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Inclusive para reaprender a olhar o rosto do outro (eye-to-eye contact).
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VIVER ENTRE IMAGENS é ter TEMPO e   ESPAÇO COLONIZADOS por elas. • Bunker (Virilio, Trivinho): conceito   ligado ao contex...
• A falácia do discurso sobre redes de “relacionamento”: tecnologias de  conexão ou desconexão? (Bauman, 2008). Paradoxo p...
A questão da identidade                            nas redes sociais Jogos de (IN)VISIBILIDADEVisibilidade e vigilância sã...
Bunker como identidade e ethosVÁRIAS CAMADAS DE ISOLAMENTO:• Paredes, portas, janelas.• Recusa ao sol.• Muralha física de ...
Grata pela atenção!Cíntia Dal BelloDoutoranda em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP,  coordenadora do Curso de Publicidad...
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Apresentação realizada em 23 de junho de 2012, em Seminário sobre Subjetividade e Redes Sociais organizado por Cecília Noriko Saito (com apoio FAPESP) e realizado na FNAC Pinheiros.

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Identidade bunker em redes sociais

  1. 1. IDENTIDADE-BUNKER EM REDES SOCIAIS: A PROBLEMÁTICA DOS HIKIKOMORIS Cíntia Dal Bello Mestra e doutoranda em Comunicação e Semiótica – PUC-SPCoordenadora do Curso de Publicidade e Propaganda da Universidade Nove de Julho Brasil
  2. 2. Brasil-Japão: como ultrapassar o abismo? • Como lançar um olhar sobre o fenômeno hikikomori? • Violar as diferenças? Mas as motivações que levam ao autoisolamento são diferentes! • Ficar com as semelhanças? Pseudos e quases! • Desafio encantador: olhar o estrangeiro, estranho, outro • Somente ele, o outro, confere oportunidade ímpar de reflexo (ou reflexão) acerca do que somos. TODAS AS ABISSAIS DIFERENÇAS PODEM SER SUPERFICIAIS Isolar-se e viver entre imagens pode ser o recurso extremotentado em face da agonia de viver... Aquela agonia que todos nós sentimos, a despeito do lado do globo que habitamos
  3. 3. Ecos mediáticos do fenômeno hikikomoriECO-LOGIA: lógica do eco - reprodutibilidadeirrefreada e tautológica de imagens – era da Estratégia metodológica:visibilidade (BAITELLO Jr., 2005). análise dos ecos mediáticos Otakus (abreviado do japonês 陰茎が短 い者) são pessoas gordas,babacas, rosadas, cheias de espinhas na cara (às vezes no corpo todo) e que vivem num mundo paralelo resumido em mangás, animes, traidores do movimento punk e outras japonices. Geralmente ficam imitando seres estranhos encontrados Definição irônica de otakus na em animes e mangás, como o famoso Desciclopedia Deus Mokona.
  4. 4. OTAKU – o lugar onde se vive(mundo de fantasias com referências visuais da cultura de massa) Consulta ao Google Imagens: 23.400.000 resultados para o termo OTAKU
  5. 5. HIKIKOMORI – isolado em casa(eremita moderno, em isolamento por meses, anos ou décadas) Consulta ao Google Imagens: 264.000 resultados para o termo HIKIKOMORI
  6. 6. HIKIKOMORI COMO IDENTIDADE: Eixo deorganização do discurso sobre si a partir da identificação com semelhantes O próprio hikikomori japonês é fruto de uma construção social própria da sociedade japonesa, com sua excessiva cobrança e valores próprios; o jovem se acha despreparado, com medo do mundo exterior, e não consegue romper o laço com a família, se tornando um Trecho do blog DIÁRIO DE UM kidult, um adulto(barra)adolescente-tardio ou um QUASE poderiamos até dizer um adultolescente. Este fenômeno é HIKIKOMORI notado em outras partes do mundo, e é erroneamente BRASILEIRO associado à exportação da cultura de massa japonesa (leia-se animes e mangás). [...] O hikikomori brasileiro nada mais é que um jovem Referência ao que é rejeitado pela sociedade; alienado, sem poder se protagonista reconhecer e se assumir enquanto indivíduo; e vítima de hikikomori do um sistema que propõe uma seleção natural, alimenta os anime WELCOME preconceitos e deles se nutre, formando uma geração TO THE N.H.K.! deprimida e doente. (Hikky, 8 ago 2009, grifo nosso).
  7. 7. BULLYING x IJIME Então aqui está o perfil do Pseudo-Hikikomori (Brasileiro): -Fóbico Social. -Sem namorada. -Sem amigos (quando ainda possuem são pouquíssimos) Resposta disponível no -Tímidos ao extremo. tópico O QUE É -Anti-social. HIKIKOMORI -Repugna a presença humana, por qualquer motivo que seja, (Fórum Uol Jogos) decepções amorosas, enfim, como já havia dito, são vários os motivos que levam alguém a se isolar. -Geralmente um Bullyiado. • LOST GENERATION: não trabalham, não estudam, vivem dependentes dos pais (alimentados como “animais domésticos”) – loosers. • Inaptidão para viver em ambientes altamente agônicos (competitivos) • Vergonha familiar e nacional – não correspondência com os símbolos diretores da cultura (disciplina, educação, honra, tradição, senso de coletividade).
  8. 8. Viver entre imagens A redenção por meio de narrativas fantásticas e personagens heróicos, onde os símbolos diretores ainda vivem. • Mediosfera: apropriação e recontextualização dos elementos constituintes do imaginário cultural (seres da Noosfera); proposição de novos mitos e arquétipos. (CONTRERA, 2010). • Imaginário cibermediático: local em que otakus e hikikomoris passam a depositar sua energia vital, emprestando o corpo à descida das imagens. • Iconofagia (BAITELLO Jr., 2005).
  9. 9. OUTRO MUNDO: particular, alternativo, calcado dereferências da cultura de massa e da cibercultura – NOVAS VIAS DE PROJEÇÃO IDENTITÁRIA e experimentação “SEGURA” DE SOCIABILIDADE. • Imagem como escudo, armadura, bunker • Não protege nem aumenta a sensação de segurança • Imagens são PRESENÇAS de AUSÊNCIAS • São FANTASMAGORIAS • Evocam aquilo que pretendem exorcizar
  10. 10. Entretanto, às vezes essa é a única via de acesso inicial àquele que se autoisolou, embora o tratamento o afaste, depois, do universo das imagens para reintroduzi-lo no mundo “de carne e osso” das pessoas.
  11. 11. Inclusive para reaprender a olhar o rosto do outro (eye-to-eye contact).
  12. 12. Quarto-bunker
  13. 13. VIVER ENTRE IMAGENS é ter TEMPO e ESPAÇO COLONIZADOS por elas. • Bunker (Virilio, Trivinho): conceito ligado ao contexto de guerra, reduto de defesa, abrigo, esconderijo. • Comunicação a distância: sentidos de distância (instinto de defesa).
  14. 14. • A falácia do discurso sobre redes de “relacionamento”: tecnologias de conexão ou desconexão? (Bauman, 2008). Paradoxo presença-ausência (Trivinho, 2007).
  15. 15. A questão da identidade nas redes sociais Jogos de (IN)VISIBILIDADEVisibilidade e vigilância são as duas facesda mesma moeda. Por isso, o desejo deapareSer não ocorre sem despertar omedo de ser vigiado. Nas redes sociais, sãotravados interessantes jogos de(in)visibilidade: por um lado, busca por ApareSerindicadores que demonstremsociabilidade, visibilidade e influência, Trata-se do sentimento ou da percepçãomesmo que destruam a reputação; por generalizada de que só é possível seroutro, dificuldade em ocultar rastros alguém quando se alcança algum statusdigitais (cf. Bruno) ou mover-se incógnito, mediático – ou seja: para ser, é precisoanônimo (ética e política do fake). A aparecer. As redes sociais, e antes delas,fórmula geral, entretanto, preconiza que homepages e blogs, tornaram o acesso àhá uma crise de visibilidade por excesso de visibilidade mediática mais ordinário, razãovisibilidade (obesidade e obscenidade pela qual tornaram-se tão populares.informacionais, para Baudrillard). Articulam o imaginário da fama e do sucesso colonizado pela cultura de massa.
  16. 16. Bunker como identidade e ethosVÁRIAS CAMADAS DE ISOLAMENTO:• Paredes, portas, janelas.• Recusa ao sol.• Muralha física de produtos e imagens objetificadas (posteres, cards, revistas).• Cinturão tecnológico.• Muralha de projeção – imaginário cibercultural (isolamento subjetivo, imersão no mundo das imagens – games, mangás, animes, internet – como distração e passatempo).• Relacionamento via tecnologias de “conexão”: identidade- bunker (resguardo da subjetividade em perfis ou avatares que são simulacros no sentido conferido por Baudrillard).
  17. 17. Grata pela atenção!Cíntia Dal BelloDoutoranda em Comunicação e Semiótica pela PUC-SP, coordenadora do Curso de Publicidade e Propaganda da Uninove. www.cintiadalbello.blogspot.com. pubcintia@yahoo.com.br

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