SlideShare uma empresa Scribd logo
1 de 4
Baixar para ler offline
1
PERCEPÇÕES ACERCA DA IMPLANTAÇÃO DE CURSOS SUPERIORES SEMIPRESENCIAIS
USANDO A METODOLOGIA DA SALA DE AULA INVERTIDA
Profª Dra. Inge Renate Fröse Suhr
EIXO TEMÁTICO: Metodologia de Ensino
Resumo
Relatamos neste pôster os resultados parciais de uma pesquisa-ação (Thiollent, 2011) sobre a inovação
curricular e metodológica colocada a termo numa Instituição de Ensino Superior (IES), desde 2013. São
partícipes da pesquisa os 15 professores envolvidos na implantação de cursos que, embora sejam
legalmente educação a distância, ocorrem num regime semipresencial, conciliando as possibilidades do
ensino presencial e da Educação a Distância. Tais cursos utilizam nos encontros presenciais a lógica da
sala de aula invertida.
Os cursos híbridos entre presencial e distância têm sido apontados como tendência de futuro, já que,
cada vez mais, as pessoas interagem com diversas formas midiáticas e demandam percursos formativos
diversos. Segundo Tori (2009), tais cursos são também conhecidos como blendend learning e se
baseiam na aprendizagem autônoma, mas ampliando a interatividade entre professor e aluno e entre os
alunos.
Nesta perspectiva aluno é visto como sujeito de sua aprendizagem, o professor como mediador e as
tecnologias, suporte para diferentes formas de interação. Para Valente (2014), abrem a possibilidade de
maximizar pontos positivos do ensino presencial (principalmente a mediação do outro na aprendizagem e
na construção do conhecimento de cada estudante e o sentimento de pertença a um grupo) e da EAD
(essencialmente o respeito ao tempo e ao estilo de aprendizagem de cada aluno e a utilização de outras
formas de mediação possibilitadas pelas TICs).
O trabalho do docente nestes cursos segue a lógica da sala de aula invertida (flipped classroom), termo
difundido por Bergmann e Sams (2012), o que exige uma postura de professor e de aluno diferenciadas.
Para Schneider et. al. (2013), ao invés de ser o responsável pela transmissão do conhecimento, o
professor atua como catalizador, mediador, orientador de estudos. Cabe-lhe propiciar, por meio de
estratégias que priorizem a aplicação, a relação teórico-prática dos conteúdos. Os conceitos são
disponibilizados aos alunos por meio dos vários recursos tecnológicos presentes no ambiente virtual de
2
aprendizagem. O aluno, por sua vez, precisa ter maior autonomia intelectual, assumindo de maneira
bastante efetiva o papel de sujeito de sua própria aprendizagem.
O conceito de sala de aula invertida nada mais é do que utilizar os momentos presenciais para realizar
atividades de níveis mais avançados de raciocínio, servindo-se dos conceitos transmitidos por meio de
variados materiais instrucionais. No caso da IES em questão, os alunos têm acesso, em ambiente virtual
de aprendizagem, a vídeo aulas, orientações de estudo em formato de “rota de aprendizagem”, biblioteca
virtual, atividades de auto avaliação, além de livros físicos e apoio de tutores online para dirimir as
possíveis dúvidas relativas ao conteúdo.
De posse dos conceitos, nos encontros presenciais, que são dois por semana, o aluno é desafiado à
aplicação prática dos mesmos. No primeiro encontro semanal o foco é disciplinar, retomando, por meio
de metodologias ativas, os conceitos. No segundo dia, o foco é interdisciplinar e os alunos desenvolvem,
no decorrer da Unidade Temática de Aprendizagem (que agrega 4 disciplinas), um
projeto/ação/intervenção/material que sintetize os objetivos centrais da Unidade.
A partir deste breve relato passaremos a expor parte das conclusões da pesquisa relatada, referentes ao
papel e à formação do professor.
Como na sala de aula invertida o papel do professor é diferente em relação ao tradicional, passando a
ser o orientador, o facilitador das discussões e das atividades coletivas, que têm como foco a resolução
de desafios, num primeiro momento ele se sente perdido em relação ao seu papel. Se já não lhe cabe a
transmissão, o que fazer? Se nos encontros presenciais a ênfase está na discussão, na reflexão, na
aplicação dos conhecimentos estudados de maneira autônoma pelo aluno, usando metodologias ativas,
como planejar tais encontros? O que são, afinal, metodologias ativas?
Mas, passado este momento inicial, a maioria dos docentes acaba se apaixonando pela proposta.
Compreender e adaptar-se a esta forma de agir é um ponto bastante citado pelos docentes como sendo,
ao mesmo tempo, um dificultador e um avanço. Ante aos desafios do dia-a-dia, de maneira informal,
segundo os participantes da pesquisa, foi se criando uma rede entre os professores, que se apoiavam
uns nos outros para realizarem seu trabalho. Evidencia-se o papel do docente como profissional que
busca soluções para os problemas enfrentados no dia-a-dia, iniciando ou fortalecendo, por conta do
desconhecido e dos desafios que ele traz, uma ação mais coletiva.
3
Fica claro também que esta metodologia implica em um conhecimento mais amplo do docente em
relação à área de atuação do curso, não bastando o domínio de uma disciplina especifica. A relação
todo-partes e partes-todo é central para que o professor possa encaminhar as atividades presenciais,
principalmente a interdisciplinar.
Os pontos acima abordados indicam que a formação continuada para os docentes como estratégia
privilegiada, principalmente se levarmos em conta que novos profissionais se somarão ao grupo à
medida que mais cursos passem a funcionar desta forma. Vale ressaltar que, segundo Libâneo, 2004, a
formação continuada precisa ser um processo na e para a instituição tomando a vivência como ponto de
partida, trazendo as situações relatadas para uma discussão coletiva, para a qual se faz necessário
tomar como base um referencial teórico.
Como todos os professores envolvidos na implantação do projeto são docentes também da graduação
presencial é possível inferir que as vivências e aprendizagens pelas quais passaram tendem a ser
expandidas para esta modalidade, o que pode significar um avanço na superação do modelo de “aula
magistral” que ainda tem força no ensino superior. Neste mesmo sentido, o relato dos docentes
afirmando que a metodologia dos cursos semipresenciais incentiva e mesmo força a construção da
autonomia do estudante demonstra que é possível construir outro tipo de relação do estudante com sua
própria aprendizagem, menos dependente do docente.
Finalmente, salientamos a clareza do grupo participante da pesquisa-ação, no que se refere ao fato de
que mudanças e ajustes precisarão ser feitos em relação ao projeto inicial, tomando a avaliação do
processo de implantação como referência. Qualquer projeto pedagógico é uma carta de intenções que
pode e deve ser revista e adequada aos objetivos traçados à medida em que a realidade concreta indica
a necessidade.
Referências:
BERGMANN. J. & SAMS, A. Flip Your Classroom: Reach Every Student in Every Class Every Day,
2012.Washington, DC: International Society for Technology in Education.
LIBÂNEO, José Carlos, Organização e gestão da escola: teoria e prática. 5 ed. revista e ampliada.
Goiânia: Alternativa, 2004
SCHNEIDER et al. Sala de aula invertida na EAD: uma proposta de Blended Learning. Revista
Intersaberes| vol. 8, n.16, p.68-81| jul. – dez. 2013| ISSN 1809–7286. Disponível em:
http://grupouninter.com.br/intersaberes/index.php/revista/article/view/499/316
4
THIOLLENT, M. Metodologia da pesquisa-Ação. 18. ed. São Paulo: Cortez, 2011.
TORI, Romero. Cursos híbridos ou Blended learning. In: LITTO, F.; FORMIGA, M. (orgs) Educação a
distância: estado da arte. São Paulo: Pearson, 2009.
VALENTE, José A. Blended learning e as mudanças no ensino superior: a proposta da sala de aula
invertida. Educar em Revista, Curitiba, Brasil, Edição Especial n. 4/2014, p. 79-97. Editora UFPR.
http://ojs.c3sl.ufpr.br/ojs/index.php/educar/article/view/38645. Acesso em: 10.05.2015.

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

DIÁLOGOS ENTRE OS SABERES DA PRÁTICA E A TEORIA: O QUE DIZEM OS (AS) ACADÊMIC...
DIÁLOGOS ENTRE OS SABERES DA PRÁTICA E A TEORIA: O QUE DIZEM OS (AS) ACADÊMIC...DIÁLOGOS ENTRE OS SABERES DA PRÁTICA E A TEORIA: O QUE DIZEM OS (AS) ACADÊMIC...
DIÁLOGOS ENTRE OS SABERES DA PRÁTICA E A TEORIA: O QUE DIZEM OS (AS) ACADÊMIC...ProfessorPrincipiante
 
TORNAR-SE PROFESSOR: OS DESAFIOS DE UMA NOVA ESTRÉGIA
TORNAR-SE PROFESSOR: OS DESAFIOS DE UMA NOVA ESTRÉGIATORNAR-SE PROFESSOR: OS DESAFIOS DE UMA NOVA ESTRÉGIA
TORNAR-SE PROFESSOR: OS DESAFIOS DE UMA NOVA ESTRÉGIAProfessorPrincipiante
 
Seminario de didactica geral g5
Seminario de  didactica geral g5Seminario de  didactica geral g5
Seminario de didactica geral g5Anjo Bernard
 
PROFESSORES INICIANTES: SEU INGRESSO NA PROFISSÃO E SUAS APRENDIZAGENS
PROFESSORES INICIANTES: SEU INGRESSO NA PROFISSÃO E SUAS APRENDIZAGENSPROFESSORES INICIANTES: SEU INGRESSO NA PROFISSÃO E SUAS APRENDIZAGENS
PROFESSORES INICIANTES: SEU INGRESSO NA PROFISSÃO E SUAS APRENDIZAGENSProfessorPrincipiante
 
Relação entre a didáctica com outras ciências
Relação entre a didáctica com outras ciênciasRelação entre a didáctica com outras ciências
Relação entre a didáctica com outras ciênciasJoao Papelo
 
Metodos tecnicas pedagogicas[1]
Metodos tecnicas pedagogicas[1]Metodos tecnicas pedagogicas[1]
Metodos tecnicas pedagogicas[1]Cátia Elias
 
As Funções Didácticas
As Funções DidácticasAs Funções Didácticas
As Funções DidácticasJoao Papelo
 
Apostila teorias da aprendizagem para a prática pedagógica
Apostila  teorias da aprendizagem para a prática pedagógicaApostila  teorias da aprendizagem para a prática pedagógica
Apostila teorias da aprendizagem para a prática pedagógicaFátima Noronha
 
Aula 7. texto zanon e althaus (2008). instrumentos de avaliação na pratica pe...
Aula 7. texto zanon e althaus (2008). instrumentos de avaliação na pratica pe...Aula 7. texto zanon e althaus (2008). instrumentos de avaliação na pratica pe...
Aula 7. texto zanon e althaus (2008). instrumentos de avaliação na pratica pe...Karlla Costa
 
Métodos de Ensino e Aprendizagem
Métodos de Ensino e AprendizagemMétodos de Ensino e Aprendizagem
Métodos de Ensino e AprendizagemJoao Papelo
 
A investigação ação na formação
A investigação ação na formaçãoA investigação ação na formação
A investigação ação na formaçãoMary Carneiro Rezende
 
Sinais da-erosao-reflexoes-em-tres-decadas-da-abp-universidade-de-maastricht-...
Sinais da-erosao-reflexoes-em-tres-decadas-da-abp-universidade-de-maastricht-...Sinais da-erosao-reflexoes-em-tres-decadas-da-abp-universidade-de-maastricht-...
Sinais da-erosao-reflexoes-em-tres-decadas-da-abp-universidade-de-maastricht-...PROIDDBahiana
 
As actividades de cada fase de aula
As actividades de cada fase de aulaAs actividades de cada fase de aula
As actividades de cada fase de aulaJoao Papelo
 
O Papel Do Professor
O Papel Do ProfessorO Papel Do Professor
O Papel Do Professorpaula lopes
 

Mais procurados (20)

DIÁLOGOS ENTRE OS SABERES DA PRÁTICA E A TEORIA: O QUE DIZEM OS (AS) ACADÊMIC...
DIÁLOGOS ENTRE OS SABERES DA PRÁTICA E A TEORIA: O QUE DIZEM OS (AS) ACADÊMIC...DIÁLOGOS ENTRE OS SABERES DA PRÁTICA E A TEORIA: O QUE DIZEM OS (AS) ACADÊMIC...
DIÁLOGOS ENTRE OS SABERES DA PRÁTICA E A TEORIA: O QUE DIZEM OS (AS) ACADÊMIC...
 
TORNAR-SE PROFESSOR: OS DESAFIOS DE UMA NOVA ESTRÉGIA
TORNAR-SE PROFESSOR: OS DESAFIOS DE UMA NOVA ESTRÉGIATORNAR-SE PROFESSOR: OS DESAFIOS DE UMA NOVA ESTRÉGIA
TORNAR-SE PROFESSOR: OS DESAFIOS DE UMA NOVA ESTRÉGIA
 
Resenha métodos de ensino
Resenha métodos de ensinoResenha métodos de ensino
Resenha métodos de ensino
 
Técnicas ensino
Técnicas  ensinoTécnicas  ensino
Técnicas ensino
 
Seminario de didactica geral g5
Seminario de  didactica geral g5Seminario de  didactica geral g5
Seminario de didactica geral g5
 
Abordagem educacao
Abordagem educacaoAbordagem educacao
Abordagem educacao
 
PROFESSORES INICIANTES: SEU INGRESSO NA PROFISSÃO E SUAS APRENDIZAGENS
PROFESSORES INICIANTES: SEU INGRESSO NA PROFISSÃO E SUAS APRENDIZAGENSPROFESSORES INICIANTES: SEU INGRESSO NA PROFISSÃO E SUAS APRENDIZAGENS
PROFESSORES INICIANTES: SEU INGRESSO NA PROFISSÃO E SUAS APRENDIZAGENS
 
Relação entre a didáctica com outras ciências
Relação entre a didáctica com outras ciênciasRelação entre a didáctica com outras ciências
Relação entre a didáctica com outras ciências
 
Sequênciaxprojeto
SequênciaxprojetoSequênciaxprojeto
Sequênciaxprojeto
 
Metodos tecnicas pedagogicas[1]
Metodos tecnicas pedagogicas[1]Metodos tecnicas pedagogicas[1]
Metodos tecnicas pedagogicas[1]
 
As Funções Didácticas
As Funções DidácticasAs Funções Didácticas
As Funções Didácticas
 
Apostila teorias da aprendizagem para a prática pedagógica
Apostila  teorias da aprendizagem para a prática pedagógicaApostila  teorias da aprendizagem para a prática pedagógica
Apostila teorias da aprendizagem para a prática pedagógica
 
Aula 7. texto zanon e althaus (2008). instrumentos de avaliação na pratica pe...
Aula 7. texto zanon e althaus (2008). instrumentos de avaliação na pratica pe...Aula 7. texto zanon e althaus (2008). instrumentos de avaliação na pratica pe...
Aula 7. texto zanon e althaus (2008). instrumentos de avaliação na pratica pe...
 
Métodos de Ensino e Aprendizagem
Métodos de Ensino e AprendizagemMétodos de Ensino e Aprendizagem
Métodos de Ensino e Aprendizagem
 
A investigação ação na formação
A investigação ação na formaçãoA investigação ação na formação
A investigação ação na formação
 
Ensino com pesquisa
Ensino com pesquisaEnsino com pesquisa
Ensino com pesquisa
 
Estágio reflexões
Estágio reflexões Estágio reflexões
Estágio reflexões
 
Sinais da-erosao-reflexoes-em-tres-decadas-da-abp-universidade-de-maastricht-...
Sinais da-erosao-reflexoes-em-tres-decadas-da-abp-universidade-de-maastricht-...Sinais da-erosao-reflexoes-em-tres-decadas-da-abp-universidade-de-maastricht-...
Sinais da-erosao-reflexoes-em-tres-decadas-da-abp-universidade-de-maastricht-...
 
As actividades de cada fase de aula
As actividades de cada fase de aulaAs actividades de cada fase de aula
As actividades de cada fase de aula
 
O Papel Do Professor
O Papel Do ProfessorO Papel Do Professor
O Papel Do Professor
 

Destaque

C:\fakepath\programa
C:\fakepath\programaC:\fakepath\programa
C:\fakepath\programaUH
 
vocabulary
vocabularyvocabulary
vocabularyi-bushra
 
Definiciones I Jornada Comunitaria Ciudad Lineal
Definiciones I Jornada Comunitaria Ciudad LinealDefiniciones I Jornada Comunitaria Ciudad Lineal
Definiciones I Jornada Comunitaria Ciudad LinealLA RUECA Asociación
 
Loscuatroacuerdos[1]
Loscuatroacuerdos[1]Loscuatroacuerdos[1]
Loscuatroacuerdos[1]yonatan novoa
 
Trabajo De Investigacion
Trabajo De InvestigacionTrabajo De Investigacion
Trabajo De Investigacionjuanalberto06
 
Uso de mídias sociais na escola: O facebook como elemento de interação e apre...
Uso de mídias sociais na escola: O facebook como elemento de interação e apre...Uso de mídias sociais na escola: O facebook como elemento de interação e apre...
Uso de mídias sociais na escola: O facebook como elemento de interação e apre...Elinete Machado
 
Trabajo de computacion
Trabajo de computacionTrabajo de computacion
Trabajo de computacioncesarmantilla
 
Você s.a. trabalho em equipe
Você s.a.   trabalho em equipeVocê s.a.   trabalho em equipe
Você s.a. trabalho em equipetioheraclito
 
Multimedia.ie.edu productos log_inventarios_log_inventarios_pdf_inventarios
Multimedia.ie.edu productos log_inventarios_log_inventarios_pdf_inventariosMultimedia.ie.edu productos log_inventarios_log_inventarios_pdf_inventarios
Multimedia.ie.edu productos log_inventarios_log_inventarios_pdf_inventariosneptunos1
 
Taller 5 presentacion efectiva
Taller 5 presentacion efectivaTaller 5 presentacion efectiva
Taller 5 presentacion efectivaMAYTAE
 
AULA PRESENCIAL PROFUNCIONARIO - Prof. Noe Assunção
AULA PRESENCIAL PROFUNCIONARIO - Prof. Noe AssunçãoAULA PRESENCIAL PROFUNCIONARIO - Prof. Noe Assunção
AULA PRESENCIAL PROFUNCIONARIO - Prof. Noe AssunçãoProf. Noe Assunção
 
Conceptos.basicos
Conceptos.basicosConceptos.basicos
Conceptos.basicos16975540k
 
Proyecto de aula fase i y ii. diplomado carmelo perez yance.
Proyecto de aula fase i y ii. diplomado carmelo perez yance.Proyecto de aula fase i y ii. diplomado carmelo perez yance.
Proyecto de aula fase i y ii. diplomado carmelo perez yance.Carmelo Perez
 

Destaque (20)

C:\fakepath\programa
C:\fakepath\programaC:\fakepath\programa
C:\fakepath\programa
 
Inteligencia artificial
Inteligencia artificial Inteligencia artificial
Inteligencia artificial
 
Trabajo de gps
Trabajo de gpsTrabajo de gps
Trabajo de gps
 
Bombon
BombonBombon
Bombon
 
vocabulary
vocabularyvocabulary
vocabulary
 
Cuentas de Contabilidad 2
Cuentas de Contabilidad 2Cuentas de Contabilidad 2
Cuentas de Contabilidad 2
 
Definiciones I Jornada Comunitaria Ciudad Lineal
Definiciones I Jornada Comunitaria Ciudad LinealDefiniciones I Jornada Comunitaria Ciudad Lineal
Definiciones I Jornada Comunitaria Ciudad Lineal
 
Loscuatroacuerdos[1]
Loscuatroacuerdos[1]Loscuatroacuerdos[1]
Loscuatroacuerdos[1]
 
Trabajo De Investigacion
Trabajo De InvestigacionTrabajo De Investigacion
Trabajo De Investigacion
 
Uso de mídias sociais na escola: O facebook como elemento de interação e apre...
Uso de mídias sociais na escola: O facebook como elemento de interação e apre...Uso de mídias sociais na escola: O facebook como elemento de interação e apre...
Uso de mídias sociais na escola: O facebook como elemento de interação e apre...
 
Trabajo de computacion
Trabajo de computacionTrabajo de computacion
Trabajo de computacion
 
Você s.a. trabalho em equipe
Você s.a.   trabalho em equipeVocê s.a.   trabalho em equipe
Você s.a. trabalho em equipe
 
Multimedia.ie.edu productos log_inventarios_log_inventarios_pdf_inventarios
Multimedia.ie.edu productos log_inventarios_log_inventarios_pdf_inventariosMultimedia.ie.edu productos log_inventarios_log_inventarios_pdf_inventarios
Multimedia.ie.edu productos log_inventarios_log_inventarios_pdf_inventarios
 
Artículo virginia rdes cts 2011 revisado
Artículo virginia rdes cts   2011 revisadoArtículo virginia rdes cts   2011 revisado
Artículo virginia rdes cts 2011 revisado
 
Taller 5 presentacion efectiva
Taller 5 presentacion efectivaTaller 5 presentacion efectiva
Taller 5 presentacion efectiva
 
AULA PRESENCIAL PROFUNCIONARIO - Prof. Noe Assunção
AULA PRESENCIAL PROFUNCIONARIO - Prof. Noe AssunçãoAULA PRESENCIAL PROFUNCIONARIO - Prof. Noe Assunção
AULA PRESENCIAL PROFUNCIONARIO - Prof. Noe Assunção
 
Poerpoint
Poerpoint Poerpoint
Poerpoint
 
Conceptos.basicos
Conceptos.basicosConceptos.basicos
Conceptos.basicos
 
Proyecto completo
Proyecto completoProyecto completo
Proyecto completo
 
Proyecto de aula fase i y ii. diplomado carmelo perez yance.
Proyecto de aula fase i y ii. diplomado carmelo perez yance.Proyecto de aula fase i y ii. diplomado carmelo perez yance.
Proyecto de aula fase i y ii. diplomado carmelo perez yance.
 

Semelhante a Percepções sobre cursos semipresenciais com sala de aula invertida

Blended learning caminho natural para as ies
Blended learning caminho natural para as iesBlended learning caminho natural para as ies
Blended learning caminho natural para as iesInge Suhr
 
ARTIGO_Metodologias Ativas uma Ação Colaborativa para a Formação de Multiplic...
ARTIGO_Metodologias Ativas uma Ação Colaborativa para a Formação de Multiplic...ARTIGO_Metodologias Ativas uma Ação Colaborativa para a Formação de Multiplic...
ARTIGO_Metodologias Ativas uma Ação Colaborativa para a Formação de Multiplic...LilianeMotaFonsca
 
Modelos Ensino Híbrido
Modelos Ensino HíbridoModelos Ensino Híbrido
Modelos Ensino HíbridoGelson Rocha
 
Relato de experiência do Curso de Formação de Tutores em EAD da UFRJ
Relato de experiência do Curso de Formação de Tutores em EAD da UFRJRelato de experiência do Curso de Formação de Tutores em EAD da UFRJ
Relato de experiência do Curso de Formação de Tutores em EAD da UFRJTatyanne Valdez
 
Docencia Universitaria (Dr. Marcos Masetto)
Docencia Universitaria (Dr. Marcos Masetto)Docencia Universitaria (Dr. Marcos Masetto)
Docencia Universitaria (Dr. Marcos Masetto)Giba Canto
 
A CONSTITUIÇÃO DE GRUPOS DE ESTUDO COMO ESTRATÉGIA DE FORMAÇÃO CONTINUADA CE...
A CONSTITUIÇÃO DE GRUPOS DE ESTUDO COMO ESTRATÉGIA  DE FORMAÇÃO CONTINUADA CE...A CONSTITUIÇÃO DE GRUPOS DE ESTUDO COMO ESTRATÉGIA  DE FORMAÇÃO CONTINUADA CE...
A CONSTITUIÇÃO DE GRUPOS DE ESTUDO COMO ESTRATÉGIA DE FORMAÇÃO CONTINUADA CE...Inge Suhr
 
EstáGio Supervisionado Ponta Grossa
EstáGio Supervisionado Ponta GrossaEstáGio Supervisionado Ponta Grossa
EstáGio Supervisionado Ponta Grossarosangelamenta
 
Projetos e interdisciplinaridade
Projetos e interdisciplinaridadeProjetos e interdisciplinaridade
Projetos e interdisciplinaridadefamiliaestagio
 
~PROFESSORES INCIANTES: TEORIAS, PRÁTICAS, DILEMAS E DESAFIOS
~PROFESSORES INCIANTES: TEORIAS, PRÁTICAS, DILEMAS E DESAFIOS~PROFESSORES INCIANTES: TEORIAS, PRÁTICAS, DILEMAS E DESAFIOS
~PROFESSORES INCIANTES: TEORIAS, PRÁTICAS, DILEMAS E DESAFIOSProfessorPrincipiante
 
Sistema de tutoria no Lante
Sistema de  tutoria  no LanteSistema de  tutoria  no Lante
Sistema de tutoria no Lanteculturaafro
 
José Viegas T1 1200100
José Viegas T1 1200100José Viegas T1 1200100
José Viegas T1 1200100Faria Viegas
 
Agudo - Charlene Oliveira Trindade
Agudo - Charlene Oliveira TrindadeAgudo - Charlene Oliveira Trindade
Agudo - Charlene Oliveira TrindadeCursoTICs
 
METODOLOGIAS ATIVAS FERRAMENTAS PARA EDUCACAO INCLUSIVA
METODOLOGIAS ATIVAS FERRAMENTAS PARA EDUCACAO INCLUSIVAMETODOLOGIAS ATIVAS FERRAMENTAS PARA EDUCACAO INCLUSIVA
METODOLOGIAS ATIVAS FERRAMENTAS PARA EDUCACAO INCLUSIVASuperTec1
 
Sistemas de tutoria_em_cursos_a_distância_01_a_pvou114_ravel_gimenes
Sistemas de tutoria_em_cursos_a_distância_01_a_pvou114_ravel_gimenes Sistemas de tutoria_em_cursos_a_distância_01_a_pvou114_ravel_gimenes
Sistemas de tutoria_em_cursos_a_distância_01_a_pvou114_ravel_gimenes Ravel Gimenes
 

Semelhante a Percepções sobre cursos semipresenciais com sala de aula invertida (20)

Blended learning caminho natural para as ies
Blended learning caminho natural para as iesBlended learning caminho natural para as ies
Blended learning caminho natural para as ies
 
Vt6[1]
Vt6[1]Vt6[1]
Vt6[1]
 
ARTIGO_Metodologias Ativas uma Ação Colaborativa para a Formação de Multiplic...
ARTIGO_Metodologias Ativas uma Ação Colaborativa para a Formação de Multiplic...ARTIGO_Metodologias Ativas uma Ação Colaborativa para a Formação de Multiplic...
ARTIGO_Metodologias Ativas uma Ação Colaborativa para a Formação de Multiplic...
 
Modelos Ensino Híbrido
Modelos Ensino HíbridoModelos Ensino Híbrido
Modelos Ensino Híbrido
 
Relato de experiência do Curso de Formação de Tutores em EAD da UFRJ
Relato de experiência do Curso de Formação de Tutores em EAD da UFRJRelato de experiência do Curso de Formação de Tutores em EAD da UFRJ
Relato de experiência do Curso de Formação de Tutores em EAD da UFRJ
 
Docencia Universitaria (Dr. Marcos Masetto)
Docencia Universitaria (Dr. Marcos Masetto)Docencia Universitaria (Dr. Marcos Masetto)
Docencia Universitaria (Dr. Marcos Masetto)
 
Apresenta..r
Apresenta..rApresenta..r
Apresenta..r
 
sala de aula invertida
sala de aula invertidasala de aula invertida
sala de aula invertida
 
A CONSTITUIÇÃO DE GRUPOS DE ESTUDO COMO ESTRATÉGIA DE FORMAÇÃO CONTINUADA CE...
A CONSTITUIÇÃO DE GRUPOS DE ESTUDO COMO ESTRATÉGIA  DE FORMAÇÃO CONTINUADA CE...A CONSTITUIÇÃO DE GRUPOS DE ESTUDO COMO ESTRATÉGIA  DE FORMAÇÃO CONTINUADA CE...
A CONSTITUIÇÃO DE GRUPOS DE ESTUDO COMO ESTRATÉGIA DE FORMAÇÃO CONTINUADA CE...
 
Masetto docencia universitaria
Masetto   docencia universitariaMasetto   docencia universitaria
Masetto docencia universitaria
 
EstáGio Supervisionado Ponta Grossa
EstáGio Supervisionado Ponta GrossaEstáGio Supervisionado Ponta Grossa
EstáGio Supervisionado Ponta Grossa
 
Projetos e interdisciplinaridade
Projetos e interdisciplinaridadeProjetos e interdisciplinaridade
Projetos e interdisciplinaridade
 
~PROFESSORES INCIANTES: TEORIAS, PRÁTICAS, DILEMAS E DESAFIOS
~PROFESSORES INCIANTES: TEORIAS, PRÁTICAS, DILEMAS E DESAFIOS~PROFESSORES INCIANTES: TEORIAS, PRÁTICAS, DILEMAS E DESAFIOS
~PROFESSORES INCIANTES: TEORIAS, PRÁTICAS, DILEMAS E DESAFIOS
 
Sistema de tutoria no Lante
Sistema de  tutoria  no LanteSistema de  tutoria  no Lante
Sistema de tutoria no Lante
 
José Viegas T1 1200100
José Viegas T1 1200100José Viegas T1 1200100
José Viegas T1 1200100
 
Agudo - Charlene Oliveira Trindade
Agudo - Charlene Oliveira TrindadeAgudo - Charlene Oliveira Trindade
Agudo - Charlene Oliveira Trindade
 
Estudo dirigido
Estudo dirigidoEstudo dirigido
Estudo dirigido
 
METODOLOGIAS ATIVAS FERRAMENTAS PARA EDUCACAO INCLUSIVA
METODOLOGIAS ATIVAS FERRAMENTAS PARA EDUCACAO INCLUSIVAMETODOLOGIAS ATIVAS FERRAMENTAS PARA EDUCACAO INCLUSIVA
METODOLOGIAS ATIVAS FERRAMENTAS PARA EDUCACAO INCLUSIVA
 
Aprendizagem ativa
Aprendizagem ativaAprendizagem ativa
Aprendizagem ativa
 
Sistemas de tutoria_em_cursos_a_distância_01_a_pvou114_ravel_gimenes
Sistemas de tutoria_em_cursos_a_distância_01_a_pvou114_ravel_gimenes Sistemas de tutoria_em_cursos_a_distância_01_a_pvou114_ravel_gimenes
Sistemas de tutoria_em_cursos_a_distância_01_a_pvou114_ravel_gimenes
 

Mais de Inge Suhr

Níveis de raciocínio segundo bloom
Níveis de raciocínio segundo bloomNíveis de raciocínio segundo bloom
Níveis de raciocínio segundo bloomInge Suhr
 
Organização dos cursos segundo o modelo de competências
Organização dos cursos segundo o modelo de competênciasOrganização dos cursos segundo o modelo de competências
Organização dos cursos segundo o modelo de competênciasInge Suhr
 
Conselho de classe no ensino médio: elementos a favor da ampliação da qualida...
Conselho de classe no ensino médio: elementos a favor da ampliação da qualida...Conselho de classe no ensino médio: elementos a favor da ampliação da qualida...
Conselho de classe no ensino médio: elementos a favor da ampliação da qualida...Inge Suhr
 
O currículo no ensino superior estruturado em
O currículo no ensino superior estruturado emO currículo no ensino superior estruturado em
O currículo no ensino superior estruturado emInge Suhr
 
Avaliaçao da aprendizagem em cursos blended learning
Avaliaçao da aprendizagem em cursos blended learningAvaliaçao da aprendizagem em cursos blended learning
Avaliaçao da aprendizagem em cursos blended learningInge Suhr
 
Elaboração de questões objetivas
Elaboração de questões objetivasElaboração de questões objetivas
Elaboração de questões objetivasInge Suhr
 
O papel da educação básica na inserção do trabalhador na indústria o olhar de...
O papel da educação básica na inserção do trabalhador na indústria o olhar de...O papel da educação básica na inserção do trabalhador na indústria o olhar de...
O papel da educação básica na inserção do trabalhador na indústria o olhar de...Inge Suhr
 
Elaboração de questões discursivas
Elaboração de questões discursivasElaboração de questões discursivas
Elaboração de questões discursivasInge Suhr
 
O currículo no ensino superior estruturado em
O currículo no ensino superior estruturado emO currículo no ensino superior estruturado em
O currículo no ensino superior estruturado emInge Suhr
 
Os critérios de empregabilidade na indústria e o papel do ensino médio na ins...
Os critérios de empregabilidade na indústria e o papel do ensino médio na ins...Os critérios de empregabilidade na indústria e o papel do ensino médio na ins...
Os critérios de empregabilidade na indústria e o papel do ensino médio na ins...Inge Suhr
 
Sobre plágio
Sobre plágioSobre plágio
Sobre plágioInge Suhr
 
Os desafios da interdisciplinaridade: a busca da organização de uma proposta ...
Os desafios da interdisciplinaridade: a busca da organização de uma proposta ...Os desafios da interdisciplinaridade: a busca da organização de uma proposta ...
Os desafios da interdisciplinaridade: a busca da organização de uma proposta ...Inge Suhr
 

Mais de Inge Suhr (12)

Níveis de raciocínio segundo bloom
Níveis de raciocínio segundo bloomNíveis de raciocínio segundo bloom
Níveis de raciocínio segundo bloom
 
Organização dos cursos segundo o modelo de competências
Organização dos cursos segundo o modelo de competênciasOrganização dos cursos segundo o modelo de competências
Organização dos cursos segundo o modelo de competências
 
Conselho de classe no ensino médio: elementos a favor da ampliação da qualida...
Conselho de classe no ensino médio: elementos a favor da ampliação da qualida...Conselho de classe no ensino médio: elementos a favor da ampliação da qualida...
Conselho de classe no ensino médio: elementos a favor da ampliação da qualida...
 
O currículo no ensino superior estruturado em
O currículo no ensino superior estruturado emO currículo no ensino superior estruturado em
O currículo no ensino superior estruturado em
 
Avaliaçao da aprendizagem em cursos blended learning
Avaliaçao da aprendizagem em cursos blended learningAvaliaçao da aprendizagem em cursos blended learning
Avaliaçao da aprendizagem em cursos blended learning
 
Elaboração de questões objetivas
Elaboração de questões objetivasElaboração de questões objetivas
Elaboração de questões objetivas
 
O papel da educação básica na inserção do trabalhador na indústria o olhar de...
O papel da educação básica na inserção do trabalhador na indústria o olhar de...O papel da educação básica na inserção do trabalhador na indústria o olhar de...
O papel da educação básica na inserção do trabalhador na indústria o olhar de...
 
Elaboração de questões discursivas
Elaboração de questões discursivasElaboração de questões discursivas
Elaboração de questões discursivas
 
O currículo no ensino superior estruturado em
O currículo no ensino superior estruturado emO currículo no ensino superior estruturado em
O currículo no ensino superior estruturado em
 
Os critérios de empregabilidade na indústria e o papel do ensino médio na ins...
Os critérios de empregabilidade na indústria e o papel do ensino médio na ins...Os critérios de empregabilidade na indústria e o papel do ensino médio na ins...
Os critérios de empregabilidade na indústria e o papel do ensino médio na ins...
 
Sobre plágio
Sobre plágioSobre plágio
Sobre plágio
 
Os desafios da interdisciplinaridade: a busca da organização de uma proposta ...
Os desafios da interdisciplinaridade: a busca da organização de uma proposta ...Os desafios da interdisciplinaridade: a busca da organização de uma proposta ...
Os desafios da interdisciplinaridade: a busca da organização de uma proposta ...
 

Último

BRASIL - DOMÍNIOS MORFOCLIMÁTICOS - Fund 2.pdf
BRASIL - DOMÍNIOS MORFOCLIMÁTICOS - Fund 2.pdfBRASIL - DOMÍNIOS MORFOCLIMÁTICOS - Fund 2.pdf
BRASIL - DOMÍNIOS MORFOCLIMÁTICOS - Fund 2.pdfHenrique Pontes
 
UFCD_10392_Intervenção em populações de risco_índice .pdf
UFCD_10392_Intervenção em populações de risco_índice .pdfUFCD_10392_Intervenção em populações de risco_índice .pdf
UFCD_10392_Intervenção em populações de risco_índice .pdfManuais Formação
 
Sociologia Contemporânea - Uma Abordagem dos principais autores
Sociologia Contemporânea - Uma Abordagem dos principais autoresSociologia Contemporânea - Uma Abordagem dos principais autores
Sociologia Contemporânea - Uma Abordagem dos principais autoresaulasgege
 
William J. Bennett - O livro das virtudes para Crianças.pdf
William J. Bennett - O livro das virtudes para Crianças.pdfWilliam J. Bennett - O livro das virtudes para Crianças.pdf
William J. Bennett - O livro das virtudes para Crianças.pdfAdrianaCunha84
 
Apresentação | Eleições Europeias 2024-2029
Apresentação | Eleições Europeias 2024-2029Apresentação | Eleições Europeias 2024-2029
Apresentação | Eleições Europeias 2024-2029Centro Jacques Delors
 
Apostila da CONQUISTA_ para o 6ANO_LP_UNI1.pptx
Apostila da CONQUISTA_ para o 6ANO_LP_UNI1.pptxApostila da CONQUISTA_ para o 6ANO_LP_UNI1.pptx
Apostila da CONQUISTA_ para o 6ANO_LP_UNI1.pptxIsabelaRafael2
 
02. Informática - Windows 10 apostila completa.pdf
02. Informática - Windows 10 apostila completa.pdf02. Informática - Windows 10 apostila completa.pdf
02. Informática - Windows 10 apostila completa.pdfJorge Andrade
 
A Arte de Escrever Poemas - Dia das Mães
A Arte de Escrever Poemas - Dia das MãesA Arte de Escrever Poemas - Dia das Mães
A Arte de Escrever Poemas - Dia das MãesMary Alvarenga
 
activIDADES CUENTO lobo esta CUENTO CUARTO GRADO
activIDADES CUENTO  lobo esta  CUENTO CUARTO GRADOactivIDADES CUENTO  lobo esta  CUENTO CUARTO GRADO
activIDADES CUENTO lobo esta CUENTO CUARTO GRADOcarolinacespedes23
 
Caixa jogo da onça. para imprimir e jogar
Caixa jogo da onça. para imprimir e jogarCaixa jogo da onça. para imprimir e jogar
Caixa jogo da onça. para imprimir e jogarIedaGoethe
 
Cultura e Sociedade - Texto de Apoio.pdf
Cultura e Sociedade - Texto de Apoio.pdfCultura e Sociedade - Texto de Apoio.pdf
Cultura e Sociedade - Texto de Apoio.pdfaulasgege
 
Aula 1, 2 Bacterias Características e Morfologia.pptx
Aula 1, 2  Bacterias Características e Morfologia.pptxAula 1, 2  Bacterias Características e Morfologia.pptx
Aula 1, 2 Bacterias Características e Morfologia.pptxpamelacastro71
 
Programa de Intervenção com Habilidades Motoras
Programa de Intervenção com Habilidades MotorasPrograma de Intervenção com Habilidades Motoras
Programa de Intervenção com Habilidades MotorasCassio Meira Jr.
 
FCEE - Diretrizes - Autismo.pdf para imprimir
FCEE - Diretrizes - Autismo.pdf para imprimirFCEE - Diretrizes - Autismo.pdf para imprimir
FCEE - Diretrizes - Autismo.pdf para imprimirIedaGoethe
 
A experiência amorosa e a reflexão sobre o Amor.pptx
A experiência amorosa e a reflexão sobre o Amor.pptxA experiência amorosa e a reflexão sobre o Amor.pptx
A experiência amorosa e a reflexão sobre o Amor.pptxfabiolalopesmartins1
 
Prática de interpretação de imagens de satélite no QGIS
Prática de interpretação de imagens de satélite no QGISPrática de interpretação de imagens de satélite no QGIS
Prática de interpretação de imagens de satélite no QGISVitor Vieira Vasconcelos
 
ABRIL VERDE.pptx Slide sobre abril ver 2024
ABRIL VERDE.pptx Slide sobre abril ver 2024ABRIL VERDE.pptx Slide sobre abril ver 2024
ABRIL VERDE.pptx Slide sobre abril ver 2024Jeanoliveira597523
 
QUARTA - 1EM SOCIOLOGIA - Aprender a pesquisar.pptx
QUARTA - 1EM SOCIOLOGIA - Aprender a pesquisar.pptxQUARTA - 1EM SOCIOLOGIA - Aprender a pesquisar.pptx
QUARTA - 1EM SOCIOLOGIA - Aprender a pesquisar.pptxIsabellaGomes58
 
Regência Nominal e Verbal português .pdf
Regência Nominal e Verbal português .pdfRegência Nominal e Verbal português .pdf
Regência Nominal e Verbal português .pdfmirandadudu08
 

Último (20)

BRASIL - DOMÍNIOS MORFOCLIMÁTICOS - Fund 2.pdf
BRASIL - DOMÍNIOS MORFOCLIMÁTICOS - Fund 2.pdfBRASIL - DOMÍNIOS MORFOCLIMÁTICOS - Fund 2.pdf
BRASIL - DOMÍNIOS MORFOCLIMÁTICOS - Fund 2.pdf
 
UFCD_10392_Intervenção em populações de risco_índice .pdf
UFCD_10392_Intervenção em populações de risco_índice .pdfUFCD_10392_Intervenção em populações de risco_índice .pdf
UFCD_10392_Intervenção em populações de risco_índice .pdf
 
Sociologia Contemporânea - Uma Abordagem dos principais autores
Sociologia Contemporânea - Uma Abordagem dos principais autoresSociologia Contemporânea - Uma Abordagem dos principais autores
Sociologia Contemporânea - Uma Abordagem dos principais autores
 
William J. Bennett - O livro das virtudes para Crianças.pdf
William J. Bennett - O livro das virtudes para Crianças.pdfWilliam J. Bennett - O livro das virtudes para Crianças.pdf
William J. Bennett - O livro das virtudes para Crianças.pdf
 
Apresentação | Eleições Europeias 2024-2029
Apresentação | Eleições Europeias 2024-2029Apresentação | Eleições Europeias 2024-2029
Apresentação | Eleições Europeias 2024-2029
 
XI OLIMPÍADAS DA LÍNGUA PORTUGUESA -
XI OLIMPÍADAS DA LÍNGUA PORTUGUESA      -XI OLIMPÍADAS DA LÍNGUA PORTUGUESA      -
XI OLIMPÍADAS DA LÍNGUA PORTUGUESA -
 
Apostila da CONQUISTA_ para o 6ANO_LP_UNI1.pptx
Apostila da CONQUISTA_ para o 6ANO_LP_UNI1.pptxApostila da CONQUISTA_ para o 6ANO_LP_UNI1.pptx
Apostila da CONQUISTA_ para o 6ANO_LP_UNI1.pptx
 
02. Informática - Windows 10 apostila completa.pdf
02. Informática - Windows 10 apostila completa.pdf02. Informática - Windows 10 apostila completa.pdf
02. Informática - Windows 10 apostila completa.pdf
 
A Arte de Escrever Poemas - Dia das Mães
A Arte de Escrever Poemas - Dia das MãesA Arte de Escrever Poemas - Dia das Mães
A Arte de Escrever Poemas - Dia das Mães
 
activIDADES CUENTO lobo esta CUENTO CUARTO GRADO
activIDADES CUENTO  lobo esta  CUENTO CUARTO GRADOactivIDADES CUENTO  lobo esta  CUENTO CUARTO GRADO
activIDADES CUENTO lobo esta CUENTO CUARTO GRADO
 
Caixa jogo da onça. para imprimir e jogar
Caixa jogo da onça. para imprimir e jogarCaixa jogo da onça. para imprimir e jogar
Caixa jogo da onça. para imprimir e jogar
 
Cultura e Sociedade - Texto de Apoio.pdf
Cultura e Sociedade - Texto de Apoio.pdfCultura e Sociedade - Texto de Apoio.pdf
Cultura e Sociedade - Texto de Apoio.pdf
 
Aula 1, 2 Bacterias Características e Morfologia.pptx
Aula 1, 2  Bacterias Características e Morfologia.pptxAula 1, 2  Bacterias Características e Morfologia.pptx
Aula 1, 2 Bacterias Características e Morfologia.pptx
 
Programa de Intervenção com Habilidades Motoras
Programa de Intervenção com Habilidades MotorasPrograma de Intervenção com Habilidades Motoras
Programa de Intervenção com Habilidades Motoras
 
FCEE - Diretrizes - Autismo.pdf para imprimir
FCEE - Diretrizes - Autismo.pdf para imprimirFCEE - Diretrizes - Autismo.pdf para imprimir
FCEE - Diretrizes - Autismo.pdf para imprimir
 
A experiência amorosa e a reflexão sobre o Amor.pptx
A experiência amorosa e a reflexão sobre o Amor.pptxA experiência amorosa e a reflexão sobre o Amor.pptx
A experiência amorosa e a reflexão sobre o Amor.pptx
 
Prática de interpretação de imagens de satélite no QGIS
Prática de interpretação de imagens de satélite no QGISPrática de interpretação de imagens de satélite no QGIS
Prática de interpretação de imagens de satélite no QGIS
 
ABRIL VERDE.pptx Slide sobre abril ver 2024
ABRIL VERDE.pptx Slide sobre abril ver 2024ABRIL VERDE.pptx Slide sobre abril ver 2024
ABRIL VERDE.pptx Slide sobre abril ver 2024
 
QUARTA - 1EM SOCIOLOGIA - Aprender a pesquisar.pptx
QUARTA - 1EM SOCIOLOGIA - Aprender a pesquisar.pptxQUARTA - 1EM SOCIOLOGIA - Aprender a pesquisar.pptx
QUARTA - 1EM SOCIOLOGIA - Aprender a pesquisar.pptx
 
Regência Nominal e Verbal português .pdf
Regência Nominal e Verbal português .pdfRegência Nominal e Verbal português .pdf
Regência Nominal e Verbal português .pdf
 

Percepções sobre cursos semipresenciais com sala de aula invertida

  • 1. 1 PERCEPÇÕES ACERCA DA IMPLANTAÇÃO DE CURSOS SUPERIORES SEMIPRESENCIAIS USANDO A METODOLOGIA DA SALA DE AULA INVERTIDA Profª Dra. Inge Renate Fröse Suhr EIXO TEMÁTICO: Metodologia de Ensino Resumo Relatamos neste pôster os resultados parciais de uma pesquisa-ação (Thiollent, 2011) sobre a inovação curricular e metodológica colocada a termo numa Instituição de Ensino Superior (IES), desde 2013. São partícipes da pesquisa os 15 professores envolvidos na implantação de cursos que, embora sejam legalmente educação a distância, ocorrem num regime semipresencial, conciliando as possibilidades do ensino presencial e da Educação a Distância. Tais cursos utilizam nos encontros presenciais a lógica da sala de aula invertida. Os cursos híbridos entre presencial e distância têm sido apontados como tendência de futuro, já que, cada vez mais, as pessoas interagem com diversas formas midiáticas e demandam percursos formativos diversos. Segundo Tori (2009), tais cursos são também conhecidos como blendend learning e se baseiam na aprendizagem autônoma, mas ampliando a interatividade entre professor e aluno e entre os alunos. Nesta perspectiva aluno é visto como sujeito de sua aprendizagem, o professor como mediador e as tecnologias, suporte para diferentes formas de interação. Para Valente (2014), abrem a possibilidade de maximizar pontos positivos do ensino presencial (principalmente a mediação do outro na aprendizagem e na construção do conhecimento de cada estudante e o sentimento de pertença a um grupo) e da EAD (essencialmente o respeito ao tempo e ao estilo de aprendizagem de cada aluno e a utilização de outras formas de mediação possibilitadas pelas TICs). O trabalho do docente nestes cursos segue a lógica da sala de aula invertida (flipped classroom), termo difundido por Bergmann e Sams (2012), o que exige uma postura de professor e de aluno diferenciadas. Para Schneider et. al. (2013), ao invés de ser o responsável pela transmissão do conhecimento, o professor atua como catalizador, mediador, orientador de estudos. Cabe-lhe propiciar, por meio de estratégias que priorizem a aplicação, a relação teórico-prática dos conteúdos. Os conceitos são disponibilizados aos alunos por meio dos vários recursos tecnológicos presentes no ambiente virtual de
  • 2. 2 aprendizagem. O aluno, por sua vez, precisa ter maior autonomia intelectual, assumindo de maneira bastante efetiva o papel de sujeito de sua própria aprendizagem. O conceito de sala de aula invertida nada mais é do que utilizar os momentos presenciais para realizar atividades de níveis mais avançados de raciocínio, servindo-se dos conceitos transmitidos por meio de variados materiais instrucionais. No caso da IES em questão, os alunos têm acesso, em ambiente virtual de aprendizagem, a vídeo aulas, orientações de estudo em formato de “rota de aprendizagem”, biblioteca virtual, atividades de auto avaliação, além de livros físicos e apoio de tutores online para dirimir as possíveis dúvidas relativas ao conteúdo. De posse dos conceitos, nos encontros presenciais, que são dois por semana, o aluno é desafiado à aplicação prática dos mesmos. No primeiro encontro semanal o foco é disciplinar, retomando, por meio de metodologias ativas, os conceitos. No segundo dia, o foco é interdisciplinar e os alunos desenvolvem, no decorrer da Unidade Temática de Aprendizagem (que agrega 4 disciplinas), um projeto/ação/intervenção/material que sintetize os objetivos centrais da Unidade. A partir deste breve relato passaremos a expor parte das conclusões da pesquisa relatada, referentes ao papel e à formação do professor. Como na sala de aula invertida o papel do professor é diferente em relação ao tradicional, passando a ser o orientador, o facilitador das discussões e das atividades coletivas, que têm como foco a resolução de desafios, num primeiro momento ele se sente perdido em relação ao seu papel. Se já não lhe cabe a transmissão, o que fazer? Se nos encontros presenciais a ênfase está na discussão, na reflexão, na aplicação dos conhecimentos estudados de maneira autônoma pelo aluno, usando metodologias ativas, como planejar tais encontros? O que são, afinal, metodologias ativas? Mas, passado este momento inicial, a maioria dos docentes acaba se apaixonando pela proposta. Compreender e adaptar-se a esta forma de agir é um ponto bastante citado pelos docentes como sendo, ao mesmo tempo, um dificultador e um avanço. Ante aos desafios do dia-a-dia, de maneira informal, segundo os participantes da pesquisa, foi se criando uma rede entre os professores, que se apoiavam uns nos outros para realizarem seu trabalho. Evidencia-se o papel do docente como profissional que busca soluções para os problemas enfrentados no dia-a-dia, iniciando ou fortalecendo, por conta do desconhecido e dos desafios que ele traz, uma ação mais coletiva.
  • 3. 3 Fica claro também que esta metodologia implica em um conhecimento mais amplo do docente em relação à área de atuação do curso, não bastando o domínio de uma disciplina especifica. A relação todo-partes e partes-todo é central para que o professor possa encaminhar as atividades presenciais, principalmente a interdisciplinar. Os pontos acima abordados indicam que a formação continuada para os docentes como estratégia privilegiada, principalmente se levarmos em conta que novos profissionais se somarão ao grupo à medida que mais cursos passem a funcionar desta forma. Vale ressaltar que, segundo Libâneo, 2004, a formação continuada precisa ser um processo na e para a instituição tomando a vivência como ponto de partida, trazendo as situações relatadas para uma discussão coletiva, para a qual se faz necessário tomar como base um referencial teórico. Como todos os professores envolvidos na implantação do projeto são docentes também da graduação presencial é possível inferir que as vivências e aprendizagens pelas quais passaram tendem a ser expandidas para esta modalidade, o que pode significar um avanço na superação do modelo de “aula magistral” que ainda tem força no ensino superior. Neste mesmo sentido, o relato dos docentes afirmando que a metodologia dos cursos semipresenciais incentiva e mesmo força a construção da autonomia do estudante demonstra que é possível construir outro tipo de relação do estudante com sua própria aprendizagem, menos dependente do docente. Finalmente, salientamos a clareza do grupo participante da pesquisa-ação, no que se refere ao fato de que mudanças e ajustes precisarão ser feitos em relação ao projeto inicial, tomando a avaliação do processo de implantação como referência. Qualquer projeto pedagógico é uma carta de intenções que pode e deve ser revista e adequada aos objetivos traçados à medida em que a realidade concreta indica a necessidade. Referências: BERGMANN. J. & SAMS, A. Flip Your Classroom: Reach Every Student in Every Class Every Day, 2012.Washington, DC: International Society for Technology in Education. LIBÂNEO, José Carlos, Organização e gestão da escola: teoria e prática. 5 ed. revista e ampliada. Goiânia: Alternativa, 2004 SCHNEIDER et al. Sala de aula invertida na EAD: uma proposta de Blended Learning. Revista Intersaberes| vol. 8, n.16, p.68-81| jul. – dez. 2013| ISSN 1809–7286. Disponível em: http://grupouninter.com.br/intersaberes/index.php/revista/article/view/499/316
  • 4. 4 THIOLLENT, M. Metodologia da pesquisa-Ação. 18. ed. São Paulo: Cortez, 2011. TORI, Romero. Cursos híbridos ou Blended learning. In: LITTO, F.; FORMIGA, M. (orgs) Educação a distância: estado da arte. São Paulo: Pearson, 2009. VALENTE, José A. Blended learning e as mudanças no ensino superior: a proposta da sala de aula invertida. Educar em Revista, Curitiba, Brasil, Edição Especial n. 4/2014, p. 79-97. Editora UFPR. http://ojs.c3sl.ufpr.br/ojs/index.php/educar/article/view/38645. Acesso em: 10.05.2015.