Apontamentos Acerca do Grupo de Sábado Profª M.Sc. Eliane Matesco
O Papel da Colaboração na Construção de uma  Postura Investigativa do Professor de Matemática   Profª M.Sc. Eliane Matesco...
Resgate de uma trajetória... <ul><li>Aluna de escola pública </li></ul><ul><li>Licenciatura Unicamp Noturno  (6 anos) </li...
Algumas reflexões... <ul><li>Desde 1992, atuando como professora, tenho visto o sonho de uma categoria profissional engaja...
Mas... como professores, o que podemos fazer por nossos alunos?  <ul><li>Que caminhos nos podem levar, pensando na perspec...
Saídas... <ul><li>A busca de  novas práticas  que concebem os alunos como produtores do conhecimento pode nos ajudar a com...
Postura Investigativa como tática... <ul><li>Postura investigativa pode ser entendida como um “modo de ser” professor que ...
O apoio do grupo... <ul><li>Deixar uma zona de conforto e entrar nessa zona de risco não é tarefa fácil para o professor, ...
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Falando em IMs... <ul><li>Agora vocês vivenciarão um pouquinho dessa prática por meio de uma atividade utilizada em minha ...
Investigação ou Exploração???? <ul><li>Tenho utilizado o termo  </li></ul><ul><li>“ aulas exploratório-investigativas ”,  ...
Exploração vira investigação?? <ul><li>Uma tarefa exploratório-investigativa tornar-se-á uma investigação se os alunos env...
Concluindo... Os professores desenvolvem essa postura, a partir da participação no GdS, quando... <ul><li>Desenvolvem uma ...
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Apontamentos - Grupo de Sábado

  1. 1. Apontamentos Acerca do Grupo de Sábado Profª M.Sc. Eliane Matesco
  2. 2. O Papel da Colaboração na Construção de uma Postura Investigativa do Professor de Matemática   Profª M.Sc. Eliane Matesco Cristovão GdS - Prapem [email_address]
  3. 3. Resgate de uma trajetória... <ul><li>Aluna de escola pública </li></ul><ul><li>Licenciatura Unicamp Noturno (6 anos) </li></ul><ul><li>Professora de escola pública, desde 92 </li></ul><ul><li>Especialização: “Por trás da porta, que matemática acontece?” </li></ul><ul><li>Integrante do GdS: “Histórias e Investigações de/em sala de aula” </li></ul><ul><li>Mestrado: Busca de Compreensão do Fracasso escolar </li></ul><ul><li>Como melhorar o ensino da escola pública? </li></ul>
  4. 4. Algumas reflexões... <ul><li>Desde 1992, atuando como professora, tenho visto o sonho de uma categoria profissional engajada parecer cada vez mais utópico. </li></ul><ul><li>A cada nova estratégia do governo, como a implantação de um bônus (caso do Estado de São Paulo), por exemplo, fica mais difícil qualquer mobilização em defesa de uma escola diferente da que aí está. Basta lembrar há quanto tempo os professores não se mobilizam mais para as greves ou paralisações. </li></ul><ul><li>Para Freitas (2002), uma mobilização, não necessariamente através desses meios, parece ser uma condição para uma verdadeira reforma educacional. </li></ul>
  5. 5. Mas... como professores, o que podemos fazer por nossos alunos? <ul><li>Que caminhos nos podem levar, pensando na perspectiva micro da sala de aula, ao encontro desta proposta macro encaminhada por Freitas? </li></ul><ul><li>De que táticas podemos fazer uso, </li></ul><ul><li>já que neste jogo de forças </li></ul><ul><li>– sistema X professores – </li></ul><ul><li>não estamos no nível das estratégias ? </li></ul>
  6. 6. Saídas... <ul><li>A busca de novas práticas que concebem os alunos como produtores do conhecimento pode nos ajudar a compreender como eles aprendem... </li></ul><ul><li>Estar em grupo, pensando colaborativamente , </li></ul><ul><li>nos permite planejar e refletir sobre nossas ações... </li></ul>
  7. 7. Postura Investigativa como tática... <ul><li>Postura investigativa pode ser entendida como um “modo de ser” professor que contempla o movimento de estar sempre buscando compreender sua própria prática e atingir, por meio dela, o maior número possível de alunos. </li></ul><ul><li>No grupo de sábado, temos ampliado esse conceito desde que começamos a ter contato com as Investigações Matemáticas. O trabalho iniciado com as tarefas investigativas (PONTE, BROCARDO E OLIVEIRA, 2003), nos permitiu pensar também na postura investigativa como um “modo de fazer” o ensino da matemática. </li></ul>
  8. 8. O apoio do grupo... <ul><li>Deixar uma zona de conforto e entrar nessa zona de risco não é tarefa fácil para o professor, principalmente levando em consideração as condições de trabalho que temos enfrentado em nosso país. Por isso, a vivência colaborativa pode ser a base dessa transformação. </li></ul><ul><li>Além disso, quando essa prática nos angustia, é também no grupo que encontramos o apoio para enfrentar os novos desafios que surgem e não desistir no meio do caminho... </li></ul>
  9. 9. Formadores e Licenciandos no GdS Professores da escola no GdS <ul><li>Formadores: </li></ul><ul><li>aportes teóricos e metodológicos que promovem a análise e o estranhamento das práticas dos professores. </li></ul><ul><li>experiências e conhecimentos relativos à EduMat e à Educação. </li></ul>conhecimento experiencial relativo ao ensino de matemática nas escolas atuais em diferentes contextos. <ul><li>Comunidade de Prática </li></ul><ul><li>Trabalho Colaborativo </li></ul><ul><li>Diálogo cultural, científico e profissional tendo como foco de estudo problemas e desafios da prática docente nas escolas </li></ul><ul><li>Licenciandos: </li></ul><ul><li>domínio da informática, da matemática e da didática atual. </li></ul><ul><li>vigor e criatividade . </li></ul>Excedente de visão (Bahktin) de um grupo sobre o outro
  10. 10. Formadores e Licenciandos no GdS Professores da escola no GdS <ul><li>Comunidade de Prática </li></ul><ul><li>Trabalho Colaborativo </li></ul><ul><li>Diálogo cultural, científico e profissional tendo como foco de estudo problemas e desafios da prática docente nas escolas </li></ul>DINÂMICAS <ul><li>A teoria não como princípio ou fim, mas como mediação necessária. </li></ul><ul><li>O objeto da reflexão coletiva é a prática pedagógica dos próprios professores, sobretudo em situação de inovação curricular na qual o aluno é concebido como alguém capaz de produzir conhecimento. Entretanto, quando essa reflexão passa por um processo investigativo do professor, que compreende coleta de material produzido pelos alunos e análise escrita (narrativas) do professor - mediada pela teoria e reflexão coletiva do grupo - a (re)significação dos saberes e práticas, tanto dos professores escolares quanto dos acadêmicos, torna-se ainda mais rica e contributiva. </li></ul><ul><li>Exemplo : as Investigações Matemáticas vêm da academia, mas foram incorporadas (e adaptadas) à prática como alternativa para enfrentar o desinteresse dos alunos pela matemática e as classes heterogêneas. </li></ul>
  11. 11. Falando em IMs... <ul><li>Agora vocês vivenciarão um pouquinho dessa prática por meio de uma atividade utilizada em minha pesquisa de mestrado, cuja preparação contou com a colaboração de dois grupos de estudos: </li></ul><ul><li>o GdS e o GCEEM. </li></ul><ul><li>Vamos recordar um pouco do que sabemos sobre triângulos ??? </li></ul>
  12. 12. Investigação ou Exploração???? <ul><li>Tenho utilizado o termo </li></ul><ul><li>“ aulas exploratório-investigativas ”, </li></ul><ul><li>para referir-me ao que entendo por uma aula ou conjunto de aulas que privilegiem o desenvolvimento de tarefas mais abertas. </li></ul><ul><li>Estas não precisam ser caracterizadas como exploratórias ou investigativas, </li></ul><ul><li>mas devem possibilitar a passagem </li></ul><ul><li>de uma situação para a outra. </li></ul>
  13. 13. Exploração vira investigação?? <ul><li>Uma tarefa exploratório-investigativa tornar-se-á uma investigação se os alunos envolverem-se na exploração a ponto de levantar as próprias questões e buscar suas respostas. Mas, esse envolvimento depende, também, da </li></ul><ul><li>postura do professor </li></ul><ul><li>O fato de levar para a sala de aula atividades investigativas não garante mudança na prática pedagógica do professor... Essa mudança se constrói </li></ul><ul><li>colaborativamente ! </li></ul>
  14. 14. Concluindo... Os professores desenvolvem essa postura, a partir da participação no GdS, quando... <ul><li>Desenvolvem uma linguagem comum </li></ul><ul><li>Trabalham juntos </li></ul><ul><li>Tem metas/propósitos comuns </li></ul><ul><li>Desenvolvem um saber práxico </li></ul><ul><li>Compartilham práticas escolares </li></ul><ul><li>Desenvolvem novos modos de ver o ensino, considerando o contexto social, cultural e político </li></ul><ul><li>Refletem, investigam sua prática e escrevem sobre suas experiências e as socializam para análise/uso do grupo e de outras comunidades. </li></ul>
  15. 15. <ul><li>Referências Bibliográficas </li></ul><ul><li>BAKHTIN. Mikhail. Estética da criação verbal . São Paulo: Martins Fontes, 2000. </li></ul><ul><li>CERTEAU, Michel de. A invenção do cotidiano : 1 artes de fazer. Tradução de Ephraim Ferreira Alves. Petrópolis, RJ: Vozes, 1994. </li></ul><ul><li>CRISTOVÃO, E.M.; FIORENTINI, D. H istórias e Investigações de/em Aulas de Matemática . Campinas: Alínea Editora, 2006. </li></ul><ul><li>CRISTOVÃO, E. M. Investigações Matemáticas na Recuperação de Ciclo II e o Desafio da Inclusão Escolar , 2007, 158 p. Dissertação (Mestrado em Educação: Educação Matemática). Orientador: Prof. Dr. Dario Fiorentini – FE/Unicamp. Campinas, SP . </li></ul><ul><li>CORTESÃO, L. O Arco-Íris na Sala de Aula? Processos de organização de turmas: Reflexões críticas. Cadernos de Organização e Gestão Curricular. Editora: Instituto de Inovação Educacional. 2000. Acesso em: 24 mar 2007. Disponível em: < http://www. dgidc .min- edu .pt/ inovbasic /biblioteca/ccoge08/ index . htm >. </li></ul><ul><li>FIORENTINI, D.; JIMÉNEZ, D. (org.) Histórias de aulas de matemática : compartilhando saberes profissionais. Campinas: Editora Gráfica FE/UNICAMP – CEMPEM, 2003. 89 p. </li></ul><ul><li>FIORENTINI, D. Uma história de reflexão e escrita sobre a prática escolar em matemática. In: FIORENTINI, D.; CRISTOVÃO, E.M. H istórias e Investigações de/em Aulas de Matemática . Campinas: Alínea Editora, 2006, p.13-36. </li></ul><ul><li>FREITAS, L. C. A progressão continuada e democratização do ensino. Anais XI Encontro Nacional de Didática e Prática de Ensino – Igualdade e diversidade na Educação . Goiânia-GO: CNPq/CAPES/UFG/UEG/PUCG/FE. (Publicação em CD-Rom – Trabalhos Completos). 2002. </li></ul><ul><li>GRUPO DE PESQUISA-AÇÃO EM ÁLGEBRA ELEMENTAR. Histórias de aulas de matemática: trocando, escrevendo, praticando e contando. Campinas, FE/Unicamp – Cempem/Prapem, 2001, 51p. </li></ul><ul><li>PONTE, J.P.; BROCARDO, J.; OLIVEIRA, H. Investigações matemáticas na sala de aula . Belo Horizonte: Autêntica, 2003.152p. </li></ul><ul><li>WENGER, Etienne. Comunidades de práctica: aprendizagem, significado e identidade. Barcelona: Paidós, 2001 (original do Inglês em 1998). </li></ul>

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