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Nutrição e
Higiene
Bloco
Cirúrgico
Instituto de Formação técnica-Barreiros
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 As cirurgias representam uma lesão ao corpo, o que
leva à uma resposta metabólica inicial em direção ao
catabolismo. O estado nutricional é um dos fatores
que mais influencia no resultado pós-operatório em
cirurgias eletivas, já que o paciente desnutrido
apresenta menor resposta imunológica e menor
resistência ao estresse. A prevalência de pacientes
cirúrgicos desnutridos ou em risco de desnutrição é
alta e na maioria das vezes não é reconhecida ou
tratada adequadamente, por isso os exames para a
detecção do risco nutricional são de suma
importância.
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Tanto no pré quanto no pós-operatório,
o manejo nutricional é essencial para o
sucesso da cirurgia, evitando
complicações e otimizando a
recuperação de indivíduos submetidos
à operação.
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Jejum no pré-operatório
 De acordo com recomendações da diretriz, alimentos
sólidos podem ser oferecidos em até 6h antes da
anestesia, enquanto líquidos claros com carga de
carboidratos como chá, café ou limonada de frutas,
podem ser ofertados até 2h antes da operação.
 Contudo, para paciente em cirurgia de emergência
ou que apresente atraso no esvaziamento gástrico a
recomendação acima não se aplica.
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Terapia nutricional
 A terapia nutricional (TN)
perioperatório é recomendada
para pacientes em risco nutricional
ou em desnutrição, indivíduos que
não conseguirão se alimentar por
mais de cincos dias ou que estão
com baixa ingestão por mais de
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 Nessas circunstâncias, a
TN de deve ser iniciada
imediatamente, podendo
ser ofertada via enteral,
mas com suplementação
oral ou alimentação via
sonda.
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 Além disso, em casos em que a
necessidades de energia e nutrientes
não podem ser atendidas pela ingestão
oral ou enteral (<50% da necessidade
calórica), a combinação entre nutrição
parenteral e nutrição enteral deve ser
considerada, sendo recomendado a sua
aplicação imediatamente nesses casos.
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 Em relação à formulação da TN, a diretriz de
nutrição em cirurgia orienta que paciente
desnutridos submetidos à cirurgia de grande
porte, deve ser considerado o enriquecimento
da formula com arginina,
ácidos graxos ômega 3 e ribonucleotídeos,
para prevenção de complicações.

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Vias de administração
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A indicação para nutrir o
paciente cirúrgico por via
oral é quando o paciente não
apresenta hiporexia,
ingestão > 60% da dieta
prescrita, trato
gastrintestinal íntegro,
devendo ser fornecidos
suplementos nutricionais
ricos em proteína para
favorecer a melhor
recuperação pós-operatória.
Via oral
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A terapia nutricional por via enteral (NE) está
indicada quando há presença de hiporexia,
ingestão < 60% da dieta prescrita por mais
que 10 dias e trato gastrintestinal íntegro.
Via enteral
A dieta enteral desempenha um papel
significativo na reabilitação e recuperação pós-
operatória, fornecendo os nutrientes essenciais
para a cicatrização de feridas, manutenção da
massa muscular e prevenção da perda de peso
excessiva. É frequentemente utilizada em
pacientes submetidos a cirurgias gastrointestinais,
cardíacas ou outras intervenções cirúrgicas.
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Como funciona a dieta
enteral?
A dieta por via enteral é um método de alimentação que oferece
todos os nutrientes necessários para o corpo através de uma
sonda. Essa sonda pode ser inserida via nasal, oral ou pode ser
colocada através de ostomias e dessa forma posicionadas
internamente no estômago ou no intestino. As fórmulas
nutricionais líquidas podem ser administradas diretamente,
garantindo a nutrição adequada para pacientes que não podem
se alimentar por via oral.
É como um cuidado especial, entregando tudo o que o
organismo precisa para se manter saudável e cheio de energia.
Com a dieta enteral, nossos pacientes recebem todo o carinho e
z
Existem várias opções de fórmulas para alimentação enteral, desenvolvidas para
atender às necessidades nutricionais específicas de cada paciente. Essas fórmulas
são cuidadosamente elaboradas para garantir a nutrição adequada e o suporte
nutricional necessário durante o período em que o paciente necessita da dieta
enteral.
Aqui estão alguns tipos de fórmulas para alimentação enteral:
Normocalórica: Fórmula com calorias na quantidade recomendada para a
manutenção do peso corporal e necessidades diárias de energia.
Hipercalórica: Fórmula com maior densidade calórica, indicada para pacientes que
precisam de mais calorias para ganhar peso ou compensar déficits energéticos.
Hiperproteica: Fórmula com maior quantidade de proteínas, importante para
pacientes que necessitam de suporte para a recuperação e reparo de tecidos.
Com fibras: Fórmula enriquecida com fibras, auxiliando na regulação intestinal e na
prevenção de constipação.
Quais os tipos de dieta enteral?
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Pediátrica: Fórmula especialmente desenvolvida para atender as necessidades nutricionais de
crianças.
Polimérica: Fórmula completa, com proteínas, carboidratos, gorduras e micronutrientes,
adequada para a maioria dos pacientes.
Oligomérica: Fórmula parcialmente hidrolisada, contendo nutrientes mais facilmente digeríveis
e indicada para pacientes com problemas de digestão e absorção.
Elementar: Fórmula composta por nutrientes em sua forma mais simples, sendo recomendada
para pacientes com problemas de má absorção ou digestão.
Hipotônica: Fórmula diluída, com menor osmolaridade, adequada para pacientes com
dificuldades no esvaziamento gástrico.
Isotônica: Fórmula com osmolaridade similar à do sangue, recomendada para a maioria dos
pacientes com função gastrointestinal normal.
Hipertônica: Fórmula concentrada, indicada para pacientes com necessidades específicas de
volume reduzido de líquidos.
Cada tipo de fórmula é prescrito de acordo com as necessidades individuais do paciente, e é
importante contar com a orientação de um profissional de saúde, como um nutricionista, para
a escolha da fórmula mais adequada para cada caso. A dieta enteral é uma poderosa aliada
para garantir a nutrição e o bem-estar dos pacientes que necessitam de suporte nutricional.
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gastrostomia ou jejunostomia
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Via parenteral
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Higiene
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 A limpeza do centro cirúrgico deve ser
realizada por profissionais capacitados e
treinados, que sigam as normas de
biossegurança e utilizem os equipamentos de
proteção individual (EPIs) adequados. A
limpeza do centro cirúrgico é uma medida
essencial para prevenir infecções hospitalares
e garantir a qualidade da assistência prestada
aos pacientes.
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 POR QUE PREVENIR?
 As infecções de sítio cirúrgico (ISC)
representam: • 15% do total das infecções
adquiridas durante a assistência à saúde; •
a terceira complicação infecciosa mais
frequente adquirida no ambiente hospitalar.
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Classificação de
cirurgias
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 Limpas: realizadas em tecidos
estéreis ou de fácil
descontaminação, na ausência de
processo infeccioso e inflamatório
local, sem penetração nos tratos
digestório, respiratório ou
geniturinário, sem qualquer falha
na técnica asséptica e sem drenos
Ex: herniorrafia, mamoplastia,
revascularização do miocárdio
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 Potencialmente contaminadas:
realizadas em tecidos de difícil
descontaminação, na ausência de
supuração local, com penetração
nos tratos digestório, respiratório
ou geniturinário sem
contaminação significativa. Ex:
colecistectomia, gastrectomia,
prostatectomia.
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 Contaminadas: realizadas em tecidos
recentemente traumatizados e abertos,
de difícil descontaminação, com
processo inflamatório mas sem
supuração ou cirurgias em que
ocorreram falhas na técnica operatória,
na antissepsia ou na degermação.
Exemplo: cirurgia de cólon, cirurgias
dentárias, amigdalectomia,
apendicectomia.
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 Infectadas: realizadas em tecidos ou
órgãos com presença de supuração
local, feridas traumáticas com mais de
seis horas de exposição, tecidos
desvitalizados ou necróticos. Exemplo:
cirurgias do reto e ânus com fezes ou
pus, desbridamento de escaras,
amputação de pé diabético,
nefrectomia com infecção.
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EPIS para
usar em
bloco
cirúrgico
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Nutrição e Higiene tecnico de enfermagem

  • 1.
  • 2.
    z  As cirurgiasrepresentam uma lesão ao corpo, o que leva à uma resposta metabólica inicial em direção ao catabolismo. O estado nutricional é um dos fatores que mais influencia no resultado pós-operatório em cirurgias eletivas, já que o paciente desnutrido apresenta menor resposta imunológica e menor resistência ao estresse. A prevalência de pacientes cirúrgicos desnutridos ou em risco de desnutrição é alta e na maioria das vezes não é reconhecida ou tratada adequadamente, por isso os exames para a detecção do risco nutricional são de suma importância.
  • 3.
    z Tanto no préquanto no pós-operatório, o manejo nutricional é essencial para o sucesso da cirurgia, evitando complicações e otimizando a recuperação de indivíduos submetidos à operação.
  • 4.
    z Jejum no pré-operatório De acordo com recomendações da diretriz, alimentos sólidos podem ser oferecidos em até 6h antes da anestesia, enquanto líquidos claros com carga de carboidratos como chá, café ou limonada de frutas, podem ser ofertados até 2h antes da operação.  Contudo, para paciente em cirurgia de emergência ou que apresente atraso no esvaziamento gástrico a recomendação acima não se aplica.
  • 5.
    z Terapia nutricional  Aterapia nutricional (TN) perioperatório é recomendada para pacientes em risco nutricional ou em desnutrição, indivíduos que não conseguirão se alimentar por mais de cincos dias ou que estão com baixa ingestão por mais de
  • 6.
    z  Nessas circunstâncias,a TN de deve ser iniciada imediatamente, podendo ser ofertada via enteral, mas com suplementação oral ou alimentação via sonda.
  • 7.
  • 8.
    z  Além disso,em casos em que a necessidades de energia e nutrientes não podem ser atendidas pela ingestão oral ou enteral (<50% da necessidade calórica), a combinação entre nutrição parenteral e nutrição enteral deve ser considerada, sendo recomendado a sua aplicação imediatamente nesses casos.
  • 9.
    z  Em relaçãoà formulação da TN, a diretriz de nutrição em cirurgia orienta que paciente desnutridos submetidos à cirurgia de grande porte, deve ser considerado o enriquecimento da formula com arginina, ácidos graxos ômega 3 e ribonucleotídeos, para prevenção de complicações. 
  • 10.
  • 11.
    z A indicação paranutrir o paciente cirúrgico por via oral é quando o paciente não apresenta hiporexia, ingestão > 60% da dieta prescrita, trato gastrintestinal íntegro, devendo ser fornecidos suplementos nutricionais ricos em proteína para favorecer a melhor recuperação pós-operatória. Via oral
  • 12.
    z A terapia nutricionalpor via enteral (NE) está indicada quando há presença de hiporexia, ingestão < 60% da dieta prescrita por mais que 10 dias e trato gastrintestinal íntegro. Via enteral A dieta enteral desempenha um papel significativo na reabilitação e recuperação pós- operatória, fornecendo os nutrientes essenciais para a cicatrização de feridas, manutenção da massa muscular e prevenção da perda de peso excessiva. É frequentemente utilizada em pacientes submetidos a cirurgias gastrointestinais, cardíacas ou outras intervenções cirúrgicas.
  • 13.
    z Como funciona adieta enteral? A dieta por via enteral é um método de alimentação que oferece todos os nutrientes necessários para o corpo através de uma sonda. Essa sonda pode ser inserida via nasal, oral ou pode ser colocada através de ostomias e dessa forma posicionadas internamente no estômago ou no intestino. As fórmulas nutricionais líquidas podem ser administradas diretamente, garantindo a nutrição adequada para pacientes que não podem se alimentar por via oral. É como um cuidado especial, entregando tudo o que o organismo precisa para se manter saudável e cheio de energia. Com a dieta enteral, nossos pacientes recebem todo o carinho e
  • 14.
    z Existem várias opçõesde fórmulas para alimentação enteral, desenvolvidas para atender às necessidades nutricionais específicas de cada paciente. Essas fórmulas são cuidadosamente elaboradas para garantir a nutrição adequada e o suporte nutricional necessário durante o período em que o paciente necessita da dieta enteral. Aqui estão alguns tipos de fórmulas para alimentação enteral: Normocalórica: Fórmula com calorias na quantidade recomendada para a manutenção do peso corporal e necessidades diárias de energia. Hipercalórica: Fórmula com maior densidade calórica, indicada para pacientes que precisam de mais calorias para ganhar peso ou compensar déficits energéticos. Hiperproteica: Fórmula com maior quantidade de proteínas, importante para pacientes que necessitam de suporte para a recuperação e reparo de tecidos. Com fibras: Fórmula enriquecida com fibras, auxiliando na regulação intestinal e na prevenção de constipação. Quais os tipos de dieta enteral?
  • 15.
    z Pediátrica: Fórmula especialmentedesenvolvida para atender as necessidades nutricionais de crianças. Polimérica: Fórmula completa, com proteínas, carboidratos, gorduras e micronutrientes, adequada para a maioria dos pacientes. Oligomérica: Fórmula parcialmente hidrolisada, contendo nutrientes mais facilmente digeríveis e indicada para pacientes com problemas de digestão e absorção. Elementar: Fórmula composta por nutrientes em sua forma mais simples, sendo recomendada para pacientes com problemas de má absorção ou digestão. Hipotônica: Fórmula diluída, com menor osmolaridade, adequada para pacientes com dificuldades no esvaziamento gástrico. Isotônica: Fórmula com osmolaridade similar à do sangue, recomendada para a maioria dos pacientes com função gastrointestinal normal. Hipertônica: Fórmula concentrada, indicada para pacientes com necessidades específicas de volume reduzido de líquidos. Cada tipo de fórmula é prescrito de acordo com as necessidades individuais do paciente, e é importante contar com a orientação de um profissional de saúde, como um nutricionista, para a escolha da fórmula mais adequada para cada caso. A dieta enteral é uma poderosa aliada para garantir a nutrição e o bem-estar dos pacientes que necessitam de suporte nutricional.
  • 16.
  • 17.
  • 18.
  • 19.
  • 20.
  • 21.
    z  A limpezado centro cirúrgico deve ser realizada por profissionais capacitados e treinados, que sigam as normas de biossegurança e utilizem os equipamentos de proteção individual (EPIs) adequados. A limpeza do centro cirúrgico é uma medida essencial para prevenir infecções hospitalares e garantir a qualidade da assistência prestada aos pacientes.
  • 22.
    z  POR QUEPREVENIR?  As infecções de sítio cirúrgico (ISC) representam: • 15% do total das infecções adquiridas durante a assistência à saúde; • a terceira complicação infecciosa mais frequente adquirida no ambiente hospitalar.
  • 23.
  • 24.
    z  Limpas: realizadasem tecidos estéreis ou de fácil descontaminação, na ausência de processo infeccioso e inflamatório local, sem penetração nos tratos digestório, respiratório ou geniturinário, sem qualquer falha na técnica asséptica e sem drenos Ex: herniorrafia, mamoplastia, revascularização do miocárdio
  • 25.
    z  Potencialmente contaminadas: realizadasem tecidos de difícil descontaminação, na ausência de supuração local, com penetração nos tratos digestório, respiratório ou geniturinário sem contaminação significativa. Ex: colecistectomia, gastrectomia, prostatectomia.
  • 26.
    z  Contaminadas: realizadasem tecidos recentemente traumatizados e abertos, de difícil descontaminação, com processo inflamatório mas sem supuração ou cirurgias em que ocorreram falhas na técnica operatória, na antissepsia ou na degermação. Exemplo: cirurgia de cólon, cirurgias dentárias, amigdalectomia, apendicectomia.
  • 27.
    z  Infectadas: realizadasem tecidos ou órgãos com presença de supuração local, feridas traumáticas com mais de seis horas de exposição, tecidos desvitalizados ou necróticos. Exemplo: cirurgias do reto e ânus com fezes ou pus, desbridamento de escaras, amputação de pé diabético, nefrectomia com infecção.
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  • 30.
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