SlideShare uma empresa Scribd logo
robertoemery@gmail.com
Tema: Tecnologia de Tratamento de
Efluentes (Parte I)
Controle e Tecnologia Ambiental
Prof. ROBERTO EMERY
robertoemery@gmail.com
Perito Ambiental
robertoemery@gmail.com
Tema: Tecnologia de Tratamento de
Efluentes (Parte I)
Controle e Tecnologia Ambiental
Prof. ROBERTO EMERY
robertoemery@gmail.com
Perito Ambiental
robertoemery@gmail.com
Após o curso os participantes deverão ser capazes de
robertoemery@gmail.com
• identificar e descrever os principais indicadores de qualidade do efluente ou
da água;
• identificar e esepcificar as principais etapas envolvidas em um tratamento de
águas e efluentes;
• escolher e propor um circuito de tratamento, qualquer que seja a origem e
destino final da água e/ou efluente.
OBJETIVOS
Após o curso os participantes deverão ser capazes de
robertoemery@gmail.com
SUMÁRIO
robertoemery@gmail.com
SUMÁRIO
• Conceitos e definições
• Aspectos legais
• Principais parâmetros
• Parâmetros de lançamento em corpos receptores
• Características Físicas
• Características Químicas e Físico - Químicas
I Parte – CARACTERIZAÇÃO DE EFLUENTES
robertoemery@gmail.com
SUMÁRIO
robertoemery@gmail.com
SUMÁRIO
• Processos físicos, químicos, biológicos
• Introdução - fundamentos
• Tratamento preliminar
• Tratamento primário
• Tratamento secundário biológico – tópicos específicos
• Tratamento terciário
• Resumo
• Circuitos típicos:
• Tratamento de água
• Tratamento de efluentes
II Parte – TECNOLOGIA DE TRATAMENTO DE EFLUENTES
robertoemery@gmail.com
I Parte – CARACTERIZAÇÃO
DE EFLUENTES
robertoemery@gmail.com
TECNOLOGIA DE TRATAMENTO DE EFLUENTES
robertoemery@gmail.com
TECNOLOGIA DE TRATAMENTO DE EFLUENTES
O que iremos descobrir...
(entre outras coisas...)
1. O que é recurso hídrico?
2. O que é um uso eficiente da água?
3. Quais alguns pontos que o perito ambiental deve observar quanto
ao uso da água em uma empreendimento industrial?
4. Será preciso caracterizar a qualidade de um efluente ou água? Por
que?
5. Como essa caracterização pode ser feita?
6. Quais algumas diferenças entre o tratamento da água e do efluente?
robertoemery@gmail.com
Fonte: Petrobras
ALGUMAS DEFINIÇÕES...
TECNOLOGIA DE TRATAMENTO DE EFLUENTES
robertoemery@gmail.com
Fonte: Petrobras
Recurso Hídrico:
água superficial ou subterrânea, disponível ou potencialmente disponível para
satisfazer, em quantidade e, se possível, em qualidade, uma dada demanda
num local e período de tempo determinados.
Efluente:
corrente hídrica, tratada ou não, originada em operações e processos industriais
ou em atividades administrativas, que possui potencial de causar poluição
ambiental, lançada nos corpos hídricos, solo, subsolo, rede pública de esgoto ou
transferida para outra instalação.
ALGUMAS DEFINIÇÕES...
TECNOLOGIA DE TRATAMENTO DE EFLUENTES
robertoemery@gmail.com
TECNOLOGIA DE TRATAMENTO DE EFLUENTES
robertoemery@gmail.com
CARACTERIZAÇÃO DE EFLUENTES
Para o Perito Ambiental
Importante pois permite…
• Avaliar a escolha da tecnologia que foi utilizada e está sendo
periciada.
• Monitorar e avaliar a eficiência dos sistemas de tratamento de
efluentes
TECNOLOGIA DE TRATAMENTO DE EFLUENTES
robertoemery@gmail.com
TECNOLOGIA DE TRATAMENTO DE EFLUENTES
Uso eficiente da água - utilização da água, sem desperdícios e minimizando
perdas, considerando:
Para o auditor/perito ambiental – pontos relevantes a serem considerados… (I)
robertoemery@gmail.com
TECNOLOGIA DE TRATAMENTO DE EFLUENTES
Uso eficiente da água - utilização da água, sem desperdícios e minimizando
perdas, considerando:
Para o auditor/perito ambiental – pontos relevantes a serem considerados… (I)
★ adoção de tecnologias, operações e processos menos intensivos no uso da
água;
★ redução da geração de substâncias potencialmente poluentes nas operações e
processos;
★ reutilização interna da água e a reutilização de efluente;
★ uso de tecnologia aperfeiçoada para o tratamento de efluentes.
robertoemery@gmail.com
TECNOLOGIA DE TRATAMENTO DE EFLUENTES
Para o auditor/perito ambiental – pontos relevantes a serem considerados…(II)
robertoemery@gmail.com
TECNOLOGIA DE TRATAMENTO DE EFLUENTES
Tecnologia moderna implica: OTIMIZAÇÃO do uso de água nas operações e processos:
REUTILIZAÇÃO INTERNA de correntes hídricas e
REUTILIZAÇÃO DE EFLUENTE
Para o auditor/perito ambiental – pontos relevantes a serem considerados…(II)
robertoemery@gmail.com
TECNOLOGIA DE TRATAMENTO DE EFLUENTES
Para o auditor/perito ambiental – pontos relevantes a serem considerados…(III)
robertoemery@gmail.com
TECNOLOGIA DE TRATAMENTO DE EFLUENTES
Otimização deve ser OPÇÃO DE MINIMIZAÇÃO DO USO INTERNO DA ÁGUA,
considerando:
✓ DISPONIBILIDADE local de recursos hídricos para captação e uso
✓ ASPECTOS ambientais e sociais e
✓ avaliação da viabilidade TÉCNICA e ECONÔMICA dessas ações.
Para o auditor/perito ambiental – pontos relevantes a serem considerados…(III)
robertoemery@gmail.com
robertoemery@gmail.com
Tratamento de água
e
Tratamento de efluente
robertoemery@gmail.com
EFLUENTES
TRATADOS
MANANCIAL
RESERVATÓRIO
ADUÇÃO
DISTRIBUIÇÃO
EFLUENTE INDUSTRIAL
REÚSO
CAPTAÇÃO
TRATAMENTO E
DISPOSIÇÃO DOS LODOS
ESGOTO SANITÁRIO
TRATAMENTO
ÁGUA
ÁREA INDUSTRIAL
ÁREA
ADMINISTRATIVA
CORPO
RECEPTOR
TRATAMENTO(S)
EFLUENTES
CICLO DO USO DA ÁGUA
robertoemery@gmail.com
EFLUENTES
TRATADOS
MANANCIAL
RESERVATÓRIO
ADUÇÃO
DISTRIBUIÇÃO
EFLUENTE INDUSTRIAL
REÚSO
CAPTAÇÃO
TRATAMENTO E
DISPOSIÇÃO DOS LODOS
ESGOTO SANITÁRIO
TRATAMENTO
ÁGUA
ÁREA INDUSTRIAL
ÁREA
ADMINISTRATIVA
CORPO
RECEPTOR
TRATAMENTO(S)
EFLUENTES
CICLO DO USO DA ÁGUA
robertoemery@gmail.com
TECNOLOGIA DE TRATAMENTO DE EFLUENTES
robertoemery@gmail.com
CARACTERÍSTICAS FÍSICAS: associada aos sentidos da visão, tato,
paladar e odor; inclui sólidos em suspensão, colóides ou dissolvidos
CARACTERÍSTICAS QUÍMICAS: matéria orgânica e inorgânicas
CARACTERÍSTICAS BIOLÓGICAS: vivos (animais, vegetais, protistas*) ou
mortos.
*organismos unicelulares eucariontes (núcleo definido), representados pelos protozoários - como amebas - e certas algas unicelulares -, constituem o reino Protista.
TECNOLOGIA DE TRATAMENTO DE EFLUENTES
robertoemery@gmail.com
TECNOLOGIA DE TRATAMENTO DE EFLUENTES
robertoemery@gmail.com
E a legislação... o que diz...?
TECNOLOGIA DE TRATAMENTO DE EFLUENTES
robertoemery@gmail.com
EXIGÊNCIAS LEGAIS
robertoemery@gmail.com
EXIGÊNCIAS LEGAIS
Principais textos federais:
• Resolução CONAMA 357/05: define padrões a se manter nos
corpos d’água e lançamento de efluentes;
• Resolução CONAMA 274/00: define padrões de balneabilidade
em corpos d’água;
• Portaria MS 518/04: define o padrão de potabilidade para
águas de consumo humano.
robertoemery@gmail.com
PADRÕES DE LANÇAMENTO EM CORPOS RECEPTORES
RESOLUÇÃO No 357, DE 17 DE MARÇO DE 2005, DO CONAMA
(Conselho Nacional de Meio Ambiente)
✴ Dispõe sobre a classificação dos corpos d’ água e diretrizes
ambientais para seu enquadramento, bem como estabelece as
condições e padrões de lançamento de efluentes, e dá outras
providências.
EXIGÊNCIAS LEGAIS
robertoemery@gmail.com
Art. 1o
Esta Resolução dispõe sobre a classificação e diretrizes ambientais para o
enquadramento dos corpos de água superficiais, bem como estabelece as condições e
padrões de lançamento de efluentes.
CAPÍTULO I
Das Definições
Art. 2o
Para efeito desta Resolução são adotadas as seguintes definições:
I - águas doces: águas com salinidade igual ou inferior a 0,5 ‰;
II - águas salobras: águas com salinidade superior a 0,5 ‰ e inferior a 30 ‰;
III - águas salinas: águas com salinidade igual ou superior a 30 ‰;
IV - ambiente lêntico: ambiente que se refere à água parada, com movimento lento
ou estagnado;
V - ambiente lótico: ambiente relativo a águas continentais moventes;
VI - aqüicultura: o cultivo ou a criação de organismos cujo ciclo de vida, em con-
dições naturais, ocorre total ou parcialmente em meio aquático;
VII - carga poluidora: quantidade de determinado poluente transportado ou lançado
em um corpo de água receptor, expressa em unidade de massa por tempo;
VIII - cianobactérias: microorganismos procarióticos autotróficos, também deno-
minados como cianofíceas (algas azuis) capazes de ocorrer em qualquer manancial
superficial especialmente naqueles com elevados níveis de nutrientes (nitrogênio e
fósforo), podendo produzir toxinas com efeitos adversos a saúde;
QUALIDADE DA ÁGUA RESOLUÇÃO CONAMA nº 357 de 2005
PADRÕES DE LANÇAMENTO EM CORPOS RECEPTORES
RESOLUÇÃO CONAMA No 357,
EXIGÊNCIAS LEGAIS
robertoemery@gmail.com
RESOLUÇÃO CONAMA No 357,
EXIGÊNCIAS LEGAIS
S DO CONAMAS DO CONAMA
do Sistema Nacional de Meio Ambiente - SISNAMA e do Sistema N
ento de Recursos Hídricos - SINGREH;
- virtualmente ausentes: que não é perceptível pela visão, olfato ou pa
- zona de mistura: região do corpo receptor onde ocorre a diluição
e.
CAPÍTULO II
Da Classificação Dos Corpos De Água
s águas doces, salobras e salinas do Território Nacional são cla
qualidade requerida para os seus usos preponderantes, em treze
o no DOU nº 87, de 9 de maio de 2005, pág. 44
Parágrafo único. As águas de melhor qualidade podem ser aproveitadas em uso menos
exigente, desde que este não prejudique a qualidade da água, atendidos outros requisitos
pertinentes.
Seção I
Das Águas Doces
Art. 4o
As águas doces são classificadas em:
I - classe especial: águas destinadas:
a) ao abastecimento para consumo humano, com desinfecção;
b) à preservação do equilíbrio natural das comunidades aquáticas; e,
c) à preservação dos ambientes aquáticos em unidades de conservação de proteção
integral.
II - classe 1: águas que podem ser destinadas:
a) ao abastecimento para consumo humano, após tratamento simplificado;
b) à proteção das comunidades aquáticas;
c) à recreação de contato primário, tais como natação, esqui aquático e mergulho,
QUALIDADE DA ÁGUA RESOLUÇÃO CONAMA nº 357 de 2005
robertoemery@gmail.com
RESOLUÇÃO CONAMA No 357,
EXIGÊNCIAS LEGAIS
S DO CONAMAS DO CONAMA
do Sistema Nacional de Meio Ambiente - SISNAMA e do Sistema N
ento de Recursos Hídricos - SINGREH;
- virtualmente ausentes: que não é perceptível pela visão, olfato ou pa
- zona de mistura: região do corpo receptor onde ocorre a diluição
e.
CAPÍTULO II
Da Classificação Dos Corpos De Água
s águas doces, salobras e salinas do Território Nacional são cla
qualidade requerida para os seus usos preponderantes, em treze
o no DOU nº 87, de 9 de maio de 2005, pág. 44
Parágrafo único. As águas de melhor qualidade podem ser aproveitadas em uso menos
exigente, desde que este não prejudique a qualidade da água, atendidos outros requisitos
pertinentes.
Seção I
Das Águas Doces
Art. 4o
As águas doces são classificadas em:
I - classe especial: águas destinadas:
a) ao abastecimento para consumo humano, com desinfecção;
b) à preservação do equilíbrio natural das comunidades aquáticas; e,
c) à preservação dos ambientes aquáticos em unidades de conservação de proteção
integral.
II - classe 1: águas que podem ser destinadas:
a) ao abastecimento para consumo humano, após tratamento simplificado;
b) à proteção das comunidades aquáticas;
c) à recreação de contato primário, tais como natação, esqui aquático e mergulho,
conforme Resolução CONAMA no
274, de 2000;
d) à irrigação de hortaliças que são consumidas cruas e de frutas que se desenvolvam
rentes ao solo e que sejam ingeridas cruas sem remoção de película; e
e) à proteção das comunidades aquáticas em Terras Indígenas.
III - classe 2: águas que podem ser destinadas:
a) ao abastecimento para consumo humano, após tratamento convencional;
b) à proteção das comunidades aquáticas;
c) à recreação de contato primário, tais como natação, esqui aquático e mergulho,
conforme Resolução CONAMA no
274, de 2000;
d) à irrigação de hortaliças, plantas frutíferas e de parques, jardins, campos de esporte
robertoemery@gmail.com
RESOLUÇÃO CONAMA No 357,
EXIGÊNCIAS LEGAIS
S DO CONAMAS DO CONAMA
do Sistema Nacional de Meio Ambiente - SISNAMA e do Sistema N
ento de Recursos Hídricos - SINGREH;
- virtualmente ausentes: que não é perceptível pela visão, olfato ou pa
- zona de mistura: região do corpo receptor onde ocorre a diluição
e.
CAPÍTULO II
Da Classificação Dos Corpos De Água
s águas doces, salobras e salinas do Território Nacional são cla
qualidade requerida para os seus usos preponderantes, em treze
o no DOU nº 87, de 9 de maio de 2005, pág. 44
I - classe especial: águas destinadas:
a) ao abastecimento para consumo humano, com desinfecção;
b) à preservação do equilíbrio natural das comunidades aquáticas; e,
c) à preservação dos ambientes aquáticos em unidades de conservação de proteção
integral.
II - classe 1: águas que podem ser destinadas:
a) ao abastecimento para consumo humano, após tratamento simplificado;
b) à proteção das comunidades aquáticas;
c) à recreação de contato primário, tais como natação, esqui aquático e mergulho,
conforme Resolução CONAMA no
274, de 2000;
d) à irrigação de hortaliças que são consumidas cruas e de frutas que se desenvolvam
rentes ao solo e que sejam ingeridas cruas sem remoção de película; e
e) à proteção das comunidades aquáticas em Terras Indígenas.
III - classe 2: águas que podem ser destinadas:
a) ao abastecimento para consumo humano, após tratamento convencional;
b) à proteção das comunidades aquáticas;
c) à recreação de contato primário, tais como natação, esqui aquático e mergulho,
conforme Resolução CONAMA no
274, de 2000;
d) à irrigação de hortaliças, plantas frutíferas e de parques, jardins, campos de esporte
e lazer, com os quais o público possa vir a ter contato direto; e
e) à aqüicultura e à atividade de pesca.
IV - classe 3: águas que podem ser destinadas:
a) ao abastecimento para consumo humano, após tratamento convencional ou avançado;
b) à irrigação de culturas arbóreas, cerealíferas e forrageiras;
c) à pesca amadora;
d) à recreação de contato secundário; e
robertoemery@gmail.com
RESOLUÇÃO CONAMA No 357,
EXIGÊNCIAS LEGAIS
S DO CONAMAS DO CONAMA
do Sistema Nacional de Meio Ambiente - SISNAMA e do Sistema N
ento de Recursos Hídricos - SINGREH;
- virtualmente ausentes: que não é perceptível pela visão, olfato ou pa
- zona de mistura: região do corpo receptor onde ocorre a diluição
e.
CAPÍTULO II
Da Classificação Dos Corpos De Água
s águas doces, salobras e salinas do Território Nacional são cla
qualidade requerida para os seus usos preponderantes, em treze
o no DOU nº 87, de 9 de maio de 2005, pág. 44
c) à recreação de contato primário, tais como natação, esqui aquático e mergulho,
conforme Resolução CONAMA no
274, de 2000;
d) à irrigação de hortaliças que são consumidas cruas e de frutas que se desenvolvam
rentes ao solo e que sejam ingeridas cruas sem remoção de película; e
e) à proteção das comunidades aquáticas em Terras Indígenas.
III - classe 2: águas que podem ser destinadas:
a) ao abastecimento para consumo humano, após tratamento convencional;
b) à proteção das comunidades aquáticas;
c) à recreação de contato primário, tais como natação, esqui aquático e mergulho,
conforme Resolução CONAMA no
274, de 2000;
d) à irrigação de hortaliças, plantas frutíferas e de parques, jardins, campos de esporte
e lazer, com os quais o público possa vir a ter contato direto; e
e) à aqüicultura e à atividade de pesca.
IV - classe 3: águas que podem ser destinadas:
a) ao abastecimento para consumo humano, após tratamento convencional ou avançado;
b) à irrigação de culturas arbóreas, cerealíferas e forrageiras;
c) à pesca amadora;
d) à recreação de contato secundário; e
e) à dessedentação de animais.
V - classe 4: águas que podem ser destinadas:
a) à navegação; e
b) à harmonia paisagística.
Seção II
Das Águas Salinas
o
robertoemery@gmail.com
e) à irrigação de hortaliças que são consumidas cruas e de frutas que se desenvol-
vam rentes ao solo e que sejam ingeridas cruas sem remoção de película, e à irrigação
de parques, jardins, campos de esporte e lazer, com os quais o público possa vir a ter
contato direto.
III - classe 2: águas que podem ser destinadas:
a) à pesca amadora; e
b) à recreação de contato secundário.
IV - classe 3: águas que podem ser destinadas:
a) à navegação; e
b) à harmonia paisagística.
CAPÍTULO III
Das Condições E Padrões De Qualidade Das Águas
Seção I
Das Disposições Gerais
Art. 7o
Os padrões de qualidade das águas determinados nesta Resolução estabelecem
limites individuais para cada substância em cada classe.
Parágrafo único. Eventuais interações entre substâncias, especificadas ou não nesta
Resolução, não poderão conferir às águas características capazes de causar efeitos
letais ou alteração de comportamento, reprodução ou fisiologia da vida, bem como de
restringir os usos preponderantes previstos, ressalvado o disposto no § 3o
do art. 34,
desta Resolução.
Art.8o
Oconjuntodeparâmetrosdequalidadedeáguaselecionadoparasubsidiarapro-
PADRÕES DE LANÇAMENTO EM CORPOS RECEPTORES
RESOLUÇÃO CONAMA No 357,
EXIGÊNCIAS LEGAIS
robertoemery@gmail.com
e) à irrigação de hortaliças que são consumidas cruas e de frutas que se desenvol-
vam rentes ao solo e que sejam ingeridas cruas sem remoção de película, e à irrigação
de parques, jardins, campos de esporte e lazer, com os quais o público possa vir a ter
contato direto.
III - classe 2: águas que podem ser destinadas:
a) à pesca amadora; e
b) à recreação de contato secundário.
IV - classe 3: águas que podem ser destinadas:
a) à navegação; e
b) à harmonia paisagística.
CAPÍTULO III
Das Condições E Padrões De Qualidade Das Águas
Seção I
Das Disposições Gerais
Art. 7o
Os padrões de qualidade das águas determinados nesta Resolução estabelecem
limites individuais para cada substância em cada classe.
Parágrafo único. Eventuais interações entre substâncias, especificadas ou não nesta
Resolução, não poderão conferir às águas características capazes de causar efeitos
letais ou alteração de comportamento, reprodução ou fisiologia da vida, bem como de
restringir os usos preponderantes previstos, ressalvado o disposto no § 3o
do art. 34,
desta Resolução.
Art.8o
Oconjuntodeparâmetrosdequalidadedeáguaselecionadoparasubsidiarapro-
PADRÕES DE LANÇAMENTO EM CORPOS RECEPTORES
RESOLUÇÃO CONAMA No 357,
EXIGÊNCIAS LEGAIS
Qualidade da Água
robertoemery@gmail.com
RESOLUÇÕES DO CONAMARESOLUÇÕES DO CONAMA 285RESOLUÇÕES DO CONAMA 285RESOLUÇÕES DO CONAMA
Art. 12. O Poder Público poderá estabelecer restrições e medidas adicionais, de caráter
excepcional e temporário, quando a vazão do corpo de água estiver abaixo da vazão de
referência.
Art. 13. Nas águas de classe especial deverão ser mantidas as condições naturais do
corpo de água.
Seção II
Das Águas Doces
Art. 14. As águas doces de classe 1 observarão as seguintes condições e padrões:
I - condições de qualidade de água:
a) não verificação de efeito tóxico crônico a organismos, de acordo com os critérios
estabelecidos pelo órgão ambiental competente, ou, na sua ausência, por instituições
nacionais ou internacionais renomadas, comprovado pela realização de ensaio ecotoxi-
cológico padronizado ou outro método cientificamente reconhecido.
Resolução Conama No 357, de 17 de março de 2005
PADRÕES DE LANÇAMENTO EM CORPOS RECEPTORES
EXIGÊNCIAS LEGAIS
b) materiais flutuantes, inclusive espumas não naturais: virtualmente ausentes;
c) óleos e graxas: virtualmente ausentes;
d) substâncias que comuniquem gosto ou odor: virtualmente ausentes;
e) corantes provenientes de fontes antrópicas: virtualmente ausentes;
f) resíduos sólidos objetáveis: virtualmente ausentes;
g) coliformes termotolerantes: para o uso de recreação de contato primário deverão
ser obedecidos os padrões de qualidade de balneabilidade, previstos na Resolução CO-
NAMA no
274, de 2000. Para os demais usos, não deverá ser excedido um limite de 200
coliformes termotolerantes por 100 mililitros em 80% ou mais, de pelo menos 6 amostras,
coletadas durante o período de um ano, com freqüência bimestral. A E. coli poderá ser
determinada em substituição ao parâmetro coliformes termotolerantes de acordo com
limites estabelecidos pelo órgão ambiental competente;
h) DBO 5 dias a 20°C até 3 mg/L O ;
RESOLUÇÃO CONAMA nº 357 de 2005QUALIDADE DA ÁGUA
robertoemery@gmail.com
RESOLUÇÕES DO CONAMARESOLUÇÕES DO CONAMA 285RESOLUÇÕES DO CONAMA 285RESOLUÇÕES DO CONAMA
Art. 12. O Poder Público poderá estabelecer restrições e medidas adicionais, de caráter
excepcional e temporário, quando a vazão do corpo de água estiver abaixo da vazão de
referência.
Art. 13. Nas águas de classe especial deverão ser mantidas as condições naturais do
corpo de água.
Seção II
Das Águas Doces
Art. 14. As águas doces de classe 1 observarão as seguintes condições e padrões:
I - condições de qualidade de água:
a) não verificação de efeito tóxico crônico a organismos, de acordo com os critérios
estabelecidos pelo órgão ambiental competente, ou, na sua ausência, por instituições
nacionais ou internacionais renomadas, comprovado pela realização de ensaio ecotoxi-
cológico padronizado ou outro método cientificamente reconhecido.
b) materiais flutuantes, inclusive espumas não naturais: virtualmente ausentes;
c) óleos e graxas: virtualmente ausentes;
d) substâncias que comuniquem gosto ou odor: virtualmente ausentes;
e) corantes provenientes de fontes antrópicas: virtualmente ausentes;
f) resíduos sólidos objetáveis: virtualmente ausentes;
g) coliformes termotolerantes: para o uso de recreação de contato primário deverão
ser obedecidos os padrões de qualidade de balneabilidade, previstos na Resolução CO-
NAMA no
274, de 2000. Para os demais usos, não deverá ser excedido um limite de 200
coliformes termotolerantes por 100 mililitros em 80% ou mais, de pelo menos 6 amostras,
coletadas durante o período de um ano, com freqüência bimestral. A E. coli poderá ser
determinada em substituição ao parâmetro coliformes termotolerantes de acordo com
limites estabelecidos pelo órgão ambiental competente;
h) DBO 5 dias a 20°C até 3 mg/L O2
;
i) OD, em qualquer amostra, não inferior a 6 mg/L O2
;
j) turbidez até 40 unidades nefelométrica de turbidez (UNT);
l) cor verdadeira: nível de cor natural do corpo de água em mg Pt/L; e
m) pH: 6,0 a 9,0.
II - Padrões de qualidade de água:
TABELA I - CLASSE 1 - ÁGUAS DOCES
PADRÕES
Parâmetros Valor máximo
Clorofila a 10 µg/L
Densidade de cianobactérias 20.000 cel/mL ou 2 mm3
/L
Sólidos dissolvidos totais 500 mg/L
Parâmetros inorgânicos Valor máximo
Alumínio dissolvido 0,1 mg/L Al
Antimônio 0,005mg/L Sb
Arsênio total 0,01 mg/L As
Resolução Conama No 357, de 17 de março de 2005
PADRÕES DE LANÇAMENTO EM CORPOS RECEPTORES
Tabela 1 continua...
EXIGÊNCIAS LEGAIS
robertoemery@gmail.com
288 RESOLUÇÕES DO CONAMA288 RESOLUÇÕES DO CONAMA
Hexaclorobenzeno 0,00029 µg/L
Indeno(1,2,3-cd)pireno 0,018 µg/L
PCBs - Bifenilas policloradas 0,000064 µg/L
Pentaclorofenol 3,0 µg/L
Tetracloreto de carbono 1,6 µg/L
Tetracloroeteno 3,3 µg/L
Toxafeno 0,00028 µg/L
2,4,6-triclorofenol 2,4 µg/L
Art 15. Aplicam-se às águas doces de classe 2 as condições e padrões da classe 1 pre-
vistos no artigo anterior, à exceção do seguinte:
I - não será permitida a presença de corantes provenientes de fontes antrópicas que não
sejam removíveis por processo de coagulação, sedimentação e filtração convencionais;
II - coliformes termotolerantes: para uso de recreação de contato primário deverá
ser obedecida a Resolução CONAMA no
274, de 2000. Para os demais usos, não deverá
ser excedido um limite de 1.000 coliformes termotolerantes por 100 mililitros em 80%
ou mais de pelo menos 6 (seis) amostras coletadas durante o período de um ano, com
freqüência bimestral. A E. coli poderá ser determinada em substituição ao parâmetro
coliformes termotolerantes de acordo com limites estabelecidos pelo órgão ambiental
competente;
III - cor verdadeira: até 75 mg Pt/L;
IV - turbidez: até 100 UNT;
V - DBO 5 dias a 20°C: até 5 mg/L O2
;
VI - OD, em qualquer amostra: não inferior a 5 mg/L O2
;
VII - clorofila a: até 30 µg/L;69
VIII - densidade de cianobactérias: até 50000 cel/mL ou 5 mm3
/L; e,
IX - fósforo total:
a) até 0,030 mg/L, em ambientes lênticos; e,
b) até 0,050 mg/L, em ambientes intermediários, com tempo de residência entre 2 e
40 dias, e tributários diretos de ambiente lêntico.
QUALIDADE DA ÁGUA RESOLUÇÃO CONAMA nº 357 de 2005
Resolução Conama No 357, de 17 de março de 2005
PADRÕES DE LANÇAMENTO EM CORPOS RECEPTORES
EXIGÊNCIAS LEGAIS
robertoemery@gmail.com
CAPÍTULO IV
Das Condições e Padrões de Lançamento de Efluentes
Art. 24. Os efluentes de qualquer fonte poluidora somente poderão ser lançados,
direta ou indiretamente, nos corpos de água, após o devido tratamento e desde que
obedeçam às condições, padrões e exigências dispostos nesta Resolução e em outras
normas aplicáveis.
Parágrafo único. O órgão ambiental competente poderá, a qualquer momento:
I - acrescentar outras condições e padrões, ou torná-los mais restritivos, tendo em
vista as condições locais, mediante fundamentação técnica; e
II-exigiramelhortecnologiadisponívelparao tratamentodosefluentes,compatívelcom
as condições do respectivo curso de água superficial, mediante fundamentação técnica.
Resolução Conama No 357, de 17 de março de 2005
PADRÕES DE LANÇAMENTO EM CORPOS RECEPTORES
EXIGÊNCIAS LEGAIS
robertoemery@gmail.com
§ 4 O disposto no § 1 aplica-se também às substâncias não contempladas nesta
Resolução, exceto se o empreendedor não tinha condições de saber de sua existência
nos seus efluentes.
Art. 27. É vedado, nos efluentes, o lançamento dos Poluentes Orgânicos Persistentes-
POPs mencionados na Convenção de Estocolmo, ratificada pelo Decreto Legislativo no
204, de 7 de maio de 2004.
Parágrafo único. Nos processos onde possa ocorrer a formação de dioxinas e furanos
deverá ser utilizada a melhor tecnologia disponível para a sua redução, até a completa
eliminação.
Art.28.Osefluentesnãopoderãoconferiraocorpodeáguacaracterísticasemdesacordo
com as metas obrigatórias progressivas, intermediárias e final, do seu enquadramento.
§ 1o
As metas obrigatórias serão estabelecidas mediante parâmetros.
§ 2o
Para os parâmetros não incluídos nas metas obrigatórias, os padrões de quali-
dade a serem obedecidos são os que constam na classe na qual o corpo receptor estiver
enquadrado.
§ 3o
Na ausência de metas intermediárias progressivas obrigatórias, devem ser obede-
cidos os padrões de qualidade da classe em que o corpo receptor estiver enquadrado.
Art. 29. A disposição de efluentes no solo, mesmo tratados, não poderá causar poluição
ou contaminação das águas.
Art. 30. No controle das condições de lançamento, é vedada, para fins de diluição antes
do seu lançamento, a mistura de efluentes com águas de melhor qualidade, tais como as
águas de abastecimento, do mar e de sistemas abertos de refrigeração sem recirculação.
Resolução Conama No 357, de 17 de março de 2005
PADRÕES DE LANÇAMENTO EM CORPOS RECEPTORES
EXIGÊNCIAS LEGAIS
robertoemery@gmail.com
eliminação.
Art.28.Osefluentesnãopoderãoconferiraocorpodeáguacaracterísticasemdesacordo
com as metas obrigatórias progressivas, intermediárias e final, do seu enquadramento.
§ 1o
As metas obrigatórias serão estabelecidas mediante parâmetros.
§ 2o
Para os parâmetros não incluídos nas metas obrigatórias, os padrões de quali-
dade a serem obedecidos são os que constam na classe na qual o corpo receptor estiver
enquadrado.
§ 3o
Na ausência de metas intermediárias progressivas obrigatórias, devem ser obede-
cidos os padrões de qualidade da classe em que o corpo receptor estiver enquadrado.
Art. 29. A disposição de efluentes no solo, mesmo tratados, não poderá causar poluição
ou contaminação das águas.
Art. 30. No controle das condições de lançamento, é vedada, para fins de diluição antes
do seu lançamento, a mistura de efluentes com águas de melhor qualidade, tais como as
águas de abastecimento, do mar e de sistemas abertos de refrigeração sem recirculação.
Art. 31. Na hipótese de fonte de poluição geradora de diferentes efluentes ou lança-
mentos individualizados, os limites constantes desta Resolução aplicar-se-ão a cada um
deles ou ao conjunto após a mistura, a critério do órgão ambiental competente.
Art. 32. Nas águas de classe especial é vedado o lançamento de efluentes ou disposição
de resíduos domésticos, agropecuários, de aqüicultura, industriais e de quaisquer outras
fontes poluentes, mesmo que tratados.
§ 1o
Nas demais classes de água, o lançamento de efluentes deverá, simultanea-
Resolução Conama No 357, de 17 de março de 2005
PADRÕES DE LANÇAMENTO EM CORPOS RECEPTORES
EXIGÊNCIAS LEGAIS
robertoemery@gmail.com
RESOLUÇÕES DO CONAMARESOLUÇÕES DO CONAMA 29RESOLUÇÕES DO CONAMA 29RESOLUÇÕES DO CONAMA
Art. 30. No controle das condições de lançamento, é vedada, para fins de diluição antes
do seu lançamento, a mistura de efluentes com águas de melhor qualidade, tais como as
águas de abastecimento, do mar e de sistemas abertos de refrigeração sem recirculação.
Art. 31. Na hipótese de fonte de poluição geradora de diferentes efluentes ou lança-
mentos individualizados, os limites constantes desta Resolução aplicar-se-ão a cada um
deles ou ao conjunto após a mistura, a critério do órgão ambiental competente.
Art. 32. Nas águas de classe especial é vedado o lançamento de efluentes ou disposição
de resíduos domésticos, agropecuários, de aqüicultura, industriais e de quaisquer outras
fontes poluentes, mesmo que tratados.
§ 1o
Nas demais classes de água, o lançamento de efluentes deverá, simultanea-
mente:
I - atender às condições e padrões de lançamento de efluentes;
II - não ocasionar a ultrapassagem das condições e padrões de qualidade de água,
estabelecidos para as respectivas classes, nas condições da vazão de referência; e
III - atender a outras exigências aplicáveis.
§ 2o
No corpo de água em processo de recuperação, o lançamento de efluentes ob-
servará as metas progressivas obrigatórias, intermediárias e final.
Art. 33. Na zona de mistura de efluentes, o órgão ambiental competente poderá au-
torizar, levando em conta o tipo de substância, valores em desacordo com os estabele-
cidos para a respectiva classe de enquadramento, desde que não comprometam os usos
previstos para o corpo de água.
Parágrafo único. A extensão e as concentrações de substâncias na zona de mistura
RESOLUÇÃO CONAMA nº 357 de 2005QUALIDADE DA ÁGUA
Resolução Conama No 357, de 17 de março de 2005
PADRÕES DE LANÇAMENTO EM CORPOS RECEPTORES
EXIGÊNCIAS LEGAIS
robertoemery@gmail.com
I - atender às condições e padrões de lançamento de efluentes;
II - não ocasionar a ultrapassagem das condições e padrões de qualidade de água,
estabelecidos para as respectivas classes, nas condições da vazão de referência; e
III - atender a outras exigências aplicáveis.
§ 2o
No corpo de água em processo de recuperação, o lançamento de efluentes ob-
servará as metas progressivas obrigatórias, intermediárias e final.
Art. 33. Na zona de mistura de efluentes, o órgão ambiental competente poderá au-
torizar, levando em conta o tipo de substância, valores em desacordo com os estabele-
cidos para a respectiva classe de enquadramento, desde que não comprometam os usos
previstos para o corpo de água.
Parágrafo único. A extensão e as concentrações de substâncias na zona de mistura
deverão ser objeto de estudo, nos termos determinados pelo órgão ambiental competente,
às expensas do empreendedor responsável pelo lançamento.
Art. 34. Os efluentes de qualquer fonte poluidora somente poderão ser lançados, di-
reta ou indiretamente, nos corpos de água desde que obedeçam as condições e padrões
previstos neste artigo, resguardadas outras exigências cabíveis:
§ 1o
O efluente não deverá causar ou possuir potencial para causar efeitos tóxicos
aos organismos aquáticos no corpo receptor, de acordo com os critérios de toxicidade
estabelecidos pelo órgão ambiental competente.
§ 2o
Os critérios de toxicidade previstos no § 1o
devem se basear em resultados de
ensaios ecotoxicológicos padronizados, utilizando organismos aquáticos, e realizados
RESOLUÇÃO CONAMA nº 357 de 2005QUALIDADE DA ÁGUA
Resolução Conama No 357, de 17 de março de 2005
PADRÕES DE LANÇAMENTO EM CORPOS RECEPTORES
EXIGÊNCIAS LEGAIS
robertoemery@gmail.com
estabelecidos para as respectivas classes, nas condições da vazão de referência; e
III - atender a outras exigências aplicáveis.
§ 2o
No corpo de água em processo de recuperação, o lançamento de efluentes ob-
servará as metas progressivas obrigatórias, intermediárias e final.
Art. 33. Na zona de mistura de efluentes, o órgão ambiental competente poderá au-
torizar, levando em conta o tipo de substância, valores em desacordo com os estabele-
cidos para a respectiva classe de enquadramento, desde que não comprometam os usos
previstos para o corpo de água.
Parágrafo único. A extensão e as concentrações de substâncias na zona de mistura
deverão ser objeto de estudo, nos termos determinados pelo órgão ambiental competente,
às expensas do empreendedor responsável pelo lançamento.
Art. 34. Os efluentes de qualquer fonte poluidora somente poderão ser lançados, di-
reta ou indiretamente, nos corpos de água desde que obedeçam as condições e padrões
previstos neste artigo, resguardadas outras exigências cabíveis:
§ 1o
O efluente não deverá causar ou possuir potencial para causar efeitos tóxicos
aos organismos aquáticos no corpo receptor, de acordo com os critérios de toxicidade
estabelecidos pelo órgão ambiental competente.
§ 2o
Os critérios de toxicidade previstos no § 1o
devem se basear em resultados de
ensaios ecotoxicológicos padronizados, utilizando organismos aquáticos, e realizados
no efluente.
§ 3o
Nos corpos de água em que as condições e padrões de qualidade previstos nesta
Resolução não incluam restrições de toxicidade a organismos aquáticos, não se aplicam
os parágrafos anteriores.
§ 4o
Condições de lançamento de efluentes:
I - pH entre 5 a 9;
Resolução Conama No 357, de 17 de março de 2005
PADRÕES DE LANÇAMENTO EM CORPOS
RECEPTORES
EXIGÊNCIAS LEGAIS
robertoemery@gmail.com
Resolução Conama No 357, de 17 de março de 2005
PADRÕES DE LANÇAMENTO EM CORPOS
RECEPTORES
EXIGÊNCIAS LEGAIS
às expensas do empreendedor responsável pelo lançamento.
Art. 34. Os efluentes de qualquer fonte poluidora somente poderão ser lançados, di-
reta ou indiretamente, nos corpos de água desde que obedeçam as condições e padrões
previstos neste artigo, resguardadas outras exigências cabíveis:
§ 1o
O efluente não deverá causar ou possuir potencial para causar efeitos tóxicos
aos organismos aquáticos no corpo receptor, de acordo com os critérios de toxicidade
estabelecidos pelo órgão ambiental competente.
§ 2o
Os critérios de toxicidade previstos no § 1o
devem se basear em resultados de
ensaios ecotoxicológicos padronizados, utilizando organismos aquáticos, e realizados
no efluente.
§ 3o
Nos corpos de água em que as condições e padrões de qualidade previstos nesta
Resolução não incluam restrições de toxicidade a organismos aquáticos, não se aplicam
os parágrafos anteriores.
§ 4o
Condições de lançamento de efluentes:
I - pH entre 5 a 9;
II - temperatura: inferior a 40ºC, sendo que a variação de temperatura do corpo re-
ceptor não deverá exceder a 3ºC na zona de mistura;
III - materiais sedimentáveis: até 1 mL/L em teste de 1 hora em cone Imhoff. Para o
lançamento em lagos e lagoas, cuja velocidade de circulação seja praticamente nula, os
materiais sedimentáveis deverão estar virtualmente ausentes;
IV - regime de lançamento com vazão máxima de até 1,5 vezes a vazão média do
período de atividade diária do agente poluidor, exceto nos casos permitidos pela auto-
ridade competente;
V - óleos e graxas:
1 - óleos minerais: até 20mg/L;
2- óleos vegetais e gorduras animais: até 50mg/L; e
VI - ausência de materiais flutuantes.
§ 5o
Padrões de lançamento de efluentes:
robertoemery@gmail.com
0 RESOLUÇÕES DO CONAMA0 RESOLUÇÕES DO CONAMA
tor não deverá exceder a 3ºC no limite da zona de mistura, desde que não comprometa
os usos previstos para o corpo d’água; (nova redação dada pela Resolução CONAMA no
397/08)
III - materiais sedimentáveis: até 1 mL/L em teste de 1 hora em cone Imhoff. Para o
lançamento em lagos e lagoas, cuja velocidade de circulação seja praticamente nula, os
materiais sedimentáveis deverão estar virtualmente ausentes;
IV - regime de lançamento com vazão máxima de até 1,5 vezes a vazão média do
período de atividade diária do agente poluidor, exceto nos casos permitidos pela auto-
ridade competente;
V - óleos e graxas:
1 - óleos minerais: até 20mg/L;
2 - óleos vegetais e gorduras animais: até 50mg/L; e
VI - ausência de materiais flutuantes.
§ 5o
Padrões de lançamento de efluentes:
TABELA X - LANÇAMENTO DE EFLUENTES
PADRÕES
Parâmetros inorgânicos Valor máximo
Arsênio total 0,5 mg/L As
Bário total 5,0 mg/L Ba
Boro total 5,0 mg/L B
Cádmio total 0,2 mg/L Cd
Resolução Conama No 357, de 17 de março de 2005
PADRÕES DE LANÇAMENTO EM CORPOS
RECEPTORES
EXIGÊNCIAS LEGAIS
robertoemery@gmail.com
Resolução Conama No 357, de 17 de março de 2005
PADRÕES DE LANÇAMENTO EM CORPOS RECEPTORES
QualidadedeÁgua
Chumbo total 0,5 mg/L Pb
Cianeto total
(novo valor dado pela Resolução nº 397/08)
0,2 mg/L CN
1,0 mg/L CN
Cianeto livre (destilável por ácidos fracos)
(nova redação e valor dados pela Resolução nº 397/08)
0,2 mg/L CN
Cobre dissolvido 1,0 mg/L Cu
Cromo total hexavalente
(nova redação e valor dados pela Resolução nº 397/08)
0,5 mg/L Cr
0,1 mg/L Cr6+
Cromo trivalente
(nova redação e valor dados pela Resolução nº 397/08)
1,0 mg/L Cr3+
Estanho total 4,0 mg/L Sn
Ferro dissolvido 15,0 mg/L Fe78
Fluoreto total 10,0 mg/L F
Manganês dissolvido 1,0 mg/L Mn
Mercúrio total 0,01 mg/L Hg
Níquel total 2,0 mg/L Ni
Nitrogênio amoniacal total 20,0 mg/L N
Prata total 0,1 mg/L Ag
Selênio total 0,30 mg/L Se
Sulfeto 1,0 mg/L S
Zinco total 5,0 mg/L Zn
Parâmetros orgânicos Valor máximo
Clorofórmio 1,0 mg/L
Dicloroeteno (somatório de 1,1 + 1,2 cis + 1,2 trans)
(nova redação dada pela Resolução nº 397/08)
1,0 mg/L
Fenóis totais (substâncias que reagem
com 4-aminoantipirina)
0,5 mg/L C6
H5
OH
Tetracloreto de Carbono 1,0 mg/L
Tricloroeteno 1,0 mg/L
QUALIDADE DA ÁGUA RESOLUÇÃO CONAMA nº 357 de 2005
EXIGÊNCIAS LEGAIS
robertoemery@gmail.com
CAPÍTULO V
Diretrizes Ambientais Para o Enquadramento
Art. 38. O enquadramento dos corpos de água dar-se-á de acordo com as normas e
procedimentosdefinidospeloConselhoNacionaldeRecursosHídricos-CNRHeConselhos
Estaduais de Recursos Hídricos.
§ 1o
O enquadramento do corpo hídrico será definido pelos usos preponderantes mais
restritivos da água, atuais ou pretendidos.
§ 2o
Nas bacias hidrográficas em que a condição de qualidade dos corpos de água esteja
em desacordo com os usos preponderantes pretendidos, deverão ser estabelecidas metas
obrigatórias, intermediárias e final, de melhoria da qualidade da água para efetivação
dos respectivos enquadramentos, excetuados nos parâmetros que excedam aos limites
devido às condições naturais.
§ 3o
As ações de gestão referentes ao uso dos recursos hídricos, tais como a outorga
e cobrança pelo uso da água, ou referentes à gestão ambiental, como o licenciamento,
termos de ajustamento de conduta e o controle da poluição, deverão basear-se nas metas
progressivas intermediárias e final aprovadas pelo órgão competente para a respectiva
bacia hidrográfica ou corpo hídrico específico.
§ 4o
As metas progressivas obrigatórias, intermediárias e final, deverão ser atingidas em
regime de vazão de referência, excetuados os casos de baías de águas salinas ou salobras,
RESOLUÇÃO CONAMA nº 357 de 2005QUALIDADE DA ÁGUA
§ 4 As metas progressivas obrigatórias, intermediárias e final, deverão ser atingidas em
regime de vazão de referência, excetuados os casos de baías de águas salinas ou salobras,
ou outros corpos hídricos onde não seja aplicável a vazão de referência, para os quais de-
verão ser elaborados estudos específicos sobre a dispersão e assimilação de poluentes no
meio hídrico.
§ 5o
Em corpos de água intermitentes ou com regime de vazão que apresente
diferença sazonal significativa, as metas progressivas obrigatórias poderão variar ao
longo do ano.
§ 6o
Em corpos de água utilizados por populações para seu abastecimento, o enqua-
dramento e o licenciamento ambiental de atividades a montante preservarão, obrigato-
riamente, as condições de consumo.
CAPÍTULO VI
Disposições Finais e Transitórias
Art. 39. Cabe aos órgãos ambientais competentes, quando necessário, definir os valores
dos poluentes considerados virtualmente ausentes.
Art. 40. No caso de abastecimento para consumo humano, sem prejuízo do disposto
nesta Resolução, deverão ser observadas, as normas específicas sobre qualidade da água
e padrões de potabilidade.
Art. 41. Os métodos de coleta e de análises de águas são os especificados em normas
técnicas cientificamente reconhecidas.
Art. 42. Enquanto não aprovados os respectivos enquadramentos, as águas doces
serão consideradas classe 2, as salinas e salobras classe 1, exceto se as condições de
qualidade atuais forem melhores, o que determinará a aplicação da classe mais rigorosa
ou outros corpos hídricos onde não seja aplicável a vazão de referência, para os quais de-
verão ser elaborados estudos específicos sobre a dispersão e assimilação de poluentes no
meio hídrico.
§ 5o
Em corpos de água intermitentes ou com regime de vazão que apresente
diferença sazonal significativa, as metas progressivas obrigatórias poderão variar ao
longo do ano.
§ 6o
Em corpos de água utilizados por populações para seu abastecimento, o enqua-
dramento e o licenciamento ambiental de atividades a montante preservarão, obrigato-
riamente, as condições de consumo.
CAPÍTULO VI
Disposições Finais e Transitórias
Art. 39. Cabe aos órgãos ambientais competentes, quando necessário, definir os valores
dos poluentes considerados virtualmente ausentes.
Art. 40. No caso de abastecimento para consumo humano, sem prejuízo do disposto
nesta Resolução, deverão ser observadas, as normas específicas sobre qualidade da água
e padrões de potabilidade.
Art. 41. Os métodos de coleta e de análises de águas são os especificados em normas
técnicas cientificamente reconhecidas.
Art. 42. Enquanto não aprovados os respectivos enquadramentos, as águas doces
serão consideradas classe 2, as salinas e salobras classe 1, exceto se as condições de
qualidade atuais forem melhores, o que determinará a aplicação da classe mais rigorosa
correspondente.
Resolução Conama No 357, de 17 de março de 2005
PADRÕES DE LANÇAMENTO EM CORPOS RECEPTORES
EXIGÊNCIAS LEGAIS
robertoemery@gmail.com
CAPÍTULO V
Diretrizes Ambientais Para o Enquadramento
Art. 38. O enquadramento dos corpos de água dar-se-á de acordo com as normas e
procedimentosdefinidospeloConselhoNacionaldeRecursosHídricos-CNRHeConselhos
Estaduais de Recursos Hídricos.
§ 1o
O enquadramento do corpo hídrico será definido pelos usos preponderantes mais
restritivos da água, atuais ou pretendidos.
§ 2o
Nas bacias hidrográficas em que a condição de qualidade dos corpos de água esteja
em desacordo com os usos preponderantes pretendidos, deverão ser estabelecidas metas
obrigatórias, intermediárias e final, de melhoria da qualidade da água para efetivação
dos respectivos enquadramentos, excetuados nos parâmetros que excedam aos limites
devido às condições naturais.
§ 3o
As ações de gestão referentes ao uso dos recursos hídricos, tais como a outorga
e cobrança pelo uso da água, ou referentes à gestão ambiental, como o licenciamento,
termos de ajustamento de conduta e o controle da poluição, deverão basear-se nas metas
progressivas intermediárias e final aprovadas pelo órgão competente para a respectiva
bacia hidrográfica ou corpo hídrico específico.
§ 4o
As metas progressivas obrigatórias, intermediárias e final, deverão ser atingidas em
regime de vazão de referência, excetuados os casos de baías de águas salinas ou salobras,
RESOLUÇÃO CONAMA nº 357 de 2005QUALIDADE DA ÁGUA
§ 4 As metas progressivas obrigatórias, intermediárias e final, deverão ser atingidas em
regime de vazão de referência, excetuados os casos de baías de águas salinas ou salobras,
ou outros corpos hídricos onde não seja aplicável a vazão de referência, para os quais de-
verão ser elaborados estudos específicos sobre a dispersão e assimilação de poluentes no
meio hídrico.
§ 5o
Em corpos de água intermitentes ou com regime de vazão que apresente
diferença sazonal significativa, as metas progressivas obrigatórias poderão variar ao
longo do ano.
§ 6o
Em corpos de água utilizados por populações para seu abastecimento, o enqua-
dramento e o licenciamento ambiental de atividades a montante preservarão, obrigato-
riamente, as condições de consumo.
CAPÍTULO VI
Disposições Finais e Transitórias
Art. 39. Cabe aos órgãos ambientais competentes, quando necessário, definir os valores
dos poluentes considerados virtualmente ausentes.
Art. 40. No caso de abastecimento para consumo humano, sem prejuízo do disposto
nesta Resolução, deverão ser observadas, as normas específicas sobre qualidade da água
e padrões de potabilidade.
Art. 41. Os métodos de coleta e de análises de águas são os especificados em normas
técnicas cientificamente reconhecidas.
Art. 42. Enquanto não aprovados os respectivos enquadramentos, as águas doces
serão consideradas classe 2, as salinas e salobras classe 1, exceto se as condições de
qualidade atuais forem melhores, o que determinará a aplicação da classe mais rigorosa
ou outros corpos hídricos onde não seja aplicável a vazão de referência, para os quais de-
verão ser elaborados estudos específicos sobre a dispersão e assimilação de poluentes no
meio hídrico.
§ 5o
Em corpos de água intermitentes ou com regime de vazão que apresente
diferença sazonal significativa, as metas progressivas obrigatórias poderão variar ao
longo do ano.
§ 6o
Em corpos de água utilizados por populações para seu abastecimento, o enqua-
dramento e o licenciamento ambiental de atividades a montante preservarão, obrigato-
riamente, as condições de consumo.
CAPÍTULO VI
Disposições Finais e Transitórias
Art. 39. Cabe aos órgãos ambientais competentes, quando necessário, definir os valores
dos poluentes considerados virtualmente ausentes.
Art. 40. No caso de abastecimento para consumo humano, sem prejuízo do disposto
nesta Resolução, deverão ser observadas, as normas específicas sobre qualidade da água
e padrões de potabilidade.
Art. 41. Os métodos de coleta e de análises de águas são os especificados em normas
técnicas cientificamente reconhecidas.
Art. 42. Enquanto não aprovados os respectivos enquadramentos, as águas doces
serão consideradas classe 2, as salinas e salobras classe 1, exceto se as condições de
qualidade atuais forem melhores, o que determinará a aplicação da classe mais rigorosa
correspondente.
Resolução Conama No 357, de 17 de março de 2005
PADRÕES DE LANÇAMENTO EM CORPOS RECEPTORES
EXIGÊNCIAS LEGAIS
Art. 45. O não cumprimento ao disposto nesta Resolução acarretará aos infratores as
sanções previstas pela legislação vigente.
§ 1o
Os órgãos ambientais e gestores de recursos hídricos, no âmbito de suas respectivas
competências,fiscalizarãoocumprimentodestaResolução,bemcomoquandopertinente,
a aplicação das penalidades administrativas previstas nas legislações específicas, sem
prejuízo do sancionamento penal e da responsabilidade civil objetiva do poluidor.
§ 2o
As exigências e deveres previstos nesta Resolução caracterizam obrigação de
relevante interesse ambiental.
Art. 46. O responsável por fontes potencial ou efetivamente poluidoras das águas deve
apresentar ao órgão ambiental competente, até o dia 31 de março de cada ano, decla-
ração de carga poluidora, referente ao ano civil anterior, subscrita pelo administrador
principal da empresa e pelo responsável técnico devidamente habilitado, acompanhada
da respectiva Anotação de Responsabilidade Técnica.
§ 1o
A declaração referida no caput deste artigo conterá, entre outros dados, a ca-
racterização qualitativa e quantitativa de seus efluentes, baseada em amostragem re-
presentativa dos mesmos, o estado de manutenção dos equipamentos e dispositivos de
controle da poluição.
§ 2o
O órgão ambiental competente poderá estabelecer critérios e formas para apre-
sentação da declaração mencionada no caput deste artigo, inclusive, dispensando-a se
for o caso para empreendimentos de menor potencial poluidor.
Art. 47. Equiparam-se a perito, os responsáveis técnicos que elaborem estudos e
pareceres apresentados aos órgãos ambientais.
Art. 48. O não cumprimento ao disposto nesta Resolução sujeitará os infratores,
entre outras, às sanções previstas na Lei no
9.605, de 12 de fevereiro de 1998 e respectiva
regulamentação.
Art. 44. O CONAMA, no prazo máximo de um ano, complementará, onde couber, con-
dições e padrões de lançamento de efluentes previstos nesta Resolução. (prazo alterado
para 18 de março de 2007, pela Resolução n° 370/06)
Art. 45. O não cumprimento ao disposto nesta Resolução acarretará aos infratores as
sanções previstas pela legislação vigente.
§ 1o
Os órgãos ambientais e gestores de recursos hídricos, no âmbito de suas respectivas
competências,fiscalizarãoocumprimentodestaResolução,bemcomoquandopertinente,
a aplicação das penalidades administrativas previstas nas legislações específicas, sem
prejuízo do sancionamento penal e da responsabilidade civil objetiva do poluidor.
§ 2o
As exigências e deveres previstos nesta Resolução caracterizam obrigação de
relevante interesse ambiental.
Art. 46. O responsável por fontes potencial ou efetivamente poluidoras das águas deve
apresentar ao órgão ambiental competente, até o dia 31 de março de cada ano, decla-
ração de carga poluidora, referente ao ano civil anterior, subscrita pelo administrador
principal da empresa e pelo responsável técnico devidamente habilitado, acompanhada
da respectiva Anotação de Responsabilidade Técnica.
§ 1o
A declaração referida no caput deste artigo conterá, entre outros dados, a ca-
racterização qualitativa e quantitativa de seus efluentes, baseada em amostragem re-
presentativa dos mesmos, o estado de manutenção dos equipamentos e dispositivos de
controle da poluição.
§ 2o
O órgão ambiental competente poderá estabelecer critérios e formas para apre-
sentação da declaração mencionada no caput deste artigo, inclusive, dispensando-a se
for o caso para empreendimentos de menor potencial poluidor.
Art. 47. Equiparam-se a perito, os responsáveis técnicos que elaborem estudos e
robertoemery@gmail.com
Resolução Conama No 357, de 17 de março de 2005
PADRÕES DE LANÇAMENTO EM CORPOS RECEPTORES
EXIGÊNCIAS LEGAIS
Importância da caracterização
Art. 45. O não cumprimento ao disposto nesta Resolução acarretará aos infratores as
sanções previstas pela legislação vigente.
§ 1o
Os órgãos ambientais e gestores de recursos hídricos, no âmbito de suas respectivas
competências,fiscalizarãoocumprimentodestaResolução,bemcomoquandopertinente,
a aplicação das penalidades administrativas previstas nas legislações específicas, sem
prejuízo do sancionamento penal e da responsabilidade civil objetiva do poluidor.
§ 2o
As exigências e deveres previstos nesta Resolução caracterizam obrigação de
relevante interesse ambiental.
Art. 46. O responsável por fontes potencial ou efetivamente poluidoras das águas deve
apresentar ao órgão ambiental competente, até o dia 31 de março de cada ano, decla-
ração de carga poluidora, referente ao ano civil anterior, subscrita pelo administrador
principal da empresa e pelo responsável técnico devidamente habilitado, acompanhada
da respectiva Anotação de Responsabilidade Técnica.
§ 1o
A declaração referida no caput deste artigo conterá, entre outros dados, a ca-
racterização qualitativa e quantitativa de seus efluentes, baseada em amostragem re-
presentativa dos mesmos, o estado de manutenção dos equipamentos e dispositivos de
controle da poluição.
§ 2o
O órgão ambiental competente poderá estabelecer critérios e formas para apre-
sentação da declaração mencionada no caput deste artigo, inclusive, dispensando-a se
for o caso para empreendimentos de menor potencial poluidor.
Art. 47. Equiparam-se a perito, os responsáveis técnicos que elaborem estudos e
pareceres apresentados aos órgãos ambientais.
Art. 48. O não cumprimento ao disposto nesta Resolução sujeitará os infratores,
entre outras, às sanções previstas na Lei no
9.605, de 12 de fevereiro de 1998 e respectiva
regulamentação.
Art. 44. O CONAMA, no prazo máximo de um ano, complementará, onde couber, con-
dições e padrões de lançamento de efluentes previstos nesta Resolução. (prazo alterado
para 18 de março de 2007, pela Resolução n° 370/06)
Art. 45. O não cumprimento ao disposto nesta Resolução acarretará aos infratores as
sanções previstas pela legislação vigente.
§ 1o
Os órgãos ambientais e gestores de recursos hídricos, no âmbito de suas respectivas
competências,fiscalizarãoocumprimentodestaResolução,bemcomoquandopertinente,
a aplicação das penalidades administrativas previstas nas legislações específicas, sem
prejuízo do sancionamento penal e da responsabilidade civil objetiva do poluidor.
§ 2o
As exigências e deveres previstos nesta Resolução caracterizam obrigação de
relevante interesse ambiental.
Art. 46. O responsável por fontes potencial ou efetivamente poluidoras das águas deve
apresentar ao órgão ambiental competente, até o dia 31 de março de cada ano, decla-
ração de carga poluidora, referente ao ano civil anterior, subscrita pelo administrador
principal da empresa e pelo responsável técnico devidamente habilitado, acompanhada
da respectiva Anotação de Responsabilidade Técnica.
§ 1o
A declaração referida no caput deste artigo conterá, entre outros dados, a ca-
racterização qualitativa e quantitativa de seus efluentes, baseada em amostragem re-
presentativa dos mesmos, o estado de manutenção dos equipamentos e dispositivos de
controle da poluição.
§ 2o
O órgão ambiental competente poderá estabelecer critérios e formas para apre-
sentação da declaração mencionada no caput deste artigo, inclusive, dispensando-a se
for o caso para empreendimentos de menor potencial poluidor.
Art. 47. Equiparam-se a perito, os responsáveis técnicos que elaborem estudos e
robertoemery@gmail.com
Resolução Conama No 357, de 17 de março de 2005
PADRÕES DE LANÇAMENTO EM CORPOS RECEPTORES
EXIGÊNCIAS LEGAIS
principal da empresa e pelo responsável técnico devidamente habilitado, acompanhada
da respectiva Anotação de Responsabilidade Técnica.
§ 1o
A declaração referida no caput deste artigo conterá, entre outros dados, a ca-
racterização qualitativa e quantitativa de seus efluentes, baseada em amostragem re-
presentativa dos mesmos, o estado de manutenção dos equipamentos e dispositivos de
controle da poluição.
§ 2o
O órgão ambiental competente poderá estabelecer critérios e formas para apre-
sentação da declaração mencionada no caput deste artigo, inclusive, dispensando-a se
for o caso para empreendimentos de menor potencial poluidor.
Art. 47. Equiparam-se a perito, os responsáveis técnicos que elaborem estudos e
pareceres apresentados aos órgãos ambientais.
Art. 48. O não cumprimento ao disposto nesta Resolução sujeitará os infratores,
entre outras, às sanções previstas na Lei no
9.605, de 12 de fevereiro de 1998 e respectiva
regulamentação.
Art. 49. Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação.
Art. 50. Revoga-se a Resolução CONAMA no
20, de 18 de junho de 1986.
MARINA SILVA - Presidente do Conselho
Este texto não substitui o publicado no DOU, de 18 de março de 2005.
§ 2 As exigências e deveres previstos nesta Resolução caracterizam obrigação de
relevante interesse ambiental.
Art. 46. O responsável por fontes potencial ou efetivamente poluidoras das águas deve
apresentar ao órgão ambiental competente, até o dia 31 de março de cada ano, decla-
ração de carga poluidora, referente ao ano civil anterior, subscrita pelo administrador
principal da empresa e pelo responsável técnico devidamente habilitado, acompanhada
da respectiva Anotação de Responsabilidade Técnica.
§ 1o
A declaração referida no caput deste artigo conterá, entre outros dados, a ca-
racterização qualitativa e quantitativa de seus efluentes, baseada em amostragem re-
presentativa dos mesmos, o estado de manutenção dos equipamentos e dispositivos de
controle da poluição.
§ 2o
O órgão ambiental competente poderá estabelecer critérios e formas para apre-
sentação da declaração mencionada no caput deste artigo, inclusive, dispensando-a se
for o caso para empreendimentos de menor potencial poluidor.
Art. 47. Equiparam-se a perito, os responsáveis técnicos que elaborem estudos e
pareceres apresentados aos órgãos ambientais.
Art. 48. O não cumprimento ao disposto nesta Resolução sujeitará os infratores,
entre outras, às sanções previstas na Lei no
9.605, de 12 de fevereiro de 1998 e respectiva
regulamentação.
Art. 49. Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação.
Art. 50. Revoga-se a Resolução CONAMA no
20, de 18 de junho de 1986.
MARINA SILVA - Presidente do Conselhorobertoemery@gmail.com
Resolução Conama No 357, de 17 de março de 2005
PADRÕES DE LANÇAMENTO EM CORPOS RECEPTORES
EXIGÊNCIAS LEGAIS
principal da empresa e pelo responsável técnico devidamente habilitado, acompanhada
da respectiva Anotação de Responsabilidade Técnica.
§ 1o
A declaração referida no caput deste artigo conterá, entre outros dados, a ca-
racterização qualitativa e quantitativa de seus efluentes, baseada em amostragem re-
presentativa dos mesmos, o estado de manutenção dos equipamentos e dispositivos de
controle da poluição.
§ 2o
O órgão ambiental competente poderá estabelecer critérios e formas para apre-
sentação da declaração mencionada no caput deste artigo, inclusive, dispensando-a se
for o caso para empreendimentos de menor potencial poluidor.
Art. 47. Equiparam-se a perito, os responsáveis técnicos que elaborem estudos e
pareceres apresentados aos órgãos ambientais.
Art. 48. O não cumprimento ao disposto nesta Resolução sujeitará os infratores,
entre outras, às sanções previstas na Lei no
9.605, de 12 de fevereiro de 1998 e respectiva
regulamentação.
Art. 49. Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação.
Art. 50. Revoga-se a Resolução CONAMA no
20, de 18 de junho de 1986.
MARINA SILVA - Presidente do Conselho
Este texto não substitui o publicado no DOU, de 18 de março de 2005.
§ 2 As exigências e deveres previstos nesta Resolução caracterizam obrigação de
relevante interesse ambiental.
Art. 46. O responsável por fontes potencial ou efetivamente poluidoras das águas deve
apresentar ao órgão ambiental competente, até o dia 31 de março de cada ano, decla-
ração de carga poluidora, referente ao ano civil anterior, subscrita pelo administrador
principal da empresa e pelo responsável técnico devidamente habilitado, acompanhada
da respectiva Anotação de Responsabilidade Técnica.
§ 1o
A declaração referida no caput deste artigo conterá, entre outros dados, a ca-
racterização qualitativa e quantitativa de seus efluentes, baseada em amostragem re-
presentativa dos mesmos, o estado de manutenção dos equipamentos e dispositivos de
controle da poluição.
§ 2o
O órgão ambiental competente poderá estabelecer critérios e formas para apre-
sentação da declaração mencionada no caput deste artigo, inclusive, dispensando-a se
for o caso para empreendimentos de menor potencial poluidor.
Art. 47. Equiparam-se a perito, os responsáveis técnicos que elaborem estudos e
pareceres apresentados aos órgãos ambientais.
Art. 48. O não cumprimento ao disposto nesta Resolução sujeitará os infratores,
entre outras, às sanções previstas na Lei no
9.605, de 12 de fevereiro de 1998 e respectiva
regulamentação.
Art. 49. Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação.
Art. 50. Revoga-se a Resolução CONAMA no
20, de 18 de junho de 1986.
MARINA SILVA - Presidente do Conselhorobertoemery@gmail.com
Resolução Conama No 357, de 17 de março de 2005
PADRÕES DE LANÇAMENTO EM CORPOS RECEPTORES
EXIGÊNCIAS LEGAIS
ATENÇÃO!
Lei de crimes ambientais...
robertoemery@gmail.com
ATENÇÃO!
• Resolução CONAMA 397/08: Altera o inciso II do § 4 e a Tabela X
do § 5, ambos do art. 34 da Resolução 357, de 2005, que dispõe sobre
a classificação dos corpos de água e diretrizes ambientais para o seu
enquadramento, bem como estabelece as condições e padrões de
lançamento de efluentes.
EXIGÊNCIAS LEGAIS
robertoemery@gmail.com
que lhe são conferidas pelos arts. 6o
, inciso II e 8o
, inciso VII, da Lei no
6.938, de 31 de
agosto de 1981, e tendo em vista o disposto em seu Regimento Interno;
Considerando que a Resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente-CONAMA
no
357, de 17 de março de 2005, estabelece em seu art. 44 que o CONAMA, no prazo
máximo de um ano, complementará, onde couber, condições e padrões de lançamento
de efluentes previstos nesta Resolução, e
ConsiderandoqueaResoluçãoCONAMAno
370,de6deabrilde2006,prorrogouoprazo
para complementação das condições e padrões de lançamentos de efluentes, previsto no
art. 44 da Resolução CONAMA no
357, de 2005, até 18 de março de 2007, resolve:
Art 1o
O inciso II do § 4o
e a Tabela X do § 5o
, ambos do art. 34 da Resolução do
Conselho Nacional do Meio Ambiente-CONAMA no
357, de 17 de março 2005, passam a
vigorar com a seguinte redação.
“Art. 34. ..................................................................................................................................
................................................................................................................................................
§ 4o
.........................................................................................................................................
................................................................................................................................................
II-temperatura:inferiora40ºC,sendoqueavariaçãodetemperaturadocorporeceptor
não deverá exceder a 3ºC no limite da zona de mistura, desde que não comprometa os
usos previstos para o corpo d’água;
................................................................................................................................................
§ 5o
Padrões de lançamento de efluentes:
TABELA X - LANÇAMENTO DE EFLUENTES
PADRÕES
Parâmetros inorgânicos Valor máximo
EXIGÊNCIAS LEGAIS
RESOLUÇÃO No 397, DE 03 DE ABRIL DE 2008
RESOLUÇÕES DO CONAMARESOLUÇÕES DO CONAMA 319RESOLUÇÕES DO CONAMA 319RESOLUÇÕES DO CONAMA
Qua
vigorar com a seguinte redação.
“Art. 34. ..................................................................................................................................
................................................................................................................................................
§ 4o
.........................................................................................................................................
................................................................................................................................................
II-temperatura:inferiora40ºC,sendoqueavariaçãodetemperaturadocorporeceptor
não deverá exceder a 3ºC no limite da zona de mistura, desde que não comprometa os
usos previstos para o corpo d’água;
................................................................................................................................................
§ 5o
Padrões de lançamento de efluentes:
TABELA X - LANÇAMENTO DE EFLUENTES
PADRÕES
Parâmetros inorgânicos Valor máximo
Arsênio total 0,5 mg/L As
Bário total 5,0 mg/L Ba
Boro total 5,0 mg/L B
Cádmio total 0,2 mg/L Cd
Chumbo total 0,5 mg/L Pb
Cianeto total 1,0 mg/L CN
Cianeto livre (destilável por ácidos fracos) 0,2 mg/L CN
Cobre dissolvido 1,0 mg/L Cu
Cromo hexavalente 0,1 mg/L Cr6+
Cromo trivalente 1,0 mg/L Cr3+
robertoemery@gmail.com
EXIGÊNCIAS LEGAIS
RESOLUÇÃO No 397, DE 03 DE ABRIL DE 2008
RESOLUÇÕES DO CONAMARESOLUÇÕES DO CONAMA 319RESOLUÇÕES DO CONAMA 319RESOLUÇÕES DO CONAMA
Qua
vigorar com a seguinte redação.
“Art. 34. ..................................................................................................................................
................................................................................................................................................
§ 4o
.........................................................................................................................................
................................................................................................................................................
II-temperatura:inferiora40ºC,sendoqueavariaçãodetemperaturadocorporeceptor
não deverá exceder a 3ºC no limite da zona de mistura, desde que não comprometa os
usos previstos para o corpo d’água;
................................................................................................................................................
§ 5o
Padrões de lançamento de efluentes:
TABELA X - LANÇAMENTO DE EFLUENTES
PADRÕES
Parâmetros inorgânicos Valor máximo
Arsênio total 0,5 mg/L As
Bário total 5,0 mg/L Ba
Boro total 5,0 mg/L B
Cádmio total 0,2 mg/L Cd
Chumbo total 0,5 mg/L Pb
Cianeto total 1,0 mg/L CN
Cianeto livre (destilável por ácidos fracos) 0,2 mg/L CN
Cobre dissolvido 1,0 mg/L Cu
Cromo hexavalente 0,1 mg/L Cr6+
Cromo trivalente 1,0 mg/L Cr3+
robertoemery@gmail.com
EXIGÊNCIAS LEGAIS
RESOLUÇÃO No 397, DE 03 DE ABRIL DE 2008
A Tabela continua...
robertoemery@gmail.com
RESOLUÇÃO No 274, DE 29 DE NOVEMBRO DE 2000, DO
CONAMA:
Define os critérios de balneabilidade em águas brasileiras.
PADRÕES DE LANÇAMENTO EM CORPOS RECEPTORES
EXIGÊNCIAS LEGAIS
robertoemery@gmail.com
Considerando ser a classificação das águas doces, salobras e salinas essencial à defesa
dos níveis de qualidade, avaliados por parâmetros e indicadores específicos, de modo a
assegurar as condições de balneabilidade;
Considerando a necessidade de serem criados instrumentos para avaliar a evolução
da qualidade das águas, em relação aos níveis estabelecidos para a balneabilidade, de
forma a assegurar as condições necessárias à recreação de contato primário;
Considerando que a Política Nacional do Meio Ambiente, a Política Nacional de Re-
cursos Hídricos e o Plano Nacional de Gerenciamento Costeiro (PNGC) recomendam a
adoção de sistemáticas de avaliação da qualidade ambiental das águas, resolve:
Art. 1o
Para efeito desta Resolução são adotadas as seguintes definições:
a) águas doces: águas com salinidade igual ou inferior a 0,50%o;
b) águas salobras: águas com salinidade compreendida entre 0,50%o e 30%o;
c) águas salinas: águas com salinidade igual ou superior a 30%o;
d) coliformes fecais (termotolerantes): bactérias pertencentes ao grupo dos colifor-
mes totais caracterizadas pela presença da enzima ß-galactosidade e pela capacidade
de fermentar a lactose com produção de gás em 24 horas à temperatura de 44-45°C em
meios contendo sais biliares ou outros agentes tenso-ativos com propriedades inibidoras
semelhantes. Além de presentes em fezes humanas e de animais podem, também, ser
encontradas em solos, plantas ou quaisquer efluentes contendo matéria orgânica;
e) Escherichia coli: bactéria pertencente à família Enterobacteriaceae, caracterizada
pela presença das enzimas ß-galactosidade e ß-glicuronidase. Cresce em meio comple-
xo a 44-45°C, fermenta lactose e manitol com produção de ácido e gás e produz indol a
partir do aminoácido triptofano. A Escherichia coli é abundante em fezes humanas e de
animais, tendo, somente, sido encontrada em esgotos, efluentes, águas naturais e solos
que tenham recebido contaminação fecal recente;
f) Enterococos: bactérias do grupo dos estreptococos fecais, pertencentes ao gênero
Enterococcus (previamente considerado estreptococos do grupo D), o qual se caracteriza
pela alta tolerância às condições adversas de crescimento, tais como: capacidade de cres-
Resolução Conama No 274, 29 de novembro de 2000
PADRÕES DE LANÇAMENTO EM CORPOS RECEPTORES
56 RESOLUÇÕES DO CONAMA
meios contendo sais biliares ou outros agentes tenso-ativos com propriedades inibidoras
semelhantes. Além de presentes em fezes humanas e de animais podem, também, ser
encontradas em solos, plantas ou quaisquer efluentes contendo matéria orgânica;
e) Escherichia coli: bactéria pertencente à família Enterobacteriaceae, caracterizada
pela presença das enzimas ß-galactosidade e ß-glicuronidase. Cresce em meio comple-
xo a 44-45°C, fermenta lactose e manitol com produção de ácido e gás e produz indol a
partir do aminoácido triptofano. A Escherichia coli é abundante em fezes humanas e de
animais, tendo, somente, sido encontrada em esgotos, efluentes, águas naturais e solos
que tenham recebido contaminação fecal recente;
f) Enterococos: bactérias do grupo dos estreptococos fecais, pertencentes ao gênero
Enterococcus (previamente considerado estreptococos do grupo D), o qual se caracteriza
pela alta tolerância às condições adversas de crescimento, tais como: capacidade de cres-
cer na presença de 6,5% de cloreto de sódio, a pH 9,6 e nas temperaturas de 10° e 45°C.
A maioria das espécies dos Enterococcus são de origem fecal humana, embora possam
ser isolados de fezes de animais;
g) floração: proliferação excessiva de microorganismos aquáticos, principalmente
algas, com predominância de uma espécie, decorrente do aparecimento de condições
ambientais favoráveis, podendo causar mudança na coloração da água e/ou formação
de uma camada espessa na superfície;
h) isóbata: linha que une pontos de igual profundidade;
i) recreação de contato primário: quando existir o contato direto do usuário com os cor-
pos de água como, por exemplo, as atividades de natação, esqui aquático e mergulho.
59 Resolução revogada pela Resolução nº 357/05
EXIGÊNCIAS LEGAIS
robertoemery@gmail.com
Considerando ser a classificação das águas doces, salobras e salinas essencial à defesa
dos níveis de qualidade, avaliados por parâmetros e indicadores específicos, de modo a
assegurar as condições de balneabilidade;
Considerando a necessidade de serem criados instrumentos para avaliar a evolução
da qualidade das águas, em relação aos níveis estabelecidos para a balneabilidade, de
forma a assegurar as condições necessárias à recreação de contato primário;
Considerando que a Política Nacional do Meio Ambiente, a Política Nacional de Re-
cursos Hídricos e o Plano Nacional de Gerenciamento Costeiro (PNGC) recomendam a
adoção de sistemáticas de avaliação da qualidade ambiental das águas, resolve:
Art. 1o
Para efeito desta Resolução são adotadas as seguintes definições:
a) águas doces: águas com salinidade igual ou inferior a 0,50%o;
b) águas salobras: águas com salinidade compreendida entre 0,50%o e 30%o;
c) águas salinas: águas com salinidade igual ou superior a 30%o;
d) coliformes fecais (termotolerantes): bactérias pertencentes ao grupo dos colifor-
mes totais caracterizadas pela presença da enzima ß-galactosidade e pela capacidade
de fermentar a lactose com produção de gás em 24 horas à temperatura de 44-45°C em
meios contendo sais biliares ou outros agentes tenso-ativos com propriedades inibidoras
semelhantes. Além de presentes em fezes humanas e de animais podem, também, ser
encontradas em solos, plantas ou quaisquer efluentes contendo matéria orgânica;
e) Escherichia coli: bactéria pertencente à família Enterobacteriaceae, caracterizada
pela presença das enzimas ß-galactosidade e ß-glicuronidase. Cresce em meio comple-
xo a 44-45°C, fermenta lactose e manitol com produção de ácido e gás e produz indol a
partir do aminoácido triptofano. A Escherichia coli é abundante em fezes humanas e de
animais, tendo, somente, sido encontrada em esgotos, efluentes, águas naturais e solos
que tenham recebido contaminação fecal recente;
f) Enterococos: bactérias do grupo dos estreptococos fecais, pertencentes ao gênero
Enterococcus (previamente considerado estreptococos do grupo D), o qual se caracteriza
pela alta tolerância às condições adversas de crescimento, tais como: capacidade de cres-
Resolução Conama No 274, 29 de novembro de 2000
PADRÕES DE LANÇAMENTO EM CORPOS RECEPTORES
56 RESOLUÇÕES DO CONAMA
meios contendo sais biliares ou outros agentes tenso-ativos com propriedades inibidoras
semelhantes. Além de presentes em fezes humanas e de animais podem, também, ser
encontradas em solos, plantas ou quaisquer efluentes contendo matéria orgânica;
e) Escherichia coli: bactéria pertencente à família Enterobacteriaceae, caracterizada
pela presença das enzimas ß-galactosidade e ß-glicuronidase. Cresce em meio comple-
xo a 44-45°C, fermenta lactose e manitol com produção de ácido e gás e produz indol a
partir do aminoácido triptofano. A Escherichia coli é abundante em fezes humanas e de
animais, tendo, somente, sido encontrada em esgotos, efluentes, águas naturais e solos
que tenham recebido contaminação fecal recente;
f) Enterococos: bactérias do grupo dos estreptococos fecais, pertencentes ao gênero
Enterococcus (previamente considerado estreptococos do grupo D), o qual se caracteriza
pela alta tolerância às condições adversas de crescimento, tais como: capacidade de cres-
cer na presença de 6,5% de cloreto de sódio, a pH 9,6 e nas temperaturas de 10° e 45°C.
A maioria das espécies dos Enterococcus são de origem fecal humana, embora possam
ser isolados de fezes de animais;
g) floração: proliferação excessiva de microorganismos aquáticos, principalmente
algas, com predominância de uma espécie, decorrente do aparecimento de condições
ambientais favoráveis, podendo causar mudança na coloração da água e/ou formação
de uma camada espessa na superfície;
h) isóbata: linha que une pontos de igual profundidade;
i) recreação de contato primário: quando existir o contato direto do usuário com os cor-
pos de água como, por exemplo, as atividades de natação, esqui aquático e mergulho.
59 Resolução revogada pela Resolução nº 357/05
EXIGÊNCIAS LEGAIS
robertoemery@gmail.com
Resolução Conama No 274, 29 de novembro de 2000
PADRÕES DE LANÇAMENTO EM CORPOS RECEPTORES
EXIGÊNCIAS LEGAIS
robertoemery@gmail.com
TECNOLOGIA DE TRATAMENTO DE EFLUENTES
robertoemery@gmail.com
TECNOLOGIA DE TRATAMENTO DE EFLUENTES
Recapitulando...
1. O que é recurso hídrico?
2. O que é um uso eficiente da água?
3. Quais alguns pontos que o perito ambiental deve observar quanto
ao uso da água em uma empreendimento industrial?
4. Será preciso caracterizar a qualidade de um efluente ou água? Por
que?
5. Como essa caracterização pode ser feita?
6. Quais algumas diferenças entre o tratamento da água e do efluente?
robertoemery@gmail.com
robertoemery@gmail.com
CARACTERÍSTICAS FÍSICAS
robertoemery@gmail.com
Temperatura: grande importância pelo efeito sobre a vida
aquática. Elevação em curso de água pode causar danos às
espécies que ali vivem.
• Oxigênio: menos solúvel em água quente do que em água fria.
• Água a 0oC : concentração de até 14 mg/l de oxigênio; a 35o C:
máximo, 7 mg/l.
CARACTERÍSTICAS FÍSICAS
robertoemery@gmail.com
Elevação da temperatura causa:
• aumento da taxa das reações químicas e biológicas,
• diminuição da solubilidade dos gases
• aumento da taxa de transferência de gases (pode levar a mau
cheiro, quando há liberação de gases com odores
desagradáveis).
CARACTERÍSTICAS FÍSICAS
robertoemery@gmail.com
Cor
provocada por SÓLIDOS DISSOLVIDOS (corantes orgânicos e
inorgânicos).
Origem natural: decomposição da matéria orgânica, principalmente
vegetais além da presença de ferro e manganês (partículas
coloidais).
Origem antrópica: esgotos domésticos e resíduos industriais
(tinturarias, tecelagem, papel, metalúrgicas, entre outras)
CARACTERÍSTICAS FÍSICAS
robertoemery@gmail.com
Cor
águas superficiais podem parecer coloridas em razão da presença
de sólidos em suspensão, mas na verdade não estão com cor.
Cor provocada por matéria em suspensão é chamada de “cor
aparente”.
Cor de material dissolvido (ou coloidal) é chamada de “cor
verdadeira”.
CARACTERÍSTICAS FÍSICAS
robertoemery@gmail.com
Cor
Na caracterização é importante diferenciar entre a cor aparente e a
cor verdadeira.
CARACTERÍSTICAS FÍSICAS
robertoemery@gmail.com
Cor
Na caracterização é importante diferenciar entre a cor aparente e a
cor verdadeira.
CARACTERÍSTICAS FÍSICAS
A intensidade da cor geralmente aumenta com o pH
É, portanto, aconselhável anotar o valor do pH com a medição
da cor.
Por que....?
robertoemery@gmail.com
• Cor de origem natural: sem risco direto à saúde;
• Unidade de medida: uH (Unidade Hazen – padrão platina -
cobalto).
• Uma unidade: equivalente à cor produzida por uma solução
de 1mg/L de platina complexado com cloreto - cloroplatinato
de sódio (Na2PtCl6) - ou de potássio (K2PtCl6)
CARACTERÍSTICAS FÍSICAS
robertoemery@gmail.com
COR
uH (Unidade Hazen – padrão platina - cobalto)
Exemplo e valores típicos:
• Até 5 uH - dispensa coagulação química
• Acima de 25 uH - coagulação + filtração
CARACTERÍSTICAS FÍSICAS
robertoemery@gmail.com
COR
uH (Unidade Hazen – padrão platina - cobalto)
Exemplo e valores típicos:
• Até 5 uH - dispensa coagulação química
• Acima de 25 uH - coagulação + filtração
CARACTERÍSTICAS FÍSICAS
Coagulação será visto na parte 2 - Tecnologia de Tratamento
de Efluente
robertoemery@gmail.com
CARACTERÍSTICAS FÍSICAS
www.wacolab.com
www.industrysearch.com.au
robertoemery@gmail.com
CARACTERÍSTICAS FÍSICAS
Equipamento típico - Colorímetro
www.wacolab.com
www.industrysearch.com.au
robertoemery@gmail.com
Perguntinha...
CARACTERÍSTICAS FÍSICAS
robertoemery@gmail.com
Perguntinha...
CARACTERÍSTICAS FÍSICAS
Material em suspensão tem que
ser removido para determinação
da cor verdadeira...?
➡ por que...?
➡ como isso pode ser feito...?
robertoemery@gmail.com
• Representa o grau de interferência da passagem da luz
através da água. Confere aparência turva à mesma.
• Medida da dificuldade de um feixe de luz atravessar uma certa
quantidade de água, conferindo uma aparência turva à mesma
• Relacionada à presença de sólidos em suspensão (grande
variedade...)
TURBIDEZ
CARACTERÍSTICAS FÍSICAS
robertoemery@gmail.com
• Origens naturais: partículas de rocha, argila e silte, algas e
outros microrganismos.
• Origens antrópicas: despejos domésticos e industriais,
microrganismos e erosão.
• Em corpos d’água pode reduzir a penetração da luz, e
prejudicar fotossíntese.
TURBIDEZ
CARACTERÍSTICAS FÍSICAS
robertoemery@gmail.com
• Turbidez de origem natural: não traz inconvenientes sanitários
diretos, embora seja esteticamente desagradável na água
potável.
• Sólidos em suspensão podem servir de abrigo para
microrganismos patogênicos.
• Turbidez de origem antrópicas: pode estar associada a
compostos tóxicos e organismos patogênicos.
CARACTERÍSTICAS FÍSICAS
robertoemery@gmail.com
TURBIDEZ: parâmetro na caracterização de águas de
abastecimento brutas e tratada, e no controle da operação das
estações de tratamento de água.
Unidade de medida: uT (Unidade de Turbidez de Formazina).
CARACTERÍSTICAS FÍSICAS
robertoemery@gmail.com
Turbidez – Exemplo de valores típicos:
uT (Unidade de Turbidez de Formazina)
10 uT - ligeira nebulosidade
500 uT - opaco
< 20 uT - filtração lenta, sem coagulação
> 500 uT - coagulação ou pré-filtro
CARACTERÍSTICAS FÍSICAS
robertoemery@gmail.com
Turbidez – pode ainda ser medida por meio de análise
instrumental:
CARACTERÍSTICAS FÍSICAS
www.analyser.com.br/
robertoemery@gmail.com
Turbidez – pode ainda ser medida por meio de análise
instrumental:
CARACTERÍSTICAS FÍSICAS
• Pelo efeito sobre a transmissão da luz : Turbidímetro
www.analyser.com.br/
robertoemery@gmail.com
CARACTERÍSTICAS FÍSICAS
www.ufpa.br
robertoemery@gmail.com
CARACTERÍSTICAS FÍSICAS
• Pelo efeito sobre o espalhamento da luz: Nefelômetro
Quanto maior o espalhamento maior será a turbidez. Os valores são
expressos em Unidade Nefelométrica de Turbidez (UNT).
www.ufpa.br
robertoemery@gmail.com
SÓLIDOS
Conforme o comportamento no efluente, os sólidos são geralmente
classificados em:
★ Sólidos Totais (ST)
★ Sólidos em suspensão (SS), ou não filtráveis
★ Sedimentáveis (SSd)
★ Não sedimentáveis.
★ Sólidos filtráveis (SF)
★ Coloidais
★ Sólidos dissolvidos totais(características químicas).
CARACTERÍSTICAS FÍSICAS
robertoemery@gmail.com
CARACTERÍSTICAS FÍSICAS
robertoemery@gmail.com
CARACTERÍSTICAS FÍSICAS
A definição de sólido refere-se ao resíduo da evaporação e
secagem entre 103˚C e 105˚C.
Testes de determinação: empíricos
Classificação baseada principalmente no tamanho da partícula
robertoemery@gmail.com
CARACTERÍSTICAS FÍSICAS
Faixas de tamanho
de partículas
encontradas em
efluentes
robertoemery@gmail.com
CARACTERÍSTICAS FÍSICAS
Faixas de tamanho
de partículas
encontradas em
efluentes
robertoemery@gmail.com
Identificação Característica
Sólidos Totais (ST) Resíduo remanescente após evaporação da amostra (103 a
105ºC)
Sólidos Voláteis Totais (SVT) Sólidos que podem ser volatilizados quando ST são calcinados
(500±50ºC)
Sólidos Fixos Totais (SFT) Resíduo remanescente após aquecimento dos ST (500±50ºC)
Sólidos Suspensos Totais (SST) Parte dos ST retidos em filtro de fibra de vidro, após secagem
(105ºC)
Sólidos Suspensos Voláteis (SSV) Sólidos que podem ser volatilizados quando SST são
calcinados (500±50ºC)
Sólidos Suspensos Fixos (SSF) Resíduo remanescente após aquecimento dos SST (500±50ºC)
Sólidos Dissolvidos Totais (SDT) Sólidos que passam através do filtro. Estão aqui os coloidais e
dissolvidos.
SDT = ST - SST
Sólidos Dissolvidos Voláteis (SDV) Sólidos que podem ser volatilizados quando SDT são
calcinados (500±50ºC)
Sólidos Dissolvidos Fixos (SDF) Resíduo remanescente após aquecimento dos SDT (500±50ºC)
Sólidos Sedimentáveis (SS) Sólidos suspensos, determinados em cone Imhoff após 60 min
S Ó L I D O S -
Classificação
CARACTERÍSTICAS FÍSICAS
robertoemery@gmail.com
Colóides
CARACTERÍSTICAS FÍSICAS
Caso particular...
robertoemery@gmail.com
Colóides
CARACTERÍSTICAS FÍSICAS
Caso particular...
robertoemery@gmail.com
CARACTERÍSTICAS FÍSICAS
robertoemery@gmail.com
Colóides
✓ misturas heterogêneas de pelo menos duas fases diferentes;
✓ matéria de uma das fases finamente dividida (sólido, líquido ou gás),
denominada fase dispersa...
CARACTERÍSTICAS FÍSICAS
✓ misturada com a fase contínua (sólido, líquido ou gás),
denominada meio de dispersão.
robertoemery@gmail.com
CARACTERÍSTICAS FÍSICAS
Estudo dos colóides:
✓ relacionado a sistemas nos quais pelo menos um dos componentes da
mistura apresenta uma dimensão no intervalo de 1 a 1000
nanometros (1 nm = 10-9 m).
robertoemery@gmail.com
CARACTERÍSTICAS FÍSICAS
robertoemery@gmail.com
Sistemas coloidais - no cotidiano desde as primeiras horas do dia:
✓ higiene pessoal — sabonete, xampu, pasta de dente e espuma ou
creme de barbear —, maquiagem, — cosméticos —
✓ e no café da manhã, — leite, café, manteiga, cremes vegetais e geléias
de frutas.
CARACTERÍSTICAS FÍSICAS
✓ No almoço, temperos, cremes e maionese para saladas.
✓ No entardecer, ao saborear cerveja, refrigerante ou sorvete
estamos ingerindo colóides.
robertoemery@gmail.com
• Colóides - tamanho entre as soluções e as suspensões. Não filtram;
não precipitam.
Colóide Solução
CARACTERÍSTICAS FÍSICAS
Ex.: leite, solução de café, gelatina
robertoemery@gmail.com
Colóides: difíceis de serem removidos do efluente apenas por
processos físicos.
• Mistura de sólidos e líquidos (água - partículas dos sólidos possuem
tamanhos intermediários)
• Partículas, dotadas de carga elétrica, não se depositam sob a ação da
gravidade e nem se separam facilmente pela filtração ordinária.
CARACTERÍSTICAS FÍSICAS
robertoemery@gmail.com
Colóides: Separação exige etapa específica no tratamento de
efluentes
robertoemery@gmail.com
Colóides: Separação exige etapa específica no tratamento de
efluentes
• Dispersão sólido em líquido: sols ou suspensões.
robertoemery@gmail.com
Sólidos dissolvidos totais
• Material que permanece na água após filtração dos SS -
considerado dissolvido
• Resultam da ação solvente da água sobre sólidos, líquidos e
gases.
• Podem ser orgânicos ou inorgânicos
• Podem estar na forma de complexos muito estáveis
CARACTERÍSTICAS FÍSICAS
robertoemery@gmail.com
Sólidos dissolvidos totais
• Impactos:
• Podem causar aspectos desagradável, odores, sabor
• Alguns podem ser tóxicos e/ou carcinogênicos
• Efeitos sinérgicos entre as substâncias dissolvidas pode
formar compostos ainda mais tóxicos
CARACTERÍSTICAS FÍSICAS
robertoemery@gmail.com
Sólidos dissolvidos totais
• Medida:
• Análise aproximada: condutividade elétrica da água
• Condutividade da água: função da força Iônica
• Relação da condutividade com concentração de SDT não é direta
• Moléculas orgânicas e compostos que dissolvem sem produzir ions:
não conduzem
• Análise qualitativa
CARACTERÍSTICAS FÍSICAS
robertoemery@gmail.com
RESUMO - Classificação dos sólidos em água e efluentes
Sólidos
Sólidos
Sólidos
Sólidos
(em lodo)
Sólidos
• Suspensão
• Colóides
• Dissolvidos
• Filtrável
• Não Filtrável
• Voláteis (orgânico; gaseificado a 550˚C)
• NãoVoláteis (fixos)
• Orgânicos
• Inorgânicos
• Sedimentáveis
• Não Sedimentáveis
CARACTERÍSTICAS FÍSICAS
robertoemery@gmail.com
robertoemery@gmail.com
CARACTERÍSTICAS QUÍMICAS
robertoemery@gmail.com
ELEMENTOS DE ENGENHARIA AMBIENTAL
Poluentes orgânicos: indicadores
✓ Demanda bioquímica de oxigênio (DBO)
✓ Demanda química de oxigênio (DQO)
✓ Carbono orgânico total (COT)
robertoemery@gmail.com
CARACTERÍSTICAS QUÍMICAS
robertoemery@gmail.com
Como pode ser classificada a
matéria orgânica (M.O.)...?
CARACTERÍSTICAS QUÍMICAS
robertoemery@gmail.com
M.O. dissolvida em água pode ser classificada em:
• BIODEGRADÁVEL: m.o. que pode ser utilizado como alimento
pelos microorganismos, dentro de um espaço de tempo
razoável. Ex: gorduras, proteínas, alcool, ácidos, esteres
• DBO - mede apenas o biodegradável
CARACTERÍSTICAS QUÍMICAS
robertoemery@gmail.com
NÃO BIODEGRADÁVEL
• alguns orgânicos - resistentes à degradação biológica: ácido
tânico, celulose, fenóis - provém de madeira e degradam tão
lentamente que são considerados refratários.
• Moléculas com ligação forte (polisacarídeos) e estrutura de anel
(benzeno)
• Muitos derivados de petróleo contém benzeno e não biodegradam
• Medido geralmente pelo teste DQO.
CARACTERÍSTICAS QUÍMICAS
robertoemery@gmail.com
Demanda Bioquímica de Oxigênio – DBO
• Parâmetro mais usado na medição de poluição orgânica de esgotos
e efluentes: DBO 5 dias (DBO5).
• Análise consiste na determinação da quantidade de oxigênio
dissolvido utilizada pelos microrganismos na oxidação bioquímica da
matéria orgânica.
• Empregada na determinação aproximada de oxigênio que será
necessária para oxidar biologicamente a matéria orgânica presente
em uma amostra após 5 dias a 20 ˚C
CARACTERÍSTICAS QUÍMICAS
robertoemery@gmail.com
Demanda Bioquímica de Oxigênio – DBO
• Outra definição: DBO5
• Quantidade de oxigênio, expressa em mg/l, necessária para
estabilizar (i.e. oxidar) a matéria orgânica pelos microorganismos,
sobretudo bactérias, durante 5 dias a 20˚C.
CARACTERÍSTICAS QUÍMICAS
robertoemery@gmail.com
• Oxidação bioquímica - processo lento.
• Em um período de 20 dias, a oxidação ocorrida é de 95 a 99% do
total, enquanto que em um de 5 dias é de 60 a 70%.
CARACTERÍSTICAS QUÍMICAS
robertoemery@gmail.com
• Quantidade de oxigênio consumida pelos microorganismos: DBO
• Mede-se o oxigênio consumido de uma amostra colocada em um
recipiente selado (ausência de luz e de atmosfera)
• Padrão: becker 300 mL a 20˚C em 5 dias.
• DBO calculado como: ODI - conc. oxigênio inicial
ODF - conc. oxigênio final
F - fração da amostra
DBO =
ODI − ODF
F
CARACTERÍSTICAS QUÍMICAS
robertoemery@gmail.com
CARACTERÍSTICAS QUÍMICAS
Determinação de DBO
robertoemery@gmail.com
Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO)
DBO
(mgO2/L)
t (dias)5
DBO5
DBOu
DBON
DBOu + DBON
tc
CARACTERÍSTICAS QUÍMICAS
robertoemery@gmail.com
Valores de DBO de alguns líquidos
R. Motta - Petrobras
CARACTERÍSTICAS QUÍMICAS
robertoemery@gmail.com
Valores de DBO de alguns líquidos
R. Motta - Petrobras
CARACTERÍSTICAS QUÍMICAS
Líquido DBO (mg/l)
Esgotos domésticos
✴ bruto
✴ com trat. primário
✴ com trat. secundário
300-350
200-240
15-30
Esgotos industriais
Variável: desde valores abaixo do esgoto doméstico
até valores elevados como 500o, 1500 ou mais alto
Leite tipo C 149.442
Cachaça 468.348
Cerveja pilsen extra 87.256
Coca-Cola 70.746
Café forte 13.946
robertoemery@gmail.com
• Líquidos usados como alimentos são ricos em matéria orgânica.
• Possuem, portanto, DBO elevada.
CARACTERÍSTICAS QUÍMICAS
robertoemery@gmail.com
Demanda Química de Oxigênio – DQO
• Também usado para avaliar conteúdo de matéria orgânica -incluindo
a não biodegradável - de águas residuárias e águas naturais.
• Mede-se o oxigênio equivalente da matéria orgânica que pode ser
oxidado, com um agente oxidante (ex.: dicromato de potássio) em
meio ácido.
CARACTERÍSTICAS QUÍMICAS
robertoemery@gmail.com
• Em razão da maior facilidade com que grande números de
compostos é oxidado por via química, do que por via biológica,
em geral o valor do DQO é mais alto do que do DBO. (Também
oxida não biodegradáveis)
• Possível correlação entre DQO e DBO, o que é vantajoso, visto
o tempo de apenas três horas para uma análise de DQO no
lugar de cinco dias para DBO.
DBO5 ~ 0,6 DQO
Demanda Química de Oxigênio – DQO
CARACTERÍSTICAS QUÍMICAS
robertoemery@gmail.com
• Portanto - DQO:
Quantidade de oxigênio necessária para oxidar quimicamente a
matéria orgânica. Para avaliação, usa-se um oxidante forte
(dicromato de potássio; peróxido de hidrogênio) em meio ácido
a quente
DQO de esgotos domésticos: típico 200 - 800 mg/l
Demanda Química de Oxigênio – DQO
CARACTERÍSTICAS QUÍMICAS
robertoemery@gmail.com
Determinação da Demanda Química de Oxigênio – DQO
Equipamentos típicos
CARACTERÍSTICAS QUÍMICAS
robertoemery@gmail.com
Carbono Orgânico Total – COT
• Teste instrumental - mede todo o carbono liberado na forma de CO2,
em mg/L.
• Usado para caracterizar m.o. dissolvida e em suspensão; valor
habitual em águas subterrâneas é 1ppm.
CARACTERÍSTICAS QUÍMICAS
Analise de COT
robertoemery@gmail.com
Carbono Orgânico Total – COT
• Mede todo o carbono como CO2 em mg/L
• Carbono inorgânico (HCO3
-, CO2, CO3
2-…): removido antes do
teste
• Remoção pode ser feita acidificando e aerando a amostra.
• Mede a massa de carbono por L de solução.
• Teste rápido: 5 a 10 min
CARACTERÍSTICAS QUÍMICAS
robertoemery@gmail.com
Carbono Orgânico Total – COT
• Mede massa de carbono por litro de amostra
• DBO e DQO determinam quantidade de oxigênio necessário para
oxidação bioquímica e química
CARACTERÍSTICAS QUÍMICAS
robertoemery@gmail.com
Biodegradável
Não-
Biodegradável
DBO5
DBOT
DQO
COT
Relação esquemática DBO/DQO/COT
CARACTERÍSTICAS QUÍMICAS
robertoemery@gmail.com
Matéria Orgânica
Relações aproximadas entre DBO, DQO e COT
Efluente DBO/DQO DBO/COT
BRUTO 0,3 – 0,8 1,2 – 2,0
APÓS
TRATAMENTO
PRIMÁRIO
0,4 – 0,6 0,8 – 1,2
EFLUENTE
FINAL
0,1 – 0,3 0,2 – 0,5
CARACTERÍSTICAS QUÍMICAS
robertoemery@gmail.com
pH
• Ou POTENCIAL HIDROGENIÔNICO: representa a concentração
de íons hidrogênio H+ (em escala anti-logarítmica).
• Indica uma condição de acidez, neutralidade ou alcalinidade da
água.
• Faixa de valores de pH é de 0 a 14.
• Medida com eletrodo acoplado a equipamento (“pHmetro”)
CARACTERÍSTICAS QUÍMICAS
robertoemery@gmail.com
pH
• pH = - log [H+]
• Água dissocia ligeiramente em H+ e OH-
H2O ↔ H+ + OH-
K = constante de
equilíbrio
CARACTERÍSTICAS QUÍMICAS
robertoemery@gmail.com
pH
Considerando [H2O]
constante
CARACTERÍSTICAS QUÍMICAS
robertoemery@gmail.com
pH
Kw = produto Iônico da água = 10-14 mol/L 25˚C
VALOR CONSTANTE!
-log Kw = -log[H+] - log[OH-]
p Kw = pH + pOH
Onde pH = -log[H+]
pOH = - log[OH-]
Considerando [H2O]
constante
CARACTERÍSTICAS QUÍMICAS
robertoemery@gmail.com
pH
NATUREZA ÁCIDA [H+] > [OH-]
[H+] > 10-7 mol /L
pH < 7 - corrosividade
NATUREZA BÁSICA [H+] < [OH-]
[H+] < 10-7 mol /L
pH > 7 - incrustrações
pH afastado da neutralidade: afeta vida aquática (peixes) e
microorganismos responsáveis pelo tratamento biológico
CARACTERÍSTICAS QUÍMICAS
robertoemery@gmail.com
pH
Origem natural:
• dissolução de rochas
• absorção de gases da atmosfera
• fotossíntese
• Oxidação de m.o.
antrópica:
• Despejos domésticos e industriais
CARACTERÍSTICAS QUÍMICAS
robertoemery@gmail.com
CARACTERÍSTICAS QUÍMICAS
robertoemery@gmail.com
Alcalinidade
• Quantidade de íons na água que reagirão para neutralizar os íons
hidrogênio.
• Mede a capacidade da água de neutralizar os ácidos (capacidade
de resistir às mudanças de pH ou capacidade tampão).
• Principais constituintes da alcalinidade são os bicarbonatos (HCO3
-),
carbonatos (CO3
2-) e os hidróxidos(OH-).
• Confere sabor amargo para a água.
CARACTERÍSTICAS QUÍMICAS
robertoemery@gmail.com
CARACTERÍSTICAS QUÍMICAS
[Alcalinidade] = [OH-] + 2[CO3
2-] + [HCO3
-] - [H+]
robertoemery@gmail.com
CARACTERÍSTICAS QUÍMICAS
[Alcalinidade] = [OH-] + 2[CO3
2-] + [HCO3
-] - [H+]
Os equilíbrios que se estabelecem são:
CO2 + H2O = H2CO3 (diss. do CO2 na água) (1)
H2CO3 =H+ + HCO3
- (formação de bicarbonato) (2)
HCO3
- =H+ + CO3
2- (pH ~ 8,3) (formação de carbonato) (3)
CO3
2- + H2O =HCO3
- + OH- (pH ~ 4,5) (formação de hidróxido) (4)
robertoemery@gmail.com
✴ origem natural: rochas, reação do CO2 com a água
✴ origem antrópica: despejos industriais;
✴ medida em mg/L de CaCO3;
✴ importante no controle operacional do tratamento por digestão
anaeróbia e na coagulação química;
ALCALINIDADE
CARACTERÍSTICAS QUÍMICAS
Tecnologia de Tratamento de Água e Efluente. Parte1
Tecnologia de Tratamento de Água e Efluente. Parte1
Tecnologia de Tratamento de Água e Efluente. Parte1
Tecnologia de Tratamento de Água e Efluente. Parte1
Tecnologia de Tratamento de Água e Efluente. Parte1
Tecnologia de Tratamento de Água e Efluente. Parte1
Tecnologia de Tratamento de Água e Efluente. Parte1
Tecnologia de Tratamento de Água e Efluente. Parte1
Tecnologia de Tratamento de Água e Efluente. Parte1
Tecnologia de Tratamento de Água e Efluente. Parte1
Tecnologia de Tratamento de Água e Efluente. Parte1
Tecnologia de Tratamento de Água e Efluente. Parte1
Tecnologia de Tratamento de Água e Efluente. Parte1
Tecnologia de Tratamento de Água e Efluente. Parte1
Tecnologia de Tratamento de Água e Efluente. Parte1
Tecnologia de Tratamento de Água e Efluente. Parte1
Tecnologia de Tratamento de Água e Efluente. Parte1
Tecnologia de Tratamento de Água e Efluente. Parte1
Tecnologia de Tratamento de Água e Efluente. Parte1
Tecnologia de Tratamento de Água e Efluente. Parte1
Tecnologia de Tratamento de Água e Efluente. Parte1
Tecnologia de Tratamento de Água e Efluente. Parte1
Tecnologia de Tratamento de Água e Efluente. Parte1
Tecnologia de Tratamento de Água e Efluente. Parte1
Tecnologia de Tratamento de Água e Efluente. Parte1
Tecnologia de Tratamento de Água e Efluente. Parte1
Tecnologia de Tratamento de Água e Efluente. Parte1
Tecnologia de Tratamento de Água e Efluente. Parte1
Tecnologia de Tratamento de Água e Efluente. Parte1
Tecnologia de Tratamento de Água e Efluente. Parte1
Tecnologia de Tratamento de Água e Efluente. Parte1
Tecnologia de Tratamento de Água e Efluente. Parte1
Tecnologia de Tratamento de Água e Efluente. Parte1
Tecnologia de Tratamento de Água e Efluente. Parte1
Tecnologia de Tratamento de Água e Efluente. Parte1
Tecnologia de Tratamento de Água e Efluente. Parte1
Tecnologia de Tratamento de Água e Efluente. Parte1
Tecnologia de Tratamento de Água e Efluente. Parte1
Tecnologia de Tratamento de Água e Efluente. Parte1
Tecnologia de Tratamento de Água e Efluente. Parte1
Tecnologia de Tratamento de Água e Efluente. Parte1
Tecnologia de Tratamento de Água e Efluente. Parte1
Tecnologia de Tratamento de Água e Efluente. Parte1
Tecnologia de Tratamento de Água e Efluente. Parte1
Tecnologia de Tratamento de Água e Efluente. Parte1
Tecnologia de Tratamento de Água e Efluente. Parte1
Tecnologia de Tratamento de Água e Efluente. Parte1
Tecnologia de Tratamento de Água e Efluente. Parte1

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Apostila de irrigação_completa
Apostila de irrigação_completaApostila de irrigação_completa
Apostila de irrigação_completa
Francisco Almeida
 
Aula 1 normas e legislação
Aula 1 normas e legislaçãoAula 1 normas e legislação
Aula 1 normas e legislação
Giovanna Ortiz
 
Aula 01 inicial - apresentação e introdução
Aula 01   inicial - apresentação e introduçãoAula 01   inicial - apresentação e introdução
Aula 01 inicial - apresentação e introdução
Nelson Virgilio Carvalho Filho
 
Slides lodos ativados
Slides lodos ativadosSlides lodos ativados
Slides lodos ativados
Emelayne Prata
 
Práticas conservacionistas do solo e de água - Demetrius David da Silva
Práticas conservacionistas do solo e de água - Demetrius David da Silva Práticas conservacionistas do solo e de água - Demetrius David da Silva
Práticas conservacionistas do solo e de água - Demetrius David da Silva
CBH Rio das Velhas
 
Tratamento e Disposição Final de Resíduos
Tratamento e Disposição Final de ResíduosTratamento e Disposição Final de Resíduos
Tratamento e Disposição Final de Resíduos
ONU Meio Ambiente e Ministério do Meio Ambiente
 
EIA - RIMA
EIA - RIMAEIA - RIMA
EIA - RIMA
Beatriz Henkels
 
Teli 2
Teli 2Teli 2
Aula 2 evolução dos sistemas de esgotos
Aula 2   evolução dos sistemas de esgotosAula 2   evolução dos sistemas de esgotos
Aula 2 evolução dos sistemas de esgotos
Bruna Sampaio
 
Apresentação manejo florestal
Apresentação  manejo florestalApresentação  manejo florestal
Apresentação manejo florestal
Iomar Barbosa
 
Microrganismos e o tratamento de efluentes (1) (2)
Microrganismos e o tratamento de efluentes (1) (2)Microrganismos e o tratamento de efluentes (1) (2)
Microrganismos e o tratamento de efluentes (1) (2)
lenilson marinho barbosa
 
parametros qualidade agua
parametros qualidade aguaparametros qualidade agua
parametros qualidade agua
Raquel Gastao Daniel
 
Taa 7
Taa 7Taa 7
Aula 02 - Caracterização das águas
Aula 02 - Caracterização das águasAula 02 - Caracterização das águas
Aula 02 - Caracterização das águas
Nelson Virgilio Carvalho Filho
 
Aula 11 introdução tratamento de efluentes - prof. nelson (area 1) - 06.10
Aula 11   introdução tratamento de efluentes - prof. nelson (area 1) - 06.10Aula 11   introdução tratamento de efluentes - prof. nelson (area 1) - 06.10
Aula 11 introdução tratamento de efluentes - prof. nelson (area 1) - 06.10
Nelson Virgilio Carvalho Filho
 
5 processos químicos unitários
5 processos químicos unitários5 processos químicos unitários
5 processos químicos unitários
Gilson Adao
 
Teli 1
Teli 1Teli 1
Aula 6 lagoas de estabilização e lagoas facultativas
Aula 6 lagoas de estabilização e lagoas facultativasAula 6 lagoas de estabilização e lagoas facultativas
Aula 6 lagoas de estabilização e lagoas facultativas
Giovanna Ortiz
 
Aula 13 - Tratamentos fisicos-quimico - 20.10
Aula 13 - Tratamentos fisicos-quimico - 20.10Aula 13 - Tratamentos fisicos-quimico - 20.10
Aula 13 - Tratamentos fisicos-quimico - 20.10
Nelson Virgilio Carvalho Filho
 
Remoção de lodos em lagoas de estabilização
Remoção de lodos em lagoas de estabilizaçãoRemoção de lodos em lagoas de estabilização
Remoção de lodos em lagoas de estabilização
Amanda Machado de Almeida
 

Mais procurados (20)

Apostila de irrigação_completa
Apostila de irrigação_completaApostila de irrigação_completa
Apostila de irrigação_completa
 
Aula 1 normas e legislação
Aula 1 normas e legislaçãoAula 1 normas e legislação
Aula 1 normas e legislação
 
Aula 01 inicial - apresentação e introdução
Aula 01   inicial - apresentação e introduçãoAula 01   inicial - apresentação e introdução
Aula 01 inicial - apresentação e introdução
 
Slides lodos ativados
Slides lodos ativadosSlides lodos ativados
Slides lodos ativados
 
Práticas conservacionistas do solo e de água - Demetrius David da Silva
Práticas conservacionistas do solo e de água - Demetrius David da Silva Práticas conservacionistas do solo e de água - Demetrius David da Silva
Práticas conservacionistas do solo e de água - Demetrius David da Silva
 
Tratamento e Disposição Final de Resíduos
Tratamento e Disposição Final de ResíduosTratamento e Disposição Final de Resíduos
Tratamento e Disposição Final de Resíduos
 
EIA - RIMA
EIA - RIMAEIA - RIMA
EIA - RIMA
 
Teli 2
Teli 2Teli 2
Teli 2
 
Aula 2 evolução dos sistemas de esgotos
Aula 2   evolução dos sistemas de esgotosAula 2   evolução dos sistemas de esgotos
Aula 2 evolução dos sistemas de esgotos
 
Apresentação manejo florestal
Apresentação  manejo florestalApresentação  manejo florestal
Apresentação manejo florestal
 
Microrganismos e o tratamento de efluentes (1) (2)
Microrganismos e o tratamento de efluentes (1) (2)Microrganismos e o tratamento de efluentes (1) (2)
Microrganismos e o tratamento de efluentes (1) (2)
 
parametros qualidade agua
parametros qualidade aguaparametros qualidade agua
parametros qualidade agua
 
Taa 7
Taa 7Taa 7
Taa 7
 
Aula 02 - Caracterização das águas
Aula 02 - Caracterização das águasAula 02 - Caracterização das águas
Aula 02 - Caracterização das águas
 
Aula 11 introdução tratamento de efluentes - prof. nelson (area 1) - 06.10
Aula 11   introdução tratamento de efluentes - prof. nelson (area 1) - 06.10Aula 11   introdução tratamento de efluentes - prof. nelson (area 1) - 06.10
Aula 11 introdução tratamento de efluentes - prof. nelson (area 1) - 06.10
 
5 processos químicos unitários
5 processos químicos unitários5 processos químicos unitários
5 processos químicos unitários
 
Teli 1
Teli 1Teli 1
Teli 1
 
Aula 6 lagoas de estabilização e lagoas facultativas
Aula 6 lagoas de estabilização e lagoas facultativasAula 6 lagoas de estabilização e lagoas facultativas
Aula 6 lagoas de estabilização e lagoas facultativas
 
Aula 13 - Tratamentos fisicos-quimico - 20.10
Aula 13 - Tratamentos fisicos-quimico - 20.10Aula 13 - Tratamentos fisicos-quimico - 20.10
Aula 13 - Tratamentos fisicos-quimico - 20.10
 
Remoção de lodos em lagoas de estabilização
Remoção de lodos em lagoas de estabilizaçãoRemoção de lodos em lagoas de estabilização
Remoção de lodos em lagoas de estabilização
 

Destaque

Controle e tecnologia ambiental. Tecnologia de Tratamento de Água e Efluente....
Controle e tecnologia ambiental. Tecnologia de Tratamento de Água e Efluente....Controle e tecnologia ambiental. Tecnologia de Tratamento de Água e Efluente....
Controle e tecnologia ambiental. Tecnologia de Tratamento de Água e Efluente....
Roberto Emery-Trindade
 
Palestra Usos Da áGua
Palestra Usos Da áGuaPalestra Usos Da áGua
Palestra Usos Da áGua
TECNOCONSULT Engenharia LTDA.
 
corpos de agua
corpos de aguacorpos de agua
corpos de agua
Raquel Gastao Daniel
 
SGA segundo a NBR ISO 14001:2015 - Noções
SGA segundo a NBR ISO 14001:2015 - NoçõesSGA segundo a NBR ISO 14001:2015 - Noções
SGA segundo a NBR ISO 14001:2015 - Noções
Roberto Emery-Trindade
 
Introdução ao SGA (Sistema de Gestão Ambiental)
Introdução ao SGA (Sistema de Gestão Ambiental)Introdução ao SGA (Sistema de Gestão Ambiental)
Introdução ao SGA (Sistema de Gestão Ambiental)
Roberto Emery-Trindade
 
Apresentação institucional
Apresentação institucional Apresentação institucional
Apresentação institucional
centroprojekt
 
Parecer Técnico Aterro Jardim Gramacho - Empresa Gás Verde S. A.
Parecer Técnico Aterro Jardim Gramacho - Empresa Gás Verde S. A.Parecer Técnico Aterro Jardim Gramacho - Empresa Gás Verde S. A.
Parecer Técnico Aterro Jardim Gramacho - Empresa Gás Verde S. A.
Marcelo Forest
 
Parecer técnico balprensa revisado
Parecer técnico balprensa revisadoParecer técnico balprensa revisado
Parecer técnico balprensa revisado
Marcelo Forest
 
1a serie 2 - equipe 1- Filtração
1a serie 2 - equipe 1- Filtração1a serie 2 - equipe 1- Filtração
1a serie 2 - equipe 1- Filtração
EEB Francisco Mazzola
 
Parecer Técnico - Sistema de Esgotamento Sanitário em Municípios Goianos.
Parecer Técnico - Sistema de Esgotamento Sanitário em Municípios Goianos.Parecer Técnico - Sistema de Esgotamento Sanitário em Municípios Goianos.
Parecer Técnico - Sistema de Esgotamento Sanitário em Municípios Goianos.
deputadamarina
 
Parecer tecnico supram - barragem cuiaba - 24 de agosto
Parecer tecnico supram - barragem cuiaba  - 24 de agostoParecer tecnico supram - barragem cuiaba  - 24 de agosto
Parecer tecnico supram - barragem cuiaba - 24 de agosto
CBH Rio das Velhas
 
Webquest ii reinado no brasil
Webquest ii reinado no brasilWebquest ii reinado no brasil
Webquest ii reinado no brasil
rsaloes
 
Campanha Concientização 2010
Campanha Concientização 2010Campanha Concientização 2010
Campanha Concientização 2010Marcelo de Menezes
 
Parecer técnico posto chapéu do sol 2.2.1
Parecer técnico  posto chapéu do sol 2.2.1Parecer técnico  posto chapéu do sol 2.2.1
Parecer técnico posto chapéu do sol 2.2.1
Marcelo Forest
 
Apostila trat-esgoto capitulo-5
Apostila trat-esgoto capitulo-5Apostila trat-esgoto capitulo-5
Apostila trat-esgoto capitulo-5
SERVIO TULIO CASSINI
 
Determinação de íon cianeto em solução aquosa, utilizando eletrodo seletivo
Determinação de íon cianeto em solução aquosa, utilizando eletrodo seletivoDeterminação de íon cianeto em solução aquosa, utilizando eletrodo seletivo
Determinação de íon cianeto em solução aquosa, utilizando eletrodo seletivo
Roberto Emery-Trindade
 
Esgotos- Resumo
Esgotos- ResumoEsgotos- Resumo
Esgotos- Resumo
Graziela Alves
 
Parecer tecnico cetesb70678-09-taga
Parecer tecnico cetesb70678-09-tagaParecer tecnico cetesb70678-09-taga
Parecer tecnico cetesb70678-09-taga
adilpira
 
TIR - Taxa Interna de Retorno. O que é isso?
TIR - Taxa Interna de Retorno. O que é isso?TIR - Taxa Interna de Retorno. O que é isso?
TIR - Taxa Interna de Retorno. O que é isso?
Roberto Emery-Trindade
 
Introdução à Engenharia Ambiental
Introdução à Engenharia AmbientalIntrodução à Engenharia Ambiental
Introdução à Engenharia Ambiental
Almeida Meque Gomundanhe
 

Destaque (20)

Controle e tecnologia ambiental. Tecnologia de Tratamento de Água e Efluente....
Controle e tecnologia ambiental. Tecnologia de Tratamento de Água e Efluente....Controle e tecnologia ambiental. Tecnologia de Tratamento de Água e Efluente....
Controle e tecnologia ambiental. Tecnologia de Tratamento de Água e Efluente....
 
Palestra Usos Da áGua
Palestra Usos Da áGuaPalestra Usos Da áGua
Palestra Usos Da áGua
 
corpos de agua
corpos de aguacorpos de agua
corpos de agua
 
SGA segundo a NBR ISO 14001:2015 - Noções
SGA segundo a NBR ISO 14001:2015 - NoçõesSGA segundo a NBR ISO 14001:2015 - Noções
SGA segundo a NBR ISO 14001:2015 - Noções
 
Introdução ao SGA (Sistema de Gestão Ambiental)
Introdução ao SGA (Sistema de Gestão Ambiental)Introdução ao SGA (Sistema de Gestão Ambiental)
Introdução ao SGA (Sistema de Gestão Ambiental)
 
Apresentação institucional
Apresentação institucional Apresentação institucional
Apresentação institucional
 
Parecer Técnico Aterro Jardim Gramacho - Empresa Gás Verde S. A.
Parecer Técnico Aterro Jardim Gramacho - Empresa Gás Verde S. A.Parecer Técnico Aterro Jardim Gramacho - Empresa Gás Verde S. A.
Parecer Técnico Aterro Jardim Gramacho - Empresa Gás Verde S. A.
 
Parecer técnico balprensa revisado
Parecer técnico balprensa revisadoParecer técnico balprensa revisado
Parecer técnico balprensa revisado
 
1a serie 2 - equipe 1- Filtração
1a serie 2 - equipe 1- Filtração1a serie 2 - equipe 1- Filtração
1a serie 2 - equipe 1- Filtração
 
Parecer Técnico - Sistema de Esgotamento Sanitário em Municípios Goianos.
Parecer Técnico - Sistema de Esgotamento Sanitário em Municípios Goianos.Parecer Técnico - Sistema de Esgotamento Sanitário em Municípios Goianos.
Parecer Técnico - Sistema de Esgotamento Sanitário em Municípios Goianos.
 
Parecer tecnico supram - barragem cuiaba - 24 de agosto
Parecer tecnico supram - barragem cuiaba  - 24 de agostoParecer tecnico supram - barragem cuiaba  - 24 de agosto
Parecer tecnico supram - barragem cuiaba - 24 de agosto
 
Webquest ii reinado no brasil
Webquest ii reinado no brasilWebquest ii reinado no brasil
Webquest ii reinado no brasil
 
Campanha Concientização 2010
Campanha Concientização 2010Campanha Concientização 2010
Campanha Concientização 2010
 
Parecer técnico posto chapéu do sol 2.2.1
Parecer técnico  posto chapéu do sol 2.2.1Parecer técnico  posto chapéu do sol 2.2.1
Parecer técnico posto chapéu do sol 2.2.1
 
Apostila trat-esgoto capitulo-5
Apostila trat-esgoto capitulo-5Apostila trat-esgoto capitulo-5
Apostila trat-esgoto capitulo-5
 
Determinação de íon cianeto em solução aquosa, utilizando eletrodo seletivo
Determinação de íon cianeto em solução aquosa, utilizando eletrodo seletivoDeterminação de íon cianeto em solução aquosa, utilizando eletrodo seletivo
Determinação de íon cianeto em solução aquosa, utilizando eletrodo seletivo
 
Esgotos- Resumo
Esgotos- ResumoEsgotos- Resumo
Esgotos- Resumo
 
Parecer tecnico cetesb70678-09-taga
Parecer tecnico cetesb70678-09-tagaParecer tecnico cetesb70678-09-taga
Parecer tecnico cetesb70678-09-taga
 
TIR - Taxa Interna de Retorno. O que é isso?
TIR - Taxa Interna de Retorno. O que é isso?TIR - Taxa Interna de Retorno. O que é isso?
TIR - Taxa Interna de Retorno. O que é isso?
 
Introdução à Engenharia Ambiental
Introdução à Engenharia AmbientalIntrodução à Engenharia Ambiental
Introdução à Engenharia Ambiental
 

Último

Certificado Jornada Python Da Hashtag.pdf
Certificado Jornada Python Da Hashtag.pdfCertificado Jornada Python Da Hashtag.pdf
Certificado Jornada Python Da Hashtag.pdf
joaovmp3
 
Escola Virtual - Fundação Bradesco - ITIL - Gabriel Faustino.pdf
Escola Virtual - Fundação Bradesco - ITIL - Gabriel Faustino.pdfEscola Virtual - Fundação Bradesco - ITIL - Gabriel Faustino.pdf
Escola Virtual - Fundação Bradesco - ITIL - Gabriel Faustino.pdf
Gabriel de Mattos Faustino
 
TOO - TÉCNICAS DE ORIENTAÇÃO A OBJETOS aula 1.pdf
TOO - TÉCNICAS DE ORIENTAÇÃO A OBJETOS aula 1.pdfTOO - TÉCNICAS DE ORIENTAÇÃO A OBJETOS aula 1.pdf
TOO - TÉCNICAS DE ORIENTAÇÃO A OBJETOS aula 1.pdf
Momento da Informática
 
História da Rádio- 1936-1970 século XIX .2.pptx
História da Rádio- 1936-1970 século XIX   .2.pptxHistória da Rádio- 1936-1970 século XIX   .2.pptx
História da Rádio- 1936-1970 século XIX .2.pptx
TomasSousa7
 
Logica de Progamacao - Aula (1) (1).pptx
Logica de Progamacao - Aula (1) (1).pptxLogica de Progamacao - Aula (1) (1).pptx
Logica de Progamacao - Aula (1) (1).pptx
Momento da Informática
 
ATIVIDADE 1 - ADSIS - ESTRUTURA DE DADOS II - 52_2024.docx
ATIVIDADE 1 - ADSIS - ESTRUTURA DE DADOS II - 52_2024.docxATIVIDADE 1 - ADSIS - ESTRUTURA DE DADOS II - 52_2024.docx
ATIVIDADE 1 - ADSIS - ESTRUTURA DE DADOS II - 52_2024.docx
2m Assessoria
 
Segurança Digital Pessoal e Boas Práticas
Segurança Digital Pessoal e Boas PráticasSegurança Digital Pessoal e Boas Práticas
Segurança Digital Pessoal e Boas Práticas
Danilo Pinotti
 
PRODUÇÃO E CONSUMO DE ENERGIA DA PRÉ-HISTÓRIA À ERA CONTEMPORÂNEA E SUA EVOLU...
PRODUÇÃO E CONSUMO DE ENERGIA DA PRÉ-HISTÓRIA À ERA CONTEMPORÂNEA E SUA EVOLU...PRODUÇÃO E CONSUMO DE ENERGIA DA PRÉ-HISTÓRIA À ERA CONTEMPORÂNEA E SUA EVOLU...
PRODUÇÃO E CONSUMO DE ENERGIA DA PRÉ-HISTÓRIA À ERA CONTEMPORÂNEA E SUA EVOLU...
Faga1939
 
DESENVOLVIMENTO DE SOFTWARE I_aula1-2.pdf
DESENVOLVIMENTO DE SOFTWARE I_aula1-2.pdfDESENVOLVIMENTO DE SOFTWARE I_aula1-2.pdf
DESENVOLVIMENTO DE SOFTWARE I_aula1-2.pdf
Momento da Informática
 
Manual-de-Credenciamento ANATER 2023.pdf
Manual-de-Credenciamento ANATER 2023.pdfManual-de-Credenciamento ANATER 2023.pdf
Manual-de-Credenciamento ANATER 2023.pdf
WELITONNOGUEIRA3
 

Último (10)

Certificado Jornada Python Da Hashtag.pdf
Certificado Jornada Python Da Hashtag.pdfCertificado Jornada Python Da Hashtag.pdf
Certificado Jornada Python Da Hashtag.pdf
 
Escola Virtual - Fundação Bradesco - ITIL - Gabriel Faustino.pdf
Escola Virtual - Fundação Bradesco - ITIL - Gabriel Faustino.pdfEscola Virtual - Fundação Bradesco - ITIL - Gabriel Faustino.pdf
Escola Virtual - Fundação Bradesco - ITIL - Gabriel Faustino.pdf
 
TOO - TÉCNICAS DE ORIENTAÇÃO A OBJETOS aula 1.pdf
TOO - TÉCNICAS DE ORIENTAÇÃO A OBJETOS aula 1.pdfTOO - TÉCNICAS DE ORIENTAÇÃO A OBJETOS aula 1.pdf
TOO - TÉCNICAS DE ORIENTAÇÃO A OBJETOS aula 1.pdf
 
História da Rádio- 1936-1970 século XIX .2.pptx
História da Rádio- 1936-1970 século XIX   .2.pptxHistória da Rádio- 1936-1970 século XIX   .2.pptx
História da Rádio- 1936-1970 século XIX .2.pptx
 
Logica de Progamacao - Aula (1) (1).pptx
Logica de Progamacao - Aula (1) (1).pptxLogica de Progamacao - Aula (1) (1).pptx
Logica de Progamacao - Aula (1) (1).pptx
 
ATIVIDADE 1 - ADSIS - ESTRUTURA DE DADOS II - 52_2024.docx
ATIVIDADE 1 - ADSIS - ESTRUTURA DE DADOS II - 52_2024.docxATIVIDADE 1 - ADSIS - ESTRUTURA DE DADOS II - 52_2024.docx
ATIVIDADE 1 - ADSIS - ESTRUTURA DE DADOS II - 52_2024.docx
 
Segurança Digital Pessoal e Boas Práticas
Segurança Digital Pessoal e Boas PráticasSegurança Digital Pessoal e Boas Práticas
Segurança Digital Pessoal e Boas Práticas
 
PRODUÇÃO E CONSUMO DE ENERGIA DA PRÉ-HISTÓRIA À ERA CONTEMPORÂNEA E SUA EVOLU...
PRODUÇÃO E CONSUMO DE ENERGIA DA PRÉ-HISTÓRIA À ERA CONTEMPORÂNEA E SUA EVOLU...PRODUÇÃO E CONSUMO DE ENERGIA DA PRÉ-HISTÓRIA À ERA CONTEMPORÂNEA E SUA EVOLU...
PRODUÇÃO E CONSUMO DE ENERGIA DA PRÉ-HISTÓRIA À ERA CONTEMPORÂNEA E SUA EVOLU...
 
DESENVOLVIMENTO DE SOFTWARE I_aula1-2.pdf
DESENVOLVIMENTO DE SOFTWARE I_aula1-2.pdfDESENVOLVIMENTO DE SOFTWARE I_aula1-2.pdf
DESENVOLVIMENTO DE SOFTWARE I_aula1-2.pdf
 
Manual-de-Credenciamento ANATER 2023.pdf
Manual-de-Credenciamento ANATER 2023.pdfManual-de-Credenciamento ANATER 2023.pdf
Manual-de-Credenciamento ANATER 2023.pdf
 

Tecnologia de Tratamento de Água e Efluente. Parte1

  • 1. robertoemery@gmail.com Tema: Tecnologia de Tratamento de Efluentes (Parte I) Controle e Tecnologia Ambiental Prof. ROBERTO EMERY robertoemery@gmail.com Perito Ambiental
  • 2. robertoemery@gmail.com Tema: Tecnologia de Tratamento de Efluentes (Parte I) Controle e Tecnologia Ambiental Prof. ROBERTO EMERY robertoemery@gmail.com Perito Ambiental
  • 3. robertoemery@gmail.com Após o curso os participantes deverão ser capazes de
  • 4. robertoemery@gmail.com • identificar e descrever os principais indicadores de qualidade do efluente ou da água; • identificar e esepcificar as principais etapas envolvidas em um tratamento de águas e efluentes; • escolher e propor um circuito de tratamento, qualquer que seja a origem e destino final da água e/ou efluente. OBJETIVOS Após o curso os participantes deverão ser capazes de
  • 6. robertoemery@gmail.com SUMÁRIO • Conceitos e definições • Aspectos legais • Principais parâmetros • Parâmetros de lançamento em corpos receptores • Características Físicas • Características Químicas e Físico - Químicas I Parte – CARACTERIZAÇÃO DE EFLUENTES
  • 8. robertoemery@gmail.com SUMÁRIO • Processos físicos, químicos, biológicos • Introdução - fundamentos • Tratamento preliminar • Tratamento primário • Tratamento secundário biológico – tópicos específicos • Tratamento terciário • Resumo • Circuitos típicos: • Tratamento de água • Tratamento de efluentes II Parte – TECNOLOGIA DE TRATAMENTO DE EFLUENTES
  • 9. robertoemery@gmail.com I Parte – CARACTERIZAÇÃO DE EFLUENTES
  • 11. robertoemery@gmail.com TECNOLOGIA DE TRATAMENTO DE EFLUENTES O que iremos descobrir... (entre outras coisas...) 1. O que é recurso hídrico? 2. O que é um uso eficiente da água? 3. Quais alguns pontos que o perito ambiental deve observar quanto ao uso da água em uma empreendimento industrial? 4. Será preciso caracterizar a qualidade de um efluente ou água? Por que? 5. Como essa caracterização pode ser feita? 6. Quais algumas diferenças entre o tratamento da água e do efluente?
  • 13. robertoemery@gmail.com Fonte: Petrobras Recurso Hídrico: água superficial ou subterrânea, disponível ou potencialmente disponível para satisfazer, em quantidade e, se possível, em qualidade, uma dada demanda num local e período de tempo determinados. Efluente: corrente hídrica, tratada ou não, originada em operações e processos industriais ou em atividades administrativas, que possui potencial de causar poluição ambiental, lançada nos corpos hídricos, solo, subsolo, rede pública de esgoto ou transferida para outra instalação. ALGUMAS DEFINIÇÕES... TECNOLOGIA DE TRATAMENTO DE EFLUENTES
  • 15. robertoemery@gmail.com CARACTERIZAÇÃO DE EFLUENTES Para o Perito Ambiental Importante pois permite… • Avaliar a escolha da tecnologia que foi utilizada e está sendo periciada. • Monitorar e avaliar a eficiência dos sistemas de tratamento de efluentes TECNOLOGIA DE TRATAMENTO DE EFLUENTES
  • 16. robertoemery@gmail.com TECNOLOGIA DE TRATAMENTO DE EFLUENTES Uso eficiente da água - utilização da água, sem desperdícios e minimizando perdas, considerando: Para o auditor/perito ambiental – pontos relevantes a serem considerados… (I)
  • 17. robertoemery@gmail.com TECNOLOGIA DE TRATAMENTO DE EFLUENTES Uso eficiente da água - utilização da água, sem desperdícios e minimizando perdas, considerando: Para o auditor/perito ambiental – pontos relevantes a serem considerados… (I) ★ adoção de tecnologias, operações e processos menos intensivos no uso da água; ★ redução da geração de substâncias potencialmente poluentes nas operações e processos; ★ reutilização interna da água e a reutilização de efluente; ★ uso de tecnologia aperfeiçoada para o tratamento de efluentes.
  • 18. robertoemery@gmail.com TECNOLOGIA DE TRATAMENTO DE EFLUENTES Para o auditor/perito ambiental – pontos relevantes a serem considerados…(II)
  • 19. robertoemery@gmail.com TECNOLOGIA DE TRATAMENTO DE EFLUENTES Tecnologia moderna implica: OTIMIZAÇÃO do uso de água nas operações e processos: REUTILIZAÇÃO INTERNA de correntes hídricas e REUTILIZAÇÃO DE EFLUENTE Para o auditor/perito ambiental – pontos relevantes a serem considerados…(II)
  • 20. robertoemery@gmail.com TECNOLOGIA DE TRATAMENTO DE EFLUENTES Para o auditor/perito ambiental – pontos relevantes a serem considerados…(III)
  • 21. robertoemery@gmail.com TECNOLOGIA DE TRATAMENTO DE EFLUENTES Otimização deve ser OPÇÃO DE MINIMIZAÇÃO DO USO INTERNO DA ÁGUA, considerando: ✓ DISPONIBILIDADE local de recursos hídricos para captação e uso ✓ ASPECTOS ambientais e sociais e ✓ avaliação da viabilidade TÉCNICA e ECONÔMICA dessas ações. Para o auditor/perito ambiental – pontos relevantes a serem considerados…(III)
  • 24. robertoemery@gmail.com EFLUENTES TRATADOS MANANCIAL RESERVATÓRIO ADUÇÃO DISTRIBUIÇÃO EFLUENTE INDUSTRIAL REÚSO CAPTAÇÃO TRATAMENTO E DISPOSIÇÃO DOS LODOS ESGOTO SANITÁRIO TRATAMENTO ÁGUA ÁREA INDUSTRIAL ÁREA ADMINISTRATIVA CORPO RECEPTOR TRATAMENTO(S) EFLUENTES CICLO DO USO DA ÁGUA
  • 25. robertoemery@gmail.com EFLUENTES TRATADOS MANANCIAL RESERVATÓRIO ADUÇÃO DISTRIBUIÇÃO EFLUENTE INDUSTRIAL REÚSO CAPTAÇÃO TRATAMENTO E DISPOSIÇÃO DOS LODOS ESGOTO SANITÁRIO TRATAMENTO ÁGUA ÁREA INDUSTRIAL ÁREA ADMINISTRATIVA CORPO RECEPTOR TRATAMENTO(S) EFLUENTES CICLO DO USO DA ÁGUA
  • 27. robertoemery@gmail.com CARACTERÍSTICAS FÍSICAS: associada aos sentidos da visão, tato, paladar e odor; inclui sólidos em suspensão, colóides ou dissolvidos CARACTERÍSTICAS QUÍMICAS: matéria orgânica e inorgânicas CARACTERÍSTICAS BIOLÓGICAS: vivos (animais, vegetais, protistas*) ou mortos. *organismos unicelulares eucariontes (núcleo definido), representados pelos protozoários - como amebas - e certas algas unicelulares -, constituem o reino Protista. TECNOLOGIA DE TRATAMENTO DE EFLUENTES
  • 29. robertoemery@gmail.com E a legislação... o que diz...? TECNOLOGIA DE TRATAMENTO DE EFLUENTES
  • 31. robertoemery@gmail.com EXIGÊNCIAS LEGAIS Principais textos federais: • Resolução CONAMA 357/05: define padrões a se manter nos corpos d’água e lançamento de efluentes; • Resolução CONAMA 274/00: define padrões de balneabilidade em corpos d’água; • Portaria MS 518/04: define o padrão de potabilidade para águas de consumo humano.
  • 32. robertoemery@gmail.com PADRÕES DE LANÇAMENTO EM CORPOS RECEPTORES RESOLUÇÃO No 357, DE 17 DE MARÇO DE 2005, DO CONAMA (Conselho Nacional de Meio Ambiente) ✴ Dispõe sobre a classificação dos corpos d’ água e diretrizes ambientais para seu enquadramento, bem como estabelece as condições e padrões de lançamento de efluentes, e dá outras providências. EXIGÊNCIAS LEGAIS
  • 33. robertoemery@gmail.com Art. 1o Esta Resolução dispõe sobre a classificação e diretrizes ambientais para o enquadramento dos corpos de água superficiais, bem como estabelece as condições e padrões de lançamento de efluentes. CAPÍTULO I Das Definições Art. 2o Para efeito desta Resolução são adotadas as seguintes definições: I - águas doces: águas com salinidade igual ou inferior a 0,5 ‰; II - águas salobras: águas com salinidade superior a 0,5 ‰ e inferior a 30 ‰; III - águas salinas: águas com salinidade igual ou superior a 30 ‰; IV - ambiente lêntico: ambiente que se refere à água parada, com movimento lento ou estagnado; V - ambiente lótico: ambiente relativo a águas continentais moventes; VI - aqüicultura: o cultivo ou a criação de organismos cujo ciclo de vida, em con- dições naturais, ocorre total ou parcialmente em meio aquático; VII - carga poluidora: quantidade de determinado poluente transportado ou lançado em um corpo de água receptor, expressa em unidade de massa por tempo; VIII - cianobactérias: microorganismos procarióticos autotróficos, também deno- minados como cianofíceas (algas azuis) capazes de ocorrer em qualquer manancial superficial especialmente naqueles com elevados níveis de nutrientes (nitrogênio e fósforo), podendo produzir toxinas com efeitos adversos a saúde; QUALIDADE DA ÁGUA RESOLUÇÃO CONAMA nº 357 de 2005 PADRÕES DE LANÇAMENTO EM CORPOS RECEPTORES RESOLUÇÃO CONAMA No 357, EXIGÊNCIAS LEGAIS
  • 34. robertoemery@gmail.com RESOLUÇÃO CONAMA No 357, EXIGÊNCIAS LEGAIS S DO CONAMAS DO CONAMA do Sistema Nacional de Meio Ambiente - SISNAMA e do Sistema N ento de Recursos Hídricos - SINGREH; - virtualmente ausentes: que não é perceptível pela visão, olfato ou pa - zona de mistura: região do corpo receptor onde ocorre a diluição e. CAPÍTULO II Da Classificação Dos Corpos De Água s águas doces, salobras e salinas do Território Nacional são cla qualidade requerida para os seus usos preponderantes, em treze o no DOU nº 87, de 9 de maio de 2005, pág. 44 Parágrafo único. As águas de melhor qualidade podem ser aproveitadas em uso menos exigente, desde que este não prejudique a qualidade da água, atendidos outros requisitos pertinentes. Seção I Das Águas Doces Art. 4o As águas doces são classificadas em: I - classe especial: águas destinadas: a) ao abastecimento para consumo humano, com desinfecção; b) à preservação do equilíbrio natural das comunidades aquáticas; e, c) à preservação dos ambientes aquáticos em unidades de conservação de proteção integral. II - classe 1: águas que podem ser destinadas: a) ao abastecimento para consumo humano, após tratamento simplificado; b) à proteção das comunidades aquáticas; c) à recreação de contato primário, tais como natação, esqui aquático e mergulho, QUALIDADE DA ÁGUA RESOLUÇÃO CONAMA nº 357 de 2005
  • 35. robertoemery@gmail.com RESOLUÇÃO CONAMA No 357, EXIGÊNCIAS LEGAIS S DO CONAMAS DO CONAMA do Sistema Nacional de Meio Ambiente - SISNAMA e do Sistema N ento de Recursos Hídricos - SINGREH; - virtualmente ausentes: que não é perceptível pela visão, olfato ou pa - zona de mistura: região do corpo receptor onde ocorre a diluição e. CAPÍTULO II Da Classificação Dos Corpos De Água s águas doces, salobras e salinas do Território Nacional são cla qualidade requerida para os seus usos preponderantes, em treze o no DOU nº 87, de 9 de maio de 2005, pág. 44 Parágrafo único. As águas de melhor qualidade podem ser aproveitadas em uso menos exigente, desde que este não prejudique a qualidade da água, atendidos outros requisitos pertinentes. Seção I Das Águas Doces Art. 4o As águas doces são classificadas em: I - classe especial: águas destinadas: a) ao abastecimento para consumo humano, com desinfecção; b) à preservação do equilíbrio natural das comunidades aquáticas; e, c) à preservação dos ambientes aquáticos em unidades de conservação de proteção integral. II - classe 1: águas que podem ser destinadas: a) ao abastecimento para consumo humano, após tratamento simplificado; b) à proteção das comunidades aquáticas; c) à recreação de contato primário, tais como natação, esqui aquático e mergulho, conforme Resolução CONAMA no 274, de 2000; d) à irrigação de hortaliças que são consumidas cruas e de frutas que se desenvolvam rentes ao solo e que sejam ingeridas cruas sem remoção de película; e e) à proteção das comunidades aquáticas em Terras Indígenas. III - classe 2: águas que podem ser destinadas: a) ao abastecimento para consumo humano, após tratamento convencional; b) à proteção das comunidades aquáticas; c) à recreação de contato primário, tais como natação, esqui aquático e mergulho, conforme Resolução CONAMA no 274, de 2000; d) à irrigação de hortaliças, plantas frutíferas e de parques, jardins, campos de esporte
  • 36. robertoemery@gmail.com RESOLUÇÃO CONAMA No 357, EXIGÊNCIAS LEGAIS S DO CONAMAS DO CONAMA do Sistema Nacional de Meio Ambiente - SISNAMA e do Sistema N ento de Recursos Hídricos - SINGREH; - virtualmente ausentes: que não é perceptível pela visão, olfato ou pa - zona de mistura: região do corpo receptor onde ocorre a diluição e. CAPÍTULO II Da Classificação Dos Corpos De Água s águas doces, salobras e salinas do Território Nacional são cla qualidade requerida para os seus usos preponderantes, em treze o no DOU nº 87, de 9 de maio de 2005, pág. 44 I - classe especial: águas destinadas: a) ao abastecimento para consumo humano, com desinfecção; b) à preservação do equilíbrio natural das comunidades aquáticas; e, c) à preservação dos ambientes aquáticos em unidades de conservação de proteção integral. II - classe 1: águas que podem ser destinadas: a) ao abastecimento para consumo humano, após tratamento simplificado; b) à proteção das comunidades aquáticas; c) à recreação de contato primário, tais como natação, esqui aquático e mergulho, conforme Resolução CONAMA no 274, de 2000; d) à irrigação de hortaliças que são consumidas cruas e de frutas que se desenvolvam rentes ao solo e que sejam ingeridas cruas sem remoção de película; e e) à proteção das comunidades aquáticas em Terras Indígenas. III - classe 2: águas que podem ser destinadas: a) ao abastecimento para consumo humano, após tratamento convencional; b) à proteção das comunidades aquáticas; c) à recreação de contato primário, tais como natação, esqui aquático e mergulho, conforme Resolução CONAMA no 274, de 2000; d) à irrigação de hortaliças, plantas frutíferas e de parques, jardins, campos de esporte e lazer, com os quais o público possa vir a ter contato direto; e e) à aqüicultura e à atividade de pesca. IV - classe 3: águas que podem ser destinadas: a) ao abastecimento para consumo humano, após tratamento convencional ou avançado; b) à irrigação de culturas arbóreas, cerealíferas e forrageiras; c) à pesca amadora; d) à recreação de contato secundário; e
  • 37. robertoemery@gmail.com RESOLUÇÃO CONAMA No 357, EXIGÊNCIAS LEGAIS S DO CONAMAS DO CONAMA do Sistema Nacional de Meio Ambiente - SISNAMA e do Sistema N ento de Recursos Hídricos - SINGREH; - virtualmente ausentes: que não é perceptível pela visão, olfato ou pa - zona de mistura: região do corpo receptor onde ocorre a diluição e. CAPÍTULO II Da Classificação Dos Corpos De Água s águas doces, salobras e salinas do Território Nacional são cla qualidade requerida para os seus usos preponderantes, em treze o no DOU nº 87, de 9 de maio de 2005, pág. 44 c) à recreação de contato primário, tais como natação, esqui aquático e mergulho, conforme Resolução CONAMA no 274, de 2000; d) à irrigação de hortaliças que são consumidas cruas e de frutas que se desenvolvam rentes ao solo e que sejam ingeridas cruas sem remoção de película; e e) à proteção das comunidades aquáticas em Terras Indígenas. III - classe 2: águas que podem ser destinadas: a) ao abastecimento para consumo humano, após tratamento convencional; b) à proteção das comunidades aquáticas; c) à recreação de contato primário, tais como natação, esqui aquático e mergulho, conforme Resolução CONAMA no 274, de 2000; d) à irrigação de hortaliças, plantas frutíferas e de parques, jardins, campos de esporte e lazer, com os quais o público possa vir a ter contato direto; e e) à aqüicultura e à atividade de pesca. IV - classe 3: águas que podem ser destinadas: a) ao abastecimento para consumo humano, após tratamento convencional ou avançado; b) à irrigação de culturas arbóreas, cerealíferas e forrageiras; c) à pesca amadora; d) à recreação de contato secundário; e e) à dessedentação de animais. V - classe 4: águas que podem ser destinadas: a) à navegação; e b) à harmonia paisagística. Seção II Das Águas Salinas o
  • 38. robertoemery@gmail.com e) à irrigação de hortaliças que são consumidas cruas e de frutas que se desenvol- vam rentes ao solo e que sejam ingeridas cruas sem remoção de película, e à irrigação de parques, jardins, campos de esporte e lazer, com os quais o público possa vir a ter contato direto. III - classe 2: águas que podem ser destinadas: a) à pesca amadora; e b) à recreação de contato secundário. IV - classe 3: águas que podem ser destinadas: a) à navegação; e b) à harmonia paisagística. CAPÍTULO III Das Condições E Padrões De Qualidade Das Águas Seção I Das Disposições Gerais Art. 7o Os padrões de qualidade das águas determinados nesta Resolução estabelecem limites individuais para cada substância em cada classe. Parágrafo único. Eventuais interações entre substâncias, especificadas ou não nesta Resolução, não poderão conferir às águas características capazes de causar efeitos letais ou alteração de comportamento, reprodução ou fisiologia da vida, bem como de restringir os usos preponderantes previstos, ressalvado o disposto no § 3o do art. 34, desta Resolução. Art.8o Oconjuntodeparâmetrosdequalidadedeáguaselecionadoparasubsidiarapro- PADRÕES DE LANÇAMENTO EM CORPOS RECEPTORES RESOLUÇÃO CONAMA No 357, EXIGÊNCIAS LEGAIS
  • 39. robertoemery@gmail.com e) à irrigação de hortaliças que são consumidas cruas e de frutas que se desenvol- vam rentes ao solo e que sejam ingeridas cruas sem remoção de película, e à irrigação de parques, jardins, campos de esporte e lazer, com os quais o público possa vir a ter contato direto. III - classe 2: águas que podem ser destinadas: a) à pesca amadora; e b) à recreação de contato secundário. IV - classe 3: águas que podem ser destinadas: a) à navegação; e b) à harmonia paisagística. CAPÍTULO III Das Condições E Padrões De Qualidade Das Águas Seção I Das Disposições Gerais Art. 7o Os padrões de qualidade das águas determinados nesta Resolução estabelecem limites individuais para cada substância em cada classe. Parágrafo único. Eventuais interações entre substâncias, especificadas ou não nesta Resolução, não poderão conferir às águas características capazes de causar efeitos letais ou alteração de comportamento, reprodução ou fisiologia da vida, bem como de restringir os usos preponderantes previstos, ressalvado o disposto no § 3o do art. 34, desta Resolução. Art.8o Oconjuntodeparâmetrosdequalidadedeáguaselecionadoparasubsidiarapro- PADRÕES DE LANÇAMENTO EM CORPOS RECEPTORES RESOLUÇÃO CONAMA No 357, EXIGÊNCIAS LEGAIS Qualidade da Água
  • 40. robertoemery@gmail.com RESOLUÇÕES DO CONAMARESOLUÇÕES DO CONAMA 285RESOLUÇÕES DO CONAMA 285RESOLUÇÕES DO CONAMA Art. 12. O Poder Público poderá estabelecer restrições e medidas adicionais, de caráter excepcional e temporário, quando a vazão do corpo de água estiver abaixo da vazão de referência. Art. 13. Nas águas de classe especial deverão ser mantidas as condições naturais do corpo de água. Seção II Das Águas Doces Art. 14. As águas doces de classe 1 observarão as seguintes condições e padrões: I - condições de qualidade de água: a) não verificação de efeito tóxico crônico a organismos, de acordo com os critérios estabelecidos pelo órgão ambiental competente, ou, na sua ausência, por instituições nacionais ou internacionais renomadas, comprovado pela realização de ensaio ecotoxi- cológico padronizado ou outro método cientificamente reconhecido. Resolução Conama No 357, de 17 de março de 2005 PADRÕES DE LANÇAMENTO EM CORPOS RECEPTORES EXIGÊNCIAS LEGAIS b) materiais flutuantes, inclusive espumas não naturais: virtualmente ausentes; c) óleos e graxas: virtualmente ausentes; d) substâncias que comuniquem gosto ou odor: virtualmente ausentes; e) corantes provenientes de fontes antrópicas: virtualmente ausentes; f) resíduos sólidos objetáveis: virtualmente ausentes; g) coliformes termotolerantes: para o uso de recreação de contato primário deverão ser obedecidos os padrões de qualidade de balneabilidade, previstos na Resolução CO- NAMA no 274, de 2000. Para os demais usos, não deverá ser excedido um limite de 200 coliformes termotolerantes por 100 mililitros em 80% ou mais, de pelo menos 6 amostras, coletadas durante o período de um ano, com freqüência bimestral. A E. coli poderá ser determinada em substituição ao parâmetro coliformes termotolerantes de acordo com limites estabelecidos pelo órgão ambiental competente; h) DBO 5 dias a 20°C até 3 mg/L O ; RESOLUÇÃO CONAMA nº 357 de 2005QUALIDADE DA ÁGUA
  • 41. robertoemery@gmail.com RESOLUÇÕES DO CONAMARESOLUÇÕES DO CONAMA 285RESOLUÇÕES DO CONAMA 285RESOLUÇÕES DO CONAMA Art. 12. O Poder Público poderá estabelecer restrições e medidas adicionais, de caráter excepcional e temporário, quando a vazão do corpo de água estiver abaixo da vazão de referência. Art. 13. Nas águas de classe especial deverão ser mantidas as condições naturais do corpo de água. Seção II Das Águas Doces Art. 14. As águas doces de classe 1 observarão as seguintes condições e padrões: I - condições de qualidade de água: a) não verificação de efeito tóxico crônico a organismos, de acordo com os critérios estabelecidos pelo órgão ambiental competente, ou, na sua ausência, por instituições nacionais ou internacionais renomadas, comprovado pela realização de ensaio ecotoxi- cológico padronizado ou outro método cientificamente reconhecido. b) materiais flutuantes, inclusive espumas não naturais: virtualmente ausentes; c) óleos e graxas: virtualmente ausentes; d) substâncias que comuniquem gosto ou odor: virtualmente ausentes; e) corantes provenientes de fontes antrópicas: virtualmente ausentes; f) resíduos sólidos objetáveis: virtualmente ausentes; g) coliformes termotolerantes: para o uso de recreação de contato primário deverão ser obedecidos os padrões de qualidade de balneabilidade, previstos na Resolução CO- NAMA no 274, de 2000. Para os demais usos, não deverá ser excedido um limite de 200 coliformes termotolerantes por 100 mililitros em 80% ou mais, de pelo menos 6 amostras, coletadas durante o período de um ano, com freqüência bimestral. A E. coli poderá ser determinada em substituição ao parâmetro coliformes termotolerantes de acordo com limites estabelecidos pelo órgão ambiental competente; h) DBO 5 dias a 20°C até 3 mg/L O2 ; i) OD, em qualquer amostra, não inferior a 6 mg/L O2 ; j) turbidez até 40 unidades nefelométrica de turbidez (UNT); l) cor verdadeira: nível de cor natural do corpo de água em mg Pt/L; e m) pH: 6,0 a 9,0. II - Padrões de qualidade de água: TABELA I - CLASSE 1 - ÁGUAS DOCES PADRÕES Parâmetros Valor máximo Clorofila a 10 µg/L Densidade de cianobactérias 20.000 cel/mL ou 2 mm3 /L Sólidos dissolvidos totais 500 mg/L Parâmetros inorgânicos Valor máximo Alumínio dissolvido 0,1 mg/L Al Antimônio 0,005mg/L Sb Arsênio total 0,01 mg/L As Resolução Conama No 357, de 17 de março de 2005 PADRÕES DE LANÇAMENTO EM CORPOS RECEPTORES Tabela 1 continua... EXIGÊNCIAS LEGAIS
  • 42. robertoemery@gmail.com 288 RESOLUÇÕES DO CONAMA288 RESOLUÇÕES DO CONAMA Hexaclorobenzeno 0,00029 µg/L Indeno(1,2,3-cd)pireno 0,018 µg/L PCBs - Bifenilas policloradas 0,000064 µg/L Pentaclorofenol 3,0 µg/L Tetracloreto de carbono 1,6 µg/L Tetracloroeteno 3,3 µg/L Toxafeno 0,00028 µg/L 2,4,6-triclorofenol 2,4 µg/L Art 15. Aplicam-se às águas doces de classe 2 as condições e padrões da classe 1 pre- vistos no artigo anterior, à exceção do seguinte: I - não será permitida a presença de corantes provenientes de fontes antrópicas que não sejam removíveis por processo de coagulação, sedimentação e filtração convencionais; II - coliformes termotolerantes: para uso de recreação de contato primário deverá ser obedecida a Resolução CONAMA no 274, de 2000. Para os demais usos, não deverá ser excedido um limite de 1.000 coliformes termotolerantes por 100 mililitros em 80% ou mais de pelo menos 6 (seis) amostras coletadas durante o período de um ano, com freqüência bimestral. A E. coli poderá ser determinada em substituição ao parâmetro coliformes termotolerantes de acordo com limites estabelecidos pelo órgão ambiental competente; III - cor verdadeira: até 75 mg Pt/L; IV - turbidez: até 100 UNT; V - DBO 5 dias a 20°C: até 5 mg/L O2 ; VI - OD, em qualquer amostra: não inferior a 5 mg/L O2 ; VII - clorofila a: até 30 µg/L;69 VIII - densidade de cianobactérias: até 50000 cel/mL ou 5 mm3 /L; e, IX - fósforo total: a) até 0,030 mg/L, em ambientes lênticos; e, b) até 0,050 mg/L, em ambientes intermediários, com tempo de residência entre 2 e 40 dias, e tributários diretos de ambiente lêntico. QUALIDADE DA ÁGUA RESOLUÇÃO CONAMA nº 357 de 2005 Resolução Conama No 357, de 17 de março de 2005 PADRÕES DE LANÇAMENTO EM CORPOS RECEPTORES EXIGÊNCIAS LEGAIS
  • 43. robertoemery@gmail.com CAPÍTULO IV Das Condições e Padrões de Lançamento de Efluentes Art. 24. Os efluentes de qualquer fonte poluidora somente poderão ser lançados, direta ou indiretamente, nos corpos de água, após o devido tratamento e desde que obedeçam às condições, padrões e exigências dispostos nesta Resolução e em outras normas aplicáveis. Parágrafo único. O órgão ambiental competente poderá, a qualquer momento: I - acrescentar outras condições e padrões, ou torná-los mais restritivos, tendo em vista as condições locais, mediante fundamentação técnica; e II-exigiramelhortecnologiadisponívelparao tratamentodosefluentes,compatívelcom as condições do respectivo curso de água superficial, mediante fundamentação técnica. Resolução Conama No 357, de 17 de março de 2005 PADRÕES DE LANÇAMENTO EM CORPOS RECEPTORES EXIGÊNCIAS LEGAIS
  • 44. robertoemery@gmail.com § 4 O disposto no § 1 aplica-se também às substâncias não contempladas nesta Resolução, exceto se o empreendedor não tinha condições de saber de sua existência nos seus efluentes. Art. 27. É vedado, nos efluentes, o lançamento dos Poluentes Orgânicos Persistentes- POPs mencionados na Convenção de Estocolmo, ratificada pelo Decreto Legislativo no 204, de 7 de maio de 2004. Parágrafo único. Nos processos onde possa ocorrer a formação de dioxinas e furanos deverá ser utilizada a melhor tecnologia disponível para a sua redução, até a completa eliminação. Art.28.Osefluentesnãopoderãoconferiraocorpodeáguacaracterísticasemdesacordo com as metas obrigatórias progressivas, intermediárias e final, do seu enquadramento. § 1o As metas obrigatórias serão estabelecidas mediante parâmetros. § 2o Para os parâmetros não incluídos nas metas obrigatórias, os padrões de quali- dade a serem obedecidos são os que constam na classe na qual o corpo receptor estiver enquadrado. § 3o Na ausência de metas intermediárias progressivas obrigatórias, devem ser obede- cidos os padrões de qualidade da classe em que o corpo receptor estiver enquadrado. Art. 29. A disposição de efluentes no solo, mesmo tratados, não poderá causar poluição ou contaminação das águas. Art. 30. No controle das condições de lançamento, é vedada, para fins de diluição antes do seu lançamento, a mistura de efluentes com águas de melhor qualidade, tais como as águas de abastecimento, do mar e de sistemas abertos de refrigeração sem recirculação. Resolução Conama No 357, de 17 de março de 2005 PADRÕES DE LANÇAMENTO EM CORPOS RECEPTORES EXIGÊNCIAS LEGAIS
  • 45. robertoemery@gmail.com eliminação. Art.28.Osefluentesnãopoderãoconferiraocorpodeáguacaracterísticasemdesacordo com as metas obrigatórias progressivas, intermediárias e final, do seu enquadramento. § 1o As metas obrigatórias serão estabelecidas mediante parâmetros. § 2o Para os parâmetros não incluídos nas metas obrigatórias, os padrões de quali- dade a serem obedecidos são os que constam na classe na qual o corpo receptor estiver enquadrado. § 3o Na ausência de metas intermediárias progressivas obrigatórias, devem ser obede- cidos os padrões de qualidade da classe em que o corpo receptor estiver enquadrado. Art. 29. A disposição de efluentes no solo, mesmo tratados, não poderá causar poluição ou contaminação das águas. Art. 30. No controle das condições de lançamento, é vedada, para fins de diluição antes do seu lançamento, a mistura de efluentes com águas de melhor qualidade, tais como as águas de abastecimento, do mar e de sistemas abertos de refrigeração sem recirculação. Art. 31. Na hipótese de fonte de poluição geradora de diferentes efluentes ou lança- mentos individualizados, os limites constantes desta Resolução aplicar-se-ão a cada um deles ou ao conjunto após a mistura, a critério do órgão ambiental competente. Art. 32. Nas águas de classe especial é vedado o lançamento de efluentes ou disposição de resíduos domésticos, agropecuários, de aqüicultura, industriais e de quaisquer outras fontes poluentes, mesmo que tratados. § 1o Nas demais classes de água, o lançamento de efluentes deverá, simultanea- Resolução Conama No 357, de 17 de março de 2005 PADRÕES DE LANÇAMENTO EM CORPOS RECEPTORES EXIGÊNCIAS LEGAIS
  • 46. robertoemery@gmail.com RESOLUÇÕES DO CONAMARESOLUÇÕES DO CONAMA 29RESOLUÇÕES DO CONAMA 29RESOLUÇÕES DO CONAMA Art. 30. No controle das condições de lançamento, é vedada, para fins de diluição antes do seu lançamento, a mistura de efluentes com águas de melhor qualidade, tais como as águas de abastecimento, do mar e de sistemas abertos de refrigeração sem recirculação. Art. 31. Na hipótese de fonte de poluição geradora de diferentes efluentes ou lança- mentos individualizados, os limites constantes desta Resolução aplicar-se-ão a cada um deles ou ao conjunto após a mistura, a critério do órgão ambiental competente. Art. 32. Nas águas de classe especial é vedado o lançamento de efluentes ou disposição de resíduos domésticos, agropecuários, de aqüicultura, industriais e de quaisquer outras fontes poluentes, mesmo que tratados. § 1o Nas demais classes de água, o lançamento de efluentes deverá, simultanea- mente: I - atender às condições e padrões de lançamento de efluentes; II - não ocasionar a ultrapassagem das condições e padrões de qualidade de água, estabelecidos para as respectivas classes, nas condições da vazão de referência; e III - atender a outras exigências aplicáveis. § 2o No corpo de água em processo de recuperação, o lançamento de efluentes ob- servará as metas progressivas obrigatórias, intermediárias e final. Art. 33. Na zona de mistura de efluentes, o órgão ambiental competente poderá au- torizar, levando em conta o tipo de substância, valores em desacordo com os estabele- cidos para a respectiva classe de enquadramento, desde que não comprometam os usos previstos para o corpo de água. Parágrafo único. A extensão e as concentrações de substâncias na zona de mistura RESOLUÇÃO CONAMA nº 357 de 2005QUALIDADE DA ÁGUA Resolução Conama No 357, de 17 de março de 2005 PADRÕES DE LANÇAMENTO EM CORPOS RECEPTORES EXIGÊNCIAS LEGAIS
  • 47. robertoemery@gmail.com I - atender às condições e padrões de lançamento de efluentes; II - não ocasionar a ultrapassagem das condições e padrões de qualidade de água, estabelecidos para as respectivas classes, nas condições da vazão de referência; e III - atender a outras exigências aplicáveis. § 2o No corpo de água em processo de recuperação, o lançamento de efluentes ob- servará as metas progressivas obrigatórias, intermediárias e final. Art. 33. Na zona de mistura de efluentes, o órgão ambiental competente poderá au- torizar, levando em conta o tipo de substância, valores em desacordo com os estabele- cidos para a respectiva classe de enquadramento, desde que não comprometam os usos previstos para o corpo de água. Parágrafo único. A extensão e as concentrações de substâncias na zona de mistura deverão ser objeto de estudo, nos termos determinados pelo órgão ambiental competente, às expensas do empreendedor responsável pelo lançamento. Art. 34. Os efluentes de qualquer fonte poluidora somente poderão ser lançados, di- reta ou indiretamente, nos corpos de água desde que obedeçam as condições e padrões previstos neste artigo, resguardadas outras exigências cabíveis: § 1o O efluente não deverá causar ou possuir potencial para causar efeitos tóxicos aos organismos aquáticos no corpo receptor, de acordo com os critérios de toxicidade estabelecidos pelo órgão ambiental competente. § 2o Os critérios de toxicidade previstos no § 1o devem se basear em resultados de ensaios ecotoxicológicos padronizados, utilizando organismos aquáticos, e realizados RESOLUÇÃO CONAMA nº 357 de 2005QUALIDADE DA ÁGUA Resolução Conama No 357, de 17 de março de 2005 PADRÕES DE LANÇAMENTO EM CORPOS RECEPTORES EXIGÊNCIAS LEGAIS
  • 48. robertoemery@gmail.com estabelecidos para as respectivas classes, nas condições da vazão de referência; e III - atender a outras exigências aplicáveis. § 2o No corpo de água em processo de recuperação, o lançamento de efluentes ob- servará as metas progressivas obrigatórias, intermediárias e final. Art. 33. Na zona de mistura de efluentes, o órgão ambiental competente poderá au- torizar, levando em conta o tipo de substância, valores em desacordo com os estabele- cidos para a respectiva classe de enquadramento, desde que não comprometam os usos previstos para o corpo de água. Parágrafo único. A extensão e as concentrações de substâncias na zona de mistura deverão ser objeto de estudo, nos termos determinados pelo órgão ambiental competente, às expensas do empreendedor responsável pelo lançamento. Art. 34. Os efluentes de qualquer fonte poluidora somente poderão ser lançados, di- reta ou indiretamente, nos corpos de água desde que obedeçam as condições e padrões previstos neste artigo, resguardadas outras exigências cabíveis: § 1o O efluente não deverá causar ou possuir potencial para causar efeitos tóxicos aos organismos aquáticos no corpo receptor, de acordo com os critérios de toxicidade estabelecidos pelo órgão ambiental competente. § 2o Os critérios de toxicidade previstos no § 1o devem se basear em resultados de ensaios ecotoxicológicos padronizados, utilizando organismos aquáticos, e realizados no efluente. § 3o Nos corpos de água em que as condições e padrões de qualidade previstos nesta Resolução não incluam restrições de toxicidade a organismos aquáticos, não se aplicam os parágrafos anteriores. § 4o Condições de lançamento de efluentes: I - pH entre 5 a 9; Resolução Conama No 357, de 17 de março de 2005 PADRÕES DE LANÇAMENTO EM CORPOS RECEPTORES EXIGÊNCIAS LEGAIS
  • 49. robertoemery@gmail.com Resolução Conama No 357, de 17 de março de 2005 PADRÕES DE LANÇAMENTO EM CORPOS RECEPTORES EXIGÊNCIAS LEGAIS às expensas do empreendedor responsável pelo lançamento. Art. 34. Os efluentes de qualquer fonte poluidora somente poderão ser lançados, di- reta ou indiretamente, nos corpos de água desde que obedeçam as condições e padrões previstos neste artigo, resguardadas outras exigências cabíveis: § 1o O efluente não deverá causar ou possuir potencial para causar efeitos tóxicos aos organismos aquáticos no corpo receptor, de acordo com os critérios de toxicidade estabelecidos pelo órgão ambiental competente. § 2o Os critérios de toxicidade previstos no § 1o devem se basear em resultados de ensaios ecotoxicológicos padronizados, utilizando organismos aquáticos, e realizados no efluente. § 3o Nos corpos de água em que as condições e padrões de qualidade previstos nesta Resolução não incluam restrições de toxicidade a organismos aquáticos, não se aplicam os parágrafos anteriores. § 4o Condições de lançamento de efluentes: I - pH entre 5 a 9; II - temperatura: inferior a 40ºC, sendo que a variação de temperatura do corpo re- ceptor não deverá exceder a 3ºC na zona de mistura; III - materiais sedimentáveis: até 1 mL/L em teste de 1 hora em cone Imhoff. Para o lançamento em lagos e lagoas, cuja velocidade de circulação seja praticamente nula, os materiais sedimentáveis deverão estar virtualmente ausentes; IV - regime de lançamento com vazão máxima de até 1,5 vezes a vazão média do período de atividade diária do agente poluidor, exceto nos casos permitidos pela auto- ridade competente; V - óleos e graxas: 1 - óleos minerais: até 20mg/L; 2- óleos vegetais e gorduras animais: até 50mg/L; e VI - ausência de materiais flutuantes. § 5o Padrões de lançamento de efluentes:
  • 50. robertoemery@gmail.com 0 RESOLUÇÕES DO CONAMA0 RESOLUÇÕES DO CONAMA tor não deverá exceder a 3ºC no limite da zona de mistura, desde que não comprometa os usos previstos para o corpo d’água; (nova redação dada pela Resolução CONAMA no 397/08) III - materiais sedimentáveis: até 1 mL/L em teste de 1 hora em cone Imhoff. Para o lançamento em lagos e lagoas, cuja velocidade de circulação seja praticamente nula, os materiais sedimentáveis deverão estar virtualmente ausentes; IV - regime de lançamento com vazão máxima de até 1,5 vezes a vazão média do período de atividade diária do agente poluidor, exceto nos casos permitidos pela auto- ridade competente; V - óleos e graxas: 1 - óleos minerais: até 20mg/L; 2 - óleos vegetais e gorduras animais: até 50mg/L; e VI - ausência de materiais flutuantes. § 5o Padrões de lançamento de efluentes: TABELA X - LANÇAMENTO DE EFLUENTES PADRÕES Parâmetros inorgânicos Valor máximo Arsênio total 0,5 mg/L As Bário total 5,0 mg/L Ba Boro total 5,0 mg/L B Cádmio total 0,2 mg/L Cd Resolução Conama No 357, de 17 de março de 2005 PADRÕES DE LANÇAMENTO EM CORPOS RECEPTORES EXIGÊNCIAS LEGAIS
  • 51. robertoemery@gmail.com Resolução Conama No 357, de 17 de março de 2005 PADRÕES DE LANÇAMENTO EM CORPOS RECEPTORES QualidadedeÁgua Chumbo total 0,5 mg/L Pb Cianeto total (novo valor dado pela Resolução nº 397/08) 0,2 mg/L CN 1,0 mg/L CN Cianeto livre (destilável por ácidos fracos) (nova redação e valor dados pela Resolução nº 397/08) 0,2 mg/L CN Cobre dissolvido 1,0 mg/L Cu Cromo total hexavalente (nova redação e valor dados pela Resolução nº 397/08) 0,5 mg/L Cr 0,1 mg/L Cr6+ Cromo trivalente (nova redação e valor dados pela Resolução nº 397/08) 1,0 mg/L Cr3+ Estanho total 4,0 mg/L Sn Ferro dissolvido 15,0 mg/L Fe78 Fluoreto total 10,0 mg/L F Manganês dissolvido 1,0 mg/L Mn Mercúrio total 0,01 mg/L Hg Níquel total 2,0 mg/L Ni Nitrogênio amoniacal total 20,0 mg/L N Prata total 0,1 mg/L Ag Selênio total 0,30 mg/L Se Sulfeto 1,0 mg/L S Zinco total 5,0 mg/L Zn Parâmetros orgânicos Valor máximo Clorofórmio 1,0 mg/L Dicloroeteno (somatório de 1,1 + 1,2 cis + 1,2 trans) (nova redação dada pela Resolução nº 397/08) 1,0 mg/L Fenóis totais (substâncias que reagem com 4-aminoantipirina) 0,5 mg/L C6 H5 OH Tetracloreto de Carbono 1,0 mg/L Tricloroeteno 1,0 mg/L QUALIDADE DA ÁGUA RESOLUÇÃO CONAMA nº 357 de 2005 EXIGÊNCIAS LEGAIS
  • 52. robertoemery@gmail.com CAPÍTULO V Diretrizes Ambientais Para o Enquadramento Art. 38. O enquadramento dos corpos de água dar-se-á de acordo com as normas e procedimentosdefinidospeloConselhoNacionaldeRecursosHídricos-CNRHeConselhos Estaduais de Recursos Hídricos. § 1o O enquadramento do corpo hídrico será definido pelos usos preponderantes mais restritivos da água, atuais ou pretendidos. § 2o Nas bacias hidrográficas em que a condição de qualidade dos corpos de água esteja em desacordo com os usos preponderantes pretendidos, deverão ser estabelecidas metas obrigatórias, intermediárias e final, de melhoria da qualidade da água para efetivação dos respectivos enquadramentos, excetuados nos parâmetros que excedam aos limites devido às condições naturais. § 3o As ações de gestão referentes ao uso dos recursos hídricos, tais como a outorga e cobrança pelo uso da água, ou referentes à gestão ambiental, como o licenciamento, termos de ajustamento de conduta e o controle da poluição, deverão basear-se nas metas progressivas intermediárias e final aprovadas pelo órgão competente para a respectiva bacia hidrográfica ou corpo hídrico específico. § 4o As metas progressivas obrigatórias, intermediárias e final, deverão ser atingidas em regime de vazão de referência, excetuados os casos de baías de águas salinas ou salobras, RESOLUÇÃO CONAMA nº 357 de 2005QUALIDADE DA ÁGUA § 4 As metas progressivas obrigatórias, intermediárias e final, deverão ser atingidas em regime de vazão de referência, excetuados os casos de baías de águas salinas ou salobras, ou outros corpos hídricos onde não seja aplicável a vazão de referência, para os quais de- verão ser elaborados estudos específicos sobre a dispersão e assimilação de poluentes no meio hídrico. § 5o Em corpos de água intermitentes ou com regime de vazão que apresente diferença sazonal significativa, as metas progressivas obrigatórias poderão variar ao longo do ano. § 6o Em corpos de água utilizados por populações para seu abastecimento, o enqua- dramento e o licenciamento ambiental de atividades a montante preservarão, obrigato- riamente, as condições de consumo. CAPÍTULO VI Disposições Finais e Transitórias Art. 39. Cabe aos órgãos ambientais competentes, quando necessário, definir os valores dos poluentes considerados virtualmente ausentes. Art. 40. No caso de abastecimento para consumo humano, sem prejuízo do disposto nesta Resolução, deverão ser observadas, as normas específicas sobre qualidade da água e padrões de potabilidade. Art. 41. Os métodos de coleta e de análises de águas são os especificados em normas técnicas cientificamente reconhecidas. Art. 42. Enquanto não aprovados os respectivos enquadramentos, as águas doces serão consideradas classe 2, as salinas e salobras classe 1, exceto se as condições de qualidade atuais forem melhores, o que determinará a aplicação da classe mais rigorosa ou outros corpos hídricos onde não seja aplicável a vazão de referência, para os quais de- verão ser elaborados estudos específicos sobre a dispersão e assimilação de poluentes no meio hídrico. § 5o Em corpos de água intermitentes ou com regime de vazão que apresente diferença sazonal significativa, as metas progressivas obrigatórias poderão variar ao longo do ano. § 6o Em corpos de água utilizados por populações para seu abastecimento, o enqua- dramento e o licenciamento ambiental de atividades a montante preservarão, obrigato- riamente, as condições de consumo. CAPÍTULO VI Disposições Finais e Transitórias Art. 39. Cabe aos órgãos ambientais competentes, quando necessário, definir os valores dos poluentes considerados virtualmente ausentes. Art. 40. No caso de abastecimento para consumo humano, sem prejuízo do disposto nesta Resolução, deverão ser observadas, as normas específicas sobre qualidade da água e padrões de potabilidade. Art. 41. Os métodos de coleta e de análises de águas são os especificados em normas técnicas cientificamente reconhecidas. Art. 42. Enquanto não aprovados os respectivos enquadramentos, as águas doces serão consideradas classe 2, as salinas e salobras classe 1, exceto se as condições de qualidade atuais forem melhores, o que determinará a aplicação da classe mais rigorosa correspondente. Resolução Conama No 357, de 17 de março de 2005 PADRÕES DE LANÇAMENTO EM CORPOS RECEPTORES EXIGÊNCIAS LEGAIS
  • 53. robertoemery@gmail.com CAPÍTULO V Diretrizes Ambientais Para o Enquadramento Art. 38. O enquadramento dos corpos de água dar-se-á de acordo com as normas e procedimentosdefinidospeloConselhoNacionaldeRecursosHídricos-CNRHeConselhos Estaduais de Recursos Hídricos. § 1o O enquadramento do corpo hídrico será definido pelos usos preponderantes mais restritivos da água, atuais ou pretendidos. § 2o Nas bacias hidrográficas em que a condição de qualidade dos corpos de água esteja em desacordo com os usos preponderantes pretendidos, deverão ser estabelecidas metas obrigatórias, intermediárias e final, de melhoria da qualidade da água para efetivação dos respectivos enquadramentos, excetuados nos parâmetros que excedam aos limites devido às condições naturais. § 3o As ações de gestão referentes ao uso dos recursos hídricos, tais como a outorga e cobrança pelo uso da água, ou referentes à gestão ambiental, como o licenciamento, termos de ajustamento de conduta e o controle da poluição, deverão basear-se nas metas progressivas intermediárias e final aprovadas pelo órgão competente para a respectiva bacia hidrográfica ou corpo hídrico específico. § 4o As metas progressivas obrigatórias, intermediárias e final, deverão ser atingidas em regime de vazão de referência, excetuados os casos de baías de águas salinas ou salobras, RESOLUÇÃO CONAMA nº 357 de 2005QUALIDADE DA ÁGUA § 4 As metas progressivas obrigatórias, intermediárias e final, deverão ser atingidas em regime de vazão de referência, excetuados os casos de baías de águas salinas ou salobras, ou outros corpos hídricos onde não seja aplicável a vazão de referência, para os quais de- verão ser elaborados estudos específicos sobre a dispersão e assimilação de poluentes no meio hídrico. § 5o Em corpos de água intermitentes ou com regime de vazão que apresente diferença sazonal significativa, as metas progressivas obrigatórias poderão variar ao longo do ano. § 6o Em corpos de água utilizados por populações para seu abastecimento, o enqua- dramento e o licenciamento ambiental de atividades a montante preservarão, obrigato- riamente, as condições de consumo. CAPÍTULO VI Disposições Finais e Transitórias Art. 39. Cabe aos órgãos ambientais competentes, quando necessário, definir os valores dos poluentes considerados virtualmente ausentes. Art. 40. No caso de abastecimento para consumo humano, sem prejuízo do disposto nesta Resolução, deverão ser observadas, as normas específicas sobre qualidade da água e padrões de potabilidade. Art. 41. Os métodos de coleta e de análises de águas são os especificados em normas técnicas cientificamente reconhecidas. Art. 42. Enquanto não aprovados os respectivos enquadramentos, as águas doces serão consideradas classe 2, as salinas e salobras classe 1, exceto se as condições de qualidade atuais forem melhores, o que determinará a aplicação da classe mais rigorosa ou outros corpos hídricos onde não seja aplicável a vazão de referência, para os quais de- verão ser elaborados estudos específicos sobre a dispersão e assimilação de poluentes no meio hídrico. § 5o Em corpos de água intermitentes ou com regime de vazão que apresente diferença sazonal significativa, as metas progressivas obrigatórias poderão variar ao longo do ano. § 6o Em corpos de água utilizados por populações para seu abastecimento, o enqua- dramento e o licenciamento ambiental de atividades a montante preservarão, obrigato- riamente, as condições de consumo. CAPÍTULO VI Disposições Finais e Transitórias Art. 39. Cabe aos órgãos ambientais competentes, quando necessário, definir os valores dos poluentes considerados virtualmente ausentes. Art. 40. No caso de abastecimento para consumo humano, sem prejuízo do disposto nesta Resolução, deverão ser observadas, as normas específicas sobre qualidade da água e padrões de potabilidade. Art. 41. Os métodos de coleta e de análises de águas são os especificados em normas técnicas cientificamente reconhecidas. Art. 42. Enquanto não aprovados os respectivos enquadramentos, as águas doces serão consideradas classe 2, as salinas e salobras classe 1, exceto se as condições de qualidade atuais forem melhores, o que determinará a aplicação da classe mais rigorosa correspondente. Resolução Conama No 357, de 17 de março de 2005 PADRÕES DE LANÇAMENTO EM CORPOS RECEPTORES EXIGÊNCIAS LEGAIS
  • 54. Art. 45. O não cumprimento ao disposto nesta Resolução acarretará aos infratores as sanções previstas pela legislação vigente. § 1o Os órgãos ambientais e gestores de recursos hídricos, no âmbito de suas respectivas competências,fiscalizarãoocumprimentodestaResolução,bemcomoquandopertinente, a aplicação das penalidades administrativas previstas nas legislações específicas, sem prejuízo do sancionamento penal e da responsabilidade civil objetiva do poluidor. § 2o As exigências e deveres previstos nesta Resolução caracterizam obrigação de relevante interesse ambiental. Art. 46. O responsável por fontes potencial ou efetivamente poluidoras das águas deve apresentar ao órgão ambiental competente, até o dia 31 de março de cada ano, decla- ração de carga poluidora, referente ao ano civil anterior, subscrita pelo administrador principal da empresa e pelo responsável técnico devidamente habilitado, acompanhada da respectiva Anotação de Responsabilidade Técnica. § 1o A declaração referida no caput deste artigo conterá, entre outros dados, a ca- racterização qualitativa e quantitativa de seus efluentes, baseada em amostragem re- presentativa dos mesmos, o estado de manutenção dos equipamentos e dispositivos de controle da poluição. § 2o O órgão ambiental competente poderá estabelecer critérios e formas para apre- sentação da declaração mencionada no caput deste artigo, inclusive, dispensando-a se for o caso para empreendimentos de menor potencial poluidor. Art. 47. Equiparam-se a perito, os responsáveis técnicos que elaborem estudos e pareceres apresentados aos órgãos ambientais. Art. 48. O não cumprimento ao disposto nesta Resolução sujeitará os infratores, entre outras, às sanções previstas na Lei no 9.605, de 12 de fevereiro de 1998 e respectiva regulamentação. Art. 44. O CONAMA, no prazo máximo de um ano, complementará, onde couber, con- dições e padrões de lançamento de efluentes previstos nesta Resolução. (prazo alterado para 18 de março de 2007, pela Resolução n° 370/06) Art. 45. O não cumprimento ao disposto nesta Resolução acarretará aos infratores as sanções previstas pela legislação vigente. § 1o Os órgãos ambientais e gestores de recursos hídricos, no âmbito de suas respectivas competências,fiscalizarãoocumprimentodestaResolução,bemcomoquandopertinente, a aplicação das penalidades administrativas previstas nas legislações específicas, sem prejuízo do sancionamento penal e da responsabilidade civil objetiva do poluidor. § 2o As exigências e deveres previstos nesta Resolução caracterizam obrigação de relevante interesse ambiental. Art. 46. O responsável por fontes potencial ou efetivamente poluidoras das águas deve apresentar ao órgão ambiental competente, até o dia 31 de março de cada ano, decla- ração de carga poluidora, referente ao ano civil anterior, subscrita pelo administrador principal da empresa e pelo responsável técnico devidamente habilitado, acompanhada da respectiva Anotação de Responsabilidade Técnica. § 1o A declaração referida no caput deste artigo conterá, entre outros dados, a ca- racterização qualitativa e quantitativa de seus efluentes, baseada em amostragem re- presentativa dos mesmos, o estado de manutenção dos equipamentos e dispositivos de controle da poluição. § 2o O órgão ambiental competente poderá estabelecer critérios e formas para apre- sentação da declaração mencionada no caput deste artigo, inclusive, dispensando-a se for o caso para empreendimentos de menor potencial poluidor. Art. 47. Equiparam-se a perito, os responsáveis técnicos que elaborem estudos e robertoemery@gmail.com Resolução Conama No 357, de 17 de março de 2005 PADRÕES DE LANÇAMENTO EM CORPOS RECEPTORES EXIGÊNCIAS LEGAIS
  • 55. Importância da caracterização Art. 45. O não cumprimento ao disposto nesta Resolução acarretará aos infratores as sanções previstas pela legislação vigente. § 1o Os órgãos ambientais e gestores de recursos hídricos, no âmbito de suas respectivas competências,fiscalizarãoocumprimentodestaResolução,bemcomoquandopertinente, a aplicação das penalidades administrativas previstas nas legislações específicas, sem prejuízo do sancionamento penal e da responsabilidade civil objetiva do poluidor. § 2o As exigências e deveres previstos nesta Resolução caracterizam obrigação de relevante interesse ambiental. Art. 46. O responsável por fontes potencial ou efetivamente poluidoras das águas deve apresentar ao órgão ambiental competente, até o dia 31 de março de cada ano, decla- ração de carga poluidora, referente ao ano civil anterior, subscrita pelo administrador principal da empresa e pelo responsável técnico devidamente habilitado, acompanhada da respectiva Anotação de Responsabilidade Técnica. § 1o A declaração referida no caput deste artigo conterá, entre outros dados, a ca- racterização qualitativa e quantitativa de seus efluentes, baseada em amostragem re- presentativa dos mesmos, o estado de manutenção dos equipamentos e dispositivos de controle da poluição. § 2o O órgão ambiental competente poderá estabelecer critérios e formas para apre- sentação da declaração mencionada no caput deste artigo, inclusive, dispensando-a se for o caso para empreendimentos de menor potencial poluidor. Art. 47. Equiparam-se a perito, os responsáveis técnicos que elaborem estudos e pareceres apresentados aos órgãos ambientais. Art. 48. O não cumprimento ao disposto nesta Resolução sujeitará os infratores, entre outras, às sanções previstas na Lei no 9.605, de 12 de fevereiro de 1998 e respectiva regulamentação. Art. 44. O CONAMA, no prazo máximo de um ano, complementará, onde couber, con- dições e padrões de lançamento de efluentes previstos nesta Resolução. (prazo alterado para 18 de março de 2007, pela Resolução n° 370/06) Art. 45. O não cumprimento ao disposto nesta Resolução acarretará aos infratores as sanções previstas pela legislação vigente. § 1o Os órgãos ambientais e gestores de recursos hídricos, no âmbito de suas respectivas competências,fiscalizarãoocumprimentodestaResolução,bemcomoquandopertinente, a aplicação das penalidades administrativas previstas nas legislações específicas, sem prejuízo do sancionamento penal e da responsabilidade civil objetiva do poluidor. § 2o As exigências e deveres previstos nesta Resolução caracterizam obrigação de relevante interesse ambiental. Art. 46. O responsável por fontes potencial ou efetivamente poluidoras das águas deve apresentar ao órgão ambiental competente, até o dia 31 de março de cada ano, decla- ração de carga poluidora, referente ao ano civil anterior, subscrita pelo administrador principal da empresa e pelo responsável técnico devidamente habilitado, acompanhada da respectiva Anotação de Responsabilidade Técnica. § 1o A declaração referida no caput deste artigo conterá, entre outros dados, a ca- racterização qualitativa e quantitativa de seus efluentes, baseada em amostragem re- presentativa dos mesmos, o estado de manutenção dos equipamentos e dispositivos de controle da poluição. § 2o O órgão ambiental competente poderá estabelecer critérios e formas para apre- sentação da declaração mencionada no caput deste artigo, inclusive, dispensando-a se for o caso para empreendimentos de menor potencial poluidor. Art. 47. Equiparam-se a perito, os responsáveis técnicos que elaborem estudos e robertoemery@gmail.com Resolução Conama No 357, de 17 de março de 2005 PADRÕES DE LANÇAMENTO EM CORPOS RECEPTORES EXIGÊNCIAS LEGAIS
  • 56. principal da empresa e pelo responsável técnico devidamente habilitado, acompanhada da respectiva Anotação de Responsabilidade Técnica. § 1o A declaração referida no caput deste artigo conterá, entre outros dados, a ca- racterização qualitativa e quantitativa de seus efluentes, baseada em amostragem re- presentativa dos mesmos, o estado de manutenção dos equipamentos e dispositivos de controle da poluição. § 2o O órgão ambiental competente poderá estabelecer critérios e formas para apre- sentação da declaração mencionada no caput deste artigo, inclusive, dispensando-a se for o caso para empreendimentos de menor potencial poluidor. Art. 47. Equiparam-se a perito, os responsáveis técnicos que elaborem estudos e pareceres apresentados aos órgãos ambientais. Art. 48. O não cumprimento ao disposto nesta Resolução sujeitará os infratores, entre outras, às sanções previstas na Lei no 9.605, de 12 de fevereiro de 1998 e respectiva regulamentação. Art. 49. Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação. Art. 50. Revoga-se a Resolução CONAMA no 20, de 18 de junho de 1986. MARINA SILVA - Presidente do Conselho Este texto não substitui o publicado no DOU, de 18 de março de 2005. § 2 As exigências e deveres previstos nesta Resolução caracterizam obrigação de relevante interesse ambiental. Art. 46. O responsável por fontes potencial ou efetivamente poluidoras das águas deve apresentar ao órgão ambiental competente, até o dia 31 de março de cada ano, decla- ração de carga poluidora, referente ao ano civil anterior, subscrita pelo administrador principal da empresa e pelo responsável técnico devidamente habilitado, acompanhada da respectiva Anotação de Responsabilidade Técnica. § 1o A declaração referida no caput deste artigo conterá, entre outros dados, a ca- racterização qualitativa e quantitativa de seus efluentes, baseada em amostragem re- presentativa dos mesmos, o estado de manutenção dos equipamentos e dispositivos de controle da poluição. § 2o O órgão ambiental competente poderá estabelecer critérios e formas para apre- sentação da declaração mencionada no caput deste artigo, inclusive, dispensando-a se for o caso para empreendimentos de menor potencial poluidor. Art. 47. Equiparam-se a perito, os responsáveis técnicos que elaborem estudos e pareceres apresentados aos órgãos ambientais. Art. 48. O não cumprimento ao disposto nesta Resolução sujeitará os infratores, entre outras, às sanções previstas na Lei no 9.605, de 12 de fevereiro de 1998 e respectiva regulamentação. Art. 49. Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação. Art. 50. Revoga-se a Resolução CONAMA no 20, de 18 de junho de 1986. MARINA SILVA - Presidente do Conselhorobertoemery@gmail.com Resolução Conama No 357, de 17 de março de 2005 PADRÕES DE LANÇAMENTO EM CORPOS RECEPTORES EXIGÊNCIAS LEGAIS
  • 57. principal da empresa e pelo responsável técnico devidamente habilitado, acompanhada da respectiva Anotação de Responsabilidade Técnica. § 1o A declaração referida no caput deste artigo conterá, entre outros dados, a ca- racterização qualitativa e quantitativa de seus efluentes, baseada em amostragem re- presentativa dos mesmos, o estado de manutenção dos equipamentos e dispositivos de controle da poluição. § 2o O órgão ambiental competente poderá estabelecer critérios e formas para apre- sentação da declaração mencionada no caput deste artigo, inclusive, dispensando-a se for o caso para empreendimentos de menor potencial poluidor. Art. 47. Equiparam-se a perito, os responsáveis técnicos que elaborem estudos e pareceres apresentados aos órgãos ambientais. Art. 48. O não cumprimento ao disposto nesta Resolução sujeitará os infratores, entre outras, às sanções previstas na Lei no 9.605, de 12 de fevereiro de 1998 e respectiva regulamentação. Art. 49. Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação. Art. 50. Revoga-se a Resolução CONAMA no 20, de 18 de junho de 1986. MARINA SILVA - Presidente do Conselho Este texto não substitui o publicado no DOU, de 18 de março de 2005. § 2 As exigências e deveres previstos nesta Resolução caracterizam obrigação de relevante interesse ambiental. Art. 46. O responsável por fontes potencial ou efetivamente poluidoras das águas deve apresentar ao órgão ambiental competente, até o dia 31 de março de cada ano, decla- ração de carga poluidora, referente ao ano civil anterior, subscrita pelo administrador principal da empresa e pelo responsável técnico devidamente habilitado, acompanhada da respectiva Anotação de Responsabilidade Técnica. § 1o A declaração referida no caput deste artigo conterá, entre outros dados, a ca- racterização qualitativa e quantitativa de seus efluentes, baseada em amostragem re- presentativa dos mesmos, o estado de manutenção dos equipamentos e dispositivos de controle da poluição. § 2o O órgão ambiental competente poderá estabelecer critérios e formas para apre- sentação da declaração mencionada no caput deste artigo, inclusive, dispensando-a se for o caso para empreendimentos de menor potencial poluidor. Art. 47. Equiparam-se a perito, os responsáveis técnicos que elaborem estudos e pareceres apresentados aos órgãos ambientais. Art. 48. O não cumprimento ao disposto nesta Resolução sujeitará os infratores, entre outras, às sanções previstas na Lei no 9.605, de 12 de fevereiro de 1998 e respectiva regulamentação. Art. 49. Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação. Art. 50. Revoga-se a Resolução CONAMA no 20, de 18 de junho de 1986. MARINA SILVA - Presidente do Conselhorobertoemery@gmail.com Resolução Conama No 357, de 17 de março de 2005 PADRÕES DE LANÇAMENTO EM CORPOS RECEPTORES EXIGÊNCIAS LEGAIS ATENÇÃO! Lei de crimes ambientais...
  • 58. robertoemery@gmail.com ATENÇÃO! • Resolução CONAMA 397/08: Altera o inciso II do § 4 e a Tabela X do § 5, ambos do art. 34 da Resolução 357, de 2005, que dispõe sobre a classificação dos corpos de água e diretrizes ambientais para o seu enquadramento, bem como estabelece as condições e padrões de lançamento de efluentes. EXIGÊNCIAS LEGAIS
  • 59. robertoemery@gmail.com que lhe são conferidas pelos arts. 6o , inciso II e 8o , inciso VII, da Lei no 6.938, de 31 de agosto de 1981, e tendo em vista o disposto em seu Regimento Interno; Considerando que a Resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente-CONAMA no 357, de 17 de março de 2005, estabelece em seu art. 44 que o CONAMA, no prazo máximo de um ano, complementará, onde couber, condições e padrões de lançamento de efluentes previstos nesta Resolução, e ConsiderandoqueaResoluçãoCONAMAno 370,de6deabrilde2006,prorrogouoprazo para complementação das condições e padrões de lançamentos de efluentes, previsto no art. 44 da Resolução CONAMA no 357, de 2005, até 18 de março de 2007, resolve: Art 1o O inciso II do § 4o e a Tabela X do § 5o , ambos do art. 34 da Resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente-CONAMA no 357, de 17 de março 2005, passam a vigorar com a seguinte redação. “Art. 34. .................................................................................................................................. ................................................................................................................................................ § 4o ......................................................................................................................................... ................................................................................................................................................ II-temperatura:inferiora40ºC,sendoqueavariaçãodetemperaturadocorporeceptor não deverá exceder a 3ºC no limite da zona de mistura, desde que não comprometa os usos previstos para o corpo d’água; ................................................................................................................................................ § 5o Padrões de lançamento de efluentes: TABELA X - LANÇAMENTO DE EFLUENTES PADRÕES Parâmetros inorgânicos Valor máximo EXIGÊNCIAS LEGAIS RESOLUÇÃO No 397, DE 03 DE ABRIL DE 2008
  • 60. RESOLUÇÕES DO CONAMARESOLUÇÕES DO CONAMA 319RESOLUÇÕES DO CONAMA 319RESOLUÇÕES DO CONAMA Qua vigorar com a seguinte redação. “Art. 34. .................................................................................................................................. ................................................................................................................................................ § 4o ......................................................................................................................................... ................................................................................................................................................ II-temperatura:inferiora40ºC,sendoqueavariaçãodetemperaturadocorporeceptor não deverá exceder a 3ºC no limite da zona de mistura, desde que não comprometa os usos previstos para o corpo d’água; ................................................................................................................................................ § 5o Padrões de lançamento de efluentes: TABELA X - LANÇAMENTO DE EFLUENTES PADRÕES Parâmetros inorgânicos Valor máximo Arsênio total 0,5 mg/L As Bário total 5,0 mg/L Ba Boro total 5,0 mg/L B Cádmio total 0,2 mg/L Cd Chumbo total 0,5 mg/L Pb Cianeto total 1,0 mg/L CN Cianeto livre (destilável por ácidos fracos) 0,2 mg/L CN Cobre dissolvido 1,0 mg/L Cu Cromo hexavalente 0,1 mg/L Cr6+ Cromo trivalente 1,0 mg/L Cr3+ robertoemery@gmail.com EXIGÊNCIAS LEGAIS RESOLUÇÃO No 397, DE 03 DE ABRIL DE 2008
  • 61. RESOLUÇÕES DO CONAMARESOLUÇÕES DO CONAMA 319RESOLUÇÕES DO CONAMA 319RESOLUÇÕES DO CONAMA Qua vigorar com a seguinte redação. “Art. 34. .................................................................................................................................. ................................................................................................................................................ § 4o ......................................................................................................................................... ................................................................................................................................................ II-temperatura:inferiora40ºC,sendoqueavariaçãodetemperaturadocorporeceptor não deverá exceder a 3ºC no limite da zona de mistura, desde que não comprometa os usos previstos para o corpo d’água; ................................................................................................................................................ § 5o Padrões de lançamento de efluentes: TABELA X - LANÇAMENTO DE EFLUENTES PADRÕES Parâmetros inorgânicos Valor máximo Arsênio total 0,5 mg/L As Bário total 5,0 mg/L Ba Boro total 5,0 mg/L B Cádmio total 0,2 mg/L Cd Chumbo total 0,5 mg/L Pb Cianeto total 1,0 mg/L CN Cianeto livre (destilável por ácidos fracos) 0,2 mg/L CN Cobre dissolvido 1,0 mg/L Cu Cromo hexavalente 0,1 mg/L Cr6+ Cromo trivalente 1,0 mg/L Cr3+ robertoemery@gmail.com EXIGÊNCIAS LEGAIS RESOLUÇÃO No 397, DE 03 DE ABRIL DE 2008 A Tabela continua...
  • 62. robertoemery@gmail.com RESOLUÇÃO No 274, DE 29 DE NOVEMBRO DE 2000, DO CONAMA: Define os critérios de balneabilidade em águas brasileiras. PADRÕES DE LANÇAMENTO EM CORPOS RECEPTORES EXIGÊNCIAS LEGAIS
  • 63. robertoemery@gmail.com Considerando ser a classificação das águas doces, salobras e salinas essencial à defesa dos níveis de qualidade, avaliados por parâmetros e indicadores específicos, de modo a assegurar as condições de balneabilidade; Considerando a necessidade de serem criados instrumentos para avaliar a evolução da qualidade das águas, em relação aos níveis estabelecidos para a balneabilidade, de forma a assegurar as condições necessárias à recreação de contato primário; Considerando que a Política Nacional do Meio Ambiente, a Política Nacional de Re- cursos Hídricos e o Plano Nacional de Gerenciamento Costeiro (PNGC) recomendam a adoção de sistemáticas de avaliação da qualidade ambiental das águas, resolve: Art. 1o Para efeito desta Resolução são adotadas as seguintes definições: a) águas doces: águas com salinidade igual ou inferior a 0,50%o; b) águas salobras: águas com salinidade compreendida entre 0,50%o e 30%o; c) águas salinas: águas com salinidade igual ou superior a 30%o; d) coliformes fecais (termotolerantes): bactérias pertencentes ao grupo dos colifor- mes totais caracterizadas pela presença da enzima ß-galactosidade e pela capacidade de fermentar a lactose com produção de gás em 24 horas à temperatura de 44-45°C em meios contendo sais biliares ou outros agentes tenso-ativos com propriedades inibidoras semelhantes. Além de presentes em fezes humanas e de animais podem, também, ser encontradas em solos, plantas ou quaisquer efluentes contendo matéria orgânica; e) Escherichia coli: bactéria pertencente à família Enterobacteriaceae, caracterizada pela presença das enzimas ß-galactosidade e ß-glicuronidase. Cresce em meio comple- xo a 44-45°C, fermenta lactose e manitol com produção de ácido e gás e produz indol a partir do aminoácido triptofano. A Escherichia coli é abundante em fezes humanas e de animais, tendo, somente, sido encontrada em esgotos, efluentes, águas naturais e solos que tenham recebido contaminação fecal recente; f) Enterococos: bactérias do grupo dos estreptococos fecais, pertencentes ao gênero Enterococcus (previamente considerado estreptococos do grupo D), o qual se caracteriza pela alta tolerância às condições adversas de crescimento, tais como: capacidade de cres- Resolução Conama No 274, 29 de novembro de 2000 PADRÕES DE LANÇAMENTO EM CORPOS RECEPTORES 56 RESOLUÇÕES DO CONAMA meios contendo sais biliares ou outros agentes tenso-ativos com propriedades inibidoras semelhantes. Além de presentes em fezes humanas e de animais podem, também, ser encontradas em solos, plantas ou quaisquer efluentes contendo matéria orgânica; e) Escherichia coli: bactéria pertencente à família Enterobacteriaceae, caracterizada pela presença das enzimas ß-galactosidade e ß-glicuronidase. Cresce em meio comple- xo a 44-45°C, fermenta lactose e manitol com produção de ácido e gás e produz indol a partir do aminoácido triptofano. A Escherichia coli é abundante em fezes humanas e de animais, tendo, somente, sido encontrada em esgotos, efluentes, águas naturais e solos que tenham recebido contaminação fecal recente; f) Enterococos: bactérias do grupo dos estreptococos fecais, pertencentes ao gênero Enterococcus (previamente considerado estreptococos do grupo D), o qual se caracteriza pela alta tolerância às condições adversas de crescimento, tais como: capacidade de cres- cer na presença de 6,5% de cloreto de sódio, a pH 9,6 e nas temperaturas de 10° e 45°C. A maioria das espécies dos Enterococcus são de origem fecal humana, embora possam ser isolados de fezes de animais; g) floração: proliferação excessiva de microorganismos aquáticos, principalmente algas, com predominância de uma espécie, decorrente do aparecimento de condições ambientais favoráveis, podendo causar mudança na coloração da água e/ou formação de uma camada espessa na superfície; h) isóbata: linha que une pontos de igual profundidade; i) recreação de contato primário: quando existir o contato direto do usuário com os cor- pos de água como, por exemplo, as atividades de natação, esqui aquático e mergulho. 59 Resolução revogada pela Resolução nº 357/05 EXIGÊNCIAS LEGAIS
  • 64. robertoemery@gmail.com Considerando ser a classificação das águas doces, salobras e salinas essencial à defesa dos níveis de qualidade, avaliados por parâmetros e indicadores específicos, de modo a assegurar as condições de balneabilidade; Considerando a necessidade de serem criados instrumentos para avaliar a evolução da qualidade das águas, em relação aos níveis estabelecidos para a balneabilidade, de forma a assegurar as condições necessárias à recreação de contato primário; Considerando que a Política Nacional do Meio Ambiente, a Política Nacional de Re- cursos Hídricos e o Plano Nacional de Gerenciamento Costeiro (PNGC) recomendam a adoção de sistemáticas de avaliação da qualidade ambiental das águas, resolve: Art. 1o Para efeito desta Resolução são adotadas as seguintes definições: a) águas doces: águas com salinidade igual ou inferior a 0,50%o; b) águas salobras: águas com salinidade compreendida entre 0,50%o e 30%o; c) águas salinas: águas com salinidade igual ou superior a 30%o; d) coliformes fecais (termotolerantes): bactérias pertencentes ao grupo dos colifor- mes totais caracterizadas pela presença da enzima ß-galactosidade e pela capacidade de fermentar a lactose com produção de gás em 24 horas à temperatura de 44-45°C em meios contendo sais biliares ou outros agentes tenso-ativos com propriedades inibidoras semelhantes. Além de presentes em fezes humanas e de animais podem, também, ser encontradas em solos, plantas ou quaisquer efluentes contendo matéria orgânica; e) Escherichia coli: bactéria pertencente à família Enterobacteriaceae, caracterizada pela presença das enzimas ß-galactosidade e ß-glicuronidase. Cresce em meio comple- xo a 44-45°C, fermenta lactose e manitol com produção de ácido e gás e produz indol a partir do aminoácido triptofano. A Escherichia coli é abundante em fezes humanas e de animais, tendo, somente, sido encontrada em esgotos, efluentes, águas naturais e solos que tenham recebido contaminação fecal recente; f) Enterococos: bactérias do grupo dos estreptococos fecais, pertencentes ao gênero Enterococcus (previamente considerado estreptococos do grupo D), o qual se caracteriza pela alta tolerância às condições adversas de crescimento, tais como: capacidade de cres- Resolução Conama No 274, 29 de novembro de 2000 PADRÕES DE LANÇAMENTO EM CORPOS RECEPTORES 56 RESOLUÇÕES DO CONAMA meios contendo sais biliares ou outros agentes tenso-ativos com propriedades inibidoras semelhantes. Além de presentes em fezes humanas e de animais podem, também, ser encontradas em solos, plantas ou quaisquer efluentes contendo matéria orgânica; e) Escherichia coli: bactéria pertencente à família Enterobacteriaceae, caracterizada pela presença das enzimas ß-galactosidade e ß-glicuronidase. Cresce em meio comple- xo a 44-45°C, fermenta lactose e manitol com produção de ácido e gás e produz indol a partir do aminoácido triptofano. A Escherichia coli é abundante em fezes humanas e de animais, tendo, somente, sido encontrada em esgotos, efluentes, águas naturais e solos que tenham recebido contaminação fecal recente; f) Enterococos: bactérias do grupo dos estreptococos fecais, pertencentes ao gênero Enterococcus (previamente considerado estreptococos do grupo D), o qual se caracteriza pela alta tolerância às condições adversas de crescimento, tais como: capacidade de cres- cer na presença de 6,5% de cloreto de sódio, a pH 9,6 e nas temperaturas de 10° e 45°C. A maioria das espécies dos Enterococcus são de origem fecal humana, embora possam ser isolados de fezes de animais; g) floração: proliferação excessiva de microorganismos aquáticos, principalmente algas, com predominância de uma espécie, decorrente do aparecimento de condições ambientais favoráveis, podendo causar mudança na coloração da água e/ou formação de uma camada espessa na superfície; h) isóbata: linha que une pontos de igual profundidade; i) recreação de contato primário: quando existir o contato direto do usuário com os cor- pos de água como, por exemplo, as atividades de natação, esqui aquático e mergulho. 59 Resolução revogada pela Resolução nº 357/05 EXIGÊNCIAS LEGAIS
  • 65. robertoemery@gmail.com Resolução Conama No 274, 29 de novembro de 2000 PADRÕES DE LANÇAMENTO EM CORPOS RECEPTORES EXIGÊNCIAS LEGAIS
  • 67. robertoemery@gmail.com TECNOLOGIA DE TRATAMENTO DE EFLUENTES Recapitulando... 1. O que é recurso hídrico? 2. O que é um uso eficiente da água? 3. Quais alguns pontos que o perito ambiental deve observar quanto ao uso da água em uma empreendimento industrial? 4. Será preciso caracterizar a qualidade de um efluente ou água? Por que? 5. Como essa caracterização pode ser feita? 6. Quais algumas diferenças entre o tratamento da água e do efluente?
  • 70. robertoemery@gmail.com Temperatura: grande importância pelo efeito sobre a vida aquática. Elevação em curso de água pode causar danos às espécies que ali vivem. • Oxigênio: menos solúvel em água quente do que em água fria. • Água a 0oC : concentração de até 14 mg/l de oxigênio; a 35o C: máximo, 7 mg/l. CARACTERÍSTICAS FÍSICAS
  • 71. robertoemery@gmail.com Elevação da temperatura causa: • aumento da taxa das reações químicas e biológicas, • diminuição da solubilidade dos gases • aumento da taxa de transferência de gases (pode levar a mau cheiro, quando há liberação de gases com odores desagradáveis). CARACTERÍSTICAS FÍSICAS
  • 72. robertoemery@gmail.com Cor provocada por SÓLIDOS DISSOLVIDOS (corantes orgânicos e inorgânicos). Origem natural: decomposição da matéria orgânica, principalmente vegetais além da presença de ferro e manganês (partículas coloidais). Origem antrópica: esgotos domésticos e resíduos industriais (tinturarias, tecelagem, papel, metalúrgicas, entre outras) CARACTERÍSTICAS FÍSICAS
  • 73. robertoemery@gmail.com Cor águas superficiais podem parecer coloridas em razão da presença de sólidos em suspensão, mas na verdade não estão com cor. Cor provocada por matéria em suspensão é chamada de “cor aparente”. Cor de material dissolvido (ou coloidal) é chamada de “cor verdadeira”. CARACTERÍSTICAS FÍSICAS
  • 74. robertoemery@gmail.com Cor Na caracterização é importante diferenciar entre a cor aparente e a cor verdadeira. CARACTERÍSTICAS FÍSICAS
  • 75. robertoemery@gmail.com Cor Na caracterização é importante diferenciar entre a cor aparente e a cor verdadeira. CARACTERÍSTICAS FÍSICAS A intensidade da cor geralmente aumenta com o pH É, portanto, aconselhável anotar o valor do pH com a medição da cor. Por que....?
  • 76. robertoemery@gmail.com • Cor de origem natural: sem risco direto à saúde; • Unidade de medida: uH (Unidade Hazen – padrão platina - cobalto). • Uma unidade: equivalente à cor produzida por uma solução de 1mg/L de platina complexado com cloreto - cloroplatinato de sódio (Na2PtCl6) - ou de potássio (K2PtCl6) CARACTERÍSTICAS FÍSICAS
  • 77. robertoemery@gmail.com COR uH (Unidade Hazen – padrão platina - cobalto) Exemplo e valores típicos: • Até 5 uH - dispensa coagulação química • Acima de 25 uH - coagulação + filtração CARACTERÍSTICAS FÍSICAS
  • 78. robertoemery@gmail.com COR uH (Unidade Hazen – padrão platina - cobalto) Exemplo e valores típicos: • Até 5 uH - dispensa coagulação química • Acima de 25 uH - coagulação + filtração CARACTERÍSTICAS FÍSICAS Coagulação será visto na parte 2 - Tecnologia de Tratamento de Efluente
  • 80. robertoemery@gmail.com CARACTERÍSTICAS FÍSICAS Equipamento típico - Colorímetro www.wacolab.com www.industrysearch.com.au
  • 82. robertoemery@gmail.com Perguntinha... CARACTERÍSTICAS FÍSICAS Material em suspensão tem que ser removido para determinação da cor verdadeira...? ➡ por que...? ➡ como isso pode ser feito...?
  • 83. robertoemery@gmail.com • Representa o grau de interferência da passagem da luz através da água. Confere aparência turva à mesma. • Medida da dificuldade de um feixe de luz atravessar uma certa quantidade de água, conferindo uma aparência turva à mesma • Relacionada à presença de sólidos em suspensão (grande variedade...) TURBIDEZ CARACTERÍSTICAS FÍSICAS
  • 84. robertoemery@gmail.com • Origens naturais: partículas de rocha, argila e silte, algas e outros microrganismos. • Origens antrópicas: despejos domésticos e industriais, microrganismos e erosão. • Em corpos d’água pode reduzir a penetração da luz, e prejudicar fotossíntese. TURBIDEZ CARACTERÍSTICAS FÍSICAS
  • 85. robertoemery@gmail.com • Turbidez de origem natural: não traz inconvenientes sanitários diretos, embora seja esteticamente desagradável na água potável. • Sólidos em suspensão podem servir de abrigo para microrganismos patogênicos. • Turbidez de origem antrópicas: pode estar associada a compostos tóxicos e organismos patogênicos. CARACTERÍSTICAS FÍSICAS
  • 86. robertoemery@gmail.com TURBIDEZ: parâmetro na caracterização de águas de abastecimento brutas e tratada, e no controle da operação das estações de tratamento de água. Unidade de medida: uT (Unidade de Turbidez de Formazina). CARACTERÍSTICAS FÍSICAS
  • 87. robertoemery@gmail.com Turbidez – Exemplo de valores típicos: uT (Unidade de Turbidez de Formazina) 10 uT - ligeira nebulosidade 500 uT - opaco < 20 uT - filtração lenta, sem coagulação > 500 uT - coagulação ou pré-filtro CARACTERÍSTICAS FÍSICAS
  • 88. robertoemery@gmail.com Turbidez – pode ainda ser medida por meio de análise instrumental: CARACTERÍSTICAS FÍSICAS www.analyser.com.br/
  • 89. robertoemery@gmail.com Turbidez – pode ainda ser medida por meio de análise instrumental: CARACTERÍSTICAS FÍSICAS • Pelo efeito sobre a transmissão da luz : Turbidímetro www.analyser.com.br/
  • 91. robertoemery@gmail.com CARACTERÍSTICAS FÍSICAS • Pelo efeito sobre o espalhamento da luz: Nefelômetro Quanto maior o espalhamento maior será a turbidez. Os valores são expressos em Unidade Nefelométrica de Turbidez (UNT). www.ufpa.br
  • 92. robertoemery@gmail.com SÓLIDOS Conforme o comportamento no efluente, os sólidos são geralmente classificados em: ★ Sólidos Totais (ST) ★ Sólidos em suspensão (SS), ou não filtráveis ★ Sedimentáveis (SSd) ★ Não sedimentáveis. ★ Sólidos filtráveis (SF) ★ Coloidais ★ Sólidos dissolvidos totais(características químicas). CARACTERÍSTICAS FÍSICAS
  • 94. robertoemery@gmail.com CARACTERÍSTICAS FÍSICAS A definição de sólido refere-se ao resíduo da evaporação e secagem entre 103˚C e 105˚C. Testes de determinação: empíricos Classificação baseada principalmente no tamanho da partícula
  • 95. robertoemery@gmail.com CARACTERÍSTICAS FÍSICAS Faixas de tamanho de partículas encontradas em efluentes
  • 96. robertoemery@gmail.com CARACTERÍSTICAS FÍSICAS Faixas de tamanho de partículas encontradas em efluentes
  • 97. robertoemery@gmail.com Identificação Característica Sólidos Totais (ST) Resíduo remanescente após evaporação da amostra (103 a 105ºC) Sólidos Voláteis Totais (SVT) Sólidos que podem ser volatilizados quando ST são calcinados (500±50ºC) Sólidos Fixos Totais (SFT) Resíduo remanescente após aquecimento dos ST (500±50ºC) Sólidos Suspensos Totais (SST) Parte dos ST retidos em filtro de fibra de vidro, após secagem (105ºC) Sólidos Suspensos Voláteis (SSV) Sólidos que podem ser volatilizados quando SST são calcinados (500±50ºC) Sólidos Suspensos Fixos (SSF) Resíduo remanescente após aquecimento dos SST (500±50ºC) Sólidos Dissolvidos Totais (SDT) Sólidos que passam através do filtro. Estão aqui os coloidais e dissolvidos. SDT = ST - SST Sólidos Dissolvidos Voláteis (SDV) Sólidos que podem ser volatilizados quando SDT são calcinados (500±50ºC) Sólidos Dissolvidos Fixos (SDF) Resíduo remanescente após aquecimento dos SDT (500±50ºC) Sólidos Sedimentáveis (SS) Sólidos suspensos, determinados em cone Imhoff após 60 min S Ó L I D O S - Classificação CARACTERÍSTICAS FÍSICAS
  • 101. robertoemery@gmail.com Colóides ✓ misturas heterogêneas de pelo menos duas fases diferentes; ✓ matéria de uma das fases finamente dividida (sólido, líquido ou gás), denominada fase dispersa... CARACTERÍSTICAS FÍSICAS ✓ misturada com a fase contínua (sólido, líquido ou gás), denominada meio de dispersão.
  • 102. robertoemery@gmail.com CARACTERÍSTICAS FÍSICAS Estudo dos colóides: ✓ relacionado a sistemas nos quais pelo menos um dos componentes da mistura apresenta uma dimensão no intervalo de 1 a 1000 nanometros (1 nm = 10-9 m).
  • 104. robertoemery@gmail.com Sistemas coloidais - no cotidiano desde as primeiras horas do dia: ✓ higiene pessoal — sabonete, xampu, pasta de dente e espuma ou creme de barbear —, maquiagem, — cosméticos — ✓ e no café da manhã, — leite, café, manteiga, cremes vegetais e geléias de frutas. CARACTERÍSTICAS FÍSICAS ✓ No almoço, temperos, cremes e maionese para saladas. ✓ No entardecer, ao saborear cerveja, refrigerante ou sorvete estamos ingerindo colóides.
  • 105. robertoemery@gmail.com • Colóides - tamanho entre as soluções e as suspensões. Não filtram; não precipitam. Colóide Solução CARACTERÍSTICAS FÍSICAS Ex.: leite, solução de café, gelatina
  • 106. robertoemery@gmail.com Colóides: difíceis de serem removidos do efluente apenas por processos físicos. • Mistura de sólidos e líquidos (água - partículas dos sólidos possuem tamanhos intermediários) • Partículas, dotadas de carga elétrica, não se depositam sob a ação da gravidade e nem se separam facilmente pela filtração ordinária. CARACTERÍSTICAS FÍSICAS
  • 107. robertoemery@gmail.com Colóides: Separação exige etapa específica no tratamento de efluentes
  • 108. robertoemery@gmail.com Colóides: Separação exige etapa específica no tratamento de efluentes • Dispersão sólido em líquido: sols ou suspensões.
  • 109. robertoemery@gmail.com Sólidos dissolvidos totais • Material que permanece na água após filtração dos SS - considerado dissolvido • Resultam da ação solvente da água sobre sólidos, líquidos e gases. • Podem ser orgânicos ou inorgânicos • Podem estar na forma de complexos muito estáveis CARACTERÍSTICAS FÍSICAS
  • 110. robertoemery@gmail.com Sólidos dissolvidos totais • Impactos: • Podem causar aspectos desagradável, odores, sabor • Alguns podem ser tóxicos e/ou carcinogênicos • Efeitos sinérgicos entre as substâncias dissolvidas pode formar compostos ainda mais tóxicos CARACTERÍSTICAS FÍSICAS
  • 111. robertoemery@gmail.com Sólidos dissolvidos totais • Medida: • Análise aproximada: condutividade elétrica da água • Condutividade da água: função da força Iônica • Relação da condutividade com concentração de SDT não é direta • Moléculas orgânicas e compostos que dissolvem sem produzir ions: não conduzem • Análise qualitativa CARACTERÍSTICAS FÍSICAS
  • 112. robertoemery@gmail.com RESUMO - Classificação dos sólidos em água e efluentes Sólidos Sólidos Sólidos Sólidos (em lodo) Sólidos • Suspensão • Colóides • Dissolvidos • Filtrável • Não Filtrável • Voláteis (orgânico; gaseificado a 550˚C) • NãoVoláteis (fixos) • Orgânicos • Inorgânicos • Sedimentáveis • Não Sedimentáveis CARACTERÍSTICAS FÍSICAS
  • 115. robertoemery@gmail.com ELEMENTOS DE ENGENHARIA AMBIENTAL Poluentes orgânicos: indicadores ✓ Demanda bioquímica de oxigênio (DBO) ✓ Demanda química de oxigênio (DQO) ✓ Carbono orgânico total (COT)
  • 117. robertoemery@gmail.com Como pode ser classificada a matéria orgânica (M.O.)...? CARACTERÍSTICAS QUÍMICAS
  • 118. robertoemery@gmail.com M.O. dissolvida em água pode ser classificada em: • BIODEGRADÁVEL: m.o. que pode ser utilizado como alimento pelos microorganismos, dentro de um espaço de tempo razoável. Ex: gorduras, proteínas, alcool, ácidos, esteres • DBO - mede apenas o biodegradável CARACTERÍSTICAS QUÍMICAS
  • 119. robertoemery@gmail.com NÃO BIODEGRADÁVEL • alguns orgânicos - resistentes à degradação biológica: ácido tânico, celulose, fenóis - provém de madeira e degradam tão lentamente que são considerados refratários. • Moléculas com ligação forte (polisacarídeos) e estrutura de anel (benzeno) • Muitos derivados de petróleo contém benzeno e não biodegradam • Medido geralmente pelo teste DQO. CARACTERÍSTICAS QUÍMICAS
  • 120. robertoemery@gmail.com Demanda Bioquímica de Oxigênio – DBO • Parâmetro mais usado na medição de poluição orgânica de esgotos e efluentes: DBO 5 dias (DBO5). • Análise consiste na determinação da quantidade de oxigênio dissolvido utilizada pelos microrganismos na oxidação bioquímica da matéria orgânica. • Empregada na determinação aproximada de oxigênio que será necessária para oxidar biologicamente a matéria orgânica presente em uma amostra após 5 dias a 20 ˚C CARACTERÍSTICAS QUÍMICAS
  • 121. robertoemery@gmail.com Demanda Bioquímica de Oxigênio – DBO • Outra definição: DBO5 • Quantidade de oxigênio, expressa em mg/l, necessária para estabilizar (i.e. oxidar) a matéria orgânica pelos microorganismos, sobretudo bactérias, durante 5 dias a 20˚C. CARACTERÍSTICAS QUÍMICAS
  • 122. robertoemery@gmail.com • Oxidação bioquímica - processo lento. • Em um período de 20 dias, a oxidação ocorrida é de 95 a 99% do total, enquanto que em um de 5 dias é de 60 a 70%. CARACTERÍSTICAS QUÍMICAS
  • 123. robertoemery@gmail.com • Quantidade de oxigênio consumida pelos microorganismos: DBO • Mede-se o oxigênio consumido de uma amostra colocada em um recipiente selado (ausência de luz e de atmosfera) • Padrão: becker 300 mL a 20˚C em 5 dias. • DBO calculado como: ODI - conc. oxigênio inicial ODF - conc. oxigênio final F - fração da amostra DBO = ODI − ODF F CARACTERÍSTICAS QUÍMICAS
  • 125. robertoemery@gmail.com Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO) DBO (mgO2/L) t (dias)5 DBO5 DBOu DBON DBOu + DBON tc CARACTERÍSTICAS QUÍMICAS
  • 126. robertoemery@gmail.com Valores de DBO de alguns líquidos R. Motta - Petrobras CARACTERÍSTICAS QUÍMICAS
  • 127. robertoemery@gmail.com Valores de DBO de alguns líquidos R. Motta - Petrobras CARACTERÍSTICAS QUÍMICAS Líquido DBO (mg/l) Esgotos domésticos ✴ bruto ✴ com trat. primário ✴ com trat. secundário 300-350 200-240 15-30 Esgotos industriais Variável: desde valores abaixo do esgoto doméstico até valores elevados como 500o, 1500 ou mais alto Leite tipo C 149.442 Cachaça 468.348 Cerveja pilsen extra 87.256 Coca-Cola 70.746 Café forte 13.946
  • 128. robertoemery@gmail.com • Líquidos usados como alimentos são ricos em matéria orgânica. • Possuem, portanto, DBO elevada. CARACTERÍSTICAS QUÍMICAS
  • 129. robertoemery@gmail.com Demanda Química de Oxigênio – DQO • Também usado para avaliar conteúdo de matéria orgânica -incluindo a não biodegradável - de águas residuárias e águas naturais. • Mede-se o oxigênio equivalente da matéria orgânica que pode ser oxidado, com um agente oxidante (ex.: dicromato de potássio) em meio ácido. CARACTERÍSTICAS QUÍMICAS
  • 130. robertoemery@gmail.com • Em razão da maior facilidade com que grande números de compostos é oxidado por via química, do que por via biológica, em geral o valor do DQO é mais alto do que do DBO. (Também oxida não biodegradáveis) • Possível correlação entre DQO e DBO, o que é vantajoso, visto o tempo de apenas três horas para uma análise de DQO no lugar de cinco dias para DBO. DBO5 ~ 0,6 DQO Demanda Química de Oxigênio – DQO CARACTERÍSTICAS QUÍMICAS
  • 131. robertoemery@gmail.com • Portanto - DQO: Quantidade de oxigênio necessária para oxidar quimicamente a matéria orgânica. Para avaliação, usa-se um oxidante forte (dicromato de potássio; peróxido de hidrogênio) em meio ácido a quente DQO de esgotos domésticos: típico 200 - 800 mg/l Demanda Química de Oxigênio – DQO CARACTERÍSTICAS QUÍMICAS
  • 132. robertoemery@gmail.com Determinação da Demanda Química de Oxigênio – DQO Equipamentos típicos CARACTERÍSTICAS QUÍMICAS
  • 133. robertoemery@gmail.com Carbono Orgânico Total – COT • Teste instrumental - mede todo o carbono liberado na forma de CO2, em mg/L. • Usado para caracterizar m.o. dissolvida e em suspensão; valor habitual em águas subterrâneas é 1ppm. CARACTERÍSTICAS QUÍMICAS Analise de COT
  • 134. robertoemery@gmail.com Carbono Orgânico Total – COT • Mede todo o carbono como CO2 em mg/L • Carbono inorgânico (HCO3 -, CO2, CO3 2-…): removido antes do teste • Remoção pode ser feita acidificando e aerando a amostra. • Mede a massa de carbono por L de solução. • Teste rápido: 5 a 10 min CARACTERÍSTICAS QUÍMICAS
  • 135. robertoemery@gmail.com Carbono Orgânico Total – COT • Mede massa de carbono por litro de amostra • DBO e DQO determinam quantidade de oxigênio necessário para oxidação bioquímica e química CARACTERÍSTICAS QUÍMICAS
  • 137. robertoemery@gmail.com Matéria Orgânica Relações aproximadas entre DBO, DQO e COT Efluente DBO/DQO DBO/COT BRUTO 0,3 – 0,8 1,2 – 2,0 APÓS TRATAMENTO PRIMÁRIO 0,4 – 0,6 0,8 – 1,2 EFLUENTE FINAL 0,1 – 0,3 0,2 – 0,5 CARACTERÍSTICAS QUÍMICAS
  • 138. robertoemery@gmail.com pH • Ou POTENCIAL HIDROGENIÔNICO: representa a concentração de íons hidrogênio H+ (em escala anti-logarítmica). • Indica uma condição de acidez, neutralidade ou alcalinidade da água. • Faixa de valores de pH é de 0 a 14. • Medida com eletrodo acoplado a equipamento (“pHmetro”) CARACTERÍSTICAS QUÍMICAS
  • 139. robertoemery@gmail.com pH • pH = - log [H+] • Água dissocia ligeiramente em H+ e OH- H2O ↔ H+ + OH- K = constante de equilíbrio CARACTERÍSTICAS QUÍMICAS
  • 141. robertoemery@gmail.com pH Kw = produto Iônico da água = 10-14 mol/L 25˚C VALOR CONSTANTE! -log Kw = -log[H+] - log[OH-] p Kw = pH + pOH Onde pH = -log[H+] pOH = - log[OH-] Considerando [H2O] constante CARACTERÍSTICAS QUÍMICAS
  • 142. robertoemery@gmail.com pH NATUREZA ÁCIDA [H+] > [OH-] [H+] > 10-7 mol /L pH < 7 - corrosividade NATUREZA BÁSICA [H+] < [OH-] [H+] < 10-7 mol /L pH > 7 - incrustrações pH afastado da neutralidade: afeta vida aquática (peixes) e microorganismos responsáveis pelo tratamento biológico CARACTERÍSTICAS QUÍMICAS
  • 143. robertoemery@gmail.com pH Origem natural: • dissolução de rochas • absorção de gases da atmosfera • fotossíntese • Oxidação de m.o. antrópica: • Despejos domésticos e industriais CARACTERÍSTICAS QUÍMICAS
  • 145. robertoemery@gmail.com Alcalinidade • Quantidade de íons na água que reagirão para neutralizar os íons hidrogênio. • Mede a capacidade da água de neutralizar os ácidos (capacidade de resistir às mudanças de pH ou capacidade tampão). • Principais constituintes da alcalinidade são os bicarbonatos (HCO3 -), carbonatos (CO3 2-) e os hidróxidos(OH-). • Confere sabor amargo para a água. CARACTERÍSTICAS QUÍMICAS
  • 147. robertoemery@gmail.com CARACTERÍSTICAS QUÍMICAS [Alcalinidade] = [OH-] + 2[CO3 2-] + [HCO3 -] - [H+] Os equilíbrios que se estabelecem são: CO2 + H2O = H2CO3 (diss. do CO2 na água) (1) H2CO3 =H+ + HCO3 - (formação de bicarbonato) (2) HCO3 - =H+ + CO3 2- (pH ~ 8,3) (formação de carbonato) (3) CO3 2- + H2O =HCO3 - + OH- (pH ~ 4,5) (formação de hidróxido) (4)
  • 148. robertoemery@gmail.com ✴ origem natural: rochas, reação do CO2 com a água ✴ origem antrópica: despejos industriais; ✴ medida em mg/L de CaCO3; ✴ importante no controle operacional do tratamento por digestão anaeróbia e na coagulação química; ALCALINIDADE CARACTERÍSTICAS QUÍMICAS