O documento discute preparativos para a chegada de um bebê, incluindo sentimentos dos pais durante a gravidez, mudanças físicas e emocionais da gestante, vida sexual, custos financeiros, participação no parto e direitos da gestante.
ANTES DO BEBÊCHEGAR
• A maternidade e a paternidade configuram dentre as
experiências mais intensas dos seres humanos.
Não existe uma fórmula mágica e infalível para que
essa nova fase seja apenas de alegrias e acertos.
Mas, o papel de ambos é tentar acertar mais e
errar menos, e para ajudar nessa missão é
importante planejar e preparar tudo para a chegada
do bebê.
• Reunimos aqui dicas que podem ser úteis durante a
gravidez e no momento do parto.
6.
SENTIMENTOS DO PAIDURANTE A GESTAÇÃO
• Preocupação com o papel de pai: o mesmo
sentimento de ambivalência se instala nos homens,
independentemente do planejamento da gravidez.
Uma mistura de sentimentos positivos com a
responsabilidade da paternidade. Os homens
costumam se sentir inseguros e confusos
principalmente quando vivenciam a paternidade
pela primeira vez.
• Preocupação com a saúde do bebê: assim como
as gestantes, os pais também se veem
preocupados e ansiosos com a saúde do bebê.
Portanto, acompanhe a gestante e entenda a
importância do pré-natal feito de forma adequada
além de ajudar a manter um ambiente equilibrado e
hábitos saudáveis favoráveis à gravidez.
• Dificuldades diante das mudanças físicas e
emocionais da gestante: os homens têm
dificuldades para compreender e lidar com as
mudanças físicas e emocionais apresentadas
pelas mulheres durante a gravidez e após o
parto. Mesmo não considerando a gestante
culpada por essas alterações, alguns pais se
chateiam ou mesmo distanciam-se das
mulheres. O ideal é mudar seu modo de agir
para facilitar a convivência e evitar conflitos.
Procure ser calmo, tolerante e paciente durante
esse período, lembrando que tudo poderá voltar
ao normal após o parto.
• Dificuldade para compreender o desinteresse
sexual da gestante: os homens devem
reconhecer que a rejeição pelo sexo
demonstrada pelas gestantes é natural e pode
ocorrer. Os homens devem ter capacidade de
compreender a perspectiva das gestantes nesse
período.
7.
Alguns comportamentos sãocomuns a maioria das mulheres, mas
é claro que a forma como cada uma reage varia de acordo com
a personalidade, a relação com o pai do bebê e as
circunstâncias em que a gravidez aconteceu. Dentre as
alterações mais comuns estão:
• Ambivalência afetiva: sentimento ambíguo ao desejar estar e não estar
grávida, querer e não querer o filho. Não existe gravidez totalmente
aceita ou rejeitada, o sentimento oposto persiste. É um misto de bons e
maus sentimentos pelos ganhos e perdas.
• Regressão: a mulher pode apresentar comportamentos e sentimentos
infantilizados, contudo essa alteração pode contribuir para aproximar a
gestante e o bebê.
• Introversão: é comum que a gestante queira se isolar, se fechar em si
mesma.
• Desejos: vontade compulsiva por determinado alimento.
• Aversões: repulsa por certos alimentos e odores.
• Hipersensibilidade: a gestante pode apresentar oscilações bruscas de
humor
• Sonolência e cansaço: são comuns, principalmente no início da
gravidez. Especialistas acreditam que a sonolência pode estar associada
aos altos níveis de progesterona, que deprimem o sistema nervoso
central.
ALTERAÇOES COMPORTAMENTAIS FEMININAS
8.
• Náuseas evômitos: são comuns no início da gestação, permanecendo em geral até
a 16ª semana de gravidez. Cerca de 75% das gestantes apresentam esses
sintomas, que são associados principalmente à elevação dos níveis de hormônios.
• Mal estar e desmaios: causados pelas mudanças bruscas de postura, da posição
deitada para em pé, diminuindo o fluxo de sangue no cérebro, ou quando a gestante
deita de barriga para cima, posição não indicada, pois o útero gravídico comprime
vasos e causa a queda da pressão arterial que interfere na diminuição do fluxo
cerebral. A gestante também deve evitar locais pouco ventilados.
• Mais apetite e sede: começam no primeiro trimestre e costumam persistir por toda a
gravidez. Está relacionado a queda dos níveis de glicose e aminoácidos, usados
pelo feto.
• Aumento do peso e dos seios: o ideal é que a gestante ganhe um peso total de
aproximadamente 11,5 a 16 kg. O crescimento da barriga e das mamas faz com que
a gestante jogue o corpo para trás para se manter ereta, gerando dores nas costas.
O aumento dos seios ocorre na sexta semana de gravidez e se dá pela produção de
hormônios (estrógeno e progesterona) pela placenta e pela produção de prolactina
pela hipófise. O desenvolvimento mamário é necessário à lactação no período pós-
parto.
• Inchaço: observado ao final da gestação, principalmente nos membros inferiores, e
surge devido a alterações no metabolismo. É aconselhável consumir maior
quantidade de líquidos, restringindo o sal de adição e os alimentos ricos em sódio.
• Dificuldade para dormir: muitas têm sono difícil durante a gestação, principalmente
no último trimestre. Isso geralmente está relacionado ao aumento do volume
abdominal, dispnéia e ansiedade.
MUDANÇAS FÍSICAS DA GESTANTE
9.
• As relaçõessexuais durante a gravidez não prejudicam o bebê, desde que não existam
contraindicações médicas. Na verdade, considerando uma gravidez normal e sem riscos, não existe
a necessidade da interrupção da atividade sexual no período da gestação. Mas são muitas as
dúvidas, os tabus e preconceitos em relação ao assunto, influenciados inclusive por questões
sociais, culturais e religiosas.
VIDA SEXUAL DURANTE A GESTAÇÃO
• Os homens reforçam o tabu, mas na verdade, tal
comportamento tende a distanciar o casal de uma
prática saudável em uma fase diferente. Em alguns
casos, por desconhecer a anatomia do aparelho
reprodutor feminino, os homens imaginam que as
relações sexuais podem prejudicar o bebê. Alguns
futuros pais sentem uma conexão sexual ainda mais
especial com a parceira gestante e outros vivem um
momento de menor desejo sexual, por achar o corpo da
mulher menos atraente. O ideal é manter o diálogo
aberto, para que cada um expresse os desejos e
temores. O ato sexual também pode ser interrompido em
alguns casos, pela gestante se sentir cansada e/ou
indisposta.
10.
GASTOS E PLANEJAMENTOFINANCEIRO
É hora de pegar a calculadora, colocar tudo na ponta do lápis e calcular quanto custa ter um filho. O mínimo
de planejamento é importante, afinal os gastos com o nascimento de uma criança vão muito além de montar
um enxoval. O planejamento imediato deve considerar o dinheiro disponível para a gestação e os
preparativos para o nascimento. Lembrando que quanto ao plano de saúde da gestante, o ideal é engravidar
depois de passado o período de carência, para que todos os gastos durante a gravidez e o parto estejam
incluídos na cobertura. Mas quanto realmente custa ter um filho?
11.
Para se terideia de quanto custa ter um filho, um estudo realizado
pelo Instituto Nacional de Vendas e Trade Marketing (INVENT),
feito com mais de trezentas famílias, chegou aos valores:
Dos 0 aos 23 anos, um filho custa:
• Para famílias com renda mensal de até R$ 2 mil, R$ 53,7 mil;
• Para famílias com renda entre R$ 2 mil e R$ 6 mil, R$ 407,1 mil;
• Para famílias com renda entre R$ 6 mil e R$ 25 mil, R$ 948,1 mil;
• E para famílias com renda superior a R$ 25 mil mensais, esse valor
pode ultrapassar os R$ 2 milhões.
Se já possui um orçamento, precisará ajustá-lo. Se não possui,
desenvolva um agora mesmo. Revise todos os gastos que podem
mudar com a chegada do bebê. Seu aluguel ou financiamento
provavelmente permanecerá igual, mas a conta de luz, por
exemplo, talvez aumente.
Também será importante incluir mais reservas em seu orçamento.
Consultores sugerem que se tente manter as suas economias entre
3 e 6 meses de gastos, em caso de uma emergência.
QUANTO CUSTA TER UM FILHO
12.
• Invista emum bom plano de saúde, que pode variar de R$ 190 a
R$ 560 ao mês.
• O plano de saúde costuma cobrir todas as consultas mensais e
os exames de pré-natal. Sem o plano, as consultas mensais
devem sair por pelo menos R$ 300, além dos exames de pré-
natal que podem custar até R$ 2000.
• O plano também cobre a internação das gestantes o berçário
para o recém-nascido. Sem o plano, é preciso desembolsar algo
em torno de R$ 11 mil. Vale preparar o bolso ainda para gastos
extras como teste do pezinho e de tipagem sanguínea.
• Fique atento ao período de carência do plano de saúde, para
que a mãe e o bebê possam usufruir da cobertura.
• Investir na educação dos filhos é muito importante. Gastos com
mensalidades escolares até os 18 anos costumam variar de R$
200 a R$ 2000 dependendo da localização e do nível
educacional. Lembrando que a conta é ainda maior quando são
considerados os gastos com materiais escolares, uniformes e
festinhas dos amigos.
• Na juventude, os gastos com um filho que faz faculdade fora não
custa menos de R$ 250.000, levando em consideração gastos
com mensalidade, alimentação, transporte e moradia.
PLANO DE SAÚDE E GASTOS ESCOLARES
13.
Para o enxovaldo bebê costuma ser preciso desembolsar em torno de R$
3 mil. Mas vale lembrar que durante o período da gestação, são muitos
os presentes dos familiares e amigos e isso pode ajudar a aliviar um
pouco os gastos com o enxoval. Além disso, os tradicionais chás de
bebês e chás de fraldas também podem ser organizados com o intuito
de aliviar os gastos. Mas lembre-se, que o ideal não é que o evento seja
comemorativo com altos custos, mas sim uma confraternização que
ajudará a compor o enxoval.
Decoração
A decoração do quarto de bebê pode variar entre R$ 2.000 e R$ 10.000,
considerando que móveis específicos como berços e poltronas para
amamentação costumam ter um valor alto.
Os gastos com mão de obra especializada como arquitetos e designers
podem passar de R$ 3000. Caso a mamãe e o pai decidam usar as
habilidades de decoradores, a economia é grande.
Vestuário
Os gastos com vestuário envolvem roupas, calçados e acessórios, tendo
um alto peso no orçamento de um filho, já que o consumo desses itens
é contínuo, constante e muda a cada crescimento, mudança de peso ou
de fase da criança. É importante considerar a troca, compra e venda de
peças usadas em bazares direcionados para o público. Isso vai ajudar
na rotatividade do guarda-roupa e no equilíbrio dos gastos. É possível
ter bom gosto e fazer excelentes compras de forma econômica.
ENXOVAL
14.
• Dos primeirosdias de vida até os 5 anos, a conta da farmácia
pesa muito no orçamento. Pacotes e mais pacotes de fraldas,
produtos de higiene, remédios, suplementos alimentares e leites
especiais podem totalizar gastos de no mínimo R$ 300 ao mês.
Embora o tempo passe, os gastos com a saúde não
diminuem. Gastos extras com dentistas e particularidades de
cada criança sempre surgem.
• Além disso é preciso ter uma reserva extra e se preparar para
mensalidades com aulas esportivas, culturais, além das
atividades de lazer. Segundo o INVENT, os pais podem gastar
entre R$ 36.600 até 160.723 com brinquedos e tecnologia. Já
com academia, clube, cinema, viagens, festas de aniversário e
passeios, até que um filho complete 23 anos, as cifras variam
de R$ 94.800 a R$ 421.024, segundo o INVENT.
• Do leite desde bebê até o fast food da adolescência, a
alimentação de um filho não fica barata. O valor depende da
renda familiar e dos hábitos alimentares. Lembrando que caso
haja restrições e intolerância a certos alimentos ou substâncias,
os gastos sobem ainda mais.
ALLIMENTAÇÃO, BEM-ESTAR E SAÚDE
15.
PARTICIPAÇÃO NO MOMENTODO PARTO
• O pai pode e deve assistir o parto. A Lei nº 11.108, de 7 de abril de 2005 garante à parturiente o direito a um
acompanhante de sua escolha - que pode ser o pai - durante todo o período de trabalho de parto, parto e
pós-parto imediato. Essa lei se aplica a todos os serviços de saúde: Sistema Único de Saúde (SUS), da rede
própria ou conveniada.
• Vale lembrar que o pai presente durante o parto vai ajudar no suporte emocional e propiciar um ambiente
mais seguro e positivo para a gestante. Além disso o pai também pode ajudar a amenizar as dores da
gestante durante a evolução do parto fazendo a massagem lombar ou mesmo a acompanhando na
deambulação.
• O que diz a lei?
16.
LEI Nº 11.108,DE 7 DE ABRIL DE 2005.
• Altera a Lei no 8.080, de 19 de setembro de 1990, para garantir às
parturientes o direito à presença de acompanhante durante o trabalho de
parto, parto e pós-parto imediato, no âmbito do Sistema Único de Saúde -
SUS.
• Art. 19-J. Os serviços de saúde do Sistema Único de Saúde - SUS, da
rede própria ou conveniada, ficam obrigados a permitir a presença, junto
à parturiente, de 1 (um) acompanhante durante todo o período de
trabalho de parto, parto e pós-parto imediato.
• § 1o O acompanhante de que trata o caput deste artigo será indicado
pela parturiente.
17.
• O partogera preocupações. Mas, mesmo que o pai
esteja apreensivo e ansioso, é importante ter o
cuidado de não transmitir e demonstrar esses
sentimentos à gestante. O pai deve passar uma
sensação de tranquilidade e segurança à mulher para
que o final da gravidez também seja equilibrado.
• O pai também deve estar atento aos sinais e
sintomas de trabalho de parto para agir no momento
certo, de forma apropriada e contribuir com a saúde e
preservação da vida da mulher e do bebê. Para os
pais o parto representa um momento crítico, e
portanto, requer atenção redobrada para evitar
possíveis intercorrências.
• A falta de conhecimento dos direitos e dos papéis
enquanto acompanhantes do parto, faz com que
muitos sejam impedidos de presenciar o nascimento
do filho. Requisite seu direito!
DURANTE O PARTO
18.
CHEGAMOS AO FIMDO NOSSO SEGUNDO TÓPICO!
Como vimos, as alegrias de ter um filho são incalculáveis, mas os gastos e
responsabilidades devem ser bem calculados!
Hora de partirmos para nosso terceiro tópico:
LICENÇA PATERNIDADE
Para que serve esse benefício?