Mini Atlas de  Micologia
ORGANIZAÇÃO:  Ana Carolina Bertone, Michelle Roder, José Sérgio Possomato Vieira Elaborado pelos alunos da XXIX turma do curso de Farmácia da Universidade do Sagrado Coração para a disciplina de Micologia Clínica sob orientação da Prof a . Ms Silvana Torossian Coradi
Trichophyton rubrum
 
Trichophyton rubrum Cosmopolita antropofílica (dermatofitose); TRANSMISSÃO inter-humana ou por fômites contaminados; Responsável por quase todos os tipos de infecções dermatofíticas humanas (facilidade em burlar as defesas inatas do hospedeiro); M.O.:  hifas septadas ,  microconídeos  delicados, regulares e piriformes, dispostos em acládio;  macroconídeos  (quando presentes) como clavas alongadas e com 2 a 9 septações.
Microsporum gypseum
 
Microsporum gypseum Desenvolvimento rápido em Agar Sabouraud; Colônias purulentas,esbranquiçadas ou pardacentas; Microsporum observam-se: Microconídio(parede fina)de 4 a 6 septos e Macroconidios(normalmente não se observam); Fungos geofílicos; Isolado normalmente em solo podendo provocar doença no homem e no animal.
Se diferem do  M.Canis  por apresentarem parede mais fina (tanto externa quanto a dos septos,bem como uma extremidade menos pontiaguda); Produz poucos esporos; Lesões Clinicas: geralmente encontrada em partes descobertas do corpo (Ex: couro cabeludo); Cultivos velhos formam-se hifas estéreis, dando origem ao crescimento cotonoso sobre a superficie original purulenta.  Microsporum gypseum
Candida albicans
 
Candida albicans Candida  é uma levedura com cerca de 5 µm que se multiplica assexuadamente por germinação. Pode estar na forma de micélio típico com hifas ou pseudomicélio, que é a forma da colônia sem hifas verdadeiras. Em determinadas condições a  Candida albicans  desenvolve-se como uma pseudo-hifa, que se caracteriza por uma célula alongada que se propaga por uma gemulação unipolar, apresentando um aspecto de um cordão. Faz parte da microbiota humana normal, podendo, no entanto, desencadear doenças em indivíduos normais e pacientes imunodeprimidos.
A micose causada por esta levedura é denominada  candidíase  e vários fatores podem provocar o surgimento desta doença, como: antibióticos, gravidez, diabetes, infecções, deficiência imunológica e medicamentos como anticoncepcionais e corticóides.  Esta levedura cresce nas membranas mucosas da boca, do trato intestinal e geniturinário. Entretanto, causa principalmente a candidíase vulvovaginal, tendo como sintomas: prurido intenso, corrimento espesso amarelado e  odor de mofo ou sem odor, sendo que a mucosa vaginal possui um aspecto seco e avermelhado. Candida albicans
É muito importante não confundir o corrimento por  Candida  com o corrimento por excesso de Bacilos de Doderlein, pois neste caso o tratamento é diferente. O diagnóstico é clínico e laboratorial, sendo realizado através do exame de Papanicoloau, identificação microscópica da levedura de raspados da lesão e pelo isolamento da cultura. Candida albicans
Malassezia fufur
 
Malassezia furfur A expressão Pitiríase versicolor define uma infecção fúngica (micose) superficial caracterizada por alterações na pigmentação cutânea, que variam do branco ao marrom; O distúrbio de pigmentação é devido à colonização do estrato córneo por um fungo dimórfico, lipofílico, encontrado na flora normal da pele, conhecido como  Malassezia furfur .
Encontrado normalmente no tronco, pescoço, couro cabeludo, rosto e conduto auditivo externo; O diagnóstico baseia-se no aspecto clínico das lesões. O exame micológico direto é positivo para pseudo-hifas, mas a cultura para fungos em meio enriquecido com óleo de oliva não é feita com rotina. Malassezia furfur
Microsporum canis
 
Microsporum canis É um dermatófito zoofílico transmitido ao homem por diversos animais domésticos, tendo em nosso meio como principal reservatório os felinos jovens. Clinicamente é responsável por lesões do couro cabeludo,fluorescentes a lâmpada de Wood, caracterizada por grandes placas de alopecia, principalmente em criança. Entretanto pode causar epidermofitíases e mais raramente onicomicoses; De crescimento moderadamente rápido em meio de Sabouraud, mostra um maturação das colônias com 6 a 10 dias. O aspecto superficial da colônia apresenta uma textura algodonosa, com discreto relevo umbilicado e radiado, de tonalidade branca. O reverso apresenta-se de coloração amarelo limão, e ao envelhecer ,observa-se uma discreta tendência de difusão desse pigmento no meio, que pode tornar-se castanho.
O pleomorfismo muitas vezes é evidenciado com rapidez, apresentando-se nessas situações como colônias algodonosas altas; A microscopia direta da colônia, na maioria das vezes, mostra grande quantidade de macroconídios fusiformes verrucosos, de paredes grossas e com numerosas septações, que variam de 5 a 7; entretanto em algumas ocasiões podem ser observadas ate 15 septações. Os microconídios, quando presentes são sésseis, em numero variado e sem nenhum valor diagnóstico. Podem ainda ser observados clamidoconidios, órgãos nodulares e hifas pectinadas. Microsporum canis
Trichophyton verrucosum
 
CARACTERÍSTICAS Antiga denominação:  T. ochraceum Fungo dermatófito Cosmopolita É causadora da tricofitose bovina (parasita de bovinos) Não produz enzima urease Maioria das cepas necessitam de tiamina e outras de inositol para crescimento. Fonte:http://www.mycology.adelaide.edu.au/Fungal_Descriptions/Dermatophytes/Trichophyton/verrucosum.html Trichophyton verrucosum
CARACTERÍSTICAS DA COLÔNIA Crescimento bastante lento em ágar Saboraud – dextrose. Período de maturação da colônia: 13-25 dias. Trichophyton verrucosum
ANÁLISE MACROSCÓPICA Colônia aveludada Apresenta relevo rugoso ou cerebriforme Pigmentação de verso: Branco ao amarelo ocre Reverso: tons de amarelo, com pigmento não difusível no meio. Trichophyton verrucosum
ANALISE MICROSCÓPICA Ausência de macroconídios e microconídios Presença de grandes cadeias de clamidoconídeos grandes (vesículas terminais) Trichophyton verrucosum
ASPECTOS CLÍNICOS DA DOENÇA Lesões inflamatórias Afetam : Couro cabeludo, pele, glabra, barba e bigode. Trichophyton verrucosum
Phialophora verrucosa
 
Phialophofa verrucosa Colonias negras, elevadas, ligeiramente veludosas, micélios castanho, com filamentos espessos. As hifas férteis terminam em conidióforos sob a forma de taça, em cujo interior se originam conídios longos e largos que ficam aglomerado em massas (4 – 20 elementos); formam o que Redaelli e Ciferri (1942) denominam de ``spermazio`` os quais são dominantes e exclusivos na cultura.
Fonsecaea pedrosoi
 
Fonsecaea pedrosoi É um dos agentes causadores de cromomicose. Causa infecção crônica, granulomatosa, caracterizada por lesões nodulares, verrucosas, papilomatosas, por vezes ulceradas, localizadas, preferencialmente nos membros inferiores. A principal via de contágio se faz através de solução de continuidade produzida na pele por fragmentos de vegetais ou madeira contaminados.
DIAGNÓSTICO  Exame direto: Observa-se células arredondadas de contornos bem nítidos, acastanhados, algumas se mostrando em processo de reprodução binária (células escleróticas). Colônias inicialmente brancas, depois esverdeadas ou acinzentadas, de superfície mamelonada e radiada. Presença de hifas septadas hialinas, e posteriormente tornam-se esverdeadas. Numerosos conidióforos do tipo  Hormodendrum  e  Acrotheca , sendo raros do tipo  Phiaolophora Fonsecaea pedrosoi
Sporothrix schenckii
 
É uma micose subcutânea; Causador da esporotricose gomosa; Fungo dimórfico; Fungo saprofítico de solos e vegetais; Transmissão ocorre por traumatismo da derme; Sporothrix schenckii
A doença em humanos começa com um nódulo (pode ulcerar) no local onde a pele foi aberta. A infecção pode permanecer local ou se espalhar pelos ductos linfáticos; O Diagnóstico é feito através de biópsia da ferida, citologia, ou cultura de fungo; O tratamento é o iodeto de potássio por via oral, em doses crescentes e a anfotericina B; INICIO forma colônia branco-amarelado, achatada, úmida e de aspecto membranoso, sendo suas hifas finas e septadas. Conídios individuais ligados a um conidióforo comum formando uma margarida. Em poucos dias a colônia torna-se escura. Sporothrix schenckii
Aspergilus sp.
Aspergillus  sp.
Aspergillus  é um gênero de fungos que apresenta coloração branca amarelada com formação de pedúnculos e uma ponta colorida.  São importantes agentes decompositores de alimentos. As espécies de Aspergillus são aeróbicas e encontradas em ambientes ricos em oxigênio, geralmente crescem na superfície onde vivem. Contaminam restos de comidas (como pães e batatas), e crescem em muitas plantas e árvores. Aspergillus  sp.
Alguma espécies de  Aspergillus  produzem uma toxina chamada aflatoxina, que pode encontrar-se também no leite de animais que consumam alimentos afetados, bem como em amendoins contaminados. A exposição a altas concentrações de aflatoxinas produz graves danos no fígado, tais como necrose, cirrose hepática, carcinoma ou edema O fungo  Aspergillus  possui hifas septadas e ramificadas Ocasiona micose cutâneas, sub-cutâneas e profundas no homem Aspergillus  sp.
Cladosporium sp.
CARACTERÍSTICAS GERAIS As colônias de Cladosporium sp. apresentam um crescimento lento, demorado, sendo seu “ pico ideal ” ao redor de 21 dias de cultivo * , para se tornarem maduras. Seu representante principal é o fungo  Cladosporium carrionii  .  As colônias se apresentam como sendo aveludadas (textura veludosa), de tom verde oliva escuro ou negro, podendo também apresentar uma textura algodonosa e de pigmentação acinzentada, com reverso das colônias em tom negro. * em temperaturas não superiores a 37º C. Cladosporium  sp.
CARACTERÍSTICAS GERAIS Atacam vegetais, causando sérios danos aos mesmos e conseqüentemente grandes prejuízos, principalmente para a agricultura. Evidencia-se grande quantidade de filamentos septados, com conidióforos curtos ou longos, mostrando em sua extremidade conídios em cadeia. Podem se apresentar lisos ou verrucosos,  elipsóides ou globosos, apresentando uma cicatriz hilar pigmentada característica do gênero. Cladosporium  sp.
Cladosporium  sp.
Fonte: ??????????? Alternaria sp.
Alternaria Fonte: http://www.mycology.adelaide.edu.au/images/Alternariq.gif
Gênero: Ascomiceto Comum em humanos e plantas Causam infecções oportunistas em pessoas imunodeprimidas (AIDS) Alternaria
Formam colônias espessa,geralmente preto ou cinza Crescem na pele e mucosas, inclusive sobre o globo ocular e no aparelho respiratório Espécie patogênica ao homem: Alternaria alternata Alternaria
Cryptococcus neoformans
Cryptococcus neoformans
Um fungo oportunista, encontra-se na forma de levedura, sendo cosmopolita. Incidência: maior em homens acima de trinta anos. É um fungo encontrado no sistema digestório de aves, sendo que apresenta-se em duas variedades:  Gatti e Neoformans . Cryptococcus neoformans
Variedade Gatti apresenta melhor prognostico e é encontrado em solo, vegetais e suco de frutas. Já a variedade Neoformans é mais virulenta e encontra-se em fezes de pombo. Causa uma doença chamada Criptococose, mais conhecida como Blastomicose européia, ou também Granulomatose criptocócica. Cryptococcus neoformans
Contaminação se dá por inalação de leveduras que a partir dos alvéolos pulmonares pode se disseminar. Causa micose profunda que atinge órgãos como pulmão, fígado, rins, pele e o miocárdio, quando atinge o sistema nervoso central pode causar meningite e encefalite. Inicialmente há formação de granulomas, sua disseminação é por via linfática e sanguínea. Cryptococcus neoformans
Pulmão Início: Assintomática  A lesão causa tosse, febre, dispnéia, dor torácica e expectoração. Sistema Nervoso Central Causa febre, dor na nuca, vômito e cefaléia, indo para sintomas mais graves como cegueira, confusão mental, delírio, perda de memória até o coma. Cryptococcus neoformans
Cultura em ágar Sabouraud- dextrose, numa temperatura ideal de 25° a 37°C. O crescimento é rápido, sendo colônia leveduriforme, ou seja, cremosa, úmida e cor creme. Cryptococcus neoformans
Paracoccidioides brasiliensis
Paracoccidioides brasiliensis
Fungo dimórfico Zonas rurais do Brasil, terras que contém seus esporos Infecção pela inalação Maior incidência em Homens Paracoccidioides brasiliensis
Maior incidência em Homens Sintomas: febre, suores, tosse, expectoração e falta de ar Pode haver disseminação Infecção de órgãos e formação de granulomas levando a úlceras vermelhas na pele e mucosas, particularmente na boca e nariz Paracoccidioides brasiliensis
Inalação dos esporos Pulmão São fagocitados pelos macrófagos Normalmente assintomático Sistema Imune destrói o invasor Frequentemente formação de granuloma Paracoccidioides brasiliensis
REFERENCIAS SIDRIM J. J. C. , MOREIRA J. L. B.  Fundamentos clínicos e laboratoriais da micologia médica . Rio de Janeiro: Guanabara Koogan,pag.125, 1999. MORAES, R. G. et al. Parasitologia e micologia humana. Cultura medica ltda, Rio de Janeiro 1982. LACAZ S.C. Micologia médica- fungos, actinomicetos e algas de interesse médico. 6. ed. São Paulo: Sarvier, 1977 Apostila de Micologia. Disponível em: < http://74.125.113.132/search?q=cache:VmMjvICJnekJ:www.portalbrasil.net/downloads/micoses.pdf+micologia&cd=1&hl=pt-BR&ct=clnk&gl=br&lr=lang_pt > Acesso: 28 de out de 2009

Micologia

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    Mini Atlas de Micologia
  • 2.
    ORGANIZAÇÃO: AnaCarolina Bertone, Michelle Roder, José Sérgio Possomato Vieira Elaborado pelos alunos da XXIX turma do curso de Farmácia da Universidade do Sagrado Coração para a disciplina de Micologia Clínica sob orientação da Prof a . Ms Silvana Torossian Coradi
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    Trichophyton rubrum Cosmopolitaantropofílica (dermatofitose); TRANSMISSÃO inter-humana ou por fômites contaminados; Responsável por quase todos os tipos de infecções dermatofíticas humanas (facilidade em burlar as defesas inatas do hospedeiro); M.O.: hifas septadas , microconídeos delicados, regulares e piriformes, dispostos em acládio; macroconídeos (quando presentes) como clavas alongadas e com 2 a 9 septações.
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    Microsporum gypseum Desenvolvimentorápido em Agar Sabouraud; Colônias purulentas,esbranquiçadas ou pardacentas; Microsporum observam-se: Microconídio(parede fina)de 4 a 6 septos e Macroconidios(normalmente não se observam); Fungos geofílicos; Isolado normalmente em solo podendo provocar doença no homem e no animal.
  • 9.
    Se diferem do M.Canis por apresentarem parede mais fina (tanto externa quanto a dos septos,bem como uma extremidade menos pontiaguda); Produz poucos esporos; Lesões Clinicas: geralmente encontrada em partes descobertas do corpo (Ex: couro cabeludo); Cultivos velhos formam-se hifas estéreis, dando origem ao crescimento cotonoso sobre a superficie original purulenta. Microsporum gypseum
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    Candida albicans Candida é uma levedura com cerca de 5 µm que se multiplica assexuadamente por germinação. Pode estar na forma de micélio típico com hifas ou pseudomicélio, que é a forma da colônia sem hifas verdadeiras. Em determinadas condições a Candida albicans desenvolve-se como uma pseudo-hifa, que se caracteriza por uma célula alongada que se propaga por uma gemulação unipolar, apresentando um aspecto de um cordão. Faz parte da microbiota humana normal, podendo, no entanto, desencadear doenças em indivíduos normais e pacientes imunodeprimidos.
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    A micose causadapor esta levedura é denominada candidíase e vários fatores podem provocar o surgimento desta doença, como: antibióticos, gravidez, diabetes, infecções, deficiência imunológica e medicamentos como anticoncepcionais e corticóides. Esta levedura cresce nas membranas mucosas da boca, do trato intestinal e geniturinário. Entretanto, causa principalmente a candidíase vulvovaginal, tendo como sintomas: prurido intenso, corrimento espesso amarelado e odor de mofo ou sem odor, sendo que a mucosa vaginal possui um aspecto seco e avermelhado. Candida albicans
  • 14.
    É muito importantenão confundir o corrimento por Candida com o corrimento por excesso de Bacilos de Doderlein, pois neste caso o tratamento é diferente. O diagnóstico é clínico e laboratorial, sendo realizado através do exame de Papanicoloau, identificação microscópica da levedura de raspados da lesão e pelo isolamento da cultura. Candida albicans
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    Malassezia furfur Aexpressão Pitiríase versicolor define uma infecção fúngica (micose) superficial caracterizada por alterações na pigmentação cutânea, que variam do branco ao marrom; O distúrbio de pigmentação é devido à colonização do estrato córneo por um fungo dimórfico, lipofílico, encontrado na flora normal da pele, conhecido como Malassezia furfur .
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    Encontrado normalmente notronco, pescoço, couro cabeludo, rosto e conduto auditivo externo; O diagnóstico baseia-se no aspecto clínico das lesões. O exame micológico direto é positivo para pseudo-hifas, mas a cultura para fungos em meio enriquecido com óleo de oliva não é feita com rotina. Malassezia furfur
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  • 21.
    Microsporum canis Éum dermatófito zoofílico transmitido ao homem por diversos animais domésticos, tendo em nosso meio como principal reservatório os felinos jovens. Clinicamente é responsável por lesões do couro cabeludo,fluorescentes a lâmpada de Wood, caracterizada por grandes placas de alopecia, principalmente em criança. Entretanto pode causar epidermofitíases e mais raramente onicomicoses; De crescimento moderadamente rápido em meio de Sabouraud, mostra um maturação das colônias com 6 a 10 dias. O aspecto superficial da colônia apresenta uma textura algodonosa, com discreto relevo umbilicado e radiado, de tonalidade branca. O reverso apresenta-se de coloração amarelo limão, e ao envelhecer ,observa-se uma discreta tendência de difusão desse pigmento no meio, que pode tornar-se castanho.
  • 22.
    O pleomorfismo muitasvezes é evidenciado com rapidez, apresentando-se nessas situações como colônias algodonosas altas; A microscopia direta da colônia, na maioria das vezes, mostra grande quantidade de macroconídios fusiformes verrucosos, de paredes grossas e com numerosas septações, que variam de 5 a 7; entretanto em algumas ocasiões podem ser observadas ate 15 septações. Os microconídios, quando presentes são sésseis, em numero variado e sem nenhum valor diagnóstico. Podem ainda ser observados clamidoconidios, órgãos nodulares e hifas pectinadas. Microsporum canis
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    CARACTERÍSTICAS Antiga denominação: T. ochraceum Fungo dermatófito Cosmopolita É causadora da tricofitose bovina (parasita de bovinos) Não produz enzima urease Maioria das cepas necessitam de tiamina e outras de inositol para crescimento. Fonte:http://www.mycology.adelaide.edu.au/Fungal_Descriptions/Dermatophytes/Trichophyton/verrucosum.html Trichophyton verrucosum
  • 26.
    CARACTERÍSTICAS DA COLÔNIACrescimento bastante lento em ágar Saboraud – dextrose. Período de maturação da colônia: 13-25 dias. Trichophyton verrucosum
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    ANÁLISE MACROSCÓPICA Colôniaaveludada Apresenta relevo rugoso ou cerebriforme Pigmentação de verso: Branco ao amarelo ocre Reverso: tons de amarelo, com pigmento não difusível no meio. Trichophyton verrucosum
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    ANALISE MICROSCÓPICA Ausênciade macroconídios e microconídios Presença de grandes cadeias de clamidoconídeos grandes (vesículas terminais) Trichophyton verrucosum
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    ASPECTOS CLÍNICOS DADOENÇA Lesões inflamatórias Afetam : Couro cabeludo, pele, glabra, barba e bigode. Trichophyton verrucosum
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  • 32.
    Phialophofa verrucosa Coloniasnegras, elevadas, ligeiramente veludosas, micélios castanho, com filamentos espessos. As hifas férteis terminam em conidióforos sob a forma de taça, em cujo interior se originam conídios longos e largos que ficam aglomerado em massas (4 – 20 elementos); formam o que Redaelli e Ciferri (1942) denominam de ``spermazio`` os quais são dominantes e exclusivos na cultura.
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    Fonsecaea pedrosoi Éum dos agentes causadores de cromomicose. Causa infecção crônica, granulomatosa, caracterizada por lesões nodulares, verrucosas, papilomatosas, por vezes ulceradas, localizadas, preferencialmente nos membros inferiores. A principal via de contágio se faz através de solução de continuidade produzida na pele por fragmentos de vegetais ou madeira contaminados.
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    DIAGNÓSTICO Examedireto: Observa-se células arredondadas de contornos bem nítidos, acastanhados, algumas se mostrando em processo de reprodução binária (células escleróticas). Colônias inicialmente brancas, depois esverdeadas ou acinzentadas, de superfície mamelonada e radiada. Presença de hifas septadas hialinas, e posteriormente tornam-se esverdeadas. Numerosos conidióforos do tipo Hormodendrum e Acrotheca , sendo raros do tipo Phiaolophora Fonsecaea pedrosoi
  • 37.
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    É uma micosesubcutânea; Causador da esporotricose gomosa; Fungo dimórfico; Fungo saprofítico de solos e vegetais; Transmissão ocorre por traumatismo da derme; Sporothrix schenckii
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    A doença emhumanos começa com um nódulo (pode ulcerar) no local onde a pele foi aberta. A infecção pode permanecer local ou se espalhar pelos ductos linfáticos; O Diagnóstico é feito através de biópsia da ferida, citologia, ou cultura de fungo; O tratamento é o iodeto de potássio por via oral, em doses crescentes e a anfotericina B; INICIO forma colônia branco-amarelado, achatada, úmida e de aspecto membranoso, sendo suas hifas finas e septadas. Conídios individuais ligados a um conidióforo comum formando uma margarida. Em poucos dias a colônia torna-se escura. Sporothrix schenckii
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    Aspergillus  é um gênero de fungos queapresenta coloração branca amarelada com formação de pedúnculos e uma ponta colorida. São importantes agentes decompositores de alimentos. As espécies de Aspergillus são aeróbicas e encontradas em ambientes ricos em oxigênio, geralmente crescem na superfície onde vivem. Contaminam restos de comidas (como pães e batatas), e crescem em muitas plantas e árvores. Aspergillus sp.
  • 44.
    Alguma espécies de Aspergillus produzem uma toxina chamada aflatoxina, que pode encontrar-se também no leite de animais que consumam alimentos afetados, bem como em amendoins contaminados. A exposição a altas concentrações de aflatoxinas produz graves danos no fígado, tais como necrose, cirrose hepática, carcinoma ou edema O fungo Aspergillus possui hifas septadas e ramificadas Ocasiona micose cutâneas, sub-cutâneas e profundas no homem Aspergillus sp.
  • 45.
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    CARACTERÍSTICAS GERAIS Ascolônias de Cladosporium sp. apresentam um crescimento lento, demorado, sendo seu “ pico ideal ” ao redor de 21 dias de cultivo * , para se tornarem maduras. Seu representante principal é o fungo Cladosporium carrionii . As colônias se apresentam como sendo aveludadas (textura veludosa), de tom verde oliva escuro ou negro, podendo também apresentar uma textura algodonosa e de pigmentação acinzentada, com reverso das colônias em tom negro. * em temperaturas não superiores a 37º C. Cladosporium sp.
  • 47.
    CARACTERÍSTICAS GERAIS Atacamvegetais, causando sérios danos aos mesmos e conseqüentemente grandes prejuízos, principalmente para a agricultura. Evidencia-se grande quantidade de filamentos septados, com conidióforos curtos ou longos, mostrando em sua extremidade conídios em cadeia. Podem se apresentar lisos ou verrucosos, elipsóides ou globosos, apresentando uma cicatriz hilar pigmentada característica do gênero. Cladosporium sp.
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    Gênero: Ascomiceto Comumem humanos e plantas Causam infecções oportunistas em pessoas imunodeprimidas (AIDS) Alternaria
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    Formam colônias espessa,geralmentepreto ou cinza Crescem na pele e mucosas, inclusive sobre o globo ocular e no aparelho respiratório Espécie patogênica ao homem: Alternaria alternata Alternaria
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    Um fungo oportunista,encontra-se na forma de levedura, sendo cosmopolita. Incidência: maior em homens acima de trinta anos. É um fungo encontrado no sistema digestório de aves, sendo que apresenta-se em duas variedades: Gatti e Neoformans . Cryptococcus neoformans
  • 56.
    Variedade Gatti apresentamelhor prognostico e é encontrado em solo, vegetais e suco de frutas. Já a variedade Neoformans é mais virulenta e encontra-se em fezes de pombo. Causa uma doença chamada Criptococose, mais conhecida como Blastomicose européia, ou também Granulomatose criptocócica. Cryptococcus neoformans
  • 57.
    Contaminação se dápor inalação de leveduras que a partir dos alvéolos pulmonares pode se disseminar. Causa micose profunda que atinge órgãos como pulmão, fígado, rins, pele e o miocárdio, quando atinge o sistema nervoso central pode causar meningite e encefalite. Inicialmente há formação de granulomas, sua disseminação é por via linfática e sanguínea. Cryptococcus neoformans
  • 58.
    Pulmão Início: Assintomática A lesão causa tosse, febre, dispnéia, dor torácica e expectoração. Sistema Nervoso Central Causa febre, dor na nuca, vômito e cefaléia, indo para sintomas mais graves como cegueira, confusão mental, delírio, perda de memória até o coma. Cryptococcus neoformans
  • 59.
    Cultura em ágarSabouraud- dextrose, numa temperatura ideal de 25° a 37°C. O crescimento é rápido, sendo colônia leveduriforme, ou seja, cremosa, úmida e cor creme. Cryptococcus neoformans
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    Fungo dimórfico Zonasrurais do Brasil, terras que contém seus esporos Infecção pela inalação Maior incidência em Homens Paracoccidioides brasiliensis
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    Maior incidência emHomens Sintomas: febre, suores, tosse, expectoração e falta de ar Pode haver disseminação Infecção de órgãos e formação de granulomas levando a úlceras vermelhas na pele e mucosas, particularmente na boca e nariz Paracoccidioides brasiliensis
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    Inalação dos esporosPulmão São fagocitados pelos macrófagos Normalmente assintomático Sistema Imune destrói o invasor Frequentemente formação de granuloma Paracoccidioides brasiliensis
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    REFERENCIAS SIDRIM J.J. C. , MOREIRA J. L. B. Fundamentos clínicos e laboratoriais da micologia médica . Rio de Janeiro: Guanabara Koogan,pag.125, 1999. MORAES, R. G. et al. Parasitologia e micologia humana. Cultura medica ltda, Rio de Janeiro 1982. LACAZ S.C. Micologia médica- fungos, actinomicetos e algas de interesse médico. 6. ed. São Paulo: Sarvier, 1977 Apostila de Micologia. Disponível em: < http://74.125.113.132/search?q=cache:VmMjvICJnekJ:www.portalbrasil.net/downloads/micoses.pdf+micologia&cd=1&hl=pt-BR&ct=clnk&gl=br&lr=lang_pt > Acesso: 28 de out de 2009