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PSICOMOTRICIDADE NA UTI NEONATAL: RELATO DE UMA PRÁTICA EM UMA
            MATERNIDADE PÚBLICA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

                 Autoras: Costa, A. P. F., Marques, R. Q. e Filgueiras, E. O.

Introdução:

        A Psicomotricidade na UTI Neonatal tem como propósito promover um ambiente
facilitador do desenvolvimento neuropsicomotor do bebê internado.
        O presente trabalho se refere a uma prática realizada desde março deste ano, por três
psicomotricistas na Unidade de Tratamento Intensivo Neonatal e na Unidade Intermediária da
Maternidade Escola da Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ. Quando necessário, o
trabalho se estende às mães e bebês internados no Alojamento Conjunto.
        A atuação nesses campos é direcionada não só aos bebês, como também, aos adultos
que o cuidam (equipe de saúde e pais), já que estes irão fornecer o ambiente no qual o bebê
irá se desenvolver.
        Com os bebês, busca-se facilitar a organização corporal, através de intervenções
envolvendo o direcionamento da voz, o contato ocular, o alinhamento do eixo corporal, o toque
sensório-tônico-motor, entre outros.
        O trabalho com os pais visa fornecer acolhimento e orientação, auxiliando-os na
compreensão dos sinais não-verbais de seu filho/filha, mediando a relação pais/bebê.
        A atuação com a equipe de saúde consiste em aprimorar a qualidade do toque e
promover um olhar mais integrador sobre o bebê, fazendo com que sua internação seja o
menos traumática possível.
        A prática na UTI Neonatal é desenvolvida com esses três grupos de uma forma
integradora para propiciar a construção da Imagem e do Esquema Corporal do bebê internado.

Objetivos:

       O objetivo principal do nosso trabalho é identificar, prevenir e minimizar disfunções
psicomotoras decorrentes de estímulos nocivos, comuns durante o período de internação na
UTI Neonatal.
       Dentro deste objetivo, temos como meta mediar o processo de identificação e sintonia
entre pais-bebê, tão prejudicada pela separação imposta pela hospitalização. Além disto,
buscamos auxiliar na percepção e construção do Esquema e da Imagem Corporal do recém-
nascido e minimizar o risco de comprometimentos de suas capacidades cognitivas e
emocionais.
       Paralelamente, visamos modificar, na medida do possível, a qualidade dos estímulos
ambientais a fim de amenizar ou evitar efeitos prejudiciais ao desenvolvimento global da
criança, tais como: falta de exploração do ambiente pelo bebê, ausência de um diálogo tônico
de qualidade e alterações de sono e vigília, causadas por iluminação e ruídos inadequados.

Fundamentação Teórica:

      Para o bebê, a qualidade das interações e do ambiente a sua volta são determinantes
para que ele possa enfrentar as grandes mudanças inerentes ao nascimento.
      Mesmo quando tudo ocorre da maneira esperada, essas mudanças exigem do bebê
muitas adaptações para as quais é necessário um ambiente facilitador, isto é, “um ambiente
em que os processos evolutivos e as interações naturais do bebê com o meio podem
desenvolver-se de acordo com o padrão hereditário do indivíduo” (Winnicott, 1999, p.20). Este
ambiente, inicialmente, é fornecido pelos primeiros contatos afetivos com os adultos que o
cuidam.
      Antes de nascer, o bebê está imerso em um meio líquido que lhe dá proteção e uma
percepção dele e do ambiente muito diferente da que ele irá encontrar após o nascimento.
Dentro do útero, o bebê é constantemente embalado pelos movimentos maternos, percebe e
conhece os sons e a voz da mãe e tem garantida a satisfação de suas necessidades básicas
para sobrevivência, como oxigênio e nutrientes.
        Após o nascimento, a criança tem que lidar com o meio aéreo, onde o espaço lhe parece
infinito de tal forma que ela precisa de um acolhimento proporcionado pelo outro, a que
Winnicott chamou holding. Este acolhimento teria a característica de acalmar as ansiedades do
bebê, produzindo nele a sensação de continuidade.
        Entretanto, quando alguma situação específica torna necessária a intervenção clínica e
a internação, o recém-nascido deixa de vivenciar experiências corporais e de relação afetiva
que seriam fundamentais para seu pleno desenvolvimento.
        Esses e outros fatores são agravados pela separação pais-bebê. Os pais, que nesse
momento poderiam ser os grandes compensadores do estresse vivenciado pelo bebê, sentem-
se desautorizados e incapazes de atuar nos cuidados de seu filho ou filha. Isso porque estas
crianças, muitas vezes, apresentam uma fragilidade que se torna um empecilho ao toque, ao
colo, enfim, ao diálogo tônico que é fundamental para o estabelecimento do vínculo mãe/pai-
bebê, havendo inclusive dificuldades no reconhecimento deste como tal, principalmente porque
estes pais também podem estar vivenciando uma situação de estresse emocional sem que
estejam recebendo o suporte adequado às suas angústias e frustrações.
        E. LEVIN (1997, p.31) nos mostra como as primeiras trocas e contatos afetivos são
indispensáveis para que a criança invista em seu desenvolvimento psicomotor. O autor afirma
que “ao tocar seu filho a mãe o toca no intocável do toque”. Isto quer dizer que nos momentos
de contato afetivo, como nas trocas de olhares, ao falar com o bebê, amamentá-lo e tocar sua
pele, a mãe “dá ao recém-nascido uma permanência (uma primeira unificação corporal)
necessária à sua estruturação”.
        Nestes contatos corporais pelos quais o afeto é comunicado o bebê vai construindo uma
percepção de si como unidade (Imagem Corporal), através de seu tônus e postura, que tomam
um sentido de alicerce sobre o qual serão feitas todas as aquisições de seu desenvolvimento
(Esquema Corporal).
        A linguagem corporal não-verbal é própria do bebê e é através de suas manifestações
psicomotoras que ele expressa seus estados de bem e mal estar. Desta forma faz-se
necessário um outro que identifique, decodifique e responda aos seus sinais.
        No ambiente da UTI Neonatal, a identificação dos sinais não-verbais do bebê torna-se
mais difícil pela rotatividade das equipes e o estresse causado pela rotina. Conforme LAMEGO
e MACIEL (2002, p.154), outras características que se tornam nocivas ao desenvolvimento
psicomotor do bebê que estão presentes na UTI são:
                    (...) falta de contato com o mundo exterior; luzes permanentemente acesas, trazendo
                    alterações (...) de sono e vigília para os bebês, ruídos intensos e estranhos como
                    aqueles gerados por aparelhos de monitoração ou mesmo pelas falas das equipes,
                    muitas vezes incompreensíveis para acompanhantes e crianças e, principalmente para
                    os bebês; ritmos acelerados marcados pela presença de muitas pessoas (...) além da
                    ausência de espaço e material lúdico adequado ao favorecimento de seu
                    desenvolvimento.

Conclusão:

       Através deste trabalho, podemos constatar que nos primeiros momentos da vida do
bebê, o ambiente fornecido pela interação do adulto com ele é a base para todo o
desenvolvimento futuro.
       Da qualidade das primeiras experiências de trocas afetivas com seus pais dependerá a
qualidade do desenvolvimento do bebê, não apenas em seu aspecto psíquico, mas em todos
os outros, tais como: cognitivo, social e corporal. Isto porque, conforme a Psicomotricidade
preconiza, o Homem não é um ser fragmentado, mas um todo, onde esses aspectos aparecem
de maneira integrada e indissociável afetando uns aos outros constantemente.
       Além disso, o bebê é extremamente dependente do outro. Portanto, quando algo
atravessa a vida do bebê, separando-o de sua família, como é o caso da hospitalização, isto
pode ser vivido por ele como muito perturbador, e coloca em risco seu bom desenvolvimento.
É preciso considerar que a internação hospitalar configura-se, para muitos bebês, como
o único recurso possível de sobrevivência. Entretanto, esta situação de hospitalização muito
precoce pode ser sentida pela criança como algo extremamente agressivo, podendo, inclusive,
se tornar uma interrupção no curso normal de seu desenvolvimento psicomotor, o que pode
ocorrer de maneira imediata ou em longo prazo, causando, por exemplo, dificuldades de
aprendizagem ou de relações sociais.
       Neste sentido também podemos pensar no papel do psicomotricista no contexto
hospitalar, cujo trabalho deve ser feito, não apenas diretamente com os bebês, mas também
com seus pais, auxiliando-os a lidar com a delicada situação de terem um filho adoecido, bem
como com a equipe de saúde, trabalhando de maneira interdisciplinar na busca de alternativas
para que a internação possa ser o menos traumática possível para estes bebês.

Bibliografia:

BRAZELTON, T. Berry & GREENSPAN, Stanley I. As necessidades Essenciais das
Crianças: o que toda criança precisa para crescer, aprender e se desenvolver. Porto
Alegre: Artmed, 2002. 213 p.
COSTA, Carlos Eduardo C. Relações Psicomotoras do Bebê Hospitalizado. Dissertação de
mestrado. Rio de Janeiro: Instituto Fernandes Figueira / Fundação Oswaldo Cruz, 1998.
LAMEGO, D. T. C. & MACIEL, M. de A. Psicomotricidade e Interdisciplinaridade: uma
Experiência em Saúde Pública. In FERREIRA, C. A. M., THOMPSON, R. e MOUSINHO, R.
(Orgs.) Psicomotricidade Clínica. São Paulo, 2002. p.153-159.
LAMY, ZENI. A percepção dos pais sobre a internação de seus filhos em unidades de terapia
intensiva neonatal. Jornal de Pediatria. Rio de Janeiro, V. 73, n.5, p.293-297, 1997.
LEVIN, E. A Infância em Cena: Constituição do sujeito e desenvolvimento psicomotor.
Petrópolis, RJ: Vozes, 1997.
WINNICOTT, D. W. O ambiente e os processos de maturação. Porto Alegre: Artmed, 1983.
268p.
________________Os bebês e suas mães. 2. ed. São Paulo: Martins Fontes, 1999. 98p.

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PSICOMOTRICIDADE NA UTI NEONATAL: RELATO DE UMA PRÁTICA EM UMA MATERNIDADE PÚBLICA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO

  • 1. PSICOMOTRICIDADE NA UTI NEONATAL: RELATO DE UMA PRÁTICA EM UMA MATERNIDADE PÚBLICA DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO Autoras: Costa, A. P. F., Marques, R. Q. e Filgueiras, E. O. Introdução: A Psicomotricidade na UTI Neonatal tem como propósito promover um ambiente facilitador do desenvolvimento neuropsicomotor do bebê internado. O presente trabalho se refere a uma prática realizada desde março deste ano, por três psicomotricistas na Unidade de Tratamento Intensivo Neonatal e na Unidade Intermediária da Maternidade Escola da Universidade Federal do Rio de Janeiro – UFRJ. Quando necessário, o trabalho se estende às mães e bebês internados no Alojamento Conjunto. A atuação nesses campos é direcionada não só aos bebês, como também, aos adultos que o cuidam (equipe de saúde e pais), já que estes irão fornecer o ambiente no qual o bebê irá se desenvolver. Com os bebês, busca-se facilitar a organização corporal, através de intervenções envolvendo o direcionamento da voz, o contato ocular, o alinhamento do eixo corporal, o toque sensório-tônico-motor, entre outros. O trabalho com os pais visa fornecer acolhimento e orientação, auxiliando-os na compreensão dos sinais não-verbais de seu filho/filha, mediando a relação pais/bebê. A atuação com a equipe de saúde consiste em aprimorar a qualidade do toque e promover um olhar mais integrador sobre o bebê, fazendo com que sua internação seja o menos traumática possível. A prática na UTI Neonatal é desenvolvida com esses três grupos de uma forma integradora para propiciar a construção da Imagem e do Esquema Corporal do bebê internado. Objetivos: O objetivo principal do nosso trabalho é identificar, prevenir e minimizar disfunções psicomotoras decorrentes de estímulos nocivos, comuns durante o período de internação na UTI Neonatal. Dentro deste objetivo, temos como meta mediar o processo de identificação e sintonia entre pais-bebê, tão prejudicada pela separação imposta pela hospitalização. Além disto, buscamos auxiliar na percepção e construção do Esquema e da Imagem Corporal do recém- nascido e minimizar o risco de comprometimentos de suas capacidades cognitivas e emocionais. Paralelamente, visamos modificar, na medida do possível, a qualidade dos estímulos ambientais a fim de amenizar ou evitar efeitos prejudiciais ao desenvolvimento global da criança, tais como: falta de exploração do ambiente pelo bebê, ausência de um diálogo tônico de qualidade e alterações de sono e vigília, causadas por iluminação e ruídos inadequados. Fundamentação Teórica: Para o bebê, a qualidade das interações e do ambiente a sua volta são determinantes para que ele possa enfrentar as grandes mudanças inerentes ao nascimento. Mesmo quando tudo ocorre da maneira esperada, essas mudanças exigem do bebê muitas adaptações para as quais é necessário um ambiente facilitador, isto é, “um ambiente em que os processos evolutivos e as interações naturais do bebê com o meio podem desenvolver-se de acordo com o padrão hereditário do indivíduo” (Winnicott, 1999, p.20). Este ambiente, inicialmente, é fornecido pelos primeiros contatos afetivos com os adultos que o cuidam. Antes de nascer, o bebê está imerso em um meio líquido que lhe dá proteção e uma percepção dele e do ambiente muito diferente da que ele irá encontrar após o nascimento.
  • 2. Dentro do útero, o bebê é constantemente embalado pelos movimentos maternos, percebe e conhece os sons e a voz da mãe e tem garantida a satisfação de suas necessidades básicas para sobrevivência, como oxigênio e nutrientes. Após o nascimento, a criança tem que lidar com o meio aéreo, onde o espaço lhe parece infinito de tal forma que ela precisa de um acolhimento proporcionado pelo outro, a que Winnicott chamou holding. Este acolhimento teria a característica de acalmar as ansiedades do bebê, produzindo nele a sensação de continuidade. Entretanto, quando alguma situação específica torna necessária a intervenção clínica e a internação, o recém-nascido deixa de vivenciar experiências corporais e de relação afetiva que seriam fundamentais para seu pleno desenvolvimento. Esses e outros fatores são agravados pela separação pais-bebê. Os pais, que nesse momento poderiam ser os grandes compensadores do estresse vivenciado pelo bebê, sentem- se desautorizados e incapazes de atuar nos cuidados de seu filho ou filha. Isso porque estas crianças, muitas vezes, apresentam uma fragilidade que se torna um empecilho ao toque, ao colo, enfim, ao diálogo tônico que é fundamental para o estabelecimento do vínculo mãe/pai- bebê, havendo inclusive dificuldades no reconhecimento deste como tal, principalmente porque estes pais também podem estar vivenciando uma situação de estresse emocional sem que estejam recebendo o suporte adequado às suas angústias e frustrações. E. LEVIN (1997, p.31) nos mostra como as primeiras trocas e contatos afetivos são indispensáveis para que a criança invista em seu desenvolvimento psicomotor. O autor afirma que “ao tocar seu filho a mãe o toca no intocável do toque”. Isto quer dizer que nos momentos de contato afetivo, como nas trocas de olhares, ao falar com o bebê, amamentá-lo e tocar sua pele, a mãe “dá ao recém-nascido uma permanência (uma primeira unificação corporal) necessária à sua estruturação”. Nestes contatos corporais pelos quais o afeto é comunicado o bebê vai construindo uma percepção de si como unidade (Imagem Corporal), através de seu tônus e postura, que tomam um sentido de alicerce sobre o qual serão feitas todas as aquisições de seu desenvolvimento (Esquema Corporal). A linguagem corporal não-verbal é própria do bebê e é através de suas manifestações psicomotoras que ele expressa seus estados de bem e mal estar. Desta forma faz-se necessário um outro que identifique, decodifique e responda aos seus sinais. No ambiente da UTI Neonatal, a identificação dos sinais não-verbais do bebê torna-se mais difícil pela rotatividade das equipes e o estresse causado pela rotina. Conforme LAMEGO e MACIEL (2002, p.154), outras características que se tornam nocivas ao desenvolvimento psicomotor do bebê que estão presentes na UTI são: (...) falta de contato com o mundo exterior; luzes permanentemente acesas, trazendo alterações (...) de sono e vigília para os bebês, ruídos intensos e estranhos como aqueles gerados por aparelhos de monitoração ou mesmo pelas falas das equipes, muitas vezes incompreensíveis para acompanhantes e crianças e, principalmente para os bebês; ritmos acelerados marcados pela presença de muitas pessoas (...) além da ausência de espaço e material lúdico adequado ao favorecimento de seu desenvolvimento. Conclusão: Através deste trabalho, podemos constatar que nos primeiros momentos da vida do bebê, o ambiente fornecido pela interação do adulto com ele é a base para todo o desenvolvimento futuro. Da qualidade das primeiras experiências de trocas afetivas com seus pais dependerá a qualidade do desenvolvimento do bebê, não apenas em seu aspecto psíquico, mas em todos os outros, tais como: cognitivo, social e corporal. Isto porque, conforme a Psicomotricidade preconiza, o Homem não é um ser fragmentado, mas um todo, onde esses aspectos aparecem de maneira integrada e indissociável afetando uns aos outros constantemente. Além disso, o bebê é extremamente dependente do outro. Portanto, quando algo atravessa a vida do bebê, separando-o de sua família, como é o caso da hospitalização, isto pode ser vivido por ele como muito perturbador, e coloca em risco seu bom desenvolvimento.
  • 3. É preciso considerar que a internação hospitalar configura-se, para muitos bebês, como o único recurso possível de sobrevivência. Entretanto, esta situação de hospitalização muito precoce pode ser sentida pela criança como algo extremamente agressivo, podendo, inclusive, se tornar uma interrupção no curso normal de seu desenvolvimento psicomotor, o que pode ocorrer de maneira imediata ou em longo prazo, causando, por exemplo, dificuldades de aprendizagem ou de relações sociais. Neste sentido também podemos pensar no papel do psicomotricista no contexto hospitalar, cujo trabalho deve ser feito, não apenas diretamente com os bebês, mas também com seus pais, auxiliando-os a lidar com a delicada situação de terem um filho adoecido, bem como com a equipe de saúde, trabalhando de maneira interdisciplinar na busca de alternativas para que a internação possa ser o menos traumática possível para estes bebês. Bibliografia: BRAZELTON, T. Berry & GREENSPAN, Stanley I. As necessidades Essenciais das Crianças: o que toda criança precisa para crescer, aprender e se desenvolver. Porto Alegre: Artmed, 2002. 213 p. COSTA, Carlos Eduardo C. Relações Psicomotoras do Bebê Hospitalizado. Dissertação de mestrado. Rio de Janeiro: Instituto Fernandes Figueira / Fundação Oswaldo Cruz, 1998. LAMEGO, D. T. C. & MACIEL, M. de A. Psicomotricidade e Interdisciplinaridade: uma Experiência em Saúde Pública. In FERREIRA, C. A. M., THOMPSON, R. e MOUSINHO, R. (Orgs.) Psicomotricidade Clínica. São Paulo, 2002. p.153-159. LAMY, ZENI. A percepção dos pais sobre a internação de seus filhos em unidades de terapia intensiva neonatal. Jornal de Pediatria. Rio de Janeiro, V. 73, n.5, p.293-297, 1997. LEVIN, E. A Infância em Cena: Constituição do sujeito e desenvolvimento psicomotor. Petrópolis, RJ: Vozes, 1997. WINNICOTT, D. W. O ambiente e os processos de maturação. Porto Alegre: Artmed, 1983. 268p. ________________Os bebês e suas mães. 2. ed. São Paulo: Martins Fontes, 1999. 98p.