Climate reality Mudanças Globais e Crise da Água e do Clima

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Climate reality Mudanças Globais e Crise da Água e do Clima

  1. 1. MUDANÇAS GLOBAIS A CRISE DA ÁGUA E DO CLIMA NO BRASIL Dr. Carlos Germano F. Costa Doutor em Desenvolvimento e Meio Ambiente – Especialista em Gestão de Riscos de Desastres The Inter-American Institute for Cooperation on Agriculture (IICA) – Brazil Universidade Federal do Ceará/Estácio Fortaleza, CE, Brasil
  2. 2. THE ROAD TO PARIS
  3. 3. http://climaterealityproject.org/ UNFCCC Created Kyoto Protocol adopted; Annex I vs. Non-Annex I put into practice Copenhagen fails to replace Kyoto Protocol New mandate to write agreement by 2015 for 2020 (ADP) Parties decide to submit their own contributions during 2015 (INDCs) Rio 1992 COP3 1997 COP15 2009 HOW WE GOT HERE COP17 2011 COP19 2013 WHERE WE’RE GOING IN 2015 Climate Reality Leadership Corps training in India Live Earth: Road to Paris concerts Climate Reality Leadership Corps training in Canada Climate Reality Leadership Corps training in Miami 24 Hours of Reality February June September DecemberJuly
  4. 4. Objetivos de aprendizagem: Ao final deste módulo, você terá: Informações sobre a relação do Brasil e temas globais: Conscientização sobre os riscos de desastres naturais ampliados em uma situação de crise climática e seus impactos sobre as perspectivas de desenvolvimento. Compreensão dos conceitos básicos em temas como água, energia, segurança alimentar, crescimento populacional, amazônia e mudança do clima com bases nos prognósticos do IPCC. Compreensão da importância da formulação e implementação de estratégias de mitigação global. Roteiro da apresentação
  5. 5. Temos como objetivo debater e refletir sobre os desafios e oportunidades que se colocam para o Brasil frente às questões de manejo d'água, segurança energética, segurança alimentar e mudança do clima. Durante a discussão, os participantes analisarão a correlação entre os quatro temas propostos, de modo a contribuir para aprofundamento sobre a temática abordada, futuro tratamento e encaminhamento dessas questões. Introdução
  6. 6. A presente apresentação constitui uma revisão do estado da arte do conhecimento sobre mudanças de clima e água com foco no Brasil e na América do Sul. Discutem-se alguns dos resultados dos estudos do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC) e do Relatório de Clima do INPE em relação a estudos observacionais de variabilidade de clima e projeções de clima e das componentes do ciclo hidrológico até finais do século XXI, para as principais bacias hidrográficas no continente. Um dos aspectos importantes discutidos refere-se aos aspectos econômico e gerencial do recurso água nas diferentes regiões do Brasil, e como isso pode mudar num cenário de mudanças de clima.
  7. 7. A Água na Natureza e o Ciclo Hidrológico
  8. 8. O Brasil tem posição privilegiada no mundo, em relação à disponibilidade de recursos hídricos. A vazão média anual dos rios em território brasileiro é de cerca de 180 mil m3/s. Esse valor corresponde a aproximadamente 12% da disponibilidade mundial de recursos hídricos, que é de 1,5 milhão de m3/s (Shiklomanov et al., 2000). Se forem levadas em conta as vazões oriundas em território estrangeiro e que ingressam no país (Amazônica: 86.321 mil m3/s; Uruguai: 878 m3/s e Paraguai: 595 m3/s), a vazão média total atinge valores da ordem de 267 mil m3/s (18% da disponibilidade mundial).
  9. 9. A Amazônia detém 74% dos recursos hídricos superficiais e é habitada por menos de 5% da população brasileira. Adicionalmente, os riscos derivados das mudanças climáticas, sejam naturais sejam de origem antropogênica, têm levantado grande preocupação entre os círculos científicos, políticos, na mídia e também na população em geral.
  10. 10. A disponibilidade de água no Brasil depende em grande parte do clima. O ciclo anual das chuvas e de vazões no país varia entre bacias, e de fato a variabilidade interanual do clima, associada aos fenômenos de El Niño, La Niña, ou à variabilidade na temperatura da superfície do mar do Atlântico Tropical e Sul podem gerar anomalias climáticas, que produzem grandes secas, como em 1877, 1915, 1983 e 1998 no Nordeste, 2004-2006 no Sul do Brasil, 2001 no Centro-Oeste e Sudeste, e em 1926, 1983, 1998 e 2005 na Amazônia (Marengo & Silva Dias, 2006; Marengo, 2007; Marengo et al., 2008 a, b).
  11. 11. Desde a década de 1980, evidências científicas sobre a possibilidade de mudança do clima em nível mundial vêm despertando interesses crescentes no público e na comunidade científica em geral. Em 1988, a Organização Meteorológica Mundial (OMM) e o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) estabeleceram o Intergovernamental Panel on Climate Change [Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas] (IPCC). O processo utilizado para produzir essas avaliações é criado para assegurar alta credibilidade tanto na comunidade científica como na política. Avaliações prévias foram publicadas em 1990, 1996, 2001, 2007 e 2013. Existem três "grupos de trabalho": O Grupo 1 avalia os aspectos científicos do sistema climático e de mudança do clima; o Grupo 2 avalia os efeitos das mudanças climáticas sobre a natureza e a sociedade; e o Grupo 3 discute os métodos de adaptação e mitigação das mudanças climáticas. Os últimos Relatórios Científico do IPCC AR4/AR5 apresentam evidências de mudanças de clima que podem afetar significativamente o planeta, especialmente nos extremos climáticos, com maior rigor nos países menos desenvolvidos na região tropical. As principais conclusões desse relatório sugerem, com confiança acima de 95%, que o aquecimento global dos últimos cinqüenta anos é causado pelas atividades humanas.
  12. 12. Cenários
  13. 13. Projeções Com ação rápida, as mudanças climáticas podem ser mantidas sob controle com custos gerenciáveis - meta da ONU é de limitar o aumento da temperatura média em 2 graus Celsius (3,6 graus Fahrenheit) acima tempos pré- industriais. A temperatura média já subiu 0,85°C (1.4f). Para ter uma boa chance de ficar abaixo de 2°C, os cenários do relatório mostram que as emissões mundiais teriam de cair entre 40 e 70% até 2050 em relação aos níveis atuais e para " perto de zero ou abaixo em 2100 “. Abaixo de zero significaria extrair dióxido de carbono da atmosfera - por exemplo, com o plantio de florestas que absorvem carbono enquanto crescem ou por enterrar as emissões das usinas de energia que queimam madeira ou outra biomassa. RISCO - Profundos cortes nas emissões reduziriam o crescimento mundial do consumo de bens e serviços.
  14. 14. Cenários utilizados pelo IPCC. A radiação solar fornece anualmente para a atmosfera terrestre 1,5 x 1018 kWh de energia - A densidade média do fluxo energético proveniente da radiação solar é de 1395 W/m2 Cada projeção foi nomeada de acordo com a quantidade de força radioativa entre os anos de 1750 e 2100. Cada cor representa diferentes aumentos nas concentrações de GEE (efeito de aquecimento ) e estimativas de aerosol (efeito de resfriamento). (Ex.: RCP8.5 está associado a um aumento de +8,5 Watts/m2 desde 1750 e assim por diante. Com um aumento aproximado de 2,3 Watts/m2, a projeção RCP2.6 (otimistamente) assume um controle precoce e um consistente decréscimo das emissões. RCP4.5 representa o cenário da estabilização, que assume um aumento gradual nas emissões até a metade do século, seguido de um decréscimo que se acentua. RCP6.0 assume um maior aumento gradual nas emissões seguido de um decréscimo no último quarto do século XXI. RCP8.5 é o cenário conhecido como “busines-as-usual”, ou seja, nada muda. Há um aumento contínuo nas emissões acompanhado de uma aumento na população global.
  15. 15. Emissões antrópicas de GEE precisam cair para zero até 2100 e serem estabilizadas no máximo em 550 ppm até 2030 para evitar que a temperatura média global crescente dos níveis atuais para mais de 3°C até o final deste século. Isso vai exigir ação colaborativa entre economias desenvolvidas, em desenvolvimento e mercados emergentes para reduzir as emissões globais anuais a partir de 60 GtCO2e para menos de 30 GtCO2e nas próximas décadas. À luz destes acontecimentos, a solução mais aceita para lidar com a ameaça da mudança climática, representada pelo aumento de CO2 e outros gases de efeito estufa na atmosfera , é mover-se ao longo do tempo para uma economia de baixo carbono.
  16. 16. A quantidade de aquecimento do mundo irá experimentar está relacionada com a proporção de gases de efeito estufa na atmosfera, conhecida como a concentração das emissões. Há uma chance de 66% de manter o aquecimento a 2 °C, se a concentração das emissões ficar entre 430 e 480 partes por milhão (ppm) de dióxido de carbono equivalente em 2100, conforme as estimativas do IPCC - a faixa de luz azul no gráfico acima. Se a concentração de emissões subir para mais de 580 ppm em 2100, torna-se " pouco provável " para o mundo manter a meta de 2°C, conforme sugere o IPCC – faixas laranja, roxo, cinza no gráfico acima.
  17. 17. O relatório do IPCC sugere que, se as emissões dos países continuarem a aumentar, maiores cortes no meio do século serão necessários para manter a promessa de dois graus, como este gráfico mostra. Para evitar o aquecimento de mais de 2°C, o IPCC calcula que o mundo precisa limitar as emissões de gases em no máximo 50 gigatoneladas até 2030. Isso significa manter as emissões do mundo dentro da faixa azul na figura. O problema é que as promessas de redução de emissões atuais dos países estão mais propensas a estar em algum lugar nas faixas mais elevadas.
  18. 18. A quantidade de aquecimento do mundo irá experimentar está relacionada com a proporção de gases de efeito estufa na atmosfera, conhecida como a concentração das emissões. Há uma chance de 66% de manter o aquecimento a 2°C, se a concentração das emissões ficar entre 430 e 480 partes por milhão (ppm) de dióxido de carbono equivalente em 2100 , segundo as estimativas do IPCC.
  19. 19. Analistas estimam que as economias globais precisam reduzir suas emissões de carbono relacionadas com emissão de GEE para cada US$ do PIB em 6,2% a cada ano a partir de agora até 2100. As emissões relacionadas com a energia anuais totais atuais são pouco mais de 30Gt de CO2 e tem aumentado em 3,1% para cada US$ do PIB. No mesmo período, a intensidade de carbono foi reduzida em apenas 1,2%, uma fração do que era necessário. No Brasil, quase um terço da energia do país vem da energia hidrelétrica, mas a seca trouxe desafios maiores. Cinco países aumentaram a sua intensidade de carbono ao longo de 2013: França, EUA ,Índia, Alemanha e Brasil. Os fatores que contribuem incluíram aumento do consumo de carvão para atender às demandas de energia; um ritmo mais lento de mudança para energias renováveis ​​em comparação com outras nações ; e os desafios de curto prazo na produção de energia . Fonte: The PwC Low Carbon Economy Index 2014 on www.pwc.lu
  20. 20. Cenários Climáticos Futuros
  21. 21. Cenários - Intergovernmental Panel on Climate Change (IPCC)
  22. 22. Scenario B2: 2050 Climate Sensitivity 1.5°C, Aggregate Impacts, EAC
  23. 23. Scenario A2-550: 2050 Climate Sensitivity 1.5°C, Aggregate Impacts, EAC
  24. 24. Scenario A2: 2050 Climate Sensitivity 1.5°C, Aggregate Impacts, EAC
  25. 25. Scenario B2: 2050 Climate Sensitivity 1.5°C, Extreme Events
  26. 26. Scenario A2-550: 2050 Climate Sensitivity 1.5°C, Extreme Events
  27. 27. Scenario A2: 2050 Climate Sensitivity 1.5°C, Extreme Events
  28. 28. Scenario B2: 2050 Climate Sensitivity 5.5°C, Extreme Events
  29. 29. Scenario A2-550: 2050 Climate Sensitivity 5.5°C, Extreme Events
  30. 30. Scenario A2: 2050 Climate Sensitivity 5.5°C, Extreme Events
  31. 31. Scenario B2: 2050 Climate Sensitivity 5.5°C, Extreme Events, EAC
  32. 32. Scenario A2-550: 2050 Climate Sensitivity 5.5°C, Extreme Events, EAC
  33. 33. Scenario A2: 2050 Climate Sensitivity 5.5°C, Extreme Events, EAC
  34. 34. Precipitação Projeções climáticas (precipitação) para o Brasil durante a segunda metade do Século XXI usando modelos regionais, nos cenários de baixas emissões (otimista IPCC-B2) e de altas emissões (pessimista IPCC-A2) Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos – CPTEC Instituto Nacional de Pesquisas Espacias-INPE. J. Marengo, T. Ambrizzi, L. Alves, C. Nobre, I. Pisnitchenko
  35. 35. Temperatura do ar (ºC) Projeções climáticas (temperatura) para o Brasil durante a segunda metade do Século XXI usando modelos regionais, nos cenários de baixas emissões (otimista IPCC-B2) e de altas emissões (pessimista IPCC-A2) Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos – CPTEC Instituto Nacional de Pesquisas Espacias-INPE. J. Marengo, T. Ambrizzi, L. Alves, C. Nobre, I. Pisnitchenko
  36. 36. Mudanças de Precipitação Relacionada com a Circulação de Hadley Expansão do braço descendente suprime a precipitação gerando um clima mais seco em tradicionais áreas desérticas subtropicais. É esperado um aumento da Célula de Hadley levando uma expansão das zonas tropicais e das terras secas subtropicais, porém, com menor intensidade do que na atualidade (IPCC report)
  37. 37. As tendências atuais de exploração, degradação e poluição dos recursos naturais já alcançaram proporções alarmantes, e podem afetar a oferta de água num futuro próximo caso não sejam revertidas. A mudança climática significa que os desertos cedo ou tarde expulsarão 135 milhões de pessoas das suas terras, segundo estimativas das Nações Unidas. A maioria desses indivíduos mora no Terceiro Mundo. Segundo previsões da Unesco, 1,8 bilhão de pessoas podem enfrentar escassez crítica de água em 2025, e dois terços da população mundial podem ser afetados pelo problema no mesmo ano. O crescimento explosivo das populações urbanas é também causa alarmante da ameaça global de escassez de água no mundo.
  38. 38. No passado, a maior preocupação dos governos sobre o gerenciamento no uso da água era como satisfazer as demandas de uma população cada vez maior, e como enfrentar o problema de secas ou enchentes, no caso do Brasil, basicamente na região Nordeste. Recentemente, a mudança climática tem sido observada como possível causa de problemas que podem afetar a variabilidade e a disponibilidade na qualidade e quantidade da água. Mudanças nos extremos climáticos e hidrológicos têm sido observadas nos últimos cinquenta anos, e projeções de modelos climáticos apresentam um panorama sombrio em grandes áreas das regiões tropicais e mediterrâneas. Percentage changes in average annual runoff projected by four climate models for the period 2090-2099, relative to 1980-1999 Source: IPCC. 2007. Climate Change 2007: Synthesis Report. Intergovernmental Panel on Climate Change. Figure 3.5, p. 49.
  39. 39. Mudanças Globais nos Regimes Climáticos para Condições Áridas Climas semiáridos e áridos aumentam, majoritariamente às custas de regiões de clima subtropical. Aumentos nas emissões de GEE levam a uma maior aumento de temperatura e maior aridização global. Modelos subestimaram recentes mudanças climáticas com tendência de aridização (Década de 1990).
  40. 40. Mudanças esperadas na Classificação de Terras Secas (RCP8.5) Regiões com Com Forte Correlação de Multi-Modelos (80% de consenso) com tendências de aumento de aridez Se tornando seco.
  41. 41. Relação da Precipitação com a Potencial Evapotranspiração (PET) Pet = Evapotranspiração dada uma certa temperatura do ar e velocidade do vento sobre uma superfície seca. Valores naturais variam de 0 (desertos) a um pouco mais que 1 (áreas úmidas)
  42. 42. Projeções para a Precitação Maior aquecimento = Decréscimo de precipitação nos subtrópicos. Modelo de confiança descreve um acentuado decréscimo de precipitação em áreas já secas para cenários ainda mais extremos.
  43. 43. Mudanças Anuais do Clima (RCP8.5)
  44. 44. Mudanças na Precipitação de Acordo com a Estação (RCP8.5) Invernos e verões mais secos em regiões mediterrâneas. Expansão em direção aos pólos das células de Hadley; mais longas estações de monções levando a uma maior precipitação na áfrica Tropical e no subcontinente Indiano (Verão). Pequeno aumento de precipitação resulta em mudanças de padrões de precipitação em regiões com baixos níveis históricos de chuva (Sahara, Sahel, Península Arábica).
  45. 45. Riscos de Desastres e Desenvolvimento
  46. 46. Cada vez mais é reconhecido que as deficiências das políticas de desenvolvimento são fatores que contribuem para a devastação resultante de riscos de desastres naturais - Os desastres são um problema de desenvolvimento: Primeiro, porque certos fenômenos naturais tendem a ter maiores efeitos áreas menos desenvolvidas de países em desenvolvimento do que nas áreas desenvolvidas; Segundo, porque vários fatores estruturais associadas a um baixo nível de desenvolvimento exacerbam os efeitos dos desastres. • Em terceiro lugar, porque o impacto negativo dos fenômenos naturais sobre as perspectivas de desenvolvimento a longo prazo é consideravelmente maior em áreas menos desenvolvidas. Regiões mais afetadas no mundo.
  47. 47. Assim, confrontar questões relativas às mudanças globais de uma forma sistemática e coerente deve ser um objetivo explícito de estratégias de desenvolvimento. Este módulo introdutório analisa as tendências mundiais, com enfoque no Brasil, na ocorrência de mudanças globais, distribuição regional e perdas e danos; introduz os principais conceitos, definições e critérios para definir os desastres e apresenta quadros internacionais e instituições dedicadas à redução do risco de desastres, prevenção e recuperação.
  48. 48. Os desastres naturais são imprevisíveis, destrutivos e frequentemente mortais. Em países expostos a perigos naturais, desastres colocam um alto custo ao desenvolvimento humano. Um desastre ocorre quando um perigo natural perturba gravemente o funcionamento de uma comunidade, causando generalizada perdas: humanas, materiais e/ou ambientais que excedem a capacidade da comunidade para lidar sem ajuda externa. E as ações humanas têm um papel crítico na criação destes tipos de vulnerabilidades aos riscos naturais. Ao se analisar as tendências na ocorrência de desastres e os seus impactos, frequência e distribuição regional destaca-se a inter-relação entre a redução do risco de desastres e redução da pobreza e os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio.
  49. 49. Legislação e diferenças entre países/regiões/Estados
  50. 50. Ocorrência de Desastres Ambientais
  51. 51. Perdas Humanas por Desastres
  52. 52. • População Agrícola Mundial: 3 bilhões de pessoas (metade da humanidade). • População Agrícola Economicamente Ativa: 1,3 bilhões de pessoas (metade da PEA mundial). • Apenas 2% dessa população possuem tratores e 50% usam tração animal. • 400 milhões de agricultores não tem acesso a meios de produção adequados ou suficientes. • Esses pequenos não possuem áreas adequadas de cultivo ou não possuem titularidade da terra. São afetados pela: • Proletarização/precarização. • Dependência (patronagem). • Êxodo e migrações temporárias. Zonas rurais, pobreza e insegurança alimentar
  53. 53. Vulnerabilidade
  54. 54. Vulnerabilidade
  55. 55. Previsões para o Brasil O Brasil é vulnerável às mudanças climáticas atuais e mais ainda às que se projetam para o futuro, especialmente quanto aos extremos climáticos. As áreas mais vulneráveis compreendem a Amazônia, o Nordeste do Brasil e a regiões populosas do Sudeste, como mostrado em estudos recentes (Marengo, 2007; Ambrizzi et al., 2007; Marengo et al., 2007). O conhecimento sobre possíveis cenários climático-hidrológicos futuros e as suas incertezas pode ajudar a estimar demandas de água no futuro e também a definir políticas ambientais de uso e gerenciamento de água para o futuro.
  56. 56. Problemática regional Amazônia A situação é caótica e preocupante na Amazônia. Toda a bacia hidrográfica do Rio Amazonas, que abrange vários países além do Brasil, contém 70% da disponibilidade mundial de água doce e é formada por mais de mil rios. Mas essa presença exuberante e essencial está ameaçada. Em 2005, a situação complicou-se ainda mais. Uma forte estiagem - a maior dos últimos 103 anos - atingiu o Leste do Amazonas, quando alguns rios chegaram a baixar seis centímetros por dia (Marengo et al., 2008 a, b; Zeng et al., 2008; Aragão et al., 2007). As chances de ocorrerem períodos de intensa seca na região da Amazônia podem aumentar dos atuais 5% (uma forte estiagem a cada vinte anos) para 50% em 2030 e até 90% em 2100 (Cox et al., 2008).
  57. 57. Problemática regional Bacia do Prata Na região Sul do Brasil, o aumento sistemático das chuvas pode também ser observado nos registros hidrológicos Desde meados da década de 1970, surgem mudanças no regime de chuva (como também foi detectado na Amazônia) e já entre 2001-2003 vem se apresentando uma mudança de fase. As séries de vazões na bacia do Rio Paraná apresentam uma importante não-estacionariedade entre os períodos anterior e posterior à década de 1970, com um incremento de vazão variando em cerca de 30%. Em latitudes mais altas, na região da bacia do Prata, o IPCC AR4 (Meehl et al., 2007) apresenta projeções de possíveis aumentos na chuva e vazões de até 20% durante os meses de verão austral (DJF), até a segunda metade do século XXI. Isso sugere que, para essa região, o futuro apresentaria uma continuidade da variabilidade de chuvas e vazões observadas durante os últimos cinquenta anos (Trenberth et al., 2007), o que talvez indique maior confiança nestas projeções para essa região.
  58. 58. O Futuro Climático do Brasil
  59. 59. A Crise Hídrica em São Paulo
  60. 60. Problemática regional Sudeste As mudanças do clima (especialmente na forma de aumento de temperatura do ar) podem acrescentar o risco imposto pela crescente população, industrialização e pelas mudanças no uso da terra associadas à agricultura e à pecuária. Impactos no ciclo hidrológico que, em longo prazo, podem aumentar o risco de extremos de chuva no Sul e Sudeste do Brasil, como consequência de mudanças no padrão de transporte de umidade atmosférica da Amazônia até o Sul do Brasil.
  61. 61. A situação fica mais alarmante quando constata-se que o Sudeste dispõe apenas de 6% das reservas de água do País, enquanto reúne 40% da população. No Estado de São Paulo a população concentra-se em regiões metropolitanas, mas os rios da área são de pequeno porte - com exceção do Tietê. Tanto que o Sistema Cantareira é formado por cinco reservatórios, três deles localizados na bacia do rio Piracicaba, no interior do Estado. A falta de planejamento das regiões metropolitanas (São Paulo e Campinas), que concentram a maioria da população tem impacto direto sobre o consumo de água do sistema. Estes locais atraem mais de 200 mil novos moradores por ano. As perdas provocadas por ligações clandestinas mais o avanço da população, em direção às cabeceiras dos reservatórios, também prejudicam o abastecimento.
  62. 62. A queda gradual no nível dos reservatórios - registrada desde 2010 com a redução do volume de chuvas - indica o início de um novo ciclo pluviométrico, com potencial para ameaçar o abastecimento pelas próximas décadas, diz o professor Antonio Carlos Zuffo, da Unicamp. Segundo Zuffo, essa variação de ciclos não foi levada em conta no planejamento hídrico do Estado. De 1930 a 1970, as regiões sul e sudeste viveram um período de baixas precipitações. Mas entre 1970 e 2010, justamente quando o sistema Cantareira entrou em operação, a região passou por um período úmido. “Nossos tomadores de decisão se guiaram pela falsa ilusão de que continuaríamos produzindo água”, diz.
  63. 63. A situação do Estado do Ceará
  64. 64. Problemática regional Nordeste O Nordeste possui apenas 3% de água doce. Em Pernambuco, existem apenas 1.320 litros de água por ano por habitante. A Organização das Nações Unidas (ONU) recomenda um mínimo de dois mil litros. Segundo os relatórios do IPCC (Magrin et al., 2007) e do Inpe (Marengo et al., 2007; Ambrizzi et al., 2007), o semiárido tenderá a tornar-se mais árido. Aumentarão a frequência e a intensidade das secas e se reduzirá a disponibilidade de recursos hídricos. Isso teria impacto sobre a vegetação, a biodiversidade e atividades que dependem dos recursos naturais. No Nordeste do Brasil, o maior problema seria o aumento da seca e da falta de água. A região poderá passar de zona semiárida a zona árida, e as consequências dessa mudança afetarão a alimentação, a sanidade e a saúde da população local. Mais de 70% das cidades do semiárido nordestino com população acima de cinco mil habitantes enfrentarão crise no abastecimento de água para o consumo humano até 2025, independentemente da megaobra de transposição do Rio São Francisco, concluiu um estudo feito pela Agência Nacional de Águas (ANA). Problemas de abastecimento deverão atingir cerca de 41 milhões de habitantes da região do semiárido e do entorno, preveem pesquisadores da agência, que estimaram o crescimento da população e a demanda por água em cerca de 1.300 municípios dos nove Estados do Nordeste e do Norte de Minas Gerais. Até 2050, metade das terras agrícolas poderá ser prejudicada com um grau "elevado" de certeza, expondo milhões de pessoas à fome, afirmam os especialistas. No mundo, de sessenta milhões a 150 milhões de pessoas sofrerão com a falta de água (serão até quatrocentos milhões em 2080). Os depósitos subterrâneos de água do Nordeste brasileiro poderão receber menos 70% de recarga. O semiárido nordestino caminharia para a desertificação.
  65. 65. Considerações As evidências científicas apontam para o fato de que as mudanças climáticas representam um sério risco para os recursos de água no Brasil. Não só as mudanças do clima futuras representam risco, mas a variabilidade climática também; é só lembrar as secas da Amazônia, do Nordeste, do Sul e do Sudeste do Brasil nos últimos dez anos, que têm afetado a economia regional e nacional. O impacto das variações e mudanças do clima pode ser acrescentado por outros fatores não- ambientais, como os aspectos políticos e sociais, e todos juntos podem gerar um custo elevado para a sociedade. As projeções do clima sugerem que na Amazônia e no Nordeste a chuva pode se reduzir de até 20% nos finais do século XXI, num cenário de altas emissões. Portanto, o Sul do Brasil experimenta um aumento da chuva na forma de extremos. Em alguns lugares, a combinação de altas temperaturas mais chuvas e altas temperaturas menos chuvas podem ter diferentes impactos para o Brasil e a América do Sul.
  66. 66. Email: carloscostainspira@gmail.com
  67. 67. Sugestão de Links
  68. 68. Climate Change Impact: NASA's 21st Century Predictions | Video De acordo com modelos, temperatura e precipitação vão mudar dramaticamente nos próximos 87 anos, tanto em relação a quantidades variáveis ​​quanto em relação a localização. Temperaturas em todo o mundo ao nível do solo deverão aumentar, junto com áreas de extremos de precipitação . Climate Change Impact: NASA's 21st Century Predictions | Video http://shar.es/1gpHRz via @SPACEdotcom http://climate.nasa.gov/climate_resources/115/ Top 10 coldest and warmest years Este GIF animado mostra momentos marcantes que aconteceram durante os mais quentes e mais frios anos de acordo com o registro moderno. Crédito NASA's Global Climate Change website Video: Sting of Climate Change Ao comparar os dados de abelhas por imagens de satélite, a cientista da NASA Wayne Isaías usa abelhas como coletores de dados pequenos para entender como a mudança climática está afetando a polinização e plantas crédito NASA Scientific Visualization Estúdio http://climate.nasa.gov/climate_resources/41/
  69. 69. Google Earth divulga mapa 3D das mudanças climáticas Aplicativo da Google ganha novas funcionalidades que simulam efeitos climáticos das próximas décadas Inicialmente apenas poderão ser visualizados os efeitos climáticos relativos à temperatura e precipitação, mas em breve outras opções, como acidez marinha, estarão disponíveis. Para visualizar o mapa 3D dos efeitos climáticos, basta ter instalada a última versão do Google Earth, disponível no site earth.google.com. É preciso também baixar e instalar no programa os cenários IPCC, que contém as simulações climáticas. O arquivo, em formato KMZ, está disponível pelo atalho tinyurl.com/ipcc-scenes. http://earthenginepartners.appspot.com/science-2013-global-forestGlobal Forest Change http://maps.eyesontheforest.or.id/Eyes on the Forest
  70. 70. http://www.cnpma.embrapa.br/climapest/atlasdigital4r/apresentacao.html O aquecimento do sistema climático global é inequívoco e evidenciado pelas observações de aumento das temperaturas médias do ar e do oceano, conforme o Quarto Relatório do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (Intergovernmental Panel on Climate Change - IPCC), disponibilizado em 2007. Esse aquecimento, segundo as conclusões desse Relatório, é principalmente de origem antrópica com um grau de confiança de pelo menos 90%. As emissões de gases de efeito estufa na atmosfera, devidas às atividades humanas aumentaram 70% entre 1970 e 2004 (IPCC, 2007). Nas últimas três décadas o aquecimento antrópico influenciou em escala global nas alterações observadas em muitos sistemas físicos e biológicos. O gradual aquecimento global provoca alteração na dinâmica da atmosfera, intensificando os ciclos hidrológicos e de energia, e modificando potencialmente todos os aspectos do clima. O Atlas publicado por Hamada et al. (2010) apresentou mapas das variáveis climáticas de interesse agrícola do período de referência de 1961-1990 e dos cenários climáticos de 2020, 2050 e 2080, projetados pelo Terceiro Relatório do IPCC (2001) para o Brasil. A disponibilização de novas projeções de modelos climáticos globais do Quarto Relatório do IPCC propiciou a obtenção de mapas com maior confiabilidade, quando comparados aos relatórios anteriores.
  71. 71. Anexos
  72. 72. Description This figure summarizes some of the key variations amongst the six illustrative scenarios used by the Intergovernmental Panel on Climate Change(IPCC) in considering possible future emissions of greenhouse gases during the 21st century. Key to table elements: Population - The projected population in 2100, in billions (109). Income - The projected per capita income in 2100 in thousands of US dollars relative to 1990 (i.e. not including inflation). Energy Use - Total primary energy use in 2100, in 1018 Joules per year. Cumulative CO2 - Total man-made carbon dioxide emissions between 1990 and 2100, in gigatonnes (1012 kg) of carbon (GtC) Distribution Efficiency - The percentage of primary energy in 2100 that is available to end users after losses associated with energy conversion and distribution. Fossil Fuel Portion of Energy Use - This is the percentage of primary energy in 2100 supplied by fossil fuel sources. The IPCC divides their scenarios into 4 "storylines": A1, A2, B1, and B2. Each scenario is assumed to represent a plausible course of development of the world during this century, with the different scenarios marking different possible ways in which economic, political, social and environmentalprogress will be made within and across the various regions of the world. For the purpose of creating emissions scenarios as a result of this development, the IPCC assumes that no intentional action is taken in response to global warming. In this sense, each scenarios represents a vision of the world that might occur if global warming were not a factor; however, the B1 and B2 scenarios do presume a more environmentally aware world with an increased concern for sustainable development.Copyright This figure was created by Robert A. Rohde from data published in the IPCC Special Report on Emissions Scenarios.
  73. 73. A1 http://www.grida.no/climate/ipcc/emission/093.htm#1: "The A1 storyline is a case of rapid and successful economic development, in which ... current distinctions between 'poor' and 'rich' countries eventually dissolve. The primary dynamics are: Strong commitment to market-based solutions. High savings and commitment to education at the household level. High rates of investment and innovation in education, technology, and institutions at the national and international levels. International mobility of people, ideas, and technology." Copyright Created by Robert A. Rohde from data published in the IPCC Special Report on Emissions Scenarios.
  74. 74. Subscenarios http://www.grida.no/climate/ipcc/emission/093.htm#1: "The A1 storyline is a case of rapid and successful economic development, in which ... current distinctions between 'poor' and 'rich' countries eventually dissolve. The primary dynamics are: Strong commitment to market-based solutions. High savings and commitment to education at the household level. High rates of investment and innovation in education, technology, and institutions at the national and international levels. International mobility of people, ideas, and technology." Subscenarios http://www.grida.no/climate/ipcc/emission/098.htm: A1B is characterized by "'balanced' progress across all resources and technologies from energy supply to end use, as well as 'balanced' land-use changes". A1T is characterized by "a 'non-fossil' future, with rapid development of solar and nuclear technologies on the supply side and mini-turbines and fuel cells used in energy end-use applications." A1FI is characterized by aggressive exploitation of fossil fuel resources, combined with the development of pollution controls and technologies to eliminate pollution not associated with greenhouse gases. Copyright Created by Robert A. Rohde from data published in the IPCC Special Report on Emissions Scenarios.
  75. 75. A2 http://www.grida.no/climate/ipcc/emission/094.htm: "The A2 scenario family represents a differentiated world. ... Economic growth is uneven and the income gap between now-industrialized and developing parts of the world does not narrow... People, ideas, and capital are less mobile so that technology diffuses more slowly than in the other scenario families. International disparities in productivity, and hence income per capita, are largely maintained or increased in absolute terms. With the emphasis on family and community life, fertility rates decline relatively slowly, which makes the A2 population the largest among the storylines." Copyright Created by Robert A. Rohde from data published in the IPCC Special Report on Emissions Scenarios.
  76. 76. B1 http://www.grida.no/climate/ipcc/emission/094.htm#1: "The central elements of the B1 future are a high level of environmental and social consciousness combined with a globally coherent approach to a more sustainable development. ... [G]overnments, businesses, the media, and the public pay increased attention to the environmental and social aspects of development. Technological change plays an important role. ... Economic development ... is balanced, and efforts to achieve equitable income distribution are effective. ... [The] world invests a large part of its gains in improved efficiency of resource use ('dematerialization'), equity, social institutions, and environmental protection." Copyright Created by Robert A. Rohde from data published in the IPCC Special Report on Emissions Scenarios.
  77. 77. B2 http://www.grida.no/climate/ipcc/emission/095.htm: "The B2 world is one of increased concern for environmental and social sustainability compared to the A2 storyline. Increasingly, government policies and business strategies at the national and local levels are influenced by environmentally aware citizens, with a trend toward local self-reliance and stronger communities. International institutions decline in importance, with a shift toward local and regional decision-making structures and institutions. Human welfare, equality, and environmental protection all have high priority, and they are addressed through community-based social solutions in addition to technical solutions, although implementation rates vary across regions." Copyright Created by Robert A. Rohde from data published in the IPCC Special Report on Emissions Scenarios.
  78. 78. Emissions Copyright These figures were created by Robert A. Rohde from data published in the IPCC Special Report on Emissions Scenarios.

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