LINGUAGE            M PADRÃO  Aumenta                                  Diminui             Padrão de PersuasãoLinguagem Cu...
Questão 1:Os jornalistas convocaram o governador para debater publicamente alguns atos deseu governo.O governador recusou-...
Questão 3:Quando se fala em liberdade de expressão, é preciso tomar cuidado, porqueliberdade é uma coisa e libertinagem ou...
UMA FESTA   Inesperadamente, recebi um convite aquela tarde. A festa seria á tarde e eu nãoestava decidida se compareceria...
Questão 1:   Nas linhas de 1 a 6, o narrador diz ter recebido inesperadamente um convite.   a) Trata-se de um convite form...
Questão 3:    No percurso da narrativa, o narrador relata alguma situação em que tenhafeito bons contatos ou alguma ocasiã...
O BEM AMADOOdorico – Data vênia e botando de lado os ora-veja e os virgem-Santíssima,devo dizer que estou deverasmente est...
Vigário – E, ao que me consta, são terras devolutas.Odorico (Sorri) – Aí é que a porca torce o rabo... (tira da gaveta uma...
Rugero – Se é assim, por que o senhor não distribui títulos de propriedade com  todos os posseiros?Odorico – Primeiramente...
a) Considerada do ponto de vista do produtor do texto, a exploração dosdesencontrados padrões de linguagem foi muito feliz...
A passagem aqui transcrita simula uma entrevista num desses conhecidosprogramas de variedades da televisão brasileira, rea...
Apresentador – Muito bem... O representante dos cantores da juventude (Palmas,gritos).Cantor jovem – bicho. Você continua ...
Telespectador – Pois é, essa daí... Gostei viu? Gostei muito... Cheio dedramaticidade, muita verdade também... A verdadeir...
Questão 1:Ao se dirigir ao cantor jovem. Castro Alves usa o tratamento bicho, a única gíriaque ocorreu na sua fala. Que ef...
Questão 5:Ao procurar explorar a fala coloquial e popular do telespectador, o produtor dotexto, às vezes, comete deslizes,...
O PARÁGRAFODescrição        Objeto escritoNarração         Cada fato ou consequência narradaDissertação      Argumento ou ...
“Ação Linguística dos meios de comunicação de massa”                                     Meio de comunicação              ...
QUALIDADES DO PARÁGRAFO                TEXTO        Tema deve ser o mesmo     Inicia-se um novo parágrafo         Não se m...
Entre as qualidades do parágrafo, destacam-se:   Unidade: Apenas uma idéia principal no parágrafoCoerência: A organização ...
Mudança de parágrafo                        Transição de um parágrafo                            Não pode ser brusca      ...
Estrutura do Parágrafo O Parágrafo é um microtexto: não prescinde de delimitação do assunto                        e fixa...
FRANGOS          “Hoje não se diz mais ‘cercou um frango’, diz-se ‘engoliu um frango’.Há quem confunda uma coisa com outra...
TÓPICO FRASAL                  Introdução                    Tópico Frasal                  Anuncia a idéia-núcleo do pará...
Exemplo de tópico frasal:O CLIMA:         “O clima europeu e a paisagem de montanha não são oúnico charme da serra flumine...
DESENVOLVIMENTO  Esclarecimento do          Desenvolvimento                 Idéias secundárias    tópico frasal           ...
Conclusão:    • Nem sempre é explícita              • Normalmente em parágrafos de textos dissertativos:              expõ...
Formas de desenvolvimento do parágrafoA) Explicação da declaração inicial: consiste no desdobramento daafirmação ou negaçã...
C) Ordenação por contraste     Desenvolvimento por confronto,                                antítese ou oposiçãoObjetivo:...
Implicitamente com: Texto: Enquanto... (página 107)D) Ordenação por Enumeração: Ordenação minuciosa, pelo detalhamentode i...
Organização do Texto: Coesão entre os Parágrafos      Encadeamento das idéias mestras em cada Parágrafo  Constrói a organi...
(1º P.) Descrição                                 aspecto exterior.(5º P.) Figura paterna,completa-se o ciclofamiliar.    ...
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Textos e pretextos[1]

  1. 1. LINGUAGE M PADRÃO Aumenta Diminui Padrão de PersuasãoLinguagem Culta Situação (formal / informal)
  2. 2. Questão 1:Os jornalistas convocaram o governador para debater publicamente alguns atos deseu governo.O governador recusou-se ao debate por uma questão de honra.Os jornalistas retrucaram que exatamente por uma questão de honra é que eledeveria comparecer.Como se nota, os jornalistas e o governador usaram o mesmo argumento parajustificar duas atitudes opostas.Por que é possível essa contradição?Questão 2:Podemos ter esperança de um glorioso futuro para a nossa pátria. O Brasil podeconsiderar-se privilegiado em relação aos outros países do mundo: aqui não existepreconceito racial, não temos problemas de catástrofes, não temos diferenças deidioma, o povo é ordeiro e pacífico.Qual é o inconveniente de um tipo de argumentação como essa?
  3. 3. Questão 3:Quando se fala em liberdade de expressão, é preciso tomar cuidado, porqueliberdade é uma coisa e libertinagem outra. Se não houver nenhum tipo decensura, estabelece-se a anarquia e a baderna.Sem levar em conta a opinião de quem argumenta, você acha o esquemaargumentativo bem montado?
  4. 4. UMA FESTA Inesperadamente, recebi um convite aquela tarde. A festa seria á tarde e eu nãoestava decidida se compareceria ou não. A festa, pelo que continha o convite, era de pessoas que vagamente conhecia, oumesmo, desconhecia. Um amigo, porém, é quem me convidava. As relações entreamigos deve ser mantida com o tempo, o máximo possível – assim pensei. Resolvi,então ir. Muitas surpresas ao encarar pessoas diversas e desconhecidas. Chegando, só e temerosa, procurei me acomodar e relaxar, pois estava tensa. Muitos encontros e surpresas. Pensamentos corriam na minha mente, e às vezes,me perguntava o que fazia naquele instante ali, sentada. Apenas algumas trocas depalavras com pessoas que me rodeavam. Meu amigo, ah! Esse não foi. Desculpou-senum tempo posterior. Tudo isso resultou e trouxe muitas análises e impressões. Pensava o que significava estar eu, naquela hora, presente na festa, sem podertrocar idéias com as pessoas. Tentei, então me aproximar delas. Foi inútil. Esperava, pelo menos, poder rever meu amigo, essa talvez a única razão de minhapresença na festa. Contudo, isso mostrou-me o quão é importante as relações amigas que devemosmanter com pessoas ou poder, ao menos, conhecê-las.
  5. 5. Questão 1: Nas linhas de 1 a 6, o narrador diz ter recebido inesperadamente um convite. a) Trata-se de um convite formal e impresso, endereçado ao narrador pelopromotor da festa, ou de um convite verbalmente feito pelo amigo? b) Há coerência nesta passagem?Questão 2: Do modo como conduz a narrativa, o narrador destaca, como único valor nessecontexto, a figura do amigo: afirma ter ido à festa para preservar a relação com ele. Revê-lo era tão importante que valia o sacrifício de fazer um programa no qual elanão tinha o menor interesse. Diante disso, é estranho o fato de ela não ter manifestado nenhuma decepçãoperante o fato de ele não ter comparecido?
  6. 6. Questão 3: No percurso da narrativa, o narrador relata alguma situação em que tenhafeito bons contatos ou alguma ocasião em que se tenha relacionadoamigavelmente com alguém?Questão 4: A conclusão contida nas linhas 19-23 tem alguma relação de implicação comos episódios relatados no percurso da narrativa?Questão 5: A partir da resposta dada à questão 5, você diria que o narrador soubeexplorar bem o expediente de argumentação pelo exemplo, partindo de fatosconcretos para chegar a uma conclusão geral?
  7. 7. O BEM AMADOOdorico – Data vênia e botando de lado os ora-veja e os virgem-Santíssima,devo dizer que estou deverasmente estupefacto com tudo que acabo deescutar.Vigário – Nós estivemos lá. Coronel, eu e o padre Rugero. E vimos com nossospróprios olhos.Odorico – Viram o que?Vigário – Uma casa foi incendiada.Rugero – E outros posseiros foram ameaçados.Odorico – Pelo respeito que tenho a Vossa Reverendíssima e pelo amor quetenho à lei e á justiça, vou mandar apurar. Todos sabem que sou contra aviolência, venha ela da ponta esquerda ou da ponta direita, da lateral ou domeio de campo. Emboramente haja no caso certos relevantes... (Odorico fazuma pausa de efeito.) Alguns desses posseiros apresentaram a VossasReverendíssimas um título, um documento qualquer da propriedade?Rugero – Nas senhor Prefeito, é gente que está la há vários anos, trabalhando,cultivando a terra.
  8. 8. Vigário – E, ao que me consta, são terras devolutas.Odorico (Sorri) – Aí é que a porca torce o rabo... (tira da gaveta uma cópia deregistro – uma folha tamanho ofício dentro de uma pasta de cartolina de cartório,como uma escritura) Aqui está o título de propriedade, devidamente registrado noRegistro de Imóveis da comarca. Todo o Descampado me pertence.Vigário (Examina rapidamente o documento) – Desde quando?Odorico – Desde sempre. Tanto que há anos venho pagando o imposto territorialcorrespondente.(O Vigário troca um olhar com o padre Rugero, como se desconfiasse daautenticidade do documento, mas nada pudesse fazer.)Vigário – Mas este título o senhor só conseguiu agora.Odorico – Esse é um considerando cronológico que não vem ao caso. O primeirohomem a sujar as mãos nessa terra morna e cariciosa de Sucupira dói umParaguaçu. E é deverasmente contristante a ingratitude dessa gente a quempermiti ususfruir de um bem que sempre pertenceu à minha família. Desde osmais antigos antigamentes. Mas é no que dá a gente ser bom, ter a alma lavada epassada na caridade cristã. Essa minha mania de querer dividir tudo que é meucom os pobre...
  9. 9. Rugero – Se é assim, por que o senhor não distribui títulos de propriedade com todos os posseiros?Odorico – Primeiramente, porque não quero entrar em choque com o INCRA, a quem compete fazer a Reforma Agrária: segundamente, porque acabo de vender todo o Descampado a uma grande companhia, a Internacional Agropecuária S.A. GOMES, Dias. Dias Gomes. Org. por Samira Campedelli. São Paulo, Abril Educação, 1982. p. 62-3
  10. 10. a) Considerada do ponto de vista do produtor do texto, a exploração dosdesencontrados padrões de linguagem foi muito feliz. De fato, o produtor dessa peçateatral usou a própria linguagem de Odorico, cheia de incoerências, para ridicularizaro caráter demagógico e a hipocrisia de Odorico Paraguaçu. Nesse sentido, oprodutor da peça conseguiu refletir o caráter de Odorico através da exploração dasua linguagem.b) Do ponto de vista do personagem Odorico, seu padrão de linguagem écompletamente equivocado, já que ele, ao misturar usos que não se combinamentre si, cai no ridículo. Mas é preciso ressaltar que, da parte de Odorico, existe a consciência de que,para falar com dois sacerdotes, é preciso usar um padrão de linguagemdiferenciado, embora ele não tenha sabido fazê-lo. Por isso perdeu o seu poder depersuasão e não conseguiu o efeito desejado.
  11. 11. A passagem aqui transcrita simula uma entrevista num desses conhecidosprogramas de variedades da televisão brasileira, realizados na presença doauditório. O entrevistado é o poeta Castro Alves, e os entrevistadores, uma cantorajovem, um jornalista, um cantor jovem, um dos telespectadores, todos mediados peloapresentador do programa.Apresentador – Sua perguntinha, minha querida.Cantora – Castro Alves, onde e quando você nasceu?Castro Alves – Sou baiano. Nasci às 10 horas da manhã, de um domingo, dia 14 demarço de 1847, na fazenda Cabaceiras, à margem do Rio Paraguaçu, sete léguasdistante de Curralinhos, hoje cidade que tem meu nome.Apresentador – O representante dos jornalistas (Palmas). Rápido, por favor.Jornalista - Castro Alves, você se considera mais um poeta lírico do que um poetaengajado, ou vice-versa?Castro Alves – Considero-me um poeta, integrado no meu tempo. Cantei a natureza,a mulher, o amor e vivi a causa do meu século: entreguei-me inteiro à causa dosescravos.
  12. 12. Apresentador – Muito bem... O representante dos cantores da juventude (Palmas,gritos).Cantor jovem – bicho. Você continua curtindo essa de sentir o borbulhar do gênio?Castro Alves – Não, bicho. A chama se apagou. Com ela a vida e a minha poesia...Há outros, muitos outros com suas estórias, sua arte, seu amor. O meu foi feito,ficou.Cantor jovem – você acha, então, bicho, que sua poesia já era?Castro Alves – Minha poesia é. Morre o poeta, não morre a poesia. Esta continua, nocanto feito, no canto sendo feito, no canto futuro...A tua guitarra, quem sabe?(...)Apresentador – O representante dos telespectadores.(...)Telespectador – Pois não... Senhor Castro Alves, eu conhecia o senhor muito denome, mas prá falar a verdade, não conhecia muita coisa sua não... Sabia do “Naviodos Negreiros” e a ... Como é... A... A... “Canção da África” ...Jornalista – “Vozes d´África”.
  13. 13. Telespectador – Pois é, essa daí... Gostei viu? Gostei muito... Cheio dedramaticidade, muita verdade também... A verdadeira poesia realista...Jornalista – Não diz bobagem.Telespectador – Bobagem, não, péra aí. Eu me explico como eu sei... (Palmas)Apresentador – Vamos por ordem, meus amigos. Cada qual tem sua vez.Continue, rapidinho, sim...Telespectador – Admiro um jornalista falar dessa maneira... Não tenho cultura,mas tenho educação, eu... Olha aí... fez até eu perdê o fio da meada... Ah, sim...Pois é... Só conhecia essas. Mas prá vim pro programa, peguei uns livros aí e li.E fiquei espantado, com toda a sinceridade. Espantado com as poesias prásmulheres. Eu queria perguntá pro senhor, com todo o respeito, afinal de contaseu não sou nenhum letrado, o senhor é, até poeta... Mas eu pergunto: é possívelamã tanta mulher assim numa noite só?(...)
  14. 14. Questão 1:Ao se dirigir ao cantor jovem. Castro Alves usa o tratamento bicho, a única gíriaque ocorreu na sua fala. Que efeito pretendeu o poeta com isso?Questão 2:Logo no início do texto, o apresentador, dirigindo-se à cantora jovem, explora doisrecursos muito comumente usados no tratamento com crianças.a)Quais são esses dois recursos?b)Que efeito isso produz?Questão 3:O cantor jovem usa gírias próprias do seu repertório linguístico.a)Cite algumas delas.b)Todas essas gírias continuam circulando hoje com a mesma força que tinham naépoca?Questão 4:Na fala do telespectador, ao contrário da de Castro Alves, há muito uso típicos dafala coloquial popular, que apresenta muitas diferenças em relação à chamadanorma culta. Indique dois usos da fala coloquial popular que aparecem no texto.
  15. 15. Questão 5:Ao procurar explorar a fala coloquial e popular do telespectador, o produtor dotexto, às vezes, comete deslizes, caracterizando algumas incoerências. Se o telespectador fala perdê em vez de perder, perguntá por perguntar, écoerente que ele diga: “Admiro um jornalista falar dessa maneira”? Como semanteria a coerência no caso?Questão 6:Ao se referir a Castro Alves, o telespectador é o único dos entrevistados que usa otratamento senhor, em contraste com os demais, que usam você. Ao usar essetipo de tratamento, que imagem ele projeta de si mesmo em relação ao poeta?Questão 7:O telespectador é o único entrevistador que é corrigido e ridicularizado por outroentrevistador. Qual a razão desse tipo de atitude?
  16. 16. O PARÁGRAFODescrição Objeto escritoNarração Cada fato ou consequência narradaDissertação Argumento ou raciocínio A EXTENSÃO DO PARÁGRAFO Conter apenas Alongar-se em uma página inteira. uma frase * Não se usa parágrafos muito longos
  17. 17. “Ação Linguística dos meios de comunicação de massa” Meio de comunicação Educação geral Educação lingüística Tecnologia empregada Com o auxílio do professor esses meios desenvolvem a expressão, o senso crítico e a capacidade do alunoJornais e Rádio Música Televisão Difunde a pronúncia padrãoRevistas popular e o vocabulário básico do Usos orais da Influi no atual brasileira Centro-sul (salvonovas língua estádio daformas de Comunicação: Base de sociedade reportagenscomunicar, linguagem estudo de brasileira. locais/regionais)tipos de falada, enfatiza nossas Facilidade de Informações veiculadasdiscurso a empatia, raízes recepção de pela TV deve ser registros e culturais imagem num país integrada no processo níveis com grande escolar para que se populares, número de aproveite as possibilidade regionais e iletrados e pouco de motivação e informais interesse pela sensibilização. cultura escrita
  18. 18. QUALIDADES DO PARÁGRAFO TEXTO Tema deve ser o mesmo Inicia-se um novo parágrafo Não se muda de assunto Os argumentos é que se vão modificandoexplicar, esclarecer, transmitir idéias, clareza
  19. 19. Entre as qualidades do parágrafo, destacam-se: Unidade: Apenas uma idéia principal no parágrafoCoerência: A organização deve ser evidente, de forma que destaque o que é principal. Deve haver RELAÇÃO DE SENTIDO entre as idéias secundárias e a principal. Concisão: Não entender muito as exemplificações e os desdobramentos da idéia principal. A concisão não pode prejudicar a clareza. Clareza: Depende da escolha das palavras para uma fácil compreensão e uma leitura agradável.
  20. 20. Mudança de parágrafo Transição de um parágrafo Não pode ser brusca Deve haver um encadeamento lógico entre os parágrafos Às vezes, é indispensável o acréscimo de um parágrafo de transição para que a sucessão de idéias seja harmoniosa. Obs: O texto não deve apresentar parágrafos Repetitivos. Isso o torna redundante e cansativo.Texto: TEMPO INCERTO (página 102)
  21. 21. Estrutura do Parágrafo O Parágrafo é um microtexto: não prescinde de delimitação do assunto e fixação do objetivo.  O Método para apresentar a delimitação do assunto e a fixação objetivo é responder as perguntas:a) O que? (DELIMITAÇÃO)b) Para quê? (FIXAÇÃO DO OBJETIVO) Como em um texto, o parágrafo deve conter: Introdução, desenvolvimento e conclusão.
  22. 22. FRANGOS “Hoje não se diz mais ‘cercou um frango’, diz-se ‘engoliu um frango’.Há quem confunda uma coisa com outra e, confundindo-as o torcedor tinhamais graça. A expressão ‘cercou um frango’ era realmente perfeita. Quandoalguém na arquibancada, pela primeira vez, gritou ‘cercou um frango’, todomundo viu o frango, o gesto familiar de cercar um frango, o quíper de braçosabertos, acocorado, cerca a bola daqui, cerca a bola dali, a bola aos saltos,fugindo, como um frango. Não se sente o mesmo no ‘engoliu um frango’,embora o torcedor vá ao ponto de, às vezes, medir ou pesar o frango. Este nãofoi frango, foi alguma galinha, e das gordas. Ou este foi um peru, e argentino. Averdade é que antes mesmo de se dizer ‘cercou um frango’, o torcedor, emrelação ao gol, já pensava no verbo engolir ou comer, mais em comer do queengolir. A prova está no apelido de ‘Guloso’ que se deu a um quíper daMangueira.” (MÁRIO FILHO, 1994:150) Em seguida: O assunto é enunciado na Introdução, no desenvolvimento justifica-se a informação inicial e a conclusão está intimamente relacionada com as partes anteriores: introdução e desenvolvimento.
  23. 23. TÓPICO FRASAL Introdução Tópico Frasal Anuncia a idéia-núcleo do parágrafo Atraente para estimular a leitura Tópico FrasalCasos novos Dissertação Descrição NarraçãoO tópico frasal Diluído noaparece no desenvolvimenfinal ou meio to do parágrafodo parágrafo Nítidos
  24. 24. Exemplo de tópico frasal:O CLIMA: “O clima europeu e a paisagem de montanha não são oúnico charme da serra fluminense. Tanto ou mais que o ar puro e osencantos da natureza, a Serra dos Órgão é um apelo tentador, quaseescondido, aos prazeres da mesa. Na região entre Petrópolis eTeresópolis, formou-se um pólo gastronômico onde a boa comida sealia ao cenário privilegiado. É o Vale dos Gourmets, como foiapelidada a região de Araras, Correias e Itaipava. Lá predomina umaversão brasileira dos restaurantes de patrão, como os franceseschamam os estabelecimentos onde o dono supervisiona a cozinha eadministra o negócio, contando com a ajuda da mulher e dos filhos.São restaurantes familiares, construídos na sala de jantar da casa dodono, que recebe os clientes como se fossem visitas” (LEITTE,Virginie. Revista Veja, nº 31,29-7-92, p.69.)
  25. 25. DESENVOLVIMENTO Esclarecimento do Desenvolvimento Idéias secundárias tópico frasal Desdobramento do tópico frasal Ele se divide em: Explicação da declaração inicialResposta àinterrogação, etc. Ordenação por Desenvolvimento causa-consequência Ordenação por Ordenação por exemplificação Ordenação por contraste enumeração
  26. 26. Conclusão: • Nem sempre é explícita • Normalmente em parágrafos de textos dissertativos: expõem idéias, discutem problemas, defendem opiniões, analisam fatos. • Está sempre no final do texto.Exemplo de conclusão em um parágrafo:Texto: O português calão (página 105)
  27. 27. Formas de desenvolvimento do parágrafoA) Explicação da declaração inicial: consiste no desdobramento daafirmação ou negação do tópico frasal. Texto: Em Essência... (Páginas 105/106)B) Causa – Consequência: Uma idéia supõe a outra, pois são conceitosinterdependentes.O conjunto causa-consequência aparece de forma explícita ou implícita.Explicitamente com Conectivos de causalidade Porque, visto que, como, já que etc. termos de conotação causal Porquê, motivo, razão, causa, acarretar, provocar etc. conectivos de consequência Logo, portanto, por conseguinte etc. Termos de conotação Por consequência, em consecutiva resultado, resultar, etc.
  28. 28. C) Ordenação por contraste Desenvolvimento por confronto, antítese ou oposiçãoObjetivo: Apontar diferenças, estabelecer oposições e chegar aoesclarecimento.O Desenvolvimento por contraste, também se apresenta de formaExplícita ou Implícita. Explicitamente com: conectivos adversários Mas, porém, todavia, contudo, entanto, entretanto. conectivos proporcionais Enquanto, ao passo que, à proporção que etc. conectivos comparativos que, do que certas expressões adverbiais Em contraste, em oposição, ao contrário, aqui, ali, de um lado, de outro, contrariamente etc. conectivos concessivos Embora, ainda que, se bem que etc.
  29. 29. Implicitamente com: Texto: Enquanto... (página 107)D) Ordenação por Enumeração: Ordenação minuciosa, pelo detalhamentode idéias ou argumentos. Manifesta-se com relação de temas, comexpressões de tempo, lugar, com sequência de numerais (ordinais). Texto: BUMBA-MEU-BOI (página 108)E) Ordenação por Exemplificação: Está intimamente ligada à enumeração.Seria um tipo de enumeração. Texto: Lei de passagem... (página 109)F) Resposta à interrogação: Busca desenvolver o parágrafo em forma deresposta à pergunta inicial. Texto: Quantas Odisséias ... (página 109)
  30. 30. Organização do Texto: Coesão entre os Parágrafos Encadeamento das idéias mestras em cada Parágrafo Constrói a organização do texto e o Equilíbrio entre suas partes Assunto claro e compreensívelTexto: A CASA MATERNA (páginas 110 e 111)
  31. 31. (1º P.) Descrição aspecto exterior.(5º P.) Figura paterna,completa-se o ciclofamiliar. (2º P.) Descrição Casa materna aspecto interior(4º P.) ??? Da descrição:Lembranças da Infância (3º P.) Descrição aspecto interior (mais generalizado)

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