Mariana Ribeiro Monteiro
Vencedor do mar
Representa-se, então, em verso um confronto
bruto, impiedoso mas corajoso entre o mostro
maravilhoso e gigante com o destemido e corajoso
navegador representando o grande povo português.
“O Mostrengo” nome dado por Fernando Pessoa á obra
profunda, histórica e mágica.
“ O mostrengo que está no fim do mar / Na
noite de breu ergueu-se a voar;” assim começa o
poeta a contar a sua história em verso. Encontra-
se, então, o grande monstro no fim do mar
apercebe-se da “visita” inesperada de um homem num
pequeno barco.Com tal insatisfação, o gigante,
recolhe todas as forças e “á roda da nau voou três
vezes”. Impiedoso questiona o frágil homem da sua
ousadia em entrar no que lhe pertencia. Ao qual o
navegador medroso respondeu “ El-Rei D. João
Segundo”.
Descontente com tal resposta, o mostrengo
enerva-se mais e com uma voz mas bruta continua a
amedrontar o marinheiro que repetia a sua
resposta.
Deus, seria este divino a única salvação do
pobre homem? Pois sim, este encheu-se de coragem e
bravo surpreende o mostrengo ao impor-se e
exclamar que este, em nome de D. João II e
representando o povo português queria o mar que
lhe pertencia.
Acaba assim a prosa do poeta de um homem
corajoso que enfrenta um terrível mostro em busca
do poder de um mar desconhecido, assemelhando-se a
“O adamastor” de Camões que reúne um mostro bravo
e rude e um povo destemido que unido a sua coragem
vence-o e consegue tornar seu o que pertencia
aquela figura, o limite do mundo.

Vencedor do mar

  • 1.
    Mariana Ribeiro Monteiro Vencedordo mar Representa-se, então, em verso um confronto bruto, impiedoso mas corajoso entre o mostro maravilhoso e gigante com o destemido e corajoso navegador representando o grande povo português. “O Mostrengo” nome dado por Fernando Pessoa á obra profunda, histórica e mágica. “ O mostrengo que está no fim do mar / Na noite de breu ergueu-se a voar;” assim começa o poeta a contar a sua história em verso. Encontra- se, então, o grande monstro no fim do mar apercebe-se da “visita” inesperada de um homem num pequeno barco.Com tal insatisfação, o gigante, recolhe todas as forças e “á roda da nau voou três vezes”. Impiedoso questiona o frágil homem da sua ousadia em entrar no que lhe pertencia. Ao qual o navegador medroso respondeu “ El-Rei D. João Segundo”. Descontente com tal resposta, o mostrengo enerva-se mais e com uma voz mas bruta continua a amedrontar o marinheiro que repetia a sua resposta. Deus, seria este divino a única salvação do pobre homem? Pois sim, este encheu-se de coragem e bravo surpreende o mostrengo ao impor-se e exclamar que este, em nome de D. João II e representando o povo português queria o mar que lhe pertencia. Acaba assim a prosa do poeta de um homem corajoso que enfrenta um terrível mostro em busca do poder de um mar desconhecido, assemelhando-se a “O adamastor” de Camões que reúne um mostro bravo e rude e um povo destemido que unido a sua coragem vence-o e consegue tornar seu o que pertencia aquela figura, o limite do mundo.