Trabalho em equipeCurso “Melhor Gestão,Melhor Ensino –Formação deProfessores de LínguaPortuguesa”
Atividades de leitura para o texto “Aeroporto”– Carlos Drummond de AndradeViajou meu amigo Pedro. Fui levá-lo ao Galeão, o...
como principalmente de dia — eram respeitadas como ritos sacros a ponto denão ousarmos erguer a voz para não acordá-lo. Ac...
ANTES DA LEITURAO que a palavra sugere?
Questionamentos para Sondagem pré-leitura• Você conhece um aeroporto? Já viajou deavião?• O que você espera encontrar num ...
- Levantamento da vida do autorCarlos Drummond de Andrade.- Exibição dos vídeos> “Encontros e Despedidas” –Milton Nascimen...
DURANTE A LEITURA Vocabulário; Levantamento de hipóteses: quem éPedro? Com as características de Pedroconseguimos saber...
DEPOIS DA LEITURAParentesco do autor com Pedro: avô dePedro – comprovado com a leitura dabiografia.Intertextualidade e Int...
Poema do AeroportoSamuel QuintansChegada, embarque, filasCkeck in, despacho de bagagensSorriso, atraso, passageiroDocument...
“Aeroporto” - Serginho PinheiroSe eu pudesse eu parava aquele aviãoPra não ver partindo a minha paixãoEu queria tanto me a...
 Amor Sem Escalas –Up in the Air O Terminal – TheTerminal
“Bandeira Branca” - Luis Fernando VerissimoEle: tirolês. Ela: odalisca. Eram de culturas muito diferentes, não podia dar c...
No baile do ano em que fizeram 13 anos, pela primeira vez as fantasias dos dois combinaram. Toureiro ebailarina espanhola....
Quinze anos, pensou ele, e já estou perdendo todas as ilusões da vida, começando pelo Carnaval. Nãodevo chegar aos 30, pel...
Análise de imagem e texto.Proposta para debate e redação.
Equipe:• Rosangela e Tatyane– EE “Professor Juca Loureiro”• Ana Carolina, Dayse, Juliana– EE “Benedito Nascimento Rosas”• ...
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  1. 1. Trabalho em equipeCurso “Melhor Gestão,Melhor Ensino –Formação deProfessores de LínguaPortuguesa”
  2. 2. Atividades de leitura para o texto “Aeroporto”– Carlos Drummond de AndradeViajou meu amigo Pedro. Fui levá-lo ao Galeão, onde esperamos três horas oseu quadrimotor. Durante esse tempo, não faltou assunto para nos entretermos,embora não falássemos da vã e numerosa matéria atual. Sempre tivemos muitoassunto, e não deixamos de explorá-la a fundo. Embora Pedro seja extremamenteparco de palavras e, a bem dizer, não se digne pronunciar nenhuma. Quando muito,emite sílabas; o mais é conversa de gestos e expressões, pelos quais se fazentender admiravelmente. É o seu sistema.Passou dois meses e meio em nossa casa, e foi hóspede ameno. Sorria para osmoradores, com ou sem motivo plausível. Era a sua arma, não direi secreta, porqueostensiva. A vista da pessoa humana lhe dá prazer. Seu sorriso foi logo consideradosorriso especial, revelador de suas intenções para com o mundo ocidental e o orientale em particular o nosso trecho de rua. Fornecedores, vizinhos e desconhecidos,gratificados com esse sorriso (encantador, apesar da falta de dentes), abonam aclassificação.Devo admitir que Pedro, como visitante, nos deu trabalho: tinha horários especiais,comidas especiais, roupas especiais, sabonetes especiais, criados especiais. Mas suasimples presença e seu sorriso compensariam providências e privilégios maiores. Recebiatudo com naturalidade, sabendo-se merecedor das distinções, e ninguém se lembraria deachá-lo egoísta ou inoportuno. Suas horas de sono — e lhe apraz dormir não só à noite
  3. 3. como principalmente de dia — eram respeitadas como ritos sacros a ponto denão ousarmos erguer a voz para não acordá-lo. Acordaria sorrindo, como de costume,e não se zangaria com a gente, porém é que não nos perdoaríamos o corte de seussonhos. Assim, por conta de Pedro, deixamos de ouvir muito concerto para violino eorquestra, de Bach, mas também nossos olhos e ouvidos se forraram à tortura da TV.Andando na ponta dos pés, ou descalços, levamos tropeções no escuro, mas sendopor amor de Pedro não tinha importância.Objeto que visse em nossa mão, requisitava-o. Gosta de óculos alheios (e não osusa), relógios de pulso, copos, xícaras e vidros em geral, artigos de escritório, botõessimples ou de punho. Não é colecionador; gosta das coisas para pegá-las, mirá-las e(é seu costume ou sua mania, que se há de fazer) pô-las na boca. Quem não oconhecer dirá que é péssimo costume, porém duvido que mantenha este juízo diantede Pedro, de seu sorriso sem malícia e de suas pupilas azuis — porque me esqueciade dizer que tem olhos azuis, cor que afasta qualquer suspeita ou acusaçãoapressada sobre a razão íntima de seus atos.Poderia acusá-lo de incontinência, porque não sabia distinguir entre os cômodos,e o que lhe ocorria fazer, fazia em qualquer parte? Zangar-me com ele porquedestruiu a lâmpada do escritório? Não. Jamais me voltei para Pedro que ele não mesorrisse; tivesse eu um impulso de irritação, e me sentiria desarmado com a sua azulmaneira de olhar-me. Eu sabia que essas coisas eram indiferentes à nossa amizade— e, até, que a nossa amizade lhes conferia caráter necessário, de prova; ou gratuito,de poesia e jogo.Viajou meu amigo Pedro. Fico refletindo na falta que faz um amigo de um ano deidade a seu companheiro já vivido e puído. De repente o aeroporto ficou vazio.
  4. 4. ANTES DA LEITURAO que a palavra sugere?
  5. 5. Questionamentos para Sondagem pré-leitura• Você conhece um aeroporto? Já viajou deavião?• O que você espera encontrar num textochamado “Aeroporto”?• O que a música e o vídeo “Encontros eDespedidas” de Milton Nascimento, cantadapor Maria Rita, pode ter em comum comnosso texto?• Você sabe quem inventou o avião?
  6. 6. - Levantamento da vida do autorCarlos Drummond de Andrade.- Exibição dos vídeos> “Encontros e Despedidas” –Milton Nascimento> Cenas do Programa “Encontros eDespedidas” – GNT porAstrid Fontenelle
  7. 7. DURANTE A LEITURA Vocabulário; Levantamento de hipóteses: quem éPedro? Com as características de Pedroconseguimos saber mais sobre suapersonalidade? Qual a importância dos olhos de Pedro parao autor? Pontos de humor na escrita.
  8. 8. DEPOIS DA LEITURAParentesco do autor com Pedro: avô dePedro – comprovado com a leitura dabiografia.Intertextualidade e Interdiscursividade –exemplos a seguir:
  9. 9. Poema do AeroportoSamuel QuintansChegada, embarque, filasCkeck in, despacho de bagagensSorriso, atraso, passageiroDocumento nas mãos, suas passagensCompanhia aéreaInfraero, ANAC, reclamações, pessoasCorreria, comissárias, um sorrisoAviões, idas e vindas, coisas boas!Atraso no vôo com destino ao paraísoGate, portão, letras e númerosDetector de metais e objetos proibidosSonhos, lembranças e saudadeTrabalho, malas, laptops, homenscorridos“- Atenção passageiros, documentos!”Normas, determinações, prioridadeCartão de embarque, número dos assentosÔnibus, bagagem de mão, pontualidadeCafé, pão de queijo, guloseimasComputadores, celulares, internetPouso e decolagens sem problemasNovidades no front e no set.Você já parou pra pensar de onde vêmtantas pessoas?Pra onde vai aquele homem absorto?Pois é! Diferente é pessoa em aviãoCurioso é passageiro ansiosoInteressante é um dia num aeroporto!
  10. 10. “Aeroporto” - Serginho PinheiroSe eu pudesse eu parava aquele aviãoPra não ver partindo a minha paixãoEu queria tanto me acertar com elaComo é triste ver o amor da gente indo emboraCoração reclama e a alma choraO sorriso apaga tudo é solidãoSai perdido arrasado do aeroportoNa minha cabeça seu olhar seu rostoEu queria tanto deus estar com elaSe for coisa do destino ninguém vai mudarQualquer dia desses ela vai voltarDe braços abertos vai me perdoar...Eu estarei aqui eu e meu coraçãoEu estarei aqui com a mesma paixãoEu estarei aqui não canso de esperarEu estarei aqui pronto pra te amar...(música sertaneja)
  11. 11.  Amor Sem Escalas –Up in the Air O Terminal – TheTerminal
  12. 12. “Bandeira Branca” - Luis Fernando VerissimoEle: tirolês. Ela: odalisca. Eram de culturas muito diferentes, não podia dar certo. Mas tinham só quatroanos e se entenderam. No mundo dos quatro anos todos se entendem, de um jeito ou de outro. Em vezde dançarem, pularem e entrarem no cordão, resistiram a todos os apelos desesperados das mães eficaram sentados no chão, fazendo um montinho de confete, serpentina e poeira, até serem arrastadospara casa, sob ameaças de jamais serem levados a outro baile de Carnaval.Encontraram-se de novo no baile infantil do clube, no ano seguinte. Ele com o mesmo tirolês, agoraapertado nos fundilhos, ela de egípcia. Tentaram recomeçar o montinho, mas dessa vez as mãesreagiram e os dois foram obrigados a dançar, pular e entrar no cordão, sob ameaça de levarem unstapas. Passaram o tempo todo de mãos dadas.Só no terceiro Carnaval se falaram.- Como é teu nome?- Janice. E o teu?- Píndaro.- O quê?!- Píndaro.- Que nome!Ele de legionário romano, ela de índia americana.Só no sétimo baile (pirata, chinesa) desvendaram o mistério de só se encontrarem no Carnaval e nuncase encontrarem no clube, no resto do ano. Ela morava no interior, vinha visitar uma tia no Carnaval, a tiaé que era sócia.-Ah.Foi o ano em que ele preferiu ficar com a sua turma tentando encher a boca das meninas de confete, eela ficou na mesa, brigando com a mãe, se recusando a brincar, o queixo enterrado na gola alta dovestido de imperadora. Mas quase no fim do baile, na hora do Bandeira Branca, ele veio e a puxou pelobraço, e os dois foram para o meio do salão, abraçados. E, quando se despediram, ela o beijou naface, disse “até o Carnaval que vem” e saiu correndo.
  13. 13. No baile do ano em que fizeram 13 anos, pela primeira vez as fantasias dos dois combinaram. Toureiro ebailarina espanhola. Formavam um casal! Beijaram-se muito, quando as mães não estavam olhando. Aténa boca. Na hora da despedida, ele pediu:- Me dá alguma coisa.- O quê?- Qualquer coisa.- O leque.O leque da bailarina. Ela diria para a mãe que o tinha perdido no salão.No ano seguinte, ela não apareceu no baile. Ele ficou o tempo todo à procura, um havaiano desconsolado.Não sabia nem como perguntar por ela. Não conhecia a tal tia. Passara um ano inteiro pensando nela, àsvezes tirando o leque do seu esconderijo para cheirá-lo, antegozando o momento de encontrá-la outra vezno baile. E ela não apareceu. Marcelão, o mau elemento da sua turma, tinha levado gim para misturar como guaraná. Ele bebeu demais. Teve que ser carregado para casa. Acordou na sua cama sem lençol, queestava sendo lavado. O que acontecera?- Você vomitou a alma – disse a mãe.Era exatamente como se sentia. Como alguém que vomitara a alma e nunca a teria de volta. Nunca. Nemo leque tinha mais o cheiro dela.Mas, no ano seguinte, ele foi ao baile dos adultos no clube – e lá estava ela! Quinze anos. Uma moça.Peitos, tudo. Uma fantasia indefinida.- Sei lá. Bávara tropical – disse ela, rindo.Estava diferente. Não era só o corpo. Menos tímida, o riso mais alto. Contou que faltara no ano anteriorporque a avó morrera, logo no Carnaval.- E aquela bailarina espanhola?- Nem me fala. E o toureiro?- Aposentado.A fantasia dele era de nada. Camisa florida, bermuda, finalmente um brasileiro. Ela estava com um grupo.Primos, amigos dos primos. Todos vagamente bávaros. Quando ela o apresentou ao grupo, alguém disse“Píndaro?!” e todos caíram na risada. Ele viu que ela estava rindo também. Deu uma desculpa e afastou-se. Foi procurar o Marcelão. O Marcelão anunciara que levaria várias garrafas presas naspernas, escondidas sob as calças da fantasia de sultão. O Marcelão tinha o que ele precisava para enchero buraco deixado pela alma.
  14. 14. Quinze anos, pensou ele, e já estou perdendo todas as ilusões da vida, começando pelo Carnaval. Nãodevo chegar aos 30, pelo menos não inteiro. Passou todo o baile encostado numa coluna adornada,bebendo o guaraná clandestino do Marcelão, vendo ela passar abraçada com uma sucessão de primose amigos de primos, principalmente um halterofilista, certamente burro, talvez até criminoso, quereduzira sua fantasia a um par de calças curtas de couro. Pensou em dizer alguma coisa, mas só o quelhe ocorreu dizer foi “pelo menos o meu tirolês era autêntico” e desistiu. Mas, quando a banda começoua tocar Bandeira Branca e ele se dirigiu para a saída, tonto e amargurado, sentiu que alguém o pegavapela mão, virou-se e era ela. Era ela, meu Deus, puxando-o para o salão. Ela enlaçando-o com os doisbraços para dançarem assim, ela dizendo “não vale, você cresceu mais do que eu” e encostando acabeça no seu ombro. Ela encostando a cabeça no seu ombro.Encontraram-se de novo 15 anos depois. Aliás, neste Carnaval. Por acaso, num aeroporto. Eladesembarcando, a caminho do interior, para visitar a mãe. Ele embarcando para encontrar os filhos noRio. Ela disse “quase não reconheci você sem fantasias”. Ele custou a reconhecê-la. Ela estava gorda,nunca a reconheceria, muito menos de bailarina espanhola. A última coisa que ele lhe dissera fora“preciso te dizer uma coisa”, e ela dissera “no Carnaval que vem, no Carnaval que vem” e no Carnavalseguinte ela não aparecera, ela nunca mais aparecera. Explicou que o pai tinha sido transferido paraoutro Estado, sabe como é, Banco do Brasil, e como ela não tinha o endereço dele, como não sabianem o sobrenome dele e, mesmo, não teria onde tomar nota na fantasia de falsa bávara…- O que você ia me dizer, no outro Carnaval? – perguntou ela.- Esqueci – mentiu ele.Trocaram informações. Os dois casaram, mas ele já se separou. Os filhos dele moram no Rio, com amãe. Ela, o marido e a filha moram em Curitiba, o marido também é do Banco do Brasil… E a todasessas ele pensando: digo ou não digo que aquele foi o momento mais feliz da minha vida, BandeiraBranca, a cabeça dela no meu ombro, e que todo o resto da minha vida será apenas o resto da minhavida? E ela pensando: como é mesmo o nome dele? Péricles. Será Péricles? Ele: digo ou não digo quenão cheguei mesmo inteiro aos 30, e que ainda tenho o leque? Ela: Petrarco. Pôncio. Ptolomeu…*conto publicado na coletânea Histórias Brasileiras de Verão (ed. Objetiva, 1999)
  15. 15. Análise de imagem e texto.Proposta para debate e redação.
  16. 16. Equipe:• Rosangela e Tatyane– EE “Professor Juca Loureiro”• Ana Carolina, Dayse, Juliana– EE “Benedito Nascimento Rosas”• Marcela– EE “José Justino de Oliveira”

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