Ana nery detergentes, sabões e xampus

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Ana nery detergentes, sabões e xampus

  1. 1. Detergentes, sabões e xampus Escola Técnica Ana Nery – Americana Processos Industriais II Prof. Joseval Estigaribia
  2. 2. História dos sabões • As referencias mais antigas remontam ao inicio do cristianismo: Gaius Plinius Secundus (24-79 D.C.) cita o sabão em “História natural” a partir do cozimento de sebo de carneiro com cinzas de madeira. A pasta resultante é tratada seguidamente com sal até seu endurecimento. Segundo este autor, os fenícios conheciam esta técnica desde 600 A.C. • O médico grego Galeno (130-200 D.C.) usava o sabão como medicamento para a remoção de sujeira corporal e tecidos mortos da pele. • O alquimista árabe Jabir Ibn Hayyan (Geber) menciona o sabão como agente de limpeza em cerca de VIII D.C. • No século XIII, a industria do sabão chega á França vindo da Italia e Alemanha.
  3. 3. História dos sabões • No século XIV ela chega a Inglaterra. • Nos EUA, o sabão era fabricado artesanalmente até o século XIX. • No Brasil, a industria surge a partir do final do século XIX. • Em 1791, Nicolas Leblanc (1742 – 1806) sintetiza a produção da barrilha a partir da salmoura. • Michel Eugène Chevreul, entre 1813 e 1823, estabelece a composição química das gorduras. • Assim, os fabricantes tem a sua disposição as matérias primas e os processos químicos necessários.
  4. 4. Saponificação – a reação que gera sabão • Sendo ésteres, óleos e gorduras sofrem hidrólise ácida ou alcalina.  Se sofrer a hidrólise ácida, haverá formação de glicerol e dos ácidos graxos constituintes. Esterificação Hidrólise  Se sofrer hidrólise alcalina, haverá a formação de glicerol e os sais desses ácidos graxos. Tais sais são o que chamamos de sabão.
  5. 5. Saponificação – a reação que gera sabão • Aquecendo-se a gordura na presença de uma base, realizamos uma reação química que chamamos de sabão = hidrólise alcalina de um triéster de ácidos graxos e glicerol, chamada de saponificação. • O uso de potassa caustica (KOH) no lugar de soda caustica (NaOH) permite obter sabões potássicos – usados em cremes de barbear. • A água de cinzas de madeira ainda é usada para fabricar sabão caseiro, fervendo-o com gordura animal (gado) ou vegetal (coco). O caráter alcalino é fornecido pelo carbonato de potássio (K2CO3) contido na cinza de madeira, que ao reagir com a água gera íons hidroxila (OH ).
  6. 6. A glicerina • É um subproduto da fabricação do sabão, que pode ser vendida separadamente do sabão. • Tem aplicação nos sabonetes e cremes de beleza devido a suas propriedades umectantes – mantém a umidade da pele. • Sua aplicação em alimentos também tem a finalidade de manter a umidade dos produtos = umectante UI. • Também pode ser aplicado na produção da nitroglicerina – explosivo militar.
  7. 7. O mecanismo da limpeza • Alguns tipos de sujeira são de difícil remoção pela limpeza com água apenas devido a diferença de polaridade de suas moléculas. • O sabão e o detergente conseguem promover essa limpeza pois suas moléculas apresentam as duas características: são apolares e polares simultaneamente. A – representação da molécula do sabão; B – sujeiras apolar é exposta à água; C – Sabão é adicionado à água; D – o ânion do sabão se aproxima da sujeira e sua molécula se orienta em função da cadeia apolar da sujeira e polar da água; E – formação da micela, facilmente removida ao se enxaguar o substrato.
  8. 8. O mecanismo da limpeza • Micela – ao lavarmos um prato sujo de óleo, uma gotícula microscópica de gordura envolvida por moléculas de sabão orientadas com a parte apolar voltada em direção á molécula de óleo e a extremidade polar em direção as moléculas de água. • No enxague com água, há interação desta com a parte da molécula de sabão voltada para fora (parte polar), fazendo a micela ser dispersa e carregada pela água. • O processo de formação de micelas é chamado de emulsificação ou emulsionamento, fazendo com que o óleo seja disperso na água na forma de micelas. • Detergentes agem de forma similar aos sabões, mas há diferenças nas estruturas das suas moléculas.
  9. 9. A estrutura micelar
  10. 10. Estruturas moleculares
  11. 11. Impacto ambiental • Depois que lavamos nossas roupas, louças, chão, automóveis, etc, a água contendo as micelas acabará por alcançar os reservatórios de água, onde há a formação de uma camada de espuma superficial que impede a dissolução de oxigênio, prejudicando a vida aquática. • Aves conseguem boiar na água, graças a uma camada de óleo sobre suas penas que induz a formação de bolsas de ar entre a superfície dos cursos de água e suas penas. Se este revestimento for reduzido, as aves podem se afogar. • A ação do tempo e de microorganismos presentes nessas águas promovem a biodegradação de sabões e detergentes. Sabões são todos biodegradáveis, mas detergentes sintéticos tem biodegradabilidade variável: aqueles de cadeia carbônica linear são biodegradáveis, mas os de cadeia ramificada não o são. • A legislação atual exige detergentes biodegradáveis.
  12. 12. Impacto ambiental • Há regiões onde a água, devido a formação das rochas, é rica em íons alcalinos terrosos, especialmente Ca2+ e Mg2+. Esse tipo de água recebe o nome de água dura. • Águas duras limitam a ação dos sabões, pois há precipitações insolúveis sobre os substratos conforme abaixo: • Para evitar este tipo de problema, adiciona-se complexantes ou sequestrantes, que reagem com esses metais no lugar dos sabões. O agente sequestrante mais usado é o tripolifosfato de sódio (Na5P3O10). O complexante padrão é o EDTA, mas requer pH 10 para máxima eficiencia. • O inconveniente dos sais de fósforo é que eles são nutrientes de algas, que numa população crescente, impede a entrada dos raios solares, matando as algas que estão sob a superfície que ao entrarem em estado de decomposição começam a consumir o oxigênio dissolvido na água e afetam a vida aquática do local, alem de liberarem gases mal cheirosos.

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