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Língua Portuguesa_Artigo 1_O relativo e o CSI_Prof. Luciane Sartori

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  • Querida Isabelly estou precisando do artigo 3 de Luciane Sartori..se vc puder fazer a gentileza de enviar para britopax@gmail.com eu agradeço.
    bjs e jogue duro pois esta fazendo um ótimo trabalho!
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Língua Portuguesa_Artigo 1_O relativo e o CSI_Prof. Luciane Sartori

  1. 1. 1Você falou o "quê"? Em toda língua, há palavras que são mágicas! E cada uma delas tem magia própria epor motivos diferentes. Em Português, a palavra "borbulhar", por exemplo, éinteressantíssima!, pois, ao pronunciá-la, nossa boca parece fazer as bolhas, e, além domovimento da boca, o som dessa palavra também imita o som do borbulhar propriamentedito, vocês já notaram? "Cadáver" por sua vez intriga pela sua formação por composição:"carne dada aos vermes". Já "recrudescimento" nos engana, pois parece significar"diminuição", no entanto significa "aumento, agravamento". Outras, ainda, são criadas poranalogia ou metáfora, como é o caso de "engatinhar", que significa andar de gatinhas; suarelação com gato é, no mínimo, criativa. E há aquelas que, por intuição linguística, são tãobem concebidas e internalizadas que as pessoas usam em exagero e ultrapassam o limitedo bom senso linguístico tamanho é o apego com a palavra ou a praticidade que ela nosconcede , como ocorre com a palavra "que". Sem dúvida, esta palavrinha causa efeitos mágicos, o que é extremamentecompreensível, já que é uma palavra base de conexão em nossa língua. Basta repararmosnas locuções de conjunção "já que", "desde que", "contanto que", " para que", "logo que","ainda que", "mesmo que"... E como se não bastasse fazer parte dessas várias conexõescircunstanciais, ou seja, de conexões de orações adverbiais, pode também ser conjunçãocoordenativa, conjunção subordinativa integrante e pronome relativo, ou seja, conectivo deoração coordenada, de oração subordinada substantiva e de oração subordinada adjetivarespectivamente. Em concurso público, as conexões dão trabalho, é um dos assuntos mais solicitados,eu diria, mais exigidos, haja vista sua importância na estrutura da frase, do texto devido àsrelações de sentido estabelecidas por elas. Por isso seu emprego exige muito raciocíniosintático-semântico, obrigando as pessoas a perceberem sua existência na elaboraçãotextual. E digo isso, porque é difícil alguém ler, dando importância ao emprego dasconexões no texto, porém, quando elas não aparecem, a leitura fica bem mais difícil, jáque nenhuma delas está lá para "passar a cola" da relação estipulada entre as frases peloautor e o leitor, então, normalmente, encontra dificuldade em compreender ou nãoconsegue compreender qual foi a relação de sentido que o autor criou no contexto. O "que" mais trabalhoso de todos é o relativo, conexão básica das oraçõesadjetivas, que é irmão gêmeo da conjunção subordinativa integrante, vulgo c.s.i., o quecausa muita confusão para todo mundo; mas, como todo irmão gêmeo, sempre há o queos distingue, afinal não são os mesmos seres, senão seriam só um. E como se nãobastasse essa confusão, essa aparência tão semelhante, há ainda a regência que complicaainda mais o raciocínio: "vai ou não vai" preposição antes deste quê? E preposições sãopalavras a que devemos sempre estar submetidos! Meu Deus de onde veio essapreposição a em "a que devemos sempre estar submetidos"?! Por que empregá-la? É por esses motivos que as bancas tanto cobram a regência e o relativo bem como aregência e a conjunção integrante. Então, vamos começar por diferenciá-los: a conjunçãointroduz uma Oração Subordinada Substantiva, enquanto o pronome introduz a OraçãoSubordinada Adjetiva. Observem que a Adjetiva é a única oração que se inicia compronome, pois ela tem valor de adjetivo - que só se refere a substantivo, a nome - , assim www.italoromanoeduardo.blogspot.com.br
  2. 2. 2como faz o pronome, que só se refere a nome. A Substantiva funciona como umsubstantivo, como diz sua classificação, e assim pode relacionar-se a outro substantivo, aadjetivo, a verbo, enfim, o substantivo já é mais eclético; mas de qualquer maneira, estaoração atua de forma diferente daquela, pois a substantiva completa sintaticamente aoração principal, enquanto a adjetiva caracteriza um nome da oração principal. Por essa razão, utilizamos alguns truquezinhos para facilitar a vida de todos, asaber: o relativo "que" equivale a "o qual, a qual, os quais, as quais", e isso já ajudamuito; a oração substantiva equivale a "isso", o que também ajuda muito. É bom lembrarainda do falei no artigo anterior: o relativo tem significado - e agora acrescento: a c.s.i.não. Vejamos:Serão colhidas as laranjas, que são frutas cítricas. vejam que o relativo equivale a "as quais";Nós soubemos que eles participarão da reunião. vejam que a oração sublinhada equivale a "isso". Com essas trocas, as frases acima poderiam ser reescritas assim:Serão colhidas as laranjas, as quais são frutas cítricas. a oração sublinhada é um adjetivo de "laranjas";Nós soubemos isso. o oração sublinhada completa o verbo "saber" da oração principal é um objeto direto oracional. Através dessas substituições, analisamos com mais facilidade os períodos acima eentendemos duas coisas importantes: no primeiro, o relativo significa "as laranjas" - "aslaranjas são frutas cítricas" - e a oração em que ele foi empregado é uma oraçãosubordinada adjetiva; no segundo, a c.s.i. não tem significado - apenas serve deintegração entre uma oração e outra - e a oração é subordinada substantiva. No artigo anterior, vimos como analisamos a oração em que o relativo foi inseridopara verificarmos se há preposição antes deste pronome ou não. Agora, vamos ver comofazemos com a conjunção integrante: Sou favorável / a que você estude à noite. Em primeiro lugar, distinga o "que"trocando a segunda oração por "isso", sem anular a presença da preposição: Sou favorávela isso. Feita a substituição, será fácil perceber que se trata de uma conjunção integrante,logo está numa oração substantiva que completa a oração principal, sendo assim apreposição vem de uma palavra da oração principal. Diferente do que ocorre com orelativo, porque a preposição só aparecerá antes dele, se na oração adjetiva for necessárioempregá-la. Não se esqueçam disso! Vejam: Este é o mecanismo/ de que preciso/ para resolver bem questões de regência. = Este é o mecanismo/ do qual preciso/ para resolver bem questões de regência. A preposição só apareceu neste contexto, porque, na oração adjetiva, o verbo"precisar" exigiu, lembraram-se? www.italoromanoeduardo.blogspot.com.br
  3. 3. 3 "E na hora de redigir, o "que" nos deve preocupar?" Sim, pois a praticidade e aversatilidade no emprego dessa palavra nos levam a repeti-la demais em textosespontâneos, redações e textos informais, ultrapassando o bom senso linguístico, comomencionei no início do texto. Essa repetição é chamada de “queísmo” e pode ser evitadacom a redução das orações, cujos verbos aparecem em suas formas nominais (infinitivo,gerúndio e particípio) e os conectivos desaparecem, por exemplo:a) com o relativo: Esta cidade, que foi fundada em 1878, é bastante conservada. = Esta cidade, fundada em 1878, é bastante conservada.b) com conjunção subordinativa integrante: É possível que eles venham à recepção. = É possível virem à recepção. No caso do pronome relativo, ainda, é possível fazer sua substituição pelo pronomerelativo “o qual(s)/a qual(s)” nas orações subordinadas adjetivas explicativas (oraçõesseparadas por vírgula). Por exemplo, se dissermos que “O carro, que caiu, era de corazul.” ou “O carro, o qual caiu, era de cor azul.”, teremos o mesmo sentido nas duasorações adjetivas, com a vantagem de poupar o uso do que sem desgastá-lo. É importante ressaltar que o uso exagerado dessa palavra pode ser tomado comoum erro, mas também é importante ressaltar que ela não deve ser suprimida radicalmentede seus textos, pois é a eficiência desse termo que o faz ser tão explorado; por isso, eledeve mesmo é ser bem usado. Certo, pessoal?! Semana que vem, continuaremos a falar sobre conexões. Um abraço e até lá. Luciane Sartori Graduada em Letras e Pós-Graduada em Metodologia de Ensino para Terceiro Grau.Professora Especialista em Português – gramática, interpretação de textos, redaçãodiscursiva e redação oficial. Revisora e redatora de textos há vinte e cinco anos, com vinte www.italoromanoeduardo.blogspot.com.br
  4. 4. 4anos de experiência na área de concursos. Atualmente, leciona na Rede LFG, no Curso paraConcurso, em Simulados na Web, no Curso Legale, no Curso Marcato e no CursoPraetorium. Coautora das seguintes publicações Vade Mecum para Concursos Públicos: nível médio e superior sem formação em direito.Luciane Sartori, Nélson Sartori e vários outros autores. / coordenação, Álvaro de Azevedo eJúlia Meyer Fernandes Tavares.- São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2010.Vade Mecum Polícia: delegados e servidores estaduais. Luciane Sartori, Nélson Sartori evários outros autores. / coordenação, Álvaro de Azevedo e Júlia Meyer Fernandes Tavares.-São Paulo: Editora Revista dos Tribunais, 2012. Contatos: lucianesartori@bol.com.br e www.sartoriprofessores.com.br www.italoromanoeduardo.blogspot.com.br

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