UNIVERSIDADE DO ESTADO DA BAHIA- UNEB
DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO- CAMPUS XIII
CURSO: LICENCIATURA EM HISTÓRIA
DOCENTE: Vinicius
DISCENTES: ALEXSANDRO SANTOS, CRISTIANE GUSMÃO,
JAMILE ALVIM, TATIANE PINHEIRO E
VANESSA BATISTA.
História
•É uma das áreas produtivas mais antigas do Brasil.
Sua formação ocorreu ainda na época da distribuição
das Capitanias Hereditárias.
•A primeira atividade desenvolvida na região foi o
extrativismo, com a retirada do pau-brasil. Começa
em seguida o plantio da cana-de-açúcar.
Recôncavo Baiano
•O termo Recôncavo é constantemente utilizado
para referir-se às cidades próximas à Baía de
Todos-os-Santos.
•Está localizado em torno da Baía de Todos os
Santos.
O Recôncavo
 O recôncavo baiano é composto por 20 municípios no estado
da Bahia.
 Está a cerca de 100 quilômetros de distância da capital
Salvador.
 O significado da palavra vem do formato côncavo e da parte,
também, côncava, do litoral do Estado da Bahia. Por isso o
nome recôncavo.
Cidades que compõem o
Recôncavo
As cidades do Recôncavo Baiano são:
• Cabaceiras do Paraguaçu,Cachoeira,Castro Alves,Conceição do
Almeida,Cruz das Almas,Dom Macedo Costa,Governador
Mangabeira, Maragogipe, Muniz Ferreira, Muritiba, Nazaré,Santo
Amaro,Santo Antônio de Jesus,São Felipe,São Félix, São Francisco
do Conde,São Sebastião do Passé, Sapeaçu, Saubara, Varzedo.
O Recôncavo era entrecortado por vários rios
• O recôncavo era entrecortado por rios de vários tamanhos do grande
Paraguaçu.
• Rios de porte médios: Sergipe, Açu, Pericoara e Subaé, e ribeirões como
Cotegipe, jacarancanga e pitanga.
• Nenhum destes cursos d’água, grandes ou pequenos,eram navegáveis
para os grandes navios oceânicos.
• Nas suas foz desenvolveram-se povoações de pescadores e barqueiros.
Os Engenhos do
Recôncavo
• Os engenhos sempre que possível, se localizavam
as margens da baía ou ao longo dos rios,
aproveitando-os como meio de transporte e as
vezes como fonte de energia.
Legado africano
O Recôncavo baiano é uma região brasileira de
enorme influência africana. Para ali foram trazidos
milhares de escravos, sobretudo para trabalharem
na produção de cana de açúcar.
Salvador e a sua ligação com o recôncavo
• Salvador dependia do recôncavo para obter alimentos e combustível, e
servia de porto de exportação de açúcar , fumo e couro.
• Salvador representava a vida urbana e cosmopolita.
• O interior era diferente: rústico; remoto, mas também aristocrático no
período colonial.
• Como muitos portos coloniais, salvador era uma cidade de burocratas,
estivadores e prostitutas.
Recôncavo como sinônimo
• O recôncavo conferiu a salvador sua existência
econômica, estimulou a colonização e o
desenvolvimento do sertão.
• Recôncavo, este foi sempre sinônimo de
engenhos, açúcar e escravos.
ITABERABA-BA
2019
Cachoeira, joia do patrimônio histórico brasileiro.
 História:
 Século XVI- (1535) Náufrago português Diogo Álvares Correia, o Caramuru
 cana-de-açúcar e fumo
 Século XVII- 1693- Martins Afonso de Souza e Paulo Dias Adorno - Freguesia de Nossa Senhora
do Rosário do Porto da Cachoeira que recebia senhores de engenho e comerciantes.
 Século XVIII- Desenvolvimento econômico- Localização estratégica, um entroncamento de
importantes rotas que se dirigiam ao sertão, ao Recôncavo, às Minas Gerais ou a Salvador, logo
passou a se enriquecer cana-de-açúcar, da mineração de ouro no Rio das Contas e a
intensificação do tráfico pelas estradas reais e da navegação do Rio Paraguaçu
Cidade Monumento Nacional" e "Cidade Heroica"
 Século XIX- Lutas pela Independência
 1832- Vila de Cachoeira foi elevada à categoria de cidade em 1837
 Revolta da Sabinada (liderada por Francisco Sabino Álvares da Rocha
Vieira, entre 1837 e 1838)
 Crise no final do século XIX e inicio do século XX
Memória e Patrimônio
Tombamento(os)
 O tombamento do conjunto arquitetônico e paisagístico de Cachoeira, pelo Iphan, como
Patrimônio Histórico, Artístico e Nacional pelo Ministério da Cultura ocorreu em 1971, embora
muitos bens tenham sido tombados, individualmente, na década de 1940. Além do acervo colonial,
a Ponte D. Pedro II (estrutura de ferro), o mercado, a ferrovia e a hidrelétrica são importantes
marcos culturais.
 A área tombada possui, aproximadamente, 670 edificações. O conjunto arquitetônico - formado na
sua maioria por edifícios do século XVIII e XIX - caracteriza-se pela tendência neoclássica.
Conjunto do Carmo
Convento de Santo Antônio de Paraguaçu (igreja e
ruínas)
Igreja Matriz Nossa Senhora do Rosário
Paço Municipal (Casa de Câmara e Cadeia)
Chafariz Público (Chafariz da Praça Dr. Aristides
Milton
Capela da ajuda
Engenho Embiara
Engenho da Vitória
Centro cultural Irmandade da Boa Morte
Santa Casa de Misericórdia e Capela de Santa
Bárbara- Hospital São João de Deus
UFRB- Universidade Federal do Recôncavo
Baiano
Ponte D.Pedro II
Museu Hansen Bahia Karl Heinz Hansen
Terreiro Loba Nekun Filho
A Irmandade
da Boa Morte
A Irmandade da Boa Morte localizada no Recôncavo Baiano (cidade de
Cachoeira, popularmente conhecida como Terra da Macumba) pode ser
interpretada como um dos símbolos de resistência e da capacidade de
reinvenção das mulheres negras, numa sociedade patriarcal e
escravocrata.
Mulheres de Religião de matriz africana, que resolvem em pleno século
XIX adentrar o espaço do catolicismo, refazer e redesenhar esse
catolicismo, adotando Nossa Senhora da Boa Morte e Gloria como sua
Santa de devoção, mas não se esquecendo de suas raízes ancestrais.
Festa da Boa Morte
Com dois séculos de tradição, a festa de Nossa Senhora da Boa Morte atrair cerca de
6 mil pessoas para a cidade, e é considerada patrimônio imaterial da Bahia desde
2010. A festa ocorre sempre na primeira quinzena de agosto, com alvorada, missa,
procissão, valsa, almoço e samba de roda.
Referências Bibliográficas:
CASTRO, Armando Alexandre Costa de. A Irmandade da Boa Morte: memória, intervenção e turistização da Festa em
Cachoeira, Bahia. Ilhéus.UESC, 2005, p.182
SCHWARTZ, Stuart B. O Recôncavo. In______________ Segredos Internos: engenhos e escravos na sociedade colonial, 1550-
1835, tradução de Laura Teixeira Motta. São Paulo. Companhia de Letras,1988, p. 18

seminario reconcavo.pptx

  • 1.
    UNIVERSIDADE DO ESTADODA BAHIA- UNEB DEPARTAMENTO DE EDUCAÇÃO- CAMPUS XIII CURSO: LICENCIATURA EM HISTÓRIA DOCENTE: Vinicius DISCENTES: ALEXSANDRO SANTOS, CRISTIANE GUSMÃO, JAMILE ALVIM, TATIANE PINHEIRO E VANESSA BATISTA.
  • 2.
    História •É uma dasáreas produtivas mais antigas do Brasil. Sua formação ocorreu ainda na época da distribuição das Capitanias Hereditárias. •A primeira atividade desenvolvida na região foi o extrativismo, com a retirada do pau-brasil. Começa em seguida o plantio da cana-de-açúcar.
  • 3.
    Recôncavo Baiano •O termoRecôncavo é constantemente utilizado para referir-se às cidades próximas à Baía de Todos-os-Santos. •Está localizado em torno da Baía de Todos os Santos.
  • 5.
    O Recôncavo  Orecôncavo baiano é composto por 20 municípios no estado da Bahia.  Está a cerca de 100 quilômetros de distância da capital Salvador.  O significado da palavra vem do formato côncavo e da parte, também, côncava, do litoral do Estado da Bahia. Por isso o nome recôncavo.
  • 6.
    Cidades que compõemo Recôncavo As cidades do Recôncavo Baiano são: • Cabaceiras do Paraguaçu,Cachoeira,Castro Alves,Conceição do Almeida,Cruz das Almas,Dom Macedo Costa,Governador Mangabeira, Maragogipe, Muniz Ferreira, Muritiba, Nazaré,Santo Amaro,Santo Antônio de Jesus,São Felipe,São Félix, São Francisco do Conde,São Sebastião do Passé, Sapeaçu, Saubara, Varzedo.
  • 7.
    O Recôncavo eraentrecortado por vários rios • O recôncavo era entrecortado por rios de vários tamanhos do grande Paraguaçu. • Rios de porte médios: Sergipe, Açu, Pericoara e Subaé, e ribeirões como Cotegipe, jacarancanga e pitanga. • Nenhum destes cursos d’água, grandes ou pequenos,eram navegáveis para os grandes navios oceânicos. • Nas suas foz desenvolveram-se povoações de pescadores e barqueiros.
  • 8.
    Os Engenhos do Recôncavo •Os engenhos sempre que possível, se localizavam as margens da baía ou ao longo dos rios, aproveitando-os como meio de transporte e as vezes como fonte de energia.
  • 9.
    Legado africano O Recôncavobaiano é uma região brasileira de enorme influência africana. Para ali foram trazidos milhares de escravos, sobretudo para trabalharem na produção de cana de açúcar.
  • 10.
    Salvador e asua ligação com o recôncavo • Salvador dependia do recôncavo para obter alimentos e combustível, e servia de porto de exportação de açúcar , fumo e couro. • Salvador representava a vida urbana e cosmopolita. • O interior era diferente: rústico; remoto, mas também aristocrático no período colonial. • Como muitos portos coloniais, salvador era uma cidade de burocratas, estivadores e prostitutas.
  • 11.
    Recôncavo como sinônimo •O recôncavo conferiu a salvador sua existência econômica, estimulou a colonização e o desenvolvimento do sertão. • Recôncavo, este foi sempre sinônimo de engenhos, açúcar e escravos.
  • 12.
  • 13.
    Cachoeira, joia dopatrimônio histórico brasileiro.  História:  Século XVI- (1535) Náufrago português Diogo Álvares Correia, o Caramuru  cana-de-açúcar e fumo  Século XVII- 1693- Martins Afonso de Souza e Paulo Dias Adorno - Freguesia de Nossa Senhora do Rosário do Porto da Cachoeira que recebia senhores de engenho e comerciantes.  Século XVIII- Desenvolvimento econômico- Localização estratégica, um entroncamento de importantes rotas que se dirigiam ao sertão, ao Recôncavo, às Minas Gerais ou a Salvador, logo passou a se enriquecer cana-de-açúcar, da mineração de ouro no Rio das Contas e a intensificação do tráfico pelas estradas reais e da navegação do Rio Paraguaçu
  • 14.
    Cidade Monumento Nacional"e "Cidade Heroica"  Século XIX- Lutas pela Independência  1832- Vila de Cachoeira foi elevada à categoria de cidade em 1837  Revolta da Sabinada (liderada por Francisco Sabino Álvares da Rocha Vieira, entre 1837 e 1838)  Crise no final do século XIX e inicio do século XX
  • 15.
  • 16.
    Tombamento(os)  O tombamentodo conjunto arquitetônico e paisagístico de Cachoeira, pelo Iphan, como Patrimônio Histórico, Artístico e Nacional pelo Ministério da Cultura ocorreu em 1971, embora muitos bens tenham sido tombados, individualmente, na década de 1940. Além do acervo colonial, a Ponte D. Pedro II (estrutura de ferro), o mercado, a ferrovia e a hidrelétrica são importantes marcos culturais.  A área tombada possui, aproximadamente, 670 edificações. O conjunto arquitetônico - formado na sua maioria por edifícios do século XVIII e XIX - caracteriza-se pela tendência neoclássica.
  • 17.
  • 18.
    Convento de SantoAntônio de Paraguaçu (igreja e ruínas)
  • 19.
    Igreja Matriz NossaSenhora do Rosário
  • 20.
    Paço Municipal (Casade Câmara e Cadeia)
  • 21.
    Chafariz Público (Chafarizda Praça Dr. Aristides Milton
  • 22.
  • 23.
  • 24.
  • 25.
  • 26.
    Santa Casa deMisericórdia e Capela de Santa Bárbara- Hospital São João de Deus
  • 27.
    UFRB- Universidade Federaldo Recôncavo Baiano
  • 28.
  • 29.
    Museu Hansen BahiaKarl Heinz Hansen
  • 30.
  • 31.
  • 33.
    A Irmandade daBoa Morte localizada no Recôncavo Baiano (cidade de Cachoeira, popularmente conhecida como Terra da Macumba) pode ser interpretada como um dos símbolos de resistência e da capacidade de reinvenção das mulheres negras, numa sociedade patriarcal e escravocrata. Mulheres de Religião de matriz africana, que resolvem em pleno século XIX adentrar o espaço do catolicismo, refazer e redesenhar esse catolicismo, adotando Nossa Senhora da Boa Morte e Gloria como sua Santa de devoção, mas não se esquecendo de suas raízes ancestrais.
  • 35.
    Festa da BoaMorte Com dois séculos de tradição, a festa de Nossa Senhora da Boa Morte atrair cerca de 6 mil pessoas para a cidade, e é considerada patrimônio imaterial da Bahia desde 2010. A festa ocorre sempre na primeira quinzena de agosto, com alvorada, missa, procissão, valsa, almoço e samba de roda.
  • 38.
    Referências Bibliográficas: CASTRO, ArmandoAlexandre Costa de. A Irmandade da Boa Morte: memória, intervenção e turistização da Festa em Cachoeira, Bahia. Ilhéus.UESC, 2005, p.182 SCHWARTZ, Stuart B. O Recôncavo. In______________ Segredos Internos: engenhos e escravos na sociedade colonial, 1550- 1835, tradução de Laura Teixeira Motta. São Paulo. Companhia de Letras,1988, p. 18