Aula leit e produção de texto

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Aula leit e produção de texto

  1. 1. A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios. Por isso, cante, chore, dance, ria e viva intensamente, antes que a cortina se feche e a peça termine sem aplausos - Charles Chaplin. LEITURA E PRODUÇÃO DE TEXTO Professora Valdilena
  2. 2. METODOLOGIA DE TRABALLHO A SALA DEVE SE ORGANIZAR EM GRUPOS. A PRESENÇA É FUNDAMENTAL. ATIVIDADES SERÃO FEITAS EM GRUPO E INDIVIDUAL (ORAL / ESCRITA); NA SALA E DURANTE A SEMANA. AVALIAÇÃO ACONTECE DURANTE AS AULAS, SEREMOS AVALIADOS POR GRUPOS AVALIADORES, PELA MEDIADORA DO PROCESSO E CADA UM POR SI PRÓPRIO (AUTOAVALIAÇÃO) Professora Valdilena
  3. 3. LEITURA A leitura é uma atividade interacional, exige dos usuários da língua conhecimentos prévios de tipos diferentes: conhecimentos linguísticos, conhecimentos enciclopédicos ou de mundo, e conhecimentos textuais.
  4. 4. TEXTO  É UM EVENTO COMUNICATIVO EM QUE CONVERGEM AÇÕES LINGUÍSTICAS, SOCIAIS E COGNITIVAS.  UMA SEQUÊNCIA COERENTE DE SENTENÇAS.  UM TEXTO É UMA UNIDADE SEMÂNTICA, OU SEJA DE SENTIDO.
  5. 5. OS URUBUS E OS SABIÁS Tudo aconteceu numa terra distante, no tempo que os bichos falavam... Os urubus, aves por natureza becadas, mas sem grandes dotes para o canto, decidiram que, mesmo contra a natureza, eles haveriam de se tornar grandes cantores. E para isto fundaram escolas e importaram professores, gargarejaram dó-ré-mi-fá, mandaram imprimir diplomas, e fizeram competições entre si, para ver quais deles seriam os mais importantes e teriam a permissão de mandar nos outros. I
  6. 6. Foi assim que eles organizaram concurso e se deram nomes pomposos, e o sonho de cada urubuzinho, instrutor em início de carreira, era se tornar um respeitável urubu titular, a quem todos chamavam por Vossa Excelência. Tudo ia muito bem até que a doce tranquilidade da hierarquia dos urubus foi estremecida. A floresta foi invadida por bandos de pintassilgos tagarelas, que brincavam com os canários e faziam serenatas com os sabiás... I
  7. 7. Os velhos urubus entortaram o bico, o rancor encrespou a testa, e eles convocaram pintassilgos, sabiás e canários para um inquérito. “ – Onde estão os documentos dos seus concursos ?” E as pobres aves se olharam perplexas , porque nunca haviam imaginado que tais coisas houvessem. Não haviam passado por escolas de canto, porque o canto nascera com elas. E nunca apresentaram um diploma para provar que sabiam cantar, mas cantavam, simplesmente... – Não, assim não pode ser. Cantar sem a titulação é um desrespeito à ordem.” E os urubus, em uníssono, expulsaram da floresta os passarinhos que cantavam sem alvarás... MORAL: Em terra de urubus diplomados não se ouve canto de sabiá.
  8. 8. QUE SENTIDO TEM ESSE TEXTO? (O QUE ELE REPRESENTA PARA VOCÊ/S) PRODUZA UM TEXTO NA 1ª PESSOA DO PLURAL SOBRE O SENTIDO QUE ESSE TEXTO TEM PARA VOCÊ/S. PASSE ESSE MESMO TEXTO PARA 3ª PESSOA DO SINGULAR E APRESENTE SALA MODIFICAÇÕES QUE ACONTECERAM. QUE TERMOS DO TEXTO REFEREM-SE A OUTROS TERMOS? O TERMO TUDO REMETE A OUTRO TERMO OU A SEQUÊNCIA DO TEXTO?
  9. 9. COESÃO MECANISMOS QUE VÃO TECENDO O TEXTO. CONCEITO SEMÂNTICO QUE SE REFERE AS RELAÇÕES DE SENTIDO EXISTENTES NO INTERIOR DO TEXTO E QUE O DEFINEM COMO UM TEXTO. A COESÃO OCORRE QUANDO A INTERPRETAÇÃO DE ALGUM ELEMENTO DO DISCURSO É DEPENDENTE DO OUTRO. UM PRESSUPÕE O OUTRO, NO SENTIDO DE QUE NÃO PODE SER EFETIVAMENTE DECODIFICADO A NÃO SER POR RECURSO AO OUTRO.
  10. 10. COERÊNCIA Possibilidade de estabelecer um sentido para o texto. É o que faz com que o texto faça sentido para os usuários, devendo, portanto, ser entendida como um princípio de interpretalidade, ligada à inteligibilidade do texto numa situação de comunicação e à capacidade que o receptor tem para calcular o sentido deste texto.
  11. 11. COERÊNCIA – SENTIDO, LÓGICA. COESÃO – LIGAÇÃO - CONJUNÇÃO, PREPOSIÇÃO LOCUÇÕES PREPOSITIVAS. COESÃO E COERÊNCIA ESTÃO LIGADAS. • Qualquer classe gramatical pode estar relacionada a coesão. • Ex.: Fui à universidade. Lá estava tumultuado.
  12. 12. ELIPSE – omissão de um termo que não foi mencionado. Ex.: O celular tocou. (telefone). ZEUGMA – omissão de um termo que já apareceu. Omissão de um termo que já apareceu. Ex.: Leio jornais, ele, revista.
  13. 13. REFERÊNCIA TEXTUAL REFERÊNCIA DENTRO DO TEXTO. PROCESSOS ENDOFÓRICOS *ENDO –DENTRO *FÓRICOS – APONTA PARA ALGUÉM. REFERENTES DENTRO DO TEXTO.
  14. 14. PROCESSOS ENDOFÓRICOS ANAFÓRICO CATAFÓRICO EXOFÓRICO ANAFÓRA – o referente está dentro do texto (aponta para alguém /algo anterior). Ex.: João viajou. O idiota não perguntou se eu queria ir. Catáfora – o referente está dentro do texto (aponta para alguém/algo que vem depois. Ex.: Isto é muito legal: ele ter viajado. EXÓFORA – FORA DO TEXTO. Ex.: Amanhã eu estarei aqui. (Digamos que isto foi escrito em um guardanapo e encontrado na mesa de uma lanchonete, AMANHÃ? QUE AMANHÃ?
  15. 15. DISCURSO DIRETO DISCURSO INDIRETO O discurso é direto quando são as personagens que falam. O narrador, interrompendo a narrativa, põe-nas em cena e cede-lhes a palavra. O discurso direto caracteriza-se pela reprodução fiel da fala do personagem. "- Por que veio tão tarde? perguntou-lhe Sofia, logo que apareceu à porta do jardim, em Santa Teresa. - Depois do almoço, que acabou às duas horas, estive arranjando uns papéis. Mas não é tão tarde assim, continuou Rubião, vendo o relógio; são quatro horas e meia. - Sempre é tarde para os amigos, replicou Sofia, em ar de censura." No discurso indireto não há diálogo, o narrador não põe as personagens a falar diretamente, mas faz-se o intérprete delas, transmitindo ao leitor o que disseram ou pensaram. O discurso indireto ocorre quando o narrador utiliza suas próprias palavras para reproduzir a fala de um personagem. "A certo ponto da conversação, Glória me disse que desejava muito conhecer Carlota e perguntou por que não a levei comigo."
  16. 16. DISCURSO DIRETO DISCURSO INDIRETO - Desejo muito conhecer Carlota. Disse-me Glória, a certo ponto da conversação. - Por que não a trouxe consigo? Discurso Direto - Bom dia. Estou procurando um vestido para minha mulher. - O senhor sabe o número dela? - Ela é meio gordinha. - O maior tamanho que temos é 44. - Acho que é esse o número dela. Ou 44 ou 88. - Vou apanhar uns modelos para o senhor ver. O homem entrou na loja, saudou o vendedor e lhe disse que estava procurando um vestido para sua mulher. O vendedor lhe perguntou o número e ele apenas disse que sua mulher era um pouco gorda, ao que o vendedor respondeu que o maior número que tinham na loja era o 44. O homem afirmou que esse era o número dela, mas que também podia ser o 88. O vendedor saiu e foi buscar alguns modelos para que o homem pudesse vê-los."
  17. 17. QUEM É ESTE EU? QUE LUGAR É ESTE? AGORA VEJA: DIA 30 DE NOVEMBRO,EU, PROFESSORA VALDILENA ESTAREI VIAJANDO.
  18. 18. TEXTO O SHOW O cartaz O desejo O pai O dinheiro O ingresso O dia A preocupação A ida O estádio A multidão A expectativa A música A vibração A participação O fim A volta O vazio
  19. 19. TRANSFORME O TEXTO USANDO ELEMENTOS QUE UNAM AS PALAVRAS E QUE MANTENHAM A SEQUÊNCIA DE SENTIDO.
  20. 20. OS SETE FATORES RESPONSÁVEIS PELA TEXTUALIDADE COESÃO, COERÊNCIA, INTENCIONALIDADE, SITUACIONALIDADE, ACEITABILIDADE, INTERTEXTUALIDADE, INFORMATIVIDADE. Intencionalidade diz respeito à intenção do produtor de elaborar um texto – seja ele oral ou escrito – coeso e coerente, de modo a cumprir a função sociocomunicativa. Aceitabilidade diz respeito à predisposição do receptor de considerar um texto coeso e coerente e colaborar no processo de produção de sentido. Informatividade as informações veiculadas através dos textos escritos ou visuais, como anúncios, artes plásticas, artigos, dentro outros tipos de textos. Situacionalidade diz respeito à adequação do texto à situação sociocomunicativa. Esse fator de textualidade está ligado às expectativas, às crenças e aos objetivos dos agentes envolvidos no processo de interlocução. Intertextualidade respeito aos fatores que fazem tanto a produção quanto a recepção de um texto dependentes do conhecimento que os agentes envolvidos no processo sociocomunicativo têm de outros textos.
  21. 21. . PARÁFRASE – a ideia do texto é confirmada no novo texto, é dizer com outras palavras o que já foi dito. Meus olhos brasileiros se fecham saudosos Minha boca procura a ‘Canção do Exílio’. Como era mesmo a ‘Canção do Exílio’? Eu tão esquecido de minha terra… Ai terra que tem palmeiras Onde canta o sabiá! (Carlos Drummond de Andrade, “Europa, França e Bahia”). PARÓDIA – o novo texto contesta ou ridiculariza o teto original. Minha terra tem palmares onde gorjeia o mar Os passarinhos daqui não cantam como os de lá. (Oswald de Andrade, “Canto de regresso à pátria”).
  22. 22. PENSANDO EM TEXTO, LEITURA E PRODUÇÃO... GRUPO 1 RECEITA DE REMÉDIO GRUPO 2 TEXTO PUBLICITÁRIO GRUPO 3 ARGUMENTOS CONTRA A CORRUPÇÃO NA POLÍTICA GRUPO 4 RECEITA DE BOLO GRUPO 5 REGRAS DE UM JOGO GRUPO 6 UMA NOTÍCIA Professora Valdilena
  23. 23. DIFERENÇA ENTRE TIPO TEXTUAL E GÊNERO TEXTUAL Tipos Textuais: narrativo, descritivo, dissertativo/argumentativo, injuntivo, exposição. A tipologia textual é reconhecida pela forma como se apresentam os textos, como se designa a natureza linguística do texto, como se dá sua estrutura, seus aspectos sintáticos. Gêneros textuais: tipos de textos que usamos no nosso dia a dia, eles exercem uma função social, pois constituem formas de organização da nossa linguagem. São textos que tanto oralmente como na escrita auxiliam na comunicação. Alguns gêneros textuais: notícia jornalística, reportagem jornalística, bilhete, outdoor...
  24. 24. Tipos textuais Narração: conto, piada, romance, novela, notícia, relato... Dissertação/argumentação: texto de opinião, debate, editorial, resenha... Exposição: artigo científico, seminário, palestra, resumo, fichamento, reportagem... Injunção: receita de bolo, regras de jogo, manual de instrução, receita médica... Descrição: perfil em comunidade, relatório, texto publicitário...
  25. 25. GÊNEROS TEXTUAIS EM ESTUDO
  26. 26. Reportagem e artigo de opinião Índice Reportagem Notícia Entrevista Relato Artigo de Opinião RedeGlobo/Divulgação Pelé e Serginho Groisman durante gravação de entrevista para o programa "Altas Horas", da Rede Globo.
  27. 27. Reportagem Reportagem é uma sequência investigativa Apresenta: origem, causa e efeito; texto extenso e profundo, muitas vezes, partindo da notícia. Textos Informativos Entrevistas ou depoimentos Notícias Quadros Legendas Gráficos mapas Informativos
  28. 28. 28 Texto curto informativo Intenciona relatar, de forma objetiva e impessoal, um acontecimento real, atual, extraordinário e de interesse geral. TRAUMANN, Thomas.No coração da selva.Folha de S.Paulo,27 de maio,p.1-6.Caderno Especial) Notícia
  29. 29. 29 •Título – deve ser curto e preciso referindo o fato principal (obrigatório); •Subtítulo – refere-se a fatos particulares relevantes (facultativo); •Lead, Cabeçalho ou Entrada – o primeiro parágrafo da notícia funciona como um resumo . Deve ser muito bem redigido para conseguir atrair o interesse do leitor e responder a quatro questões fundamentais e obrigatórias: Quem?, Quando?,Onde, O quê?; •Corpo da notícia – corresponde ao segundo parágrafo e seguintes (se existirem). São dadas informações complementares, que servem para complementar o conhecimento dos fatos. Normalmente responde às seguintes questões: Como?, Por quê? Estrutura da Notícia Funai quer brancos distantes das tribos Para a fundação, se permanecerem à distância da sociedade, índios viverão mais felizes do que tribos conhecidas Às Margens de dois rios da reserva indígena do vale do Javari, no sudoeste do Estado do Amazonas, vivem alguns dos últimos povos do planeta que nunca tiveram contato com o resto da sociedade. Não se sabe quantos são, que língua falam e por que decidiram viver isolados até de outras tribos indígenas.(...) TRAUMANN, Thomas.No coração da selva.Folha de S.Paulo,27 de maio,p.1-6.Caderno Especial
  30. 30. 30 Entrevista Entrevista registra um diálogo sobre determinado assunto Tem a intenção de garantir maior aproximação entre o leitor e os fatos Entrevista 1 “Branco assim eu não tinha visto”, diz índio Vestindo uma camiseta com a inscrição”Flórida”, um calção e um boné de campanha do governador Amazonino Mendes, o índio Sabá era o cacique da tribo dos djapás que vivia isolada no rio Curuena. (...) Folha – Antes, vocês moravam na floresta. Por que vocês mudaram para perto dos camaris ? Sabá - Para ganhar tabaco, sal, sabão. A gente quer facão. A gente precisa de facão. Eles [os Camaris].. (...) Negrito Mudança da fala Trecho introdutório situa o leitor Travessão Informação para leitores TRAUMANN, Thomas.No coração da selva.Folha de S.Paulo,27 de maio,p.1-6.Caderno Especial
  31. 31. 31 Relato Relato Objetivo ...Para proteger os índios desconhecidos, a equipe da Funai esquadrinhou 5274 km de rios e 80 km de selva amazônica(...) TRAUMANN, Thomas.No coração da selva.Folha de S.Paulo,27 de maio,p.2.Caderno Especial Relato Pessoal ...Foram 43 dias de vida pelo avesso.Acompanhar a expedição da Funai foi a experiência mas intimidante da minha carreira e da do fotógrafo Flávio Florido(...) TRAUMANN, Thomas.No coração da selva.Folha de S.Paulo,27 de maio,p.6.Caderno Especial Razão objetividade Emoção subjetividade
  32. 32. A argumentação Índice Argumentação: organização interna RoyaltyFree A argumentação Argumentação:um arranjo linguístico Argumentação ou dissertação Os textos argumentativos O Editorial Operadores e recursos argumentativos
  33. 33. 33 Artigo de Opinião Exposição de ideias do próprio autor por meio de um veículo de comunicação (jornais, revistas, internet) O texto deve apresentar ideias defendidas pelo autor argumentos para sustentá- las
  34. 34. 34 A mania nacional da transgressão leve Michael kepp Pequenos delitos são transgressões leves que passam impunes e, no Brasil, estão tão institucionalizados que os transgressores nem têm ideia de que estão fazendo algo errado. (...) No ano passado, o grupo de adolescentes que furou a enorme fila para assistir ao show gratuito de Nana Vasconcelos, na qual eu e outros esperávamos por horas, impediu nossa liberdade. Outros pequenos delitos causam danos porque representam uma pequena parte da reação em cadeia que corrói o tecido social. Apesar dos delitos pequenos estarem institucionalizados demais para notar ou serem tentadores demais para resistir, dizer “não” a eles beneficia a sociedade... KEPP, Michael. A mania nacional da transgressão. In: Folha de S.Paulo, 26 de ago.2004. Suplemento Folha Equilíbrio/site:www.michaelkepp.com.br-acesso em jun.2005 ideias defendidas pelo autor argumentos para sustentá- las Conclusão: sugestões e reforço da ideia Artigo de Opinião
  35. 35. A objetividade e a subjetividade Textos argumentativos mais objetivos Textos argumentativos mais subjetivos • predomina o caráter impessoal • predomina a intuição ou a sensibilidade do autor • a defesa da tese geralmente baseia-se em opiniões pessoais • a defesa da tese geralmente baseia-se em argumentos técnicos e/ou científicos
  36. 36. A argumentação Argumentar é... ...com o intuito de... ...expressar um posicionamento em relação a um assunto... ...construir um encadeamento lógico de ideias guiado pelo raciocínio... ...influir no ponto de vista do outro. ...apresentar um ponto de vista de forma clara. ...levantar elementos para uma possível análise ou reflexão: argumentos, fatos, dados, testemunhos etc... ...desenvolver e concluir uma tese.
  37. 37. Operadores e recursos argumentativos Operadores argumentativos – palavras e expressões capazes de introduzir um significado, enfatizá-lo ou insinuá-lo. Recursos argumentativos – seleção das ideias e sua apresentação em função do fio persuasivo.
  38. 38. Argumentação ou dissertação argumentação dissertação • tipo característico de arranjo linguístico que pode ser concretizado por meio de diversos textos e gêneros • tipo de texto,gênero textual predominantemente argumentativo, um gênero textual • possibilita a expressão de um ponto de vista em comentários opinativos, ensaios, críticas de cinema, cartas de opinião etc. • é comum em produções escolares e em exames de vestibulares
  39. 39. Operadores e recursos argumentativos Operadores argumentativos • conectivos conjuncionais – explicitam a relação de sentido entre as ideias do texto (mas – oposição; nem – adição; logo – conclusão etc.); • introdutores de pressupostos – palavras e expressões denotativas (até, nem mesmo, inclusive, também etc.); • intensificadores e modalizadores – reforçam a noção semântica ou acrescentam uma noção constrativa ao termo (só, somente, apenas, no mínimo, quando muito etc); • modalizadores valorativos – exprimem a posição do enunciador em relação às ideias do texto (lamentavelmente, sinceramente, talvez, acreditar, supor, saber, isto, aquilo, esta, essa, bom, ruim, excelente, desastroso, divertido, chato etc.); • reformuladores – retificam e/ou esclarecem ideias já expostas (ou seja, melhor dizendo, aliás, quer dizer etc.);
  40. 40. Texto Dissertativo- Argumentativo  Deve-se ter como preocupação persuadir o leitor e transmitir informações que se pretende como conhecimentos verdadeiros, e dessa forma se tornar convincente.  Diante do tema, o autor deve se posicionar acerca do assunto e, através dos seus argumentos, demonstrar conhecimento de mundo. É preciso domínio da língua, seleção de conteúdos pelos seus valores reais, organizando-os de forma coesa e coerente entre os assuntos, que serão fechados na conclusão, completando assim, o ponto de vista inicial.
  41. 41. A argumentação Para os contrários aos meios de massa, o produto cultural perderia inevitavelmente a sua qualidade caso fosse veiculado por TV ou rádio. Uma sinfonia, por exemplo, não teria a mesma qualidade daquela executada em um concerto. Essa posição, radical, como se vê, levou o estudioso italiano Umberto Eco a qualificar de apocalípticos os que criticam a priori os meios de comunicação, não os aceitando como culturais. Para os contrários aos meios de massa, o produto cultural perderia inevitavelmente a sua qualidade caso fosse veiculado por TV ou rádio. Uma sinfonia, por exemplo, não teria a mesma qualidade daquela executada em um concerto. Essa posição, radical, como se vê, levou o estudioso italiano Umberto Eco a qualificar de apocalípticos os que criticam a priori os meios de comunicação, não os aceitando como culturais. Para os contrários aos meios de massa, o produto cultural perderia inevitavelmente a sua qualidade caso fosse veiculado por TV ou rádio. Uma sinfonia, por exemplo, não teria a mesma qualidade daquela executada em um concerto. Essa posição, radical, como se vê, levou o estudioso italiano Umberto Eco a qualificar de apocalípticos os que criticam a priori os meios de comunicação, não os aceitando como culturais. O autor do texto não concorda com aqueles que são contrários aos meios de comunicação. posição defendida O autor reforça sua posição, trazendo o testemunho de um “estudioso”, de quem dificilmente alguém discordará. Souza Jésus Barbosa de.Meios de comunicação de massa:Jornal, televisão, rádio.São Paulo: Scipione, 1996.
  42. 42. Argumentação : organização interna introdução desenvolvimento conclusão deixa claro o tema que será abordado apanhado geral das ideias expostas levantamento de argumentos e encadeamento lógico de ideias ou ou posição categórica do autor uma dúvida ou interrogação
  43. 43. A argumentação A partir de 1920, a repercussão do novo meio de comunicação de massas era notável. Uma demanda febril de aparelhos receptores assolou os Estados Unidos e a Inglaterra. Em 1921 o número de emissoras nos Estados Unidos era de 4, passando a 29 em 1922 e a 382 no início de 1923. A publicidade começava a veicular, o que tornava o novo meio bastante viável economicamente. Em 1927, havia 7 milhões de aparelhos somente nos EUA. A partir de 1920, a repercussão do novo meio de comunicação de massas era notável. Uma demanda febril de aparelhos receptores assolou os Estados Unidos e a Inglaterra. Em 1921 o número de emissoras nos Estados Unidos era de 4, passando a 29 em 1922 e a 382 no início de 1923. A publicidade começava a veicular, o que tornava o novo meio bastante viável economicamente. Em 1927, havia 7 milhões de aparelhos somente nos EUA. A partir de 1920, a repercussão do novo meio de comunicação de massas era notável. Uma demanda febril de aparelhos receptores assolou os Estados Unidos e a Inglaterra. Em 1921 o número de emissoras nos Estados Unidos era de 4, passando a 29 em 1922 e a 382 no início de 1923. A publicidade começava a veicular, o que tornava o novo meio bastante viável economicamente. Em 1927, havia 7 milhões de aparelhos somente nos EUA. A partir de 1920, a repercussão do novo meio de comunicação de massas era notável. Uma demanda febril de aparelhos receptores assolou os Estados Unidos e a Inglaterra. Em 1921 o número de emissoras nos Estados Unidos era de 4, passando a 29 em 1922 e a 382 no início de 1923. A publicidade começava a veicular, o que tornava o novo meio bastante viável economicamente. Em 1927, havia 7 milhões de aparelhos somente nos EUA. A partir de 1920, a repercussão do novo meio de comunicação de massas era notável. Uma demanda febril de aparelhos receptores assolou os Estados Unidos e a Inglaterra. Em 1921 o número de emissoras nos Estados Unidos era de 4, passando a 29 em 1922 e a 382 no início de 1923. A publicidade começava a veicular, o que tornava o novo meio bastante viável economicamente. Em 1927, havia 7 milhões de aparelhos somente nos EUA. levantamento de dados datas números indiscutíveis para o leitor Souza Jésus Barbosa de.Meios de comunicação de massa:Jornal, televisão, rádio.São Paulo: Scipione, 1996.
  44. 44. A argumentação A televisão é o mais poderoso meio de comunicação de massas do século XX, quanto aos elementos que veicula e tendo-se em vista o alvo coletivo virtual. Ela seria uma espécie de liquidificador cultural, capaz de diluir cinema, teatro, música, literatura, tudo em um só espetáculo, fornecendo assim uma reforçada vitamina eletrônica para o público. A televisão é o mais poderoso meio de comunicação de massas do século XX, quanto aos elementos que veicula e tendo-se em vista o alvo coletivo virtual. Ela seria uma espécie de liquidificador cultural, capaz de diluir cinema, teatro, música, literatura, tudo em um só espetáculo, fornecendo assim uma reforçada vitamina eletrônica para o público. tese e conclusão o autor apresenta seu argumento como uma verdade absoluta e categórica Souza Jésus Barbosa de.Meios de comunicação de massa:Jornal, televisão, rádio.São Paulo: Scipione, 1996.
  45. 45. Termos bastante utilizados na argumentação: conjunções subordinativas conjunções coordenativas ordenadores e organizadores textuais porque, que, pois, visto que, já que, embora, ainda que, se bem que, conquanto etc. mas, porém, todavia, contudo, entretanto, logo, portanto, pois, assim, por isso etc. do mesmo modo; não só...mas também; por um lado...por outro lado; em primeiro lugar...em segundo lugar; para começar...finalmente; por fim; para concluir; em síntese; como já foi dito etc.
  46. 46. introdução desenvolvimento conclusão Como qualquer outro animal, o primeiro contato do homem com a realidade se dá pelos cinco sentidos. Na verdade, as cores dos objetos por nós percebidas resultam do bombardeio que partículas do objeto, “viajando” em ondas, fazem sobre nossa retina. O som que ouvimos são ondas que deslocam o ar e impressionam nossos tímpanos. O calor e o frio dependem de movimentos mais ou menos acelerados de moléculas em contato com a superfície de nosso corpo. Isso equivale a dizer que visão, olfato, audição, tato e paladar “sentem” as propriedades dos objetos. Sentindo os objetos, conhecemos o verde da árvore, o ruído do avião, o cheiro da pipoca, o gosto do café, a maciez do algodão. O universo dos objetos físicos é, pois, conhecido pela sensação de suas características. Como qualquer outro animal, o primeiro contato do homem com a realidade se dá pelos cinco sentidos. Na verdade, as cores dos objetos por nós percebidas resultam do bombardeio que partículas do objeto, “viajando” em ondas, fazem sobre nossa retina. O som que ouvimos são ondas que deslocam o ar e impressionam nossos tímpanos. O calor e o frio dependem de movimentos mais ou menos acelerados de moléculas em contato com a superfície de nosso corpo. Isso equivale a dizer que visão, olfato, audição, tato e paladar “sentem” as propriedades dos objetos. Sentindo os objetos, conhecemos o verde da árvore, o ruído do avião, o cheiro da pipoca, o gosto do café, a maciez do algodão. O universo dos objetos físicos é, pois, conhecido pela sensação de suas características. Como qualquer outro animal, o primeiro contato do homem com a realidade se dá pelos cinco sentidos. Na verdade, as cores dos objetos por nós percebidas resultam do bombardeio que partículas do objeto, “viajando” em ondas, fazem sobre nossa retina. O som que ouvimos são ondas que deslocam o ar e impressionam nossos tímpanos. O calor e o frio dependem de movimentos mais ou menos acelerados de moléculas em contato com a superfície de nosso corpo. Isso equivale a dizer que visão, olfato, audição, tato e paladar “sentem” as propriedades dos objetos. Sentindo os objetos, conhecemos o verde da árvore, o ruído do avião, o cheiro da pipoca, o gosto do café, a maciez do algodão. O universo dos objetos físicos é, pois, conhecido pela sensação de suas características. CORDI CASSIANO ET AL. Para filosofar. São Paulo: Scipione, 2000. Argumentação : organização interna
  47. 47. A estrutura argumentativa do editorial Editorial - texto que reflete a opinião de um jornal. Privilégios intoleráveis A posse de um filho seu como superintendente federal da Agricultura Pecuária e Abastecimento em Pernambuco ofereceu-se ao presidente da Câmara dos Deputados como uma nova oportunidade para que ele externasse,sem meias palavras, sua convicção de que o nepotismo, ao contrário do que indica o senso geral, não é de todo repulsivo. (...) Não é porque o nepotismo assumiu há séculos, em vários âmbitos da Administração Pública brasileira, um contorno de assustadora banalidade que todos deveremos admiti-lo como prática saudável e legítima.(...) (...) É duro reconhecer que o nepotismo não se combaterá apenas com mais leis.Só será banido da cena brasileira quando a Administração Pública profissionalizar-se num nível que a faria sempre pairar acima de poderes, de governos,humores e estilos(...) introdução – apresenta sucintamente uma questão (perceba a ironia) argumentação – desenvolve seus argumentos e refuta possíveis argumentos contrários conclusão – finaliza, expondo de modo condensado sua posição (perceba a linguagem sóbria e objetiva) O Liberal, Belém, 12abr.2005
  48. 48. Texto Dissertativo- Argumentativo Objetivo: Expor, argumentar ou desenvolver uma tema proposto, analisando-o sob um determinado ponto de vista e fundamentando-o com argumentos convincentes, em defesa de nossas posições. É discorrer sobre um ponto de vista, opinando ou persuadindo.
  49. 49. Texto Dissertativo- Argumentativo Dissertação implica em discussão de ideias, argumentação, raciocínio, organização de pensamento, defesa de pontos de vista, descoberta de soluções. Significa refletir sobre o mundo que nos cerca. O TEXTO DISSERTATIVO é aquele que expressa uma TESE (um ponto de vista) sobre determinado ASSUNTO, apoiada em dados, fatos (exemplos), fundamentações; enfim, em ARGUMENTOS (informações que comprovem sua tese).
  50. 50. Texto Dissertativo- Argumentativo Um texto dissertativo precisa ter uma estrutura bem organizada. Nesse sentido, os maiores problemas de um texto dissertativo são: -Expor as ideias desordenadas no papel; -falta de uma linha de raciocínio (coerência); -não relacionar uma ideia com outra (coesão); -não provar absolutamente nada.
  51. 51. Texto Dissertativo- Argumentativo As partes da dissertação devem estar bem definidas e intimamente ligadas. O modo de se estruturar a redação é o que mais se valoriza para a inteligibilidade do texto.
  52. 52. Texto Dissertativo- ArgumentativoA Introdução deve:  Apresentar a ideia núcleo do texto  Apontar o que o texto tratará no desenvolvimento Transmitir a mensagem de modo que fique clara e objetiva para o leitor.
  53. 53. Texto Dissertativo- Argumentativo DESENVOLVIMENTO – Parte encarregada pelo desdobramento da ideia central. Corresponde à exposição dos argumentos que comprovam o ponto de vista contido na introdução. Pode haver mais de um
  54. 54. Texto Dissertativo- Argumentativo •Parte que se discorre sobre o assunto abordado pela tese; •Utiliza-se de fatos e de exemplos; •Fatos e argumentos fazem com que o conteúdo ideológico da tese seja plenamente
  55. 55. Texto Dissertativo- Argumentativo Conclusão Síntese das ideias. Apontamento da solução para as questões abordadas no desenvolvimento.
  56. 56. Texto Dissertativo- Argumentativo CONCLUSÃO: É o acabamento da redação, parte que “amarra” o texto. Não deve ser iniciada abruptamente, como também não pode ser acabada de súbito. Pode funcionar de três maneiras: Retomada da ideia central, a fim de confirmá-la; Resumo das ideias principais apresentadas e discutidas; Sugestão de soluções para a resolução da problemática abordada.
  57. 57. Texto Dissertativo- Argumentativo Observações: 1 – A linguagem tende à impessoalidade, por isso os verbos e os pronomes são empregados na 3ª pessoa do singular. 2 – A variedade linguística predominante é a padrão. A linguagem neste tipo de texto é denotativa, isto é, preocupada com a informação. Deve ser uma linguagem impessoal e objetiva, com emprego formal da língua (padrão).
  58. 58. Texto Dissertativo- Argumentativo TERRA DE CEGOS Há um conto de H. G. Wells, chamado A terra dos cegos, que narra o esforço de um homem com visão normal para persuadir uma população cega de que ele possui um sentido do qual ela é destituída; fracassa, e afinal a população decide arrancar-lhe os olhos para curá-lo de sua ilusão. Discuta a ideia central do conto, comparando-a com a do ditado popular “Em terra de cego quem tem um olho é rei”. Em sua opinião essas ideias são antagônicas ou você vê um modo de conciliá-las?
  59. 59. A AUDÁCIA DE ENXERGAR À FRENTE A capacidade de estar à frente de seu tempo quase nunca confere ao seu possuidor alguma vantagem. A dureza das sociedades humanas em aceitar certas noções desmente, não raro, o ditado popular que diz que “Em terra de cego quem tem um olho é rei”. Exemplos, a história é pródiga em nos apresentar. Sócrates foi obrigado, pela sociedade ateniense, a tomar cicuta, em razão de suas ideias. Giordano Bruno, que concebeu a terra como um simples planeta, tal como sabemos hoje, foi chamado herege e queimado. Darwin debateu-se contra a incompreensão e condenação de suas ideias, mais tarde aceitas. Ainda hoje, temos exemplos de procedimentos similares. Oscar Arias, presidente da Costa Rica e prêmio Nobel da Paz, ainda há pouco tempo se debatia contra a sociedade de seu país, que teimava em colocar obstáculos à sua atuação. Em tempo: o mérito de Oscar Arias nem era o de estar à frente de seu tempo, mas simplesmente o de analisar os problemas do presente. Esse mal não será curado tão cedo. Isso porque as pessoas que conseguem enxergar à frente apresentam ao homem o que ele odeia desde tempos imemoriais: a necessidade de rever as próprias convicções. Enquanto esse ódio – ou será medo – não for superado, a humanidade continuará mandando outros “Giordano Bruno” para a fogueira da incompreensão e do isolamento. E, ignorando as pessoas de visão, continuará cega para o futuro e para si mesma.
  60. 60. ESCRITA “É A TRADUÇÃO DE PENSAMENTOS E INSPIRAÇÕES DE DIVERSAS FORMAS”. A ESCRITA ENVOLVE ASPECTOS DE NATUREZA VARIADA (LINGUÍSTICA, PRAGMÁTICA, COGNITIVA, SÓCIO- HISTÓRICA E CULTURAL). ESCRITA COM FOCO NA INSPIRAÇÃO: CONHECER O PÚBLICO ALVO PARA GARANTIR A INTERAÇÃO; UTILIZAÇÃO DE ESTRATÉGIAS POR PARTE DO ESCRITOR. SELEÇÃO, ORGANIZAÇÃO E DESENVOLVIMENTO DAS IDÉIAS. ESCRITA E ATIVAÇÃO DE CONHECIMENTO LINGUAGEM/MUNDO/PRÁTICAS SOCIAIS
  61. 61. Segundo a Pragmática o contexto dentro do qual a comunicação foi efetivada influi na compreensão do enunciado emitido, assim se uma pessoa diz à outra: Como está frio aqui se pode entender pelo contexto um pedido para que a janela seja fechada. A pragmática foi analisada como o lado concreto da linguagem, ou seja, vendo-se como os usuários e usuárias de uma língua a usam em sua prática linguística por um lado e por outro o estudo das condições que governam essa prática. O ato de ler é incompleto sem o ato de escrever. Um não pode existir sem o outro. Ler e escrever não apenas palavras, mas ler e escrever a vida, a história. Numa sociedade de privilegiados, a leitura e a escrita são um privilégio. Ensinar o trabalhador apenas a escrever o nome ou assiná-lo na carteira profissional, ensiná-lo a ler alguns letreiros na fábrica como perigo, atenção, cuidado, para que ele não provoque algum acidente e ponha em risco o capital do patrão não é suficiente... Não basta ler a realidade. É preciso escrevê-la.
  62. 62. Texto dissertativo Argumentativo Você defenderá uma tese, uma opinião a respeito do tema proposto, apoiada em argumentos consistentes estruturados de forma coerente e coesa , a formar uma unidade textual. O texto deverá ser redigido de acordo com a norma padrão da língua portuguesa e, finalmente, apresentar uma proposta de intervenção.
  63. 63. TEMA TESE ARGUMENTOS PROPOSTA DE INTERVENÇÃO
  64. 64. VIVER EM REDE NO SÉCULO XXI: OS LIMITES ENTRE O PÚBLICO E O PRIVADO Liberdade sem fio A ONU ACABA DE DECLARAR O ACESSO À REDE UM DIREITO FUNDAMENTAL DO SER HUMANO – ASSIM COMO SAÚDE, MORADIA E EDUCAÇÃO. No mundo todo, pessoas começam a abrir seus sinais privados wi-fi, organizações e governos se mobilizam para expandir a rede para espaços públicos e regiões aonde ela ainda não chega, com acesso livre e gratuito. A internet tem ouvidos e memória Uma pesquisa da consultoria Forester Research revela que, nos Estados Unidos, a população já passou mais tempo conectada à internet do que em frente à televisão. Os hábitos estão mudando. No Brasil, as pessoas já gastam cerca de 20%de seu tempo on-line em redes sociais. A grande maioria dos internautas (72%, de acordo com o Ibope Mídia) pretende criar, acessar e manter um perfil em rede. “Faz parte da própria socialização do indivíduo do século XXI estar numa rede social. Não estar equivale a não ter uma identidade ou número de telefone no passado”, acredita Alessandro Barbosa Lima, CEO e. Life, empresa de monitoração e análise de mídias. As redes sociais são ótimas para disseminar ideias, tornar alguém popular e também arruinar reputações. Um dos maiores desafios dos usuários de internet é saber ponderar o que se publica nela. Especialistas recomendam que não se deve publicar o que não se fala em público, pois a internet é um ambiente social e, ao contrário do que se pensa,
  65. 65. A rede não acoberta anonimato, uma vez que mesmo quem se esconde atrás de um pseudônimo pode ser rastreado e identificado. Aqueles que, por impulso, se exaltam e cometem gafes podem pagar caro. http: //www.terra.com.br.) CIDADANIA VIRTUAL Assistimos hoje ao fenômeno da expressão das redes sociais no mundo virtual, um crescimento que ganha atenção por sua alta velocidade de propagação, trazendo como consequência, diferentes impactos para o nosso cotidiano. Assim, faz-se necessário um cuidado, uma cautelosa discussão a fim de encarar essa realidade com uma postura crítica e cidadã para então desfrutarmos dos benefícios que a globalização dos meios de comunicação pode nos oferecer. A internet nos abre uma ampla porta de acesso aos mais variados fatos, verbetes, imagens, sons, gráficos etc. Um universo de informações de forma veloz e práticas permitindo que cada vez mais pessoas, de diferentes partes do mundo, diversas idades e das mais variadas classes sociais, possam se conectar e fazer parte da grande rede virtual que integra nossa sociedade globalizada.
  66. 66. Dentro desse contexto, as redes sociais simbolizam de forma eficiente e sintética como é conviver no século XXI, como se estabelecem as relações sociais dentro da nossa sociedade pós-industrial, fortemente integrada ao mundo virtual. Toda a comunidade que esta rede nos oferece é, no entanto, acompanhada pelo desafio de ponderar aquilo que se publica na internet, ficando evidente a instabilidade que existe na tênue linha entre o público e o privado. Afinal, a internet se constitui também como um ambiente social que à primeira vista pode trazer a falsa ideia de assegurar o anonimato. A fragilidade dessa suposição se dá na medida em que causas originadas no meio virtual podem sim trazer consequências para o mundo real. Crimes virtuais, processos jurídicos, disseminação de ideias, organização de manifestações são apenas alguns exemplos da integração que se faz entre o real e o virtual. Para um boom uso da internet sem cair nas armadilha que esse meio pode nos apresentar, é necessária a construção da criticidade, o bom senso entre os usuários da rede, uma verdadeira educação capaz de estabelecer um equilíbrio entre os dois mundos. É papel de educar tanto das famílias, dos professores como da sociedade como um todo, só assim estaremos exercendo de forma plena nossa cidadania.
  67. 67. INTERNETÊS Movidas pela necessidade de escrever cada vez mais rápido, as pessoas buscaram uma forma mais ágil de digitar textos, e acabaram por inventar uma nova língua: o Internetês. A única regra é passar a ideia com o mínimo de esforço possível, abreviando palavras, substituindo acentos por letras e etc. Se todos soubessem separar esse modo de escrita com a ortografia oficial não haveria problema algum na utilização do internetês, é preciso compreender que existem diversas formas de se comunicar e que há situações adequadas para cada uma. Abreviações de palavras como VC (você), TB (também) são muito úteis, pois facilita na digitação, porém palavras escritas incorretamente como VOXÊ (você), AXIM (assim), não são necessárias até porque acaba passando uma visão muito infantil. O favoritismo a essa nova língua é visível, entretanto, é importante saber que tem a situação adequada para ser utilizada.
  68. 68. PROPOSTA DE REDAÇÃO "Fome no contexto social brasileiro: discussão antiga, problema atual" e "Não dá para silenciar diante da injustiça e da violência".
  69. 69. PARÁGRAFO PADRÃO
  70. 70. INTERNETÊS Movidas pela necessidade de escrever cada vez mais rápido, as pessoas buscaram uma forma mais ágil de digitar textos, e acabaram por inventar uma nova língua: o Internetês. A única regra é passar a ideia com o mínimo de esforço possível, abreviando palavras, substituindo acentos por letras e etc. Se todos soubessem separar esse modo de escrita com a ortografia oficial não haveria problema algum na utilização do internetês, é preciso compreender que existem diversas formas de se comunicar e que há situações adequadas para cada uma. Abreviações de palavras como VC (você), TB (também) são muito úteis, pois facilita na digitação, porém palavras escritas incorretamente como VOXÊ (você), AXIM (assim), não são necessárias até porque acaba passando uma visão muito infantil. O favoritismo a essa nova língua é visível, entretanto, é importante saber que tem a situação adequada para ser utilizada.
  71. 71. INTERNETÊS Movidas pela necessidade de escrever cada vez mais rápido, as pessoas buscaram uma forma mais ágil de digitar textos, e acabaram por inventar uma nova língua: o Internetês. A única regra é passar a ideia com o mínimo de esforço possível, abreviando palavras, substituindo acentos por letras e etc. Se todos soubessem separar esse modo de escrita com a ortografia oficial não haveria problema algum na utilização do internetês, é preciso compreender que existem diversas formas de se comunicar e que há situações adequadas para cada uma. Abreviações de palavras como VC (você), TB (também) são muito úteis, pois facilita na digitação, porém palavras escritas incorretamente como VOXÊ (você), AXIM (assim), não são necessárias até porque acaba passando uma visão muito infantil. O favoritismo a essa nova língua é visível, entretanto, é importante saber que tem a situação adequada para ser utilizada.
  72. 72. INTERNETÊS Movidas pela necessidade de escrever cada vez mais rápido, as pessoas buscaram uma forma mais ágil de digitar textos, e acabaram por inventar uma nova língua: o Internetês. A única regra é passar a ideia com o mínimo de esforço possível, abreviando palavras, substituindo acentos por letras e etc. Se todos soubessem separar esse modo de escrita com a ortografia
  73. 73. Operadores e recursos argumentativos Recursos argumentativos • perguntas retóricas – interrogações direcionadas ao interlocutor, levando-o a refletir. • citações (polifonia) – abertura de espaço no texto para outras vozes, mostrando que o enunciador não está sozinho. da autoridade (especialistas / pessoas respeitadas no meio) da sociedade (provérbios e ideias do senso comum) • exposição de dados e fatos – exemplificam, confirmam e demonstram a posição defendida.
  74. 74. O António pediu à mãe que o levasse ao cinema. ( ) A professora pediu: - Escutem com atenção. ( ) O Manuel gritou: - Cuidado com os carros! ( ) A mãe perguntou aos filhos se levavam casacos. ( ) Os filhos responderam: - Levamos, sim, mãe. ( ) Os rapazes perguntaram se podiam jogar. ( ) A professora disse que podiam. ( ) As moças protestaram: - E nós, também podemos jogar? ( ) A professora respondeu-lhes: - Claro! Então todos exclamaram que ia ser uma aula fantástica! ( )
  75. 75. INTERNETÊS
  76. 76. INTERNETÊS
  77. 77. INTERNETÊS
  78. 78. INTERNETÊS
  79. 79. INTERNETÊS
  80. 80. INTERNETÊS
  81. 81. INTERNETÊS
  82. 82. INTERNETÊS
  83. 83. • linguagem denotativa, objetiva, evitando figuras de linguagem e conotações; • várias vozes: a do autor e as citações/referências; • períodos compostos por subordinação (principalmente orações causais, consecutivas e concessivas) e coordenação (principalmente orações adversativas e conclusivas); • expressões adverbiais que dão tom intimista ao texto e expressões valorativas positivas ou negativas; • ordenadores e organizadores textuais. Argumentação: um arranjo linguístico
  84. 84. Textos argumentativos Gêneros textuais que apresentam o predomínio de sequências argumentativas: • uma opinião informal ou formal, escrita ou oral, sobre um assunto; • uma tese de mestrado; • uma dissertação; • uma crítica de cinema; • o editorial de um jornal; • um sermão; • um ensaio.
  85. 85. APROFUNDANDO A NOÇÃO DE LÍNGUA POR NÓS ADOTADA GRUPO 1 ABORDA : PRODUÇÃO DE SENTIDO ATRAVÉS DO USO DA LÍNGUA GRUPO 2 ABORDA: CRITÉRIOS DE TEXTUALIZAÇÃO GRUPO 3 ABORDA: TIPOS DE CONHECIMENTOS NECESSÁRIOS PARA A LEITURA. GRUPO 4 ABORDA: LER, O QUE É? PARA QUE SE LÊ? DEBATE: O DOMÍNIO DA LÍNGUA É TAMBÉM UMA CONDIÇÃO DA TEXTUALIDADE.

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