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EDUCAÇÃO MUSICAL


Prof. Responsável: Fátima Simões              2º Ciclo do Ensino Básico




    Teoria Musical
        5º ano
                                                                          1
EDUCAÇÃO MUSICAL


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Música – combinação organizada do som e do silêncio. Há alguns milhares de anos, depois do
aparecimento dos primeiros seres vivos, surgiu o Homem. Assim, o Homem começa, a pouco e
pouco, a juntar diferentes sons, articulando-os entre si e desenvolvendo a comunicação verbal. A
partir do momento em que o Homem associa à sua voz o som dos objectos, desenvolve-se uma
outra forma de comunicação e expressão, a qual, muitos anos mais tarde, se viria a chamar música.
Entretanto, a música passou por um longo processo de evolução, o qual está intimamente ligado à
evolução do próprio Homem.

Som – resulta das vibrações provenientes de uma fonte sonora. O som é a sensação que o nosso
ouvido recebe quando é atingido pelas vibrações ou ondas sonoras produzidas pelas fontes
sonoras, isto é, por tudo aquilo que produz som. As ondas sonoras transmitem-se através do ar.
Quando a vibração do ar é regular, o som tem características musicais, ou seja, é agradável ao
ouvido. Pelo contrário, quando essa vibração é irregular, o som é um ruído, tornando-se, portanto,
desagradável ao ouvido.
O som é medido em decibéis. O som mais baixo que a orelha humana percebe varia entre 10 e 15
decibéis, o que equivale a um sussurro. O som mais alto está por volta de 90 decibéis. Mas, nessa
altura, o som já pode prejudicar a audição.

                               Audição - Com a voz, a audição é um dos meios pelos quais
                               conseguimos comunicar. A imagem representa a orelha externa, que
                               inclui o canal auditivo. A sua função é captar o som e conduzi-lo ao
                               tímpano

                               As partes da orelha
                               A orelha é o órgão responsável pela
                               audição. Está dividida em três
                               ossículos que amplificam o som
                               captado         pelo         tímpano,
                               impressionando os nervos auditivos,
                               localizados na orelha interna.

Timbre – propriedade do som que permite distinguir os sons provenientes de diferentes fontes
sonoras. Certamente já reparaste que a tua voz é diferente da voz dos teus colegas, que cada
objecto tem um som próprio e que na Natureza há uma grande variedade de sons. Assim, mesmo
de olhos fechados, reconheces a voz dos teus amigos, o som de uma caneta a cair no chão, o som
do bater de uma porta, o ladrar de um cão, o som da chuva a cair...

Fonte sonora – objecto que emite o som. Divide-se em quatro categorias: do meio ambiente (natural
e humanizado), do corpo, da voz e dos instrumentos musicais.
As fontes sonoras que convencionalmente são utilizadas em música são consideradas fontes
sonoras convencionais. Todas as outras designam-se por não convencionais.

      Sons humanizados – todos os sons que directa ou indirectamente são produzidos pelo ser
humano damos o nome de sons humanizados, tais como o som produzido pelo trabalhar dos
automóveis, o tocar de uma campainha, o estalar dos dedos e os sons produzidos pela tua voz.

        Sons naturais – todos os sons que são produzidos pela Natureza, como é o caso da chuva,
da trovoada ou do ruído do mar a bater nas rochas ou na areia.

     Sons do corpo humano – Os sons do corpo mais usados na música são quatro. Cada um
deles tem um sinal ou expressão que o identifica. Assim temos:



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           D ou CLIC - É usado quando é necessário estalar os dedos, isto é, produzir estalidos.
           M - Significa mãos e é usado normalmente quando se pretendem palmas.
           P - Significa pernas e normalmente é usado para palmadas nas coxas.
           Pé - Indica batimento dos pés.

Muitas vezes, estes e outros sons produzidos com o corpo são usados para criar música,
individualmente ou em grupo. No entanto, para que toda a gente pudesse interpretar essas músicas,
foi necessário criar um código de símbolos para esses sons.

           Com a boca - Assobios, estalidos com a língua, sons com os lábios...
           Com o nariz - Os sons resultantes da inspiração e da expiração...
           Com as mãos - Bater palmas. estalar os dedos...
           Com os pés - Andar, bater com os pés no chão...
           Com várias partes do corpo - Bater com as mãos nas pernas, nos braços...

    Sons da Voz – já deves ter reparado que usas a tua voz quase sempre que queres comunicar.
Portanto, não há dúvida que a voz é um instrumento que tens sempre ao teu alcance e com a qual
fazes muitas coisas: falar, gritar, cantar, suspirar, sussurrar...
A voz varia de pessoa para pessoa, de acordo com o sexo, a idade, o estado de espírito e as
características do aparelho vocal. O aparelho vocal é constituído por um conjunto de vários órgãos
e estruturas. São as características do aparelho vocal que determinam o timbre, a altura e a
intensidade da voz de cada pessoa.
                                                                   Todos os sons são produzidos
                                                                   devido à vibração de um corpo. A voz
                                                                   humana funciona segundo           os
                                                                   mesmos princípios: o som é
                                                                   produzido por meio da vibração de
                                                                   duas cordas vocais delgadas que se
                                                                   estendem através da laringe da
                                                                   nossa garganta. Essas cordas são
                                                                   postas em vibração pelo ar que vem
                                                                   dos pulmões. A altura do som
                                                                   produzido depende da tensão das
                                                                   cordas vocais.

Por isso, quanto mais esticadas estiverem as cordas, mais elevada será a altura do som, e vice-
versa. O som é reforçado nas cavidades da boca, nariz e cabeça, que funcionam como uma
espécie de caixa de ressonância. A qualidade da voz depende da qualidade e flexibilidade das
cordas vocais.
Para além das cordas vocais, a boca, através do movimento da língua e dos lábios, desempenha
também um papel no acto de comunicar. Na realidade, o ar faz vibrar as cordas vocais, estas
emitem um som, o qual vai ser trabalhado com a língua e controlado pelos lábios.

         Cuidados a ter com a voz
A mais antiga e natural origem do som, a partir da qual se pode, conscientemente, fazer música, é a
voz humana. Esta é um bem muito precioso. Por isso, é necessário termos bastante cuidado na sua
utilização, de modo a não ficarmos roucos ou afónicos, isto é, sem voz.
Entre esses cuidados há três que são fundamentais:
       Não começar a emitir sons gritando.
       Evitar alterar durante muito tempo o timbre natural da voz, ou seja, falar com uma voz
         diferente da nossa.
       Não obrigar o aparelho respiratório a suportar grandes variações de temperatura, bebendo,
         por exemplo, líquidos muito frios ou muito quentes.
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Altura – propriedade do som que nos indica o seu registo.

Registo do som – pode ser grave (grosso), médio ou agudo (fino).

Duração – A duração do som é uma propriedade do som que nos permite distinguir sons curtos e
sons longos, medidos pelo número de pulsações que duram. No entanto, a música não é feita apenas
de som; dela faz parte também o silêncio que pode variar também em relação à sua duração. Para
representarmos o som e o silêncio quanto à sua duração, utilizamos as figuras rítmicas.
Existem sons que duram mais tempo do que outros, como, por exemplo, a sirene dos bombeiros, o
alarme de um automóvel, o toque de uma campainha, etc. Por este motivo, podemos dizer que há
dois tipos de sons: longos (demoram muito tempo a desaparecer) e curtos (demoram pouco tempo
a desaparecer).

Pulsação – batimento regular que se sente no ritmo mas não se ouve. Quando falamos de
pulsação, associamos imediatamente este termo ao bater regular do nosso coração, ou seja, ao seu
ritmo. Como sabes, a nossa pulsação não é sempre a mesma. De facto, quando estás em repouso
o teu coração bate de uma determinada maneira, a que chamamos ritmo normal. Pelo contrário, se
fizeres um esforço físico, por exemplo, se correres, a tua pulsação aumenta, pois o coração bate
mais depressa.
Tal como sucede com o nosso corpo em que há uma relação entre o esforço que fazemos e o bater
do coração, também na música existe uma relação directa entre aquilo a que chamamos velocidade
da música e a sua pulsação que, embora regular, poderá ser mais rápida ou mais lenta.

Ritmo – organização de sons e silêncios de diferentes durações (curtos e longos).

Altura definida e indefinida – São instrumentos de altura definida todos aqueles que produzem
melodia, ou seja, notas musicais: Todos os outros, ou seja, todos aqueles que produzem apenas
ritmos, são considerados instrumentos de altura indefinida.

Intensidade – propriedade do som que nos indica a sua força.

    Fortíssimo – intensidade muito forte do som, representada pelo símbolo ff.
    Pianíssimo – intensidade muito fraca do som, representada pelo símbolo pp.
    Crescendo – alteração gradual da intensidade de um som mais fraco para um som mais forte e
    representada pelos símbolos cresc. ou <.
    Diminuendo – alteração gradual da intensidade de um som mais forte para um som mais fraco e
    representada pelos símbolos dim. ou >.

Flauta de Bisel - A flauta de bisel, também conhecida por flauta doce devido às suas características
sonoras, é um instrumento de sopro. Veio da Ásia e chegou à Europa na Idade Média. Sabe-se
ainda, que a flauta foi um dos primeiros instrumentos musicais a ser inventado pelo homem, nos
tempos da Pré-história. Nessa altura, a flauta era feita a partir de ossos de animais ou de canas.

POSIÇÃO CORRECTA
Para que possas vir a tocar bem flauta, deves em primeiro lugar manter as costas direitas e o queixo
levantado para o ar circular melhor. A mão esquerda é colocada na parte superior da flauta e a direita
na inferior. O dedo polegar da mão direita deve ser colocado na parte inferior da flauta, sensivelmente
ao nível do quarto orifício. Este dedo tem a função de suportar o instrumento. Os dedos, pulsos e
braços não devem exercer qualquer tipo de tensão, para permitir que se movimentem livremente.
Também os cotovelos devem cair naturalmente, sem estarem muito levantados. Por último, a flauta
não deve ser demasiadamente introduzida nos lábios e estes não devem exercer demasiada pressão.
Assim deves:


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    1. Manter uma postura correcta, sem esforço ou tensões;
    2. Soprar com delicadeza, respirando fundo e calmamente, trabalhando o sopro de ar como se
       pronunciasses as sílabas du ou tu;
    3. Tapar totalmente os orifícios correspondentes às notas musicais que vais tocar;
    4. Colocar as mãos e dedos de forma correcta, de acordo com a figura que se segue:


                                      indicador     O    O   polegar
                  Mão esquerda          médio       O
                                        anelar      O
                                      indicador     O
                                        médio       O        Mão direita
                                        anelar      O
                                      mindinho      O




CUIDADOS A TER COM A FLAUTA DE BISEL
Para que a tua flauta se mantenha em bom estado é importante que tenhas alguns cuidados
especiais: Depois de tocares, limpa com o limpador toda a humidade do interior da flauta; Guarda a
flauta e todo o seu material no estojo; Mantém a flauta afastada de qualquer fonte de calor ou
temperaturas altas; A flauta é um objecto pessoal e por questões de higiene só tu deverás tocar nela;
Coloca uma etiqueta com o teu nome, número e turma na flauta e no estojo.

Instrumentos Orff – instrumentos que formam uma pequena orquestra conhecida pelo nome de
Instrumental Orff ou Orquestra Orff. Este nome deve-se a Carl Orff, compositor alemão, nascido a
10 de Julho de 1895 em Munique. Ele criou esta orquestra a pensar nas crianças e jovens de modo
a facilitar a aprendizagem da Educação Musical. Os instrumentos que compõem esta orquestra são
os seguintes: Flautas de bisel; Jogos de sinos: soprano e contralto; Xilofones: soprano, contralto e
baixo; Metalofones: soprano, contralto e baixo; Percussão: metais, madeiras e peles; Grande
percussão;


                                                    Família das madeiras
                             Idiofones
                                                    Família dos metais
CATEGORIAS

                             Membranofones          Família das peles


                                                                                                       5
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TEXTO RITMÍCO
O Senhor Carl Orff, um dia inventou, um instrumental que Orff se chamou.
Cada instrumento, há-de pertencer, a uma das famílias, que vou já dizer:
Vês o instrumento? De que será feito?

Se for de madeira, toca-o com jeito.        E se for de pele, fura que nem papel.




Se for de metal, não soa nada mal.


REGRAS DE UTILIZAÇÃO DOS INSTRUMENTOS
1. Respeita as indicações da tua professora;
2. Mantém os instrumentos sempre limpos;
3. Mantém os instrumentos longe de qualquer fonte de calor ou de humidade;
4. Guarda os instrumentos no seu local e respeita os seus lugares;
5. Toca nos instrumentos apenas com os acessórios próprios;
6. Nos instrumentos de lâminas utiliza duas baquetas;
7. Ao tocares mantém os braços e os pulsos relaxados;
8. Os instrumentos devem ser tocados com suavidade;
9. Não risques os instrumentos.


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                     VIDA DE CARL ORFF
                     Nasceu em 10 de Julho de 1895 em Munique, Alemanha. Morreu na mesma
                     cidade em 29 de Março de 1982. Inventou um sistema de educação musical
                     baseado na prática do canto e da percussão, que ainda hoje se ministra em
                     jardins-de-infância e escolas primárias do mundo inteiro. A voz humana serviu
                     como ponto de apoio em todas as suas composições, que apresentam estilo
                     musical marcante, associando melodias infantis e rica harmonização em ritmos
                     vigorosos e pulsantes, orquestrados com a extravagância de uma partitura
                     cinematográfica. Usou textos em latim, grego clássico e francês medieval, além
                     do alemão. Criador do instrumental Orff, baseou-se em instrumentos musicais
                     usados pelos povos denominados primitivos para criar uma orquestra de
instrumentos de percussão que até hoje, pela sua facilidade de execução, incentivam à interpretação
e aprendizagem musical.

Contraste e semelhança tímbrica – dá-se contraste quando são reproduzidos sons de materiais
diferentes (ex: vidro e madeira) e dá-se semelhança quando são reproduzidos sons de materiais
semelhantes (ex: bater na porta e bater na carteira).

                  Pauta musical – conjunto de 5 linhas e 4 espaços que se contam de baixo para
                  cima e onde se registam as notas musicais.

                        Clave de sol – símbolo que dá o nome às notas musicais, fixando a nota sol
                        na 2ª linha.


Linhas e espaços suplementares superiores e inferiores – Nem sempre as linhas e espaços da
pauta são suficientes para todas as notas necessárias. Para ultrapassar este problema utilizam-se
pequenas linhas, denominadas linhas suplementares. Estas linhas escrevem-se por cima ou por
baixo da pauta musical, tomando respectivamente o nome de linhas suplementares superiores e
inferiores. As linhas suplementares originam também espaços suplementares. As linhas e os
espaços suplementares superiores contam-se de baixo para cima. Pelo contrário, as linhas e os
espaços suplementares inferiores contam-se de cima para baixo.

Notas musicais – símbolos que representam a altura do som. São sete: dó, ré, mi, fá, sol, lá e si.
Escala – Uma escala é um conjunto de notas, ordenadas de forma ascendente ou descendente,
partindo de qualquer uma das notas até à sua oitava. O termo escala vem do latim scala que significa
escada.
                                      Escala diatónica de Dó maior (Dó M) – A escala que serve
                                      de base a toda a música europeia é a escala diatónica, sendo
                                      a mais conhecida a escala diatónica de Dó maior (Dó M). Esta
                                      escala é formada por sete notas: dó, ré, mi, fá, sol, lá e si.

                                       Escala pentatónica - A escala pentatónica é formada por
                                       cinco notas organizadas, nos sentidos ascendente e
                                       descendente: dó, ré mi, sol e lá.

                                       Elementos repetitivos - No dia-a-dia observamos várias
situações que nos chamam a atenção. Certamente já te aconteceu entrares numa loja e veres numa
prateleira diversos objectos todos iguais entre si. Também quando comunicamos através da
linguagem verbal, é normal repetirmos algumas expressões que consideramos mais importantes para
reforçar a mensagem que queremos transmitir.
Na linguagem musical também aparecem elementos que se repetem. Na realidade, numa peça de
música é frequente encontrarmos elementos que surgem várias vezes, ou seja, pequenas partes da

                                                                                                    7
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música ou da letra que são repetidas. Para além destes dois aspectos também é normal encontrares
em peças musicais indicações para outros instrumentos voltarem a tocar uma parte dessa música. A
todos estes elementos que se repetem na linguagem musical damos o nome de elementos
repetitivos.

Figuras rítmicas – constituídas pelas figuras musicais que representam a duração do som e pelas
pausas que representam a duração do silêncio.

   FIGURAS MUSICAIS                                                          PAUSAS
                                  NOME            DURAÇÃO
 símbolo    vocábulo                                               símbolo        vocábulo
                  táá             mínima           2 tempos                          pausa

                   tá            semínima            1 tempo                          sch

                   ti            colcheia         0,5 tempo                            s

         Barra dupla – dois traços verticais que aparecem no final das peças musicais, sendo o
         primeiro mais fino e o segundo mais grosso.

         Sinal de repetição – dois traços verticais acompanhados por dois pontos que indicam a
         repetição de uma determinada parte da peça musical.

Andamento - Quando a pulsação de uma música é regular, pode originar os andamentos presto
(rápido), moderato (moderado) ou adágio (lento). Assim:
      Se o espaço de tempo entre as pulsações é pequeno temos o PRESTO | | | |
      Se o espaço de tempo entre as pulsações é médio temos o MODERATO | | | |
      Se o espaço de tempo entre as pulsações é grande temos o ADAGIO | | | |
Mas a velocidade pode-se alterar na mesma música. Assim, quando há um aumento gradual de
velocidade temos um accelerando (apressar) e quando há uma diminuição gradual temos um
ritardando (atrasar).

O metrónomo foi inventado em 1816 por um austríaco. Este aparelho é constituído por um pêndulo
que pode oscilar a uma velocidade variável, que vai das 40 às 208 oscilações por minuto. O
metrónomo é muito útil quando queremos tocar uma peça musical num determinado andamento.
Actualmente já existe um outro tipo de metrónomo, o metrónomo electrónico. Neste aparelho o
pêndulo aparece substituído por um sinal sonoro. Por sua vez, o andamento aparece num visor
digital.

Linhas sonoras - Quando ouves uma peça musical, facilmente verificas que o som nem sempre está
na mesma altura, dando muitas vezes a ideia de subir e de descer, ou seja, de passar de sons mais
graves para sons mais agudos e vice-versa. Assim, a música pode dar a ideia de uma linha de som,
ou seja, de uma linha sonora.
As linhas sonoras podem ser:
       ascendente - Quando a melodia vai de sons mais graves para sons mais agudos.
       descendente - Quando a melodia vai de sons mais agudos para sons mais graves.
       continua - Quando a melodia tem sons todos no mesmo registo, sem paragem.
       descontinua - Quando a melodia tem sons no mesmo registo, com paragens.
       ondulatórias – Quando a melodia serpenteia.



                                                                                                 8
EDUCAÇÃO MUSICAL


Prof. Responsável: Fátima Simões                                     2º Ciclo do Ensino Básico


Timbre

Mistura tímbrica – Quando misturamos, nas devidas quantidades, farinha, açúcar, manteiga, ovos …
teremos, após alguns minutos no forno, um saboroso bolo. Já não será possível distinguir os
diferentes ingredientes. Quando misturamos vários sons, por vezes, obtemos um outro som,
resultante dessa mistura. Nem sempre é fácil distinguir os diferentes ingredientes. Assim, quando
ouves um grupo de instrumentistas a tocar, ou um grupo a cantar, que se fundem de maneira a
parecer um instrumento só, tens a mistura tímbrica.

Combinação tímbrica – Resulta da mistura de diferentes instrumentos musicais. A combinação ou
fusão de diferentes timbres permite enriquecer o ambiente sonoro. Por exemplo, a combinação de
timbres de uma banda rock implica a utilização de guitarras eléctricas, baixo, bateria, teclado e voz.

Dinâmica – encadeamento de diferentes intensidades ao longo de uma música.

    Forte – intensidade forte do som, representada pelo símbolo f.
    Mezzo Forte – intensidade meio forte do som, representada pelo símbolo mf.
    Piano – intensidade fraca do som, representada pelo símbolo p.

Altura

Escalas modais – Como aprendeste a música antiga está dividida em música profana e religiosa. É
escrita sobre um sistema especial de escalas, às quais se dá o nome de modos. A cada modo era
associado um comportamento:

        Modo Dórico: Heróico (escala de ré)

        Modo Frígio: Entusiástico (escala de mi)

        Modo Lídio: Estranho (escala de fá)
        Modo Mixolídio: Majestoso (escala de sol)

        Modo Eólico: Poético (escala de lá)

Ritmo

Padrão rítmico – Ritmo que se repete ao longo da música.

Ligadura de prolongação – espécie de arco que serve para ligar duas notas com a mesma altura,
somando os tempos destas.




Ponto de aumentação – coloca-se à direita de uma figura rítmica, indicando que o valor desta
aumenta em metade do seu valor.




                                                                                                    9
EDUCAÇÃO MUSICAL


Prof. Responsável: Fátima Simões                                   2º Ciclo do Ensino Básico


   FIGURAS MUSICAIS                                                             PAUSAS
                                   NOME            DURAÇÃO
 símbolo    vocábulo                                                  símbolo        vocábulo
                  táááá          semibreve          4 tempos                        grande pausa
                                   Mínima
                  tááá                              3 tempos
                                  pontuada


                                 Compassos – todos os textos escritos são divididos em várias
                                 partes: palavras, frases e parágrafos. Esta organização é
                                 fundamental para que a mensagem do texto possa ser facilmente
                                 percebida. Esta organização tem também como objectivo facilitar a
leitura e a interpretação da música. Na realidade todas as peças musicais que cantas ou tocas
estão divididas em partes iguais: os compassos. Os compassos não são todos iguais. De facto eles
podem representar tempos diferentes, os quais têm directamente a ver com o seu nome: compasso
binário, compasso ternário e compasso quaternário

                  Compasso Binário –A sua representação gráfica é feita através de dois
                  números que se sobrepõem: o 2 e o 4 e indica-nos que cada compasso tem dois
                  tempos. Estes dois tempos não têm a mesma acentuação, sendo o primeiro um
                  tempo forte, isto é, mais marcado, o segundo um tempo fraco, ou seja, menos
                  marcado.

                  Compasso Ternário – este compasso tem três tempos e por isso é marcado em
                  três movimentos. Ele é formado por um tempo forte, o primeiro, e por outros dois
                  tempos mais fracos. A sua representação gráfica é feita através de dois números
                  que se sobrepõem: o 3 e o 4 e indica-nos que cada compasso tem três tempos.

                  Compasso Quaternário – este compasso tem quatro tempos e por isso é
                  marcado em quatro movimentos. O primeiro tempo é forte, o segundo é fraco, o
                  terceiro é meio-forte e o quarto é fraco. A sua representação gráfica é feita
                  através de dois números que se sobrepõem: o 4 e o 4 e indica-nos que cada
                  compasso tem quatro tempos.


Forma

Ostinato - Repetição insistente de um elemento musical rítmico (ostinato rítmico) ou melódico
(ostinato melódico).

Imitação – A imitação é, tal como o seu nome indica, a repetição de uma frase melódica e/ou rítmica,
quer através da voz, quer através dos instrumentos musicais, ou de ambas simultaneamente.

Cânone – O cânone acontece quando duas ou mais pessoas cantam ou tocam a mesma canção ou
ritmo mas de uma forma desencontrada, ou seja, começando em momentos diferentes.




                                                                                                 10

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Teoria musical

  • 1. EDUCAÇÃO MUSICAL Prof. Responsável: Fátima Simões 2º Ciclo do Ensino Básico Teoria Musical 5º ano 1
  • 2. EDUCAÇÃO MUSICAL Prof. Responsável: Fátima Simões 2º Ciclo do Ensino Básico Música – combinação organizada do som e do silêncio. Há alguns milhares de anos, depois do aparecimento dos primeiros seres vivos, surgiu o Homem. Assim, o Homem começa, a pouco e pouco, a juntar diferentes sons, articulando-os entre si e desenvolvendo a comunicação verbal. A partir do momento em que o Homem associa à sua voz o som dos objectos, desenvolve-se uma outra forma de comunicação e expressão, a qual, muitos anos mais tarde, se viria a chamar música. Entretanto, a música passou por um longo processo de evolução, o qual está intimamente ligado à evolução do próprio Homem. Som – resulta das vibrações provenientes de uma fonte sonora. O som é a sensação que o nosso ouvido recebe quando é atingido pelas vibrações ou ondas sonoras produzidas pelas fontes sonoras, isto é, por tudo aquilo que produz som. As ondas sonoras transmitem-se através do ar. Quando a vibração do ar é regular, o som tem características musicais, ou seja, é agradável ao ouvido. Pelo contrário, quando essa vibração é irregular, o som é um ruído, tornando-se, portanto, desagradável ao ouvido. O som é medido em decibéis. O som mais baixo que a orelha humana percebe varia entre 10 e 15 decibéis, o que equivale a um sussurro. O som mais alto está por volta de 90 decibéis. Mas, nessa altura, o som já pode prejudicar a audição. Audição - Com a voz, a audição é um dos meios pelos quais conseguimos comunicar. A imagem representa a orelha externa, que inclui o canal auditivo. A sua função é captar o som e conduzi-lo ao tímpano As partes da orelha A orelha é o órgão responsável pela audição. Está dividida em três ossículos que amplificam o som captado pelo tímpano, impressionando os nervos auditivos, localizados na orelha interna. Timbre – propriedade do som que permite distinguir os sons provenientes de diferentes fontes sonoras. Certamente já reparaste que a tua voz é diferente da voz dos teus colegas, que cada objecto tem um som próprio e que na Natureza há uma grande variedade de sons. Assim, mesmo de olhos fechados, reconheces a voz dos teus amigos, o som de uma caneta a cair no chão, o som do bater de uma porta, o ladrar de um cão, o som da chuva a cair... Fonte sonora – objecto que emite o som. Divide-se em quatro categorias: do meio ambiente (natural e humanizado), do corpo, da voz e dos instrumentos musicais. As fontes sonoras que convencionalmente são utilizadas em música são consideradas fontes sonoras convencionais. Todas as outras designam-se por não convencionais. Sons humanizados – todos os sons que directa ou indirectamente são produzidos pelo ser humano damos o nome de sons humanizados, tais como o som produzido pelo trabalhar dos automóveis, o tocar de uma campainha, o estalar dos dedos e os sons produzidos pela tua voz. Sons naturais – todos os sons que são produzidos pela Natureza, como é o caso da chuva, da trovoada ou do ruído do mar a bater nas rochas ou na areia. Sons do corpo humano – Os sons do corpo mais usados na música são quatro. Cada um deles tem um sinal ou expressão que o identifica. Assim temos: 2
  • 3. EDUCAÇÃO MUSICAL Prof. Responsável: Fátima Simões 2º Ciclo do Ensino Básico  D ou CLIC - É usado quando é necessário estalar os dedos, isto é, produzir estalidos.  M - Significa mãos e é usado normalmente quando se pretendem palmas.  P - Significa pernas e normalmente é usado para palmadas nas coxas.  Pé - Indica batimento dos pés. Muitas vezes, estes e outros sons produzidos com o corpo são usados para criar música, individualmente ou em grupo. No entanto, para que toda a gente pudesse interpretar essas músicas, foi necessário criar um código de símbolos para esses sons.  Com a boca - Assobios, estalidos com a língua, sons com os lábios...  Com o nariz - Os sons resultantes da inspiração e da expiração...  Com as mãos - Bater palmas. estalar os dedos...  Com os pés - Andar, bater com os pés no chão...  Com várias partes do corpo - Bater com as mãos nas pernas, nos braços... Sons da Voz – já deves ter reparado que usas a tua voz quase sempre que queres comunicar. Portanto, não há dúvida que a voz é um instrumento que tens sempre ao teu alcance e com a qual fazes muitas coisas: falar, gritar, cantar, suspirar, sussurrar... A voz varia de pessoa para pessoa, de acordo com o sexo, a idade, o estado de espírito e as características do aparelho vocal. O aparelho vocal é constituído por um conjunto de vários órgãos e estruturas. São as características do aparelho vocal que determinam o timbre, a altura e a intensidade da voz de cada pessoa. Todos os sons são produzidos devido à vibração de um corpo. A voz humana funciona segundo os mesmos princípios: o som é produzido por meio da vibração de duas cordas vocais delgadas que se estendem através da laringe da nossa garganta. Essas cordas são postas em vibração pelo ar que vem dos pulmões. A altura do som produzido depende da tensão das cordas vocais. Por isso, quanto mais esticadas estiverem as cordas, mais elevada será a altura do som, e vice- versa. O som é reforçado nas cavidades da boca, nariz e cabeça, que funcionam como uma espécie de caixa de ressonância. A qualidade da voz depende da qualidade e flexibilidade das cordas vocais. Para além das cordas vocais, a boca, através do movimento da língua e dos lábios, desempenha também um papel no acto de comunicar. Na realidade, o ar faz vibrar as cordas vocais, estas emitem um som, o qual vai ser trabalhado com a língua e controlado pelos lábios. Cuidados a ter com a voz A mais antiga e natural origem do som, a partir da qual se pode, conscientemente, fazer música, é a voz humana. Esta é um bem muito precioso. Por isso, é necessário termos bastante cuidado na sua utilização, de modo a não ficarmos roucos ou afónicos, isto é, sem voz. Entre esses cuidados há três que são fundamentais:  Não começar a emitir sons gritando.  Evitar alterar durante muito tempo o timbre natural da voz, ou seja, falar com uma voz diferente da nossa.  Não obrigar o aparelho respiratório a suportar grandes variações de temperatura, bebendo, por exemplo, líquidos muito frios ou muito quentes. 3
  • 4. EDUCAÇÃO MUSICAL Prof. Responsável: Fátima Simões 2º Ciclo do Ensino Básico Altura – propriedade do som que nos indica o seu registo. Registo do som – pode ser grave (grosso), médio ou agudo (fino). Duração – A duração do som é uma propriedade do som que nos permite distinguir sons curtos e sons longos, medidos pelo número de pulsações que duram. No entanto, a música não é feita apenas de som; dela faz parte também o silêncio que pode variar também em relação à sua duração. Para representarmos o som e o silêncio quanto à sua duração, utilizamos as figuras rítmicas. Existem sons que duram mais tempo do que outros, como, por exemplo, a sirene dos bombeiros, o alarme de um automóvel, o toque de uma campainha, etc. Por este motivo, podemos dizer que há dois tipos de sons: longos (demoram muito tempo a desaparecer) e curtos (demoram pouco tempo a desaparecer). Pulsação – batimento regular que se sente no ritmo mas não se ouve. Quando falamos de pulsação, associamos imediatamente este termo ao bater regular do nosso coração, ou seja, ao seu ritmo. Como sabes, a nossa pulsação não é sempre a mesma. De facto, quando estás em repouso o teu coração bate de uma determinada maneira, a que chamamos ritmo normal. Pelo contrário, se fizeres um esforço físico, por exemplo, se correres, a tua pulsação aumenta, pois o coração bate mais depressa. Tal como sucede com o nosso corpo em que há uma relação entre o esforço que fazemos e o bater do coração, também na música existe uma relação directa entre aquilo a que chamamos velocidade da música e a sua pulsação que, embora regular, poderá ser mais rápida ou mais lenta. Ritmo – organização de sons e silêncios de diferentes durações (curtos e longos). Altura definida e indefinida – São instrumentos de altura definida todos aqueles que produzem melodia, ou seja, notas musicais: Todos os outros, ou seja, todos aqueles que produzem apenas ritmos, são considerados instrumentos de altura indefinida. Intensidade – propriedade do som que nos indica a sua força. Fortíssimo – intensidade muito forte do som, representada pelo símbolo ff. Pianíssimo – intensidade muito fraca do som, representada pelo símbolo pp. Crescendo – alteração gradual da intensidade de um som mais fraco para um som mais forte e representada pelos símbolos cresc. ou <. Diminuendo – alteração gradual da intensidade de um som mais forte para um som mais fraco e representada pelos símbolos dim. ou >. Flauta de Bisel - A flauta de bisel, também conhecida por flauta doce devido às suas características sonoras, é um instrumento de sopro. Veio da Ásia e chegou à Europa na Idade Média. Sabe-se ainda, que a flauta foi um dos primeiros instrumentos musicais a ser inventado pelo homem, nos tempos da Pré-história. Nessa altura, a flauta era feita a partir de ossos de animais ou de canas. POSIÇÃO CORRECTA Para que possas vir a tocar bem flauta, deves em primeiro lugar manter as costas direitas e o queixo levantado para o ar circular melhor. A mão esquerda é colocada na parte superior da flauta e a direita na inferior. O dedo polegar da mão direita deve ser colocado na parte inferior da flauta, sensivelmente ao nível do quarto orifício. Este dedo tem a função de suportar o instrumento. Os dedos, pulsos e braços não devem exercer qualquer tipo de tensão, para permitir que se movimentem livremente. Também os cotovelos devem cair naturalmente, sem estarem muito levantados. Por último, a flauta não deve ser demasiadamente introduzida nos lábios e estes não devem exercer demasiada pressão. Assim deves: 4
  • 5. EDUCAÇÃO MUSICAL Prof. Responsável: Fátima Simões 2º Ciclo do Ensino Básico 1. Manter uma postura correcta, sem esforço ou tensões; 2. Soprar com delicadeza, respirando fundo e calmamente, trabalhando o sopro de ar como se pronunciasses as sílabas du ou tu; 3. Tapar totalmente os orifícios correspondentes às notas musicais que vais tocar; 4. Colocar as mãos e dedos de forma correcta, de acordo com a figura que se segue: indicador O O polegar Mão esquerda médio O anelar O indicador O médio O Mão direita anelar O mindinho O CUIDADOS A TER COM A FLAUTA DE BISEL Para que a tua flauta se mantenha em bom estado é importante que tenhas alguns cuidados especiais: Depois de tocares, limpa com o limpador toda a humidade do interior da flauta; Guarda a flauta e todo o seu material no estojo; Mantém a flauta afastada de qualquer fonte de calor ou temperaturas altas; A flauta é um objecto pessoal e por questões de higiene só tu deverás tocar nela; Coloca uma etiqueta com o teu nome, número e turma na flauta e no estojo. Instrumentos Orff – instrumentos que formam uma pequena orquestra conhecida pelo nome de Instrumental Orff ou Orquestra Orff. Este nome deve-se a Carl Orff, compositor alemão, nascido a 10 de Julho de 1895 em Munique. Ele criou esta orquestra a pensar nas crianças e jovens de modo a facilitar a aprendizagem da Educação Musical. Os instrumentos que compõem esta orquestra são os seguintes: Flautas de bisel; Jogos de sinos: soprano e contralto; Xilofones: soprano, contralto e baixo; Metalofones: soprano, contralto e baixo; Percussão: metais, madeiras e peles; Grande percussão; Família das madeiras Idiofones Família dos metais CATEGORIAS Membranofones Família das peles 5
  • 6. EDUCAÇÃO MUSICAL Prof. Responsável: Fátima Simões 2º Ciclo do Ensino Básico TEXTO RITMÍCO O Senhor Carl Orff, um dia inventou, um instrumental que Orff se chamou. Cada instrumento, há-de pertencer, a uma das famílias, que vou já dizer: Vês o instrumento? De que será feito? Se for de madeira, toca-o com jeito. E se for de pele, fura que nem papel. Se for de metal, não soa nada mal. REGRAS DE UTILIZAÇÃO DOS INSTRUMENTOS 1. Respeita as indicações da tua professora; 2. Mantém os instrumentos sempre limpos; 3. Mantém os instrumentos longe de qualquer fonte de calor ou de humidade; 4. Guarda os instrumentos no seu local e respeita os seus lugares; 5. Toca nos instrumentos apenas com os acessórios próprios; 6. Nos instrumentos de lâminas utiliza duas baquetas; 7. Ao tocares mantém os braços e os pulsos relaxados; 8. Os instrumentos devem ser tocados com suavidade; 9. Não risques os instrumentos. 6
  • 7. EDUCAÇÃO MUSICAL Prof. Responsável: Fátima Simões 2º Ciclo do Ensino Básico VIDA DE CARL ORFF Nasceu em 10 de Julho de 1895 em Munique, Alemanha. Morreu na mesma cidade em 29 de Março de 1982. Inventou um sistema de educação musical baseado na prática do canto e da percussão, que ainda hoje se ministra em jardins-de-infância e escolas primárias do mundo inteiro. A voz humana serviu como ponto de apoio em todas as suas composições, que apresentam estilo musical marcante, associando melodias infantis e rica harmonização em ritmos vigorosos e pulsantes, orquestrados com a extravagância de uma partitura cinematográfica. Usou textos em latim, grego clássico e francês medieval, além do alemão. Criador do instrumental Orff, baseou-se em instrumentos musicais usados pelos povos denominados primitivos para criar uma orquestra de instrumentos de percussão que até hoje, pela sua facilidade de execução, incentivam à interpretação e aprendizagem musical. Contraste e semelhança tímbrica – dá-se contraste quando são reproduzidos sons de materiais diferentes (ex: vidro e madeira) e dá-se semelhança quando são reproduzidos sons de materiais semelhantes (ex: bater na porta e bater na carteira). Pauta musical – conjunto de 5 linhas e 4 espaços que se contam de baixo para cima e onde se registam as notas musicais. Clave de sol – símbolo que dá o nome às notas musicais, fixando a nota sol na 2ª linha. Linhas e espaços suplementares superiores e inferiores – Nem sempre as linhas e espaços da pauta são suficientes para todas as notas necessárias. Para ultrapassar este problema utilizam-se pequenas linhas, denominadas linhas suplementares. Estas linhas escrevem-se por cima ou por baixo da pauta musical, tomando respectivamente o nome de linhas suplementares superiores e inferiores. As linhas suplementares originam também espaços suplementares. As linhas e os espaços suplementares superiores contam-se de baixo para cima. Pelo contrário, as linhas e os espaços suplementares inferiores contam-se de cima para baixo. Notas musicais – símbolos que representam a altura do som. São sete: dó, ré, mi, fá, sol, lá e si. Escala – Uma escala é um conjunto de notas, ordenadas de forma ascendente ou descendente, partindo de qualquer uma das notas até à sua oitava. O termo escala vem do latim scala que significa escada. Escala diatónica de Dó maior (Dó M) – A escala que serve de base a toda a música europeia é a escala diatónica, sendo a mais conhecida a escala diatónica de Dó maior (Dó M). Esta escala é formada por sete notas: dó, ré, mi, fá, sol, lá e si. Escala pentatónica - A escala pentatónica é formada por cinco notas organizadas, nos sentidos ascendente e descendente: dó, ré mi, sol e lá. Elementos repetitivos - No dia-a-dia observamos várias situações que nos chamam a atenção. Certamente já te aconteceu entrares numa loja e veres numa prateleira diversos objectos todos iguais entre si. Também quando comunicamos através da linguagem verbal, é normal repetirmos algumas expressões que consideramos mais importantes para reforçar a mensagem que queremos transmitir. Na linguagem musical também aparecem elementos que se repetem. Na realidade, numa peça de música é frequente encontrarmos elementos que surgem várias vezes, ou seja, pequenas partes da 7
  • 8. EDUCAÇÃO MUSICAL Prof. Responsável: Fátima Simões 2º Ciclo do Ensino Básico música ou da letra que são repetidas. Para além destes dois aspectos também é normal encontrares em peças musicais indicações para outros instrumentos voltarem a tocar uma parte dessa música. A todos estes elementos que se repetem na linguagem musical damos o nome de elementos repetitivos. Figuras rítmicas – constituídas pelas figuras musicais que representam a duração do som e pelas pausas que representam a duração do silêncio. FIGURAS MUSICAIS PAUSAS NOME DURAÇÃO símbolo vocábulo símbolo vocábulo táá mínima 2 tempos pausa tá semínima 1 tempo sch ti colcheia 0,5 tempo s Barra dupla – dois traços verticais que aparecem no final das peças musicais, sendo o primeiro mais fino e o segundo mais grosso. Sinal de repetição – dois traços verticais acompanhados por dois pontos que indicam a repetição de uma determinada parte da peça musical. Andamento - Quando a pulsação de uma música é regular, pode originar os andamentos presto (rápido), moderato (moderado) ou adágio (lento). Assim:  Se o espaço de tempo entre as pulsações é pequeno temos o PRESTO | | | |  Se o espaço de tempo entre as pulsações é médio temos o MODERATO | | | |  Se o espaço de tempo entre as pulsações é grande temos o ADAGIO | | | | Mas a velocidade pode-se alterar na mesma música. Assim, quando há um aumento gradual de velocidade temos um accelerando (apressar) e quando há uma diminuição gradual temos um ritardando (atrasar). O metrónomo foi inventado em 1816 por um austríaco. Este aparelho é constituído por um pêndulo que pode oscilar a uma velocidade variável, que vai das 40 às 208 oscilações por minuto. O metrónomo é muito útil quando queremos tocar uma peça musical num determinado andamento. Actualmente já existe um outro tipo de metrónomo, o metrónomo electrónico. Neste aparelho o pêndulo aparece substituído por um sinal sonoro. Por sua vez, o andamento aparece num visor digital. Linhas sonoras - Quando ouves uma peça musical, facilmente verificas que o som nem sempre está na mesma altura, dando muitas vezes a ideia de subir e de descer, ou seja, de passar de sons mais graves para sons mais agudos e vice-versa. Assim, a música pode dar a ideia de uma linha de som, ou seja, de uma linha sonora. As linhas sonoras podem ser: ascendente - Quando a melodia vai de sons mais graves para sons mais agudos. descendente - Quando a melodia vai de sons mais agudos para sons mais graves. continua - Quando a melodia tem sons todos no mesmo registo, sem paragem. descontinua - Quando a melodia tem sons no mesmo registo, com paragens. ondulatórias – Quando a melodia serpenteia. 8
  • 9. EDUCAÇÃO MUSICAL Prof. Responsável: Fátima Simões 2º Ciclo do Ensino Básico Timbre Mistura tímbrica – Quando misturamos, nas devidas quantidades, farinha, açúcar, manteiga, ovos … teremos, após alguns minutos no forno, um saboroso bolo. Já não será possível distinguir os diferentes ingredientes. Quando misturamos vários sons, por vezes, obtemos um outro som, resultante dessa mistura. Nem sempre é fácil distinguir os diferentes ingredientes. Assim, quando ouves um grupo de instrumentistas a tocar, ou um grupo a cantar, que se fundem de maneira a parecer um instrumento só, tens a mistura tímbrica. Combinação tímbrica – Resulta da mistura de diferentes instrumentos musicais. A combinação ou fusão de diferentes timbres permite enriquecer o ambiente sonoro. Por exemplo, a combinação de timbres de uma banda rock implica a utilização de guitarras eléctricas, baixo, bateria, teclado e voz. Dinâmica – encadeamento de diferentes intensidades ao longo de uma música. Forte – intensidade forte do som, representada pelo símbolo f. Mezzo Forte – intensidade meio forte do som, representada pelo símbolo mf. Piano – intensidade fraca do som, representada pelo símbolo p. Altura Escalas modais – Como aprendeste a música antiga está dividida em música profana e religiosa. É escrita sobre um sistema especial de escalas, às quais se dá o nome de modos. A cada modo era associado um comportamento:  Modo Dórico: Heróico (escala de ré)  Modo Frígio: Entusiástico (escala de mi)  Modo Lídio: Estranho (escala de fá)  Modo Mixolídio: Majestoso (escala de sol)  Modo Eólico: Poético (escala de lá) Ritmo Padrão rítmico – Ritmo que se repete ao longo da música. Ligadura de prolongação – espécie de arco que serve para ligar duas notas com a mesma altura, somando os tempos destas. Ponto de aumentação – coloca-se à direita de uma figura rítmica, indicando que o valor desta aumenta em metade do seu valor. 9
  • 10. EDUCAÇÃO MUSICAL Prof. Responsável: Fátima Simões 2º Ciclo do Ensino Básico FIGURAS MUSICAIS PAUSAS NOME DURAÇÃO símbolo vocábulo símbolo vocábulo táááá semibreve 4 tempos grande pausa Mínima tááá 3 tempos pontuada Compassos – todos os textos escritos são divididos em várias partes: palavras, frases e parágrafos. Esta organização é fundamental para que a mensagem do texto possa ser facilmente percebida. Esta organização tem também como objectivo facilitar a leitura e a interpretação da música. Na realidade todas as peças musicais que cantas ou tocas estão divididas em partes iguais: os compassos. Os compassos não são todos iguais. De facto eles podem representar tempos diferentes, os quais têm directamente a ver com o seu nome: compasso binário, compasso ternário e compasso quaternário Compasso Binário –A sua representação gráfica é feita através de dois números que se sobrepõem: o 2 e o 4 e indica-nos que cada compasso tem dois tempos. Estes dois tempos não têm a mesma acentuação, sendo o primeiro um tempo forte, isto é, mais marcado, o segundo um tempo fraco, ou seja, menos marcado. Compasso Ternário – este compasso tem três tempos e por isso é marcado em três movimentos. Ele é formado por um tempo forte, o primeiro, e por outros dois tempos mais fracos. A sua representação gráfica é feita através de dois números que se sobrepõem: o 3 e o 4 e indica-nos que cada compasso tem três tempos. Compasso Quaternário – este compasso tem quatro tempos e por isso é marcado em quatro movimentos. O primeiro tempo é forte, o segundo é fraco, o terceiro é meio-forte e o quarto é fraco. A sua representação gráfica é feita através de dois números que se sobrepõem: o 4 e o 4 e indica-nos que cada compasso tem quatro tempos. Forma Ostinato - Repetição insistente de um elemento musical rítmico (ostinato rítmico) ou melódico (ostinato melódico). Imitação – A imitação é, tal como o seu nome indica, a repetição de uma frase melódica e/ou rítmica, quer através da voz, quer através dos instrumentos musicais, ou de ambas simultaneamente. Cânone – O cânone acontece quando duas ou mais pessoas cantam ou tocam a mesma canção ou ritmo mas de uma forma desencontrada, ou seja, começando em momentos diferentes. 10