Escola EB/2,3 André de Resende
Língua Portuguesa – Texto Narrativo “Oliver Twist”
Ficha de Avaliação: Compreensão Escrita
Nome: ______________ Ano e Turma: 7ºG Data:___________
Depois de teres visualizado com muita atenção o filme de Roman Polansky sobre a
obra-prima de Charles Dickens “Oliver Twist”, responde, com muita clareza, às
seguintes questões:
1. Gostaste do filme? Justifica a tua opinião.
2. Identifica o protagonista (personagem principal).
3. Faz a sua caracterização física e psicológica. (Achas que o seu percurso turbulento
e a convivência com ladrões, pessoas malformadas e mal educadas o terão
influenciado?)
4. Identifica duas situações que tenhas visto no filme e que tenha achado
verdadeiramente injustas. Justifica a tua opinião.
5. Como sabes, o filme trata da vida de um rapaz pobre que fugiu de uma pequena
povoação para se instalar em Londres. Aquando da sua fuga, o rapaz tentou arranjar
alguém/alguma coisa que o confortasse, em duas quintas por onde passou. Explica
como foi tratado em ambas.
6. Regista o número de dias que o rapaz levou até chegar a Londres.
7. Refere alguns dos aspectos mais marcantes da vida em Londres.
8. Em Londres, o rapaz conhece várias pessoas. Associa os números às letras de
modo a obteres associações verdadeiras.
1. Fagin a) Bairro rico onde vivia o benfeitor de Oliver Twist.
2. Bill b) O velho que acolheu em sua casa o rapaz.
3. Nancy c) Rapaz mais velho que Oliver e seu amigo.
4. Srª Bedwin d) Homem rude e mau.
5. Sr. Brownlow e) Rapariga que vivia com o Bill.
6. Dodger f) Governanta idosa do Sr. Brownlow.
7. Pentonville g) Senhor rico e benfeitor.
8. Cão h) Olho-de-boi.
9. Identifica a actividade desenvolvida pelos rapazes que viviam com o velho Fagin.
10. Como sabes, esta história passou-se no séc. XIX, em Londres. Indica alguns
aspectos que no filme te mostram que pode ser esta a localização espacio-temporal do
filme.
11. O velho Fagin acolheu Oliver, assim como acolheu outros rapazes. Consideras
que ele era verdadeiramente seu amigo? Justifica.
“Franzino e pálido, Oliver Twist vive num orfanato perto de Londres, desconhece a sua
origem e é maltratado por quem dele devia cuidar – os funcionários da instituição Asilo da
Mendicidade e Órfãos. Terá uma vida desgraçada e triste, mas não para sempre.
Criada por Charles Dickens, esta personagem enquadra-se no perfil que o autor gosta de
atribuir às “crianças que inventa”. Com percursos difíceis e sempre vítimas de injustiças
sociais, os pequenos protagonistas acabam por conseguir ajustar contas com o destino. À
semelhança do autor.
Nascido em Landport (Reino Unido), em 1812, o próprio Dickens foi obrigado a trabalhar
desde cedo numa fábrica, em consequência de o seu pai ter sido preso por não conseguir
pagar as dívidas que fora contraindo ao longo de vários anos. Tornou-se num activista
contra as desigualdades sociais da sociedade britânica do séc. XIX e chegou a redigir
panfletos de carácter político, em que denunciava as injustiças do seu tempo – a era
industrial.
As personagens caricaturais a que deu forma personificavam a hipocrisia das elites e a
indigência perante os pobres e desprotegidos, sobretudo as crianças. Em “Oliver Twist”,
todas as desventuras têm por base a origem social do rapaz, aparentemente excluído do
ciclo da gente respeitável londrina.
Dickens, aos 26 anos, consegue desafiar o seu próprio “condicionalismo social” e torna- se
famoso, ascendendo na escala que se diria intransponível. Fá-lo através das palavras.
Vende-as em fascículos, como era comum na época.
Oliver tem sorte mais cedo. É logo na pré-adolescência que se livra do bando de ladrões que
o querem explorar e encontra uma família disposta a ajudá-lo. Mais, a sua verdadeira
família sempre tinha algo para lhe deixar como herança. Um final que ajuda os mais novos a
acreditar que, mesmo estando a viver um momento dramático, este pode um dia vir a
alterar-se.
Antes do desfecho, o miúdo tem de suportar inúmeras privações, não só de alimentos e
conforto, como de afectos. Obrigado a ser ajudante de limpa-chaminés e a trabalhar depois
como cangalheiro, perde ainda o seu amigo mais próximo. Continuamente maltratado por
quem com ele se cruza, decide fugir para Londres. Quando parece que tudo vai melhorar,
descobre-se no meio de uma quadrilha de ladrões, num ambiente escuro, sujo, a que não
falta a presença sempre repelente das ratazanas.
É assim que Charles Dickens vai desconcertando o leitor, que desespera perante a
impotência e solidão da criança. Quando se está prestes a perder irremediavelmente a
esperança nos homens, o autor resolve dar uma oportunidade às personagens. E aos
leitores.
Esta reviravolta positiva que “o homem que inventou o Natal” imprime nas suas narrativas
mais trágicas não deve ser alheia ao seu percurso de vida. Quando criança, decerto não
imaginaria que seria famoso pelas suas histórias. E, afinal, passados quase dois séculos,
aqui estamos a falar dele.”
In Jornal “Público” por Rita Pimenta

Oliver twist ficha

  • 1.
    Escola EB/2,3 Andréde Resende Língua Portuguesa – Texto Narrativo “Oliver Twist” Ficha de Avaliação: Compreensão Escrita Nome: ______________ Ano e Turma: 7ºG Data:___________ Depois de teres visualizado com muita atenção o filme de Roman Polansky sobre a obra-prima de Charles Dickens “Oliver Twist”, responde, com muita clareza, às seguintes questões: 1. Gostaste do filme? Justifica a tua opinião. 2. Identifica o protagonista (personagem principal). 3. Faz a sua caracterização física e psicológica. (Achas que o seu percurso turbulento e a convivência com ladrões, pessoas malformadas e mal educadas o terão influenciado?) 4. Identifica duas situações que tenhas visto no filme e que tenha achado verdadeiramente injustas. Justifica a tua opinião. 5. Como sabes, o filme trata da vida de um rapaz pobre que fugiu de uma pequena povoação para se instalar em Londres. Aquando da sua fuga, o rapaz tentou arranjar alguém/alguma coisa que o confortasse, em duas quintas por onde passou. Explica como foi tratado em ambas. 6. Regista o número de dias que o rapaz levou até chegar a Londres. 7. Refere alguns dos aspectos mais marcantes da vida em Londres. 8. Em Londres, o rapaz conhece várias pessoas. Associa os números às letras de modo a obteres associações verdadeiras. 1. Fagin a) Bairro rico onde vivia o benfeitor de Oliver Twist. 2. Bill b) O velho que acolheu em sua casa o rapaz. 3. Nancy c) Rapaz mais velho que Oliver e seu amigo. 4. Srª Bedwin d) Homem rude e mau. 5. Sr. Brownlow e) Rapariga que vivia com o Bill. 6. Dodger f) Governanta idosa do Sr. Brownlow. 7. Pentonville g) Senhor rico e benfeitor. 8. Cão h) Olho-de-boi. 9. Identifica a actividade desenvolvida pelos rapazes que viviam com o velho Fagin.
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    10. Como sabes,esta história passou-se no séc. XIX, em Londres. Indica alguns aspectos que no filme te mostram que pode ser esta a localização espacio-temporal do filme. 11. O velho Fagin acolheu Oliver, assim como acolheu outros rapazes. Consideras que ele era verdadeiramente seu amigo? Justifica. “Franzino e pálido, Oliver Twist vive num orfanato perto de Londres, desconhece a sua origem e é maltratado por quem dele devia cuidar – os funcionários da instituição Asilo da Mendicidade e Órfãos. Terá uma vida desgraçada e triste, mas não para sempre. Criada por Charles Dickens, esta personagem enquadra-se no perfil que o autor gosta de atribuir às “crianças que inventa”. Com percursos difíceis e sempre vítimas de injustiças sociais, os pequenos protagonistas acabam por conseguir ajustar contas com o destino. À semelhança do autor. Nascido em Landport (Reino Unido), em 1812, o próprio Dickens foi obrigado a trabalhar desde cedo numa fábrica, em consequência de o seu pai ter sido preso por não conseguir pagar as dívidas que fora contraindo ao longo de vários anos. Tornou-se num activista contra as desigualdades sociais da sociedade britânica do séc. XIX e chegou a redigir panfletos de carácter político, em que denunciava as injustiças do seu tempo – a era industrial. As personagens caricaturais a que deu forma personificavam a hipocrisia das elites e a indigência perante os pobres e desprotegidos, sobretudo as crianças. Em “Oliver Twist”, todas as desventuras têm por base a origem social do rapaz, aparentemente excluído do ciclo da gente respeitável londrina. Dickens, aos 26 anos, consegue desafiar o seu próprio “condicionalismo social” e torna- se famoso, ascendendo na escala que se diria intransponível. Fá-lo através das palavras. Vende-as em fascículos, como era comum na época. Oliver tem sorte mais cedo. É logo na pré-adolescência que se livra do bando de ladrões que o querem explorar e encontra uma família disposta a ajudá-lo. Mais, a sua verdadeira família sempre tinha algo para lhe deixar como herança. Um final que ajuda os mais novos a acreditar que, mesmo estando a viver um momento dramático, este pode um dia vir a alterar-se. Antes do desfecho, o miúdo tem de suportar inúmeras privações, não só de alimentos e conforto, como de afectos. Obrigado a ser ajudante de limpa-chaminés e a trabalhar depois como cangalheiro, perde ainda o seu amigo mais próximo. Continuamente maltratado por quem com ele se cruza, decide fugir para Londres. Quando parece que tudo vai melhorar, descobre-se no meio de uma quadrilha de ladrões, num ambiente escuro, sujo, a que não falta a presença sempre repelente das ratazanas. É assim que Charles Dickens vai desconcertando o leitor, que desespera perante a impotência e solidão da criança. Quando se está prestes a perder irremediavelmente a esperança nos homens, o autor resolve dar uma oportunidade às personagens. E aos leitores. Esta reviravolta positiva que “o homem que inventou o Natal” imprime nas suas narrativas mais trágicas não deve ser alheia ao seu percurso de vida. Quando criança, decerto não imaginaria que seria famoso pelas suas histórias. E, afinal, passados quase dois séculos, aqui estamos a falar dele.” In Jornal “Público” por Rita Pimenta