POLÍTICAS MACROECONÔMICAS
A teoria macroeconômica tradicional
trata fundamentalmente das questões
do desemprego e da inflação, que são
consideradas como problemas de curto
prazo ou conjunturais.
Os objetivos de política
macroeconômica são:
 Alto nível de emprego;
 Estabilidade de preços;
 Distribuição de renda
socialmente justa;
 Crescimento econômico:
expansão de seu produto real ao
longo do tempo.
PRODUTO INTERNO BRUTO
O Produto Interno Bruto (PIB) é o total
do valor monetário de todos os bens e
serviços finais produzidos na economia
durante um ano, ou toda riqueza gerada
dentro das fronteiras nacionais.
O PIB pode ser mensurado de diversas
formas, como por exemplo, pela ótica
da produção ou oferta e pela ótica da
renda, mas normalmente é medido pela
ótica do dispêndio:
PIB = Consumo + Investimento +
Gastos do Governo + (Exportação –
Importação)
O PIB é uma forma de analisar se as
políticas macroeconômicas estão no
caminho certo e se estão sendo bem
aplicadas.
PRINCIPAIS DETERMINANTES DO
CRESCIMENTO ECONÔMICO
Determinantes próximos: variáveis que,
de forma direta, afetam a capacidade
produtiva de uma economia, ou seja, a
acumulação de fatores de produção,
tais como:
 Capital físico (conjunto de
equipamentos e instalações no
processo produtivo);
 trabalho e capital humano
(investimentos destinados à
formação educacional e
profissional dos indivíduos.);
 progresso tecnológico (conjunto
de inovações materializadas em
termos de bens, máquinas e
equipamentos, novas técnicas
produtivas etc.;
 poupança (parte da renda
nacional ou individual que não é
utilizada em despesas com
consumo, sendo guardada e
aplicada);
 investimento (aplicação de
recursos em empreendimentos
que rendem juros ou lucros ao
longo prazo);
DESEMPREGO
Tipos de desemprego
Desemprego involuntário: número de
pessoas que aceitariam trabalhar
mesmo com baixa remuneração
corrente, contudo não conseguem
emprego.
Desemprego estrutural ou
tecnológico: está associado à
estrutura da economia ou pela
substituição dos homens pelas
máquinas.
Desemprego conjuntural ou cíclico:
acompanha a conjuntura econômica do
país. Recessão, crédito, risco país,
consumo dos trabalhadores ou inflação
podem contribuir para o aumento desse
tipo de desemprego.
Desemprego natural ou friccional:
ocorre quando os trabalhadores
mudam de emprego ou quando acabam
de entrar no mercado de trabalho e
levam algum tempo para encontrar o
primeiro emprego.
Desemprego disfarçado ou oculto:
trabalhadores que estão
subempregados, não são registrados e
têm remunerações muito abaixo dos
níveis aceitáveis.
Desemprego sazonal: causado por
variações da demanda de trabalho em
diferentes momentos do ano, como em
épocas de plantio e colheita.
O desemprego gera um custo
considerável para as economias. Como
destaque, podemos citar o custo para a
sociedade inerente aos recursos não
produzidos devido à mão de obra
desocupada. É um dos determinantes
da pobreza e a queda da renda induz
aos problemas sociais mais graves. A
parcela da população que está
empregada também sofre com o
desemprego, por causa de impostos
mais elevados e o seguro-desemprego.
INFLAÇÃO
A inflação é o aumento continuado no
nível geral de preços, a qual faz com
que haja uma perda no poder aquisitivo
da moeda.
TIPOS DE INFLAÇÃO
Inflação aberta e reprimida: Uma
inflação aberta caracteriza-se pelo livre
aumento de preços dos produtos e dos
insumos. Já numa inflação reprimida o
excesso de demanda não se manifesta
através da alta dos preços, pois há o
controle de preços e congelamento de
salários e de taxas de juros.
Inflação de demanda e de oferta: No
caso da inflação de demanda, há um
excesso de demanda agregada em
relação à capacidade de oferta da
economia, devido, por exemplo, a
políticas fiscais ou monetárias
expansionistas. Já numa inflação de
oferta há um deslocamento contínuo da
oferta agregada para cima e para
esquerda, devido a choques, como
embargos ou secas.
A queda da inflação geralmente causa
um aumento temporário no
desemprego, pois para se combater a
alta generalizada de preços, é preciso
recorrer a uma política econômica
contracionista, que diminui a produção.
A inflação diminui o poder aquisitivo da
população, que passa a comprar
menos produtos. E contribui também
para uma redistribuição negativa de
renda. Pode ocorrer o estímulo às
importações e desestímulo às
exportações, quando os produtos
nacionais ficam relativamente mais
caros aos produzidos fora do país. E
ainda, costuma gerar também
mudanças políticas drásticas.
FUNÇÕES DO SETOR PÚBLICO
Por conta de falhas de mercado, tendo
em vista a necessidade de aumentar o
bem-estar da sociedade, o setor público
intervém na economia desempenhando
três funções: alocativa, distributiva e
estabilizadora.
Função alocativa: fornecimento de
bens e serviços não oferecidos
adequadamente pelo sistema de
mercado, ou seja, o Setor Público deve
ir aonde a iniciativa privada não vai ou
não tem interesse. Ex: quando o
governo executa obras que
beneficiarão a população.
Função distributiva: a necessidade do
governo de intervir na economia,
visando corrigir a desigualdade
existente na distribuição da renda
nacional. “Tirar de quem tem, para dar
para quem não tem.”
Função estabilizadora: manutenção
de um alto nível de utilização de
recursos e de um valor estável da
moeda.
MOEDA
A moeda, sinônimo de dinheiro, é um
objeto de aceitação geral, garantida por
lei, usada na aquisição de bens e
serviços. Se caracteriza por ter curso
forçado, ou seja, é um meio irrecusável
de pagamento.
Os atuais conceitos de moeda
englobam, basicamente, quatro
funções:
I – meio de pagamento;
II – meio de trocas;
III – instrumento para denominação
comum de valores; e
IV – reserva de valores.
ECONOMIA INTERNACIONAL
As nações não são autossuficientes, ou
seja, elas não produzem internamente
todos os bens e serviços que sua
população consome. Dessa forma, elas
se envolvem no comercio internacional
exportando e importando bens e
serviços, suprindo suas necessidades e
de seus parceiros comerciais.
Existem alguns fatores propulsores das
trocas que motivam a divisão
internacional do trabalho, como:
desigual quantidade de reservas não
renováveis, diferenças internacionais
de solo e clima, desiguais
disponibilidades estruturais de capital e
trabalho e diferentes estágios de
desenvolvimentos tecnológico.
POLÍTICA CAMBIAL
Quando dois países com moedas
diferentes mantêm relações
econômicas entre si, é necessário que
se faça o câmbio entre essas moedas.
Câmbio é a operação de troca de
moeda de um país pela moeda de outro
país.
O valor da taxa de câmbio depende do
regime cambial do país. Existem dois
regimes cambiais extremos: o regime
de taxa de câmbio fixa, onde os bancos
centrais fixam o valor do câmbio, e o
regime de taxa de câmbio flexível, em
que os bancos centrais permitem que a
taxa de câmbio se ajuste para equilibrar
a oferta e demanda por moeda
estrangeira.

RESUMO ECONOMIA.docx

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    POLÍTICAS MACROECONÔMICAS A teoriamacroeconômica tradicional trata fundamentalmente das questões do desemprego e da inflação, que são consideradas como problemas de curto prazo ou conjunturais. Os objetivos de política macroeconômica são:  Alto nível de emprego;  Estabilidade de preços;  Distribuição de renda socialmente justa;  Crescimento econômico: expansão de seu produto real ao longo do tempo. PRODUTO INTERNO BRUTO O Produto Interno Bruto (PIB) é o total do valor monetário de todos os bens e serviços finais produzidos na economia durante um ano, ou toda riqueza gerada dentro das fronteiras nacionais. O PIB pode ser mensurado de diversas formas, como por exemplo, pela ótica da produção ou oferta e pela ótica da renda, mas normalmente é medido pela ótica do dispêndio: PIB = Consumo + Investimento + Gastos do Governo + (Exportação – Importação) O PIB é uma forma de analisar se as políticas macroeconômicas estão no caminho certo e se estão sendo bem aplicadas. PRINCIPAIS DETERMINANTES DO CRESCIMENTO ECONÔMICO Determinantes próximos: variáveis que, de forma direta, afetam a capacidade produtiva de uma economia, ou seja, a acumulação de fatores de produção, tais como:  Capital físico (conjunto de equipamentos e instalações no processo produtivo);  trabalho e capital humano (investimentos destinados à formação educacional e profissional dos indivíduos.);  progresso tecnológico (conjunto de inovações materializadas em termos de bens, máquinas e equipamentos, novas técnicas produtivas etc.;  poupança (parte da renda nacional ou individual que não é utilizada em despesas com consumo, sendo guardada e aplicada);
  • 2.
     investimento (aplicaçãode recursos em empreendimentos que rendem juros ou lucros ao longo prazo); DESEMPREGO Tipos de desemprego Desemprego involuntário: número de pessoas que aceitariam trabalhar mesmo com baixa remuneração corrente, contudo não conseguem emprego. Desemprego estrutural ou tecnológico: está associado à estrutura da economia ou pela substituição dos homens pelas máquinas. Desemprego conjuntural ou cíclico: acompanha a conjuntura econômica do país. Recessão, crédito, risco país, consumo dos trabalhadores ou inflação podem contribuir para o aumento desse tipo de desemprego. Desemprego natural ou friccional: ocorre quando os trabalhadores mudam de emprego ou quando acabam de entrar no mercado de trabalho e levam algum tempo para encontrar o primeiro emprego. Desemprego disfarçado ou oculto: trabalhadores que estão subempregados, não são registrados e têm remunerações muito abaixo dos níveis aceitáveis. Desemprego sazonal: causado por variações da demanda de trabalho em diferentes momentos do ano, como em épocas de plantio e colheita. O desemprego gera um custo considerável para as economias. Como destaque, podemos citar o custo para a sociedade inerente aos recursos não produzidos devido à mão de obra desocupada. É um dos determinantes da pobreza e a queda da renda induz aos problemas sociais mais graves. A parcela da população que está empregada também sofre com o desemprego, por causa de impostos mais elevados e o seguro-desemprego. INFLAÇÃO A inflação é o aumento continuado no nível geral de preços, a qual faz com que haja uma perda no poder aquisitivo da moeda.
  • 3.
    TIPOS DE INFLAÇÃO Inflaçãoaberta e reprimida: Uma inflação aberta caracteriza-se pelo livre aumento de preços dos produtos e dos insumos. Já numa inflação reprimida o excesso de demanda não se manifesta através da alta dos preços, pois há o controle de preços e congelamento de salários e de taxas de juros. Inflação de demanda e de oferta: No caso da inflação de demanda, há um excesso de demanda agregada em relação à capacidade de oferta da economia, devido, por exemplo, a políticas fiscais ou monetárias expansionistas. Já numa inflação de oferta há um deslocamento contínuo da oferta agregada para cima e para esquerda, devido a choques, como embargos ou secas. A queda da inflação geralmente causa um aumento temporário no desemprego, pois para se combater a alta generalizada de preços, é preciso recorrer a uma política econômica contracionista, que diminui a produção. A inflação diminui o poder aquisitivo da população, que passa a comprar menos produtos. E contribui também para uma redistribuição negativa de renda. Pode ocorrer o estímulo às importações e desestímulo às exportações, quando os produtos nacionais ficam relativamente mais caros aos produzidos fora do país. E ainda, costuma gerar também mudanças políticas drásticas. FUNÇÕES DO SETOR PÚBLICO Por conta de falhas de mercado, tendo em vista a necessidade de aumentar o bem-estar da sociedade, o setor público intervém na economia desempenhando três funções: alocativa, distributiva e estabilizadora. Função alocativa: fornecimento de bens e serviços não oferecidos adequadamente pelo sistema de mercado, ou seja, o Setor Público deve ir aonde a iniciativa privada não vai ou não tem interesse. Ex: quando o governo executa obras que beneficiarão a população. Função distributiva: a necessidade do governo de intervir na economia, visando corrigir a desigualdade existente na distribuição da renda nacional. “Tirar de quem tem, para dar para quem não tem.” Função estabilizadora: manutenção de um alto nível de utilização de recursos e de um valor estável da moeda.
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    MOEDA A moeda, sinônimode dinheiro, é um objeto de aceitação geral, garantida por lei, usada na aquisição de bens e serviços. Se caracteriza por ter curso forçado, ou seja, é um meio irrecusável de pagamento. Os atuais conceitos de moeda englobam, basicamente, quatro funções: I – meio de pagamento; II – meio de trocas; III – instrumento para denominação comum de valores; e IV – reserva de valores. ECONOMIA INTERNACIONAL As nações não são autossuficientes, ou seja, elas não produzem internamente todos os bens e serviços que sua população consome. Dessa forma, elas se envolvem no comercio internacional exportando e importando bens e serviços, suprindo suas necessidades e de seus parceiros comerciais. Existem alguns fatores propulsores das trocas que motivam a divisão internacional do trabalho, como: desigual quantidade de reservas não renováveis, diferenças internacionais de solo e clima, desiguais disponibilidades estruturais de capital e trabalho e diferentes estágios de desenvolvimentos tecnológico. POLÍTICA CAMBIAL Quando dois países com moedas diferentes mantêm relações econômicas entre si, é necessário que se faça o câmbio entre essas moedas. Câmbio é a operação de troca de moeda de um país pela moeda de outro país. O valor da taxa de câmbio depende do regime cambial do país. Existem dois regimes cambiais extremos: o regime de taxa de câmbio fixa, onde os bancos centrais fixam o valor do câmbio, e o regime de taxa de câmbio flexível, em que os bancos centrais permitem que a taxa de câmbio se ajuste para equilibrar a oferta e demanda por moeda estrangeira.