. Vejamos quais sãoelas:- oração principal: Percebia-se (ISSO)O verbo perceber é transitivo direto e está acompanhado de pronome apassivador.O que era percebido? A resposta a essa pergunta apresenta a segunda oração.Resposta: que agia favoravelmente a oração subordinada substantiva subjetiva(sujeito da voz passiva sob a forma oracional, o que justifica a flexão do verboperceber na 3ª pessoa do singular – PERCEBIA-SE)Só que o complemento nominal ao advérbio favoravelmente está também sob aforma oracional – Agia favoravelmente a quê? (Introduz-se, agora, a terceira oraçãodo período composto)- que mudassem as regras do jogo oração subordinada substantiva completivanominal (complemento nominal ao advérbio favoravelmente).Como a preposição é exigência do advérbio, ela pertence à segunda oração (oraçãoem que o advérbio está presente).Agora, você percebeu como um período composto pode ser bem complexo, não émesmo?e) Predicativa - exerce a função de predicativo do sujeito em relação à principal. O medo dos empresários era / que sobreviesse uma violenta recessão.O medo dos empresários era ISSO.ISSO = que sobreviesse uma violenta recessão predicativo do sujeito.f) Apositiva - exerce a função de aposto em relação a um termo da principal. O receio dos jogadores era esse: / que o técnico não os ouvisse.O receio dos jogadores era esse: ISSO.ISSO = que o técnico não os ouvisse aposto. www.pontodosconcursos.com.br 6
  7. 7. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIg) Agente da passiva - exerce a função de agente da passiva em relação àprincipal. O assunto era explicado por / quem o entendia profundamente.Essa é a única função em que o esquema do ISSO não funciona muito bem, porque,em vez de uma conjunção integrante, é empregado um pronome indefinido.Por isso, o substituímos por outro pronome substantivo – “alguém”.O assunto era explicado por ALGUÉM.ALGUÉM = quem o entendia profundamente agente da passiva.2 - ORAÇÕES SUBORDINADAS ADJETIVASSão aquelas que exercem função sintática própria de um adjetivo. SÃO INICIADAS POR PRONOMES RELATIVOS.Seu “nome e sobrenome” será, então:- sua condição de subordinada;- sua classe gramatical (adjetiva);- e o alcance desse adjetivo (restritiva ou explicativa).a) Restritivas - Restringem, limitam o sentido de um termo da oração principal. Nãosão isoladas por vírgulas. A doença que surgiu nestes últimos anos pode matar muita gente.b) Explicativas - Explicam, generalizam o sentido de um termo da oração principal.São isoladas por vírgulas. As doenças, que são um flagelo da humanidade, já mataram muita gente.Você notou, assim, que, em relação à pontuação, as orações subordinadasadjetivas podem apresentar dois comportamentos:- VÍRGULA PROIBIDA – ORAÇÃO SUBORDINADA ADJETIVA RESTRITIVA – Emfunção de seu caráter restritivo (assim como ocorre com os adjetivos em geral:camisa vermelha, rapaz bonito), não pode haver pausa entre o termo regente e otermo regido.- VÍRGULA OBRIGATÓRIA – ORAÇÃO SUBORDINADA ADJETIVA EXPLICATIVA –Regra geral, os elementos de natureza explicativa se apresentam isolados porvírgulas, em função de seu caráter “acessório”, “dispensável”.Você leu aí em cima algum caso de “vírgula facultativa” em orações adjetivas?Certamente que não. www.pontodosconcursos.com.br 7
  8. 8. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIEsse conceito é importantíssimo para a aula sobre PONTUAÇÃO, pois essa “casca debanana” é muito comum em provas de diversas bancas.2.1 - FUNÇÃO SINTÁTICA DO PRONOME RELATIVO NA ORAÇÃO ADJETIVAAs orações subordinadas adjetivas são introduzidas por pronomes relativos: que,quem, o qual, a qual, cujo, onde, como, quando etc.Enquanto as conjunções são elementos conectivos e, por isso, não exercem funçãosintática nas orações subordinadas, o mesmo não acontece com os pronomesrelativos. Eles substituem um nome (substantivo ou pronome tido como referente).Assim, esses pronomes relativos poderão exercer, na oração subordinada adjetiva,as seguintes funções sintáticas:a) Sujeito Os trabalhadores exigiam aumento salarial. (PERÍODO SIMPLES = oração absoluta)Que trabalhadores eram esses que exigiam aumento salarial?Será formado, assim, um período composto, pois será necessário identificar essestrabalhadores. Os trabalhadores que fizeram greve exigiam aumento salarial. (= Os trabalhadores fizeram greve.)O pronome relativo que substitui, na oração adjetiva, o substantivo trabalhadores.O pronome exerce a função de sujeito dessa oração.CUIDADO: Se a banca perguntar quem é o sujeito da forma verbal fizeram, a suaresposta deverá ser: O PRONOME RELATIVO QUE.Como o pronome se refere ao substantivo “trabalhadores”, muita gente acha,indevidamente, que o substantivo é o sujeito da forma verbal fizeram. ERRADO!São duas as orações:- oração principal: Os trabalhadores exigiam aumento salarial- oração subordinada adjetiva restritiva: que fizeram greve.Agora que sabemos o que é um período composto e como ele se divide, vemos maisclaramente que “cada macaco está no seu galho”, ou seja, o substantivo da oraçãoprincipal “Os trabalhadores exigiam aumento salarial” não poderia exercer funçãosintática em outra oração, no caso, a oração subordinada adjetiva “que fizeramgreve”.No lugar do nome, colocou-se o pronome relativo, que (ESTE SIM) exerce a funçãosintática de sujeito.Assim, quem é o sujeito da forma verbal fizeram?Resposta: O PRONOME RELATIVO QUE.Ficou claro? Essa é uma pegadinha muito comum em provas, especialmente as daESAF e da CESPE UnB. Fique esperto(a)! www.pontodosconcursos.com.br 8
  9. 9. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIb) Objeto direto As reivindicações que os trabalhadores faziam preocupavam os empresários. (= Os trabalhadores faziam as reivindicações.)O que os trabalhadores faziam? Pela lógica, iríamos responder: reivindicações.Vamos dividir o período em orações:- oração principal: As reivindicações preocupavam os empresários.- oração subordinada adjetiva restritiva: que os trabalhadores faziamNa oração subordinada adjetiva, no lugar desse substantivo, foi empregado opronome relativo, que exerce, nessa oração, a função sintática de objeto direto.Então, quem exerce a função sintática de OBJETO DIRETO da forma verbal faziam?Resposta: O PRONOME RELATIVO QUE.c) Objeto indireto O aumento de que todos necessitavam proveria o sustento da casa. (= Todos necessitavam do aumento.)Todos necessitavam de quê? Resposta lógica: De aumento.Na oração subordinada adjetiva, quem faz as vezes de objeto indireto do verbonecessitar é o pronome relativo.- oração principal : O aumento proveria o sustento da casa.- oração subordinada adjetiva restritiva: de que todos necessitavamNote, agora, que o elemento que exige a preposição “de” é o verbo necessitar, daoração adjetiva (Alguém necessita de alguma coisa).Por isso, a preposição pertence à oração subordinada adjetiva e está sublinhada.Muito cuidado na divisão do período em orações: A PREPOSIÇÃO FICA NAORAÇÃO EM QUE ESTÁ PRESENTE O TERMO REGENTE.d) Complemento nominal O aumento de que todos tinham necessidade proveria o sustento da casa. (= Todos tinham necessidade do aumento.)De que todos tinham necessidade? Resposta lógica: do aumento.No lugar desse nome, foi colocado um pronome relativo, que exerce a funçãosintática de complemento nominal ao substantivo necessidade.- oração principal: O aumento proveria o sustento da casa- oração subordinada adjetiva restritiva: de que todos tinham necessidadeMais uma vez, quem exige a preposição é um elemento presente na oraçãosubordinada adjetiva (o substantivo necessidade), motivo que nos levou asublinhar também aquele vocábulo. www.pontodosconcursos.com.br 9
  10. 10. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIe) Predicativo do sujeito O grande mestre que ele sempre foi agradava a todos.Ele sempre foi o grande mestre no lugar da expressão sublinhada, foi empregadoum pronome relativo.Dividindo o período:- oração principal: O grande mestre agradava a todos.- oração subordinada adjetiva restritiva: que ele sempre foiEntão, quem exerce a função de predicativo do sujeito da forma verbal foi ?Resposta: O PRONOME RELATIVO QUE.f) Adjunto adnominal Os peregrinos de cujas contribuições a paróquia dependia retornaram à sua cidade. (= A paróquia dependia das contribuições dos peregrinos.)Entre os substantivos peregrinos e contribuições, existe uma relação desubordinação, o que justifica o emprego do pronome relativo cujo.Essa é uma característica desse pronome relativo (CUJO e flexões). Ele sempreexerce a função sintática de adjunto adnominal, exatamente por estabelecer umarelação entre dois substantivos com idéia ativa (“os peregrinos contribuem” acontribuição dos peregrinos adjunto adnominal).A diferença entre adjunto adnominal e complemento nominal será assunto denossa próxima aula – Termos da Oração.Vamos dividir o período:- oração principal – Os peregrinos retornaram à sua cidade.- oração subordinada adjetiva restritiva – de cujas contribuições a paróquiadependiaVimos anteriormente que, caso um elemento da oração subordinada exija umapreposição, essa será colocada antes do pronome relativo.A paróquia dependia das contribuições dos peregrinos.Como o verbo depender exige a preposição “de”, esta foi empregada antes dopronome relativo “cujo”, que estabelece a relação entre “contribuições” e“peregrinos”.g) Adjunto adverbial Observem o jeitinho como ela se requebra. (= Ela se requebra com jeitinho.) www.pontodosconcursos.com.br 10
  11. 11. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIO pronome relativo como introduz a oração que indica o modo como ela se requebra– essa é uma circunstância (modo) e, portanto, o pronome relativo exerce a funçãosintática de adjunto adverbial.BIZU: Os pronomes relativos como e onde, por introduzirem elementoscircunstanciais, sempre exercerão na oração adjetiva a função sintática de adjuntoadverbial. Já o pronome cujo (e flexões), por estabelecer a ligação entre doissubstantivos com idéia ativa, exercerá sempre na oração adjetiva a função deadjunto adnominal.3 - ORAÇÕES SUBORDINADAS ADVERBIAISSão aquelas que exercem função sintática própria de advérbio, ou seja, adjuntoadverbial em relação à principal. SÃO INICIADAS POR CONJUNÇÃO ADVERBIAL.Agora, toda a oração subordinada exerce, em relação à oração principal, a funçãosintática de adjunto adverbial.As circunstâncias apresentadas podem ser as seguintes:a) Causal Todos se opuseram a ele porque não concordavam com suas idéias.Apresenta-se, na oração subordinada adverbial causal, o motivo da oposição detodos (presente na oração principal).:::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::É importante destacar a diferença entre a oração subordinada adverbial causal ea oração coordenada sindética explicativa, pois muitas das conjunçõesempregadas em uma e em outra se assemelham. SUBORDINADA CAUSAL X COORDENADA EXPLICATIVAEm alguns momentos, as orações subordinadas adverbiais causais e as oraçõescoordenadas explicativas apresentam semelhanças que podem dificultar sua análise.Porém, um pouco de atenção para os aspectos que vamos assinalar pode ser degrande utilidade.Na primeira, está presente a relação CAUSA x CONSEQÜÊNCIA. Ele pegou a doença porque andava descalço.CAUSAL Causa: andava descalço Conseqüência: pegou a doençaNote, agora, a diferença para o seguinte exemplo: Não ande descalço, porque vai pegar uma doença.EXPLICATIVA Ordem: Não ande descalço Explicação: vai pegar umadoençaNa aula passada, apresentamos uma série de elementos que possibilitam essadistinção. Alguns dão certo; outros, nem tanto. Para relembrar quais são eles, dêuma olhadinha no comentário à questão 13. www.pontodosconcursos.com.br 11
  12. 12. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIAdriano da Gama Kury (em Novas Lições de Análise Sintática) nos indica uma formaque, a princípio, parece ser a melhor de todas.Para que seja causal, a oração subordinada poderia, sem nenhum prejuízo para acoerência, ser trocada por outra oração reduzida de infinitivo e iniciada pelapreposição por: Ele pegou a doença porque andava descalço Ele pegou a doença por andar descalço.Isso não seria possível em uma oração coordenada explicativa.:::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::::b) Condicional Se houvesse opiniões contrárias, o acordo seria desfeito.Na oração subordinada adverbial condicional, foi estabelecida a condição para odesfazimento do acordo (oração principal).c) Temporal Assim que chegou a casa, resolveu os problemas.Indica-se, na oração subordinada adverbial temporal, o momento em que serãoresolvidos os problemas (oração principal).d) Proporcional Quanto mais obstáculos surgiam, mais ele se superava.A idéia de proporção é apresentada na oração subordinada adverbial proporcional,em associação ao “mais” presente na oração principal.e) Final O pai sempre trabalhou para que os filhos estudassem.A finalidade do trabalho do pai (oração principal) está presente na oraçãosubordinada adverbial final.f) Conformativa Os jogadores procederam segundo o técnico lhes ordenara.Para introduzir a oração subordinada conformativa, poderiam ter sido empregadas asconjunções/locuções conjuntivas conforme, segundo, de acordo com, dentreoutras. www.pontodosconcursos.com.br 12
  13. 13. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIg) Consecutiva Suas dívidas eram tantas que vivia nervoso.Apesar de não ser uma regra, costumam ser associados à oração subordinadaadverbial consecutiva os pronomes tão, tanto, tal, presentes na oração principal.h) Concessiva Embora enfrentasse dificuldades, procurava manter a calma.Na oração subordinada adverbial concessiva, apresenta-se um fato que, emboracontrário ao apresentado na oração principal, não impede que este se realize.i) Comparativa Ele sempre se comportou tal qual um cavalheiro.Apresenta-se, na oração subordinada adverbial comparativa, o segundo elemento deuma comparação.Alguns autores acrescentam mais dois tipos de orações subordinadasadverbiais, não registrados pela Nomenclatura Gramatical Brasileira (NGB):j) Locativas Fique onde quiser.Equivalem a um adjunto adverbial de lugar. Apresentam-se desenvolvidas semconjunção, introduzidas por advérbio de lugar onde (combinado ou não compreposição).l) Modais Faça como quiser.Equivalem a um adjunto adverbial de modo. Expressam a maneira como serárealizado o fato enunciado na oração principal.III - ORAÇÕES REDUZIDASNão são introduzidas por conjunção e possuem verbo em uma das formas nominais(infinitivo, particípio ou gerúndio).a) Infinitivo (pessoal ou impessoal)Exemplo 1. Todos sabiam ser impossível a manutenção da política econômica.Todos sabiam ISSOISSO = ser impossível a manutenção da política econômica. www.pontodosconcursos.com.br 13
  14. 14. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIA oração reduzida de infinitivo está no lugar de um substantivo e exerce a funçãosintática de objeto direto do verbo saber (da oração principal).Por isso, chama-se:ORAÇÃO SUBORDINADA SUBSTANTIVA OBJETIVA DIRETA REDUZIDA DEINFINITIVO.Exemplo 2. Seria bom manteres a calma nesse momento.Seria bom ISSO nesse momento.ISSO = manteres a calmaA oração reduzida de infinitivo ocupa o lugar de um substantivo e exerce a funçãosintática de sujeito da oração principal (ISSO seria bom nesse momento).ORAÇÃO SUBORDINADA SUBSTANTIVA SUBJETIVA REDUZIDA DEINFINITIVO.b) GerúndioExemplo 3. Entrando na sala de aula, foi recebido com frieza.A oração reduzida de gerúndio apresenta o momento em que o sujeito da oraçãoprincipal foi recebido com frieza. Assim, indica uma circunstância (tempo, momento).É chamada, portanto, de:ORAÇÃO SUBORDINADA ADVERBIAL TEMPORAL REDUZIDA DE GERÚNDIO.Exemplo 4. Vencendo seus adversários futuros, o clube ganhará o campeonato.Note o valor condicional da oração reduzida de gerúndio: Caso vença seusadversários futuros = Vencendo seus adversários futuros, o clube ganhará ocampeonato.A oração subordinada recebe o nome de:ORAÇÃO SUBORDINADA ADVERBIAL CONDICIONAL REDUZIDA DEGERÚNDIO.c) ParticípioExemplo 5. Realizado o congresso internacional, percebeu-se a gravidade da moléstia.A oração reduzida de particípio pode atribuir um valor de momento à estrutura: apartir da realização do congresso internacional, percebeu-se a gravidade da moléstia.ORAÇÃO SUBORDINADA ADVERBIAL TEMPORAL REDUZIDA DE PARTICÍPIO. www.pontodosconcursos.com.br 14
  15. 15. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIExemplo 6. Encontrado o autor dos assaltos, a população ficará aliviada.O tempo verbal da oração principal é decisivo para a identificação da circunstânciaapresentada pela oração subordinada.Nessa construção, o valor é condicional: Caso seja encontrado o autor dos assaltos,a população ficará aliviada.ORAÇÃO SUBORDINADA ADVERBIAL CONDICIONAL REDUZIDA DEPARTICÍPIO.Veja, agora, como pode ser alterada a interpretação se o tempo do verbo da oraçãoprincipal for também modificado:Exemplo 7. Encontrado o autor dos assaltos, a população ficou aliviada.Agora, a oração subordinada atribui à estrutura um valor causal: Porque foiencontrado o autor dos assaltos, a população ficou aliviada.Por não apresentar uma conjunção, mais do que nunca é necessária a análise dacircunstância apresentada pela oração ao período, para que seja realizada suaclassificação.Para isso, na maioria das vezes, é necessário voltar ao texto. Não tenha preguiça nahora da prova – muita gente perde um ponto valioso por acreditar somente namemória ou no que a banca argumenta. Volte ao texto quantas vezes foremnecessárias!Há pouco tempo, discutia-se muito a estrutura oracional da advertência veiculadapelo Ministério da Saúde nos comerciais de medicamentos.Víamos duas formas de apresentação: Ao persistirem os sintomas, procure um médico. A persistirem os sintomas, procure um médico.Afinal, existe diferença entre a primeira e a segunda construção?A resposta é SIM!Na primeira, o fato de persistirem os sintomas é “quase” certo – só não se sabe omomento em que isso ocorrerá. A oração reduzida de infinitivo, por ter sido iniciadapor “ao”, equivale a: Quando persistirem os sintomas / Assim que persistirem ossintomas / Tão logo persistam os sintomas....Veja como essa construção se assemelha a: Ao entrar em casa, deparou-se com obandido.O valor temporal da oração subordinada adverbial é bem notório nesse últimoexemplo.Por isso, na primeira estrutura, a oração subordinada adverbial tem valor temporal. www.pontodosconcursos.com.br 15
  16. 16. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIJá na segunda, há um valor condicional: Caso persistam os sintomas, procure ummédico.E aí, como deveria, então, ser veiculada essa advertência: sob a forma temporal(fato futuro e certo) ou condicional (fato futuro e incerto)? Acredito que da segundamaneira, pois o remédio, em princípio, deveria eliminar os sintomas da enfermidade.Caso isso não ocorra, o médico deverá ser consultado – e a gramática também!!!IV - CONCEITO DE ORAÇÃO PRINCIPAL E ORAÇÃO SUBORDINADAAgora que estamos prestes a encerrar nossa aula sobre PERÍODOS, podemosperceber que essa denominação de “oração principal” é bem relativa.Em um período composto, pode haver diversas orações, que, como numaengrenagem, se ligam umas às outras.Assim, pode ser que uma oração subordinada a outra tenha uma terceira oração quese subordine a ela. Em relação a essa terceira, a oração subordinada (a segunda)será considerada uma oração principal.Complicou? Vamos desatar o nó com exemplo. O livro que me pediu será entregue a quem estiver disposto a recebê-lo.1ª oração (principal): O livro será entregue a2ª oração (subordinada adjetiva restritiva em relação ao substantivo livro): que mepediu3ª oração (subordinada substantiva objetiva indireta reduzida de infinitivo): quemestiver disposto a4ª oração (subordinada substantiva completiva nominal reduzida de infinitivo, emrelação ao adjetiva disposto): recebê-lo.A 2ª oração é subordinada à primeira, ou seja, exerce a função sintática de adjuntoadnominal ao substantivo presente na oração principal (livro).O mesmo ocorre com a 3ª oração, que é o objeto indireto do verbo da oraçãoprincipal (entregar).Já a 4ª oração exerce uma função sintática em relação ao elemento presente na 3ªoração. Assim, a 3ª oração, que é subordinada em relação à primeira, é principalem relação à 4ª oração. www.pontodosconcursos.com.br 16
  17. 17. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIPoderíamos, então, resumir os conceitos apresentados na aula de hoje no seguinteesquema: PERÍODO COMPOSTO - CLASSIFICAÇÃO DAS ORAÇÕES ASSINDÉTICAS - QUANTO AO CONECTIVO SINDÉTICASCOORDENADAS ADITIVAS ADVERSATIVAS - QUANTO AO VALOR ALTERNATIVAS CONCLUSIVAS EXPLICATIVASSUBORDINADAS SUBJETIVAS OBJETIVAS DIRETAS OBJETIVAS INDIRETAS SUBSTANTIVAS PREDICATIVAS COMPLETIVAS NOMINAIS APOSITIVAS AGENTE DA PASSIVA RESTRITIVAS ADJETIVAS EXPLICATIVAS ADVERBIAIS CAUSAIS CONDICIONAIS TEMPORAIS PROPORCIONAIS FINAIS CONFORMATIVAS www.pontodosconcursos.com.br 17
  18. 18. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI CONSECUTIVAS CONCESSIVAS COMPARATIVAS LOCATIVAS MODAISAté a próxima aula!QUESTÕES DE FIXAÇÃO1 - (FGV / ICMS MS - Fiscal de Rendas / 2006)Essa chave é o instrumento simbólico mais eficiente da ideologia dominante (que,como dizia Marx, é sempre a ideologia das classes dominantes): é ela que insiste emnos convencer que as desigualdades sociais são naturais, que não há alternativapara o capitalismo, que o socialismo já foi tentado e fracassou.A oração que não há alternativa para o capitalismo deve ser corretamenteclassificada como:(A) oração subordinada substantiva apositiva.(B) oração subordinada substantiva completiva nominal.(C) oração subordinada substantiva objetiva direta.(D) oração subordinada substantiva objetiva indireta.(E) oração subordinada substantiva subjetiva.2 - (FUNDEC / TJ MG / 2002)Assinale a alternativa em que a oração sublinhada tenha sido CORRETAMENTEanalisada.a) Parece que não haverá mudanças no Ministério da Economia. (oração subordinadasubstantiva subjetiva)b) Como disse o primeiro entrevistado, não há motivo para pânico. (oraçãosubordinada adverbial comparativa)c) A atriz declarou que não sabia como tinha sido furtada. (oração subordinadaadverbial comparativa)d) Lembrei-o de que não poderíamos nos atrasar mais. (oração subordinadasubstantiva objetiva direta)3 - (FUNDEC / TJ MG / 2002)Assinale a alternativa que apresente análise INCORRETA da oração sublinhada.a) Encerrada a palestra, foram jantar. (oração subordinada adverbial temporal)b) Caso a febre persista, telefone-me. (oração subordinada adverbial condicional) www.pontodosconcursos.com.br 18
  19. 19. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIc) Era verdade que tudo não passara de um engano. (oração principal)d) Quem estuda passa. (oração subordinada adjetiva restritiva)4 - (FUNDAÇÃO JOÃO GOULART/ SMF – ANALISTA PLANEJAMENTO / 2005)“Outro estímulo para as empresas de ônibus adotarem o gás natural é amelhoria da rede de distribuição desse combustível no Brasil.”O segmento em destaque nessa frase não é adequadamente substituído na seguintealternativa:A) Outro estímulo para que as empresas de ônibus adotem o gás natural é amelhoria da rede de distribuição desse combustível no Brasil.B) Outro estímulo que incentiva as empresas de ônibus a adotar o gás natural é amelhoria da rede de distribuição desse combustível no Brasil.C) Outro estímulo de as empresas de ônibus adotarem o gás natural é a melhoria darede de distribuição desse combustível no Brasil.D) Outro estímulo para a adoção do gás natural pelas empresas de ônibus é amelhoria da rede de distribuição desse combustível no Brasil.5 - (FUNDAÇÃO JOÃO GOULART / PGM RJ / 2005)“Quando os filhos saem de casa e entram na universidade ou no trabalho, ainterferência dos pais começa a enfraquecer.”Nessa frase do texto, as orações coordenadas mantêm com a principal as seguintesrelações semânticas:A) Condição e causalidade.B) Conformidade e condição.C) Temporalidade e causalidade.D) Temporalidade e conformidade.6 - (FUNDEC / TRT 1ª.Região / 2003)Dentre as mudanças feitas abaixo na oração sublinhada no período “A análise dagenealogia das famílias dos cortadores de cana, considerando pelo menos três aquatro gerações, demonstra que a reprodução social deste segmento da força detrabalho se orienta por três perspectivas” (linhas 1-5), aquela em que se alterou oseu sentido original é:A) consideradas pelo menos três a quatro gerações;B) desde que se considerem pelo menos três a quatro gerações;C) quando se consideram pelo menos três a quatro gerações;D) caso sejam consideradas pelo menos três a quatro gerações;E) por serem consideradas pelo menos três a quatro gerações.7 - (FUNDAÇÃO JOÃO GOULART/ SMF – ANALISTA PLANEJAMENTO / 2005) www.pontodosconcursos.com.br 19
  20. 20. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI“Além disso, o Brasil firmou um acordo no qual se compromete a comprar parte daprodução da Bolívia, aumentando ainda mais a oferta de gás no mercadointerno.”Nesse trecho, a oração iniciada no gerúndio expressa valor semântico de:A) conformidade.B) conseqüência.C) condição.D) causa.8 - (NCE UFRJ / Guarda Municipal /2002)“Polícia”Vigilância exercida pela autoridade competente para manter a ordem e o bem-estarpúblicos em todos os ramos dos serviços do Estado e em todas as partes oulocalidades; corporação que engloba os órgãos e instituições incumbidos de fazerrespeitar essas leis ou regras e de reprimir e perseguir o crime”.(Pequeno dicionário jurídico)“...para manter a ordem e o bem-estar públicos...”; se esta oração reduzidaadotasse a forma desenvolvida, sua forma correta seria:a) para que se mantesse a ordem e o bem-estar públicos;b) para que se mantessem a ordem e o bem-estar públicos;c) afim de que se mantenham a ordem e o bem-estar públicos;d) afim de que se mantivessem a ordem e o bem-estar públicos;e) para que se mantivesse a ordem e o bem-estar públicos.9 - (NCE UFRJ / TRE RJ Auxiliar Judiciário / 2001)Mas, desculpe minha infinita ignorância, por que enviar à forca uma mulher que nojulgamento perdoou ao frio assassino do filho?O número de orações neste período do texto é:a) uma;b) duas,c) três;d) quatro;e) cinco.10 - (FGV / ICMS MS - Fiscal de Rendas / 2006) www.pontodosconcursos.com.br 20
  21. 21. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIMas ainda não há um programa alternativo maduro que se contraponha à euforia doprograma conservador, aplicado por gente que foi de esquerda e aplaudido peladireita.Quantos verbos há no trecho acima?(A) seis(B) cinco(C) quatro(D) três(E) dois11 – Agora vamos treinar. Divida os períodos e classifique as oraçõessubordinadas substantivas:a) Aprendi que devemos falar a verdade.b) Falta resolver as últimas questões.c) Tenho receio de que fales a verdade.d) Ignoro quem fez a pergunta.e) Convém que tomes alguma atitude.f) A verdade é que ninguém a deseja.g) Avisei-o de que havíamos chegado.h) Alguém deve saber quando ela viaja.i) Este trabalho foi feito por quem entende do assunto.GABARITOS COMENTADOS DAS QUESTÕES DE FIXAÇÃO1–DOlha aí o que comentamos a respeito da omissão de preposição antes de oraçõesque exercem função sintática de objeto indireto!!!Vamos ter um certo trabalhinho, mas, para compreensão, teremos de dividir operíodo composto em orações. Vamos lá!é ela que insiste em nos convencer que as desigualdades sociais são naturais, quenão há alternativa para o capitalismo, que o socialismo já foi tentado e fracassou.Para começar, notamos a expressão de realce “é que” em “é ela que insiste...”.Vamos eliminá-la: Ela insiste em nos convencer...Já no início, temos duas orações:- Ela insiste em (oração principal)Ela insiste nISSO. www.pontodosconcursos.com.br 21
  22. 22. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIISSO = nos convencer (oração subordinada substantiva objetiva indiretareduzida de infinitivo – Virgem Maria, isso é um palavrão!!!)Vamos, agora, analisar a segunda oração (que é subordinada em relação à primeira– Ela insiste em – e principal em relação às orações que se seguem).Bem, alguém convence outra pessoa (objeto direto) de alguma coisa (objetoindireto).O complemento indireto do verbo convencer, nessa construção, rege a preposiçãode.Como esse complemento vem sob a forma oracional, a preposição pode ser omitida,e assim o foi:Ela insiste em nos convencer (de):1 - que as desigualdades são naturais2 – que não há alternativa para o capitalismo3 – que o socialismo já foi tentado e fracassouComo complemento indireto do verbo convencer, temos três orações indicadasacima.Elas, em relação à sua oração principal (nos convencer), são subordinadas erecebem o nome de oração subordinada substantiva objetiva indireta.Entre si, são orações coordenadas assindéticas, ou seja, sem conjunçãocoordenativa.Estruturas como essa, em que os períodos são ligados tanto por coordenação (entresi) e por subordinação (em relação à principal), recebem a designação de períodomisto, ou seja, composto simultaneamente por coordenação e subordinação.Note que, na terceira oração subordinada substantiva objetiva indireta(ufa!!!), há duas outras orações coordenadas: o socialismo já foi tentado e (osocialismo) fracassou.Ótimo esse treino, não é mesmo?!?!?Felizmente, a escassez de questões pôde ser compensada pela qualidade das queencontramos.2–ATradicionalmente, o verbo parecer vem acompanhado de sujeito oracional. Nessecaso, como já vimos por diversas vezes, o verbo fica na 3ª pessoa do singular.Fazendo a análise, poderíamos trocar toda a oração pelo pronome substantivodemonstrativo ISSO: Parece ISSO.ISSO = “que não haverá mudanças no Ministério da Economia”.Pois essa oração exerce a função sintática de sujeito do verbo parecer.Está correta a análise da opção a. www.pontodosconcursos.com.br 22
  23. 23. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIEm relação às demais opções, cabe-nos comentar:b) Como disse o primeiro entrevistado, não há motivo para pânico.A oração em destaque é, sim, uma oração subordinada adverbial. Só que acircunstância que ela apresenta não é de comparação (não podemos decorar listas,lembra?), mas de conformidade. Troquemos, pois, por outra conjunçãoconformativa:Segundo disse o primeiro entrevistado / Conforme disse o primeiro entrevistado.Viu como fez sentido? Está, portanto, incorreta a análise.c) A atriz declarou que não sabia como tinha sido furtada.Nesse período composto, temos três orações, a saber:Oração principal = A atriz declarou“A atriz declarou ISSO”ISSO = que não sabia (2ª oração)Como a oração pôde ser substituída pelo pronome ISSO, é uma oração subordinadasubstantiva (e não “adverbial”, como indica o examinador).O verbo declarar é transitivo direto. Seu complemento (objeto direto) está sob aforma oracional. Assim, a oração se chama: oração subordinada substantivaobjetiva direta.“que não sabia ISSO”ISSO = como tinha sido furtada (3ª oração)Essa oração que complementa o verbo saber (verbo transitivo direto) tambémexerce a função sintática de objeto direto. A única diferença é que, em vez de umaconjunção integrante, a oração foi iniciada por um advérbio como.d) Lembrei-o de que não poderíamos nos atrasar mais.Quase que o examinador acerta essa... Lembra-se da aula sobre regência? O verboLEMBRAR-SE (pronominal) é transitivo indireto e rege a preposição “de”. O mesmoacontece com o verbo ESQUECER-SE.Essa mesma transitividade se aplica tanto com pronome reflexivo, quanto comcomplemento direto sob a forma de outra pessoa (lembrar alguém de alguma coisa),como apresentado na questão: (eu) lembrei alguém (representado pelo pronomeoblíquo “o”) de alguma coisa..Lembrei-o dISSO.ISSO = que não poderíamos nos atrasar mais (objeto indireto)Trata-se de uma oração subordinada substantiva objetiva indireta.Ainda que a preposição fosse omitida (“Lembrei-o que não poderíamos nos atrasarmais”), não haveria alteração na classificação dessa oração.Só mais um detalhe: a preposição é exigida pelo verbo da oração principal (lembrei-o de ...). Por isso, não deveria ter sido sublinhada, pois não pertence à oraçãosubordinada, e sim à principal. www.pontodosconcursos.com.br 23
  24. 24. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI3–D a) Encerrada a palestra, foram jantar. Esse é um caso de oração reduzida. A oração reduzida de particípio indica o momento em que o fato expresso na oração principal ocorreu. É, portanto, uma oração subordinada adverbial temporal reduzida de particípio. Houve a omissão dessa última parte. Por isso, devemos analisar todas as opções para verificar a existência de um erro, e não de uma simples omissão como essa. b) Caso a febre persista, telefone-me. A oração subordinada indica uma condição para que o evento expresso na oração principal venha a se efetivar. É, portanto, uma oração subordinada adverbial condicional. Está correta a análise. c) Era verdade que tudo não passara de um engano. A oração em destaque é mesmo a principal do período composto. A outra oração, iniciada pela conjunção integrante, representa o sujeito dessa oração principal: “Era verdade ISSO” = que tudo não passara de um engano. d) Quem estuda passa. A oração sublinhada é o sujeito do verbo passar. Deveremos classificá-la, pois, como uma oração subordinada substantiva subjetiva. Em vez de uma conjunção, foi empregado um pronome indefinido. Por ser o sujeito da oração principal (representada somente pelo verbo: passa), a norma culta condena uma vírgula entre esses elementos. Podemos, também, analisar a oração subordinada substantiva subjetiva. O pronome indefinido “quem” atua como sujeito da forma verbal “estuda”.4–CA oração em destaque tem valor de finalidade.As opções a, b e d apresentam formas em que esse valor não foi alterado: a) “para que as empresas de ônibus adotem o gás natural” – houve apenas a alteração de oração reduzida de infinitivo para uma oração desenvolvida (com conjunção). b) “que incentiva as empresas de ônibus a adotar o gás natural” – a idéia de finalidade foi mantida. d) “para a adoção do gás natural pelas empresas de ônibus” – houve apenas uma troca do verbo pelo substantivo correspondente, mantendo-se o sentido – no lugar de “as empresas adotarem”, usou-se “a adoção pelas empresas”.Na opção c, a mudança da preposição alterou o valor da construção. Na novaestrutura, poderíamos entender que o estímulo partiu das empresas, e não dogoverno.A troca, portanto, não seria válida.5–CNessa construção, as duas orações subordinadas adverbiais estão coordenadas entresi. Elas apresentam à oração principal duas circunstâncias: tempo e causa. www.pontodosconcursos.com.br 24
  25. 25. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIA partir do momento (temporalidade) em que os filhos saem de casa e entram nauniversidade ou no trabalho, e também em virtude disso (causalidade), ainterferência dos pais começa a enfraquecer.Assim, são apresentadas, simultaneamente, as relações semânticas de tempo(momento) e causa (motivo).6–EDe acordo com o texto, realiza-se uma análise genealógica das famílias doscortadores de cana, respeitada a condição de serem consideradas pelo menos trêsa quatro gerações.Por isso, estão corretas as estruturas que mantém o aspecto condicional dessaoração: consideradas (reduzida de particípio), desde que se considerem,quando se consideram, caso sejam consideradas (conjunções condicionais).Já em “por serem consideradas pelo menos três a quatro gerações”, alterou-se ovalor de condicional para causal (“em virtude de terem sido consideradas...”).Houve, assim, alteração semântica na estrutura da opção e.7–BO Brasil firmou um acordo em que se compromete a comprar parte da produção degás da Bolívia. Esse fato levou a um aumento ainda maior na oferta de gás nomercado interno.Entre esses dois eventos, verifica-se uma relação de CAUSA e CONSEQÜÊNCIA. Nosegundo período, apresenta-se o reflexo (aumento da oferta de gás no mercadointerno) do fato descrito no primeiro (compromisso brasileiro em comprar parte daprodução boliviana).Por isso, a oração reduzida de gerúndio, em destaque no enunciado, apresenta valorconsecutivo (b – conseqüência).8–ESerão analisados aspectos de concordância verbal e nominal, conjugação verbal emanutenção dos aspectos semânticos em função da troca de conjunção.Vamos verificar cada uma das opções:a) Em “para que se mantesse a ordem e o bem-estar públicos”, houve erro naconjugação do verbo manter, que segue a conjugação do verbo ter – “para que setivesse / para que se mantivesse”.b) O mesmo se repetiu nessa opção: “para que se mantessem” deveria sersubstituído por “para que se mantivessem”.c) e d) Acertaram na conjugação (as duas formas seriam válidas: a primeira situa ofato no condicional presente – mantenham – e a segunda, no condicional passado –mantivessem), mas erraram na indicação da locução conjuntiva. O vocábulo afim www.pontodosconcursos.com.br 25
  26. 26. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKI(juntinho) significa “o que apresenta afinidade” (pessoas afins, vocábulos afins). Alocução deve ser escrita “a fim de que”, com o “a fim” separadinho.O sujeito composto do verbo manter está após o verbo. Mesmo sendo umaconstrução de voz passiva, é possível realizar a concordância somente com oprimeiro elemento: a ordem – “para que se mantivesse a ordem e o bem-estarpúblicos”. Já o adjetivo “públicos”, ao se flexionar no plural, deixou clara suareferência aos dois elementos (ordem e bem-estar).9–CA palavra “Mas” que inicia o segmento não possui, na estrutura, função sintáticanenhuma. É usado, principalmente na linguagem oral, para introduzir falas,apresentar argumentos, ligar idéias (Mas, o que você queria saber?).As orações são:1 – desculpe minha infinita ignorância – um bom exemplo de oração intercalada, emque o autor interrompe a linha de raciocínio principal para prestar algumesclarecimento ou fazer alguma observação.2 – por que enviar à forca uma mulher – oração interrogativa (principal)3 – que no julgamento perdoou ao frio assassino do filho – oração subordinadaadjetiva restritiva (em relação ao substantivo “mulher”).São três as orações do período.10 – BPara a análise, vamos dividir o período em orações, destacando os verbos.O segmento já começa com uma conjunção adversativa:- Mas ainda não há um programa alternativo maduro – oração coordenadasindética adversativaEm seguida, tem início uma oração que restringe o conceito de “programa alternativomaduro”:- que se contraponha à euforia do programa conservador – oração subordinadaadjetiva restritiva (em relação ao substantivo programa)Outras orações subordinadas adjetivas reduzidas de particípio se referem àexpressão “programa conservador”:- aplicado por gente- aplaudido pela direitaAinda que se considerasse somente o valor adjetivo de tais expressões, não hádúvidas de que seriam adjetivos formados a partir da forma participial dos verbosaplicar e aplaudir, atendendo ao pedido do enunciado (“Quantos verbos há notrecho acima?”). www.pontodosconcursos.com.br 26
  27. 27. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIO substantivo “gente” da oração “aplaudido por gente” foi acompanhado de umaoração subordinada adjetiva restritiva:- que foi de esquerdaSão, portanto, CINCO verbos: há, contraponha, aplicado, foi e aplaudido.11 -a) Aprendi / que devemos falar a verdade.Aprendi ISSO = que devemos falar a verdade (objeto direto)Oração subordinada substantiva objetiva direta.b) Falta / resolver as últimas questões.Falta ISSO = resolver as últimas questões (SUJEITO)Oração subordinada substantiva subjetiva reduzida de infinitivo.c) Tenho receio de/ que fales a verdadeTenho receio d ISSO = que fales a verdade (COMPLEMENTO NOMINAL)Oração subordinada substantiva completiva nominalObs: A preposição pertence à oração principal, por exigência do substantivoRECEIO.d) Ignoro / quem fez a perguntaIgnoro ISSO = quem fez a pergunta (OBJETO DIRETO)Oração subordinada substantiva objetiva diretae) Convém / que tomes alguma atitude.Convém ISSO = que tomes alguma atitude (SUJEITO)Oração subordinada substantiva subjetivaf) A verdade é / que ninguém a deseja.A verdade é ISSO = que ninguém a deseja (PREDICATIVO DO SUJEITO)Oração subordinada substantiva predicativa do sujeitog) Avise-o de / que havíamos chegado.Avise-o dISSO / que havíamos chegado (OBJETO INDIRETO)Oração subordinada substantiva objetiva indireta www.pontodosconcursos.com.br 27
  28. 28. CURSOS ON-LINE – PORTUGUÊS – CURSO REGULAR PROFESSORA CLAUDIA KOZLOWSKIh) Alguém deve saber / quando ela viaja.Alguém deve saber ISSO = quando ela viaja. (OBJETO DIRETO)Oração subordinada substantiva objetiva diretai) Este trabalho foi feito por / quem entende do assuntoOração subordinada substantiva agente da passivaBons estudos e até a próxima! www.pontodosconcursos.com.br 28

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