TEíSMO
Introdução ao
Estudo de Deus
A Eternidade e a
Ordem da
Criação
A Natureza da
Criação
Distanciamento
Qualitativo
Ninguém é
Auto existente
Deus
pode ser
Conhecido?
Ele criou seus atributos invisíveis antes de criar os anjos
e o mundo, pois Deus está envolto por um abismo de
incomunicabilidade que não lhe permite ser conhecido
por ninguém, exceto, por si mesmo - em trindade. Vamos
supor que Deus pudesse ser conhecido em sua
totalidade. Neste caso, deveríamos conhecê-lo em
Trindade, ou seja, dar uma volta completa em torno do
Pai, do Filho e do Espírito Santo, um por um.
Sir Win. Hamilton ensinou que Deus não pode
ser conhecido porque é o Absoluto, e o Absoluto
não pode ter relação para com nenhuma outra
coisa, sendo, portanto, incognoscível. O
conhecimento supõe relação, e o Absoluto não
tem relação.
(CLARK, 1988)
Seria preciso esgotá-lo, um a um: Pai, Filho e Espírito
Santo. Mas não é possível conhecer o Pai sem o Filho e o
Espírito. Ou conhecer o Filho sem o Pai e o Espírito. Nem
mesmo é possível conhecer o Espírito sem o Pai e o
Filho. Na medida em estivéssemos conhecendo a
totalidade do Pai, nos confundiríamos com a pessoa do
Filho e do Espírito, e todo nosso conhecimento se
esvaziaria em uma loucura sem fim.
Deus não pode ser conhecido diretamente, senão
por si mesmo, em Trindade e pela Trindade. Ele é
incomunicável, e para minimizar a distância sem fim
e qualitativa entre o Criador e a criação, Deus criou
seus atributos invisíveis, como mediadores de seu
mistério. Eternidade e Sabedoria foram os
primeiros atributos criados
O Senhor me possuiu no princípio de seus
caminhos, desde então, e antes de suas
obras. Desde a eternidade fui ungida,
desde o princípio, antes do começo da
terra.
Provérbios 8:22,23
A teologia positiva distingue os atributos divinos
entre naturais e morais, mas sabemos que esta
forma de tratar com os atributos é artificial, pois
Deus não pode possuir um atributo natural que não
seja moral ou um atributo moral que não lhe seja
natural. Logo percebemos o quanto patinamos a
esmo ao tentar delimitar as fronteiras da divindade.
Em verdade Deus criou a diversidade de seus
atributos tão somente para minimizar a infinita
distância qualitativa entre Si e a criação. Deus é
incomunicável! Mas o amor, a justiça, a beleza,
a força, a misericórdia e todas as virtudes
divinas, podem traduzir aos seres criados a
insondabilidade do abismo divino.
Deus tem muitos atributos e um deles é a
insondabilidade. Deus é insondável. E quando nossa
sonda, a razão humana, quer lograr detectar com
precisão aquilo que extrapola a capacidade de
percepção telemétrica, somos obrigados a dar um
salto, negar ou ficar em dúvida ou dizer o óbvio: é
incognoscível. (MINIKOVSK e VICENTE, 2013)
Quando Deus criou os seres vivos, os atributos
já haviam sido criados. Depois estes mesmos
atributos foram comunicados aos seres, como
forma de testemunho da existência de um
Criador, isto é, ninguém jamais viu a Deus, nem
mesmo os anjos, mas todos receberam sinais
de Sua existência.
Em resumo, antes da criação Deus estava virado para
dentro de si mesmo, imerso em absoluto silêncio e
comunhão contemplativa de Si para Si. Nossa linguagem
metafórica é imprópria para nos aproximar deste
Mistério Insondável, ainda assim, ousamos desenhar
uma figura dimensional para descrever o indescritível.
Pensamos em Deus como se fora um monarca assentado
em um trono de majestade.
O colorido da expressão depende da riqueza da
linguagem metafórica, e neste ponto cada idioma tem
seus recursos particulares. Porém ainda influi mais na
variedade de estilos a imaginação do [teólogo] que o
caráter do idioma. E assim como para imitar com calor os
movimentos da eloquência é preciso participar do talento
do orador, também para imitar o colorido da [teologia] é
forçoso participar do talento [teológico].
(LITERÁRIO, 1833)
Nossa teologia é perigosamente idolátrica,
reduzindo Deus a uma imagem antropomórfica
e antropopática, como fizeram todos os povos
do mundo antes nós. Estamos na fronteira
entre o Deus Revelado e o Deus Absconditus,
entre a idolatria e o mistério. O menor resvalo
de nosso pé e caímos nos engano da mente.
Todos os Slides desta apresentação estão
protegidos pela Lei dos Direitos Autorais e
qualquer citação deste texto deve ser creditado ao
Professor Rogério de Sousa
Livro de Teologia Prática
Da Associação dos Teólogos de Fronteira

Teismo 2

  • 3.
  • 4.
    A Eternidade ea Ordem da Criação
  • 5.
  • 6.
  • 7.
  • 8.
  • 9.
    Ele criou seusatributos invisíveis antes de criar os anjos e o mundo, pois Deus está envolto por um abismo de incomunicabilidade que não lhe permite ser conhecido por ninguém, exceto, por si mesmo - em trindade. Vamos supor que Deus pudesse ser conhecido em sua totalidade. Neste caso, deveríamos conhecê-lo em Trindade, ou seja, dar uma volta completa em torno do Pai, do Filho e do Espírito Santo, um por um.
  • 14.
    Sir Win. Hamiltonensinou que Deus não pode ser conhecido porque é o Absoluto, e o Absoluto não pode ter relação para com nenhuma outra coisa, sendo, portanto, incognoscível. O conhecimento supõe relação, e o Absoluto não tem relação. (CLARK, 1988)
  • 15.
    Seria preciso esgotá-lo,um a um: Pai, Filho e Espírito Santo. Mas não é possível conhecer o Pai sem o Filho e o Espírito. Ou conhecer o Filho sem o Pai e o Espírito. Nem mesmo é possível conhecer o Espírito sem o Pai e o Filho. Na medida em estivéssemos conhecendo a totalidade do Pai, nos confundiríamos com a pessoa do Filho e do Espírito, e todo nosso conhecimento se esvaziaria em uma loucura sem fim.
  • 16.
    Deus não podeser conhecido diretamente, senão por si mesmo, em Trindade e pela Trindade. Ele é incomunicável, e para minimizar a distância sem fim e qualitativa entre o Criador e a criação, Deus criou seus atributos invisíveis, como mediadores de seu mistério. Eternidade e Sabedoria foram os primeiros atributos criados
  • 17.
    O Senhor mepossuiu no princípio de seus caminhos, desde então, e antes de suas obras. Desde a eternidade fui ungida, desde o princípio, antes do começo da terra. Provérbios 8:22,23
  • 18.
    A teologia positivadistingue os atributos divinos entre naturais e morais, mas sabemos que esta forma de tratar com os atributos é artificial, pois Deus não pode possuir um atributo natural que não seja moral ou um atributo moral que não lhe seja natural. Logo percebemos o quanto patinamos a esmo ao tentar delimitar as fronteiras da divindade.
  • 19.
    Em verdade Deuscriou a diversidade de seus atributos tão somente para minimizar a infinita distância qualitativa entre Si e a criação. Deus é incomunicável! Mas o amor, a justiça, a beleza, a força, a misericórdia e todas as virtudes divinas, podem traduzir aos seres criados a insondabilidade do abismo divino.
  • 20.
    Deus tem muitosatributos e um deles é a insondabilidade. Deus é insondável. E quando nossa sonda, a razão humana, quer lograr detectar com precisão aquilo que extrapola a capacidade de percepção telemétrica, somos obrigados a dar um salto, negar ou ficar em dúvida ou dizer o óbvio: é incognoscível. (MINIKOVSK e VICENTE, 2013)
  • 21.
    Quando Deus criouos seres vivos, os atributos já haviam sido criados. Depois estes mesmos atributos foram comunicados aos seres, como forma de testemunho da existência de um Criador, isto é, ninguém jamais viu a Deus, nem mesmo os anjos, mas todos receberam sinais de Sua existência.
  • 22.
    Em resumo, antesda criação Deus estava virado para dentro de si mesmo, imerso em absoluto silêncio e comunhão contemplativa de Si para Si. Nossa linguagem metafórica é imprópria para nos aproximar deste Mistério Insondável, ainda assim, ousamos desenhar uma figura dimensional para descrever o indescritível. Pensamos em Deus como se fora um monarca assentado em um trono de majestade.
  • 23.
    O colorido daexpressão depende da riqueza da linguagem metafórica, e neste ponto cada idioma tem seus recursos particulares. Porém ainda influi mais na variedade de estilos a imaginação do [teólogo] que o caráter do idioma. E assim como para imitar com calor os movimentos da eloquência é preciso participar do talento do orador, também para imitar o colorido da [teologia] é forçoso participar do talento [teológico]. (LITERÁRIO, 1833)
  • 24.
    Nossa teologia éperigosamente idolátrica, reduzindo Deus a uma imagem antropomórfica e antropopática, como fizeram todos os povos do mundo antes nós. Estamos na fronteira entre o Deus Revelado e o Deus Absconditus, entre a idolatria e o mistério. O menor resvalo de nosso pé e caímos nos engano da mente.
  • 25.
    Todos os Slidesdesta apresentação estão protegidos pela Lei dos Direitos Autorais e qualquer citação deste texto deve ser creditado ao Professor Rogério de Sousa Livro de Teologia Prática Da Associação dos Teólogos de Fronteira