gerenciamnto de custos

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gerenciamnto de custos

  1. 1. 1 ATPS: ATIVIDADES PRÁTICAS SUPERVISIONADAS GERENCIAMENTO ESTRÁTEGICO DE CUSTOS
  2. 2. 2 ETAPA 1 Conceitos e terminologias de custos, Despesas, perdas Custos– é o gasto efetuado em um bem ou serviço que é utilizado na produção de outros bens ou serviços ou revendido com lucro, que a empresa realiza com o objetivo de por o seu
  3. 3. produto para ser comercializado, fabricando-o ou apenas revendendo-o, ou o de cumprir com o seu serviço contratado. Ex.: Matéria-prima de um produto, energia elétrica na produção de bens e serviços etc. Gastos é o valor arcado pela entidade para obter um produto ou serviço, representado pela entrega ou promessa de entrega de algum ativo (dinheiro, bens, sob a ótica contábil são sacrifícios financeiros com os quais uma organização, uma pessoa ou um governo, têm que arcar a fim de atingir seus objetivos, a obtenção direta de um produto ou serviço (como uma matéria prima ou um serviço terceirizado dentro da empresa ou utilizados na obtenção de outros bens ou serviços a serem respectivamente fornecidos ou prestados (como, respectivamente, um processo sobre um conjunto de matérias primas visando obter determinado produto para venda ou um processo próprio terceirizado de uma etapa de produção). Ex.: Gastos com mercadorias, gastos com pessoal etc. é o gasto necessário para a obtenção de receita. Classificação de custos: custos diretos, custos fixos e variáveis. Custos Fixos: São os custos incorridos para se fabricar o produto (bem ou serviço), embora tenham um valor total que não se altera com a variação da quantidade de bens ou serviços produzidos, seu valor unitário se altera de forma inversamente proporcional à alteração da quantidade produzida. Ex.: O pagamento de aluguel da fábrica, manutenção, limpeza da fábrica etc. Custos Variáveis: – São custos que variam conforme a produção. Uma maior quantidade produzida implica em maiores custos, assim como uma menor quantidade produzida implica em uma redução dos custos em bases unitárias possuem um valor que não se altera com alterações nas quantidades produzidas, porém, cujos valores totais variam em relação direta com a variação das quantidades produzidas. Ex.: Matéria prima , mão de obra, energia elétrica da fábrica etc. Custos Totais: é a soma de Custos Variáveis mais Custos Fixos, representado pela formula CT=CF+CV. Custos Diretos: – São custos diretos aqueles relacionados diretamente com a produção do produto (bem ou serviço), no qual podemos ter uma medida fiel do gasto realizado. Por exemplo, a quantidade de matéria-prima utilizada na produção de um bem é algo mensurável. Podemos determinar o custo da matéria-prima utilizada na produção, mesmo que tenhamos 3
  4. 4. vários produtos os custos suscetíveis de serem identificados com os bens ou serviços resultantes, ou seja, têm parcelas definidas apropriadas a cada unidade ou lote produzidas. Custos Diretos é aquele que pode ser identificado e diretamente apropriado a cada tipo de obra a ser custeado, no momento de sua ocorrência, isto é, está ligado diretamente a cada tipo de bem ou função de custo. É aquele que pode ser atribuído (ou identificado) direto a um produto, linhas de produto, centro de custo ou departamento, são aqueles diretamente incluídos no cálculo dos produtos. Exemplos de custos diretos: embalagens, materiais de consumo, mão de obra, matérias-primas usados na fabricação do produto, mão de obra direta, serviços subcontratados e aplicados diretamente nos produtos ou serviços. Custos Indiretos: é o custo que não se pode apropriar diretamente a cada tipo de bem ou função de custo no momento de sua ocorrência. Custos indiretos todos os outros custos que dependem da adoção de algum critério de rateio para sua atribuição à produção. É o custo que não podemos determinar com precisão sobre cada produto, por isso ele é rateado ou alocado com base em algum critério. Por exemplo, não sabemos quanto de energia elétrica cada produto consome ao ser produzido. A energia elétrica da fábrica pode, então, ser rateada pelos produtos fabricados, com base nas quantidades produzidas ou em outro critério, como número de horas de mão de obra. No jargão da contabilidade brasileira eles são chamados de CIF, de Custos Indiretos de Fabricação. Os custos indiretos são apropriados aos portadores finais mediante o emprego de critérios pré-determinados e vinculados a causas correlatas, como mão de obra indireta, rateada por horas/homem da mão de obra direta, gastos com energia, com base em horas/máquinas utilizadas, etc. Exemplos: 1. Mão de obra indireta: é representada pelo trabalho nos departamentos auxiliares nas indústrias ou prestadores de serviços e que não são mensuráveis em nenhum produto ou serviço executado, como a mão de obra de supervisores, controle de qualidade, etc. 2. Materiais indiretos: são materiais empregados nas atividades auxiliares de produção, ou cujo relacionamento com o produto é irrelevante. São eles: graxas e lubrificantes, lixas etc. 3. Outros custos indiretos: são os custos que dizem respeito à existência do setor fabril ou de prestação de serviços, como depreciação, seguros, manutenção de equipamentos, etc. Exemplos de custos indiretos: Energia elétrica da fábrica, água consumida na fábrica, lubrificantes das máquinas, salários dos supervisores ou gerentes da fábrica etc. 4
  5. 5. Despesa: São bens ou serviços consumidos para se auferir receitas. O dinheiro (ativo) é consumido ao se pagar os salários dos empregados. As Despesas são gastos que não se identificam com o processo de transformação ou produção dos bens e produtos. As despesas estão relacionadas aos valores gastos com a estrutura administrativa e comercial da empresa. Ex: aluguel, salários e encargos, pró-labore, telefone, propaganda, impostos, comissões de vendedores, despesas financeiras etc. Elas ainda são classificadas em fixas e variáveis, sendo as fixas aquelas cujo valor a ser pago não depende do volume, ou do valor das vendas, enquanto que as variáveis são aquelas cujo valor a ser pago está diretamente relacionado ao valor vendido. Uma diferença básica para a despesa é que "custo" traz um retorno financeiro e pertence à atividade-fim, pela qual a entidade foi criada (determinada no seu Contrato Social, na cláusula Do Objeto). Já despesa é um gasto com a atividade- meio e não gera retorno financeiro, apenas propicia certo "conforto" ou funcionalidade ao ambiente empresarial. Perdas Normais: são perdas decorrentes do processo produtivo. Exemplo: no corte de uma espuma pode ocorrer de se perder pedaços que é inevitável. São perdas possíveis de serem previstas, portanto, devem ser incluídas no custo de produção. Perdas Anormais: são perdas que não são possíveis de se prever antecipadamente. Seus valores deverão ser lançados como perda do período no sistêmica de resultados. Exemplos: greves, inundações etc. Investimento: É o gasto ativado em função de sua vida útil ou benefícios atribuíveis a períodos futuros. Exemplo: Aquisição de Máquinas; Vesicular; Móveis e Utensílios e Manutenção de Máquinas com valores representativos. 5 Balanço Patrimonial Empresa Fictícia Ltda. Ativo Passivo Ativo Circulante R$ 530.000,00 Passivo Circulante R$ 200.000,00 Disponibilidade R$ 250.000,00 Fornecedores R$ 140.000,00
  6. 6. 6 Contas a receber R$ 180.000,00 Salários a pagar R$ 60.000,00 Estoques R$ 100.000,00 Passivo Não Circulante R$ 250.000,00 Ativo Não Circulante R$ 270.000,00 Fornecedores R$ 250.000,00 Contas a receber R$ 80.000,00 Patrimônio Líquido R$ 350.000,00 Imobilizado R$ 190.000,00 Capital R$ 350.000,00 Total do Ativo R$ 800.000,00 Total Passivo + PL R$ 800.000,00 Produto Preço de venda Preço Caneta Azul R$ 0,85 450.500,00 Caneta Vermelha R$ 1,00 200.000,00 Componentes Caneta Azul 01 tubo acrílico R$ 0,20 Tampa frontal R$ 0,10 Tampa trazeira R$ 0,05 Carga R$ 0,18 Embalagem R$ 0,02 Custo Unitário R$ 0,55 Caneta Vermelha 01 tubo acrílico R$ 0,20 Tampa frontal R$ 0,10 Tampa trazeira R$ 0,05 Carga R$ 0,23 Embalagem R$ 0,02 Custo Unitário R$ 0,60 Mod: mão de obra direta. É aquela mão de obra diretamente relacionada a fabricação do produto, por exemplo, a mão de obra do operário fabricando um produto. Impostos sobre vendas: 27,5% Alem dos custos acima listados a empresa incorre ainda em:
  7. 7. 7 Salários de mão de obra para montagem e embalagem dos produtos R$ 4.500,00/ mês Salários e comissões dos vendedores R$ 15.000,00 / mês Salários administrativos e Pro – labore R$ 20.000,00 / mês Sabe-se que são vendidas mensalmente 200.000 unidades de caneta vermelha e 530.000 unidades de caneta azul/mês DRE RECEITA BRUTA R$ 650.500,00 ( - )Impostos (R$ 178.887,50) RECEITA LÍQUIDA R$ 471.612,50 ( - )CMV (R$ 416.000,00) LUCRO BRUTO R$ 55.612,50 DESPESAS Despesas Administrativas (R$ 20.000,00) Despesas com Vendas (R$ 15.000,00) LAIR R$ 20.612,50 CUSTO DE PRODUÇÃO CANETA AZUL MATERIA PRIMA R$ 291.500,00 MOD R$ 2.801,89, DESPESAS R$ 25.410,95 TOTAL R$ 319.712,84 CANETA VERMELHA MATERIA PRIMA R$ 120.000,00 MOD R$ 1.698,11 DESPESAS R$ 9.589,04 TOTAL R$ 131.287.15
  8. 8. 8 Preço de Custo Caneta Vermelha – 200.000 x 0,60 = 120.000,00 Caneta Azul – 530.000 x 0,55 = 291.500,00 Preço de Venda Caneta Vermelha – 200.000 x 1,00 = 200.000,00 Caneta Azul – 530.000 x 0,85 = 450.500,00 MOD = 4.500,00 CMV = 120.000,00 + 291.500,00 + 4.500,00 = 416.000,00 Despesas ADM = 15.000,00 + 20.000,00 = 35.000,00 ETAPA 02 A Importância de um Índice de Preço próprio numa Economia Desindexada O Brasil passa por uma fase de transição, tanto política como econômica. Tendo isso em vista o atual governo brasileiro vem fazendo mudanças no país, entre elas a desindexação da economia, que significa dizer que os reajustes de preços e salários não mais estão oficialmente atrelados a um índice econômico. Esta medida tem causado uma série de protestos por parte de sindicatos, no que diz respeito ao reajuste de salários. Existe uma série de índices de preços apurados por entidades competentes como a Fundação Getúlio Vargas (FGV), o Instituto Brasileiro de Geografia Econômica (IBGE) entre outros. No entanto, na sua grande maioria, estes índices de preços têm seu universo de pesquisa nos gastos de pessoas físicas, o que nada tem a ver com os gastos das empresas, fato que gera grandes distorções. Nesse sentido é bastante coerente que a empresa possua um índice de preços próprio, que será calculado a partir dos reais aumentos de custos e despesas específicos da empresa. Num ambiente desindexado a importância de um índice de preço próprio é ainda maior, já que este fornecerá um parâmetro justo e coerente para o reajuste de preços e salários. Além disso, existem outras vantagens em conhecer o índice de preço próprio como: aprimoramento da administração de custos e despesas, determinação de preços–limite de compra nas negociações com fornecedores, avaliação do efeito corrosivo da inflação sobre o capital de giro, comparação entre as alternativas de investimento da empresa e o seu índice de preço próprio, que representa seu próprio custo de oportunidade. O índice de preço próprio é, sem dúvida alguma, um instrumento de gestão gerencial de grande valia para o empresário, no entanto são pouquíssimas as empresas que conhecem seu
  9. 9. índice interno. Sendo assim, além de ser um instrumento de gestão gerencial, consiste em um fator adicional que imprime maior competitividade à empresa. Custos e Despesas Específicos Custos dos Materiais: O custo específico das empresas das empresas é àqueles concernentes à atividade produzida. Exemplos: materiais diretos, mão de obra direta e custos indiretos de fabricação. Estão associados aos procedimentos de avaliação de estoques. O termo “Estoque” designa o “conjunto” dos itens materiais de propriedade da empresa, que: - São mantidos para venda futura; Que se encontram em processo de produção; São correntemente consumidos no processo de produção de produtos ou serviços a serem vendidos. Os Principais Tipos de Ativos Considerados Estoques São: - Mercadoria para comercio ou produtos acabados,Materiais para Produção; Materiais em Estoque não Destinados à Produção Normal, chamados também de Indiretos, Auxiliares ou não produtivos; Produtos em Processo de Fabricação ou elaboração; Custos das Importações em andamento referentes a itens de Estoque. Objetivo principal do Custeio dos Estoques e a seleção dos Métodos de Custeio O maior objetivo do custeio de estoque é a determinação de custos adequados às vendas, de forma que o lucro apropriado seja calculado. A adoção do critério de lucro como base principal para selecionar o método de custeamento dos estoques, provoca alguns efeitos na posição financeira da empresa. Na seleção do método de custeamento dos estoques, uma importante consideração é o conceito de lucro líquido. Em adição ao fator lucro, existe um número de outros fatores que influenciam as decisões relativas à seleção dos métodos de custeio de estoque, a lista desses fatores, excluindo definição do lucro, incluiria: - Aceitação do método pelas autoridades do imposto de renda; A parte prática da determinação do custo; Objetividade do método; Objetividade do método; Utilidade do método para decisões gerenciais. Os Custos dos Materiais O princípio contábil de Custo de Aquisição determina que se incluam no custo dos materiais, além do preço desses materiais, todos os outros custos decorrentes da compra, e que se deduzam todos os descontos e bonificações eventuais recebidos. Na prática os custos podem variar de uma compra para a outra, e não é necessário (a não ser no caso de produtos 9
  10. 10. perecíveis), determinar de qual lote específico o consumo foi realizado para se efetuar a baixa do estoque. Métodos mais comum para se avaliar os estoques são: -Custo médio;- Primeiro a entrar, primeiro a sair ( PEPS); Último a entrar, primeiro a sair ( UEPS). Custo Médio Este método, também chamado de método da Média Ponderada ou média móvel, baseia-se na aplicação dos custos médios em lugar dos custos efetivos. O método de avaliação do estoque ao custo médio é aceito pelo FISCO, e usado amplamente. Por esse método, o valor dos itens de estoque em mãos ao final do período, é representado pela média Ponderada do Custo do Estoque dos itens em mãos no começo do período e de todas as compras efetuadas durante esse mesmo período. O método do custo médio inclui dois diferentes procedimentos: O da média ponderada; e, o da média móvel. O Custo Médio Ponderado é associado com o estoque periódico, enquanto o Método da Média Móvel requer registros perpétuos. Os dois métodos possuem a vantagem da simplicidade dos cálculos; porém, ambos são passíveis de críticas. Custeio de Produção O custo de produção é o custo associado às unidades produzidas, é o custo que se pode considerar como “ligação” ou “amarrado”às unidades produzidas. É considerado como de ligação em virtude de ser o resultado da aplicação do custo unitário nas quantidades utilizadas (saídas) do processo, e é por meio dele que transferimos os valores das contas dos produtos em processo de fabricação para a de produtos acabados. Custeio das Vendas Os métodos de avaliação antes detalhados também são básicos para a avaliação do Estoque dos Produtos Acabados. As entradas nessa conta refletem a transferência do custo de produção. As saídas desta conta refletem o custo dos produtos vendidos ou o custo das mercadorias vendidas quando se tratar de operações comerciais. Os Custos da Mão- de- Obra Os gastos de mão de obra incluirão todos os gastos incorridos pela pessoa jurídica para contratar, treinar, manter, remunerar e desligar seus empregados tanto na área de produção como de administração e comercial. Todos esses gastos estão relacionados ao “ciclo de vida 10
  11. 11. da mão de obra”, pois, vão desde o recrutamento à seleção e a admissão, até a saída do empregado. Um controle adequado dos custos da mão de obra baseia-se em padrões predeterminados de eficiência e na comparação dos custos reais com esses padrões, na medida em que a produção progride. Realiza-se controle eficiente por meio de:Planejamento da Produção; Uso de orçamentos e padrões de mão de obra; Relatórios de Execução da mão de obra; e, pagamento adequado pelo desempenho da mão de obra. Custo de Produção da Mão de Obra Direta A Legislação Fiscal pelas regras estabelecidas de custeio por absorção determina que os custos de mão de obra direta devem ser segregados dos de mão de obra indireta, que deverão compor o terceiro elemento de custo, ou seja, o custo indireto de fabricação. Custos Indiretos de Fabricação O único sistema aceito pela legislação fiscal para apropriação dos custos indiretos de fabricação é o denominado “custeio por absorção” por meio do qual os produtos em elaboração receberão, contabilmente, carga pela matéria-prima, mão de obra direta e pelos custos indiretos de fabricação aplicados. Centro de Custo Os custos indiretos de fabricação relacionam-se diretamente com a fábrica como um todo, podendo ou não, ser divididos em departamentos, processos ou células de trabalho. Um centro de custo pode ser um departamento ou a combinação de diversos departamentos. É importante ressaltar que, a decisão em separar os custos por centro de custo está diretamente relacionada com o porte e/ou a estrutura da empresa. Alocação dos Custos do Departamento de Administração Industrial Os custos do Departamento de Administração Industrial são em geral, apropriados em primeiro lugar, por que esse departamento presta serviços a todos os demais departamentos. Essa alocação é efetuada ao fim de cada mês com base no número de pessoas existente em cada departamento. Alocação dos Custos do Departamento de produção: São distribuídos aos departamentos de produção com base no total do custo do material direto consumido. Alocação dos Custos do Departamento de Engenharia da Fábrica São distribuídos aos departamentos com base nas horas de manutenção que refletem os serviços prestados. 11
  12. 12. Alocação dos Custos do Departamento de Manutenção Geral São distribuídos pelos totais dos metros quadrados ocupados. Alocação dos Custos do Departamento de Controle e Qualidade São distribuídos em percentuais iguais ao departamento de Montagem e Pintura, assumindo-se que o controle de qualidade é efetuado em proporções iguais e somente nesses dois departamentos. Despesas Administrativas e Comerciais Constituem ao lado dos Custos Indiretos de Fabricação, o segundo grande grupo que integra o gasto total de bens e serviços produzidos e vendidos. Essas despesas referem-se exclusivamente às funções administrativas e comerciais da empresa, sem vínculo direto. Bases de Volume ou Critérios de Rateio A escolha de bases por meio das quais serão distribuídas por produto, as despesas administrativas e comerciais, é a fase mais difícil e de maior importância para a eficiência das tarefas de análise e controle das respectivas operações. Tal dificuldade provém do fato de que as atividades administrativas e comerciais, sendo variadas, exigem bases de rateio também variadas. Gastos de Empresas não Industriais Gastos de Empresas Comerciais: A principal distinção entre o comercio e a indústria consiste no fato de que o comercio é intermediário e a indústria é transformadora. Na atividade comercial o preço de aquisição do produto influi diretamente no preço de venda, constituindo o aspecto básico do custo total da mercadoria, apenas acrescido pelos valores provenientes das despesas diretamente relacionadas com a atividade comercial e pelo Mark-up. Custo Comercial Entende-se por custo comercial o total dos dispêndios monetários imediatos ou futuros, nos quais a empresa incorre para a obtenção de uma mercadoria ou de um serviço. O custo comercial deverá ser apurado de forma a evidenciar custo, receita e o lucro das mercadorias vendidas. Custo Comercial – Apropriação A apropriação das operações de compra e venda de mercadorias pode ser feita de várias formas. Quando a conta de estoques é desdobrada, criam-se subcontas ou desdobramentos de contas capazes de reunir os custos diretos das operações de compra e venda, permitindo assim 12
  13. 13. um conhecimento mais aproximado do custo real das mercadorias vendidas. Os princípios de controles de estoques do comercio são os mesmos de uma indústria, dependendo apenas de adaptação para atendimento das circunstâncias particulares de dada empresa. Custos Indiretos/ Comercial Vimos que o custo primário da mercadoria objeto de compra e venda compreende o custo de aquisição mais os custos diretamente relacionados com essa mercadoria. Assim, se a empresa vender, por exemplo, móveis, rádios, geladeiras e outros aparelhos de uso doméstico, poderemos conhecer o montante dos custos ocasionados por essas diversas espécies de mercadorias, fazendo entre elas um rateio dos gastos de comercialização e administração. Esse rateio será feito em um mapa apropriado, no qual consideramos a existência dos seguintes departamentos: Departamento de Móveis, Departamentos de Rádios e Eletrônicos, Departamentos de Geladeiras, Departamento de Utensílios de Uso Doméstico. Custos Variáveis/ Comercio O custo de mercadorias vendidas do Departamento de Resultados deve refletir os custos primários (materiais e mão de obra), somente dos serviços completados, consistentes com as receitas relatadas no mesmo período. O estoque de materiais disponíveis ao final do período (no armazém, loja ou locais de prestação de serviço), deduzindo do total das compras e acrescido ao estoque inicial do período, é usado para determinar o custo das mercadorias ou materiais consumidos nos serviços executados durante esse mesmo período. Custos Fixos/ Comercio Os custos fixos incluem todos os custos operacionais do negócio, e incluem três divisões maiores: - Armazenagem e Despacho; - Vendas e Despesas Gerais; e – Administrativas. Estoques/ Comercio Desde que a empresa prestadora de serviços não produz suas mercadorias, não existe a subdivisão dos inventários entre matérias-primas, produtos em processos, e produtos acabados como nas empresas industriais. As mercadorias em estoque, se existirem, devem incluir os materiais e acessórios qualquer que seja o local em que se encontrem ( loja, armazém, ou o próprio local de instalação). A sua apropriação deve seguir os mesmos critérios sobre empresas de compra e venda de mercadorias Rateio e Departamentalização; Os departamentos podem ser divididos em dois grupos: departamentos de produção e departamentos de serviços. O departamento de produção é voltado totalmente para o produto 13
  14. 14. de Cortes, Montagem, Acabamento e Pintura. Para definir o custo de fabricação dos produtos acabados, todo um sistema de registro, uma análise, rateio de custo, bem como uma série de lançamentos contábeis e controles paralelos tornam – se indispensáveis. Já o departamento de serviços não atua direto com o produto, mais dão suporte no departamento de produção. Seus custos são apropriados aos departamentos de produção (a quem prestam serviços). Os departamentos de produção recebem esses custos dos departamentos de serviços, juntam com seus próprios custos e, finalmente transferem aos produtos de Administração de fábrica, Manutenção, Almoxarifado, Expedição e Controle de Qualidade. 14 Custo Total do Produto da Empresa Fictícia Produto Matéria Prima Despesas MOD Total Caneta Azul 291.500,00 R$ 25.410,00 R$ 3.267,00 R$ 320.177,00 Caneta Vermelha R$ 120.000,00 R$9.590,00 R$ 1.233,00 R$ 130.823,00 Passo 03 Produto Produção % s total M O Comissões Salários Administrativos Caneta Azul 530.000 73% 3.285,00 10.950,00 14.600,00 Caneta Vermelha 200.000 27% 1.215,00 4.05000 5.400,00 Total 730.000 100% 4.500,00 15.000 20.000,00 Produto Produção Custo Unitário Total Caneta Azul 530.000 0,55 291.500,00 Caneta Vermelha 200.000 0,60 120.000,00 Total 730.000 1,15 411.500,00
  15. 15. 15 DRE RECEITA BRUTA R$ 650.500,00 ( - )Impostos/vendas (R$ 178.887,50) RECEITA LÍQUIDA R$ 471.612,50 ( - )CMV (R$ 416.000,00) Matéria prima R$ 411.500,00 MO R$ 4.500,00 (-) Resultado Operacional Bruto R$ 55.612,50 Despesas Administrativas (R$ 35.000,00) LAIR R$ 20.612,50 A Caneta Azul é mais rentável, pois seu ponto de equilíbrio é maior que da caneta Vermelha, além de possuir um custo menor de produção, a quantidade de venda se dá em grande escala. PASSO 4 Proposta para Fornecimento O pedido não pode ser aprovado, pois vendendo 15.000 unidades a 0,65, teremos prejuízo de R$ 36.249,35. Matéria prima Caneta Azul: 8.250,00 15.000,00 x 0,55 Despesas 35.000,00 x 27% = 9.450,00 35.000,00 x 73% = 25.550,00 Mão de Obra 4.500/730.000 = 0.006164383 x 15.000,00 = 92,47 DRE 2 RECEITA BRUTA R$ 9.750,00 ( - )Impostos/vendas (R$ 2.656,88) RECEITA LÍQUIDA R$ 7.093,12
  16. 16. 16 ( - )CMV (R$ 8.342,47) Matéria prima R$ 8.250,00 MO R$ 92,47 (-) Resultado Operacional Bruto R$ 1.249,35 (-) Despesas Op/ ADM (R$ 35.000,00) (=) Resultado Líquido (36.249,35) ETAPA 03 Ponto de Equilíbrio É o valor que a empresa precisa vender para cobrir os custos das mercadorias vendidas, que inclui os custos fixos e variáveis, as despesas fixas e as variáveis;No ponto de equilíbrio a empresa não tem lucro nem prejuízo;Para entender a fórmula do ponto de equilíbrio é necessário entender Margem de Contribuição. Equivale ao lucro variável, é a diferença entre o preço de venda unitário do produto e os custos e despesas variáveis por unidade do produto. Ou seja, ponto de equilíbrio equivale ao faturamento mínimo necessário para que a empresa não tenha prejuízo, porém nesse ponto também não incorrerá em lucro. É um indicador importantíssimo, pois informa ao executivo o volume necessário de vendas, no período considerado para cobrir todas as despesas (fixas e variáveis), bem como o custo da mercadoria vendida ou serviço prestado. Se o valor das vendas ficar abaixo desse ponto, significa que a empresa está em prejuízo, sendo que acima estará obtendo lucro. Margem de Contribuição É quantia em dinheiro que sobra da venda do produto, após retirar o valor do gasto variável unitário, que é composto por custo e despesa variáveis. Tal quantia é que irá garantir a cobertura do custo fixo e do lucro.
  17. 17. 17 MCun = PV - ( CV + DV ) MC = Margem de contribuição. PV = Preço de Venda ou Receita Operação Bruta Total. CV = Custo variável ou Custo das Mercadorias Vendidas(CMV). DV = Despesa variável. Ponto de Equilíbrio Contábil Ponto de Equilíbrio Contábil: É o valor ou a quantidade que a empresa precisa vender para cobrir o custo das mercadorias vendidas, as despesas variáveis e as despesas fixas;No ponto de equilíbrio, a empresa não terá lucro nem prejuízo. PEC = Custos fixos (CF) + despesas fixas (DF) MCun - É o mínimo que a empresa deverá vender para não obter prejuízo. Tal ponto pode ser calculado através da fórmula: Custos fixos/margem de contribuição unitária Ponto de Equilíbrio Econômico - É o ponto de equilíbrio com um lucro necessário, ou seja, a empresa determina o lucro que deseja alcançar, e aplica-o na fórmula, para saber qual é o mínimo de venda necessário para se chegar ao lucro estabelecido. Pode ser calculado com a fórmula: Custos fixos + lucro desejado/margem de contribuição unitária Ponto de Equilíbrio Econômico: O PEE visa a obtenção de lucro que pode ser estipulado pelo empresário;Considera o Custo de Oportunidade no cálculo do ponto de equilíbrio; PEE: CF + DF + CO MCun Ponto de Equilíbrio Financeiro: É a quantidade que iguala a receita total com a soma de custos e despesas que representam desembolso financeiro para a empresa. Neste caso, os encargos da depreciação, amortização e descontos representam desembolsos para empresa. - É quando dentro dos custos fixos, existem variações patrimoniais que não significam desembolsos para a empresa, mas que, de acordo com os princípios contábeis, tais variações devem figurar no resultado do exercício. O ponto de equilíbrio financeiro pode ser calculado com a fórmula:
  18. 18. 18 Custos fixos – depreciação/margem de contribuição unitária PEF= CF + DF (-) DEA MCun DAE: depreciação, amortização e exaustão. Vantagens e desvantagens da utilização do sistema de custeio ABC. TIPOS DE CUSTEIO São dois os tipos de custeio: 1- Custeio Baseado em dados reais, atuais ou históricos; 2- Custeio Baseado em dados predeterminados ou padrão. Custeio Histórico: São definidos como um sistema onde os custos são registrados tais como ocorrem. Aonde os custos só são determinados após o término da fabricação do produto ou prestação de serviço da empresa. Custeio Predeterminado ou Padrão: São custos estabelecidos com antecedência sobre as operações de produção. Mesmo que fixado em estimativa apresenta suas vantagens e desvantagens. Sistema de Custo Híbrido Várias combinações do sistema de custo anteriormente descritas são frequentemente encontradas na prática. Ex: Um sistema de custo padrão raramente usa somente o custo padrão; Os custos históricos são necessários para determinar as taxas padrão dos custos indiretos de fabricação. Métodos de Custeio Empresa que atualmente então inserida em um mundo globalizado, de forte concorrência e de necessidade elementar de redução de custos para consequente maximização do resultado. Nesse sentido, as empresas têm buscado na contabilidade de Custo o caminho para melhorar seu desempenho econômico e financeiro. Para começa o método de custeio são formas de apuração dos valores de custos dos bens, mercadorias ou serviços das entidades públicas e privadas, tem como função determinar o modo de como será atribuído custos aos produtos. Vários são os métodos e são aplicado conforme características da empresa. A diferença entre os métodos de custeio relaciona-se com o grau de variabilidade dos gastos utilizados para cada um deles. Há dois métodos ou modalidades de custeio, ambas as modalidades podem ser utilizadas tanto em um ambiente de custo histórico, como
  19. 19. predeterminado. Custeio por Absorção É o sistema que apura o valor dos custos dos bens ou serviços, tomando como base dos custos da produção, quer seja fixos ou variáveis, diretos ou indiretos. Uma vantagem é que atende aos princípios fundamentais da contabilidade e no principio da competência, reconhece todos os custos de produção como despesas somente no momento da venda, e é aceito pelo fisco brasileiro, e uma desvantagem o mesmo apresenta pouca quantidade de informação para fins gerenciais. Ao custear- se os produtos fabricados pela empresa, são atribuídos a esses produtos seus custos variáveis, e, os custos fixos, diz-se que está usando a modalidade de custeio por absorção. Custeio Variável ou Direto No custeio por absorção os custos fixos são rateados aos produtos, e quando no custeio variável estes custos são tratados como despesas, e vão direto para resultado, trata-se como um custo no período indo diretamente ao resultado igualmente as despesas. Uma vantagem é que auxiliar em uma tomada de decisão e desvantagem apresenta-se a não obediência aos princípios fundamentais de contabilidade, por não atender o principio da competência em oposição ao custeio por absorção, o custeio variável ou direto toma em consideração, para custeamento dos produtos da empresa apenas, os gastos (custos e despesas) variáveis. Custeio ABC Este sistema tem como fundamento básico a busca do principio da causação, ou seja, procura identificar de forma clara, por meio de rastreamento, o agente causador do custo, para lhe imputar o valor, um diferencial do sistema de custeio ABC, é que sua utilização, por exige controles pormenorizados, proporciona o acompanhamento e correções devidas no processos internos da empresa, ao mesmo tempo em que possibilita a implantação e/ou aperfeiçoamento dos controles internos da entidade. Vantagens conhecimento dos custos dos processos; custos mais específicos; possibilita revisão do processo de produção; atende aos princípios fundamentais da contabilidade. Desvantagens dificuldade na implantação completa do sistema; necessita de detalhamento dos controles internos; às vezes exige rateio; dificuldades de envolvimento dos responsáveis do setores. Sistemas de Acumulação de Custos 19
  20. 20. Corresponde ao ambiente no qual vai ser utilizado os tipos ou métodos de custeio, anteriormente descritos. Existem dois sistemas básicos de produção: O Sistema de Produção por encomenda e o Sistema de Produção Contínua. Existem também, dois sistemas básicos de acumulação: O Sistema de acumulação por ordem de produção/encomenda; e Sistema de Acumulação por processo. Sistema de Acumulação de Custos por Ordem de Produção É o Sistema de Custeamento no qual cada elemento do custo é acumulado separadamente, segundo ordens específicas emitidas geralmente pela Seção de Controle de Produção. As ordens de produção são emitidas para o início da execução do serviço, e nenhum trabalho poderá ser iniciado sem que seja autorizado pela correspondente emissão de uma ordem de produção. Os termos “ordem de fabricação”, “ordem de serviço”, são sinônimos de ordem de produção. Formulário da Ordem de Produção Esse formulário fornece o registro do material direto, mão de obra direta e dos custos indiretos de fabricação, sendo que estes últimos serão apurados após um complexo processo de rateio, esse formulário necessita de adaptação conforme o tipo de empresa. Modelos de Sistemas de Redução de Custos e Aumento da Produtividade. O principio da redução de gastos e aumento de produtividade é a chave da administração moderna, ocupa-se em neutralizar os efeitos da competição crescente que se manifesta em todos os setores da economia. Assim se divide em quatro etapas: - preparação e motivação do pessoal da empresa - a fase educativa - a fase de implantação - e o acompanhamento e avaliação Montando um plano e um sistema dessa forma. - Reduzir o tempo gasto com a mão de obra direta no setor de fabricação em pelo menos 5%. - Eliminar os “gargalos” atualmente existentes na linha de produção com objetivo de aumentar o volume produzido. - Reduzir o consumo de material não produtivo ( indireto ) em pelo menos 7%. - Manter os custos fixos do pessoal horista indireto e mensalista ao mesmo nível do período presente ajustando apenas pelo índice de inflação. 20
  21. 21. - Desenvolver uma auditoria dos pagamentos a fornecedores para assegurar-se que se paga a tempo, e utilizar as sobras de caixas (se existirem) para obter descontos significativos nos pagamentos á vista. - Revisar as operações de recebimento e armazenagem de matérias-primas com o objetivo de implantar um sistema de recebimento (just-in-time) reduzindo os investimentos em estoque e custo de movimentação e armazenagem. - Estudar o fluxo de produção para melhorar o fluxo de trabalho avaliar o funcionamento e as condições dos equipamentos atuais para substituí-los, se necessário, por máquinas mais novas e mais eficientes. - Utilizar os melhores métodos e procedimentos de contabilidade com o equipamento eletrônico mais adequado de processamento de dados. - Estudar detalhadamente as despesas de distribuição ( comerciais) atuais com objetivos de reduzi-las em pelo menos 10%. 21 CO: Custo de Oportunidade. Margem de Contribuição: Caneta Azul Vermelha Preço de Venda 0,85 1,00 (-) Imposto 0,23 0,28 (-) Custo Unitário 0,55 0,60 Margem de Contribuição 0,07 0,12 Unitário 1) Determinar qual o ponto de equilíbrio contábil, financeiro e econômico da empresa estudada, levando em consideração que seus ativos imobilizados utilizados no processo produtivo são novos e correspondem 30% do total do ativo da empresa. Dados: - R$ 4.500,00/Mês Mão de obra para montagem e embalagem dos produtos; - R$ 15.000,0/Mês Para salários e comissões dos vendedores; - R$ 20.000,00/Mês para salários administrativos e Pró-Labore; - Produção: 200.000 unidades caneta vermelha 530.000 unidades caneta azul.
  22. 22. 22 Considerando o mesmo tempo para a produção dos dois produtos. Custo fixo:R$ 4.500,00 / 2 = R$ 2.250,00. Despesa fixas: R$ 20.000,00 + R$ 15.000,00 = R$ 35.000,00. R$ 35.000,00 / 730.000 un. = R$0,048/Un. Despesas fixas caneta azul: 0,048 X 530.000 =R$ 25.410,85/Mês. Despesas fixas caneta vermelha: 0,048 X 200.000 = R$ 9.589,00/Mês. Ponto de Equilíbrio Contábil Caneta Azul: PEC = Custos Fixos + Despesas Fixas MCun AZUL PEC = R$ 2.250,00 + R$ 25.410,85 R$0,07 PEC AZUL = 395.155 unidades. Ponto de Equilíbrio Contábil Caneta Vermelha: PEC = Custos Fixos + Despesas Fixas MCun VERMELHA PEC = R$ 2.250,00 + R$ 9.589,00 R$0,12 PEC VERMELHA = 98.658 unidades. Considerar 30% do Ativo Imobilizado: R$ 190.000,00 X 30% = R$ 57.000,00. R$ 57.000,00 / 60 meses* = R$ 950,00/Mês. R$ 950,00 / 730.000 um = R$0,0013/un. Depreciação caneta azul: 530.000 um X R$0,0013 =R$ 689,72. Depreciação caneta vermelha: 200.000 um X R$ 0,0013=R$ 260,00. Ponto de Equilíbrio Financeiro Caneta Azul: PEF = Custos Fixos + Despesas Fixas + Depreciação MCun AZUL PEF = R$ 2.250,00 + R$ 25.410,85 + R$ 689,73
  23. 23. 23 R$0,07 PEF AZUL =405.008 unidades. Ponto de Equilíbrio Financeiro Caneta Vermelha: PEF = Custos Fixos + Despesas Fixas + Depreciação MCun VERMELHA PEF = R$ 2.250,00 + R$ 9.589,00 + R$ 260,00 R$0,12 PEF VERMELHA = 100.825 unidades. Ponto de Equilíbrio Econômico: Fixamos um Lucro Desejado/Custo de Oportunidade de R$ 10.000,00; Sendo assim: R$ 10.000,00 / 730.000 un. =R$0,0137/un. Caneta azul: 530.000 un. X R$ 0,0138 =R$ 7.260,00. Caneta vermelha: 200.000 un. X R$ 0,0137 =R$ 2.740,00. Ponto de Equilíbrio Econômico Caneta Azul: PEE = Custo Fixos + Despesas Fixas + Lucro Desejado Mcun AZUL PEE = R$ 2.250,00 + R$ 25.410,85 + R$ 7.260,00 R$ 0,07 PEE AZUL = 498.873 unidades Ponto de Equilíbrio Econômico Caneta Vermelha: PEE = Custo Fixos + Despesas Fixas + Lucro Desejado Mcun VERMELHA PEE = R$ 2.250,00 + R$ 9.589,00 + R$ 2.740,00 R$ 0,12 PEE VERMELHA =121.491 unidades 2) Criar uma planilha determinando o ponto de equilíbrio econômico se ocorressem reduções nos custos nas seguintes proporções:
  24. 24. 24 a) Produção de venda de acordo com a capacidade máxima instalada (730.000 unidades). PEE TOTAL = Custo Fixos + Despesas Fixas + Lucro Desejado MCun TOTAL PEE TOTAL= R$4.500,00 + R$ 35.000,00 + R$ 10.000,00 R$ 0,19 PEE TOTAL = 260.526 unidades. b) Produção de venda somente do produto Caneta Azul (o mercado absorve toda a produção). PEE AZUL = Custo Fixos + Despesas Fixas + Lucro Desejado MCun AZUL PEE AZUL= R$4.500,00 + R$ 35.000,00 + R$ 10.000,00 R$ 0,07 PEE AZUL = 707.143 unidades. c) Produção de venda somente do produto Caneta Vermelha (o mercado absorve toda a produção). PEE = Custo Fixos + Despesas Fixas + Lucro Desejado MCun VERMELHA PEE = R$4.500,00 + R$ 35.000,00 + R$ 10.000,00 R$ 0,12 PEE = 412.500 unidades. Quadro Comparativo Caneta Azul Caneta Vermelha P E Contábil 395.155 98.658 P E Financeiro 405.008 100.825 P E Econômico 498.873 121.491 Analisamos que a caneta vermelha tem maior lucro, porém menor aquisição do mercado; A caneta azul tem menos lucro, porém maior aquisição do mercado; O melhor resultado é trabalhar com os dois produtos.
  25. 25. CICLO DE VIDA DE UM PRODUTO O estudo do ciclo de vida de um produto indica o desempenho de vendas de um produto ou serviço com o passar do tempo. Teoricamente não se incluem neste estudo modelos ou variações de produtos, mas sim, segmentos. Assim, não se analisam o desempenho do Fusca, de determinado modelo de televisão ou de computador, mas sim, o desempenho dos automóveis, dos televisores e dos computadores. Muitas empresas, no entanto, tem utilizado esta análise para análises de modelos de produtos individuais de forma que o estudo mostrasse o momento de campanhas de revitalização ou o momento de lançamentos de substitutos.4 fases na vida de um produto: A Introdução do produto no mercado, O Crescimento desse mercado, a Maturidade e o Declínio e ainda uma quinta fase: a Saturação do mercado, as fases do ciclo de vida de um produto são: Introdução: É a fase em que se lança um produto no mercado; Crescimento: quando o mercado começa a conhecer o produto e a consumi-lo; Maturidade: quando o produto já é de conhecimento amplo do mercado; Saturação: quando o mercado já não consome o produto como anteriormente; Declínio: quando o produto não desperta mais o interesse do mercado e as vendas caem. 1- Os produtos têm vida limitada. 2- As vendas dos produtos passam por estágios distintos, cada um deles com desafios, oportunidades e problemas diferentes para as empresas. 3- Os lucros sobem e descem nos diferentes estágios do ciclo de vida do produto. 4- Os produtos necessitam de diferentes estratégias de produção, financeira, marketing, compras e recursos humanos de acordo com cada estágio do seu ciclo de vida. Cada uma das fases apresenta características únicas. As principais, já esperadas pelo mercado são: Fase Características Introdução - Custos altos de manutenção do produto - O fabricante não tem concorrência - Os consumidores não conhecem o produto - As vendas são ínfimas - A demanda deve ser criada. Não existe. - Não há grande geração de receita. 25
  26. 26. 26 - Há a necessidade de divulgar o produto Crescimento - As vendas começam a crescer - O Mercado passa a conhecer o produto - Concorrentes passam a lançar seus modelos - Os preços começam a cair - A rentabilidade começa a aumentar - A economia de escala faz os custos caírem Maturidade - Lucros passam a diminuir - Preços tendem a cair - Volumes de vendas alcançam seus limites e estabilizam - Número de concorrentes aumenta - Custo caem ainda mais Saturação - Diferenças de preços entre concorrentes desaparecem - Lucros são reduzidos devido à concorrência - Volumes de vendas caem devido a perdas de Market Share - Concorrentes começam a desaparecer Declínio - Volumes caem drasticamente - Preços se reduzem visando manter os volumes custos aumentam - Lucro diminui sensivelmente número de concorrentes cai Viabilidade financeira de a “Empresa Fictícia Ltda.” produzir um novo item, mantendo a produção dos itens já fabricados e comercializados. Este novo item será a Caneta Verde.
  27. 27. Alteração no valor será a carga, que custa R$ 0,30 por unidade. O mercado consumirá 100.000 unidades/mês. Preço de venda seja de R$ 1,00 a unidade. Nota: aumentar sua capacidade produtiva e administrativa proporcionalmente ao aumento de produção, visto que a mesma já trabalha em capacidade máxima com os itens Caneta Azul e Caneta Vermelha. 27 PREÇO DE VENDA E CUSTO DOS MATERIAIS DIRETOS DA CANETA VERDE Produto Preço de venda Caneta verde R$ 1,00 Componentes Preço dos componentes Caneta verde 01 tubo acrílico R$ 0,20 Tampa frontal R$ 0,10 Tampa trazeira R$ 0,05 Carga R$ 0,30 Embalagem R$ 0,02 Custo Unitário R$ 0,67 GASTOS PROPORCIONAIS: MÃO DE OBRA DIRETA, VENDAS E ADMINISTRAÇÃO DA CANETA VERDE Base dos cálculos – gastos canetas azuis e vermelhas Itens Quantidade % Valor Mão de Obra produtiva 730.000 unidades 0,6164% R$ 4.500,00 Gatos vendas e administração 730.000 unidades 4,7945% R$ 35.000,00 Gastos caneta verde Itens Quantidade % Valor Mão de Obra produtiva 100.000 unidades 0,6164% R$ 616,44 Gatos vendas e administração 100.000 unidades 4,7945% R$ 4.794,52 DADOS DO CUSTO DA CANETA VERDE: MÃO DE OBRA DIRETA, VENDAS E ADMINISTRAÇÃO DA CANETA VERDE Caneta verde Gastos produção – vendas - administração
  28. 28. 28 Matéria Prima – 100.000 100.000 unidades R$ 0,67 R$ 67.000,00 MOD 100.000 unidades R$ 616,44 Gatos vendas e administração 100.000 unidades R$ 4.794,52 Total R$ 72.410,96 DEMONSTRAÇÃO DO RESULTADO (MENSAL): EMPRESA FICTÍCIA LTDA. CANETA VERDE. Receita Bruta (100.000 x 1,00) R$ 100.000,00 (-) Impostos sobre vendas (27,5%) R$ 27.500,00 Receita Líquida R$ 72.500,00 (-) Custo da Mercadoria Vendida – (100.000 x 0,67) R$ 67.000,00 (-) Mão de Obra Direta R$ 616,44 Lucro Bruto R$ 4.883,56 (-) Despesas com vendas e administração R$ 4.794,52 Resultado do Exercício antes do IRPJ e CSLL R$ 89,04 Custo de Produção Caneta Verde Matéria prima R$ 67.000,00 MOD R$ 1.500,00 Despesas R$ 11.666,67 Total R$ 80.166,67 Produto Preço de venda Preço de custo Caneta Azul R$ 0,85 450.500,00 Caneta Vermelha R$ 1,00 200.000,00 Caneta Verde R$ 1,00 100.000,00 Componentes Caneta Azul 01 tubo acrílico R$ 0,20 Tampa frontal R$ 0,10 Tampa trazeira R$ 0,05 Carga R$ 0,18 Embalagem R$ 0,02 Custo Unitário R$ 0,55
  29. 29. 29 Caneta Vermelha 01 tubo acrílico R$ 0,20 Tampa frontal R$ 0,10 Tampa trazeira R$ 0,05 Carga R$ 0,23 Embalagem R$ 0,02 Custo Unitário R$ 0,60 Caneta Verde 01 tubo acrílico R$ 0,20 Tampa frontal R$ 0,10 Tampa traseira R$ 0,05 Carga R$ 0,30 Embalagem R$ 0,02 Custo Unitário R$ 0,67 Quadro comparativo Analise de impacto RECEITA BRUTA R$ 100.000,00 (-10%) R$ 90.000,00 ( - ) CMV (R$ 67.000,00) (+15%) (77.050,00) Lucro Bruto R$ 33.000,00 R$ 12.950,00 DESPESAS Despesas Administrativas e Vendas (R$ 20.000,00) (+15%) (R$ 23.000,00) LAIR (R$ 13.000,00) (R$ 10.050,00) ( - ) IR / CSLL 34% (R$ 4.440,00) (R$ 6.633,00) LUCRO LÍQUIDO R$ 8.560,00 (R$ 16.683,00)
  30. 30. De acordo com os cálculos e rateis feitos com base no novo item não é viável produzir um a caneta verde, pois a mesma acarretará em prejuízo. 30 RELATÓRIO FINAL Fazendo o quadro comparativo da empresa podemos analisar porque quanto maior for à produção, menor será o custo por unidade. Por isso quanto mais à empresa produzir mais ela conseguira diluir seus custos. Segundo os resultados obtidos através desse Exercício, pelo método de custeio, concluímos que a Caneta azul foi o produto que apresentou a maior margem de contribuição, com um valor de R$ 320.067,00 enquanto a caneta vermelha apresentou uma margem de R$ 130.820,00. Esta diferença está atribuída ao custo unitário de cada produto e também da quantidade vendida, uma vez que, o custo unitário da caneta azul é inferior ao da caneta vermelha, R$ 0,55 e R$ 0,60 respectivamente e a quantidade vendida de canetas foi 530.000 e 200.000. Após tabular todos os custos da caneta verde e distribuir os custo para os três tipos de caneta, analisamos a viabilidade financeira na fabricação da caneta
  31. 31. verde, apesar da produção ter aumentado o lucro não teve tanta alteração já que os custos aumentaram, a produção aumentou de 730.000 unidades para 830.000 e o lucro aumentou apenas de R$ 20.613,50 para R$ 20.701,54, mas a empresa ainda esta tendo lucro. O Impacto causado na lucratividade da empresa se os insumos de produção sofressem aumento de 15%, e redução no preço de venda de 10%, seria um prejuízo no total de (106.030,96). No desenvolvimento deste trabalho com gerenciamento estratégico tivemos objetivo desenvolver o conhecimento, deste ramo da contabilidade para saber o que esta ocorrendo na empresa, os pontos que precisam de mudanças, qual o produto gera mais lucro e mais custo, qual departamento gera mais custos e a quantidade de produtos que a empresa tem que produzir para que obtenha um ponto de equilíbrio, ou seja, nem lucro e nem prejuízo e é através destas analises que o gestor pode estudar meios de melhorar a realidade da empresa, diminuindo os custo e despesas para assim aumentar os lucros com sistemas de informações contábeis essenciais no desenvolvimento operacional determinando custos ,preços dos produtos e serviços. O sistema orçamentário implica na utilização de técnicas e procedimentos contábeis aplicados aos fatos decorrentes de planos, políticas e metas para a alcançar o resultado desejado. Portanto, ao final do processo, são obtidos os demonstrativos financeiros preparados sob condições de premissas que se espera que aconteçam durante período. Custos e preços, são assuntos prioritários da administração, ainda persistem ignorados por muitos na sociedade empresarial. Em mercados competitivos, com o crescimento na atividade industrial, o conhecimento dos custos e de uma adequada estratégia de preços, é essencial à sobrevivência de qualquer empresa, fizemos um breve relato dos conceitos básicos aplicados à área de custos, de suas diretrizes e recomendações mais importantes para uma melhor compreensão. 31
  32. 32. 32 BIBLIOGRAFIA - Terminologias de Custos. Disponível em: <https://docs.google.com/a/aedu.com/document/d/1WJZvLNHIL22IibKMPAF XOgcgtSBPwO7t0xSX-WBX2nY/edit>. Acesso em:04 de set.2014 - <https://docs.google.com/a/aedu.com/document/d/1RxsFwpfoEHVeul-- lAK7qc8zIiDD1LQhnAhz265-MT8/edit>. Acesso em: 05 de set. 2014. Tabela 1 – Padrão de Tabela. Disponível em: <https://docs.google.com/a/aedu.com/file/d/0BwpCSyf5J660OXlYMWJhb1Q1L Xc/edit>. Acesso em: 10 de set. 2014. A Importância de um Índice de Preço Próprio numa Economia Desindexada. Disponível em:<https://docs.google.com/a/aedu.com/document/d/18YI93_5d670I_59IUv29jsO_ 1HK70vdiLoFrlN8AHM/edit>. Acesso em: 1 set. 2014 Proposta para Fornecimento. Disponível em: <https://docs.google.com/a/aedu.com/document/d/1fCFn0kfPPWmdGcOltOF2 uD6SM7ZL8ZtW-NOFl-hoNLk/edit>. Acesso em: 12 set. 2014. Vantagens e desvantagens da utilização do sistema de custeio ABC. Disponível em:
  33. 33. 33 <https://docs.google.com/a/aedu.com/file/d/0BwpCSyf5J660UGhCNzFiUmttaE U/edit>. Acesso em: 12 de set. 2014. Sistemas de custeio. Disponível em:<https://docs.google.com/a/aedu.com/document/d/1dXwuO_YYZrfueYVac0M0f7ORj0S 4PmI0JxPovfk3R4/ edit>. Acesso em: 13 set. 2014. Ciclo de vida do produto. Disponível em: <https://docs.google.com/a/aedu.com/file/d/0BwpCSyf5J660YkRLWE5pWUIw d28/edit>. Acesso em: 26 agost. 2014. BOMFIM, Eunir de Amorim; PASSARELLI, João. Custos e formação de preços. 5. ed. São Paulo:IOB, 2008. PLT 681. http://www.portaldecontabilidade.com.br/guia/custos_direitos.htm http://www.portaldecontabilidade.com.br/tematicas/custo-fixo-variavel.htm www.portaldeconhecimentos.org.br http://www.eps.ufsc.br/disserta98/moreira/cap7 https://docs.google.com/a/aedu.com/document/d/1dXwuO_YYZrfueY-Vac0M0f7ORj0S4PmI0JxPovfk3R4/ edit?pli=1 https://docs.google.com/a/aedu.com/file/d/0BwpCSyf5J660YkRLWE5pWUIwd28/edit?pli=1 https://docs.google.com/a/aedu.com/document/d/1dXwuO_YYZrfueY-Vac0M0f7ORj0S4PmI0JxPovfk3R4/ edit?pli=1 http://www.financetraining.com.br/docs/Analise_do_Ponto_de_Equilibrio_ou_Break_Even_P oint.pdf Martins, Eliseu. Contabilidade de Custos. São Paulo, Atlas, 2000.
  34. 34. 34 UNIVERSIDADE ANHANGUERA – FACNET CENTRO DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA ATPS: ATIVIDADES PRÁTICAS SUPERVISIONADAS GERENCIAMENTO ESTRÁTEGICO DE CUSTOS Ádila Roseane Rodrigues da silva RA: 3830725003 Carlos Dias Alcântara RA :1299892524 Karen Machado de Souza Azcutia RA: 4346838278 Mariza Garçoni de Holanda RA: 3830723668 Rita Mônica Dias RA: 5568151192 Tânia Cristina Mendes Calazans Braga RA: 4311804636 TAGUATINGA, 15 de setembro de 2014
  35. 35. 35

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