ANÁLISE CRÍTICA AO MODELO DE AUTO-AVALIÇÃO DAS BIBLIOTECAS ESCOLARES

Pertinência da existência de um Modelo de Avaliação ...
A RBE refere que “...a biblioteca escolar (BE) constitui um contributo essencial para o sucesso
educativo, sendo um recurs...
Organização estrutural e funcional. Adequação e constrangimentos.



O modelo de auto-avaliação será aplicado a quatro dom...
na rede e ainda estamos em fase de aquisições do acervo documental e seria oportuno recolher
evidências que nos permitam v...
- Realizar uma abordagem construtiva aos problemas e à realidade;
       - Ser gestor de serviços de aprendizagem no seio ...
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Tarefa 2 2ª Semana AnáLise CríTica Ao Modelo De Auto AvaliaçAo Da Be

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Tarefa 2 2ª Semana AnáLise CríTica Ao Modelo De Auto AvaliaçAo Da Be

  1. 1. ANÁLISE CRÍTICA AO MODELO DE AUTO-AVALIÇÃO DAS BIBLIOTECAS ESCOLARES Pertinência da existência de um Modelo de Avaliação para as bibliotecas escolares O fenómeno globalização veio introduzir paradigmas em todas as áreas da vivência do ser humano, tanto a nível social, económico, educacional, tecnológico, ambiental,... Todos os dias somos bombardeados com mudanças a que temos que nos adaptar de uma forma célere, senão mesmo vertiginosa, a todas estas inovações e progressos, por vezes nem sequer temos tempo de avalizar o impacto que elas tiveram na nossa vida. A permanente evolução dos meios de comunicação e informação permitem-nos aceder quase imediatamente às mutações ocorridas, logo, como profissionais de uma área tão sensível e essencial à formação global do ser humano, a educação dos futuros homens, temos uma responsabilidade acrescida, pois se não nos actualizarmos permanentemente poderemos colocar em risco o sucesso educativo dos nossos alunos. Como professora bibliotecária, recém colocada nesta função, considero que este é o momento ideal para a implementação de um modelo de avaliação da BE/CRE, a mudança está no auge da sua implementação neste espaço, ora para podermos aferir a eficácia da mudança de práticas bem como, do seu contributo e envolvência no processo e para o sucesso educativo é imprescindível implementar um sistema de auto-avaliação, não para fazer a avaliação tradicional sobretudo à gestão, mas sim o impacto que tem na comunidade educativa e da análise dos resultados obtidos provir às adaptações ou alterações a incluir na sua intervenção e nas parcerias a realizar. O que está em estudo não é apenas a qualidade e quantidade da coçecção e dos recursos à disposição dos utilizadores, mas sim o impacto que esses recursos têm na construção do conhecimento, na autonomia que proporcionam na aquisição de competências e a capacitação do sujeito para a formação permanente e ao longo da vida. Por outro lado, com aconteceu a semana passada, aquando da avaliação externa do agrupamento, como professora bibliotecária fui chamada a prestar informações sobre o funcionamento da BE/ CRE e sua intervenção/ eficiência em todos os órgãos, escolas e junto de toda a comunidade. É pertinente a sua implementação pois da própria auto-avaliação do agrupamento a auto-avaliação da BE/CRE fará parte integrante e setrá objecto de avaliação por parte do IGE. Temos de “arregaçar as mangas” e adaptarmo-nos a esta nova realidade e exigência que dará “os seus frutos”, não já, mas será percursora de um serviço de qualidade e, gradualmente toda a comunidade irá valorizar bem como, interiorizar da imprescindibilidade do mesmo e por fim, reconhecer e destacar o trabalho do professor bibliotecário e da equipa. O Modelo enquanto instrumento pedagógico e de melhoria. Conceitos implicados.
  2. 2. A RBE refere que “...a biblioteca escolar (BE) constitui um contributo essencial para o sucesso educativo, sendo um recurso fundamental para o ensino aprendizagem” , mas para atingirmos este objectivo é necessária a concretização de de diversos factores e condições e os vários estudos internacionais têm vindo a demonstrar que temos de ter em atenção essas condicionantes se pretendemos cumprir religiosamente a missão adstrita à BE/CRE. Os factores atinentes: aos níveis de colaboração entre o professor bibliotecário e os restantes docentes não só no respeitante às necessidades de determinados recursos (adequação da colecção e recursos tecnológicos), mas também no referente ao desenvolvimento de actividades conjuntas para o sucesso educativo dos alunos, a acessibilidade e a qualidade dos serviços prestados e a relevar ainda nesses estudos a contribuição positiva da BE/CRE, no ensino/aprendizagem bem como uma relação entre qualidade do trabalho da e com a BE/CRE e os resultados escolares dos alunos. No nosso país a mudança na BE é recente e ainda não possuímos dados estatísticos e comparativos para avaliarmos de forma inequívoca essa contribuição, no entanto, o caminho está aberto e neste momento o modelo define metodologias e estratégias para o obtenção desses resultados que serão primordiais a uma estruturação e definição das medidas a adoptar para atingirmos a supremacia do serviço prestado na BE/CRE. As mudanças provocam sempre receios e constrangimentos, tudo o que é novo e desconhecido causa-nos alguns receios, mas apesar de sentir, pessoalmente, algumas dificuldades na sua aplicação pois, além de ser nova no cargo não tenho, concerteza como muitos outros colegas, muitos outros professores com horas suficientes atribuidas ao desempenho de funções na equipa e, ainda falta de pessoal não docente em número suficiente para responder às necessidades exigidas na BE/CRE. Apercebi-me que o modelo tem alguma complexidade e exigência de intervenção de terceiros, o que pode dificultar a recolha de dados. Esta avaliação será útil e enriquecedora uma vez que, o seu objectivo é apenas regulador e tem essencialmente uma finalidade formativa que pretende apenas abordar e analisar de forma qualitativa os processos e os resultados obtidos, no sentido de identificar as necessidades e fragilidades com objectivo da melhoria e de demonstrar de forma clara e inequívoca a importância da BE/CRE no seio escolar e no processo educativo. Uma outra vantagem deste modelo é a sua flexibilidade de adapatação à realidade inerente a cada escola ou agrupamento, se assim não ocorresse, os dados obtidos poderiam não reflectir a fidedignidade que se pretende pois, aplicar critérios generalistas a realidades e contextos diferentes não serão a resposta pretendidad por este modelo. A salientar ainda, o facto de se pretender integrar a aplicação do modelo na gestão da BE/CRE, claro que se refere que o objectivo não é sobrecarregar de trabalho a equipa, no entanto, é o que vai acontecer a curto prazo, não estão ainda criadas as condições para que estes procedimentos sejam implementados na rotina da gestão funcional, sabemos que se estão a dar apenas os primeiros passos nesta modalidade, não devemos criar demasiadas expectativas facilitista da sua naplicação. Sem dúvida que a auto-avaliação pretende e virá a ser um instrumento pedagógico regulador da qualidade do serviço da BE/CRE depois de vencidas todas as barreiras e constrangimento e será dado um salto qualitativo e integrante da construção do conhecimento dos alunos e reflectir-se-á nos prórpios resultados académicos, mas como já referi essa visibilidade não será a curto, mas a longo prazo, ainda temos um longo caminha a percorrer até atingirmos a eficiência que se pretende e, como diz o velho ditado “Roma e Pavia não se fizeram num dia”, sejamos pacientes, incisivos, persistentes, flexíveis, colaboradores... e os resultados obtidos nesta auto-avaliação indicar-nos-ão os caminhos e as metas a atingir.
  3. 3. Organização estrutural e funcional. Adequação e constrangimentos. O modelo de auto-avaliação será aplicado a quatro domínios, que por sua vez, se dividem em subdomínios, com vários indicadores e cada um deles encaminha-nos para um conjunto diversificado de factores atinentes ao sucesso e optimização da biblioteca escolar em cada um dos subdomínios. Todos eles correspondem a elementos facilitadores e orientadores da recolha de evidências que ajudarão no desenvolvimento de estratégias adequadas. A recolha de evidências terá além de um valor informativo também formativo, pois indiciar-nos-ão pistas orientativas que nos fornecerão uma primeira análise crítica da realidade da BE/CRE, e estamos munidos das ferramentas que nos permitirão a implementação de acções para a melhoria, à criação de estruturas que têm por objectivo o cumprimento, de forma efectiva, da missão da BE/ CRE, no processo educativo e têm sido apontados como primordiais, determinantes e com relevante impacto no ensino /aprendizagem. A auto-avaliação terá uma duração de quatro anos, em cada ano é escolhido um domínio específico a avaliar, sem no entanto deixarmos de cumprir os restantes, pois a BE/CRE deve funcionar de acordo com a totalidade dos domínios, no final da vigência desta avaliação teremos uma holística da BE/CRE e do seu impacto na comunidade educativa e nessa altura estamos munidos das evidências necessárias e teremos identificado os pontos fortes e fracos e, poderemos então, intervir de forma estratégica e consistente, em plena articulação com o projecto pedagógico do Agrupamento. A estruturação a desenvolver é a seguinte A. Apoio ao Desenvolvimento Curricular A.1 Articulação curricular da BE com as estruturas de coordenação educativa e supervisão pedagógica e os docentes A. 2 Promoção das literacias da informação, tecnológica e digital B. Leitura e Literacia C. Projectos, Parcerias e Actividades Livres e de Abertura à Comunidade C.1 Apoio a actividades livres, extra-curriculares e de enriquecimento curricular C.2 Projectos e parcerias D. Gestão da Biblioteca Escolar D.1 Articulação da BE com a escola/ agrupamento. Acesso e serviços prestados pela BE D.2 Condições humanas e materiais para a prestação dos serviços D.3 Gestão da colecção/da informação Há alguns constrangimentos na aplicabilidade do modelo, primeiro são muitos os instrumentos a utilizar e não estamos ainda munidos de materiais e ferramentas que nos permitam facilitar a recolha de dados que nos demonstrem as evidências, no meu caso já ficou estabelecido que o domínio a avaliar neste ano seria o D- Gestão da Biblioteca Escolar, como entrou recentemente
  4. 4. na rede e ainda estamos em fase de aquisições do acervo documental e seria oportuno recolher evidências que nos permitam verificar, essencialmente as fragilidades para caminharmos para uma melhoria. No entanto, haverá muitos entraves, pois ainda não temos o sistema informatizado e nem sequer tivemos formação no Bibliobase para o podermos utilizar convenientemente. Este será um primeiro constrangimento mas outros advêm deste, entre eles a morosidade com que faremos a recolha dos dados, o trabalho estatísitco,... Os recursos humanos também são insuficientes para desenvolver outro trabalho de rotina logo para este também não haverá carga horária suficiente para o desenvolver. Os restantes haveremos de os encontrar quando estivermos a aplicar o modelo e claro que numa primeira fase de adaptação e de mudança, talvez fosse conveniente alargar o prazo de aplicabilidade para cada domínio, quatro anos e um ano em cada domínio provavelmente serão insuficientes para se realizar um trabalho que nos revelem resultados fidedignos. Integração/Aplicação à realidade da escola. A aplicação do Modelo de Auto-Avaliação como ferramenta de auto-regulação da BE, é fundamental para a valorização e reconhecimento da sua missão e através das evidências recolhidas torná-la no eixo central da aprendizagem. Será através da avaliação que a credibilidade da BE será aceite por todos e o seu papel será preponderante na execuibilidade das actividades que promovam o sucesso educativo. Além dos constrangimentos que se identificaram, haverá outros que dificultaram o trabalho, pois a mudança de atitude não ocorre de um dia para o outro e apesar de no Agrupamento muitos docentes e alunos já utilizarem a BE como centro de aprendizagem muitos ainda não percepcionaram a sua eficácia no processo educativo. Talvez uma das formas de sensibilzar os docentes seja através de colóquios, wokshops ou outras formas que os informem do paradigma da BE do séc. XXI e deste modo se tornem parceiros efectivos do processo. A partir desta interiorizamos podemos todos reflectir sobre as evidências obtidas e concretizar um trabalho profícuo que nos encaminhe para a melhoria do serviço da BE. Competências do professor bibliotecário e estratégias implicadas na sua aplicação. As competências do professor bibliotecário estão bem definidas no ponto 3, do artº nº 9, do Desp. 19117/2008, no entanto a acrescer a essas há outras especificidades inerentes a um bom desempenho da sua função como refere Tilke: - Ser um comunicador efectivo no seio da instituição; - Ser proactivo; - Saber exercer influência junto de professores e do órgão directivo; - Ser útil, relevante e considerado pelos outros membros da comunidade educativa; - Ser observador e investigativo; - Ser capaz de ver o todo-“the big picture”; - Saber estabelecer prioridades;
  5. 5. - Realizar uma abordagem construtiva aos problemas e à realidade; - Ser gestor de serviços de aprendizagem no seio da escola; - Saber gerir recursos no sentido lato do termo; - Ser promotor dos serviços e dos recursos; - Ser tutor,professor e um avaliador de recursos, com o objectivo de apoiar e contribuir para as aprendizagens; - Saber gerir e avaliar de acordo com a missão e objectivos da escola; - Saber trabalhar com departamentos e colegas Como vemos um professor bibliotecário tem de ser um poço de competências mas, além de as possuir, tem ainda de as aplicar convenientemente para o sucesso da sua tarefa na BE, não é uma tarefa fácil a nossa pois temos também de considerar uma diversidade de constragimentos que temos de ultrapassar no seio da comunidade escolar que por vezes, dificultam a prossecução dos objectivos propostos. Não vale a pena desanimarmos e encaremos esta realidade com optimismo, pensamento positivo é uma grande ajuda à concretização do que nos propomos atingir. A formanda Fernanda Jacinto

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