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RBE – Práticas e modelos de Auto-Avaliação da Biblioteca Escolar – DREN T4 2010
Formanda: Joaquina Tomé
Sessão 3 – Trabalho 2
Biblioteca Escolar/ Escola
Para muitos, o Modelo e a sua aplicação é mais um processo burocrático que
retira tempo de trabalho ao professor/ bibliotecário/ equipa.
Para outros, pensar a biblioteca escolar perspectivando-a no contexto do
trabalho da escola, dos seus projectos e objectivos educativo e curricular é
ainda um cenário de difícil concretização.
No entanto, se nos centrarmos nesta transcrição de um relato de um professor
bibliotecário que transcrevemos abaixo, verificamos que o tempo gasto na
implementação do processo de auto-avaliação serviu, neste caso, para
consciencializar a escola e os professores de que as coisas não estavam bem ao
nível da sua participação e atitude em relação à BE e contribuiu para a
mudança...
No ano lectivo de 2009-2010 aplicámos pela primeira vez o modelo de
auto-avaliação e escolhemos o domínio B. Sentindo que esse era o nosso
ponto forte, queríamos saber até que ponto o era.
O resultado não nos surpreendeu: tínhamos nível 4 em todos os itens,
com níveis de adesão superiores a 80% em tudo excepto no item que diz
respeito aos professores, onde o índice de adesão destes se encontrava
ligeiramente abaixo dos 50%, correspondentes a um nível 2.
Neste ano lectivo preparamo-nos para avaliar precisamente o domínio A
e muitos professores “despertaram” perante os resultados do ano
passado e mostram vontade de articular a sua prática lectiva com a BE.
Recorra ao Modelo de Auto-Avaliação e ao texto da sessão e elenque os
factores implicados no sucesso da BE na sua relação com a escola em cada um
dos níveis elencados abaixo:
RBE – Práticas e modelos de Auto-Avaliação da Biblioteca Escolar – DREN T4 2010
Formanda: Joaquina Tomé
Níveis de articulação da BE com a escola
Papel do órgão directivo
e dos órgãos de gestão
e planificação
intermédios da escola.
O sucesso da BE está intimamente relacionado com o sucesso da
própria escola, pela simples razão de que a BE deve estar no
centro das aprendizagens e da construção do conhecimento.
Para que isso se efective, é imprescindível que o Director se
envolva e seja um “líder coadjuvante” do professor bibliotecário;
que reconheça o valor fundamental da Biblioteca e garanta os
recursos humanos e/ou materiais que permitam o
desenvolvimento das actividades, com qualidade e eficácia.
O Programa da BE deve ser integrado nos planos estratégicos e
operacionais da escola, na sua visão e objectivos e os resultados
do processo de auto-avaliação devem integrar os restantes
processos de avaliação da escola. Esses resultados devem ser
comunicados “aos órgãos de administração e gestão (Conselho
Geral, Director, Conselho Pedagógico), mas também aos
departamentos e restantes estruturas de coordenação educativa
e supervisão pedagógica” (Modelo de auto-avaliação da
biblioteca escolar, 2010), que, desta forma, tomam
conhecimento do trabalho e do impacto da Biblioteca Escolar.
Estes interlocutores podem, dentro das suas competências e
possibilidades, contribuir para a criação de práticas de integração
e de trabalho comum e de uma cultura de escola aberta à
inovação e à mudança, factores fundamentais para o sucesso da
BE.
Trabalho da biblioteca
escolar dirigido à escola
e aos utilizadores
(professores, alunos,
pais)
As alterações significativas, introduzidas pelas TIC e a Internet e
a crescente portabilidade e facilidade de acesso a equipamentos
e documentos on-line, introduziram mudanças significativas na
sociedade e nas formas de acesso, produção e comunicação da
informação. Obrigaram, ainda, a uma reorientação das práticas
educativas da BE e à demonstração do seu valor que justifica a
sua integração nas práticas de alunos e professores.
A BE deve ter ligação directa com a missão da escola e um
trabalho contínuo com professores e alunos, adequando o seu
trabalho aos objectivos educativos e aos resultados dos alunos.
A BE torna-se um espaço com oportunidades de leitura e de
aprendizagens acrescidas através de:
- uma colecção de recursos, impressos ou digitais, organizados de
acordo com os interesses dos utilizadores e com os conteúdos
curriculares de cada disciplina;
- produção de instrumentos de apoio ao desenvolvimento da
leitura e do currículo;
- orientações dadas aos alunos na realização dos seus trabalhos e
RBE – Práticas e modelos de Auto-Avaliação da Biblioteca Escolar – DREN T4 2010
Formanda: Joaquina Tomé
pesquisas;
- formação de docentes e alunos e promoção das diferentes
literacias: da leitura, digitais e da informação, integrando e
apoiando o desenvolvimento curricular.
Integração da BE nos
Planos e projectos em
desenvolvimento na
escola
No novo paradigma de BE, esta deixa de ser aquele espaço que
apenas disponibiliza recursos, para se assumir como um espaço
que interage com a escola através da participação nos projectos
e actividades aí desenvolvidos e do trabalho articulado com os
docentes, na sua planificação, implementação e avaliação.
Os novos contextos e conceitos de aprendizagem, em que o
sujeito/aluno se apresenta como actor activo, construtor do seu
próprio conhecimento, (construtivismo) reforçaram a utilidade e
a necessidade de a BE reorientar práticas e processos de trabalho
conjunto com a escola e os docentes.
Nesse sentido, a utilização das potencialidades formativas e de
trabalho da BE, nos diferentes projectos a desenvolver é,
igualmente, factor essencial de sucesso.
Liderança do professor
bibliotecário
O professor bibliotecário deve ser um gestor da mudança, ser
proactivo e exercer uma liderança visível na escola.
A função do professor bibliotecário implica um trabalho de
proximidade e articulação com os professores para programar
experiências de aprendizagem autênticas e preparar
instrumentos de avaliação dos alunos que integrem as
capacidades de uso da informação e comunicação. Trata-se,
segundo Todd, de um trabalho de liderança interventiva e
actuante do professor bibliotecário na formação para as literacias
e para a construção do conhecimento.
O mesmo autor, aponta ainda a acção orientada pela recolha de
evidências (evidence based practice) como exercício de uma
liderança transformativa em que se pretende demonstrar o
impacto e os resultados práticos dos serviços e iniciativas
desenvolvidos e de como estes se relacionam com o
cumprimento dos objectivos de aprendizagem dos alunos.
No que respeita ao processo de auto-avaliação da BE, a questão
da liderança e da visão estratégica do professor bibliotecário são
fundamentais para o sucesso. Segundo Eisenberg e Miller (2002),
tal significa:
- ter atitude e capacidade de intervenção face aos problemas
identificados;
- reconhecer a oportunidade e ter sentido de agenda na
abordagem dos problemas e na apresentação de propostas e
estratégias junto do órgão de gestão;
- articular prioridades e objectivos com a escola, os programas e
projectos em desenvolvimento;
- desenvolver uma cultura de avaliação. Gerir as evidências
RBE – Práticas e modelos de Auto-Avaliação da Biblioteca Escolar – DREN T4 2010
Formanda: Joaquina Tomé
recolhidas no sentido de comunicar o valor da BE e corrigir os
gaps identificados;
- articular, colaborar e comunicar em permanência na escola e
com outros stakeholders.
Resultados esperados
com a aplicação do
Modelo.
O Modelo assume, como princípio basilar, que a avaliação não
constitui um fim; deve ser entendida como um processo
pedagógico e regulador que visa a melhoria contínua do trabalho
desenvolvido. Este instrumento permite aos órgãos directivos e
aos professores bibliotecários avaliar o trabalho da BE e o
impacto desse trabalho no funcionamento geral da escola e nas
aprendizagens dos alunos.
A aplicação do Modelo é um processo que pretende induzir à
reflexão e originar mudanças concretas na prática. Os exemplos
de acções para a melhoria e os factores críticos de sucesso aí
referidos apontam pistas importantes, contudo, as evidências
recolhidas servirão para que cada escola trace o percurso com
vista à melhoria do seu desempenho, apostando na mobilização
e no esforço de todos.
A auto-avaliação deve permitir identificar os pontos fortes que,
consequentemente, devem ser valorizados e aqueles que, por
apresentarem resultados inferiores, necessitam de maior
investimento ou de uma inflexão das práticas.
A informação resultante do processo de auto-avaliação da BE
terá, assim, um valor estratégico para a escola porque permite
identificar o sucesso e o impacto dos seus serviços e os gaps
condicionantes desse sucesso que também são indispensáveis à
tomada de decisões do Programa RBE.
Resultados esperados
em termos do processo
de planeamento.
A preparação da avaliação envolve diferentes etapas:
1 - Selecção, a nível da escola, do domínio a avaliar.
Esta decisão, tomada sob orientação do professor bibliotecário,
deve ser assumida de forma alargada. Para isso, os órgãos de
gestão e de coordenação e supervisão pedagógica (Conselho
Pedagógico e Departamentos) devem ser chamados a tomar
conhecimento e a participar na escolha. O envolvimento de todos
os docentes também se torna fundamental, uma vez que o seu
trabalho e colaboração serão indispensáveis para a concretização
do processo.
2- Verificação dos aspectos implicados na avaliação do domínio
seleccionado. Que docentes ou departamentos estarão mais
directamente implicados? Que alunos e actividades poderão
estar mais envolvidos? Que documentos precisam de ser
analisados?
Esta reflexão permite antecipar necessidades e preparar
atempadamente as medidas a tomar, bem como definir as
amostras para a aplicação dos questionários, por exemplo.
RBE – Práticas e modelos de Auto-Avaliação da Biblioteca Escolar – DREN T4 2010
Formanda: Joaquina Tomé
A elaboração do relatório, tendo por base os elementos
referenciais (standards) apontados no modelo, é essencial no
processo de planeamento e de auto-avaliação.
No relatório, são identificados os pontos fortes e os aspectos que
necessitam de desenvolvimento, que, após reflexão sobre a
informação recolhida (evidências), conduzirão à elaboração de
um plano de acção para a melhoria.
Esse plano deverá:
- identificar as áreas prioritárias de actuação, de acordo com os
resultados da auto-avaliação e em articulação com os objectivos
estratégicos do agrupamento, enquanto organização;
- indicar os objectivos a alcançar e as acções a desenvolver;
- identificar os intervenientes e recursos a mobilizar para a
consecução dos objectivos;
- estipular uma calendarização para as acções a desenvolver e um
prazo para alcançar os objectivos, bem como a monitorização do
seu cumprimento.
Deste modo, é possível criar um ciclo avaliativo de 4 anos em que
se estabeleçam padrões de funcionamento que, por sua vez,
consolidem o trabalho que a BE deve desenvolver em áreas
fulcrais para o seu sucesso e integração pedagógica na escola.
Bibliografia:
- Texto da sessão, disponibilizado na plataforma.
- Gabinete da Rede de Bibliotecas Escolares. Modelo de Auto-Avaliação das Bibliotecas
Escolares – Outubro de 2010. Disponível em: http://www.rbe.min-edu.pt
- Excerto do texto: “Professores Bibliotecários Escolares: resultados da aprendizagem e
prática baseada em evidências”.
- Texto da Sessão: “O modelo de Auto-Avaliação no contexto da escola/Agrupamento”
- Texto da sessão, disponibilizado na plataforma: “A Biblioteca Escolar: desafios e
oportunidades no contexto da mudança”
- Todd, Ross (s/d). Aprendizagem na escola da era da informação: oportunidades, resultados
e caminhos possíveis.

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Tabela para o_trabalho_2_sessao_3

  • 1. RBE – Práticas e modelos de Auto-Avaliação da Biblioteca Escolar – DREN T4 2010 Formanda: Joaquina Tomé Sessão 3 – Trabalho 2 Biblioteca Escolar/ Escola Para muitos, o Modelo e a sua aplicação é mais um processo burocrático que retira tempo de trabalho ao professor/ bibliotecário/ equipa. Para outros, pensar a biblioteca escolar perspectivando-a no contexto do trabalho da escola, dos seus projectos e objectivos educativo e curricular é ainda um cenário de difícil concretização. No entanto, se nos centrarmos nesta transcrição de um relato de um professor bibliotecário que transcrevemos abaixo, verificamos que o tempo gasto na implementação do processo de auto-avaliação serviu, neste caso, para consciencializar a escola e os professores de que as coisas não estavam bem ao nível da sua participação e atitude em relação à BE e contribuiu para a mudança... No ano lectivo de 2009-2010 aplicámos pela primeira vez o modelo de auto-avaliação e escolhemos o domínio B. Sentindo que esse era o nosso ponto forte, queríamos saber até que ponto o era. O resultado não nos surpreendeu: tínhamos nível 4 em todos os itens, com níveis de adesão superiores a 80% em tudo excepto no item que diz respeito aos professores, onde o índice de adesão destes se encontrava ligeiramente abaixo dos 50%, correspondentes a um nível 2. Neste ano lectivo preparamo-nos para avaliar precisamente o domínio A e muitos professores “despertaram” perante os resultados do ano passado e mostram vontade de articular a sua prática lectiva com a BE. Recorra ao Modelo de Auto-Avaliação e ao texto da sessão e elenque os factores implicados no sucesso da BE na sua relação com a escola em cada um dos níveis elencados abaixo:
  • 2. RBE – Práticas e modelos de Auto-Avaliação da Biblioteca Escolar – DREN T4 2010 Formanda: Joaquina Tomé Níveis de articulação da BE com a escola Papel do órgão directivo e dos órgãos de gestão e planificação intermédios da escola. O sucesso da BE está intimamente relacionado com o sucesso da própria escola, pela simples razão de que a BE deve estar no centro das aprendizagens e da construção do conhecimento. Para que isso se efective, é imprescindível que o Director se envolva e seja um “líder coadjuvante” do professor bibliotecário; que reconheça o valor fundamental da Biblioteca e garanta os recursos humanos e/ou materiais que permitam o desenvolvimento das actividades, com qualidade e eficácia. O Programa da BE deve ser integrado nos planos estratégicos e operacionais da escola, na sua visão e objectivos e os resultados do processo de auto-avaliação devem integrar os restantes processos de avaliação da escola. Esses resultados devem ser comunicados “aos órgãos de administração e gestão (Conselho Geral, Director, Conselho Pedagógico), mas também aos departamentos e restantes estruturas de coordenação educativa e supervisão pedagógica” (Modelo de auto-avaliação da biblioteca escolar, 2010), que, desta forma, tomam conhecimento do trabalho e do impacto da Biblioteca Escolar. Estes interlocutores podem, dentro das suas competências e possibilidades, contribuir para a criação de práticas de integração e de trabalho comum e de uma cultura de escola aberta à inovação e à mudança, factores fundamentais para o sucesso da BE. Trabalho da biblioteca escolar dirigido à escola e aos utilizadores (professores, alunos, pais) As alterações significativas, introduzidas pelas TIC e a Internet e a crescente portabilidade e facilidade de acesso a equipamentos e documentos on-line, introduziram mudanças significativas na sociedade e nas formas de acesso, produção e comunicação da informação. Obrigaram, ainda, a uma reorientação das práticas educativas da BE e à demonstração do seu valor que justifica a sua integração nas práticas de alunos e professores. A BE deve ter ligação directa com a missão da escola e um trabalho contínuo com professores e alunos, adequando o seu trabalho aos objectivos educativos e aos resultados dos alunos. A BE torna-se um espaço com oportunidades de leitura e de aprendizagens acrescidas através de: - uma colecção de recursos, impressos ou digitais, organizados de acordo com os interesses dos utilizadores e com os conteúdos curriculares de cada disciplina; - produção de instrumentos de apoio ao desenvolvimento da leitura e do currículo; - orientações dadas aos alunos na realização dos seus trabalhos e
  • 3. RBE – Práticas e modelos de Auto-Avaliação da Biblioteca Escolar – DREN T4 2010 Formanda: Joaquina Tomé pesquisas; - formação de docentes e alunos e promoção das diferentes literacias: da leitura, digitais e da informação, integrando e apoiando o desenvolvimento curricular. Integração da BE nos Planos e projectos em desenvolvimento na escola No novo paradigma de BE, esta deixa de ser aquele espaço que apenas disponibiliza recursos, para se assumir como um espaço que interage com a escola através da participação nos projectos e actividades aí desenvolvidos e do trabalho articulado com os docentes, na sua planificação, implementação e avaliação. Os novos contextos e conceitos de aprendizagem, em que o sujeito/aluno se apresenta como actor activo, construtor do seu próprio conhecimento, (construtivismo) reforçaram a utilidade e a necessidade de a BE reorientar práticas e processos de trabalho conjunto com a escola e os docentes. Nesse sentido, a utilização das potencialidades formativas e de trabalho da BE, nos diferentes projectos a desenvolver é, igualmente, factor essencial de sucesso. Liderança do professor bibliotecário O professor bibliotecário deve ser um gestor da mudança, ser proactivo e exercer uma liderança visível na escola. A função do professor bibliotecário implica um trabalho de proximidade e articulação com os professores para programar experiências de aprendizagem autênticas e preparar instrumentos de avaliação dos alunos que integrem as capacidades de uso da informação e comunicação. Trata-se, segundo Todd, de um trabalho de liderança interventiva e actuante do professor bibliotecário na formação para as literacias e para a construção do conhecimento. O mesmo autor, aponta ainda a acção orientada pela recolha de evidências (evidence based practice) como exercício de uma liderança transformativa em que se pretende demonstrar o impacto e os resultados práticos dos serviços e iniciativas desenvolvidos e de como estes se relacionam com o cumprimento dos objectivos de aprendizagem dos alunos. No que respeita ao processo de auto-avaliação da BE, a questão da liderança e da visão estratégica do professor bibliotecário são fundamentais para o sucesso. Segundo Eisenberg e Miller (2002), tal significa: - ter atitude e capacidade de intervenção face aos problemas identificados; - reconhecer a oportunidade e ter sentido de agenda na abordagem dos problemas e na apresentação de propostas e estratégias junto do órgão de gestão; - articular prioridades e objectivos com a escola, os programas e projectos em desenvolvimento; - desenvolver uma cultura de avaliação. Gerir as evidências
  • 4. RBE – Práticas e modelos de Auto-Avaliação da Biblioteca Escolar – DREN T4 2010 Formanda: Joaquina Tomé recolhidas no sentido de comunicar o valor da BE e corrigir os gaps identificados; - articular, colaborar e comunicar em permanência na escola e com outros stakeholders. Resultados esperados com a aplicação do Modelo. O Modelo assume, como princípio basilar, que a avaliação não constitui um fim; deve ser entendida como um processo pedagógico e regulador que visa a melhoria contínua do trabalho desenvolvido. Este instrumento permite aos órgãos directivos e aos professores bibliotecários avaliar o trabalho da BE e o impacto desse trabalho no funcionamento geral da escola e nas aprendizagens dos alunos. A aplicação do Modelo é um processo que pretende induzir à reflexão e originar mudanças concretas na prática. Os exemplos de acções para a melhoria e os factores críticos de sucesso aí referidos apontam pistas importantes, contudo, as evidências recolhidas servirão para que cada escola trace o percurso com vista à melhoria do seu desempenho, apostando na mobilização e no esforço de todos. A auto-avaliação deve permitir identificar os pontos fortes que, consequentemente, devem ser valorizados e aqueles que, por apresentarem resultados inferiores, necessitam de maior investimento ou de uma inflexão das práticas. A informação resultante do processo de auto-avaliação da BE terá, assim, um valor estratégico para a escola porque permite identificar o sucesso e o impacto dos seus serviços e os gaps condicionantes desse sucesso que também são indispensáveis à tomada de decisões do Programa RBE. Resultados esperados em termos do processo de planeamento. A preparação da avaliação envolve diferentes etapas: 1 - Selecção, a nível da escola, do domínio a avaliar. Esta decisão, tomada sob orientação do professor bibliotecário, deve ser assumida de forma alargada. Para isso, os órgãos de gestão e de coordenação e supervisão pedagógica (Conselho Pedagógico e Departamentos) devem ser chamados a tomar conhecimento e a participar na escolha. O envolvimento de todos os docentes também se torna fundamental, uma vez que o seu trabalho e colaboração serão indispensáveis para a concretização do processo. 2- Verificação dos aspectos implicados na avaliação do domínio seleccionado. Que docentes ou departamentos estarão mais directamente implicados? Que alunos e actividades poderão estar mais envolvidos? Que documentos precisam de ser analisados? Esta reflexão permite antecipar necessidades e preparar atempadamente as medidas a tomar, bem como definir as amostras para a aplicação dos questionários, por exemplo.
  • 5. RBE – Práticas e modelos de Auto-Avaliação da Biblioteca Escolar – DREN T4 2010 Formanda: Joaquina Tomé A elaboração do relatório, tendo por base os elementos referenciais (standards) apontados no modelo, é essencial no processo de planeamento e de auto-avaliação. No relatório, são identificados os pontos fortes e os aspectos que necessitam de desenvolvimento, que, após reflexão sobre a informação recolhida (evidências), conduzirão à elaboração de um plano de acção para a melhoria. Esse plano deverá: - identificar as áreas prioritárias de actuação, de acordo com os resultados da auto-avaliação e em articulação com os objectivos estratégicos do agrupamento, enquanto organização; - indicar os objectivos a alcançar e as acções a desenvolver; - identificar os intervenientes e recursos a mobilizar para a consecução dos objectivos; - estipular uma calendarização para as acções a desenvolver e um prazo para alcançar os objectivos, bem como a monitorização do seu cumprimento. Deste modo, é possível criar um ciclo avaliativo de 4 anos em que se estabeleçam padrões de funcionamento que, por sua vez, consolidem o trabalho que a BE deve desenvolver em áreas fulcrais para o seu sucesso e integração pedagógica na escola. Bibliografia: - Texto da sessão, disponibilizado na plataforma. - Gabinete da Rede de Bibliotecas Escolares. Modelo de Auto-Avaliação das Bibliotecas Escolares – Outubro de 2010. Disponível em: http://www.rbe.min-edu.pt - Excerto do texto: “Professores Bibliotecários Escolares: resultados da aprendizagem e prática baseada em evidências”. - Texto da Sessão: “O modelo de Auto-Avaliação no contexto da escola/Agrupamento” - Texto da sessão, disponibilizado na plataforma: “A Biblioteca Escolar: desafios e oportunidades no contexto da mudança” - Todd, Ross (s/d). Aprendizagem na escola da era da informação: oportunidades, resultados e caminhos possíveis.