Contabilidade de custos para produção editorial

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Contabilidade de custos para produção editorial

  1. 1. Cálculo de custos e matérias-primas Prof. Dr. Guilherme Carvalho
  2. 2. Tópicos: Conceituação de custos Custos de matérias-primas Classificação de custos Matéria-prima Mão-de-obra
  3. 3. O que são custos? Atitudes Comportamentos Estruturas Informações
  4. 4. Por que apurar custos? Atendimento de exigências legais (pincípios contábeis) Avaliação de estoque Tomada correta de decisões Exercício de controles
  5. 5. Métodos de apropriação de custos Custeio por absorção Custeio variável
  6. 6. Métodos de apropriação de custos Custeio por absorção Atribui aos produtos fabricados todos os custos de produção, quer de forma direta ou indireta. Absorve os custos fixos e variáveis.
  7. 7. Métodos de apropriação de custos Custeio variável Considera que os produtos devem receber somente os custos que “causam” ao serem fabricados. Considera somente custos variáveis. Custos fixos são tratados como custos do período.
  8. 8. O que a contabilidade de custos busca?  determinação de custos dos insumos aplicados na produção; Determinação de custos das diversas áreas que compõem uma organização; Redução dos custos dos insumos aplicados na produção ou das diversas que compõem uma organização;
  9. 9. O que a contabilidade de custos busca? Controle das operações e das atrividades; Auxilia a administração para tomar decisões ou resolver problemas específicos; Redução de disperdício de materiais, tempo ocioso, etc.;
  10. 10. O que a contabilidade de custos busca? Elaboração de orçamentos; Determinação de preço de venda; Previsão dos lucros; Determinação de preços mínimos possíveis de serem vendidos; Viabilidade financeira da empresa.
  11. 11. Custos ou despesas? Custos: gastos relativos a obtenção dos produtos. Despesas: gastos relacionados com a administração e com a geração de receitas.
  12. 12. Custos ou despesas? Fábrica: engloba todos os departamentos de apoio à produção (almoxarifado, engenharia de fábrica, planejamento e controle de produção, etc.), e os departamentos de produção (usinagem, montagem, pintura, etc.)
  13. 13. Custos ou despesas? Administração: engloba todos os departamentos administrativos (recursos humanos, centro de processamento de dados, contabilidade, organização, finanças)
  14. 14. Custos ou despesas? Vendas: engloba todos os departamento relacionados com a atividade comercial (serviço de atendimento ao cliente, vendas, representantes, propaganda, etc.)
  15. 15. Custos ou despesas?
  16. 16. Terminologia: Gasto: compromisso financeiro assumido por uma empresa na aquisição de bens e serviços. Pode ser de investimento, de consumo (produção). Pode virar custo ou despesa.
  17. 17. Terminologia: Custo: gastos não investimentos para a produção, relacionados aos produtos, ligados à área industrial.
  18. 18. Terminologia: Despesa: Bem ou serviço consumidos direta ou indiretamente para a obtenção de receitas.
  19. 19. Terminologia: Investimento: todos os bens e direitos registrados no ativo das emrpesas para baixa em função de venda, amortização, consumo, dsaparecimento, perecimento ou desvalorização. O Estoque. Pode aparecer em custo ou despesa.
  20. 20. O que é a matéria-prima? Gasto Ao abastecer o estoque vira investimento Aplicado na produção de um bem Quando requisitada pela produção gera custo Quando estocada para venda e posterior distribuição, vira despesa
  21. 21. Exemplos de custos: Ligado à produção Mão-de-obra fabril Aluguel de instalações Depreciação de máquinas Energia elétrica da fábrica
  22. 22. Classificação dos custos: Quanto aos produtos fabricados (diretos e indiretos) Quanto ao comportamento em diferentes níveis de produção (fixos e variáveis)
  23. 23. Custos diretos e indiretos: Se for possível identificar a quantidade do elemento de custo aplicada no produto, o custo é direto. Se não, o custo é indireto.
  24. 24. Custos diretos e indiretos: Direto: a propriação de um custo ao produto se dá pelo que efetivamente ele consumiu. No caso da matéria- prima, pela quantidade que foi efetivamente consumida e, no caso da mão-de-obra direta, pela quantidade de horas que foi efetivamente utilizada.
  25. 25. Custos diretos e indiretos: Indireto: apropriação de um custo ao produto ocorre por intermédio de rateio. (ex. Energia elétrica)
  26. 26. Custos fixos e variáveis: Na variação da produção alguns custos variam outros não.
  27. 27. Custos fixos e variáveis: Custos fixos: decorrentes da estrutura produtiva instalada da empresa que independem da quantidade que venha a ser produzida dentro do limite da capacidade instalada.
  28. 28. Custos fixos e variáveis: Custos variáveis: aumentam ou diminuem, oscilando ao sabor do nível de produção. (ex. Matéria- prima, energia elétrica)
  29. 29. Custos fixos e variáveis:
  30. 30. Custos fixos e variáveis: Custo total: somatória dos custos fixos e variáveis
  31. 31. Custos fixos e variáveis:
  32. 32. Custos fixos e variáveis: Custos semivariáveis: possuem em seu valor uma parcela fixa e outra variável. São fixos até um momento e depois se tornam variáveis. (ex. Telefone)
  33. 33. Custos fixos e variáveis: Custos semifixos: classificados como fixos, mas alteram em decorrência de uma mudança na capacidade de produção instalada. (ex. Aluguel de novo espaço para aumentar capacidade de estoque)
  34. 34. Custos fixos e variáveis: Custos semifixos: classificados como fixos, mas alteram em decorrência de uma mudança na capacidade de produção instalada. (ex. Aluguel de novo espaço para aumentar capacidade de estoque)
  35. 35. Gastos Custos Despesas Investimentos Administrativas Vendas Financeiras Quanto aos produtos Quanto ao volume de produção Fixos: seguros, depreciação, taxas, aluguel, MO indireta... Variáveis: Matéria-prima, MO direta, energia elétrica... Diretos: Matéria-prima, mão-de-obra direta Indiretos: energia elétrica, taxas, MO indireta, aluguel, materiais auxiliares...
  36. 36. Outras classificações de custos: Trasnformação: transformar matéria-prima em produto Primários: matéria-prima e MO direta Produção: Matéria-prima, MO direta e custos indiretos
  37. 37. Custos de produção: Materiais: matérias-primas, parte visível dos custos Mão-de-obra direta: que transforma a matéria-prima Demais custos: energia elétrica, manutenção, depreciação, telefone, impostos (para fabricação)
  38. 38. Matéria-prima: De todos os materiais utilizados é o único que compõe o produto Materiais indiretos: usados para a transformação
  39. 39. Matéria-prima: Perdas normais (sobras) Perdas anormais (acidentes)
  40. 40. Matéria-prima: Custos a serem calculados IPI ICMS Frete Seguro Armazenagem e outros gastos
  41. 41. Matéria-prima: IPI e ICMS: pagos somente uma vez pelo consumidor final. Receita não contabilizada pela empresa.
  42. 42. Matéria-prima: Método de controle e cálculo de estoque: UEPS (último a entrar, primeiro a sair) PEPS (primeiro a entrar, primeiro a sair) Custo médio ponderado móvel
  43. 43. Mão-de-obra direta: Custo direto apenas no cálculo do tempo pára execução da atividade. Custo indireto quando o tempo ocioso é diluído no custo de fabricação.
  44. 44. Mão-de-obra direta: Salário dos funcionários e DSR’s Encargos sociais e trabalhistas Férias, 1/3 e 13º Contribuição ao INSS e FGTS
  45. 45. Mão-de-obra direta: Encargos sociais e trabalhistas: conquistas contidas em leis, acordos ou convenções
  46. 46. Mão-de-obra direta: Grupo A: fixas mensais incidentes sobre a folha. Incidem sobre o grupo B.
  47. 47. Mão-de-obra direta: Grupo B: integram a remuneração da mão-de- obra.
  48. 48. Mão-de-obra direta: Grupo C: obrigações trabalhistas que não incidem sobre outros encargos.
  49. 49. Mão-de-obra direta: Dias produtivos do ano: 276 por trabalhador (domingos, feriados e férias)
  50. 50. Mão-de-obra direta: Registro da presença (ponto) Boletim de apontamento de produção Tempo ocioso Outros gastos
  51. 51. Próxima aula: Custos indiretos de fabricação
  52. 52. Custos indiretos de fabricação Composição:  Materiais indiretos (que não integram fisicamente o produto)  Mão-de-obra indireta  Outros custos indiretos (não é possível medir)
  53. 53. Custos indiretos de fabricação Rateio: Custo (algum) Unidade = Custo por unidade
  54. 54. Custos indiretos de fabricação Rateio: Produto X = 10 unidades Produto Y = 100 unidades Produto Z = 200 unidades Total = 310 unidades R$ 1.500 de energia elétrica
  55. 55. Custos indiretos de fabricação Rateio: R$ 1.500 310 = R$ 4,83871/unidade
  56. 56. Custos indiretos de fabricação Rateio: Produto X = 10u x R$ 4,83 = R$ 48,39 Produto Y = 100u x R$ 4,83 = R$ 483,87 Produto Z = 200u x R$ 4,83 = R$ 967,74
  57. 57. Custos indiretos de fabricação Rateio: Cálculo do tempo de fabricação Produto X = 5 horas (10u) = 50h Produto Y = 4 horas (100u) = 400h Produto Z = 10 horas (200u) = 2000h Total de horas?
  58. 58. Custos indiretos de fabricação Rateio: Cálculo da taxa-hora de energia elétrica Custo de energia = R$ 1.500 = ? Total de horas 2.450 h
  59. 59. Custos indiretos de fabricação Rateio: Cálculo do custo de energia dos produtos Produto = tempo x taxa/hora = ?
  60. 60. Custos indiretos de fabricação Rateio: O que entra?  Área ocupada pelos departamentos (aluguel, depreciação do prédio e impostos prediais)  Número de funcionários do departamento de administração  Potência instalada em quilowatts/hora para energia elétrica  Número de requisições de materiais (almoxarifado)
  61. 61. Custos indiretos de fabricação Rateio: Departamentalização dos custos indiretos Auxiliares Produtivos Podem ter custos próprios (identificáveis) ou comuns aos departamento
  62. 62. Custos indiretos de fabricação Rateio: Custos próprios Mão-de-obra indireta Depreciação Materiais diversos
  63. 63. Custos indiretos de fabricação Rateio: Custos comuns Energia elétrica Água Telefone Aluguel Exercício p. 71 e 73
  64. 64. Custos indiretos de fabricação Rateio: Taxa de aplicação de custos indiretos (ano) Produção anual = 15.000 horas Custos indiretos variáveis = R$ 35/hora Custos indiretos fixos = R$ 300.000 Custos indiretos de fabricação = ?
  65. 65. Custos indiretos de fabricação Rateio: Taxa de aplicação de custos indiretos CIF = R$ 825.000 = R$ 55/h Horas de MO 15.000
  66. 66. Custeio variável Custo decorrente apenas da produção Custos fixos não são alocados aos produtos Independem de produção Ex. Aluguel
  67. 67. Custeio variável (utilidade) Quais produtos contribuem mais para a lucratividade da empresa Determinação de quais podutos devem ter suas vendas incentivadas Que produtos proporcionam a melhor rentabilidade
  68. 68. Custeio variável (utilidade) Qual o preço mínimo a ser praticado em condições especiais Decisão entre comprar e fabricar Qual o limite de descontos permitido
  69. 69. Margem de contribuição Quanto resta do preço, fora as despesas totais (produção e venda) Representa o excedente dos custos e despesas Determina o lucro
  70. 70. Margem de contribuição MC = PV – (CV+DV) MC = Margem de contribuição PV = Preço de venda CV = Custos variáveis DV = Despesas variáveis Exercício p.139
  71. 71. Ponto de equilíbrio Momento em que a empresa não apresenta lucro nem prejuízo Receitas cobrem custos e despesas Montante da margem de contribuição supera os gastos
  72. 72. Ponto de equilíbrio PE = C + D fixos = quantidade de MC unitáriaunidades necessárias a serem vendidas
  73. 73. Ponto de equilíbrio
  74. 74. Ponto de equilíbrio Contábel: Cobre todos os custos e despesas fixas do ano Econômico: Cobre também o capital investido Financeiro: desconsidera a depreciação contida nos custos e despesas fixos
  75. 75. Margem de segurança operacional Quantidade de produtos Valor de receita em que se opera acima do PE MSO = Volume de unidade vendidas (-) Qunatidade no PE Exemplo p. 161
  76. 76. Alavancagem operacional Quando a quantidade de produção aumenta sem alterar os custos fixos, aumentando o potencial de lucro Só funciona se o excedente for absorvido pelo mercado
  77. 77. Alavancagem operacional GAO = variação % do lucro operacional Variação % nas vendas

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