CURRÍCULO
MINEIRO
/pedagogiaparaconcurso /pedagogiaparaconcurso /pedagogiaparaconcurso
PROFª FABIANA FIRMINO
CURRÍCULO MINEIRO
Currículo Referência de Minas Gerais
O Currículo Referência de Minas Gerais -CRMG- é
eminentemente um documento fundado nos princípios
democráticos, principalmente da participação. A partir do
momento que trabalhamos o currículo com as diretrizes da
BNCC e referenciados pelo PPP das escolas construímos
uma proposta de educação com os mineiros, para os
mineiros e de qualidade com equidade.
A presente versão do Currículo Referência de Minas Gerais
é o resultado de um diálogo entre o Currículo Básico
Comum (CBC) já utilizado nas escolas estaduais e a Base
Nacional Comum Curricular (BNCC) homologada em
dezembro de 2017 pelo Conselho Nacional de Educação
(CNE).
Na elaboração do documento, o regime de colaboração efetivou-se na formação dos
Grupos de Trabalho de Currículo e, sobretudo, nos inúmeros momentos de discussão em
que profissionais de diversas áreas do conhecimento, oriundos das várias regiões do
estado, se reuniram para discutir o currículo mineiro, de modo a conferir-lhe um caráter
próprio, incorporando as diretrizes e normativas da BNCC, bem como dos preceitos de uma
educação libertadora, que vise a equidade e a qualidade educacional dos sistemas de
ensino, promovendo a inclusão, reconhecendo e valorizando as diversidades.
Elaboração do documento
➔ A Versão Preliminar do Currículo Referência de Minas Gerais contou com a participação de
mais de 3.100 escolas e 120.000 profissionais de todas as partes do estado;
➔ Contou também com o processo de consulta pública on-line e encontros municipais
realizados nos diversos territórios em parcerias entre as redes de ensino;
➔ A construção do Currículo Referência de Minas Gerais contou ainda com a escuta à
entidades parceiras, como o Fórum Estadual Permanente de Educação de Minas Gerais -
FEPEMG, o Fórum Mineiro de Educação Infantil – FMEI, a União Nacional dos Conselhos
Municipais de Educação em Minas Gerais - UNCME/MG, o Conselho Estadual de Educação
de Minas Gerais - CEE/MG, além de outras entidades e atores colaboradores.
Elaboração do documento
Homologado em dezembro de 2018, o Currículo Referência de Minas
Gerais (CRMG) para a Educação Infantil e o Ensino Fundamental foi
construído a partir da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e é
resultado da revisão dos currículos pré-existentes nas redes públicas
mineiras.
Currículo Referência de Minas Gerais -CRMG
Estrutura do Currículo Referência de Minas Gerais -CRMG
1-Textos introdutórios
2-Currículo Referência da Educação Infantil
3-O Ensino Fundamental no Contexto da Educação Básica
4-Áreas do Conhecimento
5-Apresentação da Área: Linguagens
6-Apresentação da Área: Matemática
7-Apresentação da Área: Ciências da Natureza
8-Apresentação da Área: Ciências Humanas
9-Apresentação da Área: Ensino Religioso
Dentro do tema: “Textos Introdutórios”, o documento apresenta alguns subtemas, vamos listar a
seguir:
1.Textos Introdutórios
1.1 Apresentação
1.2 O processo de construção do Currículo Referência de Minas Gerais
1.3 Currículo: Da BNCC à sala de aula
1.4 Eixos Estruturadores do Currículo Referência de Minas Gerais
1.5 Os Sujeitos e Seus Tempos de Vivência
1.6 Direito à Aprendizagem
1.7 Currículo e Educação integral
1.8 Escola democrática e participativa
1.9 Equidade, Diversidade e Inclusão
1.10 Currículo e Formação continuada dos educadores
1.11 Currículo e Avaliação das Aprendizagens
1.12 Considerações finais
TEXTOS INTRODUTÓRIOS
● Embasamento do Currículo mineiro
O Currículo Referência de Minas Gerais,documento elaborado a partir dos fundamentos
educacionais expostos na nossa Constituição Federal (CF/1988), na Lei de Diretrizes e Bases da
Educação Nacional (LDB 9394/96), no Plano Nacional de Educação (PNE/2014), na Base Nacional
Comum Curricular (BNCC/2017) e a partir do reconhecimento e da valorização dos diferentes
povos, culturas, territórios e tradições existentes em nosso estado.
● Colaboradores para a construção do documento
Destacamos que o presente documento é resultado do regime de colaboração estabelecido
entre a Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais – SEEMG e a União Nacional dos
Dirigentes Municipais de Educação de Minas Gerais, seccional Minas Gerais - UNDIME/MG.
Neste processo, foram considerados e estudados os documentos curriculares já presentes em
diferentes redes (estadual e municipais) como fonte de inspiração para a elaboração de um
currículo que possa ser referência em todo o estado.
1.1 Apresentação
Características
➔ O CRMG defende um sistema de educação único funda-se na integralidade do atendimento e
no reconhecimento conjunto da oferta de uma educação pública inclusiva, com qualidade e
equidade;
➔ Espera-se que ao final do documento (CRMG ) o educador(a), compreenda a relação deste
documento com o seu dia a dia na escola, ter consciência e compreensão dos preceitos aqui
tratados e a capacidade de trabalhá-los na sala de aula e na escola, a partir de sua autonomia,
de forma dialogada com seus pares, com a gestão escolar e com os seus estudantes,
fortalecendo os princípios do direito à aprendizagem de qualidade, da equidade, do
reconhecimento e da valorização das diversidades, da inclusão e da gestão democrática e
participativa, com vistas a promover a educação em sua integralidade.
1.1 Apresentação
Em um esforço conjunto para reunir a imensa “Minas Gerais” e construir um documento coletivo, a
seccional da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação – UNDIME/MG, as escolas
privadas de educação e a Secretaria de Estado de Educação – SEE/MG passam a colaborar lado a
lado para redação deste documento, entendendo, fundamentalmente, que os estudantes
transitam entre as redes ao longo da vida, ora em escolas municipais, ora em escolas estaduais,
ora em escolas privadas, bem como, transitam entre os territórios, daí a importância de uma parte
comum nos currículos.
1.2 O processo de construção do Currículo Referência de Minas Gerais
O processo de construção do Currículo Referência de Minas Gerais preocupou -se com:
➔ A Garantia dos direitos de aprendizagem;
➔ A criança ser o centro do processo de ensino e aprendizagem;
➔ A importância do estudo não ser fragmentando;
➔ Valorização do desenvolvimento integral;
➔ A busca do diálogo permanente entre União, Estado e Municípios.
1.2 O processo de construção do Currículo Referência de Minas Gerais
Características marcadas no documento:
➔ Elaboração do documento, o regime de colaboração;
➔ Minas Gerais é o estado brasileiro com maior número de municípios (853),
representando;
➔ Minas é representada por uma grande diversidade regional, econômica, política e
social;
➔ A maioria das escolas e das matrículas pertencem à rede pública.
1.2 O processo de construção do Currículo Referência de Minas Gerais
➔ A Base Nacional Curricular Comum – BNCC: É um documento de caráter normativo que
define o conjunto orgânico e progressivo de aprendizagens essenciais que todos os
alunos devem desenvolver ao longo das etapas e modalidades da Educação Básica, de
modo a que tenha assegurados seus direitos de aprendizagem e desenvolvimento, em
conformidade com o que preceitua o Plano Nacional de Educação – PNE. (BRASIL, 2017);
➔ A fase de implementação do Currículo, no contexto das escolas,será efetivada na medida
em que seu PPP se consolide em um processo de ação-reflexão-ação, assumido pelo
esforço coletivo e a vontade política dos atores sociais envolvidos.
1.3 Currículo: Da BNCC à sala de aula
Conforme o CRMG É preciso que se
compreenda a noção de Currículo, de
Base Nacional Comum Curricular, de
Projeto Político Pedagógico e de Plano
de Aula, e como cada um desses
conceitos se intersecciona para a
transformação da realidade de nossos
estudantes.
1.3 Currículo: Da BNCC à sala de aula
1.4 Eixos Estruturadores do CRMG
➔ Compreender e educar o bebê, a criança, o adolescente, o jovem e o adulto implica em
situá-lo no interior de uma família, um grupo social, cuja experiência informa a
construção de sua individualidade;
➔ Considera o processo de ensino aprendizagem desafiador;
➔ É relevante definir o quê e como ensinar para conhecer os sujeitos nas suas dimensões
individual e coletiva;
➔ Deve se considerar o ser humano fruto de uma construção histórica e social e, ao
mesmo tempo, dotado de individualidade e singularidade.
1.5 Os Sujeitos e Seus Tempos de Vivência
1.6 Direito à Aprendizagem
➔ Ao organizar o Currículo Referência Minas Gerais é necessário que as premissas da
Educação como direito sejam garantidas a todos os cidadãos como prevê a
Constituição;
➔ O Estado é também responsável por assegurar políticas públicas que garantam o
acesso, a permanência e a aprendizagem de todos;
➔ O documento se constitui como uma referência na medida em que elenca os
direitos de aprendizagem que são comuns a todos os estudantes, em todos os
territórios mineiros.
1.6 Direito à Aprendizagem
Para garantir direitos de aprendizagens é preciso ainda pensar cada sujeito em sua
singularidade, considerando:
● seu desenvolvimento biopsicossocial, seus tempos de vivência,
● os diferentes ritmos e características peculiares de aprendizagem,
● as diferentes etapas e anos de escolaridade, numa perspectiva de gradação das
competências e habilidades a serem desenvolvidas.
Todos que estão
na escola têm
direito
A fazer escolhas
A aprender
A enfrentar problemas e
resolvê-los de forma a
intervir proativamente
no território, exercendo
plenamente sua
cidadania
A construir
argumentos
A compreender
fenômenos
A dominar
linguagens
1.7 Currículo e Educação integral
Currículo é experiência vivida e como tal envolve não só o levantamento dos conteúdos a serem
"ensinados", mas também práticas, atitudes, formas de organização do trabalho.
➔ O currículo de Minas não pode, de forma alguma, ser proposto a partir da lógica da padronização, ou,
a partir de uma organização pautada em estereótipos ou preconceitos sobre os sujeitos, tempos ou
espaços da educação;
➔ A integralidade da educação é um dos princípios fundantes do Currículo Mineiro;
➔ No CRMG, a integração é sinônimo de articulação, de construção de redes, de trocas de experiências,
de processo educativo onde o encontro de saberes permite novas aprendizagens e novos desafios;
➔ O Currículo Referência de Minas Gerais não deve se limitar à organização rígida de conteúdos a
serem ensinados e aprendidos, mas é preciso pensar como e quais são as competências e
habilidades, que traduzidas em direitos de aprendizagem contribuirão para a formação integral dos
estudantes.
1.7 Currículo e Educação integral
Chamamos de currículo interdimensional, aquele que possibilita o exercício dos atuais
quatro pilares da Educação, segundo a Comissão Internacional sobre Educação da
UNESCO: o aprender a conhecer, o aprender a ser, o aprender a fazer e o aprender a viver;
associando a formação básica a outros conteúdos e experiências que garantam a melhoria
das aprendizagens em todas as áreas do conhecimento.
É preciso trazer para o
currículo mineiro as
capacidades que
envolvam
Responsabilidade
Repertório cultural
Empatia Cultura digital e
projeto de vida
É preciso desenvolver um
currículo integrado,
interdisciplinar e
interdimensional.
1.8 Escola democrática e participativa
➔ Para o desenvolvimento integral da aprendizagem faz-se necessário conhecer os
sujeitos que estão na escola;
➔ A comunidade tem papel fundamental na construção dos saberes e no fortalecimento
dos currículos e das instituições;
➔ Num sentido complementar à ocupação educativa dos estudantes do território, a
comunidade, ao adentrar e participar do processo de escolarização, amplia seu
potencial educativo e as relações ali construídas fortalecendo o currículo.
1.8 Escola democrática e participativa
A perspectiva da centralidade dos sujeitos está diretamente ligada à intersetorialidade
(Na perspectiva da educação integral, a intersetorialidade deve fazer parte de sua
concepção e estrutura, tomando como princípio a necessidade de todos – sociedade,
escola, serviços e poder público – atuarem coletivamente e de forma interdependente
para um mesmo fim.) e à territorialidade(A comunidade ao redor da escola, tanto no que
tange ao seu aspecto territorial, quanto às pessoas que fazem parte.)
1.9 Equidade, Diversidade e Inclusão
Equidade: educação com igualdade de oportunidades, focada na redução das
desigualdades e numa lógica libertadora.
Diversidade e inclusão: A Escola para a diversidade e para a inclusão exige outro modo de
viver em que professoras (es) e estudantes empreendam a tarefa de aprender
coletivamente.
Por que equidade e não igualdade?
➔ O currículo é norteador da prática pedagógica;
➔ A temática do currículo certamente é central, pois diz respeito àquilo que essencialmente o
professor precisa desenvolver em seu fazer cotidiano;
➔ A implementação do Currículo Referência de Minas Gerais demanda aos profissionais da
educação, especialmente aos docentes, conhecer e se apropriar do documento: CRMG, dos
conceitos e terminologias nele presentes para que o trabalho em sala de aula alinhe aos
direitos de aprendizagem previstos em sua organização;
➔ É necessário que o processo de formação continuada possibilite a articulação entre os
conhecimentos básicos da função docente e os conhecimentos indispensáveis ao
desenvolvimento profissional, a partir de uma postura reflexiva sobre a prática, que possibilite
lidar com as diferentes questões que permeiam o trabalho diário do professor.
1.10 Currículo e Formação continuada dos educadores
1.11 Currículo e Avaliação das Aprendizagens
➔ Espera-se que as perspectivas trabalhadas neste documento, sejam também basilares do
momento da avaliação, que se construa uma avaliação a partir de um currículo integrado;
➔ A avaliação educacional se torna uma grande aliada na busca contínua pela melhoria e
aperfeiçoamento dos processos de organização e de gestão tanto das escolas como das
secretarias de educação;
➔ A avaliação deve ser vista, portanto, como um ponto de partida, de apoio, um elemento a
mais para repensar e planejar a ação pedagógica e a gestão educacional, ancorada em
objetos e expectativas que buscam ajustá-las à aprendizagem dos estudantes.
TEXTOS INTRODUTÓRIOS
Dentro do tema: “Textos Introdutórios”, o documento apresenta alguns subtemas, vamos listar a
seguir:
2. Currículo Referência da Educação Infantil
2.1 Apresentação
2.2 Introdução
2.3 Educação Infantil: trajetória histórica e marcos legais
2.4 Princípios Norteadores
2.5 Organização Curricular na Educação Infantil
2.6 Campos de Experiências
2.7 Objetivos de Aprendizagem e Desenvolvimento
2.8 Planejamento de Experiências
2.9 Avaliação e Registro na Educação Infantil
2.10 Adaptações e Transições
2.11 Inclusão, Diversidades e Identidades da Cultura Mineira
2.12 Estrutura Curricular para a Educação Infantil
2.13 Considerações Finais
Considerando as especificidades do território mineiro, um
dos grandes desafios, está centrado na operacionalização de
uma prática pedagógica coerente, intencional e consistente
norteada por esta proposta curricular para a Educação
Infantil.
Apresentação/Introdução
Este documento pretende:
➔ Orientar a ação pedagógica das Instituições de Educação Infantil do Estado de Minas Gerais,
assegurando os direitos de aprendizagem e desenvolvimento das crianças;
➔ Apresentar o currículo referência para que as instituições de Educação Infantil possam
revisitar os seus Projetos Político Pedagógicos;
➔ Possibilitar ao docente o aperfeiçoamento profissional por meio da formação continuada;
➔ Superar a fragmentação dos processos escolares em favor de uma educação integral e
contextualizada;
Apresentação/Introdução
Este documento pretende:
➔ Propor práticas inovadoras que definam com clareza os objetivos de aprendizagem;
➔ Refletir sobre o processo de inclusão a partir da diversidade humana presente nas
diferenças sociais, culturais, étnicas, religiosas, de gênero, buscando desenvolver maneiras
diferentes e adequadas de se trabalhar com a heterogeneidade dos aprendizes e
compatível com os ideais democráticos de uma educação para todos.
Apresentação/Introdução
A construção do Currículo Referência da Educação Infantil de MG foi embasada
➔Em documentos oficiais;
➔Nas DCNs para a Educação Infantil;
➔Em sistemas de ensino que têm atuado de forma significativa na educação de crianças;
➔Em pesquisas e em outros saberes fundamentais, construídos nas vivências cotidianas.
É fruto de um amplo processo de discussão coletiva entre diferentes representantes e
setores da educação do Estado de MG.
Apresentação/Introdução
2.3 Educação Infantil: trajetória histórica e marcos legais
➔ A Educação Infantil pública, gratuita, laica, inclusiva e com qualidade social se constituiu como
dever do Estado e direito de todas as crianças a partir da Constituição Federal, aprovada em
1988;
➔ LDB art.29, considera-se a Educação Infantil como a primeira etapa da Educação Básica, tendo
como finalidade o desenvolvimento integral da criança de zero a cinco anos de idade em seus
aspectos físico, afetivo, intelectual, linguístico e social, complementando a ação da família e da
comunidade;
➔ Segundo a LDB cabe aos municípios a responsabilidade pela oferta da Educação Infantil;
➔ A DCNEI aprovada em 2010, foi também um marco para o avanço histórico da Educação Infantil
no Brasil.
2.3 Educação Infantil: trajetória histórica e marcos legais
Do ponto de vista histórico, a Educação Infantil sempre foi vista por duas concepções
distintas:
➔ Assistencialista que esteve associada aos cuidados para com as crianças de classes
menos favorecidas.
➔ Educacional (compensatórias e/ou preparatórias), com um enfoque mais pedagógico,
este, em geral, destinado às crianças de quatro e cinco anos das classes mais abastadas.
2.4 Princípios Norteadores
➔ Este documento normativo tem como propósito orientar a construção de um currículo
próprio para as instituições de Educação Infantil em todo o Estado de Minas Gerais;
➔ Foi elaborado de modo a articular os direitos de aprendizagem, os campos de
experiências, os objetivos de aprendizagem e desenvolvimento, as orientações
didáticas e práticas cotidianas às principais concepções que norteiam a Educação
Infantil;
➔ Contempla os três princípios norteadores das DCNEI: políticos, éticos e estéticos.
2.4 Princípios Norteadores
2.4.1 Concepção de Infância
As concepções abordadas neste documento apontam para a superação do conceito único de
“criança” e “infância”, em consonância com Dahlberg et.al. (2003, p.63), “há́ muitas crianças e muitas
infâncias, cada uma, construída por nossos entendimentos da infância e do que as crianças são e
devem ser”.
2.4.2 Concepção de Criança
A concepção de criança, norteadora deste documento, alinha-se com a concepção atual de infância,
uma vez que ela passa a ser vista como um sujeito de direitos, plenamente capaz de aprender.
2.4.3 Concepção de Educação Infantil
No cenário educacional atual, o campo da Educação Infantil tem sido tema de constantes debates e
discussões sobre as concepções que subsidiam as práticas pedagógicas mediadoras de aprendizagem
e do desenvolvimento dos bebês e das crianças pequenas nas creches e pré-escolas.
2.4 Princípios Norteadores
2.4.4 Ser Professor (a) na Educação Infantil
Pressupõe-se que o (a) professor (a) desenvolva uma prática pedagógica reflexiva, pautada na
escuta, no olhar sensível, na mediação e na promoção de um ambiente acolhedor e propício à
aprendizagem.
2.4.5 A família e a escola
Sendo a família a primeira educadora da criança, entende-se que é nela que a criança inicia as suas
relações afetivas, encontra o outro, e por meio dele, aprende os modos de existir. Dessa forma, o
seu mundo adquire significado e ela começa a constituir-se como sujeito a partir dessa interação
familiar.
2.5 Organização Curricular na Educação Infantil
➔ A DCNEI apresenta uma definição clara de currículo para as crianças na faixa etária de 0 a 5
anos em seu art.3º, concebendo-o como: [...] um conjunto de práticas que buscam articular as
experiências e os saberes das crianças com os conhecimentos que fazem parte do patrimônio
cultural, artístico, ambiental, científico e tecnológico, de modo a promover o desenvolvimento
integral de crianças de 0 a 5 anos de idade (BRASIL, CNE/CEB, 2009);
➔ Eixos que orientam as práticas pedagógicas: brincadeira e as interações;
➔ Baseia-se nos seis direitos de aprendizagem e desenvolvimento e 5 Campos de Experiência
propostos pela BNCC.
Vamos conhecer quais são os Direitos de
aprendizagem e desenvolvimento e Campos de
Experiência ?
2.5 Organização Curricular na Educação Infantil
➔ Em cada campo de experiências os direitos de aprendizagem ganham especificidades,
dessa forma, foram reelaborados, traduzindo aspectos peculiares, conforme estes se
apresentam;
➔ O CRMG possui organizadores curriculares, para realizar a leitura dos quadros onde
se encontram os direitos de aprendizagem, é necessário entender a estrutura
previstas na BNCC.
Para sua leitura deve-se utilizar a referência abaixo:
2.6 Campos de Experiências
Aqui falar um pouco sobre cada um campos de Experiências, mas no documento você pode
aprofundar nos conceitos.
O eu, o outro e o nós – É na interação com os pares e com adultos que as crianças vão
constituindo um modo próprio de agir, sentir e pensar e vão descobrindo que existem outros
modos de vida, pessoas diferentes, com outros pontos de vista. Conforme vivem suas primeiras
experiências sociais (na família, na instituição escolar, na coletividade), constroem percepções e
questionamentos sobre si e sobre os outros.
Corpo, gestos e movimentos – Com o corpo (por meio dos sentidos, gestos, movimentos
impulsivos ou intencionais, coordenados ou espontâneos), as crianças, desde cedo, exploram o
mundo, o espaço e os objetos do seu entorno, estabelecem relações, expressam-se, brincam e
produzem conhecimentos sobre si, sobre o outro, sobre o universo social e cultural, tornando-se,
progressivamente, conscientes dessa corporeidade.
2.6 Campos de Experiências
Traços, sons, cores e formas – Conviver com diferentes manifestações artísticas, culturais e científicas,
locais e universais, no cotidiano da instituição escolar, possibilita às crianças, por meio de experiências
diversificadas, vivenciar diversas formas de expressão e linguagens, como as artes visuais (pintura,
modelagem, colagem, fotografia etc.), a música, o teatro, a dança e o audiovisual, entre outras.
Escuta, fala, pensamento e imaginação – Desde o nascimento, as crianças participam de situações
comunicativas cotidianas com as pessoas com as quais interagem. As primeiras formas de interação do
bebê são os movimentos do seu corpo, o olhar, a postura corporal, o sorriso, o choro e outros recursos
vocais, que ganham sentido com a interpretação do outro.
Espaços, tempos, quantidades, relações e transformações – As crianças vivem inseridas em espaços e
tempos de diferentes dimensões, em um mundo constituído de fenômenos naturais e socioculturais.
Desde muito pequenas, elas procuram se situar em diversos espaços (rua, bairro, cidade etc.) e tempos
(dia e noite; hoje, ontem e amanhã etc.).
2.7 Objetivos de Aprendizagem e Desenvolvimento
A Educação Infantil na BNCC está organizada em três grupos etários e seus objetivos de
aprendizagem e desenvolvimento correspondem, aproximadamente, às possibilidades de
aprendizagem e às características do desenvolvimento das crianças. Sendo assim, os
diferentes ritmos de aprendizagem exigem atenção e flexibilidade por parte dos docentes
na execução de sua prática pedagógica (BRASIL BNCC 2017).
2.7 Objetivos de Aprendizagem e Desenvolvimento
A estrutura abaixo explicita esses grupos etários e os objetivos de aprendizagem propostos:
2.7 Objetivos de Aprendizagem e Desenvolvimento
Exemplo de como o documento organiza os objetivos de aprendizagem:
2.8 Planejamento de Experiências
➔ Planejar é transformar a realidade numa direção escolhida; é agir racionalmente; é realizar um
conjunto orgânico de ações, proposto para aproximar uma realidade a um ideal; é implantar
um processo de intervenção na realidade (GANDIN, 2001);
➔ Planejar é uma mediação teórica metodológica para ação, que em função de tal mediação
passa a ser consciente e intencional;
➔ Todos os níveis de planejamento são complementares, ininterruptos e processuais, no
entanto, é por meio da prática pedagógica que as dimensões de planejamento são
ressignificada;
2.8 Planejamento de Experiências
➔ A ação consciente, competente e crítica do professor é que transforma a realidade, a
partir das reflexões vivenciadas no planejamento, na sua execução e avaliação;
➔ É importante prever no planejamento a organização da rotina das atividades e do
tempo;
A figura abaixo representa alguns referenciais de planejamento vigentes, indicando
principalmente que a ação docente tem uma relação intrínseca com níveis mais amplos de
planejamento.
Veja na imagem que o fio condutor que
atravessa todas as dimensões de
planejamento da Educação Infantil é a
criança, o seu desenvolvimento e a sua
aprendizagem.
A organização do tempo no cotidiano do trabalho refere-se especificamente ao
desenvolvimento das atividades planejadas pelo professor, norteadas pelas ações de
cuidar e educar, a saber:
● a organização mensal, semanal, a rotina de trabalho diário, articulada com a
dinâmica do planejamento institucional;
● a alternância entre os diversos tipos de atividade e sua articulação.
2.8 Planejamento de Experiências
➔ A avaliação da aprendizagem anda de mãos dadas com a ação de planejar;
➔ Ela informa sobre os processos de aprendizagem da criança e subsidia o trabalho do professor;
➔ É o instrumento de mediação entre o ensino do professor e as aprendizagens da criança;
➔ A avaliação far-se-à mediante o acompanhamento e o registro do seu desenvolvimento, sem o
objetivo de promoção, mesmo para o acesso ao ensino fundamental;
➔ A observação e o registro constituem-se nos principais instrumentos de que o professor da
Educação Infantil dispõe para apoiar sua prática avaliativa.
2.9 Avaliação e Registro na Educação Infantil
A função da avaliação
na Educação Infantil,
como também, em
todos os níveis
escolares
Não é classificatória
Não é medida
É sistemática e
contínua
Deve ser realizada
durante o processo
Objetiva a melhoria da ação educativa.
➔ Garantia de continuidade dos processos de aprendizagens das crianças nos processos de
transição de casa para a instituição de Educação Infantil (da creche para a pré-escola, ou de um
grupo para outro) e da Educação Infantil para o Ensino Fundamental;
➔ É importante que a instituição estabeleça um ambiente acolhedor, onde a criança se sinta segura
e estimulada a conhecer e viver novas experiências, bem como, um clima de afetividade e
confiança mútua entre os alunos, pais e profissionais;
➔ Acolher no primeiro momento, organizar ambientes com experiências motivadoras e criar uma
rotina são os pilares da boa adaptação;
➔ A continuidade do processo de aprendizagem das crianças no Ensino Fundamental, tem como
referência as aprendizagens esperadas nos Campos de Experiências definidas no currículo
infantil.
2.10 Adaptações e Transições
➔ O foco do trabalho pedagógico deve incluir o cultivo de uma visão plural de mundo e de
um olhar que respeite as diferenças existentes entre as pessoas e entre os contextos ou
culturas;
➔ As instituições de educação infantil precisam abrir espaço para acolher a pluralidade e a
diversidade;
➔ É necessário planejar práticas pedagógicas considerando as culturas plurais, dialogando
com a riqueza e toda diversidade de contribuições familiares e comunitárias.
2.11 Inclusão, Diversidades e Identidades da Cultura Mineira
A sociedade contemporânea é caracterizada pelo complexo processo das mudanças. Diante dessas
circunstâncias, faz-se necessário considerar tal contexto para se analisar as relações que tais
constituições estabelecem quando se fundamenta uma concepção da criança como cidadã, como
sujeito histórico e social, que além de marcado pelo meio social em que se desenvolve, também
marca este meio, como ser humano único e criativo que é.
A proposta de educação inclusiva consagra o princípio de igualdade de oportunidade para todos,
buscando garantir a todas as crianças (jovens e adultos também), o direito ao acesso e a permanência
a todas as modalidades de ensino do sistema educacional, independentemente de suas condições
pessoais, de raça, de gênero, de etnia, classe social ou deficiência.
A educação infantil é um campo fértil para se trabalhar a inclusão e o respeito à diversidade, pois a
curiosidade natural das crianças é também uma oportunidade para as livrar da formação de qualquer
preconceito e intolerância sobre algo ou alguém.
2.11.1 Educação Inclusiva: Um olhar sobre as possibilidades
➔ A Educação Escolar Quilombola é uma modalidade educacional, que no Estado de Minas Gerais
está organizada pela Resolução SEE no 3658/2017;
➔ Tal modalidade destina-se ao atendimento das populações quilombolas rurais e urbanas, em suas
mais variadas formas de produção cultural, social, política e econômica;
➔ Ela é regida por algumas normativas específicas que contemplam os princípios de organização
dessa modalidade;
➔ A Educação Infantil configura-se como espaço estratégico fundamental para a construção de
práticas sociais antirracistas.
2.11.2 Educação Infantil Quilombola
➔ Pensar as crianças indígenas, sujeito da Educação Infantil Indígena é pensar em equidade;
➔ A Educação Infantil indígena será ofertada quando houver demanda e interesse da
comunidade indígena;
➔ Na oferta da Educação Infantil, as escolas indígenas possuem autonomia para organizar
suas práticas pedagógicas de forma específica e diferenciada, de acordo com a
identidade de cada comunidade;
2.11.3 Educação Infantil Indígena
➔ Deve ser garantida a participação de lideranças tradicionais das comunidades indígenas
na definição e na elaboração da proposta curricular e do projeto político pedagógico;
➔ As escolas indígenas devem elaborar material didático de apoio pedagógico específico e
diferenciado para a Educação Infantil;
➔ As atividades socioculturais da Educação Infantil indígena podem ser desenvolvidas como
atividades letivas, definidas nos projetos políticos pedagógicos e nos calendários
escolares, nos diversos espaços institucionais de convivência e sociabilidade de cada
comunidade indígena, bem como em outros espaços tradicionais de formação.
2.11.3 Educação Infantil Indígena
➔ De acordo com o Parecer CNE/CEB n° 14/201113 considera-se em situação de itinerância
as crianças e adolescentes pertencentes a diferentes grupos sociais que, por motivos
culturais, políticos, econômicos, de saúde, dentre outros, se encontram em permanente
deslocamento;
➔ Pertencentes a esta população podemos considerar: ciganos, indígenas, povos nômades,
trabalhadores itinerantes, acampados, artistas, demais trabalhadores em circos, parques
de diversão e teatro mambembe que se autorreconheçam como tal ou sejam assim
declarados pelo seu responsável legal;
➔ Para tanto se faz necessário que a criança itinerante seja o centro das atenções, que seus
conhecimentos prévios sejam reconhecidos e a oferta de atividades complementares,
quando for o caso, seja assegurada.
2.11.4 Populações em situação de Itinerância
➔ Ao pensarmos a Educação Infantil do Campo, devemos considerar duas concepções: a de
Educação do Campo e a de Educação Infantil;
➔ uma proposta de Educação do Campo deve ser pensada e concebida pelos povos do
campo;
➔ Constitucionalmente, as crianças moradoras das áreas rurais, como qualquer outra das
áreas urbanas, têm seus direitos garantidos;
➔ pensar uma educação infantil do campo é pensarmos um campo onde a criança viva sua
infância.
2.11.5 Educação Infantil do Campo
➔ A BNCC na Educação Infantil estabelece seis direitos de aprendizagem. Também estabelece
cinco campos de experiência que têm como objetivo o desenvolvimento da criança e a
centralização do aprendizado no aluno;
➔ O Currículo Referência da Educação Infantil do Estado de Minas Gerais, conforme os
Campos de Experiência, previsto na BNCC, ressalta, que cada município ou território deverá
adequar, revisar ou construir seu currículo levando-se em conta as especificidades do seu
contexto regional;
➔ Necessita de atenção a indissociabilidade do cuidar e do educar;
2.12 Estrutura Curricular para a Educação Infantil
➔ Prioriza as interações e as brincadeiras como eixos estruturantes para a organização de
tempos e espaços;
➔ Os professores da Educação Infantil devem priorizar o protagonismo da criança;
➔ É importante que a formação inicial e continuada dos(as) professores(as), alinhada aos
novos princípios que oportunizarão um novo modo de cuidar e educar bebês e demais
crianças pequenas;
➔ As instituições de Educação Infantil devem organizar seu currículo e articulá-lo, ter clareza
sobre o tipo de pessoa que pretende formar.
2.12 Estrutura Curricular para a Educação Infantil
3. O Ensino Fundamental no Contexto da Educação Básica
Primeiras considerações
➔ A Educação Básica escolar no Brasil compreende três etapas: a Educação Infantil (de 0-5
anos), o Ensino Fundamental (de 6-14 anos) e o Ensino Médio (de 15-17 anos). Cada uma
delas possui objetivos próprios e formas de organização diversas;
➔ O Ensino Fundamental regular se subdivide em duas fases: anos iniciais (1º ano ao 5º ano); e
anos finais (6º ano ao 9º ano);
➔ Durante a Educação Básica as crianças, adolescentes e jovens devem receber a formação
comum, indispensável para o exercício da cidadania e da continuidade de sua trajetória
escolar em estudos superiores.
3. O Ensino Fundamental no Contexto da Educação Básica
Transição
➔ Na Resolução SEE nº 2.197/2012 de MG é ressaltada a importância das transições entre as três
etapas da educação básica acontecerem de forma articulada, garantindo um percurso contínuo de
aprendizagem, com qualidade;
➔ Um aspecto fundamental a ser considerado é o processo de transição da Educação Infantil para o
Ensino Fundamental, momento esse que requer muita atenção para que haja equilíbrio entre as
mudanças introduzidas;
➔ É importante garantir a integração e a continuidade dos processos de aprendizagens das crianças;
➔ Apesar da Educação Infantil ter um fim em si mesma e não ter como objetivo preparar os
estudantes para o Ensino Fundamental, estes dois segmentos são indissociáveis, pois envolvem
processos que andam lado a lado.
3. O Ensino Fundamental no Contexto da Educação Básica
Ampliação do Ensino Fundamental
➔ O Ensino Fundamental, segunda etapa da Educação Básica, tem duração de 9 (nove) anos;
➔ O propósito da ampliação do Ensino Fundamental a partir desta Lei é assegurar a todas as
crianças um tempo mais longo no convívio escolar, mais oportunidades de aprender e um ensino
de qualidade;
➔ O Estado de Minas Gerais foi pioneiro, em relação aos demais Estados brasileiros, na
implementação do Ensino Fundamental de 9 (nove) anos, ao aceitar na escola, desde 2004, as
crianças de 6 anos de idade.
3. O Ensino Fundamental no Contexto da Educação Básica
Base Nacional Comum Curricular - BNCC
➔ A BNCC torna-se, um documento substancial para o Ensino Fundamental, considerando a
progressão das aprendizagens e a unidade do currículo a ser ensinado, seja nas escolas
estaduais, ou municipais, ou federais, ou particulares, uma vez que os estudantes migram de
uma rede para outra, de um território para outro;
➔ De acordo com a BNCC, a Educação Infantil, primeira etapa da Educação Básica, possui objetivos
próprios, os quais devem ser alcançados a partir do respeito e do cuidado.
3. O Ensino Fundamental no Contexto da Educação Básica
Anos iniciais do Ensino Fundamental
➔ Nesta etapa as crianças estão vivendo mudanças importantes em seu processo de
desenvolvimento que repercutem em suas relações consigo mesmas, com os outros e com o
mundo;
➔ A maior desenvoltura e a maior autonomia nos movimentos e deslocamentos ampliam suas
interações com o espaço, a relação com múltiplas linguagens que, ao incluir os usos sociais da
escrita e da matemática;
➔ Ampliam-se as experiências para o desenvolvimento da oralidade e dos processos de percepção,
compreensão e representação;
3. O Ensino Fundamental no Contexto da Educação Básica
Anos iniciais do Ensino Fundamental
➔ Nos primeiros anos do Ensino Fundamental, a ação pedagógica deve ter como foco a
alfabetização;
➔ Ao longo do Ensino Fundamental, a progressão do conhecimento ocorre pela consolidação das
aprendizagens anteriores, pela ampliação das práticas de linguagem e pela experiência estética e
intercultural das crianças;
➔ Na passagem do 5º para o 6º ano, os estudantes vivenciam mudanças no cotidiano escolar. A
rotina escolar torna-se mais complexa com a passagem dos anos iniciais para os anos finais dado
o aumento dos atores envolvidos.
3. O Ensino Fundamental no Contexto da Educação Básica
Anos finais do Ensino Fundamental
➔ O descompasso entre docentes e discentes dos anos finais do Ensino Fundamental é notório,
gerando altas taxas de reprovação e abandono nesse período;
➔ Na maioria das vezes, desconsidera-se os conhecimentos prévios trazidos pelos estudantes de
como se dá o processo de transição, as dificuldades que não foram sanadas na fase anterior e a
ausência de ações que ajudem os estudantes a se adaptarem às novas condições;
➔ Considerando o cenário apresentado, é urgente adequar as diversas vivências dos estudantes do
EFII na escola, sensibilizando-se com as transições pelas quais os estudantes estão passando e
que demandam auxílio de todos os envolvidos no processo de ensino e de aprendizagem;
3. O Ensino Fundamental no Contexto da Educação Básica
Anos finais do Ensino Fundamental
➔ Conforme BNCC (BRASIL 2017), no Ensino Fundamental – Anos Finais, a escola pode contribuir
para o delineamento do projeto de vida dos estudantes, ao estabelecer uma articulação não
somente com os anseios desses jovens em relação ao seu futuro, mas também com a
continuidade dos estudos no Ensino Médio;
➔ A escola deve dialogar com a diversidade de formação e vivências para enfrentar com sucesso
os desafios de seus propósitos educativos;
➔ A construção coletiva dos Projetos Políticos Pedagógicos(PPP) torna-se essencial na efetivação
de um currículo territorial, regional ou local que contemple as especificidades de cada
comunidade e reflita, na sala de aula, em aprendizagem significativa.
A compreensão dos estudantes, como sujeitos com histórias, e saberes
construídos nas interações com outras pessoas, tanto do entorno social
mais próximo quanto do universo da cultura midiática e digital,
fortalece o potencial da escola como espaço formador e orientador para
a cidadania consciente, crítica e participativa.
3. O Ensino Fundamental no Contexto da Educação Básica
Áreas do Conhecimento e componentes curriculares
Diante do exposto, o Currículo Referência de Minas Gerais, em consonância com a BNCC, no Ensino
Fundamental, estrutura-se em Áreas do Conhecimento e seus respectivos componentes curriculares,
a saber:
I.Linguagens:
a) Língua Portuguesa;
b) Língua Inglesa;
c) Arte;
d) Educação Física.
II. Matemática;
III.Ciências da Natureza:
a) Ciências.
IV. Ciências Humanas:
a) Geografia;
b) História.
V. Ensino Religioso.
3. O Ensino Fundamental no Contexto da Educação Básica
➔ No Currículo Referência da Educação Infantil do Estado de Minas Gerais, cada Área do
conhecimento e cada componente curricular traz uma parte introdutória, onde é
apresentada suas constituições enquanto conhecimento científico, as suas relações com as
concepções afirmadas no currículo, suas especificidades e diretrizes;
➔ No mesmo Currículo é feita uma explicação desse componente curricular em cada fase do
Ensino Fundamental e de sua organização, seja em campos de atuação, seja em unidades
temáticas. Ao final, são feitas discussões sobre as formas de avaliação em cada componente;
➔ São definidas competências específicas a serem desenvolvidas ao longo desse percurso.
Código alfanumérico
No CRMG há Organizadores Curriculares e para realizar a leitura dos
organizadores curriculares, quadros onde se encontram os direitos de
aprendizagem, é necessário entender a estrutura previstas na BNCC.
Para sua leitura deve-se utilizar a referência abaixo:
Currículo do Ensino Fundamental
O Currículo do Ensino Fundamental com 9 (nove) anos de duração exige a
estruturação de um projeto educativo coerente, articulado e integrado, de
acordo com os modos de ser e de se desenvolver das crianças e adolescentes
nos diferentes contextos sociais. (BRASIL, 2010, p. 06).
4. Áreas do Conhecimento
Dentro de áreas do conhecimento o CRMG irá explanar sobre
as áreas citadas abaixo:
➔ Apresentação da Área: Linguagens
➔ Apresentação da Área: Matemática
➔ Apresentação da Área: Ciências da Natureza
➔ Apresentação da Área: Ciências Humanas
➔ Apresentação da Área: Ensino Religioso
Atenção!
Vamos abordar alguns trechos dos últimos capítulos que
podem ser cobrados em prova.
Currículo Básico Comum mineiro (CBC): Um breve histórico
➔ O Currículo Básico Comum mineiro - CBC, é resultado de um árduo trabalho de um
grupo de professores da rede estadual dos vários componentes curriculares;
➔ Surgiu no início dos anos 2000, sendo finalizado, mais tarde, por uma consultoria;
➔ Foi elaborado em consonância com a LDB (1996), com os PCNs de 1998 e em
consonância com as DCNs, bem como a resolução SEE/MG no 2197 de 26 de outubro de
2012 no artigo 67.
O ensino de Língua Portuguesa nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental
➔ Os primeiros anos dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental são dedicados,especialmente, ao
processo de “alfabetizar letrando”;
➔ Já os últimos anos dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental, embora continue existindo a
preocupação com a alfabetização, a ênfase recairá sobre o trabalho com as capacidades de leitura
e produção de textos escritos e orais, bem como sobre aspectos da análise linguística necessários
às práticas de ler, escrever, ouvir e falar;
➔ O Currículo Referência de Minas Gerais entende a alfabetização como o processo específico e
indispensável de apropriação do sistema de escrita, a conquista dos princípios alfabético e
ortográfico, que possibilita ao aluno ler e escrever com autonomia, e o letramento como o
processo de inserção e participação na cultura escrita.
O ensino de Língua Portuguesa nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental
Multiletramentos
➔ Multiletramentos, é uma perspectiva de letramento que considera a multiplicidade de
linguagens (visual, verbal, sonora, espacial…) e a de culturas;
➔ À medida que nos educamos em direção aos multiletramentos, as ações em busca de uma
participação mais influente na vida contemporânea se tornam mais informadas segundo
conhecimentos e processos especializados;
➔ O letramento multimodal é uma das propostas da pedagogia dos multiletramentos, e está
relacionado à referida manipulação de diferentes modos semióticos.
O ensino de Língua Portuguesa nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental
Avaliação
➔ Se é função da escola criar condições para que o estudante aprenda determinados conteúdos e,
sobretudo, desenvolva determinadas habilidades, ela precisa, o tempo todo e de diversas formas,
avaliar se está atingindo seus objetivos;
➔ Ao professor, a avaliação fornece elementos para uma reflexão contínua sobre a sua prática,
sobre a criação de novos instrumentos de trabalho, sobre ajustes a fazer no processo de
aprendizagem individual ou de todo grupo. Ao estudante, permite a tomada de consciência de
suas conquistas, dificuldades e possibilidades para reorganização de seu investimento na tarefa
de aprender;
➔ À escola, possibilita definir prioridades e identificar que aspectos das ações educacionais
demandam apoio;
O ensino de Língua Portuguesa nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental
Avaliação
➔ A avaliação deve ocorrer antes, durante e após o processo de ensino e de aprendizagem;
➔ A avaliação deve ser multimodal, multidimensional. Isso quer dizer que ela deve ser feita por
meio de diferentes instrumentos e linguagens;
➔ A fase investigativa ou diagnóstica inicial instrumentaliza o professor para pôr em prática seu
planejamento de forma a atender às características de seus alunos. Informando-se sobre o que
o estudante já sabe a respeito de determinado conteúdo, o professor estrutura o planejamento,
define as habilidades e os conteúdos e o nível de profundidade em que devem ser abordados;
O ensino de Língua Portuguesa nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental
Avaliação
➔ É importante que os alunos participem da avaliação formativa e que sejam apoiados pelo
professor no processo de formação da capacidade de julgamento autônomo, consciente, a partir
de critérios claros e compartilhados, de princípios de honestidade intelectual e espírito crítico;
➔ A fase final inclui a observação dos avanços e da qualidade da aprendizagem alcançada pelos
alunos ao final de um período de trabalho, com base na síntese de todas as informações sobre o
aluno obtidas pelo professor, ao acompanhá-lo contínua e sistematicamente.
Apresentação da Área: Ensino Religioso
➔ De acordo com a Constituição e LDB, os princípios e os fundamentos que devem
alicerçar epistemologias e pedagogias do Ensino Religioso, cuja função educacional,
enquanto parte integrante da formação básica do cidadão, é assegurar o respeito à
diversidade cultural religiosa, sem proselitismos;
➔ O Ensino Religioso é uma das cinco áreas de conhecimento do Ensino Fundamental de
09 (nove) anos;
➔ Estabelecido como componente curricular, de oferta obrigatória nas escolas públicas de
Ensino Fundamental, com matrícula facultativa, em diferentes regiões do país.
Componente Curricular: Língua Inglesa
➔ A nova proposta confirma a Língua Inglesa como componente obrigatório do 6º ao 9º
ano do Ensino Fundamental e optamos por usar neste Currículo as habilidades por ano
de escolaridade, ao invés de serem distribuídas somente pela etapa de escolaridade,
como o fazia o CBC;
➔ A avaliação deve ter sempre uma característica processual, contínua e diagnóstica;
➔ A avaliação deve ser aferida por meio de diferentes instrumentos e linguagens, além dos
testes escritos, testes orais, empenho e participação nas tarefas propostas.
Componente Curricular: Educação Física
➔ É Componente Curricular nos Anos Iniciais e Anos Finais do Ensino Fundamental;
➔ Nos anos iniciais do ensino fundamental os alunos vivenciam uma das primeiras
transições vinculadas ao seu papel no mundo e para o mundo;
➔ Nos anos finais do ensino fundamental já é possível investir em estratégias e
metodologias que estimulem capacidades reflexivas, críticas e criativas, essenciais para a
formação cidadão.
Referência Bibliográfica
Currículo Referência de Minas Gerais para a Educação Infantil e Ensino Fundamental.
Disponível em: https://curriculoreferencia.educacao.mg.gov.br/, acessado em: 28 de maio
de 2022.
/pedagogiaparaconcurso /pedagogiaparaconcurso
/pedagogiaparaconcurso

slides_ sobre_o_Currículo_Referencia_Mineiro.pdf.

  • 1.
  • 3.
  • 4.
    Currículo Referência deMinas Gerais O Currículo Referência de Minas Gerais -CRMG- é eminentemente um documento fundado nos princípios democráticos, principalmente da participação. A partir do momento que trabalhamos o currículo com as diretrizes da BNCC e referenciados pelo PPP das escolas construímos uma proposta de educação com os mineiros, para os mineiros e de qualidade com equidade.
  • 5.
    A presente versãodo Currículo Referência de Minas Gerais é o resultado de um diálogo entre o Currículo Básico Comum (CBC) já utilizado nas escolas estaduais e a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) homologada em dezembro de 2017 pelo Conselho Nacional de Educação (CNE).
  • 6.
    Na elaboração dodocumento, o regime de colaboração efetivou-se na formação dos Grupos de Trabalho de Currículo e, sobretudo, nos inúmeros momentos de discussão em que profissionais de diversas áreas do conhecimento, oriundos das várias regiões do estado, se reuniram para discutir o currículo mineiro, de modo a conferir-lhe um caráter próprio, incorporando as diretrizes e normativas da BNCC, bem como dos preceitos de uma educação libertadora, que vise a equidade e a qualidade educacional dos sistemas de ensino, promovendo a inclusão, reconhecendo e valorizando as diversidades. Elaboração do documento
  • 7.
    ➔ A VersãoPreliminar do Currículo Referência de Minas Gerais contou com a participação de mais de 3.100 escolas e 120.000 profissionais de todas as partes do estado; ➔ Contou também com o processo de consulta pública on-line e encontros municipais realizados nos diversos territórios em parcerias entre as redes de ensino; ➔ A construção do Currículo Referência de Minas Gerais contou ainda com a escuta à entidades parceiras, como o Fórum Estadual Permanente de Educação de Minas Gerais - FEPEMG, o Fórum Mineiro de Educação Infantil – FMEI, a União Nacional dos Conselhos Municipais de Educação em Minas Gerais - UNCME/MG, o Conselho Estadual de Educação de Minas Gerais - CEE/MG, além de outras entidades e atores colaboradores. Elaboração do documento
  • 8.
    Homologado em dezembrode 2018, o Currículo Referência de Minas Gerais (CRMG) para a Educação Infantil e o Ensino Fundamental foi construído a partir da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e é resultado da revisão dos currículos pré-existentes nas redes públicas mineiras. Currículo Referência de Minas Gerais -CRMG
  • 9.
    Estrutura do CurrículoReferência de Minas Gerais -CRMG 1-Textos introdutórios 2-Currículo Referência da Educação Infantil 3-O Ensino Fundamental no Contexto da Educação Básica 4-Áreas do Conhecimento 5-Apresentação da Área: Linguagens 6-Apresentação da Área: Matemática 7-Apresentação da Área: Ciências da Natureza 8-Apresentação da Área: Ciências Humanas 9-Apresentação da Área: Ensino Religioso
  • 10.
    Dentro do tema:“Textos Introdutórios”, o documento apresenta alguns subtemas, vamos listar a seguir: 1.Textos Introdutórios 1.1 Apresentação 1.2 O processo de construção do Currículo Referência de Minas Gerais 1.3 Currículo: Da BNCC à sala de aula 1.4 Eixos Estruturadores do Currículo Referência de Minas Gerais 1.5 Os Sujeitos e Seus Tempos de Vivência 1.6 Direito à Aprendizagem 1.7 Currículo e Educação integral 1.8 Escola democrática e participativa 1.9 Equidade, Diversidade e Inclusão 1.10 Currículo e Formação continuada dos educadores 1.11 Currículo e Avaliação das Aprendizagens 1.12 Considerações finais TEXTOS INTRODUTÓRIOS
  • 11.
    ● Embasamento doCurrículo mineiro O Currículo Referência de Minas Gerais,documento elaborado a partir dos fundamentos educacionais expostos na nossa Constituição Federal (CF/1988), na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB 9394/96), no Plano Nacional de Educação (PNE/2014), na Base Nacional Comum Curricular (BNCC/2017) e a partir do reconhecimento e da valorização dos diferentes povos, culturas, territórios e tradições existentes em nosso estado. ● Colaboradores para a construção do documento Destacamos que o presente documento é resultado do regime de colaboração estabelecido entre a Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais – SEEMG e a União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação de Minas Gerais, seccional Minas Gerais - UNDIME/MG. Neste processo, foram considerados e estudados os documentos curriculares já presentes em diferentes redes (estadual e municipais) como fonte de inspiração para a elaboração de um currículo que possa ser referência em todo o estado. 1.1 Apresentação
  • 12.
    Características ➔ O CRMGdefende um sistema de educação único funda-se na integralidade do atendimento e no reconhecimento conjunto da oferta de uma educação pública inclusiva, com qualidade e equidade; ➔ Espera-se que ao final do documento (CRMG ) o educador(a), compreenda a relação deste documento com o seu dia a dia na escola, ter consciência e compreensão dos preceitos aqui tratados e a capacidade de trabalhá-los na sala de aula e na escola, a partir de sua autonomia, de forma dialogada com seus pares, com a gestão escolar e com os seus estudantes, fortalecendo os princípios do direito à aprendizagem de qualidade, da equidade, do reconhecimento e da valorização das diversidades, da inclusão e da gestão democrática e participativa, com vistas a promover a educação em sua integralidade. 1.1 Apresentação
  • 13.
    Em um esforçoconjunto para reunir a imensa “Minas Gerais” e construir um documento coletivo, a seccional da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação – UNDIME/MG, as escolas privadas de educação e a Secretaria de Estado de Educação – SEE/MG passam a colaborar lado a lado para redação deste documento, entendendo, fundamentalmente, que os estudantes transitam entre as redes ao longo da vida, ora em escolas municipais, ora em escolas estaduais, ora em escolas privadas, bem como, transitam entre os territórios, daí a importância de uma parte comum nos currículos. 1.2 O processo de construção do Currículo Referência de Minas Gerais
  • 14.
    O processo deconstrução do Currículo Referência de Minas Gerais preocupou -se com: ➔ A Garantia dos direitos de aprendizagem; ➔ A criança ser o centro do processo de ensino e aprendizagem; ➔ A importância do estudo não ser fragmentando; ➔ Valorização do desenvolvimento integral; ➔ A busca do diálogo permanente entre União, Estado e Municípios. 1.2 O processo de construção do Currículo Referência de Minas Gerais
  • 15.
    Características marcadas nodocumento: ➔ Elaboração do documento, o regime de colaboração; ➔ Minas Gerais é o estado brasileiro com maior número de municípios (853), representando; ➔ Minas é representada por uma grande diversidade regional, econômica, política e social; ➔ A maioria das escolas e das matrículas pertencem à rede pública. 1.2 O processo de construção do Currículo Referência de Minas Gerais
  • 17.
    ➔ A BaseNacional Curricular Comum – BNCC: É um documento de caráter normativo que define o conjunto orgânico e progressivo de aprendizagens essenciais que todos os alunos devem desenvolver ao longo das etapas e modalidades da Educação Básica, de modo a que tenha assegurados seus direitos de aprendizagem e desenvolvimento, em conformidade com o que preceitua o Plano Nacional de Educação – PNE. (BRASIL, 2017); ➔ A fase de implementação do Currículo, no contexto das escolas,será efetivada na medida em que seu PPP se consolide em um processo de ação-reflexão-ação, assumido pelo esforço coletivo e a vontade política dos atores sociais envolvidos. 1.3 Currículo: Da BNCC à sala de aula
  • 18.
    Conforme o CRMGÉ preciso que se compreenda a noção de Currículo, de Base Nacional Comum Curricular, de Projeto Político Pedagógico e de Plano de Aula, e como cada um desses conceitos se intersecciona para a transformação da realidade de nossos estudantes. 1.3 Currículo: Da BNCC à sala de aula
  • 19.
  • 20.
    ➔ Compreender eeducar o bebê, a criança, o adolescente, o jovem e o adulto implica em situá-lo no interior de uma família, um grupo social, cuja experiência informa a construção de sua individualidade; ➔ Considera o processo de ensino aprendizagem desafiador; ➔ É relevante definir o quê e como ensinar para conhecer os sujeitos nas suas dimensões individual e coletiva; ➔ Deve se considerar o ser humano fruto de uma construção histórica e social e, ao mesmo tempo, dotado de individualidade e singularidade. 1.5 Os Sujeitos e Seus Tempos de Vivência
  • 21.
    1.6 Direito àAprendizagem ➔ Ao organizar o Currículo Referência Minas Gerais é necessário que as premissas da Educação como direito sejam garantidas a todos os cidadãos como prevê a Constituição; ➔ O Estado é também responsável por assegurar políticas públicas que garantam o acesso, a permanência e a aprendizagem de todos; ➔ O documento se constitui como uma referência na medida em que elenca os direitos de aprendizagem que são comuns a todos os estudantes, em todos os territórios mineiros.
  • 22.
    1.6 Direito àAprendizagem Para garantir direitos de aprendizagens é preciso ainda pensar cada sujeito em sua singularidade, considerando: ● seu desenvolvimento biopsicossocial, seus tempos de vivência, ● os diferentes ritmos e características peculiares de aprendizagem, ● as diferentes etapas e anos de escolaridade, numa perspectiva de gradação das competências e habilidades a serem desenvolvidas.
  • 23.
    Todos que estão naescola têm direito A fazer escolhas A aprender A enfrentar problemas e resolvê-los de forma a intervir proativamente no território, exercendo plenamente sua cidadania A construir argumentos A compreender fenômenos A dominar linguagens
  • 24.
    1.7 Currículo eEducação integral Currículo é experiência vivida e como tal envolve não só o levantamento dos conteúdos a serem "ensinados", mas também práticas, atitudes, formas de organização do trabalho. ➔ O currículo de Minas não pode, de forma alguma, ser proposto a partir da lógica da padronização, ou, a partir de uma organização pautada em estereótipos ou preconceitos sobre os sujeitos, tempos ou espaços da educação; ➔ A integralidade da educação é um dos princípios fundantes do Currículo Mineiro; ➔ No CRMG, a integração é sinônimo de articulação, de construção de redes, de trocas de experiências, de processo educativo onde o encontro de saberes permite novas aprendizagens e novos desafios; ➔ O Currículo Referência de Minas Gerais não deve se limitar à organização rígida de conteúdos a serem ensinados e aprendidos, mas é preciso pensar como e quais são as competências e habilidades, que traduzidas em direitos de aprendizagem contribuirão para a formação integral dos estudantes.
  • 25.
    1.7 Currículo eEducação integral Chamamos de currículo interdimensional, aquele que possibilita o exercício dos atuais quatro pilares da Educação, segundo a Comissão Internacional sobre Educação da UNESCO: o aprender a conhecer, o aprender a ser, o aprender a fazer e o aprender a viver; associando a formação básica a outros conteúdos e experiências que garantam a melhoria das aprendizagens em todas as áreas do conhecimento.
  • 26.
    É preciso trazerpara o currículo mineiro as capacidades que envolvam Responsabilidade Repertório cultural Empatia Cultura digital e projeto de vida É preciso desenvolver um currículo integrado, interdisciplinar e interdimensional.
  • 27.
    1.8 Escola democráticae participativa ➔ Para o desenvolvimento integral da aprendizagem faz-se necessário conhecer os sujeitos que estão na escola; ➔ A comunidade tem papel fundamental na construção dos saberes e no fortalecimento dos currículos e das instituições; ➔ Num sentido complementar à ocupação educativa dos estudantes do território, a comunidade, ao adentrar e participar do processo de escolarização, amplia seu potencial educativo e as relações ali construídas fortalecendo o currículo.
  • 28.
    1.8 Escola democráticae participativa A perspectiva da centralidade dos sujeitos está diretamente ligada à intersetorialidade (Na perspectiva da educação integral, a intersetorialidade deve fazer parte de sua concepção e estrutura, tomando como princípio a necessidade de todos – sociedade, escola, serviços e poder público – atuarem coletivamente e de forma interdependente para um mesmo fim.) e à territorialidade(A comunidade ao redor da escola, tanto no que tange ao seu aspecto territorial, quanto às pessoas que fazem parte.)
  • 29.
    1.9 Equidade, Diversidadee Inclusão Equidade: educação com igualdade de oportunidades, focada na redução das desigualdades e numa lógica libertadora. Diversidade e inclusão: A Escola para a diversidade e para a inclusão exige outro modo de viver em que professoras (es) e estudantes empreendam a tarefa de aprender coletivamente.
  • 30.
    Por que equidadee não igualdade?
  • 31.
    ➔ O currículoé norteador da prática pedagógica; ➔ A temática do currículo certamente é central, pois diz respeito àquilo que essencialmente o professor precisa desenvolver em seu fazer cotidiano; ➔ A implementação do Currículo Referência de Minas Gerais demanda aos profissionais da educação, especialmente aos docentes, conhecer e se apropriar do documento: CRMG, dos conceitos e terminologias nele presentes para que o trabalho em sala de aula alinhe aos direitos de aprendizagem previstos em sua organização; ➔ É necessário que o processo de formação continuada possibilite a articulação entre os conhecimentos básicos da função docente e os conhecimentos indispensáveis ao desenvolvimento profissional, a partir de uma postura reflexiva sobre a prática, que possibilite lidar com as diferentes questões que permeiam o trabalho diário do professor. 1.10 Currículo e Formação continuada dos educadores
  • 32.
    1.11 Currículo eAvaliação das Aprendizagens ➔ Espera-se que as perspectivas trabalhadas neste documento, sejam também basilares do momento da avaliação, que se construa uma avaliação a partir de um currículo integrado; ➔ A avaliação educacional se torna uma grande aliada na busca contínua pela melhoria e aperfeiçoamento dos processos de organização e de gestão tanto das escolas como das secretarias de educação; ➔ A avaliação deve ser vista, portanto, como um ponto de partida, de apoio, um elemento a mais para repensar e planejar a ação pedagógica e a gestão educacional, ancorada em objetos e expectativas que buscam ajustá-las à aprendizagem dos estudantes.
  • 34.
    TEXTOS INTRODUTÓRIOS Dentro dotema: “Textos Introdutórios”, o documento apresenta alguns subtemas, vamos listar a seguir: 2. Currículo Referência da Educação Infantil 2.1 Apresentação 2.2 Introdução 2.3 Educação Infantil: trajetória histórica e marcos legais 2.4 Princípios Norteadores 2.5 Organização Curricular na Educação Infantil 2.6 Campos de Experiências 2.7 Objetivos de Aprendizagem e Desenvolvimento 2.8 Planejamento de Experiências 2.9 Avaliação e Registro na Educação Infantil 2.10 Adaptações e Transições 2.11 Inclusão, Diversidades e Identidades da Cultura Mineira 2.12 Estrutura Curricular para a Educação Infantil 2.13 Considerações Finais
  • 35.
    Considerando as especificidadesdo território mineiro, um dos grandes desafios, está centrado na operacionalização de uma prática pedagógica coerente, intencional e consistente norteada por esta proposta curricular para a Educação Infantil. Apresentação/Introdução
  • 36.
    Este documento pretende: ➔Orientar a ação pedagógica das Instituições de Educação Infantil do Estado de Minas Gerais, assegurando os direitos de aprendizagem e desenvolvimento das crianças; ➔ Apresentar o currículo referência para que as instituições de Educação Infantil possam revisitar os seus Projetos Político Pedagógicos; ➔ Possibilitar ao docente o aperfeiçoamento profissional por meio da formação continuada; ➔ Superar a fragmentação dos processos escolares em favor de uma educação integral e contextualizada; Apresentação/Introdução
  • 37.
    Este documento pretende: ➔Propor práticas inovadoras que definam com clareza os objetivos de aprendizagem; ➔ Refletir sobre o processo de inclusão a partir da diversidade humana presente nas diferenças sociais, culturais, étnicas, religiosas, de gênero, buscando desenvolver maneiras diferentes e adequadas de se trabalhar com a heterogeneidade dos aprendizes e compatível com os ideais democráticos de uma educação para todos. Apresentação/Introdução
  • 38.
    A construção doCurrículo Referência da Educação Infantil de MG foi embasada ➔Em documentos oficiais; ➔Nas DCNs para a Educação Infantil; ➔Em sistemas de ensino que têm atuado de forma significativa na educação de crianças; ➔Em pesquisas e em outros saberes fundamentais, construídos nas vivências cotidianas. É fruto de um amplo processo de discussão coletiva entre diferentes representantes e setores da educação do Estado de MG. Apresentação/Introdução
  • 39.
    2.3 Educação Infantil:trajetória histórica e marcos legais ➔ A Educação Infantil pública, gratuita, laica, inclusiva e com qualidade social se constituiu como dever do Estado e direito de todas as crianças a partir da Constituição Federal, aprovada em 1988; ➔ LDB art.29, considera-se a Educação Infantil como a primeira etapa da Educação Básica, tendo como finalidade o desenvolvimento integral da criança de zero a cinco anos de idade em seus aspectos físico, afetivo, intelectual, linguístico e social, complementando a ação da família e da comunidade; ➔ Segundo a LDB cabe aos municípios a responsabilidade pela oferta da Educação Infantil; ➔ A DCNEI aprovada em 2010, foi também um marco para o avanço histórico da Educação Infantil no Brasil.
  • 40.
    2.3 Educação Infantil:trajetória histórica e marcos legais Do ponto de vista histórico, a Educação Infantil sempre foi vista por duas concepções distintas: ➔ Assistencialista que esteve associada aos cuidados para com as crianças de classes menos favorecidas. ➔ Educacional (compensatórias e/ou preparatórias), com um enfoque mais pedagógico, este, em geral, destinado às crianças de quatro e cinco anos das classes mais abastadas.
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    2.4 Princípios Norteadores ➔Este documento normativo tem como propósito orientar a construção de um currículo próprio para as instituições de Educação Infantil em todo o Estado de Minas Gerais; ➔ Foi elaborado de modo a articular os direitos de aprendizagem, os campos de experiências, os objetivos de aprendizagem e desenvolvimento, as orientações didáticas e práticas cotidianas às principais concepções que norteiam a Educação Infantil; ➔ Contempla os três princípios norteadores das DCNEI: políticos, éticos e estéticos.
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    2.4 Princípios Norteadores 2.4.1Concepção de Infância As concepções abordadas neste documento apontam para a superação do conceito único de “criança” e “infância”, em consonância com Dahlberg et.al. (2003, p.63), “há́ muitas crianças e muitas infâncias, cada uma, construída por nossos entendimentos da infância e do que as crianças são e devem ser”. 2.4.2 Concepção de Criança A concepção de criança, norteadora deste documento, alinha-se com a concepção atual de infância, uma vez que ela passa a ser vista como um sujeito de direitos, plenamente capaz de aprender. 2.4.3 Concepção de Educação Infantil No cenário educacional atual, o campo da Educação Infantil tem sido tema de constantes debates e discussões sobre as concepções que subsidiam as práticas pedagógicas mediadoras de aprendizagem e do desenvolvimento dos bebês e das crianças pequenas nas creches e pré-escolas.
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    2.4 Princípios Norteadores 2.4.4Ser Professor (a) na Educação Infantil Pressupõe-se que o (a) professor (a) desenvolva uma prática pedagógica reflexiva, pautada na escuta, no olhar sensível, na mediação e na promoção de um ambiente acolhedor e propício à aprendizagem. 2.4.5 A família e a escola Sendo a família a primeira educadora da criança, entende-se que é nela que a criança inicia as suas relações afetivas, encontra o outro, e por meio dele, aprende os modos de existir. Dessa forma, o seu mundo adquire significado e ela começa a constituir-se como sujeito a partir dessa interação familiar.
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    2.5 Organização Curricularna Educação Infantil ➔ A DCNEI apresenta uma definição clara de currículo para as crianças na faixa etária de 0 a 5 anos em seu art.3º, concebendo-o como: [...] um conjunto de práticas que buscam articular as experiências e os saberes das crianças com os conhecimentos que fazem parte do patrimônio cultural, artístico, ambiental, científico e tecnológico, de modo a promover o desenvolvimento integral de crianças de 0 a 5 anos de idade (BRASIL, CNE/CEB, 2009); ➔ Eixos que orientam as práticas pedagógicas: brincadeira e as interações; ➔ Baseia-se nos seis direitos de aprendizagem e desenvolvimento e 5 Campos de Experiência propostos pela BNCC.
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    Vamos conhecer quaissão os Direitos de aprendizagem e desenvolvimento e Campos de Experiência ?
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    2.5 Organização Curricularna Educação Infantil ➔ Em cada campo de experiências os direitos de aprendizagem ganham especificidades, dessa forma, foram reelaborados, traduzindo aspectos peculiares, conforme estes se apresentam; ➔ O CRMG possui organizadores curriculares, para realizar a leitura dos quadros onde se encontram os direitos de aprendizagem, é necessário entender a estrutura previstas na BNCC.
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    Para sua leituradeve-se utilizar a referência abaixo:
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    2.6 Campos deExperiências Aqui falar um pouco sobre cada um campos de Experiências, mas no documento você pode aprofundar nos conceitos. O eu, o outro e o nós – É na interação com os pares e com adultos que as crianças vão constituindo um modo próprio de agir, sentir e pensar e vão descobrindo que existem outros modos de vida, pessoas diferentes, com outros pontos de vista. Conforme vivem suas primeiras experiências sociais (na família, na instituição escolar, na coletividade), constroem percepções e questionamentos sobre si e sobre os outros. Corpo, gestos e movimentos – Com o corpo (por meio dos sentidos, gestos, movimentos impulsivos ou intencionais, coordenados ou espontâneos), as crianças, desde cedo, exploram o mundo, o espaço e os objetos do seu entorno, estabelecem relações, expressam-se, brincam e produzem conhecimentos sobre si, sobre o outro, sobre o universo social e cultural, tornando-se, progressivamente, conscientes dessa corporeidade.
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    2.6 Campos deExperiências Traços, sons, cores e formas – Conviver com diferentes manifestações artísticas, culturais e científicas, locais e universais, no cotidiano da instituição escolar, possibilita às crianças, por meio de experiências diversificadas, vivenciar diversas formas de expressão e linguagens, como as artes visuais (pintura, modelagem, colagem, fotografia etc.), a música, o teatro, a dança e o audiovisual, entre outras. Escuta, fala, pensamento e imaginação – Desde o nascimento, as crianças participam de situações comunicativas cotidianas com as pessoas com as quais interagem. As primeiras formas de interação do bebê são os movimentos do seu corpo, o olhar, a postura corporal, o sorriso, o choro e outros recursos vocais, que ganham sentido com a interpretação do outro. Espaços, tempos, quantidades, relações e transformações – As crianças vivem inseridas em espaços e tempos de diferentes dimensões, em um mundo constituído de fenômenos naturais e socioculturais. Desde muito pequenas, elas procuram se situar em diversos espaços (rua, bairro, cidade etc.) e tempos (dia e noite; hoje, ontem e amanhã etc.).
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    2.7 Objetivos deAprendizagem e Desenvolvimento A Educação Infantil na BNCC está organizada em três grupos etários e seus objetivos de aprendizagem e desenvolvimento correspondem, aproximadamente, às possibilidades de aprendizagem e às características do desenvolvimento das crianças. Sendo assim, os diferentes ritmos de aprendizagem exigem atenção e flexibilidade por parte dos docentes na execução de sua prática pedagógica (BRASIL BNCC 2017).
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    2.7 Objetivos deAprendizagem e Desenvolvimento A estrutura abaixo explicita esses grupos etários e os objetivos de aprendizagem propostos:
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    2.7 Objetivos deAprendizagem e Desenvolvimento Exemplo de como o documento organiza os objetivos de aprendizagem:
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    2.8 Planejamento deExperiências ➔ Planejar é transformar a realidade numa direção escolhida; é agir racionalmente; é realizar um conjunto orgânico de ações, proposto para aproximar uma realidade a um ideal; é implantar um processo de intervenção na realidade (GANDIN, 2001); ➔ Planejar é uma mediação teórica metodológica para ação, que em função de tal mediação passa a ser consciente e intencional; ➔ Todos os níveis de planejamento são complementares, ininterruptos e processuais, no entanto, é por meio da prática pedagógica que as dimensões de planejamento são ressignificada;
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    2.8 Planejamento deExperiências ➔ A ação consciente, competente e crítica do professor é que transforma a realidade, a partir das reflexões vivenciadas no planejamento, na sua execução e avaliação; ➔ É importante prever no planejamento a organização da rotina das atividades e do tempo; A figura abaixo representa alguns referenciais de planejamento vigentes, indicando principalmente que a ação docente tem uma relação intrínseca com níveis mais amplos de planejamento.
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    Veja na imagemque o fio condutor que atravessa todas as dimensões de planejamento da Educação Infantil é a criança, o seu desenvolvimento e a sua aprendizagem.
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    A organização dotempo no cotidiano do trabalho refere-se especificamente ao desenvolvimento das atividades planejadas pelo professor, norteadas pelas ações de cuidar e educar, a saber: ● a organização mensal, semanal, a rotina de trabalho diário, articulada com a dinâmica do planejamento institucional; ● a alternância entre os diversos tipos de atividade e sua articulação. 2.8 Planejamento de Experiências
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    ➔ A avaliaçãoda aprendizagem anda de mãos dadas com a ação de planejar; ➔ Ela informa sobre os processos de aprendizagem da criança e subsidia o trabalho do professor; ➔ É o instrumento de mediação entre o ensino do professor e as aprendizagens da criança; ➔ A avaliação far-se-à mediante o acompanhamento e o registro do seu desenvolvimento, sem o objetivo de promoção, mesmo para o acesso ao ensino fundamental; ➔ A observação e o registro constituem-se nos principais instrumentos de que o professor da Educação Infantil dispõe para apoiar sua prática avaliativa. 2.9 Avaliação e Registro na Educação Infantil
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    A função daavaliação na Educação Infantil, como também, em todos os níveis escolares Não é classificatória Não é medida É sistemática e contínua Deve ser realizada durante o processo Objetiva a melhoria da ação educativa.
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    ➔ Garantia decontinuidade dos processos de aprendizagens das crianças nos processos de transição de casa para a instituição de Educação Infantil (da creche para a pré-escola, ou de um grupo para outro) e da Educação Infantil para o Ensino Fundamental; ➔ É importante que a instituição estabeleça um ambiente acolhedor, onde a criança se sinta segura e estimulada a conhecer e viver novas experiências, bem como, um clima de afetividade e confiança mútua entre os alunos, pais e profissionais; ➔ Acolher no primeiro momento, organizar ambientes com experiências motivadoras e criar uma rotina são os pilares da boa adaptação; ➔ A continuidade do processo de aprendizagem das crianças no Ensino Fundamental, tem como referência as aprendizagens esperadas nos Campos de Experiências definidas no currículo infantil. 2.10 Adaptações e Transições
  • 62.
    ➔ O focodo trabalho pedagógico deve incluir o cultivo de uma visão plural de mundo e de um olhar que respeite as diferenças existentes entre as pessoas e entre os contextos ou culturas; ➔ As instituições de educação infantil precisam abrir espaço para acolher a pluralidade e a diversidade; ➔ É necessário planejar práticas pedagógicas considerando as culturas plurais, dialogando com a riqueza e toda diversidade de contribuições familiares e comunitárias. 2.11 Inclusão, Diversidades e Identidades da Cultura Mineira
  • 63.
    A sociedade contemporâneaé caracterizada pelo complexo processo das mudanças. Diante dessas circunstâncias, faz-se necessário considerar tal contexto para se analisar as relações que tais constituições estabelecem quando se fundamenta uma concepção da criança como cidadã, como sujeito histórico e social, que além de marcado pelo meio social em que se desenvolve, também marca este meio, como ser humano único e criativo que é. A proposta de educação inclusiva consagra o princípio de igualdade de oportunidade para todos, buscando garantir a todas as crianças (jovens e adultos também), o direito ao acesso e a permanência a todas as modalidades de ensino do sistema educacional, independentemente de suas condições pessoais, de raça, de gênero, de etnia, classe social ou deficiência. A educação infantil é um campo fértil para se trabalhar a inclusão e o respeito à diversidade, pois a curiosidade natural das crianças é também uma oportunidade para as livrar da formação de qualquer preconceito e intolerância sobre algo ou alguém. 2.11.1 Educação Inclusiva: Um olhar sobre as possibilidades
  • 64.
    ➔ A EducaçãoEscolar Quilombola é uma modalidade educacional, que no Estado de Minas Gerais está organizada pela Resolução SEE no 3658/2017; ➔ Tal modalidade destina-se ao atendimento das populações quilombolas rurais e urbanas, em suas mais variadas formas de produção cultural, social, política e econômica; ➔ Ela é regida por algumas normativas específicas que contemplam os princípios de organização dessa modalidade; ➔ A Educação Infantil configura-se como espaço estratégico fundamental para a construção de práticas sociais antirracistas. 2.11.2 Educação Infantil Quilombola
  • 65.
    ➔ Pensar ascrianças indígenas, sujeito da Educação Infantil Indígena é pensar em equidade; ➔ A Educação Infantil indígena será ofertada quando houver demanda e interesse da comunidade indígena; ➔ Na oferta da Educação Infantil, as escolas indígenas possuem autonomia para organizar suas práticas pedagógicas de forma específica e diferenciada, de acordo com a identidade de cada comunidade; 2.11.3 Educação Infantil Indígena
  • 66.
    ➔ Deve sergarantida a participação de lideranças tradicionais das comunidades indígenas na definição e na elaboração da proposta curricular e do projeto político pedagógico; ➔ As escolas indígenas devem elaborar material didático de apoio pedagógico específico e diferenciado para a Educação Infantil; ➔ As atividades socioculturais da Educação Infantil indígena podem ser desenvolvidas como atividades letivas, definidas nos projetos políticos pedagógicos e nos calendários escolares, nos diversos espaços institucionais de convivência e sociabilidade de cada comunidade indígena, bem como em outros espaços tradicionais de formação. 2.11.3 Educação Infantil Indígena
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    ➔ De acordocom o Parecer CNE/CEB n° 14/201113 considera-se em situação de itinerância as crianças e adolescentes pertencentes a diferentes grupos sociais que, por motivos culturais, políticos, econômicos, de saúde, dentre outros, se encontram em permanente deslocamento; ➔ Pertencentes a esta população podemos considerar: ciganos, indígenas, povos nômades, trabalhadores itinerantes, acampados, artistas, demais trabalhadores em circos, parques de diversão e teatro mambembe que se autorreconheçam como tal ou sejam assim declarados pelo seu responsável legal; ➔ Para tanto se faz necessário que a criança itinerante seja o centro das atenções, que seus conhecimentos prévios sejam reconhecidos e a oferta de atividades complementares, quando for o caso, seja assegurada. 2.11.4 Populações em situação de Itinerância
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    ➔ Ao pensarmosa Educação Infantil do Campo, devemos considerar duas concepções: a de Educação do Campo e a de Educação Infantil; ➔ uma proposta de Educação do Campo deve ser pensada e concebida pelos povos do campo; ➔ Constitucionalmente, as crianças moradoras das áreas rurais, como qualquer outra das áreas urbanas, têm seus direitos garantidos; ➔ pensar uma educação infantil do campo é pensarmos um campo onde a criança viva sua infância. 2.11.5 Educação Infantil do Campo
  • 69.
    ➔ A BNCCna Educação Infantil estabelece seis direitos de aprendizagem. Também estabelece cinco campos de experiência que têm como objetivo o desenvolvimento da criança e a centralização do aprendizado no aluno; ➔ O Currículo Referência da Educação Infantil do Estado de Minas Gerais, conforme os Campos de Experiência, previsto na BNCC, ressalta, que cada município ou território deverá adequar, revisar ou construir seu currículo levando-se em conta as especificidades do seu contexto regional; ➔ Necessita de atenção a indissociabilidade do cuidar e do educar; 2.12 Estrutura Curricular para a Educação Infantil
  • 70.
    ➔ Prioriza asinterações e as brincadeiras como eixos estruturantes para a organização de tempos e espaços; ➔ Os professores da Educação Infantil devem priorizar o protagonismo da criança; ➔ É importante que a formação inicial e continuada dos(as) professores(as), alinhada aos novos princípios que oportunizarão um novo modo de cuidar e educar bebês e demais crianças pequenas; ➔ As instituições de Educação Infantil devem organizar seu currículo e articulá-lo, ter clareza sobre o tipo de pessoa que pretende formar. 2.12 Estrutura Curricular para a Educação Infantil
  • 72.
    3. O EnsinoFundamental no Contexto da Educação Básica Primeiras considerações ➔ A Educação Básica escolar no Brasil compreende três etapas: a Educação Infantil (de 0-5 anos), o Ensino Fundamental (de 6-14 anos) e o Ensino Médio (de 15-17 anos). Cada uma delas possui objetivos próprios e formas de organização diversas; ➔ O Ensino Fundamental regular se subdivide em duas fases: anos iniciais (1º ano ao 5º ano); e anos finais (6º ano ao 9º ano); ➔ Durante a Educação Básica as crianças, adolescentes e jovens devem receber a formação comum, indispensável para o exercício da cidadania e da continuidade de sua trajetória escolar em estudos superiores.
  • 73.
    3. O EnsinoFundamental no Contexto da Educação Básica Transição ➔ Na Resolução SEE nº 2.197/2012 de MG é ressaltada a importância das transições entre as três etapas da educação básica acontecerem de forma articulada, garantindo um percurso contínuo de aprendizagem, com qualidade; ➔ Um aspecto fundamental a ser considerado é o processo de transição da Educação Infantil para o Ensino Fundamental, momento esse que requer muita atenção para que haja equilíbrio entre as mudanças introduzidas; ➔ É importante garantir a integração e a continuidade dos processos de aprendizagens das crianças; ➔ Apesar da Educação Infantil ter um fim em si mesma e não ter como objetivo preparar os estudantes para o Ensino Fundamental, estes dois segmentos são indissociáveis, pois envolvem processos que andam lado a lado.
  • 74.
    3. O EnsinoFundamental no Contexto da Educação Básica Ampliação do Ensino Fundamental ➔ O Ensino Fundamental, segunda etapa da Educação Básica, tem duração de 9 (nove) anos; ➔ O propósito da ampliação do Ensino Fundamental a partir desta Lei é assegurar a todas as crianças um tempo mais longo no convívio escolar, mais oportunidades de aprender e um ensino de qualidade; ➔ O Estado de Minas Gerais foi pioneiro, em relação aos demais Estados brasileiros, na implementação do Ensino Fundamental de 9 (nove) anos, ao aceitar na escola, desde 2004, as crianças de 6 anos de idade.
  • 75.
    3. O EnsinoFundamental no Contexto da Educação Básica Base Nacional Comum Curricular - BNCC ➔ A BNCC torna-se, um documento substancial para o Ensino Fundamental, considerando a progressão das aprendizagens e a unidade do currículo a ser ensinado, seja nas escolas estaduais, ou municipais, ou federais, ou particulares, uma vez que os estudantes migram de uma rede para outra, de um território para outro; ➔ De acordo com a BNCC, a Educação Infantil, primeira etapa da Educação Básica, possui objetivos próprios, os quais devem ser alcançados a partir do respeito e do cuidado.
  • 76.
    3. O EnsinoFundamental no Contexto da Educação Básica Anos iniciais do Ensino Fundamental ➔ Nesta etapa as crianças estão vivendo mudanças importantes em seu processo de desenvolvimento que repercutem em suas relações consigo mesmas, com os outros e com o mundo; ➔ A maior desenvoltura e a maior autonomia nos movimentos e deslocamentos ampliam suas interações com o espaço, a relação com múltiplas linguagens que, ao incluir os usos sociais da escrita e da matemática; ➔ Ampliam-se as experiências para o desenvolvimento da oralidade e dos processos de percepção, compreensão e representação;
  • 77.
    3. O EnsinoFundamental no Contexto da Educação Básica Anos iniciais do Ensino Fundamental ➔ Nos primeiros anos do Ensino Fundamental, a ação pedagógica deve ter como foco a alfabetização; ➔ Ao longo do Ensino Fundamental, a progressão do conhecimento ocorre pela consolidação das aprendizagens anteriores, pela ampliação das práticas de linguagem e pela experiência estética e intercultural das crianças; ➔ Na passagem do 5º para o 6º ano, os estudantes vivenciam mudanças no cotidiano escolar. A rotina escolar torna-se mais complexa com a passagem dos anos iniciais para os anos finais dado o aumento dos atores envolvidos.
  • 78.
    3. O EnsinoFundamental no Contexto da Educação Básica Anos finais do Ensino Fundamental ➔ O descompasso entre docentes e discentes dos anos finais do Ensino Fundamental é notório, gerando altas taxas de reprovação e abandono nesse período; ➔ Na maioria das vezes, desconsidera-se os conhecimentos prévios trazidos pelos estudantes de como se dá o processo de transição, as dificuldades que não foram sanadas na fase anterior e a ausência de ações que ajudem os estudantes a se adaptarem às novas condições; ➔ Considerando o cenário apresentado, é urgente adequar as diversas vivências dos estudantes do EFII na escola, sensibilizando-se com as transições pelas quais os estudantes estão passando e que demandam auxílio de todos os envolvidos no processo de ensino e de aprendizagem;
  • 79.
    3. O EnsinoFundamental no Contexto da Educação Básica Anos finais do Ensino Fundamental ➔ Conforme BNCC (BRASIL 2017), no Ensino Fundamental – Anos Finais, a escola pode contribuir para o delineamento do projeto de vida dos estudantes, ao estabelecer uma articulação não somente com os anseios desses jovens em relação ao seu futuro, mas também com a continuidade dos estudos no Ensino Médio; ➔ A escola deve dialogar com a diversidade de formação e vivências para enfrentar com sucesso os desafios de seus propósitos educativos; ➔ A construção coletiva dos Projetos Políticos Pedagógicos(PPP) torna-se essencial na efetivação de um currículo territorial, regional ou local que contemple as especificidades de cada comunidade e reflita, na sala de aula, em aprendizagem significativa.
  • 80.
    A compreensão dosestudantes, como sujeitos com histórias, e saberes construídos nas interações com outras pessoas, tanto do entorno social mais próximo quanto do universo da cultura midiática e digital, fortalece o potencial da escola como espaço formador e orientador para a cidadania consciente, crítica e participativa.
  • 81.
    3. O EnsinoFundamental no Contexto da Educação Básica Áreas do Conhecimento e componentes curriculares Diante do exposto, o Currículo Referência de Minas Gerais, em consonância com a BNCC, no Ensino Fundamental, estrutura-se em Áreas do Conhecimento e seus respectivos componentes curriculares, a saber: I.Linguagens: a) Língua Portuguesa; b) Língua Inglesa; c) Arte; d) Educação Física. II. Matemática; III.Ciências da Natureza: a) Ciências. IV. Ciências Humanas: a) Geografia; b) História. V. Ensino Religioso.
  • 82.
    3. O EnsinoFundamental no Contexto da Educação Básica ➔ No Currículo Referência da Educação Infantil do Estado de Minas Gerais, cada Área do conhecimento e cada componente curricular traz uma parte introdutória, onde é apresentada suas constituições enquanto conhecimento científico, as suas relações com as concepções afirmadas no currículo, suas especificidades e diretrizes; ➔ No mesmo Currículo é feita uma explicação desse componente curricular em cada fase do Ensino Fundamental e de sua organização, seja em campos de atuação, seja em unidades temáticas. Ao final, são feitas discussões sobre as formas de avaliação em cada componente; ➔ São definidas competências específicas a serem desenvolvidas ao longo desse percurso.
  • 83.
    Código alfanumérico No CRMGhá Organizadores Curriculares e para realizar a leitura dos organizadores curriculares, quadros onde se encontram os direitos de aprendizagem, é necessário entender a estrutura previstas na BNCC.
  • 84.
    Para sua leituradeve-se utilizar a referência abaixo:
  • 85.
    Currículo do EnsinoFundamental O Currículo do Ensino Fundamental com 9 (nove) anos de duração exige a estruturação de um projeto educativo coerente, articulado e integrado, de acordo com os modos de ser e de se desenvolver das crianças e adolescentes nos diferentes contextos sociais. (BRASIL, 2010, p. 06).
  • 86.
    4. Áreas doConhecimento Dentro de áreas do conhecimento o CRMG irá explanar sobre as áreas citadas abaixo: ➔ Apresentação da Área: Linguagens ➔ Apresentação da Área: Matemática ➔ Apresentação da Área: Ciências da Natureza ➔ Apresentação da Área: Ciências Humanas ➔ Apresentação da Área: Ensino Religioso
  • 87.
    Atenção! Vamos abordar algunstrechos dos últimos capítulos que podem ser cobrados em prova.
  • 88.
    Currículo Básico Comummineiro (CBC): Um breve histórico ➔ O Currículo Básico Comum mineiro - CBC, é resultado de um árduo trabalho de um grupo de professores da rede estadual dos vários componentes curriculares; ➔ Surgiu no início dos anos 2000, sendo finalizado, mais tarde, por uma consultoria; ➔ Foi elaborado em consonância com a LDB (1996), com os PCNs de 1998 e em consonância com as DCNs, bem como a resolução SEE/MG no 2197 de 26 de outubro de 2012 no artigo 67.
  • 89.
    O ensino deLíngua Portuguesa nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental ➔ Os primeiros anos dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental são dedicados,especialmente, ao processo de “alfabetizar letrando”; ➔ Já os últimos anos dos Anos Iniciais do Ensino Fundamental, embora continue existindo a preocupação com a alfabetização, a ênfase recairá sobre o trabalho com as capacidades de leitura e produção de textos escritos e orais, bem como sobre aspectos da análise linguística necessários às práticas de ler, escrever, ouvir e falar; ➔ O Currículo Referência de Minas Gerais entende a alfabetização como o processo específico e indispensável de apropriação do sistema de escrita, a conquista dos princípios alfabético e ortográfico, que possibilita ao aluno ler e escrever com autonomia, e o letramento como o processo de inserção e participação na cultura escrita.
  • 90.
    O ensino deLíngua Portuguesa nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental Multiletramentos ➔ Multiletramentos, é uma perspectiva de letramento que considera a multiplicidade de linguagens (visual, verbal, sonora, espacial…) e a de culturas; ➔ À medida que nos educamos em direção aos multiletramentos, as ações em busca de uma participação mais influente na vida contemporânea se tornam mais informadas segundo conhecimentos e processos especializados; ➔ O letramento multimodal é uma das propostas da pedagogia dos multiletramentos, e está relacionado à referida manipulação de diferentes modos semióticos.
  • 91.
    O ensino deLíngua Portuguesa nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental Avaliação ➔ Se é função da escola criar condições para que o estudante aprenda determinados conteúdos e, sobretudo, desenvolva determinadas habilidades, ela precisa, o tempo todo e de diversas formas, avaliar se está atingindo seus objetivos; ➔ Ao professor, a avaliação fornece elementos para uma reflexão contínua sobre a sua prática, sobre a criação de novos instrumentos de trabalho, sobre ajustes a fazer no processo de aprendizagem individual ou de todo grupo. Ao estudante, permite a tomada de consciência de suas conquistas, dificuldades e possibilidades para reorganização de seu investimento na tarefa de aprender; ➔ À escola, possibilita definir prioridades e identificar que aspectos das ações educacionais demandam apoio;
  • 92.
    O ensino deLíngua Portuguesa nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental Avaliação ➔ A avaliação deve ocorrer antes, durante e após o processo de ensino e de aprendizagem; ➔ A avaliação deve ser multimodal, multidimensional. Isso quer dizer que ela deve ser feita por meio de diferentes instrumentos e linguagens; ➔ A fase investigativa ou diagnóstica inicial instrumentaliza o professor para pôr em prática seu planejamento de forma a atender às características de seus alunos. Informando-se sobre o que o estudante já sabe a respeito de determinado conteúdo, o professor estrutura o planejamento, define as habilidades e os conteúdos e o nível de profundidade em que devem ser abordados;
  • 93.
    O ensino deLíngua Portuguesa nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental Avaliação ➔ É importante que os alunos participem da avaliação formativa e que sejam apoiados pelo professor no processo de formação da capacidade de julgamento autônomo, consciente, a partir de critérios claros e compartilhados, de princípios de honestidade intelectual e espírito crítico; ➔ A fase final inclui a observação dos avanços e da qualidade da aprendizagem alcançada pelos alunos ao final de um período de trabalho, com base na síntese de todas as informações sobre o aluno obtidas pelo professor, ao acompanhá-lo contínua e sistematicamente.
  • 94.
    Apresentação da Área:Ensino Religioso ➔ De acordo com a Constituição e LDB, os princípios e os fundamentos que devem alicerçar epistemologias e pedagogias do Ensino Religioso, cuja função educacional, enquanto parte integrante da formação básica do cidadão, é assegurar o respeito à diversidade cultural religiosa, sem proselitismos; ➔ O Ensino Religioso é uma das cinco áreas de conhecimento do Ensino Fundamental de 09 (nove) anos; ➔ Estabelecido como componente curricular, de oferta obrigatória nas escolas públicas de Ensino Fundamental, com matrícula facultativa, em diferentes regiões do país.
  • 95.
    Componente Curricular: LínguaInglesa ➔ A nova proposta confirma a Língua Inglesa como componente obrigatório do 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental e optamos por usar neste Currículo as habilidades por ano de escolaridade, ao invés de serem distribuídas somente pela etapa de escolaridade, como o fazia o CBC; ➔ A avaliação deve ter sempre uma característica processual, contínua e diagnóstica; ➔ A avaliação deve ser aferida por meio de diferentes instrumentos e linguagens, além dos testes escritos, testes orais, empenho e participação nas tarefas propostas.
  • 96.
    Componente Curricular: EducaçãoFísica ➔ É Componente Curricular nos Anos Iniciais e Anos Finais do Ensino Fundamental; ➔ Nos anos iniciais do ensino fundamental os alunos vivenciam uma das primeiras transições vinculadas ao seu papel no mundo e para o mundo; ➔ Nos anos finais do ensino fundamental já é possível investir em estratégias e metodologias que estimulem capacidades reflexivas, críticas e criativas, essenciais para a formação cidadão.
  • 97.
    Referência Bibliográfica Currículo Referênciade Minas Gerais para a Educação Infantil e Ensino Fundamental. Disponível em: https://curriculoreferencia.educacao.mg.gov.br/, acessado em: 28 de maio de 2022.
  • 98.