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VIOLÊNCIAOBSTÉTRICANOBRASIL
Atorturaobstétricaemmulheresmãesbrasileiras
VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA NO BRASIL -  A tortura obstétrica  em mulheres mães brasileiras
Uma temática da política psicossocial autoritária com as
vítimas de assédio, do preconceito, da discriminação,
da repressão obstétrica e da omissão estatal.
VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA NO BRASIL -  A tortura obstétrica  em mulheres mães brasileiras
Diagrama 6
UNIVERSO OCULTO E FECHADO DAS PARTEIRAS TRADICIONAIS
PARTE I
SINCRESTISMO RELIGIOSO
Cultura imposta aos povos originários através dos fundamentos
judaico-grego-cristão-católico
As mulheres mães aterrorizadas foram obrigadas a aceitar o sincretismo religioso, caso
contrário, elas e suas germinações seriam banidas e exterminadas. Criaram no seu cérebro, um
campo religioso, incutindo-se a idéia do divino, objetivando a venda de produtos religiosos.
2ª As mulheres mães criaram múltiplas e variadas estratégias de sobrevivência, porém foram
fortemente dificultadas pela introjeção do temor e da ameaça vital. Vivenciaram perdas
progressivas em relação às formas de vida, ao valor energético e ao valor de direitos adquiridos de
uso próprio no que dizem respeito às possíveis formas de expressão dos seus hábitos e costumes.
3ª Cabe lembrar de que as tradições dos povos originários amazônicos e andinos estão distantes
das formas ocidentais de suas estereotipadas interpretações. A filosofia, a religião, a psicologia, a
medicina poderão ser aplicadas apenas às experiências do mundo ocidental, tendo sua validade e
poder de elucidação dentro dos limites da ocidentalidade.
4ª Esses paradigmas de interpretação e classificação ocidental estão impossibilitados de
compreender e de alcançar plenamente as sementes das tradições milenares, fora dos
fundamentos judaico, grego, cristão e católico, os quais determinam o entendimento do que seja a
filosofia, a espiritualidade religiosa, a psicologia, a medicina e outros.
PARTEIRAS TRADICIONAIS E O
SINCRETISMO RELIGIOSO
Visíveis no mundo oculto das aflições
maternais, indispensáveis no
país dos marginalizados,
inviabilizados e oprimidos
O universo oculto das
benzedeiras curiosas;
parteiras benzedeiras;
parteiras comadres;
parteiras curiosas;
parteiras técnicas ...
 
CONHECER O MUNDO DAS 
PARTEIRAS CURIOSAS  ATRAVÈS DA FÉ
 
  
Para ter consciência do presente
 temos que aceitar a fé exemplar das
antepassadas e assim teremos que
 reconstruir o passado das 
parteiras curiosas, das benzedeiras parteiras.
 
O sincretismo religioso das parteiras tradicionais
mantem a repressão dos instintos, a
 ‘frieza do banco’ (assento), esfria o ventre materno,
 nutre e sustenta espiritualmente 
a inocência, a pobreza e a reza no parto.
“VIRE PARTEIRA, PARA SER 
MÃE D’UMBIGO”
 
      A parteira Martinga e sua filha tinham caminhado a noite inteira dentro da floresta 
amazônica  através  das  folhagens  verdes,  quando  o  sol  começava  a  radiar,  ainda  se 
sentiam dispostas e com o espírito fortalecido pelo amor ao próximo, esquecendo-se da 
fome e da sede. Calmas e tranquilas apressaram o passo para ao fim chagar descalços 
à palafita construída de madeira e palmas. Ali se encontrava deitada a mama’e, prestes 
a dar á luz. Elas vinham de muito longe, chegavam para aparar e pegar a nova vida e 
vem dizer que ela “virou parteira, pra ser mãe de umbigo”. “E junto com ela trazia
palavras de esperança, de amor e encorajamento”. A  futura  mãe  estava  semi 
adormecida, abrio os olhos e percebeu que a parteira estava junto a ela e sorrio. 
 
     Ela lhe ajudaria trazer a sua filha a este mundo distante e perdido. A parteira seguiu 
primeiro  com  os  olhos,  logo  tocou  o  ventre  da  mulher  pacientemente  e  fez  a  sua 
previsão. Sussurrando disse: “Com esta mulher abandonada e aflita eu te chamo”.
Assim, saio e pego sua bolsa tira colo para preparar um remédio de plantas e raízes. 
Depois  de  um  tempo  voltou  para  iniciar  sua  assistência  fazendo  primeiro  beber  o 
remédio a futura mama’e. Seus olhos precisavam estar limpos, suas mãos asseadas e 
seu coração em paz para anunciar a nova vida. Assim, começou seu novo dia de pegar
e aparar a recém-chegada. 
ABERTURA E FECHAMENTO
Diagrama 7  
 
Tudo que é teu, mãe, 
por direito natural divino
 que venha a tuas mãos, pela
graça do senhor Deus ou
 por uma forma milagrosa divina.
  
 
A ORIGEM PRIMORDIAL DAS PARTEIRAS CURIOSAS
 “Puxar á luz não é vontade humana, mas do espirito”
“Fazer a vontade de Deus:
É se comprometer com os outros;
servir os outros: servir 
os pobres, as mamas”. (D. L)
Ao assistirem os nascimentos em casa, a natureza sincera das parteiras curiosas 
se expressa pela ausência da malícia, da dissimulação  e da discriminação. Dão valor ao
tempo e ao espaço.
2ª Ao assistirem os nascimentos, as parteiras curiosas simplesmente se encontram com as 
futuras  mamães  através  de  suas  rezas,  utilizando  as  expressões  de  seus  olhares,  seus 
sorrisos,  suas  mãos,  seus  afetos  e  afeições  e  manifestam-se  integralmente  com  seus 
movimentos suaves, mas seguras. 
 
3ª . Sente-se um ar generoso e altivo no ambiente. Serena e confiante, ela observa; risonha, 
ouve a respiração da mãe e lhe dá muita atenção. E a lhe sussurra dizendo: “Puxar á luz
não é vontade humana, mas do espirito”. (D.C)
4ª . Não se afasta entristecida, se algo a afeta. É animada. Destemida e corajosa, firma o 
rosto  e  não  se  conturba  com  as  lamentações,  com  os  medos  da  mãe-prenha.  Assim,  faz 
transparecer  no  rosto  as  virtudes  do  seu  coração.  Ao  terminar  a  sua  assistência,  reza: 
“recebi, Senhor meu, o brotinho pelos méritos da tua santíssima paixão”. (D Gl.)
Diagrama 8  
 
Esfriamento do ventre materno 
 
Secar ou devir dos instintos e o esfriamento do 
ventre feminino através do “amor a Deus”
O nascimento da criança é vista como um
enclaustramento, complementado com a
secura do ventre feminino.
COLETÂNEAS DE REZAS DAS PARTEIRAS 
CURIOSAS  E DAS BENZEDEIRAS CURIOSAS
‘Água viva Senhor’.
‘Nascer das águas é nascer do espírito’ (D. LU) 
 Ela acreditam que por trás dos fluxos femininos,
existem processos universais divinos. Suas 
causas, seus efeitos e suas leis são de Deus.
 
Comadre parteira, tu és a esperança. Cantaremos alvoroçadas a sua chegada. O 
amor de Deus brilha em teus olhos. A comadre parteira é a própria beija-flor na primavera! 
“Uma semeia e a outra colhe”. (D Flor)
 
2. Dos céus, o espírito da criança flui suave perante os olhos e as mãos de  Deus que é a
esperança dos pobres. Nós, as parteiras curiosas, nós nos oferecemos alegres às crianças
que estão nas águas do ventre da mamãe.
3. Trazer ‘água viva é trazer uma alma nova’. Nunca desmaie um instante se quer, existe: 
tempo para esperar, tempo pra calar, tempo pra falar e tempo para pegar e aparar, 
segui sempre dando apoio à mãe porque, no fim da jornada, uma criança nascerá. 
4. Ao nosso redor germina um ‘trabalho doloroso’, a favor das mamas, uma verdade pura e 
inocente, o nascimento de uma criança. Deus ajudará em nosso trabalho: pegar e aparar o 
coroinha que vale tanto quanto nosso filho.
5. Quem irá nascer não se importará com a sorte tão escassa e nem com o rigor da pobreza
material. Aquela coroinha que insiste em nascer num meio tão perverso, não exige riqueza e 
nem pobreza. “Esta mulher não será maltratada por dentro por minhas mãos”. (D. Ins)
 
6.  A  curiosa benzedeira,  é  quem cuida das águas e do espírito,  fica  em  calma,  com  sua 
consciência tranquila, temendo e sendo fiel a Deus criador, que lhe ordena não deixar de ser 
humilde ante suas palavras. Assim, será ouvida como uma “boa filha” nas mais simples e 
sublimes preces.
 
7. Como a rude tormenta que bate nas favelas (palafitas) e o relâmpago que se descarrega 
iluminando as sombras, é o nascer de uma criança. “Deus não vê onde você mora, Deus
enxerga o coração”.  (D.  G.).  Todas  rezam  e  fazem  preces  aos  céus  para  desarmar  a 
cólera Deus e esfriar o ventre materno.
8. “Não se esqueça, meu Deus, que há muitas crianças abandonadas pelo pai, sem roupa, 
sem pão e a mãe prestes a dar à luz mais uma criança. Perdoe-nos, meu Deus”. “Quem não
ama a seu filho é um mentiroso e permanece na morte”. (D. Du.)
9. Só querem uma leito de palha ao invés de um berço!
As mães grávidas se escondem em qualquer palafita. Com voz trêmula e medrosa,
solicitam socorro à ‘curiosa’. A assistência não vem como uma esmola, vem como uma
caridade às que sofrem, para quem chora envolta em farrapos. Ela é uma mãe que implora
pela salvação de seu filho. São filhos de Deus. Só querem uma leito de palha ao invés de
um berço!
10. Deve ser uma comadre caridosa porque as pobres mães imploram por ela. Que valor
tem uma esmola em momentos assim? Nos azares do mundo, qualquer pobreza se esgota
quando as parteiras curiosas, as comadres parteiras e as benzedeiras curiosas consolam-
nas e socorrem-nas neste mundo desolado e triste. Porque, “Nós não amamos com palavras
nem com a língua, mas por atos e em verdade a nossas mamas”. (D. Leo.)
ESFRIAMENTO E REZA PARA AS
DORES DE PARTO
Reza para o ‘dono das águas’ e
para todas as dores do parto
“Quem vai ganhar uma criança deve se segurar bem. Quando o coroinha vai saindo, a
benzedeira curiosa deve segurar a cabeça, no ligeiro. Não pode largar e deixar pendurada a
cabeça. Assim, você estará cuidando bem dele e fazendo-o nascer bem. Quando ele nascer, deve
limpá-lo rapidamente para não engolir a sujeira.
2. Tem muitas crianças que ajudei a acordar. Nenhuma dormiu (desfaleceu) em minhas mãos. Eu
fico sentada na frente da mãe, esperando-a pacientemente. Fico passando as mãos nela. Quando
sinto que está de lado (sentado), eu rezo e eu a coloco certo para nascer. Depois, vejo como
ela está e rezo”. (D. Jus)
1ª Reza para antes do nascimento da criança:
Minha santa mãe,
esfria a vida da criança.
Minha santa mãe,
esfria a vida da criança,
colocando a sua santa mão
sobre as carnes da mãe.
2ª Reza para depois do nascimento:
É para esfriar o lugar da criança.
É para esfriar novamente o
lugar da criança.
É para parar de pingar o sangue,
para parar de pingar o lugar
deixado pela criança.
É para esfriar a mãe da criança.
Dizemos ‘não’ ao calor da mãe e da criança.
3ª Reza para acender o cachimbo:
Assim, como começou a sua vida,
assim, minha grande santa avó,
vamos acender o nosso cachimbo.
Como era antigamente, minha grande avó,
vamos fazer brilhar o nosso cachimbo.
Na fumaça de nosso cachimbo,
sem dor, sem dor, resguardando,
minha grande santa avó.
Na fumaça de nosso cachimbo,
sem dor, sem dor no nascimento.
Minha grande santa avó,
na fumaça de nosso cachimbo.
4ª Sem dores da ambajy, ventre:
Eu esfrio o seu lugar,
eu esfrio o seu lugar.
Assim, como começou a sua vida,
sem dor do ventre,
também possa ser sem dor,
sem dor da ambajy.
Minha santa avó,
contamos com sua santidade.
5ª Reza para depois do parto:
Era minha grande avó,
esfriando seu banco (assento).
Esfriando seu principal banco para si mesma.
Era minha mãe, esfriando o assento.
Era minha mãe,
esfriando o seu ventre.
Esfriando, para si mesma, o seu
próprio ventre.
Não vai me acontecer nada de mal,
dizia o Deus-Pai.
O mal não vai acontecer,
dizia o Deus-Pai.
Meu pai do campo,
esfria o seu fogo.
6ª Preparação do santo corpo da mãe:
Como era a grande avó, como era a minha
própria mãe, se preparando para aparar o parto.
Como era no seu santo corpo.
Pelo orvalho do seu próprio corpo,
se preparando para o parto,
como era a minha própria irmã.
Como um monte da santidade do seu corpo,
preparando-se para o parto.
Ainda como uma flor nova na água, no
templo do seu resguardo.
7ª À divina mãe para esfriar o parto:
Divina mãe do parto, benze a nós.
Eu vou à busca da criança e da mãe.
Tu comigo irás ficar para esfriar o parto.
Não morrerá a mãe de parto nem a
criança de abafo, quando o fogo se apagar.
Espero sua misericórdia, minha mãe do parto.
8ª. A virgem do bom parto:
Oh! Virgem do bom parto!
Oh! Virgem do parto dolorido!
Benze aos que vamos receber...
Mãe, ajuda-me a partejar.
Virgem do parto dolorido,
ajuda-me a esfriar a mãe.
Virgem do bom parto...
9ª. Oração: no dia do nascimento:
Benze-me, espírito fecundo.
A dor que vem santificá-lo,
na fé, que me guia na
angústia e na verdade.
Tu que inspiras o fraco,
fortalecei-me por dentro.
10ª. Oração para depois do nascimento:
Oh! Quanta ternura
me inspira ao tocar esta criança,
que um dia era guardada dentro da
minha santa mãe!
Salve, salve, minha santa mãe.
11ª. Reza para virar uma criança que está de lado (sentada).
Rezo e eu a coloco certo para nascer
O mundo da incerteza,
mas também da esperança;
Um canto de ninar, a uma
criança que se entrega
totalmente aos meus braços
para dar-lhe o consolo de
virar em paz.
BENDITO SEJA O SENHOR!
BENZER É PASSAR FORÇA DAS ÁGUAS CLARAS DO SENHOR
Entoar as palavras mágicas para passar força é lidar com os remédios de Deus
Liberdade e caridade
Queria virar parteira para ser caridosa.
Olha esta mãe, esta pobre criatura.
Preserve-a de toda desventura,
fortalece seu lado piedoso
qual se de novo renascera.
Benze a sua santa serva,
meu Senhor. Amém.
“Eu era menina-mulher, ainda com oito a nove anos, quando as pessoas iam para casa
para eu lhes benzer, passar força. Logo, elas saravam. Eu fazia com aquele capricho, tudo bem
feitinho. Diziam que melhoravam e tanto que elas melhoravam mesmo, por isso elas mandavam
presentes para mim. Mandavam cabritos, leitões, galinhas, muitas vezes para eu criar. Dessa
maneira, tinha meus bichinhos. Eu me vestia, comprava roupa, calçados e comia através da venda
dos bichinhos que eu ganhava de minhas benzeduras. Outro tanto de bichinhos, eu ganhava
ensinando meus chás de ervas para as pessoas que se interessavam”. (D. Quitéria, 65 anos)
A INOCÊNCIA, A POBREZA E A REZA NO PARTO
Diagrama 9
A reza para receber a criança, o esfriamento do ventre materno e o parto dolorido serão agraciados
e perdoados por Deus. Estes são os fundamentos para o sincretismo religioso se manter no
coração das parteiras curiosas, parteiras benzedeiras, etc.
2. “Ah! Virgem do bom parto, bendize aos que vão receber e esfriar o parto...”. “Oh! Virgem do
parto dolorido, recebe, tu, a meu deus do esfriamento...”
3. Com tais preces, as parteiras começam a ajudar as gestantes a darem à luz, ao contrário das
Mães d’Umbigo Raizeiras que mantem viva a Mãe do Fogo no ventre das Mães d’Água nos
renascimentos e nos nascimentos energéticos.
4. Assim, as parteiras curiosas e as benzedeiras curiosas transportam involuntariamente, em sua
prática e em sua memória, o maravilhoso passado da Terra Sem Males, o vislumbre das árvores
frondosas com suas sementes e raízes seculares, hoje, cobertas com uma névoa vagarosa. Essas
árvores, quando escutam o murmúrio dos ventos e contemplam o movimento das nuvens, intuem
que se aproximam os trovões, os raios, portanto, o fogo que gerará as tormentosas águas
maternais.
5. Contemplar as belezas naturais que o fogo gerou e que as águas magníficas fecundaram foi
para poucos, já que não foi possível preservá-las da barbárie dos homens civilizados religiosos
intervencionistas.
6. Que a presente geração das parteiras curiosas e das parteiras benzedeiras retorne aos
ensinamentos milenares da Medicina Tradicional Natural das Mães d’Umbigo Raizeiras. Que não
chegue a ver esses “troncos frondosos”, onde as colmeias abundavam, caídos no chão. Que as
mãos prodigiosas das parteiras curiosas e das parteiras benzedeiras não sejam mutiladas.
7. Que os civilizados e as civilizadas entendam que o século XX foi deles e percebam que
arrasaram o que durante milênios foi conservado pela ancestralidade amazônica e andina. Espera-
se que o civilizado religioso comece a conservar e a aceitar, na prática, as diferenças das
germinações tradicionais como a da Mãe d’Água e da Mãe do Fogo complementos que não se
podem dissolver.
VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA
“Minhas mamas e meu peito oprimidos e
o meu ventre
comprimido e dilacerado”
Mallku Chanez
Uma temática da política psicossocial autoritária com as
vítimas de assédio, do preconceito, da descriminação,
da repressão obstétrica e da omissão estatal
www.mallkuchanez.com
e-mail: mallkuchanez.site@gmail.com
Facebook: Mallku Chanez
IKA: Instituto Kallawaya de Pesquisa Andino
Jaxy Ovoguaçu, Lua Cheia, 27082018

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VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA NO BRASIL -  A tortura obstétrica em mulheres mães brasileiras

  • 3. Uma temática da política psicossocial autoritária com as vítimas de assédio, do preconceito, da discriminação, da repressão obstétrica e da omissão estatal.
  • 5. Diagrama 6 UNIVERSO OCULTO E FECHADO DAS PARTEIRAS TRADICIONAIS PARTE I
  • 6. SINCRESTISMO RELIGIOSO Cultura imposta aos povos originários através dos fundamentos judaico-grego-cristão-católico As mulheres mães aterrorizadas foram obrigadas a aceitar o sincretismo religioso, caso contrário, elas e suas germinações seriam banidas e exterminadas. Criaram no seu cérebro, um campo religioso, incutindo-se a idéia do divino, objetivando a venda de produtos religiosos. 2ª As mulheres mães criaram múltiplas e variadas estratégias de sobrevivência, porém foram fortemente dificultadas pela introjeção do temor e da ameaça vital. Vivenciaram perdas progressivas em relação às formas de vida, ao valor energético e ao valor de direitos adquiridos de uso próprio no que dizem respeito às possíveis formas de expressão dos seus hábitos e costumes. 3ª Cabe lembrar de que as tradições dos povos originários amazônicos e andinos estão distantes das formas ocidentais de suas estereotipadas interpretações. A filosofia, a religião, a psicologia, a medicina poderão ser aplicadas apenas às experiências do mundo ocidental, tendo sua validade e poder de elucidação dentro dos limites da ocidentalidade. 4ª Esses paradigmas de interpretação e classificação ocidental estão impossibilitados de compreender e de alcançar plenamente as sementes das tradições milenares, fora dos fundamentos judaico, grego, cristão e católico, os quais determinam o entendimento do que seja a filosofia, a espiritualidade religiosa, a psicologia, a medicina e outros.
  • 7. PARTEIRAS TRADICIONAIS E O SINCRETISMO RELIGIOSO Visíveis no mundo oculto das aflições maternais, indispensáveis no país dos marginalizados, inviabilizados e oprimidos O universo oculto das benzedeiras curiosas; parteiras benzedeiras; parteiras comadres; parteiras curiosas; parteiras técnicas ...
  • 9. “VIRE PARTEIRA, PARA SER  MÃE D’UMBIGO”         A parteira Martinga e sua filha tinham caminhado a noite inteira dentro da floresta  amazônica  através  das  folhagens  verdes,  quando  o  sol  começava  a  radiar,  ainda  se  sentiam dispostas e com o espírito fortalecido pelo amor ao próximo, esquecendo-se da  fome e da sede. Calmas e tranquilas apressaram o passo para ao fim chagar descalços  à palafita construída de madeira e palmas. Ali se encontrava deitada a mama’e, prestes  a dar á luz. Elas vinham de muito longe, chegavam para aparar e pegar a nova vida e  vem dizer que ela “virou parteira, pra ser mãe de umbigo”. “E junto com ela trazia palavras de esperança, de amor e encorajamento”. A  futura  mãe  estava  semi  adormecida, abrio os olhos e percebeu que a parteira estava junto a ela e sorrio.         Ela lhe ajudaria trazer a sua filha a este mundo distante e perdido. A parteira seguiu  primeiro  com  os  olhos,  logo  tocou  o  ventre  da  mulher  pacientemente  e  fez  a  sua  previsão. Sussurrando disse: “Com esta mulher abandonada e aflita eu te chamo”. Assim, saio e pego sua bolsa tira colo para preparar um remédio de plantas e raízes.  Depois  de  um  tempo  voltou  para  iniciar  sua  assistência  fazendo  primeiro  beber  o  remédio a futura mama’e. Seus olhos precisavam estar limpos, suas mãos asseadas e  seu coração em paz para anunciar a nova vida. Assim, começou seu novo dia de pegar e aparar a recém-chegada. 
  • 11. A ORIGEM PRIMORDIAL DAS PARTEIRAS CURIOSAS  “Puxar á luz não é vontade humana, mas do espirito” “Fazer a vontade de Deus: É se comprometer com os outros; servir os outros: servir  os pobres, as mamas”. (D. L) Ao assistirem os nascimentos em casa, a natureza sincera das parteiras curiosas  se expressa pela ausência da malícia, da dissimulação  e da discriminação. Dão valor ao tempo e ao espaço. 2ª Ao assistirem os nascimentos, as parteiras curiosas simplesmente se encontram com as  futuras  mamães  através  de  suas  rezas,  utilizando  as  expressões  de  seus  olhares,  seus  sorrisos,  suas  mãos,  seus  afetos  e  afeições  e  manifestam-se  integralmente  com  seus  movimentos suaves, mas seguras.    3ª . Sente-se um ar generoso e altivo no ambiente. Serena e confiante, ela observa; risonha,  ouve a respiração da mãe e lhe dá muita atenção. E a lhe sussurra dizendo: “Puxar á luz não é vontade humana, mas do espirito”. (D.C) 4ª . Não se afasta entristecida, se algo a afeta. É animada. Destemida e corajosa, firma o  rosto  e  não  se  conturba  com  as  lamentações,  com  os  medos  da  mãe-prenha.  Assim,  faz  transparecer  no  rosto  as  virtudes  do  seu  coração.  Ao  terminar  a  sua  assistência,  reza:  “recebi, Senhor meu, o brotinho pelos méritos da tua santíssima paixão”. (D Gl.)
  • 13. COLETÂNEAS DE REZAS DAS PARTEIRAS  CURIOSAS  E DAS BENZEDEIRAS CURIOSAS ‘Água viva Senhor’. ‘Nascer das águas é nascer do espírito’ (D. LU)   Ela acreditam que por trás dos fluxos femininos, existem processos universais divinos. Suas  causas, seus efeitos e suas leis são de Deus.   Comadre parteira, tu és a esperança. Cantaremos alvoroçadas a sua chegada. O  amor de Deus brilha em teus olhos. A comadre parteira é a própria beija-flor na primavera!  “Uma semeia e a outra colhe”. (D Flor)   2. Dos céus, o espírito da criança flui suave perante os olhos e as mãos de  Deus que é a esperança dos pobres. Nós, as parteiras curiosas, nós nos oferecemos alegres às crianças que estão nas águas do ventre da mamãe. 3. Trazer ‘água viva é trazer uma alma nova’. Nunca desmaie um instante se quer, existe:  tempo para esperar, tempo pra calar, tempo pra falar e tempo para pegar e aparar,  segui sempre dando apoio à mãe porque, no fim da jornada, uma criança nascerá. 
  • 14. 4. Ao nosso redor germina um ‘trabalho doloroso’, a favor das mamas, uma verdade pura e  inocente, o nascimento de uma criança. Deus ajudará em nosso trabalho: pegar e aparar o  coroinha que vale tanto quanto nosso filho. 5. Quem irá nascer não se importará com a sorte tão escassa e nem com o rigor da pobreza material. Aquela coroinha que insiste em nascer num meio tão perverso, não exige riqueza e  nem pobreza. “Esta mulher não será maltratada por dentro por minhas mãos”. (D. Ins)   6.  A  curiosa benzedeira,  é  quem cuida das águas e do espírito,  fica  em  calma,  com  sua  consciência tranquila, temendo e sendo fiel a Deus criador, que lhe ordena não deixar de ser  humilde ante suas palavras. Assim, será ouvida como uma “boa filha” nas mais simples e  sublimes preces.   7. Como a rude tormenta que bate nas favelas (palafitas) e o relâmpago que se descarrega  iluminando as sombras, é o nascer de uma criança. “Deus não vê onde você mora, Deus enxerga o coração”.  (D.  G.).  Todas  rezam  e  fazem  preces  aos  céus  para  desarmar  a  cólera Deus e esfriar o ventre materno. 8. “Não se esqueça, meu Deus, que há muitas crianças abandonadas pelo pai, sem roupa,  sem pão e a mãe prestes a dar à luz mais uma criança. Perdoe-nos, meu Deus”. “Quem não ama a seu filho é um mentiroso e permanece na morte”. (D. Du.)
  • 15. 9. Só querem uma leito de palha ao invés de um berço! As mães grávidas se escondem em qualquer palafita. Com voz trêmula e medrosa, solicitam socorro à ‘curiosa’. A assistência não vem como uma esmola, vem como uma caridade às que sofrem, para quem chora envolta em farrapos. Ela é uma mãe que implora pela salvação de seu filho. São filhos de Deus. Só querem uma leito de palha ao invés de um berço! 10. Deve ser uma comadre caridosa porque as pobres mães imploram por ela. Que valor tem uma esmola em momentos assim? Nos azares do mundo, qualquer pobreza se esgota quando as parteiras curiosas, as comadres parteiras e as benzedeiras curiosas consolam- nas e socorrem-nas neste mundo desolado e triste. Porque, “Nós não amamos com palavras nem com a língua, mas por atos e em verdade a nossas mamas”. (D. Leo.)
  • 16. ESFRIAMENTO E REZA PARA AS DORES DE PARTO Reza para o ‘dono das águas’ e para todas as dores do parto “Quem vai ganhar uma criança deve se segurar bem. Quando o coroinha vai saindo, a benzedeira curiosa deve segurar a cabeça, no ligeiro. Não pode largar e deixar pendurada a cabeça. Assim, você estará cuidando bem dele e fazendo-o nascer bem. Quando ele nascer, deve limpá-lo rapidamente para não engolir a sujeira. 2. Tem muitas crianças que ajudei a acordar. Nenhuma dormiu (desfaleceu) em minhas mãos. Eu fico sentada na frente da mãe, esperando-a pacientemente. Fico passando as mãos nela. Quando sinto que está de lado (sentado), eu rezo e eu a coloco certo para nascer. Depois, vejo como ela está e rezo”. (D. Jus) 1ª Reza para antes do nascimento da criança: Minha santa mãe, esfria a vida da criança. Minha santa mãe, esfria a vida da criança, colocando a sua santa mão sobre as carnes da mãe.
  • 17. 2ª Reza para depois do nascimento: É para esfriar o lugar da criança. É para esfriar novamente o lugar da criança. É para parar de pingar o sangue, para parar de pingar o lugar deixado pela criança. É para esfriar a mãe da criança. Dizemos ‘não’ ao calor da mãe e da criança. 3ª Reza para acender o cachimbo: Assim, como começou a sua vida, assim, minha grande santa avó, vamos acender o nosso cachimbo. Como era antigamente, minha grande avó, vamos fazer brilhar o nosso cachimbo. Na fumaça de nosso cachimbo, sem dor, sem dor, resguardando, minha grande santa avó. Na fumaça de nosso cachimbo, sem dor, sem dor no nascimento. Minha grande santa avó, na fumaça de nosso cachimbo.
  • 18. 4ª Sem dores da ambajy, ventre: Eu esfrio o seu lugar, eu esfrio o seu lugar. Assim, como começou a sua vida, sem dor do ventre, também possa ser sem dor, sem dor da ambajy. Minha santa avó, contamos com sua santidade. 5ª Reza para depois do parto: Era minha grande avó, esfriando seu banco (assento). Esfriando seu principal banco para si mesma. Era minha mãe, esfriando o assento. Era minha mãe, esfriando o seu ventre. Esfriando, para si mesma, o seu próprio ventre. Não vai me acontecer nada de mal, dizia o Deus-Pai. O mal não vai acontecer, dizia o Deus-Pai. Meu pai do campo, esfria o seu fogo.
  • 19. 6ª Preparação do santo corpo da mãe: Como era a grande avó, como era a minha própria mãe, se preparando para aparar o parto. Como era no seu santo corpo. Pelo orvalho do seu próprio corpo, se preparando para o parto, como era a minha própria irmã. Como um monte da santidade do seu corpo, preparando-se para o parto. Ainda como uma flor nova na água, no templo do seu resguardo. 7ª À divina mãe para esfriar o parto: Divina mãe do parto, benze a nós. Eu vou à busca da criança e da mãe. Tu comigo irás ficar para esfriar o parto. Não morrerá a mãe de parto nem a criança de abafo, quando o fogo se apagar. Espero sua misericórdia, minha mãe do parto.
  • 20. 8ª. A virgem do bom parto: Oh! Virgem do bom parto! Oh! Virgem do parto dolorido! Benze aos que vamos receber... Mãe, ajuda-me a partejar. Virgem do parto dolorido, ajuda-me a esfriar a mãe. Virgem do bom parto... 9ª. Oração: no dia do nascimento: Benze-me, espírito fecundo. A dor que vem santificá-lo, na fé, que me guia na angústia e na verdade. Tu que inspiras o fraco, fortalecei-me por dentro. 10ª. Oração para depois do nascimento: Oh! Quanta ternura me inspira ao tocar esta criança, que um dia era guardada dentro da minha santa mãe! Salve, salve, minha santa mãe.
  • 21. 11ª. Reza para virar uma criança que está de lado (sentada). Rezo e eu a coloco certo para nascer O mundo da incerteza, mas também da esperança; Um canto de ninar, a uma criança que se entrega totalmente aos meus braços para dar-lhe o consolo de virar em paz.
  • 22. BENDITO SEJA O SENHOR! BENZER É PASSAR FORÇA DAS ÁGUAS CLARAS DO SENHOR Entoar as palavras mágicas para passar força é lidar com os remédios de Deus Liberdade e caridade Queria virar parteira para ser caridosa. Olha esta mãe, esta pobre criatura. Preserve-a de toda desventura, fortalece seu lado piedoso qual se de novo renascera. Benze a sua santa serva, meu Senhor. Amém. “Eu era menina-mulher, ainda com oito a nove anos, quando as pessoas iam para casa para eu lhes benzer, passar força. Logo, elas saravam. Eu fazia com aquele capricho, tudo bem feitinho. Diziam que melhoravam e tanto que elas melhoravam mesmo, por isso elas mandavam presentes para mim. Mandavam cabritos, leitões, galinhas, muitas vezes para eu criar. Dessa maneira, tinha meus bichinhos. Eu me vestia, comprava roupa, calçados e comia através da venda dos bichinhos que eu ganhava de minhas benzeduras. Outro tanto de bichinhos, eu ganhava ensinando meus chás de ervas para as pessoas que se interessavam”. (D. Quitéria, 65 anos)
  • 23. A INOCÊNCIA, A POBREZA E A REZA NO PARTO Diagrama 9 A reza para receber a criança, o esfriamento do ventre materno e o parto dolorido serão agraciados e perdoados por Deus. Estes são os fundamentos para o sincretismo religioso se manter no coração das parteiras curiosas, parteiras benzedeiras, etc. 2. “Ah! Virgem do bom parto, bendize aos que vão receber e esfriar o parto...”. “Oh! Virgem do parto dolorido, recebe, tu, a meu deus do esfriamento...”
  • 24. 3. Com tais preces, as parteiras começam a ajudar as gestantes a darem à luz, ao contrário das Mães d’Umbigo Raizeiras que mantem viva a Mãe do Fogo no ventre das Mães d’Água nos renascimentos e nos nascimentos energéticos. 4. Assim, as parteiras curiosas e as benzedeiras curiosas transportam involuntariamente, em sua prática e em sua memória, o maravilhoso passado da Terra Sem Males, o vislumbre das árvores frondosas com suas sementes e raízes seculares, hoje, cobertas com uma névoa vagarosa. Essas árvores, quando escutam o murmúrio dos ventos e contemplam o movimento das nuvens, intuem que se aproximam os trovões, os raios, portanto, o fogo que gerará as tormentosas águas maternais. 5. Contemplar as belezas naturais que o fogo gerou e que as águas magníficas fecundaram foi para poucos, já que não foi possível preservá-las da barbárie dos homens civilizados religiosos intervencionistas. 6. Que a presente geração das parteiras curiosas e das parteiras benzedeiras retorne aos ensinamentos milenares da Medicina Tradicional Natural das Mães d’Umbigo Raizeiras. Que não chegue a ver esses “troncos frondosos”, onde as colmeias abundavam, caídos no chão. Que as mãos prodigiosas das parteiras curiosas e das parteiras benzedeiras não sejam mutiladas. 7. Que os civilizados e as civilizadas entendam que o século XX foi deles e percebam que arrasaram o que durante milênios foi conservado pela ancestralidade amazônica e andina. Espera- se que o civilizado religioso comece a conservar e a aceitar, na prática, as diferenças das germinações tradicionais como a da Mãe d’Água e da Mãe do Fogo complementos que não se podem dissolver.
  • 25. VIOLÊNCIA OBSTÉTRICA “Minhas mamas e meu peito oprimidos e o meu ventre comprimido e dilacerado” Mallku Chanez
  • 26. Uma temática da política psicossocial autoritária com as vítimas de assédio, do preconceito, da descriminação, da repressão obstétrica e da omissão estatal www.mallkuchanez.com e-mail: mallkuchanez.site@gmail.com Facebook: Mallku Chanez IKA: Instituto Kallawaya de Pesquisa Andino Jaxy Ovoguaçu, Lua Cheia, 27082018