Cultura organizacional da escola .[6]

7.076 visualizações

Publicada em

0 comentários
1 gostou
Estatísticas
Notas
  • Seja o primeiro a comentar

Sem downloads
Visualizações
Visualizações totais
7.076
No SlideShare
0
A partir de incorporações
0
Número de incorporações
2
Ações
Compartilhamentos
0
Downloads
100
Comentários
0
Gostaram
1
Incorporações 0
Nenhuma incorporação

Nenhuma nota no slide
  • O estudo da cultura organizacional iniciou-se nos anos 80 Etc. : por exemplo a rede de comunicação (histórias, mitos, anedotas, boatos) e de comunicadores (contadores de histórias, boateiros, espiões, padres…)
  • Bases conceptuais: Valores – quadro de referência para as condutas Crenças – factor decisivo na mobilização dos actores Ideologias – componente fundamental para a compreensão da realidade, para dar-lhe um sentido
  • 1. Área escolar: Área privilegiada de incidência dos vários actores sociais, como os pais e as comunidades; inclui-se também aqui a direcção dos estabelecimentos de ensino. Desenvolvimento de opções curriculares Construção e utilização dos edifícios Organização dos horários e dos tempos livres Funcionamento de aulas de apoio, etc. 2. Área pedagógica: Domínio da responsabilidade profissional dos professores, refere-se à relação educativa professor-aluno. Como exemplo, a avaliação, onde os pais e os alunos podem ter uma palavra a dizer sem pôr em causa as competências específicas dos professores. 3. Área profissional: Questões do desenvolvimento profissional, da carreira docente, do relacionamento com outros técnicos qualificados da escola, pessoal não docente.
  • Cultura organizacional da escola .[6]

    1. 1. Cultura Organizacional da Escola Universidade Lusófona Administração Escolar 2007/2008 Alcina Manuela de Oliveira Martins
    2. 2.  Hargreaves, Andy (1998). Os professores em tempos de mudança, Lisboa: Macraw Hill de Portugal. Gomes, Rui (1993a). Culturas de Escola e Identidades dos Professores. Lisboa: Educa. Gomes, Rui (1993b). A Crise do Professorado e a Criação de Novos Pólos de Identidade. Revista Portuguesa de Pedagogia, XXVII(II), 263-274. Gomes, Rui (1993c). Culturas de Escola: Identidades à procura de argumentos. Revista de Educação, III(2), Dezembro, 23-36. Gomes, Rui (1993d). Em Busca de uma Identidade Perdida: o estudo qualitativo das culturas de escola. Sociologia - Problemas e Práticas, 14, Setembro, 105-126. Sallán, Joaquin Gairín (1989). La Estructura Organizativa en los Centros Docentes. In Q. M.- Moreno Cerrillo, Organizaciones Educativas.(pp. 133-168). Madrid: UNED.
    3. 3.  Sanches, Fátima Chorão (1992). Cultura Organizacional. Um paradigma de análise da realidade escolar. Lisboa: GEP-ME. Torres, Leonor (2006). Cultura Organizacional Escolar. Representações dos Professores numa Escola Portuguesa. Oeiras: Celta. Balle, C. (1992). Sociologie des organizations. Paris. PUF Ballion, Robert (1991). La Bonne École. Paris: Hatier. Brunet, Luc (1988). El clima de trabajo en las organizaciones. Definición, diagnóstico y consecuencias. Mexico: Trillas.
    4. 4.  Barroso, João (1996). Para o Desenvolvimento de uma Cultura de Participação na Escola. Lisboa: Instituto de Inovação Educacional. Barroso, João (1998). Descentralização e autonomia: devolver o sentido cívico e comunitário à escola pública. Revista Colóquio/Educação e Sociedade, nº 4 (nova série), 32-58. Fachada, Odete (1991). Desenvolvimento pessoal. Lisboa: IEFP
    5. 5.  Lima, Licínio (1992). A Escola como organização e a participação na organização escolar. Braga: Instituto de Educação. Lima, Licínio (1994). Modernização, racionalização e optimização: perspectivas neotaylorianas na organização e administração da educação. Cadernos de Ciências Sociais, 14, 119-139. Lima, Licínio (1996). Construindo um objecto: para uma análise crítica da investigação portuguesa sobre a escola. In J. Barroso (Org.), O Estudo da Escola. (pp. 17-39 ).Porto: Porto Editora. Lima, Licínio (1997). O paradigma da educação contábil — políticas educativas e perspectivas gerencialistas no Ensino Superior em Portugal. Revista Brasileira de Educação, 4, 43-59.
    6. 6.  Nóvoa, António (Org.) (1992). As organizações escolares em análise. Lisboa: Dom Quixote. Neves, Tiago (2001, Setembro). Quando se fala de violência escolar. Comunicação apresentada no Seminário "Violência e violências da e na escola", no painel "Escola e exclusão", FPCE-UP, Porto. Teixeira, Lúcia (2001). A cultura organizacional e o impacto das propostas de mudança em escolas estaduais de Minas Gerais. In L. F. Dourado & V. H. Paro (Orgs.), Políticas Públicas e Educação Básica. São Paulo: Xamã.
    7. 7.  Sarmento, M. (1994). A Vez e a Voz dos Professores. Contributo para o estudo da cultura organizacional da escola primária. Porto: Porto Editora. Schwartz, S.H. (1992). Universals in the content and structure of values: theoretical advances and empirical tests in 20 countries. Em M. Zanna (Ed.), Advances in Experimental Social Psychology, Vol. 25 (pp.1-65). New York: Academic Press.
    8. 8.  Freitas, M. (1992). Cultura organizacional: formação, tipologias e impactos. São Paulo:Makron. Kanaane, R. (1995). Comportamento humano nas organizações. São Paulo: Atlas. Morgan, Gareth (2002). Imagens da Organização. São Paulo: Pioneira Thomson Learning. Wagner III, J. (2003). Comportamento Organizacional. São Paulo: Saraiva. Cohen, A. (2003). Comportamento Organizacional: conceitos e estudos de casos. Rio de Janeiro: Campus, 2003.
    9. 9.  Fischer, R. (1996). O círculo do poder: as práticas invisíveis de sujeição nas organizações complexas. In R. Fischer, & M. FLEURY (org.). Cultura e Poder nas Organizações. (pp. 65-88). São Paulo: Atlas Goleman, D. (1998). Inteligência emocional. São Paulo: Objetiva. Ronchi, C. & Carvalho, C. (2005). Cultura Organizacional: teoria e pesquisa. São Paulo. Ed. Fundo de Cultura. Atkinson, Philip. (2000). Criando Mudança Cultural. Petrópolis: Vozes.
    10. 10. A ESCOLA COMO CULTURA “Averdadeira lição que as escolas podem aprender das empresas faz convergir de novo a atenção sobre a cultura da escola. É uma lição que a maioria dos educadores já aprendeu através da experiência mas que geralmente desvaloriza face á barreira das ideologias racionais” (Deal, 1988).
    11. 11. Cultura Componente do sistema social que se manifesta no modo de vida e nos artefactos, em que se inclui: o saber,  a crença,  a arte,  a moral,  a lei,  os costumes,  os hábitos, ….adquiridos pelo homem enquanto membro de uma sociedade (Neves, 2001).
    12. 12. Definição de cultura organizacional “A força social que controla os padrões de comportamento organizacional, moldando as cognições e as percepções de significados e realidades dos seus membros, fornecendo energia afectiva para a mobilização e identificando quem pertence e quem não pertence” (Ott, 1989) “É um sistema de integração, de diferenciação e de referência que organiza e dá um sentido à actividade dos seus membros” (Brunet, 1988).
    13. 13. Cultura da organização escolar “crenças, valores, hábitos e formas assumidas de fazer as coisas em comunidades de professores que tiveram de lidar com exigências e constrangimentos semelhantes ao longo de muitos anos. A cultura transmite aos seus novos membros inexperientes as soluções historicamente geradas e colectivamente partilhadas de uma comunidade”  Hargreaves, 1998
    14. 14. Valor“As metas e os objectivos de carácter geral que permanecem estáveis através de diferentes situações, guiam a conduta dos seres humanos e ordenam-se segundo a sua importância subjectiva” (Schwartz, 1992)Objectivo e conteúdo da educação, actuam estruturando os processos educativos. Os valores configuram condutas, as ideias e os sentimentos das pessoas.
    15. 15. Cultura como processoA cultura é um processo activo de construção da realidade (Sarmento, 1994)Não é uma simples variável que as organizações possuem sendo antes um processo activo, através do qual as pessoas criam e recriam os mundos em que vivemMorgan (1992) é um processo de construção da realidade que permite às pessoas ver e compreender os acontecimentos, as acções, as declarações, as situações ou objectos particulares de modo muito especial.
    16. 16. A escola como cultura (Costa, Jorge 1996) A escola é diferente das outras organizações Cada escola é diferente de qualquer outra escola Esta especificidade traduz-se nos valores, crenças, linguagem, heróis, rituais, cerimónias, etc. A cultura será tanto mais forte quanto maior for a partilha de identidade e valores As organizações são mais do que estruturas: são culturas.
    17. 17. A cultura organizacional da escolacomo processo de construção (Torres, 2006)
    18. 18. Cultura organizacional“a cultura não constitui um mero reflexo da ordem organizacional, representa antes um processo de construção dinâmica mediatizada por um conjunto de factores, de que a estrutura também faz parte” (Torres, 2006, p.143).
    19. 19. Processo de construção e de reconstrução da cultura numa organização escolarObedece a um movimento contínuo de trocas e de fluxos simbólicos, de partilha e de disputa ideológica, de convergências e de divergências culturais, situadas na intersecção dos círculos que se vão entrecruzando continuamente (Torres, 2006, p.149).
    20. 20. «Fora»: os factores exógenos à escola Patamar transnacional Patamar nacional Patamar regional / local
    21. 21. Órgãos de gestão da escola Como objectos, tendem a reproduzir e reforçar o modelo cultural politicamente instituído; como sujeito, tendem a configurar- se como arenas onde quotidianamente se disputam orientações e lógicas de acção concorrentes e competitivas entre si
    22. 22.  De acordo com as especificidades políticas, administrativas e pedagógicas de cada órgão, podemos deduzir diferentes graus de fechamento ou de abertura, de dependência ou autonomia face ao exterior Há outros nichos de cultura com diferentes níveis de abertura ao exterior:  departamentos curriculares,  professores situados na mesma categoria profissional,  professores da mesma associação profissional ou sindical,  grupos de alunos interventivos, …. (Torres, 2006).
    23. 23. Alguns traços distintivos entre clima e cultura escolar O clima é estudado há mais de meio século; O clima é observável e pode ser medido; O clima recebe a influência da psicologia social; Avalia principalmente o significado das características organizacionais em termos individuais; Predominam os métodos quantitativos de investigação.
    24. 24. Alguns traços distintivos entre clima e cultura escolar A cultura é estudada desde os anos 80; A cultura permanece no lado invisível sendo difícil medi-la; A cultura recebe a influência da antropologia; Avalia principalmente o significado das características organizacionais em termos colectivos; Predominam os métodos qualitativos de investigação.
    25. 25. Temáticas relacionadas com esta imagem da organização escolar Identidade Valores Autonomia Projecto Comunidade Liderança / Administração das escolas.
    26. 26. Componentes da cultura organizacional (Odete Fachada, 1991) Valores: códigos de conduta moral, regras de ética formal ou informalmente impostas Ritos: celebração ou cerimónia que marca a passagem de acontecimentos importantes para a organização Símbolos: imagem ou representação da organização (logótipos, bandeiras, hinos,…) Mitos: narrativas de factos associados a pessoas ou acontecimentos marcantes.
    27. 27. Factores que influenciam a cultura organizacional (Gilles Faure) Distância hierárquica Grau de tolerância face à incerteza Grau de individualismo Grau de masculinidade
    28. 28. Elementos da cultura organizacional (António Nóvoa, 1992)
    29. 29. Áreas de intervenção nas escolas (António Nóvoa, 1992)
    30. 30. Cultura organizacionalA qualidade e o sucesso de cada organização escolar depende do seu tipo de cultura: As escolas bem sucedidas são aquelas em que predomina a cultura forte entre os seus membros (identidade e valores partilhados)
    31. 31. Cultura organizacionalA Cultura organizacional está cada vez mais associada às questões da eficácia, da qualidade e da excelência da escola

    ×