Literatura Em Pcop Maria Jose

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Literatura Em Pcop Maria Jose

  1. 1. LITERATURA ENSINO MÉDIO “ A literatura, como toda arte”, É uma confissão de que “ A vida não basta.” (Fernando Pessoa)
  2. 2. É Possível Ensinar Literatura?
  3. 3. COMO ERA ENSINADA?
  4. 4. LIVRO DIDÁTICO
  5. 5. RESUMOS DE OBRAS <ul><li>Resumo de Iracema - José de Alencar </li></ul><ul><li>PERSONAGENS: </li></ul><ul><li>Iracema: cabelos negros e longos, era a virgem dos lábios de mel; </li></ul><ul><li>Martim Soares Moreno: guerreiro branco que representa o colonizador europeu, era amigo dos pitiguaras, habitantes do litoral, adversários dos Tabajaras. Os pitiguaras lhe deram o nome de Coatiabo; </li></ul><ul><li>Moacir: filho de Iracema representa no livro o primeiro brasileiro; </li></ul><ul><li>Araquém: o feiticeiro da tribo Tabajara e pai de Iracema; </li></ul><ul><li>Caubi: irmão de Iracema; </li></ul><ul><li>Poti: índio Pitiguara, que se considerava irmão de Martim; </li></ul><ul><li>Batuirité: avô de Poti; </li></ul><ul><li>Jacaúna: irmão de Poti; </li></ul><ul><li>Irapuã: chefe dos Tabajaras; apaixonado por Iracema; </li></ul><ul><li>Obra escrita  em  terceira  pessoa,  onde existe  um  narrador-observador, isto é,  um  narrador  que  caracteriza os personagens a partir do que pode observar de seus sentimentos e comportamento. </li></ul><ul><li>Durante uma caçada, Martim se perdeu dos companheiros pitiguaras e se pôs a caminhar sem rumo durante três dias. No interior das matas pertencentes à tribo dos tabajaras, Iracema se deparou com Martim. Surpresa e amedrontada, a índia feriu o branco no rosto com uma flechada. Ele não reagiu. Arrependida, a moça correu até Martim e ofereceu-lhe hospitalidade, quebrando com ele a flecha da paz........... http://www.jayrus.art.br/LitBrasil_Romantismo.htm </li></ul>
  6. 6. QUESTIONÁRIOS <ul><li>Quem é o introdutor do Romantismo no Brasil? Qual é a importância deste autor? </li></ul><ul><li>Como se caracteriza as obra de Gonçalves Dias? E a de José de Alencar? </li></ul>
  7. 7. EXERCÍCOS DE MEMORIZAÇÃO <ul><li>EXERCÍCIOS DE REVISÃO PARA A PROVA: RESPONDA: </li></ul><ul><li>  </li></ul><ul><li>1-O QUE É LITERATURA ? </li></ul><ul><li>  </li></ul><ul><li>LITERATURA É ------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------------- </li></ul><ul><li>  </li></ul><ul><li>2- O QUE SIGNIFICA EU-LÍRICO? ELE TEM COMPROMISSO COM A VERDADE NO TEXTO LITERÁRIO? EXPLIQUE:  </li></ul><ul><li>  3- Por que a LITERATURA é considerada uma ARTE ? </li></ul><ul><li>   </li></ul><ul><li>4-Que tipo de linguagem é utilizada nas obras literárias ? CITE o nome dela e explique-a. Só é considerada uma obra literária o que estiver escrito em versos e com rimas ?  Explique com detalhes: </li></ul><ul><li>  </li></ul><ul><li>  5- FAÇA A LINHA CRONOLÓGICA DOS ESTILOS (ESCOLAS, MOVIMENTOS) LITERÁRIOS E CLASSIFIQUE CADA UM DELES EM: TEOCÊNTRICO OU ANTROPOCÊNTRICO:    </li></ul>
  8. 8. LINHA CRONOLÓGICA
  9. 9. COMO ENSINÁ-LA??
  10. 10. PROPOSTA CURRICULAR LÍNGUA PORTUGUESA ENSINO MÉDIO <ul><li>...“Como manifestação cultural, a Literatura não deve ser reduzida a meras listas de escolas, autores e suas características....” </li></ul><ul><li>P.38 </li></ul>
  11. 11. PROPOSTA CURRICULAR LÍNGUA PORTUGUESA ENSINO MÉDIO .....”Com tal mudança, a experiência escolar tranforma-se em uma vivência que permite ao aluno compreender as diferentes linguagens (Literatura) e usá-las como meio de organização da realidade, nelas contituindo significados,em um processo de expressão......Esse processo exige que o aluno analise, interprete e utilize os recursos expressivos da linguagem, relacionando textos com seus contextos,confrontando opiniões e pontos de vista e respeitando as diferentes manifestações da linguagem utilizadas por diversos grupos socias, em suas esperas de socialização.” P.37
  12. 12. “ A literatura no ensino médio: quais os desafios do professor? <ul><li>“ ....É fundamental que a literatura seja abordada na escola com base nas contribuições da Teoria Literária, que facilitam a interação do leitor com o texto literário. Citando Beach & Marshall, alerta para a necessidade de se distinguir leitura da literatura, relacionada à compreensão do texto e ao conhecimento prévio do leitor, de ensino da literatura, voltado para o estudo da obra literária, com base na sua organização estética. Aconselha que se promova uma articulação entre esses dois níveis dialogicamente relacionados. Partindo dessa perspectiva sugere abordar a literatura tendo em vista as noções de intertextualidade (cruzamento de textos), interdisciplinaridade (articulação do texto com outras disciplinas) e transversalidade (articulação do texto com temas transversais ética, saúde, orientação sexual, trabalho e consumo, meio ambiente e pluralidade cultural)....” </li></ul><ul><li>Ivanda Maria Martins Silva </li></ul>
  13. 13. <ul><li>“ ...O aluno deveria ser orientado para compreender qual o papel da literatura , qual a função social desta manifestação artística e por que se deve estudá-la. Não encontrando uma relação direta entre o texto literário e o seu cotidiano , o aluno não percebe a literatura como espaço de construção de mundos possíveis que dialogam com a realidade. É preciso trabalhar a função social da leitura literária como meio de &quot;ler o mundo&quot; e de transformá-lo..... </li></ul><ul><li>Ivanda Maria Martins Silva </li></ul>
  14. 14. INTERTEXTUALIDADE
  15. 15. INTERTEXTUALIDADE: LITERATURA
  16. 16. Oh! que saudade que tenho Da aurora da minha vida Da minha infância querida Que os anos não trazem mais! Que amor, que sonhos, que flores, Naquelas tardes fagueiras À sombra das bananeiras, Debaixo dos laranjais! [...] Romantismo Casimiro de Abreu MEUS OITO ANOS
  17. 17. Oh! que saudade que tenho Da aurora da minha vida Das horas Da minha infância querida Que os anos não trazem mais Naquele quintal de terra Da Rua de Santo Antônio Debaixo da bananeira Sem nenhum laranjais [...] Modernismo Oswald de Andrade MEUS OITO ANOS
  18. 18. Minha terra tem palmeiras, Onde canta o Sabiá; As aves, que aqui gorjeiam, Não gorjeiam como lá. Nosso céu tem mais estrelas, Nossas várzeas têm mais flores, Nossos bosques têm mais vida, Nossa vida mais amores. Em cismar, sozinho, à noite, Mais prazer encontro eu lá; Minha terra tem palmeiras, Onde canta o Sabiá. [...] CANÇÃO DO EXÍLIO
  19. 19. Minha terra tem primores, Que tais não encontro eu cá; Em cismar – sozinho, à noite – Mais prazer encontro eu lá. Minha terra tem palmeiras, Onde canta o Sabiá. Não permita Deus que eu morra Sem que eu volte para lá; Sem que desfrute os primores Que não encontro por cá; Sem qu´inda aviste as palmeiras Onde canta o Sabiá. Romantismo Gonçalves Dias CANÇÃO DO EXÍLIO
  20. 20. Minha terra tem macieiras da Califórnia onde cantam gaturamos de Veneza. Os poetas da minha terra são pretos que vivem em torres de ametista, os sargentos do exército são monistas, cubistas, Os filósofos são polacos vendendo a prestações. Gente não pode dormir Com os oradores e os pernilongos. Os sururus em família têm por testemunha a Gioconda Eu morro sufocado em terra estrangeira. Nossas flores são mais bonitas Nossas frutas mais gostosas Mas custam cem mil réis a dúzia. Ai quem me dera chupar uma carambola de verdade e ouvir um sabiá com certidão de idade Modernismo – Murilo Mendes (Murilo Mendes) CANÇÃO DO EXÍLIO
  21. 21. Minha terra tem palmares Onde gorjeia o mar Os passarinhos daqui Não cantam como os de lá Minha terra tem mais rosas E quase que mais amores Minha terra tem mais ouro Minha terra tem mais terra Ouro terra amor e rosas Eu quero tudo de lá Não permita Deus que eu morra Sem que volte para lá [...] CANTO DE REGRESSO À PÁTRIA
  22. 22. Não permita Deus que eu Morra Sem que volte pra São Paulo Sem que veja a Rua 15 E o progresso de São Paulo Modernismo Oswald de Andrade CANTO DE REGRESSO À PÁTRIA
  23. 23. Um sabiá na palmeira, longe. Estas aves cantam um outro canto. O céu cintila sobre flores úmidas. Vozes na mata e o maio amor. Só, na noite, seria feliz: um sabiá, na palmeira, longe. [...] NOVA CANÇÃO DO EXÍLIO
  24. 24. Onde tudo é belo e fantástico. Só, na noite, seria feliz. (um sabiá na palmeira, longe.) Ainda um grito de vida e voltar para onde tudo é belo e fantástico: a palmeira, o sabiá, o longe. Modernismo Carlos Drummond de Andrade NOVA CANÇÃO DO EXÍLIO
  25. 25. Minha terra não tem palmeiras... E em vez de um mero sabiá, Cantam aves invisíveis Nas palmeiras que não há. [...] Mario Quintana Pós- Modernista UMA CANÇÃO
  26. 26. Vou Voltar Sei que ainda vou voltar Para o meu lugar Foi lá e é ainda lá Que eu hei de ouvir cantar uma sabiá, Cantar uma sabiá [...] (Tom Jobim e Chico Buarque) SABIÁ
  27. 27. [...] Do que a terra mais garrida, Teus risonhos, lindos campos têm mais flores, “ Nossos bosques têm mais vida,” “ Nossa vida”, no teu seio, “mais amores” [...] (Joaquim Osório Duque Estrada) HINO NACIONAL BRASILEIRO
  28. 28. <ul><li>Afinal, é possível ensinar Literatura? </li></ul>
  29. 29. SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM <ul><li>SITUAÇÃO DE APRENDIZAGEM 4 -1ª Série – 1° Bimestre E.M. </li></ul><ul><li>Contéudo e Tema : </li></ul><ul><li>A HISTÓRIA DA LÍNGUA PORTUGUESA; </li></ul><ul><li>CONCEITOS DE IDÉIAS - CHAVE EM TEXTOS(VERSO E PROSA); </li></ul><ul><li>PESQUISA BIOGRÁFICA. </li></ul><ul><li>Competências e Habilidades: </li></ul><ul><li>- LOCALIZAR IDÉIAS-CHAVE EM TEXTOS EM VERSO E PROSA; </li></ul><ul><li>- RELACIONAR TEXTOS DE GÊNEROS DIFERENTES,APROXIMADOS PELO MESMO TEMA. </li></ul>
  30. 30. <ul><ul><li>TEXTOS: </li></ul></ul><ul><ul><li>A Origem da Língua Portuguesa </li></ul></ul><ul><ul><li>Páginas 32 e 33 </li></ul></ul><ul><ul><li>Mensagem </li></ul></ul><ul><ul><li>X.Mar Português </li></ul></ul><ul><ul><li>Fernando Pessoa </li></ul></ul><ul><ul><li>Página 35 </li></ul></ul>
  31. 31. “ Chega mais perto e contempla as palavras. Cada uma tem mil faces secretas sob a face neutra e te pergunta,sem interesse pela resposta, pobre ou terrível, que lhe deres: Trouxeste a chave?” Carlos Drummond

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