AnáLise CríTica Ao Modelo De Auto

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AnáLise CríTica Ao Modelo De Auto

  1. 1. Análise Crítica ao Modelo de Auto-Avaliação das BEs Quando nos propomos enfrentar mais este desafio de auto-avaliação das BEs, parece-me pertinente a proposta de se fazer uma análise crítica do Modelo e da adequação e constrangimentos da sua aplicação A BE /CRE é um espaço de trabalho que como qualquer outro deve ser susceptível de avaliação com vista à sua melhoria e poder aferir-se o impacto das actividades aí desenvolvidas no processo de ensino aprendizagem e através das evidências apresentadas poder ser avaliado o impacto no sucesso dos alunos. A BE deve ser um espaço luminoso, bem apetrechado e equipado mas deve ser sobretudo um espaço de aprendizagem efectiva e de progresso na vida dos alunos e nos objectivos da Escola. Está fora de qualquer questão colocar em dúvida a pertinência de uma auto- avaliação do trabalho desenvolvido, com a qual eu concordo em absoluto, embora eu não saiba bem se este modelo é o mais apropriado, talvez por falta de conhecimento ainda da sua aplicação prática – talvez no final do ano eu esteja menos céptica quanto à sua aplicação. Quero acreditar que os resultados dos diferentes estudos realizados a nível mundial tenham o sucesso revelado ,numa época de mudança global, que muitas vezes nos ultrapassa inexoravelmente. A pertinência de um modelo de avaliação nas BES é essencial para que esta se integre no projecto da Escola e possa divulgar as suas práticas de uma forma coerente e estruturada e a sua importância nas várias actividades da escola. Ela é, em minha opinião, desde há anos, o motor dinamizador do processo ensino/aprendizagem das escolas do Agrupamento. A actualização do fundo documental permite fazer uma gestão mais criteriosa da colecção existente e tem permitido desenvolver nos discentes competências que levam a aprendizagens para o resto da vida. No nosso Plano da Acção traçado para o quadriénio, até 2013, assumem particular importância as linhas que regem o Projecto Educativo e o Projecto Curricular da Escola para a definição das actividades estruturadas e planificadas no Plano Anual de Actividades. Este Plano assenta em domínios a observar e, permite-nos criar uma estrutura assente em quatro eixos ou domínios: Apoio ao Desenvolvimento Curricular; Leitura e literacias; Projectos, Parcerias e Actividades Livres e de Abertura à Comunidade e Gestão da Biblioteca Escolar. Claro que há anos que este trabalho está a ser feito e eu falo pela Biblioteca da minha escola, a Escola EB 2,3 Sá Couto – Espinho. Se me perguntarem, se está a ser Bibliotecas Escolares: Modelo de Auto-Avaliação 12/11/09
  2. 2. feito bem, eu direi que talvez esta formação me vá fazer rever atitudes, comportamentos e formas de auto-avaliação que me permitam mais facilmente conhecer os resultados. Sempre tivemos como objectivo da BE uma política de trabalho colaborativo através de propostas de actividades saídas da escola para o resto do Agrupamento como recebemos propostas vindas das estruturas directivas, professores, alunos e pais. A avaliação sempre foi feita, mas parece-me que agora sê-lo-á mais fundamentadamente fazendo uma integração e aplicação mais consistente na realidade da Escola. A nossa equipa, por mim coordenada, é composta por elementos com formação e motivada que, muitas vezes, mesmo em circunstâncias adversas não desanima na aplicação dos objectivos propostos para o nosso trabalho, dos quais destaco: - Desenvolver nos alunos competências e hábitos de trabalho autónomo baseado na consulta, tratamento e produção da informação. - É uma preocupação estimular alunos para o prazer de ler, associando a leitura, os livros e a BE a um espaço de ocupação feito com prazer, mesmo nos tempos livres. - A BE construída como espaço central da escola onde se produz cultura e se trocam experiências pedagógicas em áreas disciplinares e não disciplinares. - A BE a fazer passar uma imagem da escola activa com percursos vocacionais diversificados. Referi na primeira tarefa, nas competências do Professor Bibliotecário que ele deve ser, líder mas parceiro, criador de empatia e espírito mobilizador, (baseado nos textos para leitura) e nos pontos fortes da BE da minha Escola essa imagem do Professor Bibliotecário existe na generalidade mas a equipa é também experiente e colaborativa o que torna a BE num espaço reconhecido pelo seu importante papel no processo de aprendizagem entre a comunidade educativa escolar, direi mesmo educativa, pois, temos nos pais, em grande número, parceiros de eleição no desenvolvimento do processo. Foi lento e às vezes doloroso o trabalho de convencimento dos parceiros. O trabalho foi intenso mas acho que estamos no bom caminho! O novo modelo de Auto-avaliação a implementar é mais um desafio que por certo nos irá fazer planificar melhor e podermos extrair conhecimentos que orientem as acções futuras numa perspectiva referida num dos documentos: “O Modelo de auto-avaliação perspectiva, também, práticas de pesquisa - acção” e estou em absoluto acordo quando MARKLESS, Streffield ( (2006), diz que “as práticas de pesquisa - acção estabelecem relação entre os processos e impacto ou valor que originam.” Bibliotecas Escolares: Modelo de Auto-Avaliação 12/11/09
  3. 3. Através da auto-avaliação devem identificar-se os pontos fortes e fracos fazendo evoluir, através de novas práticas, os segundos para um patamar superior. Só teremos a noção da necessidade dessa evolução submetendo a BE/CRE a um processo de auto-avaliação. Tradicionalmente e num primeiro momento o impacto das BES na comunidade educativa media-se pela colecção existente, pelo espaço, pelo que se gasta no seu apetrechamento e pelo número de utentes. É altura de numa segunda fase se medirem os benefícios que os utilizadores retiram do uso dos serviços das BE e a sua progressão na aprendizagem e o processo leva-nos ainda a aceitar, tal como o referido num dos textos que “Hoje a avaliação centra-se essencialmente no impacto qualitativo da biblioteca, isto é na aferição das modificações positivas que o seu funcionamento tem nas atitudes, valores e conhecimentos dos utilizadores”. A avaliação das BES vai fazer-nos melhorar, validando o que fazemos bem e permitindo-nos melhorar, quando for caso disso. É uma forma de sabermos de onde partirmos e sabermos até onde queremos ir. A BE deve ser um espaço afectivo e de qualidade. Tendo sempre em vista o seu impacto na aprendizagem e no sucesso educativo dos alunos. Volto a referir um dos documentos analisados quando se diz: “ A criação de um modelo para avaliação das Bibliotecas Escolares permite dotar as escolas/bibliotecas de um quadro de referência e de um instrumento que lhes permite a melhoria contínua da qualidade, a busca de uma perspectiva de inovação”. A auto-avaliação assenta em quatro domínios base: 1 – Apoio ao Desenvolvimento curricular. 2 – Leitura e literacias 3 – Projectos, Parcerias e Actividades Livres e de Abertura à Comunidade 4 –Gestão da Biblioteca Escolar que se pretende sejam interiorizados por todos, Direcção e professores. A BE deve estar integrada na Escola e no processo ensino-aprendizagem, deve ter qualidade no acesso e na colecção aí presente, e deve ter uma gestão de qualidade também assente nos pressupostos de uma equipa dinâmica, qualificada, que seja atenta a um trabalho articulado com a escola, professores e alunos. A liderança deve ser forte e deve resumir-se como num elemento agregador de forma a que se pinta o impacto na escola e nas aprendizagens. Surge aqui um elemento novo que na nossa BE queremos “agarrar” agora, tentando com sucesso implementar o novo processo avaliativo. Vamos tentar adaptar-nos à primeira etapa do modelo proposto pela RBE e, tendo em conta o contexto interno e externo da BE, seleccionar o primeiro domínio a implementar neste primeiro ano. Já escolhido, previamente em reunião da equipa, Bibliotecas Escolares: Modelo de Auto-Avaliação 12/11/09
  4. 4. antes do início da formação:”Projectos, Parcerias e Actividades Livres e de Abertura à Comunidade” Para isso vamos seguir o processo de cada etapa em cada um dos ciclos. Identificar desafios e problemas, recolher evidências, interpretá-las; adaptarmo- nos e realizarmos as mudanças necessárias e voltar a recolher evidências. Vamos tentar integrar-nos num processo de melhoria e não considerar a avaliação um fim em si mesmo. Levarei atempadamente a Conselho Pedagógico a discussão dos passos que formos dando e mais tarde os resultados (como aliás já fazia) e discutiremos com frontalidade estes resultados com a Direcção da Escola. Traduzirei, do inglês não sei se bem, mas revejo-me nas palavras de TODD quando num dos documentos aconselhados diz:” O que é importante é que a evidência recolhida destaca como o bibliotecário desempenha um papel crucial no sucesso do estudante que se eleva em formas, atitudes e valores importantes em contribuir para o desenvolvimento da auto-estima e em criar um ambiente para aprender mais eficaz» (Todd.2003) No final do ciclo saberem se o modelo foi bem aplicado, se serviu a nossa comunidade educativa e se nos satisfaz. Esta análise, no final, será de crucial importância para a Escola e para a RBE se aperceberem também e, para assentarem as decisões futuras neste domínio. A Formanda Cândida Ribeiro Bibliotecas Escolares: Modelo de Auto-Avaliação 12/11/09

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