Homen ssaude hesfsetembro10

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Homen ssaude hesfsetembro10

  1. 1. O CUIDAR E OS CUIDADOS PARA OSO CUIDAR E OS CUIDADOS PARA OS HOMENS NO QUADRO TEORICO DEHOMENS NO QUADRO TEORICO DE RELAÇÕES DE GÊNERO DENTRORELAÇÕES DE GÊNERO DENTRO UMA SOCIEDADE MACHISTAUMA SOCIEDADE MACHISTA POR MICHEL PERREAULT Ph.D.POR MICHEL PERREAULT Ph.D. Professor titular aposentado da Faculdade deProfessor titular aposentado da Faculdade de Enfermagem da Université de MontréalEnfermagem da Université de Montréal Professor visitante EEAN/UFRJProfessor visitante EEAN/UFRJ
  2. 2. PLANOPLANO • RELAÇÕES DE GÊNERO NAS SOCIEDADES OCIDENTAIS • A SAÚDE , O CUIDAR E OS CUIDADOS PARA HOMENS NAS RELAÇÕES DE GÊNERO • ATENDIMENTO BASICO E ESTRATEGIA DE SAÚDE FAMILIAR NUMA SOCIEDADE MACHISTA
  3. 3. RELAÇÕES DE GÊNERO NASRELAÇÕES DE GÊNERO NAS SOCIEDADES OCIDENTAISSOCIEDADES OCIDENTAIS O conceito de “gênero”: um elemento constitutivo das relações sociais, sustentado nas diferenças entre os sexos, enquanto modo primordial das estruturas de poder (KRONBAUER & MENEGHEL, 2005, p. 696). Neste sentido, a sociedade constrói diferenças entre os sexos, à medida que atribui status para homens e mulheres, cujos papéis são desempenhados dentro de uma escala de valores.
  4. 4. RELAÇÕES DE GÊNERO E NÃO DE SEXOS • No entanto, inicialmente, o emprego dos termos “gênero” e “sexo” propiciava interpretações distorcidas, sendo utilizados inclusive como sinônimos. • Frente a isto, Kronbauer & Meneghel (op. cit, p. cit) esclarecem que a palavra “sexo” diz respeito à caracterização anátomo-fisiológica do indivíduo (identidade biológica), enquanto “gênero” constitui a dimensão social da sexualidade humana
  5. 5. RELAÇÕES DE GÊNERO NA SOCIOLÓGIA NOS VAMOS ANALÍSAR O CONCEITO A PARTIR DE • PIERRE BOURDIEU: A DOMINAÇÃO MASCULINA (1998) • ANNE-MARIE DEVREUX: LES RAPPORTS SOCIAUX DE SEXE: UN CADRE D’ANALYSE POUR DES QUESTIONS DE SANTÉ? in AIACH,CÈBE,CRESSON & PHILIPPE (Ed) FEMMES ET HOMMES DANS LE CHAMP DE LA SANTÉ. APPROCHES SOCIOLOGIQUES (2001)
  6. 6. RELAÇÕES DO GÊNERO NA SOCIOLOGIA A sociológia não pode existir fora dos fatos sociais naqueles ela mesma esta inscrita e construída: não podemos estudar as relações de gênero fora das nossas próprias percepções (Bourdieu, 1998) Nossas percepções mudaram no tempo e logo provavelmente nos veremos de outra maneira conceitos que utilizamos agora.
  7. 7. OS FUNDAMENTOS….OS FUNDAMENTOS…. Para contornar o obstáculo da subjetividade na sociologia, Bourdieu propoe uma análise estratégica a partir de um caso etnográfico concreto bem documentado pelas sociologia e antropologia, examinando as categorias do entendimento (Durkheim) ou seja, as formas de classificação de uma cultura específica: OS BÉRBERES DA CABÍLIA
  8. 8. A CONSTRUÇA CONSTRUÇÃOÃO SOCIAL DOSSOCIAL DOS CORPOS « SEXUADOS »CORPOS « SEXUADOS » • A constituição da sexualidade enquanto tal (que encontra sua realização no erotismo) nos fez perder o senso da cosmologia sexualizada, que se enraíza em uma topologia sexual do corpo socializado, de seus movimentos e seus deslocamentos, imediatamente revestidos de significação social-o movimento para o alto sendo, por exemplo, associado ao masculino, como a ereção, ou a posição superior no ato sexual.
  9. 9. A CONSTRUÇA CONSTRUÇÃOÃO SOCIAL DOS CORPOSSOCIAL DOS CORPOS « SEXUADOS » (cont)« SEXUADOS » (cont) • Arbitrária em estado isolado, a divisão das coisas e das atividades (sexuais e outras) segundo a oposição entre o masculino e o feminino recebe sua necessidade objetiva e subjetiva de sua inserção em um sistema de oposições homólogas como alto/baixo, em cima/embaixo, na frente/atrás, direita/esquerda, reto/curvo (e falso!), seco/húmido, duro/mole, temperado/insosso, claro/escuro, fora (público)/dentro (privado) etc…que para alguns correspondem a movimentos do corpo (alto/baixo, subir/descer, fora/dentro, sair/entrar). (Ver Bourdieu: Le sens pratique, Les éditions de Minuit, pagina 358)
  10. 10. A CONSTRUÇA CONSTRUÇÃOÃO SOCIAL DOS CORPOSSOCIAL DOS CORPOS « SEXUADOS » (cont)« SEXUADOS » (cont) • Esses esquemas de pensamento, de aplicação universal, registram como que diferenças de natureza, inscritas na objetividade, das variações e dos traços distintivos (por exemplo em matéria corporal) que eles contribuem para fazer existir, ao mesmo tempo que as « naturalizam », inscrevendo- as em um sistema de diferenças, todas igualmente naturais em aparência de modo que as previsões que elas engedram são incessantemente confirmadas pelo curso do mundo, sobretudo por todos os ciclos biológicos e cósmicos. • Assim, não vemos como poderia emergir na consciência a relação social de dominação que está em sua base e que, por uma inversão completa de causas e efeitos, surge como uma aplicação entre outras, de um sistema de relações de sentido totalmente independente das relações de força.
  11. 11. A CONSTRUÇA CONSTRUÇÃOÃO SOCIAL DOS CORPOSSOCIAL DOS CORPOS « SEXUADOS » (cont)« SEXUADOS » (cont) • Essa concordância entre as estruturas objetivas e cognitivas comporta um RECONHENCIMENTO INTEIRO E IMEDIATO • Assim, a força da ordem masculina não precisa de justificativa: A DOMINAÇÃO MASCULINA NÃO PRECISA ESTAR SEMPRE JUSTIFICADA PORQUE ELA É VISTA COMO A VISÃO CORRETA, NEUTRA DE TODAS AS COISAS. • A ORDEM SOCIAL FUNCIONA COMO UMA ENORME MÁQUINA SIMBÓLICA QUE SEMPRE CONFIRMA A DOMINAÇÃO MASCULINA SOBRE A QUAL ELA É JUSTAMENTE FUNDADA!!! Divisão sexual do trabalho segundo atividades, lugares, tempos, instrumentos distribuidos desigualmente entre os gêneros (nenhuma sociedade conhecida pela antropologia permite a frabricação das armas pelas mulheres. Paola Tabet "La construction sociale de l'inégalité des sexes. Des outils et des corps", Paris, L'Harmattan, 1998) Estrutura do espaço, com a oposição entre o público dos homens (mercado, assembléia) e o privado das mulheres (casa). Estrutura do tempo com os momentos de ruptura (discontinuidade para os homens) e gestação (continuidade) para as mulheres.
  12. 12. A CONSTRUÇA CONSTRUÇÃOÃO SOCIAL DOS CORPOSSOCIAL DOS CORPOS « SEXUADOS » (cont)« SEXUADOS » (cont) • Temos aí uma relação de causalidade circular que encerra o pensamento na EVIDÊNCIA de relações de dominação inscritas ao mesmo tempo na objetividade com forma de divisões objetivas e na subjetividade, com forma de esquemas cognitivos que, organizados a partir das divisões, estruturam a percepção das divisões objetivas. • Então, não é surpreendente que as mulheres libertaram-se somente nos anos setenta.
  13. 13. A INCORPORAÇA INCORPORAÇÃO DA DOMINAÇÃOÃO DA DOMINAÇÃO.. Quando os dominadores aplicam aos dominados os esquemas que são o produto da dominação, os pensamentos e as percepções dos dominados são estruturas exatamente como as estruturas da relação de dominação, os atos de conhecimento dos dominados são de MANEIRA INEVITÁVEL, atos de RECONHECIMENTO, de SUBMISSÃO, de SUJEIÇÃO. TODAVIA, SUBSISTE UM ESPAÇO PARA UMA LUTA COGNITIVA QUE MANIFESTA SEMPRE UMA FORMA DE RESISTÊNCIA , por exemplo: as mulheres que vão rir do homem cujo sexo é mole quando sem ereção ainda, que do sexo das mulheres que é sempre duro ou sólido. ENTÃO, A DOMINAÇÃO, INCONTESTADA NOS FATOS, É SEMPRE CONTESTADA E NUNCA ACEITA TOTALMENTE. ESSA REFLEXÃO DE BOURDIEU VALE PARA TODAS AS FORMAS DE DOMINAÇÃO (profissionnal, nacional, imperial). ESSA DOMINAÇÃO DO HOMEM SOBRE A MULHER É INSCRITA NO CORPO SEXUADO: EU PENSO QUE A DOMINAÇÃO É INSCRITA TAMBÉM NOS CORPOS DE TODOS DOMINADOS (ex. as roupas diferentes do médico e da enfermeira).
  14. 14. A importância da socializaçA importância da socializaçãoão • BOURDIEU DESTACA QUE ESSA INCORPORAÇÃO NUNCA ESTÁ TERMINADA: existem mecanismos continuais para reforçar a socialização inicial, pelo rituais e pela regulação social ISSO INDICA QUE A SOCIALIZAÇAO INICIAL É INSUFICIENTE.(ver Acker e Van Houten) • ISSO PODERIA EXPLICAR O SUCESSO DO FEMINISMO NOS ANOS SETENTA.
  15. 15. VIOLÊNCIA HOMENS SOBRE MULHERESVIOLÊNCIA HOMENS SOBRE MULHERES • PARA O GRANDE SOCIOLOGO PIERRE BOURDIEU, EXISTE UMA VIOLÊNCIA SÍMBOLICA: ela não é efetiva, nem fictícia. Apresentar-se como o símbolo do homem poderoso sobre as mulheres inferiores é uma violência. Nos vivemos cada vez mais dentro sociedades que crião violência simbólica quando propondo como normas as imagens de consecração social os “Golden Boys”, os empresários, as estrelas da T.V. e estigmatiza os outros que são fracos, carentes, as pessoas quem tem pouco. • ANNE-MARIE DEVREUX DENUNCIA NA TEORIA DE BOURDIEU A PASSAGEM SUTIL DA VIOLÊNCIA ESSENCIALMENTE SIMBÓLICA DA DOMINAÇÃO MASCULINA ATÉ UMA VIOLÊNCIA SOBRETUDO SIMBÓLICA. DEVREUX DEMONSTRA QUE A VIOLÊNCIA CONTRA AS MULHERES NÃO É SOBRETUDO SIMBÓLICA: • Cada ano cerca de 100 milhões de moças são eliminadas pelo aborto ou infanticidio porque elas não são do gênero masculino • A regra islâmica fundamentalista da interdição para uma mulher de ser examinada por um homem (médico ou enfermeiro) tem como conseqüência o sofrimento e a morte das mulheres porque as mulheres não tem acesso aos serviços médicos o que, NOS FATOS, é um sistema radical de dominação e de opressão das mulheres.
  16. 16. • PARA MIM, A VIOLÊNCIA SIMBÓLICA SÓ PODE TER EFEITOS SOCIAIS SE EXISTE EM PRIMEIRO LUGAR A POSSIBILIDADE DE VIOLÊNCIA EFETIVA: SE, POR EXEMPLO, O EMPRESARIO PODE EXPULSAR O « FRACO » DA SUA VAGA E SE O HOMEM PODE BATER EM SUA MULHER COM TODA IMPUNIDADE. ENTÃO O TRABALHADOR E A MULHER, NESTES CASOS, VÃO SOFRER A VIOLÊNCIA SÍMBOLICA PORQUE SABEM QUE A VIOLÊNCIA NÃO É SÓ SIMBOLICA, QUE ELA PODE SER EFETIVA • A VIOLÊNCIA SÍMBOLICA PODE TER EFEITOS PIORES QUE A VIOLÊNCIA EFETIVA PORQUE A AMEAÇA, QUANDO NÃO REALIZADA, PODE SUBMETER A PESSOA OU UM GRUPO A VIOLÊNCIA PSICOLÓGICA, DENTRO UM SOFRIMENTO BEM CONHECIDO ATRAVÉS OS TRATAMENTOS PÓS- TRAUMA
  17. 17. CARACTERISTICAS DO CONCEITO DE RELAÇCARACTERISTICAS DO CONCEITO DE RELAÇÃO DOÃO DO GÊNEROGÊNERO • O ANTAGONISMO DA RELAÇÃO DO GÊNERO: UMA RELAÇÃO DE FORÇA (“RAPPORT DE FORCE”) BUSCANDO A ABOLIÇÃO OU A CONSERVAÇÃO DA RELAÇÃO DE DOMINAÇÃO MESMO QUE NÃO SEMPRE VISÍVEL E VIRULENTO, O ANTAGONISMO É PERMANENTE PORQUE INERENTE NA OPREÇÃO MESMA • A TRANSVERSALIDADE DA RELAÇÃO DO GÊNERO: AS RELAÇÕES DE GÊNERO FONCIONAM MESMO NA AUSENCIA DO OUTRO GÊNERO -a hierarquização das cargas militares tem como modelo o estatu do trabalho domestico -a mulher como referência simbolica nos todos lugares militares: a arma = a mulher do soldado raso • A DINAMICA DA RELAÇÃO DO GÊNERO: AS RELAÇÕES DO GÊNERO EXISTEM NO CONTEXTO HISTORICO E NAS SOCIEDADES ESPECIFICAS ELAS PODEM AVANÇAR, ESTAGNAR OU RETROGRADAR (O NÉO- LIBERALISMO ATUAL ESTA UM GRANDE DESAFIO PARA AS MULHERES E OS HOMEMS QUEM QUER MUDAR AS RELAÇÕES) • A PRODUCÇÃO DE CATEGORIZAÇÃO SOCIAL DA RELAÇÃO DO GÊNERO Quem va definir a « verdadeira mulher » (e o « verdadeiro homem ») e então excluir as outras (e os outros)? A invisibilidade do cuidado como reproducção da invisibilidade do trabalho domestico fondamental para a categorização social
  18. 18. RELAÇRELAÇÃO DO GÊNERO SEMPRE LOCALIZADAÃO DO GÊNERO SEMPRE LOCALIZADA NA RELAÇÕES SOCIAIS GERAISNA RELAÇÕES SOCIAIS GERAIS • MESMO QUE A RELAÇÃO DE GÊNERO TEM SUA PRÓPRIA DÍNÂMICA, ESTA INSERE-SE NA DÍNÂMICA SOCIAL DA SOCIEDADE, COMO AS RELAÇÕES SOCIAIS DE CLASSES, DE RAÇA E DE GERAÇÕES • ENTÃO A SAÚDE PARENTO-INFANTIL (MATERNO E PATERNO-FILIAL) DEVE SER ANALISADA NA RELAÇÃO DO GÊNERO, DENTRO AS RELAÇÕES SOCIAIS “DE FORÇA”
  19. 19. PLANOPLANO • RELAÇÕES DE GÊNERO NAS SOCIEDADES OCIDENTAIS • A SAÚDE , O CUIDAR E OS CUIDADOS PARA HOMENS NAS RELAÇÕES DE GÊNERO • ATENDIMENTO BASICO E ESTRATEGIA DE SAÚDE FAMILIAR NUMA SOCIEDADE MACHISTA
  20. 20. A SAÚDE , O CUIDAR E OS CUIDADOS PARAA SAÚDE , O CUIDAR E OS CUIDADOS PARA HOMENS NAS RELAÇÕES DE GÊNEROHOMENS NAS RELAÇÕES DE GÊNERO • HOJE, A SAÚDE , O CUIDAR E OS CUIDADOS PARECEM O PAPEL SOCIAL, O “DOMINIO” OU IMPÉRIO EXCLUSIVO DAS MULHERES • PODEMOS ACREDITAR QUE ISSO É UMA CONSTRUÇÃO SOCIAL RECENTE • NA ANTIGUIDADE, O PAPEL TANTO MÉDICO QUE ENFERMEIRO FOI DOS HOMENS (Hipócrates segundo testemunhos escritos deixava um homem sobre a cabeceira da pessoa doente)
  21. 21. A SAÚDE , O CUIDAR E OS CUIDADOS: papelA SAÚDE , O CUIDAR E OS CUIDADOS: papel “exclusivo” das mulheres ?!“exclusivo” das mulheres ?! • Sociedades “primitivas” cujas indo- europeanas foram sociedades xamanistas, onde homens tiveram o papel de curador e cuidador tanto da alma quanto do corpo através transes, migrações fora do mundo etc.. • Segundo antropologos, os padres cristãos foram em continuidade da cultura xamanista…eles quemaram as cuiradoras como bruxas com o apoio da medicina masculina
  22. 22. A SAÚDE , O CUIDAR E OS CUIDADOS: papel “exclusivo” das mulheres ?!A SAÚDE , O CUIDAR E OS CUIDADOS: papel “exclusivo” das mulheres ?! • Idade media: as ordens de irmões cuiradores e cuidadores como os Templos (templiers) • parece que as ordens de irmãs foram criadas para cuidar das mulheres e das crianças • SAÚDE, CUIDAR E CUIDADOS FORAM CONSEGRADOS PAPEL EXCLUSIVO DAS MULHERES ATRAVÉS DA CONSTRUÇÃO CAPITALISTA DA BURGUESIA A PARTIR DO SECULO XII
  23. 23. TRÊS PROCESSOS SOCIAIS SIMULTANEOSTRÊS PROCESSOS SOCIAIS SIMULTANEOS LEVARAM AO PAPEL EXCLUSIVO DOLEVARAM AO PAPEL EXCLUSIVO DO CUIDAR E DOS CUIDADOS DASCUIDAR E DOS CUIDADOS DAS MULHERES:MULHERES: - VALORIZAÇÃO DA CRIANÇA- VALORIZAÇÃO DA CRIANÇA -VALORIZAÇÃO DO TRABALHO-VALORIZAÇÃO DO TRABALHO -A SEGREGAÇÃO ENTRE HOMENS-A SEGREGAÇÃO ENTRE HOMENS TRABALHADORES E MULHERESTRABALHADORES E MULHERES CUIDADORES NA SOCIEDADE MODERNACUIDADORES NA SOCIEDADE MODERNA CAPITALISTA/INDUSTRIALCAPITALISTA/INDUSTRIAL
  24. 24. A VALORIZAÇÃO DA CRIANÇA,A PARTIR DE MUDANÇAS NAA VALORIZAÇÃO DA CRIANÇA,A PARTIR DE MUDANÇAS NA EDUCAÇÃO E NO MORALISMO ENCAMINHA A MÃE DOEDUCAÇÃO E NO MORALISMO ENCAMINHA A MÃE DO SECULO XII ATE O SECULO XVIII COMO CUIDADORASECULO XII ATE O SECULO XVIII COMO CUIDADORA EXCLUSIVAEXCLUSIVA • Com a evolução nas relações sociais que se estabelecem na Idade Moderna,a criança passa a ter um papel central nas preocupações da família e da sociedade. A nova percepção e organização social fizeram com que os laços entre adultos e crianças,pais e filhos, fossem fortalecidos. A partir deste momento, a criança começa a ser vista como indivíduo social, dentro da coletividade, e a família tem grande preocupação com sua saúde e sua educação. Tais elementos são fatores imprescindíveis para a mudança de toda a relação social (HISTÓRIA DA INFÂNCIA: REFLEXÕES ACERCA DE ALGUMAS CONCEPÇÕES CORRENTES por Rita de Cássia Luiz da Rocha1 UNICENTRO, Guarapuava-Parana. ANALECTAGuarapuava, Paraná v. 3 no2 p. 51-63 jul/dez. 2002)
  25. 25. VALORIZAÇÃO DO TRABALHOVALORIZAÇÃO DO TRABALHO • Ante o seculo XIX, o trabalho foi considerado como uma forma social odiada: foram só os escravos que travalhavam. Na Grecia antiga, só foram considerados citadões os homens que foram livres do trabalho.... • Os dominantes nas sociedades não foram considerados como trabalhadores mesmo que eles fizeram coisas que são, apartir do triumfo da burguesia e da criação da sociedade chamada de industrial, no meio do seculo XIX (1830), chamadas de “trabalho”
  26. 26. OS PROCESSOS DEOS PROCESSOS DE VALORIZAÇÃO DO TRABALHOVALORIZAÇÃO DO TRABALHO • Esta valorização nova do trabalho culmino ate o fascismo que proclamou “familia, patria e trabalho” . os campos de exterminação dos nazistas foram criados como campos de trabalho “valorizado” • Cada vez mais, novas formas de atividade social são consideradas como um trabalho: jogar na bolsa, ensinar na universidade e então avaliadas como formas de trabalho: parece que só o “trabalho domestico” escapa a essa formalização cada vez mais total do trabalho E ISTO NÃO É POR ACASO…..
  27. 27. A CONSTRUÇÃO SOCIAL DAA CONSTRUÇÃO SOCIAL DA SOCIEDADE DO TRABALHOSOCIEDADE DO TRABALHO (sociedade industrial)(sociedade industrial) • Esta forma totalmente nova de trabalho construi-se progressivamente apartir do capitalismo inicial do fim do meio- idade • Ela foi experimentada pelas mulheres carentes (viuvas, abandonadas com crianças) nos hospices e terminou-se como o conceito de “usina”
  28. 28. A USINA: CONCEITO DA IMPLANTAÇÃOA USINA: CONCEITO DA IMPLANTAÇÃO ESPAÇO-TEMPORAL DO CAPITALISMOESPAÇO-TEMPORAL DO CAPITALISMO • O TRABALHO É ORGANIZADO FORA DO CONTROLE DO TRABALHADOR OU DA TRABALHADORA E É, ENTÃO, UM TRABALHO « PRESCRITO » • APARTIR DO FIM DO SECULO XVIII NA INGLATERRA (berço do capitalismo) SÃO ENGENHEIROS QUE VÃO CONCEITUALIZAR E TENTAR DE OPERACIONALIZAR ESTE TRABALHO PRESCRITO. Na verdade este trabalho nunca existiu na sua forma « ideal » porque seria impensável: quando os trabalhadores e trabalhadoras aplicam todas as regras deste trabalho prescrito, a usina não funciona.
  29. 29. A USINA: CONCEITO DA IMPLANTAÇÃOA USINA: CONCEITO DA IMPLANTAÇÃO ESPAÇO-TEMPORAL DO CAPITALISMOESPAÇO-TEMPORAL DO CAPITALISMO (cont)(cont) • Os camponeses e os « companheiros » das corporações urbanas (mestre, companheiros, aprendizes) - absolutamente não querem perder o poder sobre o trabalho deles e não chegam nessas usinas as sociedades vão forçá-los!!!!! Como? • As leis na Inglaterra do século XVIII arruinaram os pequenos camponeses • esses, para conservar os campos mandaram as mulheres e as crianças trabalharem nas usinas que pagavam salários de miséria, mas que pagavam ..... • os novos procedimentos de fabricação destruiram o trabalho artesanal e as corporações vão desaparecerendo (na America do Norte, continuam só nas lojas como serralheiria ou serraria.; mestre da luz etc.......)
  30. 30. A USINA: CONCEITO DA IMPLANTAÇÃO ESPAÇO-TEMPORALA USINA: CONCEITO DA IMPLANTAÇÃO ESPAÇO-TEMPORAL DO CAPITALISMO (cont)DO CAPITALISMO (cont) • OS ARTESÕES URBANOS JUNTARAM-SE AOS CAMPONESES SEM TERRA NAS NOVAS USINAS • AS MULHERES E AS CRIANÇAS SÃO EXPULSAS DAS USINAS PORQUE O TRABALHO É MUITO PERIGOSO PARA A SAÚDE (As feministas do fim do Século XIX lutaram contra, dizendo que devemos mudar a forma do trabalho porque muito mais perigoso para os homens também, mas a medicina apoia essa saída em nome da saúde e do humanismo, como sempre!) • AS MULHERES SERÃO AS « RAINHAS DO LAR » E AS CRIANÇAS IRÃO À ESCOLA, DESTRUINDO ASSIM A LIGAÇÃO DO PAI E DO FILHO DO TRABALHO ARTESANAL. DEVEMOS DESTACAR QUE A SAÚDE FOI O FATOR DETERMINANTE DESTA SEGREGAÇÃO E NÃO É POR ACASO…
  31. 31. SEGREGAÇÃO DOS GÊNEROSSEGREGAÇÃO DOS GÊNEROS • AS MULHERES EXPULSAS DO TRABALHO FORA DO LAR, MENOS O TRABALHO DE ENFERMAGEM E DA PEDAGOGIA INFANTIL • AS MULHERES PROHIBIDAS DE TRABALHAR A NOITE, PORQUE SITUAÇÃO IMORAL, MENOS ENFERMEIRAS…. O QUE SIGNIFICA QUE, PROBABLAMENTE, O PAPEL DE CUIDADORA FOI PROFUNDAMENTE ESTABELICIDO ANTES INDUSTRIALIZAÇÃO E CONSEGRADO PELA ELA…
  32. 32. PLANOPLANO • RELAÇÕES DE GÊNERO NAS SOCIEDADES OCIDENTAIS • A SAÚDE , O CUIDAR E OS CUIDADOS PARA HOMENS NAS RELAÇÕES DE GÊNERO • ATENDIMENTO BASICO E ESTRATEGIA DE SAÚDE FAMILIAR NUMA SOCIEDADE MACHISTA
  33. 33. SAÚDE FAMILIAR E ATENDIMENTO BASICO….SAÚDE FAMILIAR E ATENDIMENTO BASICO…. •O ATENDIMENTO BASICO DE SAÚDE É PENSADOO ATENDIMENTO BASICO DE SAÚDE É PENSADO PELAS AGENTES DE SAÚDE MULHERES E NÃO ÉPELAS AGENTES DE SAÚDE MULHERES E NÃO É PLANEJADO PARA DAR ACESSO AOS HOMENSPLANEJADO PARA DAR ACESSO AOS HOMENS COM HORARIOS DE SEGUNDA A SEXTA, DACOM HORARIOS DE SEGUNDA A SEXTA, DA MANHA ATE FINAL DA TARDE, O QUEMANHA ATE FINAL DA TARDE, O QUE DEFAVORECE O USO TANTO PELOS HOMENSDEFAVORECE O USO TANTO PELOS HOMENS QUANTO PELAS MULHERES TRABALHADORASQUANTO PELAS MULHERES TRABALHADORAS FORA DO LARFORA DO LAR •A ESTRATEGIA DE SAÚDE FAMILIAR ME PARECEA ESTRATEGIA DE SAÚDE FAMILIAR ME PARECE ENCERRAR MULHERES DENTRO O PAPELENCERRAR MULHERES DENTRO O PAPEL “NATURAL” DA MULHER CUIDADORA“NATURAL” DA MULHER CUIDADORA (VER Denise Machado Duran Gutierrez (Universidade(VER Denise Machado Duran Gutierrez (Universidade Federal do Amazonas) e Maria Cecília de SouzaFederal do Amazonas) e Maria Cecília de Souza Minayo (Fio Cruz)Minayo (Fio Cruz) Fazendo Gênero 8 - Corpo,Fazendo Gênero 8 - Corpo, Violência e Poder,Violência e Poder, Florianópolis, de 25 a 28 de agostoFlorianópolis, de 25 a 28 de agosto de 2008)de 2008)
  34. 34. SAÚDE FAMILIAR E ATENDIMENTOSAÚDE FAMILIAR E ATENDIMENTO BASICO….(cont)BASICO….(cont) • O PSF se introduz elegendo a família como foco de suas ações numa visão mais pró-ativa e preventivista em que os profissionais de saúde se deslocam para dentro do ambiente dos lares, rompendo o antigo modelo hospitalocêntrico de assistência. Esse trânsito não é fácil. Para atender a família é preciso entendê-la em suas relações internas e externas com esses mesmos serviços.”
  35. 35. PSF E ESTEREÓTIPOS DE GÊNERO…PSF E ESTEREÓTIPOS DE GÊNERO… Diversos autores têm apontado para as dificuldades dos profissionais de saúde em suas relações com as famílias atendidas pelo PSF privilegiando certos segmentos da mesma em função de vieses ligados as relações de gênero, o que os impediria de, de fato, cumprirem o proposto no programa. Autores como Scott (2005) e Schraiber (2005) apontam de modo contundente que o serviço tem a mulher como sua ‘usuária privilegiada’ em detrimento do atendimento ao homem e que as intervenções são no geral fortemente marcadas por estereótipos de gênero.
  36. 36. PSF E ESTEREÓTIPOS DE GÊNERO...PSF E ESTEREÓTIPOS DE GÊNERO... (cont)(cont) • A dificuldade dos profissionais da saúde em lidar com as famílias e entender os modelos de compreensão utilizados por elas aparece como uma preocupação. Os conflitos e atitudes discriminatórias impedem a eficácia das intervenções, especialmente por que essas se baseiam em valores em contraste com a visão de mundo dos usuários e comprometem a aceitação das intervenções (UCHOA & VIDAL,
  37. 37. PSF E ESTEREÓTIPOS DE GÊNERO…(cont)PSF E ESTEREÓTIPOS DE GÊNERO…(cont) Oliveira & Bastos (2000) em pesquisa sobre práticas de atenção à saúde no cotidiano de famílias de diferentes estruturas e classes sociais, ratificando outros estudos, reafirmam o que todos sabemos por observação cotidiana que a mãe é o principal agente de cuidados da saúde. Porém, lembram que sua capacidade de cuidar é fortemente determinada pelos recursos disponíveis, tanto sociais como ligados ao desamparo institucional da população pobre.
  38. 38. PSF E ESTEREÓTIPOS DE GÊNERO…(cont)PSF E ESTEREÓTIPOS DE GÊNERO…(cont) • A perspectiva de gênero se impõe quando percebemos os processos interativos que se dão entre homem e mulher, pois como destacam Lyra et al (2005) o homem é expulso e a si mesmo expulsa, do cenário do cuidado o qual fica a cargo quase exclusivo da ‘mulher-mãe de família’. A ela cabe o controle do lar e o zelo por vários aspectos da vida dos outros membros. Ela é vista, e a si mesma se vê, como cuidadora, qualidade naturalizada pertencente à esfera de seu ser..
  39. 39. PSF E ESTEREÓTIPOS DE GÊNERO: EXPULSÃOPSF E ESTEREÓTIPOS DE GÊNERO: EXPULSÃO DOS HOMENS DOS SÍSTEMAS DE SAÚDEDOS HOMENS DOS SÍSTEMAS DE SAÚDE (DOENÇA)(DOENÇA) A situação do homem, porém, não é assimA situação do homem, porém, não é assim tão vantajosa. Concordamos comtão vantajosa. Concordamos com Gomes,Nascimento e Araújo (2007) sobre aGomes,Nascimento e Araújo (2007) sobre a difícil posição masculina que apresenta umadifícil posição masculina que apresenta uma dupla face: é fonte de privilégios e poderes edupla face: é fonte de privilégios e poderes e ao mesmo tempo fonte de sofrimento eao mesmo tempo fonte de sofrimento e alienação. Alienação que se expressa sobalienação. Alienação que se expressa sob forma de uma ruptura, um distanciamento doforma de uma ruptura, um distanciamento do homem para com seus sentimentos, afetos ehomem para com seus sentimentos, afetos e potencial para o desenvolvimento depotencial para o desenvolvimento de comportamentos de cuidado dos filhos comocomportamentos de cuidado dos filhos como reação ao fato de que tal postura estáreação ao fato de que tal postura está socialmente reservada às mulheres.socialmente reservada às mulheres.
  40. 40. OS HOMENS BRASILEIROS E A CAPACIDADEOS HOMENS BRASILEIROS E A CAPACIDADE DE CUIDAR DELES E DE DAR CUIDADOSDE CUIDAR DELES E DE DAR CUIDADOS • Lyra (1997) aponta a desejada transformação dos papéis a qual, segundo ele, deve se dar em três eixos: no campo dos direitos e instituições, no trabalho doméstico e no cuidado das crianças. Vemos aí as relações de cuidado no centro da discussão.
  41. 41. CAMPO DOS DIREITOS E INSTITUIÇÕESCAMPO DOS DIREITOS E INSTITUIÇÕES • Parece que o homem brasileiro tem pouco direitos se ele não tem educação: em qualquer lugar, você não tem recohecimento como cidadão sem escolarização e, em geral, as mulheres são mais escolarizadas que os homens particularmente em situação de pobreza • O homem tem pouco de direitos para informações sobre sua propria sexualidade e capacidades de reprodução: VOCÊ ACHA QUE A SITUAÇÃO DA MINHA TERRA FOI E É ASSIM NO BRASIL ?! O MINISTRO DA SAÚDE E DOS SERVIÇOS SOCIAIS DO QUEBEC DECLAROU EM 1977 NO MOMENTO DA CRIAÇÃO DAS CLÍNICAS DE SAÚDE REPRODUTIVA (INFERTILIDADE E ABORTOS) : “A POSSIBILIDADE PARA UM CASAL OU UMA PESSOA DE ESTABELECER AUTONOMIA COMPLETA DE SUAS CAPACIDADES DE REPRODUÇÃO FAZ PARTE DAS CONDIÇÕES DE VIDA E DOS DIREITOS ELEMENTARIOS DE CADA CIDADÃO DO QUEBEC”
  42. 42. OS HOMENS BRASILEIROS E O TRABALHOOS HOMENS BRASILEIROS E O TRABALHO DOMESTICODOMESTICO • MESMO NAS SOCIEDADES MENOS MACHISTAS, A PARTICIPAÇÃO DOS HOMENS NO TRABALHO DOMESTICO É UMA DECEPÇÃO CONSTANTE: AS RELAÇÕES DE GÊNERO PARECEM ESTAR AINDA MUITO FORTES NOS DOIS SENTIDOS: OS HOMENS NÃO QUEREM ENVOLVER-SE E AS MULHERES GOSTARIAM DE CONSERVAR O PODER DOMESTICO ?! • COMO SOCIÓLOGO, EU NÃO ACREDITO NISTO E ACHO QUE AS CONDIÇÕES “SOCIETAIS” NÃO FAVORECEM E MESMO DESENCORAGAM O ENVOLVIMENTO DOS HOMENS: a prorogação do “feriado paternal” mostra-se o melhor fator para o acrescimento da natalidade na minha terra !!! E com certeza permite a aprentizagem do cuidados do papãe
  43. 43. OS HOMENS BRASILEIROS E O TRABALHOOS HOMENS BRASILEIROS E O TRABALHO DOMESTICO (sg)DOMESTICO (sg) • NAS CONDICÕES SOCIAIS ATUAIS NO BRASIL, PARECE FORTAMENTE DIFÍCIL PARA HOMENS MESMO DE ENTRAR NO MUNDO DOMESTICO: os homens ricos tem empregadas para tudo e os homens pobres tem esposas empregadas e muitas vezes são as mães e irmas delas que cuidam do homem e dos filhos….
  44. 44. OS HOMENS BRASILEIROS NO CUIDADO DASOS HOMENS BRASILEIROS NO CUIDADO DAS CRIANÇASCRIANÇAS • NOS VIMOS QUA A CRIANÇA FOI UTILIZADA PARA FAZER DA MÃE A CUIDADORA EXCLUSIVA DA FAMILIA • MAS DEVEMOS COM JACQUES DONZELOT (A POLÍCIA DAS FAMÍLIAS, Editora : PAZ E TERRA) ANALISAR QUE O PAPEL DO PÃE DIMINUIU EM FAVOR DAS ESCOLAS E DE OUTROS SERVICIOS DO ESTADO • E SUBSTITUIDO PELO PROFISSIONAIS TANTO DA SAÚDE QUANTO DA EDUCAÇÃO COMO ESPECIALISTAS PARA AS MÃES (Barbara Ehrenreich e Deirdre English: Para seu proprio bem: 150 anos de conselhos de especialistas para as mulheres Rio de Janeiro: Rosa dos tempos, 2003)
  45. 45. OS HOMENS BRASILEIROS NO CUIDADO DASOS HOMENS BRASILEIROS NO CUIDADO DAS CRIANÇAS (sg)CRIANÇAS (sg) • COM DEPARTAMENTOS DE SAÚDE MATERNO-INFANTIL, É UM VERDADEIRO MILAGRE DE SER PAPAIS A FRENTE DOS SERVICIOS DE SAÚDE NO BRASIL • PARECE ÓTIMO PARA OS PROFISSIONAIS DA SAÚDE DE CONTROLAR AS MAMAIS E DE CULPAR OS PAPAIS…
  46. 46. PORQUE UMA SAÚDE DOS HOMENS?PORQUE UMA SAÚDE DOS HOMENS? • OS HOMENS TEM NECESSIDADES PARTICULARES • PRECISAMOS DA UMA MUDANÇA NAS RELAÇÕES DE GÉNERO QUE NÃO PODE EXISTIR SEM UMA MUDANÇA DOS HOMENS. ESSA MUDANÇA É INDISPASÁVEL PARA OS HOMENS PORQUE A OPRESSÃO DO HOMEM SOBRE A MULHER É UMA OPRESSÃO DO HOMEM SOBRE O HOMEM E COMO TODA OPRESSÃO, ESSA É PREJUDICIAL PARA A SAÚDE: FRUSTRAÇÕES, ESTRESSO MAIOR, EXPLORAÇÃO DO “MACHISMO” CAUSA DE ACIDENTES E DE DOENÇAS NO TRABALHO ETC….
  47. 47. ESTAMOS NUMA VERDADEIRA MUTAÇÃO?!ESTAMOS NUMA VERDADEIRA MUTAÇÃO?! As ligações sociais com o corpo parecem fazer parte hoje de uma profunda mutação, porque o trabalho fundado sobre a força fisica (fator antigo da exclusão do trabalho para mulheres e crianças) esta desaparecendo com a robotização e a eletronizacão, e que as relações de gênero tentam sair da dominação, “teoricamente” absoluta, de 8.000 anos dos homens sobre o corpo das mulheres
  48. 48. Mutação…?! o caso daMutação…?! o caso da anorexiaanorexia Quando fiz a literatura sobre anorexia para minha tese de doutorado em 1988, a anorexia estava considerada como doença unicamente feminina ainda que hoje ela é cada vez mais presente em adolescentes masculinos, e os hospitais de Montréal abriram departamentos para eles. ISSO PARECE LIGADO AO NOVO CULTO DO CORPO DOS HOMENS, MUITO VISÍVEL COM JOVENS GAYS RECUSANDO A TRI- TERAPIA POR CAUSA DE LIPODISTROFIA:PREFEREM MORRER QUE PERDER A BELEZA …..
  49. 49. É CLARO QUE O CUIDARÉ CLARO QUE O CUIDAR DOS HOMENS EXISTE EDOS HOMENS EXISTE E PASSA ATRAVÉS DO CUIDARPASSA ATRAVÉS DO CUIDAR DO CORPO…DO CORPO… MAS PARECE QUE NÓSMAS PARECE QUE NÓS ESTAMOS DENTRO DE UMESTAMOS DENTRO DE UM PROCESSO DE INVERSÃOPROCESSO DE INVERSÃO COMPLETA DAS VISÕES DOCOMPLETA DAS VISÕES DO CORPOCORPO
  50. 50. CINC0 PONTOS ATUAIS DE INVERSÃO DASCINC0 PONTOS ATUAIS DE INVERSÃO DAS VISÕES DO CORPOVISÕES DO CORPO O corpo, cujo dimensões lúdicas e hedonistas foram retiradas pelo moralismo do trabalho voltou em força desde 40 anos e apresenta no minimo cinco (5) pontos de inversão segundo analistas convergentes das ciências humanas. NÓS PASSARIAMOS…. 1. Da predominância do corpo produtivo ao corpo hedonisto 2. Do corpo mono-functional ao corpo plurifunctional e mesmo pulsional 3. Do corpo como expressão dos poderes e como submissão às normas sociais ao corpo como ponto de inserção da experiência vivida e da concentração sobre eu e as proprias normas dele 4. Do corpo-trabalho ao corpo social 5. Do biologico estrito ao ego pulsional
  51. 51. QUAL SERIA HOJE O CORPO LEGITIMO?!QUAL SERIA HOJE O CORPO LEGITIMO?! • Parece difícil num tal contexto de determinar qual é o verdadeiro “corpo legitimo”, ou seja o “ponto de referência que permite de ver, no nível individual, as conformidades e as discordâncias (Bourdieu, A dominação masculina) • Para Michel Caillat o corpo legitimo seria cada vez mais o “CORPO ESPORTIVO”, ao contrario do Lipovetsky quem prefira o “corpo prazer” , o que negligênciaria segundo Caillat a capacidade do sistema social de canalisar energias para o bom functionamento dele • O Caillat monstra muito bem como o corpo esportivo de competição é um “corpo trabalhado” muito cedo pelo sistema esportivo (problemas de treinamento intensivo precoce), um corpo medicalizado e drogado (preparação biologica e dopagem), um corpo machucado e comprometido (masoquismo, tomada de riscos), um corpo robotizado (buscada da eficacia e do gesto perfeito) e um corpo dominado (desenvolvimento da psicologia esportiva )
  52. 52. QUAL SERIA HOJE O CORPO LEGITIMO?! (sg)QUAL SERIA HOJE O CORPO LEGITIMO?! (sg) Ele denuncia mesmo a “mistificação” das praticas alternativas (bio- energia, gestalt-terapia, yoga), das praticas fisicas não competitivas (gym tonic, body building, stretching) e das praticas esportivas “doces e individualizadas (jogging, prancha à vela, tennis, surf) que reproduziriam o modelo dominante do corpo esportivo do campeão, não através das instituições esportivas más “dentro das cabeças mesmas” dos praticantes: “necessidade” de confrontar-se, de fiscalizar-se, de superar- se, de cronometrar-se, “gosto” do esforço, do sofrimento e dos riscos, imitação dos gestos (tiques, modo de andar) e da vestimenta do campeão. Caillat aponta um estudo americano de Robert Kerr monstrando que os atletos entrevistados responderam positvamente de 50 ate 80% segunda a disciplina deles a pergunta seguinte: “Você tomaria drogas que fazerem com certeza absoluta de você um campeão olimpico mas poderiam matar você no ano seguinte?”
  53. 53. QUAL SERIA HOJE O CORPO LEGITIMO?! (sg)QUAL SERIA HOJE O CORPO LEGITIMO?! (sg) • Parece que o cuidar e os cuidados dos homens de hoje poderiam ser baseados sobre esses modelos do corpo, tanto no mesmo tempo do corpo-hedonista ou corpo-prazer quanto corpo esportivo, corpo “informatizado” e trabalhado, “robotizado” • Ainda agora, parece que os poderes dominantes conseguiram gerar essas representações e essas estratégias em aparência totalmente contraditorias. • O que signfica isso para os serviços de saúde? É claro que os serviços, tanto no atendimento básico quanto na estratégia de saúde familiar (que deveria mudar para uma abordagem de promoção da saúde nas comunidades) deveriam superar os modelos super-conservativos e completamente ultrapassados da segregação sexual machista do passado ! Vamos trabalhar neste sentido……
  54. 54. MÁSMÁS…..….. NÃO PODEMOS ESQUECER DUAS COISAS IMPORTANTISSIMAS: 1. NOSSO OLHAR SOBRE A SAÚDE DOS HOMENS TEM QUE ASITUAR-SE NAS RELAÇÕES DE GÊNERO, OU SEJA CONSIDERAR AS MODIFICAÇÕES TANTO FEMININAS QUANTO MASCULINAS 2. E O NOSSO OLHAR TÊM QUE DISTANCIAR-SE DOS PRECONCEITOS DAS CLASSES MEDIAS E COMTEMPLAR AS CONSEQÜÊNCIAS INCRÍVEIS E DESCONHECIDAS (ESCONDIDAS ?!) SOBRE A SAÚDE TANTO FISICA QUANTO MENTAL DOS HOMENS OPERATORIOS PELO DESAPARECIMENTO DO TRABALHO FUNDADO NA FORÇA FISICA OBRIGADO PELA ATENÇÃO……

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