SlideShare uma empresa Scribd logo
1 de 18
Baixar para ler offline
1
Almeida Meque Gomundanhe1
Introdução à Engenharia Ambiental
Lichinga
2015
1
Mestre em Educação/Ensino de Química. Docente no Departamento de Ciências Naturais e Matemática, no
curso de Química, na Universidade Pedagógica-Niassa.
2
ÍNDICE
1. Introdução.............................................................................................................................4
Unidade 1: Engenharia ambiental ..........................................................................................5
1.1.Porquê surgiu a Engenharia Ambiental? ..............................................................................5
1.2. Objecto de estudo e objectivo da Engenharia Ambiental....................................................5
1.3. Definição de ambiente.........................................................................................................5
Unidade 2: Fundamentos da Engenharia Ambiental............................................................6
2.1. Ecossistemas........................................................................................................................6
2.2. Reciclagem de matéria e fluxo de energia...........................................................................6
2.3. Cadeias alimentares.............................................................................................................7
2.4. Sucessão ecológica ..............................................................................................................7
2.5. Ciclos biogeoquímicos ........................................................................................................8
2.5.1. Tipos de ciclos biogeoquímicos .......................................................................................8
2.6. A dinâmica das populações ...............................................................................................10
2.6.1. Comunidade....................................................................................................................11
2.6.2. Relações interespecíficas................................................................................................12
2.6.3. Biodiversidade................................................................................................................12
Unidade 3: Poluição ambiental..............................................................................................13
3.1. Definição de poluição........................................................................................................13
3.2. Tipos de poluição ..............................................................................................................13
Unidade 4: Meio aquático......................................................................................................14
4.1. Alteração da qualidade das águas......................................................................................14
4.2. Parâmetros indicadores da qualidade da água ...................................................................14
4.3. Reuso da água....................................................................................................................15
4.4. Tratamento de esgotos.......................................................................................................15
Unidade 5: Dimensões e unidades da engenharia................................................................16
5. Conclusão ............................................................................................................................17
3
Bibliografia..............................................................................................................................18
4
1. Introdução
Na actualidade, uma das grandes preocupações do mundo é a preservação do ambiental
porque diariamente o homem lança ao ambiente, grandes quantidades de poluentes e
contaminantes. Ou seja, a poluição e a contaminação ambiental são provocadas pelas
actividades humanas. E isso não só afecta a qualidade ambiental como também afecta a
qualidade de vida dos seres vivos.
Portanto, para a mitigação e controle dos impactos adversos dos poluentes e contaminantes é
necessários que se adopte técnicas.
O presente ensaio é composto por cinco unidades, nomeadamente: 1. Engenharia ambiental,
2. Fundamentos da Engenharia Ambiental, 3. Poluição ambiental, 4. Meio aquático e 5.
Dimensões e unidades da engenharia
 A unidade 1 “Engenharia ambiental” trata da razão do estudo da engenharia
ambiental, objecto de estudo, objectivo e a definição da Engenharia Ambiental.
 A unidade 2 “Fundamentos da Engenharia Ambiental” trata de ecossistemas,
reciclagem de matéria e fluxo de energia, cadeias alimentares, ciclos biogeoquímicos,
tipos de ciclos biogeoquímicos, sucessão ecológica, a dinâmica das populações,
comunidade, relações interespecíficas e biodiversidade.
 A unidade 3 “Poluição ambiental” trata da definição de poluição, tipos de poluição,
 A unidade 4 “Meio aquático” trata de alteração da qualidade das águas, parâmetros
indicadores da qualidade da água, reuso da água e tratamento de esgotos.
 A unidade 5 “Dimensões e unidades da engenharia” trata das dimensões e unidades
usadas na engenharia para efeitos da realização de cálculos.
E após o desenvolvimento dos conteúdos, apresenta-se a conclusão e a bibliografia usada
como suporte para a realização do presente ensaio.
5
Unidade 1: Engenharia ambiental
1.1.Porquê surgiu a Engenharia Ambiental?
A abordagem dos assuntos relacionados com este ramo de engenharia começou no período da
revolução industrial, pois as actividades industriais causam vários problemas ambientais que
vão desde a contaminação das águas, ar, solo, flora, fauna e homem.
Então, a engenharia ambiental surge na perspectiva de fazer face a esses problemas
ambientais, recorrendo ao uso de tecnologias limpas. Essas tecnologias visam não só evitar,
mitigar os impactos ambientais decorrentes dessas actividades, mas também, controlá-los. Daí
que podemos afirmar que as acções desenvolvidas pela engenharia ambiental estão viradas à
protecção da saúde pública e da biodiversidade.
1.2. Objecto de estudo e objectivo da Engenharia Ambiental
Engenharia Ambiental é um dos ramos da engenharia que estuda as relações existentes entre
as tecnologias que ela concebe e a relação destas com o meio ambiente.
E ela tem como objectivo principal, proteger o meio ambiente garantindo desta forma a
manutenção do seu equilíbrio.
1.3. Definição de ambiente
A definição de conceito “ambiente” é muito amplo que envolve aspectos materiais (físicos),
biológicos e culturais do homem.
Nesta ordem de ideia podemos definir ambiente como sendo um sistema complexo que
permite a coabitação dos seres vivos e não vivos e do próprio homem, mas considerando a sua
identidade cultural.
6
Unidade 2: Fundamentos da Engenharia Ambiental
2.1. Ecossistemas
O ecossistema é um assunto tratado na ecologia. Ele constitui um sistema que envolve
interacções entre as populações de diferentes espécies que vivem num mesmo local, e entre
estas populações e o meio material (não vivo). Por analogia, um ecossistema pode se
equiparar a um bairro ou quarteirão onde se podem encontrar as plantas, os animais e o
homem. E nenhuma destas três componentes (plantas, animais, homem) pode sobreviver sem
a outra e o meio material. Ou seja, para que as plantas sobrevivam precisam que o homem e
animais lhes forneçam o dióxido de carbono (CO2) para a produção da matéria orgânica
enquanto para que os animais incluindo o homem, sobrevivam, é necessário que as plantas
lhes forneçam o oxigénio (O2).
Esta relação de interdependência revela que num ecossistema, cada espécie é lhe reservada
uma função que se chama nicho ecológico. E esta função é determinante para a sobrevivência
de uma determinada espécie e consequentemente para a manutenção do equilíbrio do meu
ambiente.
Os ecossistemas podem ser de dois tipos, nomeadamente: terrestres (Ex.: florestas) e
aquáticos (ex.: rios, lagos, mares).
2.2. Reciclagem de matéria e fluxo de energia
Todos os seres vivos necessitam de energia para realização diversas actividades, tais como:
locomoção, movimentos, reprodução etc. E esta energia provém do processo de alimentação
realizada por esses seres vivos. O fluxo desta energia dentro do ecossistema, começa dos
níveis mais baixos para os mais altos. Os vegetais se encontram no nível energético baixo
garantem a sobrevivência dos sere que se encontram nos níveis altos, sobretudo os
consumidores primários (herbívoros). De salientar que no primeiro nível, a quantidade da
energia é elevada. Mas a medida que esta energia passa dum nível para o outro, dentro do
ecossistema, ela se perde. A redução sucessiva da quantidade de energia dentro de um
ecossistema pode causar a este um desequilíbrio e consequentemente colocar em risco a
sobrevivência dos seres vivos.
7
E para que tal não aconteça é necessário que se criem condições para se permitir a reciclagem
da matéria e energia dentro do ecossistema. E esta reciclagem da matéria e energia é garantida
por ciclos biogeográficos que discutiremos com pormenor mais adiante.
2.3. Cadeias alimentares
Num ecossistema, todos seres vivos lutam pela sua sobrevivência. Eles precisam de alimentos
para garantir essa sobrevivência. E para que tal aconteça, cada ser se alimenta do anterior. E
esta ordem de alimentação que é obedecido pelos seres vivos denomina-se cadeia alimentar
ou trófica.
E geralmente, as cadeias alimentares começam dos vegetais (produtores) e passam pelos
herbívoros (consumidores primários) e carnívoros (produtores secundários) e assim por
diante. Durante a passagem de uma cadeia alimentar para a outra há transferência de energia.
2.4. Sucessão ecológica
Os ecossistemas ocupados actualmente pelos seres vivos incluindo o homem, não possuem as
características iniciais. Esta perda de características iniciais é o resultado do desenvolvimento
desses ecossistemas. Daí que a sucessão ecológica pode ser definida como sendo o
desenvolvimento do ecossistema com vista a garantir-lhe maior estabilidade. Esta estabilidade
é garantida pela aparição de novas espécies que se adicionam as já existentes no ecossistema e
consequentemente ocorre o aumento da biodiversidade.
Portanto, esta biodiversidade pode também trazer alguns problemas de sobrevivência à
algumas espécies devido:
 ao aumento de exigência nutricional: as espécies podem competir na aquisição de
alimento. Nessa competição, algumas espécies “fracas” podem desaparecer ficando as
mais “fortes”.
 a actividades realizadas pelo homem: com o aumento da biodiversidade, o homem
pode extrai do ecossistema, madeira para a construção da sua residência, extrair
algumas plantas para fins medicinais, etc,, fazendo com que a biodiversidade reduza.
O aumento da biodiversidade significa que as relações entre os seres vivos e o meio físico se
intensificam para se garantir a sua sobrevivência no ecossistema.
8
2.5. Ciclos biogeoquímicos
No ambiente se não houvesse retorno da energia e matéria que são gastos por exemplo,
durante a passagem de uma cadeia alimentar para a outra, o mesmo entraria em colapso. Este
retorno é garantido naturalmente por processos que chamam ciclos biogeoquímicos.
Na verdade, os ciclos biogeoquímicos garantem a reciclagem da matéria e consequentemente
a manutenção da vida dos seres vivos na terra.
Em suma, os ciclos biogeoquímicos relacionam os seres vivos e não vivos. Durante esses
ciclos decorrem transformações químicas que se processam no ambiente.
2.5.1. Tipos de ciclos biogeoquímicos
De acordo com o elemento que circula através do ar, plantas, animais e solo, os ciclos
biogeoquímicos podem ser classificados em ciclo do carbono, nitrogénio, fósforo, do enxofre
e ciclo hidrológico.
a) O ciclo do carbono
Neste ciclo são envolvidos dois processos químicos, tais como: a fotossíntese e a respiração.
No primeiro processo químico as plantas utilizam as substâncias inorgânicas (CO2 e H2O) na
presença de luz solar para sintetizar compostos orgânicos, a glicose (C6H12O6) e liberta o
oxigénio que é usado pelos animais no processo de respiração. Já na respiração, verifica-se o
inverso.
6CO2 + 6H2O + Energia solar C6H12O6 +6O2 (fotossíntese)
C6H12O6 +6O2 6CO2 + 6H2O + 640 Kcal/mol de glicose (respiração)
Portanto, para se completar o ciclo ora em análise, o carbono deve passar de uma fase
inorgânica à fase orgânica e vice-versa.
Portanto, fotossíntese e respiração são processos de reciclagem do carbono e do oxigénio em
várias formas químicas em todos os ecossistemas.
9
b) Ciclo do nitrogénio
Este ciclo envolve quatro fases a saber: fixação do nitrogénio atmosférico em nitrato,
amonificação; nitrificação e desnitrificação.
 Fixação do nitrogénio atmosférico em nitrato: ocorre a transformação de nitrogénio
em nitrato.
 Amonificação: o nitrato obtido na primeira fase é convertido do em amónia (NH3) e
sais de amónio (NH4
+
).
 Nitrificação: a amónia (NH3) e sais de amónio (NH4
+
) são convertidos em nitritos
(NO2) e os nitritos são convertidos em nitratos (NO3
-
).
 Desnitrificação: o nitrogénio gasoso retorna a partir do nitrato (NO3
-
) e assim
sucessivamente.
c) O ciclo do fósforo
Este ciclo é o mais simples de todos porque são poucos compostos que na sua composição
entra o fósforo, daí que envolve poucas etapas.
O ciclo de fósforo decorre por meio do processo erosivo. Por meio deste processo, ocorre a
libertação do fósforo na forma de fosfatos e parte deste fósforo é perdida para os depósitos de
sedimentos profundos no oceano. Mas o fósforo perdido volta devido aos movimentos
tectónicos. E por meio da reciclagem, o fósforo, em composto orgânicos, é quebrado pelos
decompositores e transformado em fosfatos, sendo novamente utilizado pelos produtores. E
durante esta transformação, há perdas, porque os ossos ricos em fósforo são resistentes aos
decompositores e à erosão.
Em suma, podemos afirmar que o retorno do fósforo ao ecossistema é muito insignificante.
d) O ciclo do enxofre
Este ciclo envolve duas etapas, nomeadamente: a redução e a oxidação.
 Redução: nesta etapa o enxofre é reduzido a sulfuretos de hidrogénio (H2S).
 Oxidação: o sulfureto de hidrogénio (H2S) é oxidado à forma de enxofre elementar. E
desta maneira o enxofre retorna ao ambiente e reinicia o ciclo.
Mas quando mais oxidado, o enxofre elementar, transforma-se em sulfato.
10
d) Ciclo hidrológico
Todos os seres vivos necessitam da água para a sua sobrevivência, mas esta cada vez mais
está escasseando na natureza.
Os seres vivos estão constantemente a perder a água por processos de evapotranspiração,
respiração, excreções urinárias e dejecções.
E como é que se faz o retorno da mesma ao ambiente?
O retorno deste precioso líquido faz através do ciclo hidrológico. Este é caracterizado por dois
fenómenos que são: evaporação e a precipitação.
 A evaporação: a água dos lagos, rios, solos e oceanos, passa do estado líquido ao
estado gasoso.
 A precipitação: a água no estado gasoso volta a superfície da terra em forma de neve,
granizo e quando ela chega à terra retorna a bacia hidrográfica por processo de
transpiração.
E para se evitar ter a água por este processo ciclo, é preciso que comecemos a fazer o reuso da
água que nós poluímos ou contaminamos através de processos de tratamento da mesma.
2.6. A dinâmica das populações
Uma população pode registar um crescimento ou diminuição dependendo das condições
oferecidas no ecossistema. Esta variação da população que se regista num determinado
ecossistema se chama dinâmica das populações.
A população é o conjunto de indivíduos da mesma espécie que dividem o mesmo habitat. E o
conjunto da população agrupada em uma certa área/habitat denomina-se comunidade.
Portanto, o aumento da população é determinado pela taxa de natalidade (TN) enquanto a sua
diminuição é determinada pela taxa de mortalidade (TM).
.
11
Densidade populacional é o número de indivíduos, ou a quantidade de biomassa, por unidade
de área ou volume.
2.6.1. Comunidade
As espécies que constituem uma comunidade devem estar organizadas. As mesmas não
podem viver duma forma isolada, porque o equilíbrio de um ecossistema depende da relação
existente entre elas e das funções que cada uma delas desempenha nesse mesmo ecossistema.
Por isso, nenhuma espécie deve-se considerar mais importante que a outra. Mas é óbvio que
sobressaem mais as funções das espécies com o maior número de indivíduos que compõe a
comunidade.
Entretanto, dois ecossistemas podem se contactar criando uma zona de transição ou
intersecção que se chama ecótone. Ex.: Um ecossistema terrestre (floresta) e um aquático (rio,
lagos).
Na zona de intersecção que se encontra entre a floresta e o rio, há aumento da densidade das
espécies, pois tanto as espécies de um ecossistema como do outro se desenvolvem nessa zona.
O ecótone comporta-se como se fosse uma “fronteira”. Portanto, nessa zona abunda uma
grande biodiversidade e consequentemente maior inter-relacionamento e maior estabilidade
ambiental.
Mas algumas espécies podem desaparecer devido a disputa dos nutrientes existentes nesta
zona de intersecção.
12
2.6.2. Relações interespecíficas
No nosso dia-a-dia podemos estabelecer muitas relações. Porém, essas relações podem ser
boas ou não. Isso não acontece apenas com o homem, mas com outras espécies que vivem no
mesmo habitat.
As relações podem:
 Não beneficiar à nenhuma das espécies que se encontra no mesmo habitat
(neutralismo).
 Beneficiar a todas as espécies que se encontram no mesmo habitat, mas duma forma
independente (cooperação).
 Beneficiar a todas as espécies que se encontram no mesmo habitat, mas duma forma
dependente (mutualismo).
 Beneficiar apenas um determinado tipo de espécies se encontram no mesmo habitat,
sem no entanto causar a morte da espécie beneficiador (parasitismo).
 Beneficiar apenas um determinado tipo de espécies se encontram no mesmo habitat,
causando morte na espécie beneficiador (predação).
 Beneficiar todas espécies através da união, sem no entanto se prejudicarem
(comensalismo).
Entretanto, é importante que num habitat haja um inter-relacionamento benéfico, sobretudo o
mutualismo de forma a se garantir o aumento da biodiversidade e como resultado disso, se
garanta um equilíbrio do ambiente e a sobrevivência do homem.
2.6.3. Biodiversidade
A biodiversidade significa, diversidade de seres vivos. Esta diversidade de seres vivos
desempenha um papel muito importante, pois garante o equilíbrio ambiental.
A biodiversidade é composta por diversas plantas e animais. Ela é muito importante ao
homem visto que a partir dela, o mesmo consegue alimento para o seu sustento, medicamento
para a cura de diversas doenças como, a tosse, asma etc.
Mas a extracção desta biodiversidade pelo homem sem a observância de regras, coloca em
risco a sobrevivência desta e do próprio homem, pois o homem através das plantas obtém o
oxigénio para a sua respiração.
13
Para se fazer face a esta dilapidação dos recursos provenientes da biodiversidade, pelo
homem, é importante que se consciencialize o próprio homem sobre a necessidade da
preservação do ecossistema através do repovoamento da espécie vegetal.
Unidade 3: Poluição ambiental
3.1. Definição de poluição
A poluição é um processo que consiste na introdução ao meio ambiente, de substâncias
estranhas em concentrações que ultrapassam os padrões estabelecidos num determinado país
ou organizações internacionais.
3.2. Tipos de poluição
A poluição pode afectar a qualidade dos solos, das águas, ar e também pode se manifestar
pela produção de ruídos (sonora). Daí que, a poluição pode ser classificada em poluição dos
solos, das águas, atmosférica, sonora.
 A poluição dos solos é aquela causada pela prática de agricultura de regime intensivo,
uso excessivo de adubos e pesticidas de alto teor químico, irrigação mal conduzida e
lixeiras a céu aberto. Esta poluição provoca o empobrecimento e envenenamento dos
solos, como a poluição das águas e também a própria contaminação da cadeia
alimentar dos seres vivos, alcalinização, salinização.
 A poluição das águas é aquela causada pela descarga directa ou indirecta nas mesmas
de substâncias poluentes susceptíveis de alterar as respectivas qualidades, provocando
efeitos nocivos de difícil quantificação e qualificação. As causas deste tipo de poluição
são: as actividades agro-pecuária, a actividade industrial e as diversas actividades
domésticas.
 A poluição atmosférica é aquela causada pela emissão de índices elevados de gases
como dióxido de carbono (CO2), metano (CH4), óxido nitroso (N2O),
clorofluorcarbonetos (CFC) prejudicando ao meio ambiente. Este tipo de poluição
causa a elevação de efeito de estufa e chuva ácida.
14
 A poluição sonora: esta é causada por ruído e geralmente atinge os habitantes dos
aglomerados urbanos e residentes de determinadas áreas industrializadas, aeroportos,
portos, vias de comunicação. As causas desta poluição são: circulação automóvel
intensa, ruído de locais de diversão. E tem como consequências: traumatismos
auditivos, perda de audição, ocorrência de zumbidos, perturbação do equilíbrio, etc.
As fontes poluidoras podem ser esgoto doméstico ou industrial, efluentes gasosos industriais,
aterro sanitário de lixo urbano, fertilizantes.
Unidade 4: Meio aquático
4.1. Alteração da qualidade das águas
A água desempenha um papel primordial na nossa vida diária. Com ela nós podemos lavar a
loiça, tomar banho, regar as plantas, lavar os nossos carros, bebê-la, etc. Mas a mesma água
retorna ao meio ambiente com uma quantidade enorme de efluentes líquidos e resíduos
sólidos, que foram a ela adicionados durante sua utilização e por esta via alterar a qualidade
da mesma.
A qualidade da água pode ser afectada por via de poluição ou contaminação da mesma.
Entretanto, esses conceitos não significam a mesma coisa porque a poluição é um processo
que consiste na introdução ao meio ambiente, de substância estranhas em concentrações que
ultrapassam os padrões estabelecidos num determinado país ou organizações internacionais.
Já a contaminação é causada pelos microrganismos que causas doenças aos seres vivos.
4.2. Parâmetros indicadores da qualidade da água
Para se determinar a característica de qualidade da água é necessário que se conheçam os
indicadores. Esses indicadores podem ser físicos, químicos e biológicos.
 Os indicadores físicos são: a cor, turbidez, sabor e odor.
A água é considerada que tem boa qualidade quando não apresenta cor, sabor, cheiro e
nem desvia a luz. Se se verificar tudo isto na água, então podemos afirmar que ela
presenta impureza.
 Indicadores químicos são: salinidade, dureza, alcalinidade, corrosidadde, etc.
15
A água que nós consumimos por exemplo, não pode ter o sabor salino e alcalino, deve
fazer espuma com sabão, não deve corroer os metais.
 Indicadores biológicos são as algas e microrganismos patogénicos.
A água que consumimos não pode ter microrganismos que colocam em risco a nossa saúde.
Esses indicadores são muito importantes, pois ajuda-nos a determinar o grau de poluição ou
contaminação da água.
4.3. Reuso da água
Tal como nós afirmamos no ponto 4.1, a água desempenha um papel primordial na nossa vida
diária. Com ela nós podemos lavar a loiça, tomar banho, regar as plantas, lavar os nossos
carros, bebê-la, etc. Mas a mesma água retorna ao meio ambiente com uma quantidade
enorme de efluentes líquidos e resíduos sólidos, que foram a ela adicionados durante a sua
utilização e por esta via alterar a qualidade da mesma. E depois de alterada a qualidade da
mesma, já não se pode bebe-la, tomar banho, lavar a loiça, regar as plantas.
Mas a mesma poderia ser reusada recorrendo-se as tecnologias desenhadas pela engenharia
ambiental para o tratamento. As tecnologias adoptadas para o tratamento dessa água devem
ser planificadas de modo a evitar-se riscos sobre a saúde humana.
4.4. Tratamento de esgotos
A água transporta uma enorme quantidade de substâncias tóxicas ou microrganismos, depois
de ela ser usada pelas indústrias, lavadores de carros, na cozinha, na casa de banho. E esta
água poluída ou contaminada pelas essas actividades dá-se o nome de esgoto.
O esgoto doméstico é composto por águas de banho, urina, fezes, restos de comida, sabões,
detergentes e águas de lavagem.
E para que a água não constitua um perigo ao meio ambiente e consequentemente a nossa
vida, é necessário que ela seja tratada convenientemente após a sua utilização. Ou seja, temos
que nos preocupar com o destino do esgoto porque é este destino que constitui o grande
problema ambiental ocasionada pelo lançamento diário de milhões de litros de água de esgoto
nos rios e mares causando a morte dos peixes, o mau-cheiro, a proliferação de mosquitos e de
agentes infecciosos.
16
E os esgotos industriais, domésticos e sanitários podem ser submetidos a uma série de
tratamentos que visam reduzir a quantidade de poluentes ou contaminantes na água. Esses
tratamentos podem ser físico, químico e biológico.
 Tratamento físico: usa-se a filtração, decantação, etc.
 Tratamento químico: usa-se o cloro para desinfectar a água.
 Tratamento biológico: filtros-biológicos (bactérias) e a eficiência dessas bactérias,
depende do meio em que elas se encontram.
Mas para que o tratamento seja completo e sem causar graves riscos ambientais e sobre a
saúde humana, é necessário que se combinem essas todas formas de tratamento.
Unidade 5: Dimensões e unidades da engenharia
Geralmente os processos pertencentes as engenharias, química, ambiental, florestal etc.,
envolve cálculos que exigem por parte do engenheiro, o domínio das dimensões e unidades.
Tabela 1: Alguns exemplos de dimensões e unidades usadas na engenharia.
Dimensões Unidades
Comprimento Metro (m), Polegada,
Tempo segundo (s), hora (h)
Massa Quilograma (kg), Grama (g),
Temperatura kelvin (K), grau Celsius (°C)
17
5. Conclusão
Num ecossistema se encontram a habitar várias espécies. E elas devem viver sempre em
interdependência de forma a garantirem a sua sobrevivência no mesmo. Ou seja, um ser vivo
não pode viver duma forma isolada.
O homem deve sempre lutar pela preservação do ecossistema onde ele habita para garantir a
sua sustentabilidade.
Entretanto, as actividades praticadas diariamente pelo homem, coloca em risco o equilíbrio
dos ecossistemas e da sua própria saúde. E para fazer face a esta situação, o homem deve
optar por reciclar toda matéria que usa no ecossistema através do uso de tecnologias
desenhadas pelo engenheiro ambiental.
A natureza tem o mecanismo próprio de reciclagem da matéria e energia que chama ciclos
biogeoquímicos. Esses ciclos permitem o equilíbrio dos ecossistemas e a sobrevivência dos
seres vivos que neles habitam.
Os ciclos biogeoquímicos garantem o equilíbrio ambiental.
O tratamento de esgotos é muito importante para a poupança do líquido preciso que se chama
água.
18
Bibliografia
BÁEZ, Carlos Emilio Amos Unshelm. (2006). Seminario de Manejo Integral y Sostenible de
Residuos y Desechos Sólidos. MÉRIDA, ENERO.
BRAGA, Benedito et al. (2005). Introdução à Engenharia Ambiental. 2ª ed. São Paulo:
Pearson Prentice Hall.
DÍAZ, Javier Arrelanno. (2002). Introducción a la Ingenieria Ambiental. México: Alfaomega
grupo editor, S.A de C.V.
PESSOA, Fernando L.Pelligrini; Queiroz, Eduardo Mach; Costa, André Hemerly. (2001).
Introdução aos Processos Químicos. UFRJ: Departamento de Engenharia Química, Escola de
Química.
SÁNCHEZ, Luís Henriques. (2008). Avaliação de Impacto Ambiental: conceitos e métodos.
São Paulo: Oficinas de texto.
SERRA, Carlos; Cunha, Fernando. (2004). Manual de Direito do Ambiente. Maputo: Centro
de Formação Jurídica e Judiciária.

Mais conteúdo relacionado

Mais procurados

Apresentação nascentes original
Apresentação  nascentes   originalApresentação  nascentes   original
Apresentação nascentes original
Rodrigo Fernandes
 
Direito ambiental _aula_6__slides
Direito ambiental _aula_6__slidesDireito ambiental _aula_6__slides
Direito ambiental _aula_6__slides
Luis Olavo
 
Fundamentos teóricos da educação ambiental final
Fundamentos teóricos da educação ambiental finalFundamentos teóricos da educação ambiental final
Fundamentos teóricos da educação ambiental final
monicaterra
 
Aula 02 sistemas de gestão ambiental
Aula 02   sistemas de gestão ambientalAula 02   sistemas de gestão ambiental
Aula 02 sistemas de gestão ambiental
Luiz Anselmo Tourinho
 
Aula 5 fundamentos de gestão e ambiental 06.09 2
Aula 5 fundamentos de gestão e ambiental 06.09 2Aula 5 fundamentos de gestão e ambiental 06.09 2
Aula 5 fundamentos de gestão e ambiental 06.09 2
Carina Marciela Mews
 
Meio ambiente – as 17 leis ambientais do
Meio ambiente – as 17 leis ambientais doMeio ambiente – as 17 leis ambientais do
Meio ambiente – as 17 leis ambientais do
UERGS
 

Mais procurados (20)

Slides obesidade
Slides obesidadeSlides obesidade
Slides obesidade
 
Avaliação Nutricional de Idoso
 Avaliação Nutricional de Idoso Avaliação Nutricional de Idoso
Avaliação Nutricional de Idoso
 
Apresentação nascentes original
Apresentação  nascentes   originalApresentação  nascentes   original
Apresentação nascentes original
 
Problemas Ambientais
Problemas AmbientaisProblemas Ambientais
Problemas Ambientais
 
Nutrição
NutriçãoNutrição
Nutrição
 
Serviços Ambientais
 Serviços Ambientais Serviços Ambientais
Serviços Ambientais
 
Direito ambiental _aula_6__slides
Direito ambiental _aula_6__slidesDireito ambiental _aula_6__slides
Direito ambiental _aula_6__slides
 
Desenvolvimento Sustentável
Desenvolvimento SustentávelDesenvolvimento Sustentável
Desenvolvimento Sustentável
 
Educação ambiental como um todo 2016
Educação ambiental como um todo 2016Educação ambiental como um todo 2016
Educação ambiental como um todo 2016
 
Fundamentos teóricos da educação ambiental final
Fundamentos teóricos da educação ambiental finalFundamentos teóricos da educação ambiental final
Fundamentos teóricos da educação ambiental final
 
Transformações químicas
Transformações químicasTransformações químicas
Transformações químicas
 
Aula 2 - Bioenergetica - Fisiologia do exercício
Aula 2   - Bioenergetica - Fisiologia do exercícioAula 2   - Bioenergetica - Fisiologia do exercício
Aula 2 - Bioenergetica - Fisiologia do exercício
 
Biomassa
BiomassaBiomassa
Biomassa
 
Educação ambiental
Educação ambientalEducação ambiental
Educação ambiental
 
Aula 02 sistemas de gestão ambiental
Aula 02   sistemas de gestão ambientalAula 02   sistemas de gestão ambiental
Aula 02 sistemas de gestão ambiental
 
Radiações eletromagnéticas e suas aplicações
Radiações eletromagnéticas e suas aplicaçõesRadiações eletromagnéticas e suas aplicações
Radiações eletromagnéticas e suas aplicações
 
Aula 5 fundamentos de gestão e ambiental 06.09 2
Aula 5 fundamentos de gestão e ambiental 06.09 2Aula 5 fundamentos de gestão e ambiental 06.09 2
Aula 5 fundamentos de gestão e ambiental 06.09 2
 
Sarcopenia
SarcopeniaSarcopenia
Sarcopenia
 
Radiação Eletromagnetica
Radiação EletromagneticaRadiação Eletromagnetica
Radiação Eletromagnetica
 
Meio ambiente – as 17 leis ambientais do
Meio ambiente – as 17 leis ambientais doMeio ambiente – as 17 leis ambientais do
Meio ambiente – as 17 leis ambientais do
 

Destaque

PET - Engenharia Sanitária e Ambiental - UFBA
PET - Engenharia Sanitária e Ambiental - UFBAPET - Engenharia Sanitária e Ambiental - UFBA
PET - Engenharia Sanitária e Ambiental - UFBA
petambiental
 
Introdução à engenharia ambiental ecologia.sustentabilidade.ciclos biogeoqu...
Introdução à engenharia ambiental   ecologia.sustentabilidade.ciclos biogeoqu...Introdução à engenharia ambiental   ecologia.sustentabilidade.ciclos biogeoqu...
Introdução à engenharia ambiental ecologia.sustentabilidade.ciclos biogeoqu...
José Demontier Vieira de Souza Filho
 
Esgoto Doméstico: Impactos Ambientais e Sociais
Esgoto Doméstico: Impactos Ambientais e SociaisEsgoto Doméstico: Impactos Ambientais e Sociais
Esgoto Doméstico: Impactos Ambientais e Sociais
Nathália Vasconcelos
 
Energia Hidraulica
Energia HidraulicaEnergia Hidraulica
Energia Hidraulica
educacao f
 

Destaque (20)

PET - Engenharia Sanitária e Ambiental - UFBA
PET - Engenharia Sanitária e Ambiental - UFBAPET - Engenharia Sanitária e Ambiental - UFBA
PET - Engenharia Sanitária e Ambiental - UFBA
 
engenharia ambiental
engenharia ambientalengenharia ambiental
engenharia ambiental
 
Apostila trat-esgoto capitulo-5
Apostila trat-esgoto capitulo-5Apostila trat-esgoto capitulo-5
Apostila trat-esgoto capitulo-5
 
Determinação de íon cianeto em solução aquosa, utilizando eletrodo seletivo
Determinação de íon cianeto em solução aquosa, utilizando eletrodo seletivoDeterminação de íon cianeto em solução aquosa, utilizando eletrodo seletivo
Determinação de íon cianeto em solução aquosa, utilizando eletrodo seletivo
 
Esgotos- Resumo
Esgotos- ResumoEsgotos- Resumo
Esgotos- Resumo
 
TIR - Taxa Interna de Retorno. O que é isso?
TIR - Taxa Interna de Retorno. O que é isso?TIR - Taxa Interna de Retorno. O que é isso?
TIR - Taxa Interna de Retorno. O que é isso?
 
corpos de agua
corpos de aguacorpos de agua
corpos de agua
 
O que é octanagem
O que é octanagemO que é octanagem
O que é octanagem
 
Engenharia Ambiental / Case: Fontes De Energia Alternativa
Engenharia Ambiental / Case: Fontes De Energia AlternativaEngenharia Ambiental / Case: Fontes De Energia Alternativa
Engenharia Ambiental / Case: Fontes De Energia Alternativa
 
Aula captação adutoras.rev
Aula captação adutoras.revAula captação adutoras.rev
Aula captação adutoras.rev
 
tratamento de efluentes
tratamento de efluentestratamento de efluentes
tratamento de efluentes
 
Tecnologia de Tratamento de Água e Efluente. Parte1
Tecnologia de Tratamento de Água e Efluente. Parte1Tecnologia de Tratamento de Água e Efluente. Parte1
Tecnologia de Tratamento de Água e Efluente. Parte1
 
Introdução à engenharia ambiental ecologia.sustentabilidade.ciclos biogeoqu...
Introdução à engenharia ambiental   ecologia.sustentabilidade.ciclos biogeoqu...Introdução à engenharia ambiental   ecologia.sustentabilidade.ciclos biogeoqu...
Introdução à engenharia ambiental ecologia.sustentabilidade.ciclos biogeoqu...
 
Engenharia Ambiental
Engenharia AmbientalEngenharia Ambiental
Engenharia Ambiental
 
Saneamento Ambiental
Saneamento AmbientalSaneamento Ambiental
Saneamento Ambiental
 
Controle e tecnologia ambiental. Tecnologia de Tratamento de Água e Efluente....
Controle e tecnologia ambiental. Tecnologia de Tratamento de Água e Efluente....Controle e tecnologia ambiental. Tecnologia de Tratamento de Água e Efluente....
Controle e tecnologia ambiental. Tecnologia de Tratamento de Água e Efluente....
 
Aula 09 revisão ap1- quimica aplicada engenharia
Aula 09   revisão ap1- quimica aplicada engenhariaAula 09   revisão ap1- quimica aplicada engenharia
Aula 09 revisão ap1- quimica aplicada engenharia
 
Esgoto Doméstico: Impactos Ambientais e Sociais
Esgoto Doméstico: Impactos Ambientais e SociaisEsgoto Doméstico: Impactos Ambientais e Sociais
Esgoto Doméstico: Impactos Ambientais e Sociais
 
Captação e Adutoras
Captação e AdutorasCaptação e Adutoras
Captação e Adutoras
 
Energia Hidraulica
Energia HidraulicaEnergia Hidraulica
Energia Hidraulica
 

Semelhante a Introdução à Engenharia Ambiental

Semelhante a Introdução à Engenharia Ambiental (20)

Ensaio-Introdução à Engenharia Ambiental
Ensaio-Introdução à Engenharia AmbientalEnsaio-Introdução à Engenharia Ambiental
Ensaio-Introdução à Engenharia Ambiental
 
Atividade individual 002
Atividade individual 002Atividade individual 002
Atividade individual 002
 
Atividade individual 002
Atividade individual 002Atividade individual 002
Atividade individual 002
 
Apostila pericia ambiental
Apostila   pericia ambientalApostila   pericia ambiental
Apostila pericia ambiental
 
Portfólio
PortfólioPortfólio
Portfólio
 
Portfólio
PortfólioPortfólio
Portfólio
 
Educ amb-ciclos-biogeoquimicos
Educ amb-ciclos-biogeoquimicosEduc amb-ciclos-biogeoquimicos
Educ amb-ciclos-biogeoquimicos
 
Ecologia é uma ciência
Ecologia é uma ciênciaEcologia é uma ciência
Ecologia é uma ciência
 
03 ecologia relacoes troficas
03 ecologia   relacoes troficas03 ecologia   relacoes troficas
03 ecologia relacoes troficas
 
Apost ecologia e biotecnologia
Apost ecologia e biotecnologiaApost ecologia e biotecnologia
Apost ecologia e biotecnologia
 
apostila.pdf
apostila.pdfapostila.pdf
apostila.pdf
 
Trabalho de atividade prática montagem de um ecossistema sustentável - terr...
Trabalho de atividade prática   montagem de um ecossistema sustentável - terr...Trabalho de atividade prática   montagem de um ecossistema sustentável - terr...
Trabalho de atividade prática montagem de um ecossistema sustentável - terr...
 
Ciencias 8ºano - 3º teste
Ciencias   8ºano - 3º testeCiencias   8ºano - 3º teste
Ciencias 8ºano - 3º teste
 
Biodiversidade
BiodiversidadeBiodiversidade
Biodiversidade
 
Ambiente
AmbienteAmbiente
Ambiente
 
Unidade i a vida e o ambiente
Unidade i   a vida e o ambienteUnidade i   a vida e o ambiente
Unidade i a vida e o ambiente
 
Individuos nos ecossistemas
Individuos nos ecossistemasIndividuos nos ecossistemas
Individuos nos ecossistemas
 
Ciências do Ambiente - Cap 1.1 - Conceitos básicos
Ciências do Ambiente - Cap 1.1 - Conceitos básicosCiências do Ambiente - Cap 1.1 - Conceitos básicos
Ciências do Ambiente - Cap 1.1 - Conceitos básicos
 
Ecologia: alguns conceitos básicos
Ecologia: alguns conceitos básicosEcologia: alguns conceitos básicos
Ecologia: alguns conceitos básicos
 
Ecologia
EcologiaEcologia
Ecologia
 

Último

RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO I.pdf
RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO I.pdfRELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO I.pdf
RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO I.pdf
HELLEN CRISTINA
 
PLANO DE ENSINO Disciplina- Projeto Integrado I – GESTÃO.pdf
PLANO DE ENSINO Disciplina- Projeto Integrado I – GESTÃO.pdfPLANO DE ENSINO Disciplina- Projeto Integrado I – GESTÃO.pdf
PLANO DE ENSINO Disciplina- Projeto Integrado I – GESTÃO.pdf
HELLEN CRISTINA
 

Último (13)

Aruá final RBMA Conectando Pessoas e Floresta RBMA.pdf
Aruá final RBMA Conectando Pessoas e Floresta  RBMA.pdfAruá final RBMA Conectando Pessoas e Floresta  RBMA.pdf
Aruá final RBMA Conectando Pessoas e Floresta RBMA.pdf
 
apresentação Cajueiro_32º Encontro Nacional da RBMA.pptx
apresentação Cajueiro_32º Encontro Nacional da RBMA.pptxapresentação Cajueiro_32º Encontro Nacional da RBMA.pptx
apresentação Cajueiro_32º Encontro Nacional da RBMA.pptx
 
Apresentação Tekoa Yvy Porã 32 CN - Natal 2023.pdf
Apresentação Tekoa Yvy Porã 32 CN - Natal 2023.pdfApresentação Tekoa Yvy Porã 32 CN - Natal 2023.pdf
Apresentação Tekoa Yvy Porã 32 CN - Natal 2023.pdf
 
Fazenda Bicho Preguiça - BA proposta posto avançado .pdf
Fazenda Bicho Preguiça - BA proposta posto avançado .pdfFazenda Bicho Preguiça - BA proposta posto avançado .pdf
Fazenda Bicho Preguiça - BA proposta posto avançado .pdf
 
A maravilhosa fauna registrada nos empreendimentos da Enel Green Power no Bra...
A maravilhosa fauna registrada nos empreendimentos da Enel Green Power no Bra...A maravilhosa fauna registrada nos empreendimentos da Enel Green Power no Bra...
A maravilhosa fauna registrada nos empreendimentos da Enel Green Power no Bra...
 
RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO I.pdf
RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO I.pdfRELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO I.pdf
RELATÓRIO DE ESTÁGIO SUPERVISIONADO I.pdf
 
ARIE SITIO CURIÓ 32º Encontro Nacional RBMA_
ARIE SITIO CURIÓ 32º Encontro Nacional RBMA_ARIE SITIO CURIÓ 32º Encontro Nacional RBMA_
ARIE SITIO CURIÓ 32º Encontro Nacional RBMA_
 
Área de Proteção Ambiental Jenipabu 32º Encontro Nacional da RBMA
Área de Proteção Ambiental Jenipabu 32º Encontro Nacional da RBMAÁrea de Proteção Ambiental Jenipabu 32º Encontro Nacional da RBMA
Área de Proteção Ambiental Jenipabu 32º Encontro Nacional da RBMA
 
32ª_Reunião Ordinária_Conselho Nacional_2023.pptx
32ª_Reunião Ordinária_Conselho Nacional_2023.pptx32ª_Reunião Ordinária_Conselho Nacional_2023.pptx
32ª_Reunião Ordinária_Conselho Nacional_2023.pptx
 
avaliação pratica .pdf
avaliação pratica                      .pdfavaliação pratica                      .pdf
avaliação pratica .pdf
 
PLANO DE ENSINO Disciplina- Projeto Integrado I – GESTÃO.pdf
PLANO DE ENSINO Disciplina- Projeto Integrado I – GESTÃO.pdfPLANO DE ENSINO Disciplina- Projeto Integrado I – GESTÃO.pdf
PLANO DE ENSINO Disciplina- Projeto Integrado I – GESTÃO.pdf
 
CEARÁ MAIS VERDE Fernando Bezerra .pptx
CEARÁ MAIS VERDE Fernando Bezerra .pptxCEARÁ MAIS VERDE Fernando Bezerra .pptx
CEARÁ MAIS VERDE Fernando Bezerra .pptx
 
SEDE DO PARQUE ESTADUAL MATA DA PIPA - PEMP
SEDE DO PARQUE ESTADUAL MATA DA PIPA - PEMPSEDE DO PARQUE ESTADUAL MATA DA PIPA - PEMP
SEDE DO PARQUE ESTADUAL MATA DA PIPA - PEMP
 

Introdução à Engenharia Ambiental

  • 1. 1 Almeida Meque Gomundanhe1 Introdução à Engenharia Ambiental Lichinga 2015 1 Mestre em Educação/Ensino de Química. Docente no Departamento de Ciências Naturais e Matemática, no curso de Química, na Universidade Pedagógica-Niassa.
  • 2. 2 ÍNDICE 1. Introdução.............................................................................................................................4 Unidade 1: Engenharia ambiental ..........................................................................................5 1.1.Porquê surgiu a Engenharia Ambiental? ..............................................................................5 1.2. Objecto de estudo e objectivo da Engenharia Ambiental....................................................5 1.3. Definição de ambiente.........................................................................................................5 Unidade 2: Fundamentos da Engenharia Ambiental............................................................6 2.1. Ecossistemas........................................................................................................................6 2.2. Reciclagem de matéria e fluxo de energia...........................................................................6 2.3. Cadeias alimentares.............................................................................................................7 2.4. Sucessão ecológica ..............................................................................................................7 2.5. Ciclos biogeoquímicos ........................................................................................................8 2.5.1. Tipos de ciclos biogeoquímicos .......................................................................................8 2.6. A dinâmica das populações ...............................................................................................10 2.6.1. Comunidade....................................................................................................................11 2.6.2. Relações interespecíficas................................................................................................12 2.6.3. Biodiversidade................................................................................................................12 Unidade 3: Poluição ambiental..............................................................................................13 3.1. Definição de poluição........................................................................................................13 3.2. Tipos de poluição ..............................................................................................................13 Unidade 4: Meio aquático......................................................................................................14 4.1. Alteração da qualidade das águas......................................................................................14 4.2. Parâmetros indicadores da qualidade da água ...................................................................14 4.3. Reuso da água....................................................................................................................15 4.4. Tratamento de esgotos.......................................................................................................15 Unidade 5: Dimensões e unidades da engenharia................................................................16 5. Conclusão ............................................................................................................................17
  • 4. 4 1. Introdução Na actualidade, uma das grandes preocupações do mundo é a preservação do ambiental porque diariamente o homem lança ao ambiente, grandes quantidades de poluentes e contaminantes. Ou seja, a poluição e a contaminação ambiental são provocadas pelas actividades humanas. E isso não só afecta a qualidade ambiental como também afecta a qualidade de vida dos seres vivos. Portanto, para a mitigação e controle dos impactos adversos dos poluentes e contaminantes é necessários que se adopte técnicas. O presente ensaio é composto por cinco unidades, nomeadamente: 1. Engenharia ambiental, 2. Fundamentos da Engenharia Ambiental, 3. Poluição ambiental, 4. Meio aquático e 5. Dimensões e unidades da engenharia  A unidade 1 “Engenharia ambiental” trata da razão do estudo da engenharia ambiental, objecto de estudo, objectivo e a definição da Engenharia Ambiental.  A unidade 2 “Fundamentos da Engenharia Ambiental” trata de ecossistemas, reciclagem de matéria e fluxo de energia, cadeias alimentares, ciclos biogeoquímicos, tipos de ciclos biogeoquímicos, sucessão ecológica, a dinâmica das populações, comunidade, relações interespecíficas e biodiversidade.  A unidade 3 “Poluição ambiental” trata da definição de poluição, tipos de poluição,  A unidade 4 “Meio aquático” trata de alteração da qualidade das águas, parâmetros indicadores da qualidade da água, reuso da água e tratamento de esgotos.  A unidade 5 “Dimensões e unidades da engenharia” trata das dimensões e unidades usadas na engenharia para efeitos da realização de cálculos. E após o desenvolvimento dos conteúdos, apresenta-se a conclusão e a bibliografia usada como suporte para a realização do presente ensaio.
  • 5. 5 Unidade 1: Engenharia ambiental 1.1.Porquê surgiu a Engenharia Ambiental? A abordagem dos assuntos relacionados com este ramo de engenharia começou no período da revolução industrial, pois as actividades industriais causam vários problemas ambientais que vão desde a contaminação das águas, ar, solo, flora, fauna e homem. Então, a engenharia ambiental surge na perspectiva de fazer face a esses problemas ambientais, recorrendo ao uso de tecnologias limpas. Essas tecnologias visam não só evitar, mitigar os impactos ambientais decorrentes dessas actividades, mas também, controlá-los. Daí que podemos afirmar que as acções desenvolvidas pela engenharia ambiental estão viradas à protecção da saúde pública e da biodiversidade. 1.2. Objecto de estudo e objectivo da Engenharia Ambiental Engenharia Ambiental é um dos ramos da engenharia que estuda as relações existentes entre as tecnologias que ela concebe e a relação destas com o meio ambiente. E ela tem como objectivo principal, proteger o meio ambiente garantindo desta forma a manutenção do seu equilíbrio. 1.3. Definição de ambiente A definição de conceito “ambiente” é muito amplo que envolve aspectos materiais (físicos), biológicos e culturais do homem. Nesta ordem de ideia podemos definir ambiente como sendo um sistema complexo que permite a coabitação dos seres vivos e não vivos e do próprio homem, mas considerando a sua identidade cultural.
  • 6. 6 Unidade 2: Fundamentos da Engenharia Ambiental 2.1. Ecossistemas O ecossistema é um assunto tratado na ecologia. Ele constitui um sistema que envolve interacções entre as populações de diferentes espécies que vivem num mesmo local, e entre estas populações e o meio material (não vivo). Por analogia, um ecossistema pode se equiparar a um bairro ou quarteirão onde se podem encontrar as plantas, os animais e o homem. E nenhuma destas três componentes (plantas, animais, homem) pode sobreviver sem a outra e o meio material. Ou seja, para que as plantas sobrevivam precisam que o homem e animais lhes forneçam o dióxido de carbono (CO2) para a produção da matéria orgânica enquanto para que os animais incluindo o homem, sobrevivam, é necessário que as plantas lhes forneçam o oxigénio (O2). Esta relação de interdependência revela que num ecossistema, cada espécie é lhe reservada uma função que se chama nicho ecológico. E esta função é determinante para a sobrevivência de uma determinada espécie e consequentemente para a manutenção do equilíbrio do meu ambiente. Os ecossistemas podem ser de dois tipos, nomeadamente: terrestres (Ex.: florestas) e aquáticos (ex.: rios, lagos, mares). 2.2. Reciclagem de matéria e fluxo de energia Todos os seres vivos necessitam de energia para realização diversas actividades, tais como: locomoção, movimentos, reprodução etc. E esta energia provém do processo de alimentação realizada por esses seres vivos. O fluxo desta energia dentro do ecossistema, começa dos níveis mais baixos para os mais altos. Os vegetais se encontram no nível energético baixo garantem a sobrevivência dos sere que se encontram nos níveis altos, sobretudo os consumidores primários (herbívoros). De salientar que no primeiro nível, a quantidade da energia é elevada. Mas a medida que esta energia passa dum nível para o outro, dentro do ecossistema, ela se perde. A redução sucessiva da quantidade de energia dentro de um ecossistema pode causar a este um desequilíbrio e consequentemente colocar em risco a sobrevivência dos seres vivos.
  • 7. 7 E para que tal não aconteça é necessário que se criem condições para se permitir a reciclagem da matéria e energia dentro do ecossistema. E esta reciclagem da matéria e energia é garantida por ciclos biogeográficos que discutiremos com pormenor mais adiante. 2.3. Cadeias alimentares Num ecossistema, todos seres vivos lutam pela sua sobrevivência. Eles precisam de alimentos para garantir essa sobrevivência. E para que tal aconteça, cada ser se alimenta do anterior. E esta ordem de alimentação que é obedecido pelos seres vivos denomina-se cadeia alimentar ou trófica. E geralmente, as cadeias alimentares começam dos vegetais (produtores) e passam pelos herbívoros (consumidores primários) e carnívoros (produtores secundários) e assim por diante. Durante a passagem de uma cadeia alimentar para a outra há transferência de energia. 2.4. Sucessão ecológica Os ecossistemas ocupados actualmente pelos seres vivos incluindo o homem, não possuem as características iniciais. Esta perda de características iniciais é o resultado do desenvolvimento desses ecossistemas. Daí que a sucessão ecológica pode ser definida como sendo o desenvolvimento do ecossistema com vista a garantir-lhe maior estabilidade. Esta estabilidade é garantida pela aparição de novas espécies que se adicionam as já existentes no ecossistema e consequentemente ocorre o aumento da biodiversidade. Portanto, esta biodiversidade pode também trazer alguns problemas de sobrevivência à algumas espécies devido:  ao aumento de exigência nutricional: as espécies podem competir na aquisição de alimento. Nessa competição, algumas espécies “fracas” podem desaparecer ficando as mais “fortes”.  a actividades realizadas pelo homem: com o aumento da biodiversidade, o homem pode extrai do ecossistema, madeira para a construção da sua residência, extrair algumas plantas para fins medicinais, etc,, fazendo com que a biodiversidade reduza. O aumento da biodiversidade significa que as relações entre os seres vivos e o meio físico se intensificam para se garantir a sua sobrevivência no ecossistema.
  • 8. 8 2.5. Ciclos biogeoquímicos No ambiente se não houvesse retorno da energia e matéria que são gastos por exemplo, durante a passagem de uma cadeia alimentar para a outra, o mesmo entraria em colapso. Este retorno é garantido naturalmente por processos que chamam ciclos biogeoquímicos. Na verdade, os ciclos biogeoquímicos garantem a reciclagem da matéria e consequentemente a manutenção da vida dos seres vivos na terra. Em suma, os ciclos biogeoquímicos relacionam os seres vivos e não vivos. Durante esses ciclos decorrem transformações químicas que se processam no ambiente. 2.5.1. Tipos de ciclos biogeoquímicos De acordo com o elemento que circula através do ar, plantas, animais e solo, os ciclos biogeoquímicos podem ser classificados em ciclo do carbono, nitrogénio, fósforo, do enxofre e ciclo hidrológico. a) O ciclo do carbono Neste ciclo são envolvidos dois processos químicos, tais como: a fotossíntese e a respiração. No primeiro processo químico as plantas utilizam as substâncias inorgânicas (CO2 e H2O) na presença de luz solar para sintetizar compostos orgânicos, a glicose (C6H12O6) e liberta o oxigénio que é usado pelos animais no processo de respiração. Já na respiração, verifica-se o inverso. 6CO2 + 6H2O + Energia solar C6H12O6 +6O2 (fotossíntese) C6H12O6 +6O2 6CO2 + 6H2O + 640 Kcal/mol de glicose (respiração) Portanto, para se completar o ciclo ora em análise, o carbono deve passar de uma fase inorgânica à fase orgânica e vice-versa. Portanto, fotossíntese e respiração são processos de reciclagem do carbono e do oxigénio em várias formas químicas em todos os ecossistemas.
  • 9. 9 b) Ciclo do nitrogénio Este ciclo envolve quatro fases a saber: fixação do nitrogénio atmosférico em nitrato, amonificação; nitrificação e desnitrificação.  Fixação do nitrogénio atmosférico em nitrato: ocorre a transformação de nitrogénio em nitrato.  Amonificação: o nitrato obtido na primeira fase é convertido do em amónia (NH3) e sais de amónio (NH4 + ).  Nitrificação: a amónia (NH3) e sais de amónio (NH4 + ) são convertidos em nitritos (NO2) e os nitritos são convertidos em nitratos (NO3 - ).  Desnitrificação: o nitrogénio gasoso retorna a partir do nitrato (NO3 - ) e assim sucessivamente. c) O ciclo do fósforo Este ciclo é o mais simples de todos porque são poucos compostos que na sua composição entra o fósforo, daí que envolve poucas etapas. O ciclo de fósforo decorre por meio do processo erosivo. Por meio deste processo, ocorre a libertação do fósforo na forma de fosfatos e parte deste fósforo é perdida para os depósitos de sedimentos profundos no oceano. Mas o fósforo perdido volta devido aos movimentos tectónicos. E por meio da reciclagem, o fósforo, em composto orgânicos, é quebrado pelos decompositores e transformado em fosfatos, sendo novamente utilizado pelos produtores. E durante esta transformação, há perdas, porque os ossos ricos em fósforo são resistentes aos decompositores e à erosão. Em suma, podemos afirmar que o retorno do fósforo ao ecossistema é muito insignificante. d) O ciclo do enxofre Este ciclo envolve duas etapas, nomeadamente: a redução e a oxidação.  Redução: nesta etapa o enxofre é reduzido a sulfuretos de hidrogénio (H2S).  Oxidação: o sulfureto de hidrogénio (H2S) é oxidado à forma de enxofre elementar. E desta maneira o enxofre retorna ao ambiente e reinicia o ciclo. Mas quando mais oxidado, o enxofre elementar, transforma-se em sulfato.
  • 10. 10 d) Ciclo hidrológico Todos os seres vivos necessitam da água para a sua sobrevivência, mas esta cada vez mais está escasseando na natureza. Os seres vivos estão constantemente a perder a água por processos de evapotranspiração, respiração, excreções urinárias e dejecções. E como é que se faz o retorno da mesma ao ambiente? O retorno deste precioso líquido faz através do ciclo hidrológico. Este é caracterizado por dois fenómenos que são: evaporação e a precipitação.  A evaporação: a água dos lagos, rios, solos e oceanos, passa do estado líquido ao estado gasoso.  A precipitação: a água no estado gasoso volta a superfície da terra em forma de neve, granizo e quando ela chega à terra retorna a bacia hidrográfica por processo de transpiração. E para se evitar ter a água por este processo ciclo, é preciso que comecemos a fazer o reuso da água que nós poluímos ou contaminamos através de processos de tratamento da mesma. 2.6. A dinâmica das populações Uma população pode registar um crescimento ou diminuição dependendo das condições oferecidas no ecossistema. Esta variação da população que se regista num determinado ecossistema se chama dinâmica das populações. A população é o conjunto de indivíduos da mesma espécie que dividem o mesmo habitat. E o conjunto da população agrupada em uma certa área/habitat denomina-se comunidade. Portanto, o aumento da população é determinado pela taxa de natalidade (TN) enquanto a sua diminuição é determinada pela taxa de mortalidade (TM). .
  • 11. 11 Densidade populacional é o número de indivíduos, ou a quantidade de biomassa, por unidade de área ou volume. 2.6.1. Comunidade As espécies que constituem uma comunidade devem estar organizadas. As mesmas não podem viver duma forma isolada, porque o equilíbrio de um ecossistema depende da relação existente entre elas e das funções que cada uma delas desempenha nesse mesmo ecossistema. Por isso, nenhuma espécie deve-se considerar mais importante que a outra. Mas é óbvio que sobressaem mais as funções das espécies com o maior número de indivíduos que compõe a comunidade. Entretanto, dois ecossistemas podem se contactar criando uma zona de transição ou intersecção que se chama ecótone. Ex.: Um ecossistema terrestre (floresta) e um aquático (rio, lagos). Na zona de intersecção que se encontra entre a floresta e o rio, há aumento da densidade das espécies, pois tanto as espécies de um ecossistema como do outro se desenvolvem nessa zona. O ecótone comporta-se como se fosse uma “fronteira”. Portanto, nessa zona abunda uma grande biodiversidade e consequentemente maior inter-relacionamento e maior estabilidade ambiental. Mas algumas espécies podem desaparecer devido a disputa dos nutrientes existentes nesta zona de intersecção.
  • 12. 12 2.6.2. Relações interespecíficas No nosso dia-a-dia podemos estabelecer muitas relações. Porém, essas relações podem ser boas ou não. Isso não acontece apenas com o homem, mas com outras espécies que vivem no mesmo habitat. As relações podem:  Não beneficiar à nenhuma das espécies que se encontra no mesmo habitat (neutralismo).  Beneficiar a todas as espécies que se encontram no mesmo habitat, mas duma forma independente (cooperação).  Beneficiar a todas as espécies que se encontram no mesmo habitat, mas duma forma dependente (mutualismo).  Beneficiar apenas um determinado tipo de espécies se encontram no mesmo habitat, sem no entanto causar a morte da espécie beneficiador (parasitismo).  Beneficiar apenas um determinado tipo de espécies se encontram no mesmo habitat, causando morte na espécie beneficiador (predação).  Beneficiar todas espécies através da união, sem no entanto se prejudicarem (comensalismo). Entretanto, é importante que num habitat haja um inter-relacionamento benéfico, sobretudo o mutualismo de forma a se garantir o aumento da biodiversidade e como resultado disso, se garanta um equilíbrio do ambiente e a sobrevivência do homem. 2.6.3. Biodiversidade A biodiversidade significa, diversidade de seres vivos. Esta diversidade de seres vivos desempenha um papel muito importante, pois garante o equilíbrio ambiental. A biodiversidade é composta por diversas plantas e animais. Ela é muito importante ao homem visto que a partir dela, o mesmo consegue alimento para o seu sustento, medicamento para a cura de diversas doenças como, a tosse, asma etc. Mas a extracção desta biodiversidade pelo homem sem a observância de regras, coloca em risco a sobrevivência desta e do próprio homem, pois o homem através das plantas obtém o oxigénio para a sua respiração.
  • 13. 13 Para se fazer face a esta dilapidação dos recursos provenientes da biodiversidade, pelo homem, é importante que se consciencialize o próprio homem sobre a necessidade da preservação do ecossistema através do repovoamento da espécie vegetal. Unidade 3: Poluição ambiental 3.1. Definição de poluição A poluição é um processo que consiste na introdução ao meio ambiente, de substâncias estranhas em concentrações que ultrapassam os padrões estabelecidos num determinado país ou organizações internacionais. 3.2. Tipos de poluição A poluição pode afectar a qualidade dos solos, das águas, ar e também pode se manifestar pela produção de ruídos (sonora). Daí que, a poluição pode ser classificada em poluição dos solos, das águas, atmosférica, sonora.  A poluição dos solos é aquela causada pela prática de agricultura de regime intensivo, uso excessivo de adubos e pesticidas de alto teor químico, irrigação mal conduzida e lixeiras a céu aberto. Esta poluição provoca o empobrecimento e envenenamento dos solos, como a poluição das águas e também a própria contaminação da cadeia alimentar dos seres vivos, alcalinização, salinização.  A poluição das águas é aquela causada pela descarga directa ou indirecta nas mesmas de substâncias poluentes susceptíveis de alterar as respectivas qualidades, provocando efeitos nocivos de difícil quantificação e qualificação. As causas deste tipo de poluição são: as actividades agro-pecuária, a actividade industrial e as diversas actividades domésticas.  A poluição atmosférica é aquela causada pela emissão de índices elevados de gases como dióxido de carbono (CO2), metano (CH4), óxido nitroso (N2O), clorofluorcarbonetos (CFC) prejudicando ao meio ambiente. Este tipo de poluição causa a elevação de efeito de estufa e chuva ácida.
  • 14. 14  A poluição sonora: esta é causada por ruído e geralmente atinge os habitantes dos aglomerados urbanos e residentes de determinadas áreas industrializadas, aeroportos, portos, vias de comunicação. As causas desta poluição são: circulação automóvel intensa, ruído de locais de diversão. E tem como consequências: traumatismos auditivos, perda de audição, ocorrência de zumbidos, perturbação do equilíbrio, etc. As fontes poluidoras podem ser esgoto doméstico ou industrial, efluentes gasosos industriais, aterro sanitário de lixo urbano, fertilizantes. Unidade 4: Meio aquático 4.1. Alteração da qualidade das águas A água desempenha um papel primordial na nossa vida diária. Com ela nós podemos lavar a loiça, tomar banho, regar as plantas, lavar os nossos carros, bebê-la, etc. Mas a mesma água retorna ao meio ambiente com uma quantidade enorme de efluentes líquidos e resíduos sólidos, que foram a ela adicionados durante sua utilização e por esta via alterar a qualidade da mesma. A qualidade da água pode ser afectada por via de poluição ou contaminação da mesma. Entretanto, esses conceitos não significam a mesma coisa porque a poluição é um processo que consiste na introdução ao meio ambiente, de substância estranhas em concentrações que ultrapassam os padrões estabelecidos num determinado país ou organizações internacionais. Já a contaminação é causada pelos microrganismos que causas doenças aos seres vivos. 4.2. Parâmetros indicadores da qualidade da água Para se determinar a característica de qualidade da água é necessário que se conheçam os indicadores. Esses indicadores podem ser físicos, químicos e biológicos.  Os indicadores físicos são: a cor, turbidez, sabor e odor. A água é considerada que tem boa qualidade quando não apresenta cor, sabor, cheiro e nem desvia a luz. Se se verificar tudo isto na água, então podemos afirmar que ela presenta impureza.  Indicadores químicos são: salinidade, dureza, alcalinidade, corrosidadde, etc.
  • 15. 15 A água que nós consumimos por exemplo, não pode ter o sabor salino e alcalino, deve fazer espuma com sabão, não deve corroer os metais.  Indicadores biológicos são as algas e microrganismos patogénicos. A água que consumimos não pode ter microrganismos que colocam em risco a nossa saúde. Esses indicadores são muito importantes, pois ajuda-nos a determinar o grau de poluição ou contaminação da água. 4.3. Reuso da água Tal como nós afirmamos no ponto 4.1, a água desempenha um papel primordial na nossa vida diária. Com ela nós podemos lavar a loiça, tomar banho, regar as plantas, lavar os nossos carros, bebê-la, etc. Mas a mesma água retorna ao meio ambiente com uma quantidade enorme de efluentes líquidos e resíduos sólidos, que foram a ela adicionados durante a sua utilização e por esta via alterar a qualidade da mesma. E depois de alterada a qualidade da mesma, já não se pode bebe-la, tomar banho, lavar a loiça, regar as plantas. Mas a mesma poderia ser reusada recorrendo-se as tecnologias desenhadas pela engenharia ambiental para o tratamento. As tecnologias adoptadas para o tratamento dessa água devem ser planificadas de modo a evitar-se riscos sobre a saúde humana. 4.4. Tratamento de esgotos A água transporta uma enorme quantidade de substâncias tóxicas ou microrganismos, depois de ela ser usada pelas indústrias, lavadores de carros, na cozinha, na casa de banho. E esta água poluída ou contaminada pelas essas actividades dá-se o nome de esgoto. O esgoto doméstico é composto por águas de banho, urina, fezes, restos de comida, sabões, detergentes e águas de lavagem. E para que a água não constitua um perigo ao meio ambiente e consequentemente a nossa vida, é necessário que ela seja tratada convenientemente após a sua utilização. Ou seja, temos que nos preocupar com o destino do esgoto porque é este destino que constitui o grande problema ambiental ocasionada pelo lançamento diário de milhões de litros de água de esgoto nos rios e mares causando a morte dos peixes, o mau-cheiro, a proliferação de mosquitos e de agentes infecciosos.
  • 16. 16 E os esgotos industriais, domésticos e sanitários podem ser submetidos a uma série de tratamentos que visam reduzir a quantidade de poluentes ou contaminantes na água. Esses tratamentos podem ser físico, químico e biológico.  Tratamento físico: usa-se a filtração, decantação, etc.  Tratamento químico: usa-se o cloro para desinfectar a água.  Tratamento biológico: filtros-biológicos (bactérias) e a eficiência dessas bactérias, depende do meio em que elas se encontram. Mas para que o tratamento seja completo e sem causar graves riscos ambientais e sobre a saúde humana, é necessário que se combinem essas todas formas de tratamento. Unidade 5: Dimensões e unidades da engenharia Geralmente os processos pertencentes as engenharias, química, ambiental, florestal etc., envolve cálculos que exigem por parte do engenheiro, o domínio das dimensões e unidades. Tabela 1: Alguns exemplos de dimensões e unidades usadas na engenharia. Dimensões Unidades Comprimento Metro (m), Polegada, Tempo segundo (s), hora (h) Massa Quilograma (kg), Grama (g), Temperatura kelvin (K), grau Celsius (°C)
  • 17. 17 5. Conclusão Num ecossistema se encontram a habitar várias espécies. E elas devem viver sempre em interdependência de forma a garantirem a sua sobrevivência no mesmo. Ou seja, um ser vivo não pode viver duma forma isolada. O homem deve sempre lutar pela preservação do ecossistema onde ele habita para garantir a sua sustentabilidade. Entretanto, as actividades praticadas diariamente pelo homem, coloca em risco o equilíbrio dos ecossistemas e da sua própria saúde. E para fazer face a esta situação, o homem deve optar por reciclar toda matéria que usa no ecossistema através do uso de tecnologias desenhadas pelo engenheiro ambiental. A natureza tem o mecanismo próprio de reciclagem da matéria e energia que chama ciclos biogeoquímicos. Esses ciclos permitem o equilíbrio dos ecossistemas e a sobrevivência dos seres vivos que neles habitam. Os ciclos biogeoquímicos garantem o equilíbrio ambiental. O tratamento de esgotos é muito importante para a poupança do líquido preciso que se chama água.
  • 18. 18 Bibliografia BÁEZ, Carlos Emilio Amos Unshelm. (2006). Seminario de Manejo Integral y Sostenible de Residuos y Desechos Sólidos. MÉRIDA, ENERO. BRAGA, Benedito et al. (2005). Introdução à Engenharia Ambiental. 2ª ed. São Paulo: Pearson Prentice Hall. DÍAZ, Javier Arrelanno. (2002). Introducción a la Ingenieria Ambiental. México: Alfaomega grupo editor, S.A de C.V. PESSOA, Fernando L.Pelligrini; Queiroz, Eduardo Mach; Costa, André Hemerly. (2001). Introdução aos Processos Químicos. UFRJ: Departamento de Engenharia Química, Escola de Química. SÁNCHEZ, Luís Henriques. (2008). Avaliação de Impacto Ambiental: conceitos e métodos. São Paulo: Oficinas de texto. SERRA, Carlos; Cunha, Fernando. (2004). Manual de Direito do Ambiente. Maputo: Centro de Formação Jurídica e Judiciária.