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Realizado por: Inês Nº12 Gonçalo Nº11 Manuel Nº16 Miguel Nº19 Rafael Nº21 Évora
História
Évora O nome Lusitano da cidade de Évora era Eburobrittium,  relacionado com a  divindade celta Eburianus. A raiz etimológica viria do Celta *eburos, a árvore do Teixo. A cidade teve o nome de Ebora Cerealis durante a República Romana, tomando o nome de Liberalista Júlia no tempo do general Júlio César, sendo então já uma cidade importante, como o demonstram as ruínas de um templo clássicos os vestígios de muralhas romanas Conquistada aos Mouros em 1165 por Geraldo Sem Pavor, data em que se restaurou a sua diocese. Foi residência régia durante largos períodos, essencialmente nos reinados de D.João II, D.Manuel I e D.João III. O seu prestígio foi particularmente notável no século XVI, quando foi elevada a metrópole eclesiástica e foi fundada a Universidade de Évora (afecta à Companhia de Jesus), pelo Cardeal Infante D.Henrique, primeiro Arcebispo da cidade. Um rude golpe para Évora foi a extinção da prestigiada instituição universitária, em 1759 (que só seria restaurada cerca de dois séculos depois), na sequência da expulsão dos Jesuítas do país, por ordem do Marquês de Pombal.
Brasão Bandeira Brasão e Bandeira
Évora   é situada no Alentejo e Sub-Região do Alentejo Central, embora correspondendo quase por completo ao Distrito de Évora com uma população de cerca de 56 525 habitantes que representa 32,5% da população residente no Distrito. Évora é o maior conselho em termos de área. Sendo o município de Évora limitado a norte pelo Município de Arraiolos, a nordeste por Estremoz, a leste pelo Redondo, a sueste por Reguengos de Monsaraz, a sul por Portel, a sudoeste por Viana do Alentejo e a oeste por Montemor-o-Novo. Estando o Município subdividido em 19 freguesias, sendo estas subdivididas em 7 freguesias urbanas e 12 rurais.  Geografia
Gastronomia
Cozinha tradicional de Évora A Cozinha Tradicional tem por base a carne de porco e de borrego, azeite, o pão e as ervas aromáticas dos campos e das ribeiras que tornam rica e imaginativa a cozinha popular, e dão vida à açorda, ao ensopada de borrego, à sopa de cação e aos pratos de caça. Ao lado desta, a tradição conventual, e a sua doçaria à base de ovos, amêndoas e gila - pão de rala, encharcadas, barrigas de freira.
Ingredientes: 1kg de rabo de boi cortado pelos veios  Batatas em meia lua  Cebola e alho picado  1kg de tomate picado sem grainhas  Azeite  Sal   Rabo de Boi Preparação: Coze-se o rabo de boi em água e sal numa panela de pressão durante 40minutos. Coza as batatas num pouco de água com sal, mas não muito.  Escorra e aguarde. Á parte pique 3 cebolas médias, 5 dentes de alho e o tomate. Faça um refogado primeiro com a cebola e o alho e depois acrescente o tomate, coloque as batatas e um pouco do caldo de cozedura do rabo de boi e acrescente o mesmo. Rectifique os temperos. Deixe cozer mais 15minutos e está pronto.
Açorda de bacalhau Ingredientes: 3   postas de bacalhau  demolhado 1 unidade de pão caseiro  1 unidade de cebola 3 dentes de alho   2 gemas de ovo   1 ramo de coentros 1 dl de azeite Louro q.b. Coza o bacalhau, tire-lhe a pele e as espinhas e lasque-o grosseiramente. Na água da cozedura envolva o pão cortado em fatias finas para amolecer. Pique as cebolas e os alhos e refogue-os bem num tacho com o azeite e louro. Junte o Bacalhau e o pão e tempere com sal e pimenta. Envolva bem e deixe cozer. Retire do lume, junte os coentros, acrescente as gemas de ovo, envolva e sirva imediatamente. Preparação:
Migas á alentejana 500 g de entrecosto  250 g de lombo ou de costelas de porco (sem osso)  150 g de toucinho salgado  800 g de pão de trigo caseiro (duro)  3 dentes de alho  3 colheres de sopa de massa de pimentão sal  Preparação: Cortar o entrecosto em pedaços pequenos. Temperar com metade do alho, sal, pimenta, o louro e a massa de pimentão. Deixar repousar por 30 minutos. Cortar o chouriço em rodelas finas e o toucinho em tiras. Levar o toucinho ao lume até derreter. Juntar as rodelas de chouriço e os pedaços de entrecosto. Fritar até o entrecosto se apresentar bem dourado e cozido. Retirar o entrecosto e o chouriço do tacho e reservar. Cortar o pão em cubinhos. Adicionar o alho restante e os cubinhos de pão à gordura que serviu para fritar a carne. Alourar por breves minutos. Regar com a água a ferver e cobrir com uma tampa. Levar a ferver e envolver os coentros previamente picados. Temperar com sal e pimenta. Cozinhar até o pão absorver a água. Transferir o entrecosto e o chouriço para uma travessa e juntar as migas de pão. Servir de imediato, acompanhando com rodelas de limão ou de laranja.
Cultura
Capela dos Ossos  A capela dos ossos é dos mais conhecidos monumentos em Évora. Está situada na igreja de S. Francisco. Foi construída no século XVII por decisão de três monges, que no espírito da reforma religiosa. Pretendiam transmitir a ideia da transitoriedade da vida, como se percebe no aviso á entrada “Nós ossos que aqui estamos pelos vossos esperamos”. A capela , construída no local do dormitório dos frades, é formada por 3 naves cada uma de 18.70m de comprimento e 11m de largura, entrando a luz por três pequenas brechas do lado esquerdo. As paredes e os pilares estão “decorados” com ossos e caveiras ligados com cimento pardo. As abóbadas são de tijolo rebocado a branco, pintadas com motivos alusivos á morte. Parede decorada a ossos Coluna de Caveiras
Entrada da Capela dos Ossos com a famosa frase : “Nós ossos que aqui estamos pelos vossos esperamos”
Templo de Diana O Templo de Diana, na cidade de Évora é um templo de estilo Coríntio, construído no início do séc. primeiro. É impropriamente chamado Templo de Diana, por durante muito tempo se julgar tratar-se dum templo dedicado a Diana, deusa da caça. No entanto, estudos posteriores demonstraram tratar-se de santuário consagrado ao Imperador. O Templo foi construído em mármore e granito, é rodeado por colunas coríntias colocadas sobre um pódio que se encontra quase completo. As colunas da fachada desapareceram completamente, restando as seis da retaguarda e algumas laterais. Ao longo dos séculos sofreu várias alterações, que começaram no séc. V com as invasões bárbaras e continuaram pelo séc. XIV, quando servia de casa-forte ao castelo da cidade. Na segunda metade do séc. XIX foram demolidos os edifícios anexos e realizou-se uma grande operação de restauro, repondo o traçado primitivo do templo. Já no séc. XX, novas campanhas de escavações permitiram encontrar vestígios de um pórtico e do espelho de água que o rodeavam. O Templo de Diana é considerado como uma das mais bem conservadas ruínas da Península Ibérica.
Templo de Diana na actualidade
Évora, património da Humanidade  A classificação do Centro Histórico de Évora como Património Cultural da Humanidade pela UNESCO, em Novembro de 1986, foi o auge de um longo tempo a salvaguardar os edifícios da cidade dentro da muralha.  Testemunha de um passado irrequieto, marcado pela presença de povos e culturas diferentes, Évora é uma cidade notável desde períodos remotos da Peninsula Ibérica, e hoje uma das 4 cidades mais importantes de Portugal.

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Évora

  • 1. Realizado por: Inês Nº12 Gonçalo Nº11 Manuel Nº16 Miguel Nº19 Rafael Nº21 Évora
  • 3. Évora O nome Lusitano da cidade de Évora era Eburobrittium, relacionado com a divindade celta Eburianus. A raiz etimológica viria do Celta *eburos, a árvore do Teixo. A cidade teve o nome de Ebora Cerealis durante a República Romana, tomando o nome de Liberalista Júlia no tempo do general Júlio César, sendo então já uma cidade importante, como o demonstram as ruínas de um templo clássicos os vestígios de muralhas romanas Conquistada aos Mouros em 1165 por Geraldo Sem Pavor, data em que se restaurou a sua diocese. Foi residência régia durante largos períodos, essencialmente nos reinados de D.João II, D.Manuel I e D.João III. O seu prestígio foi particularmente notável no século XVI, quando foi elevada a metrópole eclesiástica e foi fundada a Universidade de Évora (afecta à Companhia de Jesus), pelo Cardeal Infante D.Henrique, primeiro Arcebispo da cidade. Um rude golpe para Évora foi a extinção da prestigiada instituição universitária, em 1759 (que só seria restaurada cerca de dois séculos depois), na sequência da expulsão dos Jesuítas do país, por ordem do Marquês de Pombal.
  • 5. Évora é situada no Alentejo e Sub-Região do Alentejo Central, embora correspondendo quase por completo ao Distrito de Évora com uma população de cerca de 56 525 habitantes que representa 32,5% da população residente no Distrito. Évora é o maior conselho em termos de área. Sendo o município de Évora limitado a norte pelo Município de Arraiolos, a nordeste por Estremoz, a leste pelo Redondo, a sueste por Reguengos de Monsaraz, a sul por Portel, a sudoeste por Viana do Alentejo e a oeste por Montemor-o-Novo. Estando o Município subdividido em 19 freguesias, sendo estas subdivididas em 7 freguesias urbanas e 12 rurais. Geografia
  • 7. Cozinha tradicional de Évora A Cozinha Tradicional tem por base a carne de porco e de borrego, azeite, o pão e as ervas aromáticas dos campos e das ribeiras que tornam rica e imaginativa a cozinha popular, e dão vida à açorda, ao ensopada de borrego, à sopa de cação e aos pratos de caça. Ao lado desta, a tradição conventual, e a sua doçaria à base de ovos, amêndoas e gila - pão de rala, encharcadas, barrigas de freira.
  • 8. Ingredientes: 1kg de rabo de boi cortado pelos veios Batatas em meia lua Cebola e alho picado 1kg de tomate picado sem grainhas Azeite Sal Rabo de Boi Preparação: Coze-se o rabo de boi em água e sal numa panela de pressão durante 40minutos. Coza as batatas num pouco de água com sal, mas não muito.  Escorra e aguarde. Á parte pique 3 cebolas médias, 5 dentes de alho e o tomate. Faça um refogado primeiro com a cebola e o alho e depois acrescente o tomate, coloque as batatas e um pouco do caldo de cozedura do rabo de boi e acrescente o mesmo. Rectifique os temperos. Deixe cozer mais 15minutos e está pronto.
  • 9. Açorda de bacalhau Ingredientes: 3 postas de bacalhau demolhado 1 unidade de pão caseiro 1 unidade de cebola 3 dentes de alho 2 gemas de ovo 1 ramo de coentros 1 dl de azeite Louro q.b. Coza o bacalhau, tire-lhe a pele e as espinhas e lasque-o grosseiramente. Na água da cozedura envolva o pão cortado em fatias finas para amolecer. Pique as cebolas e os alhos e refogue-os bem num tacho com o azeite e louro. Junte o Bacalhau e o pão e tempere com sal e pimenta. Envolva bem e deixe cozer. Retire do lume, junte os coentros, acrescente as gemas de ovo, envolva e sirva imediatamente. Preparação:
  • 10. Migas á alentejana 500 g de entrecosto 250 g de lombo ou de costelas de porco (sem osso) 150 g de toucinho salgado 800 g de pão de trigo caseiro (duro) 3 dentes de alho 3 colheres de sopa de massa de pimentão sal Preparação: Cortar o entrecosto em pedaços pequenos. Temperar com metade do alho, sal, pimenta, o louro e a massa de pimentão. Deixar repousar por 30 minutos. Cortar o chouriço em rodelas finas e o toucinho em tiras. Levar o toucinho ao lume até derreter. Juntar as rodelas de chouriço e os pedaços de entrecosto. Fritar até o entrecosto se apresentar bem dourado e cozido. Retirar o entrecosto e o chouriço do tacho e reservar. Cortar o pão em cubinhos. Adicionar o alho restante e os cubinhos de pão à gordura que serviu para fritar a carne. Alourar por breves minutos. Regar com a água a ferver e cobrir com uma tampa. Levar a ferver e envolver os coentros previamente picados. Temperar com sal e pimenta. Cozinhar até o pão absorver a água. Transferir o entrecosto e o chouriço para uma travessa e juntar as migas de pão. Servir de imediato, acompanhando com rodelas de limão ou de laranja.
  • 12. Capela dos Ossos A capela dos ossos é dos mais conhecidos monumentos em Évora. Está situada na igreja de S. Francisco. Foi construída no século XVII por decisão de três monges, que no espírito da reforma religiosa. Pretendiam transmitir a ideia da transitoriedade da vida, como se percebe no aviso á entrada “Nós ossos que aqui estamos pelos vossos esperamos”. A capela , construída no local do dormitório dos frades, é formada por 3 naves cada uma de 18.70m de comprimento e 11m de largura, entrando a luz por três pequenas brechas do lado esquerdo. As paredes e os pilares estão “decorados” com ossos e caveiras ligados com cimento pardo. As abóbadas são de tijolo rebocado a branco, pintadas com motivos alusivos á morte. Parede decorada a ossos Coluna de Caveiras
  • 13. Entrada da Capela dos Ossos com a famosa frase : “Nós ossos que aqui estamos pelos vossos esperamos”
  • 14. Templo de Diana O Templo de Diana, na cidade de Évora é um templo de estilo Coríntio, construído no início do séc. primeiro. É impropriamente chamado Templo de Diana, por durante muito tempo se julgar tratar-se dum templo dedicado a Diana, deusa da caça. No entanto, estudos posteriores demonstraram tratar-se de santuário consagrado ao Imperador. O Templo foi construído em mármore e granito, é rodeado por colunas coríntias colocadas sobre um pódio que se encontra quase completo. As colunas da fachada desapareceram completamente, restando as seis da retaguarda e algumas laterais. Ao longo dos séculos sofreu várias alterações, que começaram no séc. V com as invasões bárbaras e continuaram pelo séc. XIV, quando servia de casa-forte ao castelo da cidade. Na segunda metade do séc. XIX foram demolidos os edifícios anexos e realizou-se uma grande operação de restauro, repondo o traçado primitivo do templo. Já no séc. XX, novas campanhas de escavações permitiram encontrar vestígios de um pórtico e do espelho de água que o rodeavam. O Templo de Diana é considerado como uma das mais bem conservadas ruínas da Península Ibérica.
  • 15. Templo de Diana na actualidade
  • 16. Évora, património da Humanidade A classificação do Centro Histórico de Évora como Património Cultural da Humanidade pela UNESCO, em Novembro de 1986, foi o auge de um longo tempo a salvaguardar os edifícios da cidade dentro da muralha. Testemunha de um passado irrequieto, marcado pela presença de povos e culturas diferentes, Évora é uma cidade notável desde períodos remotos da Peninsula Ibérica, e hoje uma das 4 cidades mais importantes de Portugal.