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  1. 1. O seu bebé já nasceu?Como é bom conhecê-lo! Direcção-Geral da Saúde
  2. 2. Que ligação tão especial é esta que sinto pelomeu bebé?A sua ligação ao seu filho começou provavelmente muito antes doseu nascimento.Mas, agora que o tem nos braços, essa relação vai fortificar-se etransformar-se talvez no envolvimento mais importante da sua vidae da dele:- Esse vínculo vai moldar o desenvolvimento intelectual e emocionaldo seu bebé;- Será a base da sua segurança, autoconfiança, auto-estima e capaci-dade para estabelecer relações ao longo da vida.O seu filho está, na maioria dos casos, pronto a ligar-se a si desde osprimeiros momentos da vida.Mas os seus sentimentos para com ele são talvezainda um pouco confusos:- Pode sentir uma forte ligação desde os primeiros minutos ou horasapós o parto;- Pode notar que essa relação se vai desenvolvendo ao longo dosprimeiros dias ou semanas, à medida que cuida do bebé e que oconhece mais profundamente;- Pode só ter consciência desse amor de repente,por exemplo, ao ser surpreendida(o) pelo primeirosorriso do seu filho;- Se o seu bebé foi prematuro ou esteveinternado nos primeiros dias ou semanasde vida, é natural que o seu envolvimentocom ele evolua de forma mais lenta e difícil.
  3. 3. Este é o meu primeiro bebé. O que hei-de fazer?Sendo mãe pela primeira vez, pode demorar mais tempo a descobrir asmúltiplas capacidades do seu bebé e também as suas próprias possibili-dades de interagir com ele; nesse caso, aqui vão algumas sugestões:- Repare como o toque suave e o contacto físico acalmam o seu bebé ereforçam a vossa ligação;- Veja como o contacto próximo, olhos nos olhos, promove entre ambosuma comunicação profunda, muito para além das palavras;- Observe como o bebé, mesmo recém-nascido, consegue seguir umobjecto com o olhar, como tenta imitar os seus gestos e expressõesfaciais ou como prefere as vozes humanas, em particular a voz da mãe,a todos os outros sons;- Repare como ele reconhece o seu cheiro, a sua voz e o seu toque;- Note como ele vai vocalizando e emitindo sons em resposta, quandoconversa com ele.Da sua parte há também atitudes, muitas vezesinstintivas, que reforçam esses laços, como porexemplo:- Pegar no bebé ao colo e embalá-lo ou encostá-lo bem a si, dando-lhepalmadinhas suaves; irá notar como rapidamente ele distingue o seucolo de todos os outros;- Aproveitar oportunidades de contacto “pele a pele” com o seu filho(quando o amamenta, o embala, etc.); ele adora, acalma-se e você tam-bém. Se o seu bebé nasceu antes de tempo ou com problemas médicos,este contacto físico e o toque suave serão ainda mais importantes paraele;
  4. 4. À medida que vai satisfazendo as necessidades do seu filho(alimentá-lo, mudar-lhe a fralda, consolá-lo, cuidar dele de umaforma geral), a vossa relação de amor e conhecimento mútuos vaitambém crescendo e ganhando consolidação.O amor de pai e de mãe são diferentes?Tanto o pai como a mãe, cada um à sua maneira, estabelecem umarelação especial com o bebé, e é importante que se apoiem e ajudemum ao outro.Muitos dos contactos e cuidados diários a tercom o bebé podem ser partilhados entre si e o(a)seu(sua) companheiro(a) desde o nascimento,tais como:- Dar apoio na preparação e no trabalho de parto;- Colaborar na sua alimentação;- Dar-lhe banho;- Trazê-lo ao colo, bem junto ao corpo,enquanto se realizam outras tarefas;- Deixá-lo tocar-lhe e sentir, por exemplo,as diferenças entre a cara do pai e da mãe;- Imitar os seus movimentos, as suasexpressões, sons e vocalizações;- Conversar, ler ou cantar para ele.
  5. 5. Será que consigo dar conta de tudo sozinha?Para que possa ligar-se mais facilmente ao seu bebé, é muito impor-tante ter o apoio, o reforço e a ajuda das pessoas que lhe são próxi-mas.Este suporte é ainda mais importante se ele nasceu prematuramenteou com problemas, não sendo, portanto, capaz de lhe responder tãodepressa como os outros bebés.De início, os cuidados ao seu filho preenchem totalmente o seutempo, a sua energia e a sua atenção.Tente arranjar ajuda para as outras tarefas domésticas, para que possaaproveitar bem o envolvimento com o bebé sem ficar esgotada.Uma mãe exausta torna-se facilmente irritável e pouco disponívelpara responder às necessidades do bebé (e às suas).O pai do bebé poderá ser uma ajuda preciosa, não só nas tarefas do-mésticas, mas também no apoio emocional de que tanto necessita.Caso seja necessário, não hesite em pedir ajuda a outros familiares eamigos, quer para as tarefas domésticas, querpara actividades fora de casa (ir buscar osseus outros filhos à escola, deixarrefeições já prontas em casa, etc.).
  6. 6. Por que está a ser tão difícil lidar com o meubebé?Em primeiro lugar, cuidar de um bebé pequeno é um trabalho duro epesado, embora também muito compensador.No entanto, o relacionamento e envolvimento com o seu bebé podeser-lhe mais difícil, se:- As suas próprias experiências e relacionamentos na infância foramdifíceis ou até traumáticos;- Imaginava intensamente um bebé muito diferente antes do parto,e não está a ser capaz de fazer coincidir essa imagem com a reali-dade;- O parto foi difícil e prolongado, e não conseguiu ainda recuperartotalmente;- O seu bebé foi prematuro ou teve problemas médicos que levaramao seu internamento numa unidade de cuidados intensivos pararecém-nascidos;- Está triste, esgotada, irritada e desesperada, o seu apetite e sonoestão alterados, sente um mal-estar geral e, por vezes, até vontadede fazer mal a si própria. Nesse caso, poderá ter uma depressão pós--parto e deverá consultar rapidamente o seu médico assistente.Se, na altura em que for pela primeira vez à consulta no Centro deSaúde com o seu bebé, ainda não se sentirenvolvida e à vontade com ele, não deixede conversar com o seu médico ouenfermeiro a esse respeito.Eles poderão, seguramente, ajudá-la acompreender as suas dificuldadese a ultrapassá-las.
  7. 7. Se o meu bebé falasse...0 – 2 meses- Pega-me sempre que queiras. Não é possível estragares-me commimos.- Quando choro, é porque preciso de alguma coisa. Não choro parate irritar.- Se já fizeste tudo o que podias para que eu me calasse e eu con-tinuo a chorar, pega-me simplesmente e conforta-me.- Sorri para mim, ri-te, canta, embala-me, dança comigo ou fala-mesuavemente. É assim que o nosso amor vai crescendo.3 – 6 meses- Quando olho para ti, quero que me respondas: sorri-me, fala comi-go e pega-me ao colo.- Quando me viro para outro lado e fujo com o olhar, é porque pre-ciso de descansar.- Quando me magoo, estou doente ou com medo, preciso que mepegues ao colo logo, logo.7 – 12 meses- Prefiro estar com as pessoas que conheço bem e que cuidam demim. Fico aflito e assustado com as pessoas que não conheço.- Fico com medo quando te vais embora. Abraça-me e dá-me muitosmimos quando saíres e quando chegares. É assim que aprendo asentir-me seguro.- Brinca e fala comigo, de frente para mim.- Observa bem como eu brinco e tenta seguir-me.Se fores sempre tu a dirigir o jogo,eu farto-me e desisto.- Tenta perceber o que euquero dizer quandochoro, sorrio, balbucioou me afasto de ti.
  8. 8. 12 – 24 meses (1 – 2 anos) - Estou a aprender como funciona o mundo à minha volta. Gosto de explorar, mas não tenho a noção do perigo. Quando me assusto ou magoo, preciso que me dês mimos. Logo que me sinta bem, estarei pronto a explorar de novo. - Já consigo fazer mais coisas sozinho, mas ainda preciso muito de amor e mimos. 24 – 48 meses (2 – 4 anos) - Quando quero fazer coisas sozinho, deixa-me experimentar (desde que não seja perigoso). - Ainda preciso que me dês segurança e me confortes quando me magoo, estou irritado, com medo ou doente. Informe-se no seu Centro de Saúde sobre se existem gru- Editor: Direcção-Geral da Saúde - Design: Carlota Flieg - Impressão: Europress - Tiragem: 1.000 - Lisboa, 2006 pos de entreajuda para pais. A partilha de dúvidas, sen- timentos e dificuldades poderá ser também uma ajuda preciosa para si nesta fase. Ficha Técnica: Dra. Isabel Brito, Dra. Teresa Cepêda, Dra. Maria João Heitor Direcção-Geral da Saúde Direcção de Serviços de Psiquiatria e Saúde Mental www.dgs.ptBibliografia- Public Health Agency of Canada, First connections...make all thedifference. Infant Attachment - Helpful things for parents/caregivers toknow e What babies have to say. Disponível em:www.phac-aspc.gc.ca/mh-sm/mentalhealth/mhp/pub/fc/index.html- Wayne,H., Homeler,B.P., Bonding with your babyDisponível em: http://kidshealth.org

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