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               1664-
          ISSN 1664-5243




 Varal do Brasil e você:
Uma amizade duradoura!
3 anos JUNTOS, fazendo
da literatura um caminho
 alegre e descontraído
  FELIZ ANIVERSÁRIO!
Revista varal
Varal do Brasil, literário sem frescuras! - Novembro/Dezembro 2012

                                                                                               ®




                                                                                          1664-
                                                                                     ISSN 1664-5243




                      LITERÁRIO, SEM FRESCURAS
                             Genebra, outono de 2012
                                             No. 18
FELIZ ANVIERSÁRIO!FELIZ ANVIERSÁRIO!FELIZ ANVIERSÁRIO!FELIZ ANVIERSÁRIO!FELIZ ANVIERSÁRIO!
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Varal do Brasil, literário sem frescuras! - Novembro/Dezembro 2012

              EXPEDIENTE
Revista Literária VARAL DO BRASIL

NO. 18 - Genebra - CH

Copyright Vários Autores

O Varal do Brasil é promovido, organizado e rea-
lizado por Jacqueline Aisenman

Site do VARAL: www.varaldobrasil.com

Blog do Varal: www.varaldobrasil.blogspot.com

Textos: Vários Autores
                                                             COMO PARTICIPAR DO VARAL
Colunas:
                                                        •     Solicitar o formulário pelo nosso e-
Clara Machado
                                                              mail.
Fabiane Ribeiro
                                                        •     Enviar seus textos, fotos e/ou dese-
Sarah Venturim Lasso                                          nhos acompanhados de uma foto e
                                                              de uma minibiografia para o e-mail
Sheila Ferreira Kuno                                          varaldobrasil@gmail.com Toda
Ilustrações: Vários Autores                                   participação é gratuita

Foto capa: © Anton Zabielskyi - Fotolia com

Foto contracapa: © Ruth Black - Fotolia com

Muitas imagens encontramos na internet sem ter
o nome do autor citado. Se for uma foto ou um               ESPECIAL NATAL E ANO NOVO
desenho seu, envie um e-mail para nós e tere-               PARA DEZEMBRO
mos o maior prazer em divulgar o seu talento.

Revisão parcial de cada autor
                                                            A revista Varal convida você para
Revisão geral VARAL DO BRASIL                               falar de amor, de paz, de tudo o que
Composição e diagramação:                                   se possa desejar na época natalina
                                                            para desta forma esperar o melhor
Jacqueline Aisenman                                         em 2013!
A distribuição ecológica, por e-mail, é gratuita. A         Traga sua mensagem na forma que
revista está gratuitamente para download em                 melhor encontrar! Pensamentos, tro-
seus site e blog.                                           vas, haicais, poemas, crônicas, con-
                                                            tos, minicontos... Ou outra forma ain-
Se você deseja participar do VARAL DO BRASIL
                                                            da que houver ou mesmo que você
NO. 19 envie seus textos até 10 de dezembro de
                                                            inventar!
2012 para: varaldobrasil@gmail.com
                                                            Vamos passar juntos o Natal e o
O tema da edição no. 19 será sobre o Planeta
                                                            Ano Novo!
Terra, sobre a vida, a natureza, os animais, o ser
humano. Declare o seu amor pelo Planeta!                    varaldobrasil@gmail.com

                                            www.varaldobrasil.com                                    4
Varal do Brasil, literário sem frescuras! - Novembro/Dezembro 2012




      Obrigada a você leitor, a você
      escritor, que nos acompanha e
             participa conosco!




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Varal do Brasil, literário sem frescuras! - Novembro/Dezembro 2012




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Varal do Brasil, literário sem frescuras




Estamos completando três anos de existência. Três anos de participação ativa na literatura
de Língua Portuguesa. Não estamos, claro, nos meios intelectuais. Mas estamos no coração
de tanta gente que isto é mais do que suficiente para afirmarmos que sim, conquistamos um
espaço na divulgação de nossa literatura! Afinal, entre a revista, blog, site, livros, muito mais
de quinhentos autores já passaram pelo VARAL DO BRASIL.

Já editamos dois livros e estamos com as inscrições abertas para a edição do terceiro volu-
me. Com qualidade e respeito fazemos uma antologia que difere de todas as outras.

Já participamos de um dos maiores e melhores Salões Internacionais do Livro, o de Gene-
bra, na Suíça. Um sucesso total. Levamos para o meio internacional aproximadamente du-
zentos títulos de mais de cento e cinquenta autores! Quatorze escritores estiveram presen-
tes para autografar seus livros vindos do Brasil, Suíça, EUA, Itália e Holanda. Fizemos até
mesmo um especial sobre o cordel homenageando Jorge Amado com as participações mui-
to especiais de Valdeck Almeida de Jesus e Marcelo Candido Madeira.

Se a Livraria Varal do Brasil fechou seu site e suas vendas diretas pela impossibilidade de
continuar com as portas abertas, assim mesmo estamos nos preparando para ir ao 27o. Sa-
lão Internacional do Livro de Genebra que ocorrerá em maio de 2013. Mais uma vez, com
muita garra e muita vontade de mostrar ao mundo o que temos em nossa bela literatura.
Abrimos inscrições e lá vamos nós novamente fazer a festa da literatura brasileira na Suíça.
O VARAL DO BRASIL é isto: vontade de ir longe com você, de mostrar seu talento, de unir o
leitor com o escritor.

Nestes três anos foram vinte e oito revistas, dois livros e mais um em preparação. Foram
mais de mil publicações em nossos blog e site; milhares de visitas no blog, site e página Fa-
cebook. Inegavelmente, estamos juntos!

Aqui, o agradecimento sincero pela fidelidade e pelo carinho sempre demonstrado! E siga-
mos para mais um ano de sucesso e alegrias com os corações unidos para mostrar o me-
lhor de nós!

Jacqueline Aisenman
Editora-Chefe do VARAL DO BRASIL


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Varal do Brasil, literário sem frescuras!




♦   ALEXANDRA MAGALHÃES ZEINER         ♦    ELIANE ACCIOLY

♦   ALICE LUCONI NASSIF                ♦    ELOISA PORAZZA

♦   AMELITA SOARES                     ♦    EVELYN CIESZYNSKI

♦   AMILTON MACIEL MONTEIRO            ♦    FABIANE RIBERO

♦   ANA ESTHER                         ♦    FELIPE CATTAPAN

♦   ANA ROSENROT                       ♦    FERNANDA DE F.FERRAZ

♦   ANAIR WEIRICH                      ♦    FLAVIA ASSAIFE

♦   ANDRÉ V. SALES                     ♦    GILBERTO NOGUEIRA DE OLIVEIRA

♦   ANGELA GUERRA                      ♦    GILMA LIMONGI BATISTA

♦   ANNA BACK                          ♦    GUACIRA MACIEL

♦   ANTÔNIO FIDÉLIS                    ♦    HERNANDES LEÃO

♦   AUDELINA MACIEIRA                  ♦    HIPÓLITO FERRO

♦   BETO ACIOLI                        ♦    ISABEL CRISTINA S. VARGAS

♦   CARLOS CONRADO                     ♦    IVANE LAURETE PEROTTI

♦   CAROLINE BRITO                     ♦    IVONE VEBBER

♦   CAROLINE BAPTISTA AXELSSON         ♦    JACQUELINE AISENMAN

♦   CESAR SOARES FARIAS                ♦    JARDEL ELIAS

♦   CLARA MACHADO                      ♦    JOANA ROLIM

♦   CRISTIANE STANCOVIK                ♦    JOSÉ CAMBINDA DALA

♦   CRISTINA CACOSSI                   ♦    JOSÉ CARLOS PAIVA BRUNO

♦   DANILO A. DE ATHAYDE FRAGA         ♦    JOSÉ HILTON ROSA

♦   DEANNA RIBEIRO                     ♦    JUAN BARRETO

♦   DHIOGO JOSÉ CAETANO                ♦    JULIA REGO

♦   DOMINGOS A. RICHIERI NUVOLARI      ♦    JUVENAL PAYAYA

♦   DORA DUARTE                        ♦    LÚCIA AMÉLIA BRULLHARDT

♦   EDIANE SOUZA                       ♦    LUNNA FRANK



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Varal do Brasil, literário sem frescuras




♦   MARCELO DE OLIVEIRA SOUZA              ♦     WILSON DE OLIVEIRA JASA

♦   MARCOS TOLEDO                          ♦     YARA DARIN

♦   MARCOS TORRES

♦   MADDAL

♦   MARIA ANGELITA HEINZ

♦   MARIA SOCORRO

♦   MÁRIO OSNY ROSA

♦   MARIO REZENDE

♦   MERARI TAVARES

♦   NILZA

♦   ODENIR FERRO

♦   ODETE BIN

♦   OLIVEIRA CARUSO

♦   REGINA COSTA

♦   RENATA IACOVINO

♦   RODRIGO PEREIRA DOS SANTOS

♦   ROSSANDRO LAURINDO

♦   ROZELENE FURTADO DE LIMA

♦   SARAH VENTURIM LASSO

♦   SHEILA FERREIRA KUNO

♦   VALQUÍRIA GESQUI MALAGOLI

♦   VARENKA DE FÁTIMA ARAÚJO

♦   VERA LUCIA PASSOS

♦   VINICIOUS LEAL M. DA SILVA

♦   VIVIANE SCHILLER BALAU

♦   WALNÉLIA CORRÊA PEDERNEIRAS




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Varal do Brasil, literário sem frescuras!



Ah! Se amar fosse
fácil...
Por Amilton Maciel Monteiro


Ah! Se amar fosse fácil, minha amiga,
Não haveria gente mal amada,
Não teria no mundo tanta briga,
Nem crianças largadas na calçada!


É que amar é bem árduo! E há até quem diga
Que das fainas é a mais sacrificada,
Pois, além de você se dar, fadiga
Com tanta incompreensão, sem dizer nada...
                                                                Valores
Contudo, sem amar, restam as tristezas...
                                                                Por Ana Esther
É até pior que a dura incompreensão,
Ou o que se sofre com indelicadezas;
                                                                  Valores?
Pois fomos concebidos para o amor,
                                                                Alguém os viu?
Que vive bem em nosso coração,
Como dispôs o Sumo Criador!                                 Louvados sejam...
                                                         Oh, não... hoje em dia
                                                             Renegados são!
                                                      Esquecidos, abandonados,
                                                          Sumiram do coração.


         Imagem: Delacorr




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Varal do Brasil, literário sem frescuras



                                                Vem amor!
Amor em fuga                                    Vem amor
                                                Agora tanto faz o anseio é só para te
Por Audelina Macieira                           ver
                                                Em paz e te dá o que eu tenho

Sombria alma minha                              Meu amor, que nunca vai te deixar

maltratas este corpo que por ti chora           Esse amor é nossa casa nosso lar

Se vem para mim assim não quero                 Esse amor está em mim mas é seu

prefiro fugir dessa agonia                      Amor não fuja de mim

quando lá na escuridão interna                  Vem logo, e arrependa-se

do semblante perdão                             Vem viver o amor.

imploro por uma bebida quente
para esquecer dos seus lábios
para não lembrar dos seus abraços
para que este alguém onde estiver
que partiu e deixou para depois
o infinito deste amor
que solidão que dor
que fazes agora o meu coração
que sangra
ah! quando lembro que fugiu de mim
lembro também do passarinho sem ni-
nho
lembro que ao fugir de mim
me deixou no chão
Meu amor aceite meu perdão
e vem me dê a mão
A fuga não é o caminho
da doce ilusão
A fuga é destino de morte
Para quem fica
E solidão eterna para quem vai




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Varal do Brasil, literário sem frescuras!




 Grito Existencial

           Por Beto Acioli




Grita um silêncio em meu grão deserto

   Faz-me arder áridos sentimentos

Passo, deveras, longos maus momentos

 O sofrimento faz meu mundo inquieto



 O meu tormento passa-se em secreto

    Expilo prantos coração adentro

    Navalho cortes sanguinolentos

 Retalho a alma em perverso decreto



  A fundo peno com meus desatinos

   Sinto o profundo gosto do veneno

Morrendo aos poucos a cada segundo



    Decerto seja o maldito mundo

  Impondo a vida pelo que devemos

  Ou nos expondo à sorte do destino




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Varal do Brasil, literário sem frescuras




                 VARAL DO BRASIL NO
                                 SALÃO
   INTERNACIONAL DO LIVRO DE GENEBRA
                 2013
O Varal do Brasil estará presente com um stand de 12m2 no prestigia-
do Salão Internacional do Livro de Genebra em 2013.

Estão abertas quinze vagas para sessões de autógrafo e trinta e cin-
co vagas para exposição de livros. Todas as vagas serão preenchidas
mediante a seleção de títulos e pagamento de participação cooperati-
va.

As pessoas interessadas deverão escrever para o e-mail

varaldobrasil@gmail.com mail solicitando mais informações.

Adiantamos que as associadas da REBRA e os associados da LITERAR-
TE, assim como os participantes regulares da revista VARAL DO BRA-
SIL, receberão descontos especiais para suas participações.




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Varal do Brasil, literário sem frescuras!



                   LIA E SEU MUNDO


                   Por Anair Weirich


                   Chamava-se lia...
                   e lia - ah! se lia!
                   Tanto lia
                   que seu nome
                   era apologia
                   à leitura.
                   E lia mesmo!
                   lia outdoor, jornal,
                   qualquer anúncio a esmo.
                   Levava a literatura
                   muito a sério.
                   Em cada aposento da casa
                   havia um livro sendo lido,
                   e cada história com seu
                   mistério.
                   Essa era lia...
                   e como lia!




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Varal do Brasil, literário sem frescuras




BOLO DE ANIVERSÁRIO
Fonte: http://mdemulher.abril.com.br/c




Ingredientes

. 1 1/2 xícara (chá) de manteiga
. 3 1/4 xícaras (chá) de açúcar
. 14 ovos
. 3 1/2 xícaras (chá) de farinha de trigo
. 1 colher (sopa) de fermento em pó
. 250 g de ameixa seca
. 1 3/4 de xícara (chá) de água
. 8 gemas
. 200 g de chocolate amargo

Modo de preparo

1. Prepare a massa: bata bem a manteiga com 1 1/2 xícara (chá) de açúcar. Junte 6 ovos
inteiros e bata até ficar homogêneo.

2. Acrescente a farinha peneirada com o fermento e misture.

3. Ponha numa forma de 30 cm de diâmetro untada com manteiga e asse em forno, prea-
quecido, até dourar.

4. Deixe esfriar e desenforme. Repita a receita mais uma vez.

5. Prepare o recheio: retire o caroço das ameixas. Cozinhe-as com 1/4 de xícara (chá) de
açúcar e 3/4 de xícara (chá) de água até ficarem macias.

6. Bata as ameixas no liquidificador aos poucos. Corte os bolos e recheie.

7. Prepare a cobertura: cozinhe 1 1/2 xícara (chá) de açúcar e 1 xícara (chá) de água até
obter ponto de bala dura. Bata 8 gemas.

8. Junte a calda quente e bata até esfriar. Junte o chocolate e misture.

9. Cubra o bolo e decore.




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AMIZADE SUPREMA GRAÇA DE VIVER


              Por Eloisa Porazza

         Amizade suprema graça de viver!

         Verdadeiro tesouro da caminhada,

        Sentimento que expressa bem querer,

      Transmite harmonia e felicidade também.

      Devemos agradecer ao poderoso escultor

     Pelos Amigos forjados na forja do coração.

       Amizade um tipo especial de carinho,

       Que nasce na espontaneidade do viver.

           Consiste na grande satisfação

            De, com base na sinceridade,

   Dizer palavras apropriadas no estender da mão,

              Seja qual for à situação.

    Amigo confessor Ouve calados os queixumes,

   Seca nossas lágrimas, Silencia a voz do pranto

      E faz-nos sorrir para um novo alvorecer

    Agasalho da hora certa que aquieta nosso ser,

   E na magia da existência, retempera o coração.




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Varal do Brasil, literário sem frescuras


                                                  queno retrato, feio, manchado, avermelhado
             Herdeiros *                          como os retratos antigos são, ali estava
               Ana Rosenrot                       aquele sorriso deslumbrante, segurando um
                                                  grande bebê de bochechas vermelhas e
                                                  olhos inocentes, eu; naquele momento aqui-
                                                  lo valeu mais que todo o ouro do mundo.
       Pararam de falar quando eu cheguei
me olharam com desprezo como se eu não                   Corro para pegar o retrato , alguns se
tivesse direito de estar ali, mas logo recome-    assustam, pensando que eu estava tentando
çaram a remexer nos objetos, falando alto e       me apoderar de algum bem de valor, como
discutindo o que caberia a quem. Se eles          se lá existisse isso, pego o retrato e todo um
soubessem que a única coisa que eu queria         mundo perdido volta a existir em minha men-
daquela casa já não existe mais, não preci-       te, ela agora se encontra do meu lado e eu a
sariam esconder furtivamente as coisas que        ouço falar, com voz suave, me ensinando
encontravam.                                      coisas que em nenhum lugar eu poderia
                                                  aprender, enquanto penteia meus cabelos,
       Olho ansiosamente pelos desvãos da         ela me fala sobre a vida, a importância da
sala, na esperança de encontrar pelo menos        compaixão, de como devemos ser fortes na
uma sombra do passado perdido e me depa-          adversidade e nunca deixar que a maldade e
ro com o velho relógio na parede, amarelado       a ganância entrem em nosso coração; um
pelo tempo, cheio de pontos de ferrugem e         barulho de algo quebrando me chama a
ainda trazendo no visor um buraco bem re-         atenção, vou ver e descubro que alguém ha-
dondinho perto do número oito, resultado de       via derrubado da parede o relógio, que agora
uma pedra mal atirada, como tive medo na-         se tornou um monte de cacos, molas e en-
quele dia de que ela brigasse comigo pela         grenagens, vítimas e testemunhas da sanha
falta de cuidado, desobedecendo à eterna          familiar por lucro, o silêncio volta a reinar,
ordem de brincar lá fora, mas ela sorriu, co-     como se o barulho os tivesse despertado de
mo sempre, com os lábios e os olhos e disse       um pesadelo, todos param e se olham, olha-
que o importante era que o relógio ainda          res vergonhosos se cruzam pelos cantos,
marcava as horas, e que assim poderia se          indo de um para o outro, como se assim pu-
lembrar de mim toda vez que olhasse para          dessem ver a si mesmos e vão largando o
ele, só que agora nada disso adianta.             que haviam recolhido e guardado em bolsas
       Caminho da sala para a cozinha, os         e sacolas, começam a juntar os pedaços do
olhos de todos me seguem em silêncio, ven-        relógio, unidos como nunca foram em ne-
do com velado prazer que o grande mito fa-        nhum outro momento de suas vidas.
miliar era uma mentira, nunca entenderam                 Com o retrato nas mãos, vou deixan-
que algumas pessoas nasceram para correr          do a casa e aquele mundo para trás, mas
pelo mundo a procura de uma vida melhor,          posso ouvir vindo da sala, que a conversa
isso para eles era fuga, covardia, abandono       agora é amigável, risos e comentários sobre
da família; somente ela, em todos os mo-          momentos felizes e velhos retratos vão eco-
mentos me apoiou, mostrando-se orgulhosa          ando pelos cantos, agora, é como se ela es-
com o tão pouco ou quase nada que eu tinha        tivesse novamente ali e para mim ela sem-
conseguido nunca me senti tão só e miserá-        pre estará.
vel como agora. No corredor examino triste
as portas fechadas, o que eu não daria para             A única herança que devemos guardar
vê-la sair de uma delas com seu eterno sorri-     são as boas lembranças.
so, tão pequena, a alma tão grande, sempre
uma palavra boa a dizer, mas tudo acabou
só o que vejo e ouço são coisas sendo revi-       *Conto vencedor do 2º Lugar no Troféu Ja-
radas, roupas e lembranças jogadas no             caré 2010.
chão, a eterna busca por algo valioso; é
quando eu vejo atirado ao chão por alguém
que não viu nenhum valor naquilo, um pe-


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Varal do Brasil, literário sem frescuras




REDEMOINHO

Por Lúcia Amélia Brüllhardt



I
A Vida é um redemoinho
Que roda com, precisão
Tendo o vento como artéria
dando vida ao coração

II

Na roda desse moinho
Eu quero me balançar
Não quero ser Don Quixote
Montado em seu alazão
Lutou contra o moinho
Pensando ser um dragão

III

Não perco tempo
Esperando
Vendo a velhice chegar
Na roda desse moinho quero me balançar

IV

Se é verso, se é rima
Repito tempo e lugar
Repito que no moinho
Eu quero me balançar ...




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                                            trabalhar direito−, procurei novamente
    Show Imperdível                         o cartaz, para ver se encontrava algu-
                                            ma informação, mas como choveu for-
         Por Amelita Soares
                                            te durante a semana, todos os carta-
                                            zes tinham desaparecido; sem chegar
                                            a uma solução para o meu problema,
 “NÃO PERCAM, ÚNICA APRESENTA-              resolvi ir ao show assim mesmo; quem
ÇÃO DE SARITA MELO, NESTE SÁBADO            sabe alguém desista de última hora e
NO ESPORTE CLUBE MELINENSE”.                me venda o ingresso.

                                                   No sábado, vesti meu melhor
       Quando vi este cartaz colado         traje e fui para o Esporte Clu-
num poste, fiquei tão eufórico, enlou-      be−esperando por um milagre−, fiquei
quecido de felicidade que nem conse-        parado na porta, observando por um
gui terminar de ler, tratei de ir rapida-   longo tempo, até que um casal de na-
mente a um caixa eletrônico e saquei        morados começou a discutir, trocar
tudo o que tinha na minha conta− o          acusações e cada um foi para um lado;
dinheiro reservado para pagar o alu-        percebi que o rapaz, aborrecido, dirigia
guel daquele mês−, para comprar o           -se para o carro com um ingresso nas
ingresso e assistir ao show da minha        mãos; corri até ele e pedi, sem ne-
vida; nunca fui muito amigo de festas,      nhum escrúpulo− pouco me importan-
shows, nem passeios, sempre fui um          do com sua tristeza por brigar com a
homem muito caseiro, mas, por minha         namorada−, que ele me vendesse seu
amada Sarita Melo− a única cantora          ingresso. Ele parou, olhou-me descon-
que gostei de ouvir em toda a minha         fiado, deu a impressão de que iria me
vida−, sou capaz de fazer qualquer          dizer alguma coisa, mas desistiu, pediu
loucura.                                    trezentos e cinquenta reais − que pa-
                                            guei sem regatear− e foi embora, com
       Peguei meu carro e literalmente      a aparência bem melhor do que antes.
voei até o Esporte Clube, para comprar
meu ingresso antes que se esgotas-                  Realizado, transbordando de fe-
sem; não consegui encontrar quem me         licidade, entrei no salão e enquanto o
atendesse; o clube estava deserto,          show não começava, fiquei observando
mais parecia um túmulo. Comecei a fi-       os cartazes com a foto de minha ado-
car intrigado, será que os ingressos já     rada Sarita, que cobria as paredes; foi
tinham se esgotado?                         então que pude ler o que dizia o res-
                                            tante do anúncio: “Patrocínio Prefeitura
        Desesperado, voltei pra casa e      Municipal de Melina – Entrada Franca”.
pesquisei na Internet por horas, na es-
perança de adquirir− mesmo que mais                Fiquei tão arrasado por ter sido
caro−, um lugar, nem que fosse na úl-       enganado, que não consegui nem pres-
tima fila, mas nada encontrei; corri até    tar atenção no show. Saí do Esporte
a cidade, perguntei a todo mundo, até       Clube com uma certeza: informação é
aos cambistas, que ficavam na praça;        tudo. Já o aluguel deste mês, tornou-
ninguém sabia de nada; parecia que o        se uma coisa incerta.
único interessado no show era eu.

      Derrotado, passei a semana to-
da pensando num jeito de resolver o
meu problema− não conseguia nem


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                               BOLO DA MAMÃE
                                  (Rendimento: 25 fatias)
Ingredientes:
Massa
- 5 ovos
- 2 xícaras (chá) de açúcar
- 1 xícara (chá) de leite quente
- 2 xícaras (chá) de farinha de trigo
- 1 colher (sobremesa) de fermento em pó

Recheio
- 1 lata de leite condensado
- 1 lata de creme de leite
- 1/2 litro de leite
- 3 gemas
- 3 colheres (sopa) de farinha de trigo

Cobertura branca
- 2 xícaras (chá) de açúcar
- gotas de essência de baunilha
- 3 claras

Cobertura de chocolate
- 3 colheres (sopa) de açúcar
- 3 colheres (sopa) de chocolate em pó solúvel
- 1 colher (café) de manteiga
- 2 colheres (sopa) de leite
Modo de Preparo:
1. Massa: bata as claras em neve, junte as gemas, o açúcar e continue a bater até obter
um creme leve e fofo. Despeje aos poucos o leite e bata mais um pouco. Misture leve-
mente a farinha peneirada com o fermento. Asse em forma redonda (28 cm de diâme-
tro) untada e enfarinhada, em forno quente (200ºC) por 40 minutos.
2. Recheio: bata todos os ingredientes no liquidificador. Leve ao fogo mexendo sempre
até engrossar. Corte o bolo em 2 camadas e recheie com esse creme.
3. Cobertura branca: faça uma calda em ponto de voar com açúcar, 1 xícara de chá de
água e as gotas de essência de baunilha. Bata as claras em neve na batedeira e vá
despejando a calda fervente sobre elas, batendo até tomar consistência. Cubra a torta
com uma camada bem farta.
4. Cobertura de chocolate: leve ao fogo brando uma panela com o açúcar, o chocolate
em pó, a manteiga e o leite. Deixe ferver por 5 minutos, mexendo sempre. Passe a co-
bertura sobre a torta e com uma colher faça movimentos circulares. Sirva gelado de
véspera.
Fonte: livro “O Doce Brasileiro” do acervo culinário Nestlé



* Receita enviada por Valquíria Gesqui Malagoli, com foto que ilustrou o poema da foto da pá-
gina anterior




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                                              Harry Potter, com Rowling.
   Declaração de amor
                                                    Investiguei, com Miss Marple e
              Por Angela Guerra
                                              Poirot, todos os crimes, seguindo as
                                              dicas de Agatha Christie!

     E, de repente, me vi barata, pe-                Marquei presença, também, na
las mãos de Kafka!...                         literatura de língua espanhola, com
                                              Cervantes, Borges e Llosa...
      Entrei num armário, com Lewis,
para descobrir outras Terras, cheias de             No momento, me arrisco na itali-
mistérios...                                  ana, tentando descobrir o segredo das
                                              flores, com Diffenbaugh. Só não me
      Vivi aventuras incríveis, com           disseram que se tratava de uma tradu-
Tolkien, em busca de um anel, para            ção quando o encomendei... Detesto
salvar o mundo...                             traduções! Mesmo não compreendendo
     Depois, me perdi em Avalon, na           tudo, só leio os originais, nos idiomas
magia de Bradley, em meio às bru-             que aprendi/aprendo.
mas...                                              Faz-se mister mencionar, tam-
     Em seguida, me apaixonei pelo            bém, que me deliciei com a poesia de
vampiro romântico, de Meyer, e me             Robert Frost e Emily Dickinson; com os
encantei com os Anjos e Demônios,             poemas e o teatro, de Shakespeare...
de Brown...                                   Ainda houve a pintura social, de Dic-
                                              kens...
      Acho que fui a única, no meu
curso de Letras (Português-Inglês –
porque você deve estar estranhando
todos os meus exemplos, de literatura
estrangeira...), a ser perseguida por
Moby Dick, do início ao final da saga,
com Hemingway...

      Viajei (nos dois sentidos – meta-
fórico e virtual), com Bryson, nos seus
relatos das diferenças culturais experi-
mentadas por ele nos EUA e na Ingla-
terra...

       Sofri horrores de violência em A
filha do General, cujo autor não me re-
cordo, e me desesperei no Afeganis-
tão, na pele daquele pobre menino,
com Hosseini...
                                                   Todavia, a memória me falha,
      Mais tarde, escrevi minhas me-          certamente, pois me lembro de muitas
mórias de Geisha, com Golden, e lutei         horas mais, esquecidas, em colóquio
contra Voldemort, desde o início de           amoroso com alguma obra...


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Varal do Brasil, literário sem frescuras


       Meu Deus, como pude me esque-           Como fazê-lo, se não, emprestando-lhe
cer de Eça de Queiroz e Camilo Castelo         aquele ma-ra-vi-lho-so livro, que aca-
Branco, com que me maravilhei, na Fa-          bamos de ler, ou reler?!...
culdade! Propositalmente, não menci-
ono autores brasileiros porque foram
muitos, mas, em sua grande maioria,
leitura indicada por algum professor,
para realizar algum trabalho...

      Sempre faço questão de ler o li-
vro antes de assistir ao filme, pois,
apesar da capacidade criativa e tecno-
lógica das equipes de efeitos especi-
ais, não há nada tão imbatível como a
nossa imaginação, que fica limitada
pelo que se vê na tela, caso se inverta
a ordem....

       A saudável convivência da TV e                     Livro de Angela Guerra
do computador (e seus desdobramen-
tos), com o rádio, mais antigo, nos as-
segura que o advento do E-book não
nos forçará a abdicar do livro de papel,          ESPECIAL NATAL E ANO NOVO
cujo manuseio nos proporciona tanto               PARA DEZEMBRO
prazer, no virar de cada página, na co-
locação de nosso marcador predileto,
demarcando os limites do que já foi li-           A revista Varal convida você para
do, no inalar de seu cheirinho carac-             falar de amor, de paz, de tudo o que
terístico... Para não falar da felicidade         se possa desejar na época natalina e
suprema de poder selecioná-lo, entre              esperar para o 2013 que se aproxi-
muitos a reler, na prateleira de nossa            ma.
própria biblioteca doméstica... Com
                                                  Traga sua mensagem na forma que
que amor vamos comprando, um a
                                                  melhor encontrar! Pensamentos, tro-
um, e enfileirando-os na estante; não
                                                  vas, haicais, poemas, crônicas, con-
arrumados militarmente, por área de
                                                  tos, minicontos... Ou outra forma ain-
conhecimento, como nas bibliotecas                da que houver ou mesmo que você
maiores, mas por tamanho, cor etc – à             inventar!
vontade do freguês...
                                                  Vamos passar juntos o Natal e o Ano
       Muitas pessoas são acusadas de             Novo!
não devolver os livros tomados em-
prestados, e, por isso, talvez, se tenha          varaldobrasil@gmail.com
cunhado o dito: “Livro é como escova
de dentes: de uso pessoal e intransfe-
rível!” Mas como é gratificante estimu-
lar no outro o gostinho pela leitura!


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Varal do Brasil, literário sem frescuras!


       Infância Esperança

                                                 Os irmãos, amigos e cúmplices!
               Por Anna Back
                                                 As peraltices eram sempre coletivas.
                                                 Brincávamos soltos, aos saltos,
Minha infância há tanto vivida,
                                                 Balanço na árvore, pra lá, pra cá!
Traz à boca sabores diversos, contidos.
                                                 Vida no sítio, pomar ao lado,
Gosto de saudade, de doces, pastel,
                                                 Bichos, flores, crianças e frutas.
suspiro.
                                                 Vida impregnada de natureza,
Do frescor das frutas, do pé, na hora,
                                                 Parece perfeita, melhor não há.
colhidas.
Carinho de avós, e o gosto de algo que
lembro,
                                                 Todavia, com tanto regalo,
Mas que não sei o nome, nem se existe...
                                                 Queria eu viver na cidade!
Enfim, sentimentos variados, sonhados,
                                                 Apesar da mesa farta, sortida,
vividos!
                                                 Pois quase tudo se fazia em casa.
                                                 Goiabada, queijos, marmelada,
                                                 Biscoitos, nata, requeijão...
As descobertas do começo da vida.
                                                 Sentia falta, mais do que pão,
Vida em broto, desabrochando, só.
                                                 Queria conforto, apesar da idade!
Os causos dos mais velhos, vivências.
E lá a encontro, no baú da saudade,
De coque de grampos, óculos e avental...
                                                 Queria ler mais, ser professora!
Meu anjo em forma de avó.
                                                 Ter luz em casa, água encanada,
                                                 Cor nas paredes, cama com véu.
                                                 Tantos sonhos para uma criança!
Meus pais amados, heróis guerreiros,
                                                 Conhecer o mar, passear nas ruas...
Contra a pobreza, sempre lutaram.
                                                 De uma infância pobre em bens,
Pensando nos filhos, e nunca em si
                                                 Guardo as melhores recordações.
Mangas arregaçadas, olhar no horizonte.
                                                 Das coisas e das pessoas simples.
Os vi trabalhar muito, chorar e sorrir.
                                                 Um nome para ela?
Com orgulho no peito, a quem quis,
                                                 Posso chamá-la de Esperança!
Os filhos formaram!


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Varal do Brasil, literário sem frescuras


                                                _ Não se bate assim no irmão, Carolina!
           A quarta neta
                                           A menina ficou mais vermelha que o tapa na
           Por Eliane Accioly              bochecha do irmão, e sentida com a vovó:
                                           “Ela protege o Guilherme! Gosta mais dele
                                           que de mim! Não zangou dele me arrastar.”
                                           Quase chorou, mas no lugar das lágrimas
Era uma vez a Carolina, uma menina de sete fechou o rosto, que ficou mais redondo. A
anos.                                      boca de Carolina se abriu naquele rosto cor
Xereta.                                    de rosa e redondo, e falou para a vovó:
Perguntadeira.
Desconfiada.                                    _Você não manda em mim. Só a minha mãe!
Ciumenta.
                                                Vovó ficou impertinente:
Taurina e loira.
Cabeçuda, brava.                                _ Avó também educa, Carolina!
Neta de alemães pelo lado paterno.
E pelo materno, mineirinha de seiscentos        E querendo ser engraçadinha, vovó continu-
anos.                                           ou:
Uma mistureba.
                                                _ E quando a neta vê a vó educar diz:
Carolina gosta muito da vovó Eliane, mas        “Obrigada, vovó”.
acha que para a vovó mineira, ela é só a
quarta neta, “Que mico ser a quarta neta!”,   Carolina sentiu que era um balão e teve me-
“Não sou mocinha como a Ana Luiza, nasci      do de estourar e virar pedaços de borracha.
depois do Gianluca e do Guilherme, e nem      Não um balão cheio de gás, um balão cheio
sou a caçula, como a Amanda”, pensa. As       de ira por causa da vovó. Até esqueceu o
coisas que Carolina mais detesta são:         desaforo de ser puxada pelo Guilherme na
                                              frente dos colegas. De novo a boca se abre
1- Ser a quarta neta, nem a mais velha, nem no rosto redondo e diz:
a caçula.
2- Quando o irmão, o Guilherme, um ano e      _ Não vou agradecer, vovó! Sou diferente de
sete meses mais velho bate nela.              toda criança! Não quero mais ir para a casa
3- E quando o Guilherme a arrasta e puxa      da vovó.
pela roupa no corredor da escola, na frente
dos colegas! Uma vergonha!
                                              Mas, Carolina foi para a casa da vovó. Era
Por conta de uma arrastada Carolina deu um sexta feira, o dia de vovó pegar Carolina e o
tapa merecido e estalado na cara do Guilher- Guilherme no colégio. Passam pelo Super
me. O tapa fez plaft, e ficou grudado na bo- Mercado e compram salada. Carolina de bra-
checha dele, escorrido, um tomate esborra- ços cruzados finge que nem tem avó, mas
chado. Vovó Eliane não viu Guilherme arras- anda atrás dela, com medo de ficar perdida.
tar a Carolina, só viu o tapa estampar a cara Já ouviu contar de criança perdida, e acha
do neto, e desenhar um mapa, ouviu o plaft! uma coisa muito triste. Suspira: “Vida de cri-
E chiou:                                      ança é difícil!” Chegam à casa dos avós. Ca-
                                              rolina sente o cheiro de pastel.



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Varal do Brasil, literário sem frescuras


Ainda está zangada, mas, o cheirinho de
pastel... A menina come um monte de pastel _ Não, meu amor. Agora cresci e tenho uma
de queijo, os que gosta. Vovó pede para           neta chamada Carolina, estou com ela aqui
Néia fritar tantos quantos a neta quiser. Para no meu colo.
o Guilherme tem pastel de carne. Carolina
pensa que inventou gostar de pastel de quei- _ Vovó, você viu o Guilherme me arrastar no
jo, porque precisa ser diferente do Guilher-      colégio?
me. “Graças a Deus a vovó agrada nós dois”,
pensa a pequena mastigando um pastel cro- _ Não vi. Foi por isso que você deu o tapa
cante. Estão na mesa quatro pessoas, dois         nele? Porque ele arrastou você?
adultos, vovó e vovô, e duas crianças, Caroli-
na e o Guilherme. A raiva fica amarrada ao        _ Foi.
pé da mesa. Carolina está feliz de não ter
explodido como um balão. Continua inteira.        _ Então, peço desculpas. Você me desculpa,
Toma sorvete de sobremesa e considera,            Carolina?
“Quem sabe a quarta neta também tem lugar
no coração da vovó?”. Mas, nesse pedaço           _ Desculpo, vovó.
Carolina fica muito triste, e começa a chorar
de soluçar. Vovó senta a neta no colo e per-      Diz Carolina, ainda sentada no colo da vovó.
gunta o que está acontecendo:                     Vovó levanta de mãos dadas com ela. Vão
                                                  para o sofá, e quando a quarta neta vê, vovó
_ É por causa da vovó que você chora?             Eliane está contando uma história:


_ Não, vovó, é por causa da mamãe e do pa- “Era uma vez a Carolina, uma menina de se-
pai. Mamãe viaja muito. Está na Venezuela e te anos:
só volta amanhã. Papai viaja muito, está em       Xereta.
Brasília, e volta hoje de noite. Eu fico muito    Perguntadeira.
triste e tenho pesadelo.                          Desconfiada.
                                                  Ciumenta”.
_ Ah! A vovó entende você porque já fui cri-
ança, também ficava triste quando meus pais É a história que Carolina acaba de viver. A
saiam de noite e eu ficava em casa. Me lem- menina se aconchega na avó e pensa:
bro até hoje, vejo agora quando você fala         “Essa minha avó! Sei não!!!!!!!!!!!!”
dos seus pais, é como eu me sentia.


_ Você quer ficar perto dos seus pais, vovó?


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                      AMOR

Por Caroline Baptista Axelsson




Um ícone de paixão que está de cara por ar

Como vaga-lume, acende e apaga, acende e apaga

As vezes pode ser visto, as vezes não

O medo de perder encolhe a alma

Mas o corpo erguido se entrega

Pisando em terra firme

batida por rodas, sapatos e passos

É simplesmente desejo conservado em lata

e sem cheiro de nada




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              Poeta

      Por Renata Iacovino


       Ainda bem que recrio
Cada personagem dentro de mim
     Pois só assim sobrevivo
     Ao verdadeiro que grita
       Em meus escombros
  E suaviza minha passagem
     Nessa incógnita estrada
      De mudez assustada.




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       O VARAL DO BRASIL estará presente com um
       stand de 12m2 no prestigiado Salão In-
       ternacional do Livro de Genebra de 1º a
       5 de maio de 2013.

       Estão abertas quinze vagas para sessões
       de autógrafo e trinta e cinco vagas para
       exposição de livros. Todas as vagas se-
       rão preenchidas mediante pagamento de
       participação cooperativa.

       As pessoas interessadas deverão escrever
       para o e-mail varaldobrasil@gmail.com
       solicitando mais informações.

       Adiantamos que as associadas da REBRA e
       os associados da LITERARTE, assim como
       os participantes regulares da revista
       VARAL DO BRASIL, receberão descontos es-
       peciais para suas participações.




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                                                 saborear este fascinante e paradoxal senti-
FINITUDE                                         mento...
                                                 Numa sofreguidão há muito não experimen-
Por Julia Rego
                                                 tada, entregava meu corpo, despindo-me
                                                 languidamente diante do meu algoz.
                                                 Mas as horas, os minutos, os segundos cor-
                                                 riam desesperadamente como a querer apa-
Comecei a entender tudo muito tarde.             gar as sensações, o gosto e o cheiro do
                                                 amor impregnados no meu ser.
Estávamos no meio da madrugada a olhar o
silêncio que vinha da rua deserta, enquanto      Despertei de susto, ou de medo, e quando
transbordávamos o ápice extravasado.             olhei para dentro de mim ele já caminhava,
                                                 longe, sem sequer olhar para trás, sem cul-
 Ninguém a nos espreitar, só o vento frio do
                                                 pa, sem dor e sem lágrimas, por uma desco-
final de agosto acariciava nossos ouvidos,
                                                 nhecida estrada que insiste em levar embora
fazendo-nos despertar das nossas divaga-
                                                 os nossos amores.
ções.
                                                 Senti o dia acordar rapidamente, sem que o
Como pude entregar-me mais uma vez...
                                                 meu coração pudesse planejar uma fuga.
Ainda me recordo daquelas palavras doces,
                                                 Eu não entendia que tudo deveria permane-
invadindo e entorpecendo todo o meu ser,
                                                 cer na fugacidade que insiste em tudo arras-
ao tempo em que me envolvia numa aura
                                                 tar, sem deixar marcas, e sofri!
amorosa deliciosamente cálida.
                                                 A luz matinal já ofuscava o brilho dos olhos,
Ao fundo, as notas de uma arrebatadora
                                                 anunciando uma jornada angustiante de
canção arrastavam-nos para os encantos do
                                                 descobertas e perdas.
amor, fazendo-nos acreditar que o universo,
naquele momento, deixaria de girar e, cúm-       Por que sempre teria que acabar assim...
plice, aplaudiria o encontro de dois seres
apaixonados.                                     Ocorreu-me que nada foi tacitamente ajusta-
                                                 do.
É incrível como a música tem o mágico po-
der de transformar alguns encontros em his-      Quem disse que as mãos ficariam entrelaça-
tórias únicas e inesquecíveis.                   das para sempre, quem disse que os lábios
                                                 deveriam estar sempre vermelhos e molha-
A bebida nos inebriava, despertando nossos       dos, prontos para obedecer a um só chama-
desejos mais recônditos num misto de torpor      do...
e prazer.
                                                 Um único e aprisionador chamado...
Calma e surpreendentemente começamos a
dançar num ritmo suave e frenético como se       Comecei a entender tudo muito tarde...
quiséssemos seduzir a nós mesmos.
                                                 Apenas quando a estrada que o levou em-
Não falávamos nada naquele momento, não          bora acenou, sorrindo, para mim.
precisava, os olhos e as batidas do coração
falavam por nós.
Corpos colados pelo suor que se desprendia
dos nossos poros completavam o diálogo
improvisado do amor.
Estava apaixonada e não sabia. E não que-
ria.
Mas o que seria a vida sem paixão? O que
seria de nós se passássemos pela vida sem


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Varal do Brasil, literário sem frescuras




  Não aguentamos
       mais!!

 Por Marcelo de Oliveira Souza

       Não aguento mais!
         Tiro na esquina
         Ferindo o rapaz,
        A noite se ilumina
       O clarão da chacina
       Morre uma menina
         Chuva e choro
             De dia...
      À noite tudo se repete
      Nada mais prevalece
      A bala come o rosto,
       Rosto sofrido de dor
     Caído na vala, no esgoto
       Muita dor e agonia...

   Ninguém sabe ninguém viu
 O estouro da bomba deflagrada,
   Num flagrante da rapaziada
  Não tem festa, não tem nada
  O couro come na madrugada
   Choro, morte e mais nada...
   E mais um corpo despejado
      No quintal da estrada.

        Não aguento mais
     Drama, grito e desespero
        Tudo pelo dinheiro
      O povo precisa de PAZ
     No cemitério o povo Jaz...
     Sofrimento, ferida, rapaz

        Não aguento mais
      Não aguentamos mais!
              Som




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AMOR SEM LIMITE

Por Lunna Frank


Ao tocar seu amor
A flor linda nasceu no jardim
Começou a desabrochar
Quando inesperadamente
Foi colhida com tanto carinho
Tamanho era o seu amor
O milagre aconteceu
Teve vida e calor
.
E o pássaro feliz
Não parava de cantar
Voando de flor em flor
Para seu néctar saborear
.
Hoje o pássaro e a flor estão juntinhos
Num campo de jardins floridos
Provando a todos
Que a vida só tem sentido com amor
.
Quem tem uma só flor no jardim
Nunca pense que chegou ao fim
Comete um ledo engano
O pássaro e a flor
Hoje vivem juntinhos livres
Cultuando as belezas naturais do amor e da vida




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Varal do Brasil, literário sem frescuras! - Novembro/Dezembro 2012




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Varal do Brasil, literário sem frescuras



                                               batedeira e adicione o leite. Desligue e adi-
BOLO DE ANIVERSÁRIO                            cione a farinha, as castanhas moídas e o
COM DOIS RECHEIOS                              fermento e misture delicadamente. Despeje
                                               em forma redonda (28cm de diâmetro), un-
                                               tada e polvilhada. Leve ao forno médio-alto
                                               (200° preaquecido, por cerca de 30 mi-
                                                    C),
                                               nutos. Retire do forno e espere amornar.
                                               Reserve.

                                               1º recheio:
                                               Recheio de Chocolate: Em uma tigela,
                                               aqueça o Creme de Leite NESTLÉ® em
                                               banho-maria e misture o Chocolate picado.
                                               Mexa até formar um creme homogêneo.
                                               Reserve.

                                               2º recheio:
                                               Recheio de Baba de Moça: Em uma pane-
                                               la, misture o LEITE MOÇA® com o leite
                                               decoco e as gemas e leve ao fogo baixo,
                                               mexendo sempre. Assim que ferver cozinhe
                                               por cerca de 1 minuto, para engrossar. Re-
INGREDIENTES                                   tire do fogo e espere esfriar. Reserve.
    Massa
8 ovos                                         Cobertura:
1 xícara (chá) de açúcar
1 xícara (chá) de leite                        Em uma panela, misture o açúcar com
2 xícaras (chá) de farinha de trigo            meia xícara (chá) de água e leve para fer-
1 xícara (chá) de castanha-do-pará moída       ver, sem mexer, até obter uma calda em
1 colher (sopa) de fermento químico em pó      ponto de fio. Enquanto a calda se forma,
manteiga para untar                            bata as claras em neve. Não desligue a ba-
farinha de trigo para polvilhar                tedeira e despeje a calda em fio quando
    1º recheio                                 estiver no ponto. Bata até que a tigela da
1 lata de Creme de leite Nesté                 batedeira esfrie.
1 tablete de chocolate meio amargo             Montagem:
    2º recheio                                 Desenforme e corte o bolo em três partes
1 lata de Leite moça                           iguais. Sobre uma das partes, espalhe o
1 vidro de leite de coco (200ml)               recheio de Chocolate e cubra com a outra
4 gemas                                        parte da massa. Espalhe o recheio de baba
    Cobertura                                  de Moça e cubra com a ultima parte da
4 claras                                       massa. Espalhe o marshmallow sobre todo
1 xícara (chá) de açúcar                       o bolo e cubra com castanha-do-Pará moí-
castanha-do-pará moída, para decorar           da.
Modo de Preparo
                                               Dica:
                                               Decore com morangos ou frutas vermelhas
                                               e hortelã.


MASSA:                                         Fonte: http://www.nestle.com.br
Em uma batedeira, bata os ovos até do-
brarem de volume. Adicione o açúcar e ba-
ta mais um pouco. Diminua a velocidade da


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Varal do Brasil, literário sem frescuras




Livro

Por José Hilton Rosa


Às vezes penso
Às vezes leio
Às vezes procuro
Às vezes relembro
Às vezes deixo para depois
Às vezes procuro na estante
Às vezes leio o que está sobre a mesa
Tanto tenho para ler
Um livro me leva às vezes, para onde nunca estive
O livro me ensina
Com letras diferenciadas nas suas formas
Uma imagem nos deixa sem ter nenhuma figura
O livro é a arte de aproximar as pessoas
O livro é o sinônimo do saber, de ser educado
O livro em qualquer lugar em que esteja, desperta-me o desejo de conhecê-lo




                       Na foto, o autor com um de seus livros


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Varal do Brasil, literário sem frescuras



                            Meus Mestres e eu




Por Alexandra Magalhães Zeiner


Em um dos momentos mais difíceis da minha vida, tive a benção de conhecer meus mes-
tres de yoga. Um casal de yogis e Sanyasis, ou seja, pessoas que abriram mão de tudo na
vida para se dedicar a pratica da yoga. Mathaji (pronúncia Matagi) e Swameji (pronúncia
Suamegi), seguiam os ensinamentos de Swami Satyananda Saraswati. Meu mestre apren-
deu tudo diretamente com o Swami Satyananda Saraswati, iniciador da Escola Bihar de
Yoga, que possui centros no mundo inteiro. Mathaji era responsável pelas lições de yoga.
Sua mensagem foi clara desde nosso primeiro encontro em 2010, a prática da yoga serviria
como uma ferramenta, a cura viria através da disciplina e fé que existia em cada um. O
amor e a simplicidade emanada deles me inspiraram profundamente desde o primeiro mo-
mento. Os ensinamentos desta ciência milenar continuam a guiar pessoas, no mundo intei-
ro, desde sua difusão.
Passados dois anos desde o inicio da minha prática diária ensinada pacientemente por
Mathaji, recebi a noticia que eles retornariam a Europa, para dar continuidade ao trabalho
iniciado no inicio do ano 2000. A coordenadora responsável por eles na Áustria me convi-
dou para junto a ela organizar eventos na Alemanha, pois tínhamos mudado de Viena para
Sul da Alemanha.
Quando olho para trás vejo claramente o quanto os ensinamentos dos meus mestres se
tornaram parte essencial da minha vida. Aceitei o convite e propus a eles que se hospe-
dassem no nosso apartamento em Viena, onde eu os acompanharia na semana que esti-
vessem atendendo novos e antigos alunos.

No aeroporto de Viena a organizadora estava bastante nervosa e me perguntava a cada
instante como eu conseguia manter a calma. Eu disse apenas que minha felicidade era
maior que o nervosismo. A viagem de Bangalore (Sul da Índia) até Viena foi longa, mesmo
assim eles chegaram bem-dispostos para a idade avançada(ele já passava dos 80 e ela
beirando os 80).




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Varal do Brasil, literário sem frescuras


A semana seguinte foi intensa para todos          ção. Meu marido e meu filho também repeti-
nós. Eles mal tiveram tempo de descansar e        ram as mesmas palavras.
já tinham uma agenda cheia durante o dia
inteiro. Eu fazia minha parte, preparando re-     Esta foi a última vez que vi Mathaji.
feições, roupas e fazendo o trabalho diário no
apartamento. A convivência foi maravilhosa,       As semanas seguintes foram um pesadelo
como uma reunião de família. Notando a re-        para todos nós. Depois de duas semanas
cuperação lenta dos dois, depois da longa         Swameji adoeceu e foi hospitalizado. Mathaji
jornada, resolvi conversar com a organizado-      ficou no pequeno hospital com ele, mas se-
ra local para adiar a próxima viagem para o       gundo o próprio Swameji me revelaria de-
interior da Áustria. Na minha opinião eles de-    pois, parou de se alimentar. Entrou em coma
veriam ficar em Viena por mais uma semana.        e foi transferida para um hospital maior em
Infelizmente ela não entendeu meu ponto de        Salzburg, onde faleceu uma semana depois.
vista e foi brusca, não havia opção neste ca-     Enquanto Mathaji estava em coma, Swameji
so, e frisou que eu seria responsável quando      foi liberado do pequeno hospital e fomos bus-
eles estivessem na Alemanha.                      cá-lo pessoalmente porque a coordenadora
Como ela organizou tudo anteriormente, re-        da Áustria não tinha nervos para lidar com a
solvi aceitar a situação e manter certa distân-   situação. Ele passou muito mal durante a via-
cia. No entanto, sentia no peito algo estra-      gem, preocupados telefonamos com urgência
nho, que não conseguia explicar. Decidi con-      para nosso medico, que ficou estarrecido
versar com eles e tentei colocar em palavras      com tudo que ouviu e viu ao examiná-lo. Ele
a minha preocupação e meus sentimentos            foi imediatamente hospitalizado na nossa ci-
sobre a viagem. Mathaji me respondeu:             dade, e mesmo contra sua vontade sobrevi-
-« Não se preocupe, já sabemos, nos adapta-       veu. Depois ele me confessou já saber da
remos, faz parte da nossa missão ».               partida de Mathaji dias antes, quando ela se
                                                  despediu dele durante uma meditação.
Meu marido, sempre apaziguador, me pediu
para ter paciência, brincando com meus mes-       Graças a contatos do meu marido, um jatinho
tres, sugerindo horas extras no programa de       ambulância o levou de volta para Bangalore,
yoga que eu seguia. Mas como eu poderia           onde está se recuperando desde então…
negar aquele sentimento no peito? Só me           Mathaji estará sempre presente no nosso co-
restava insistir com eles, caso algo aconteça,    ração, eu já a reencontrei em sonhos… Meu
no sul da Áustria, eles poderiam voltar ao        filho de seis aninhos me pediu para parar de
apartamento de Viena ou ir para o sul da Ale-     chorar porque ela já está no céu.
manha.
A viagem até o povoado distante próximo as
montanhas, foi longa, mas impressionante          Agradeço a oportunidade de registrar minha
pela beleza das paisagens da região. Mathaji      experiência neste Varal Mágico, canal de ex-
sempre ao meu lado, conversando alegre-           pressão para todos, especialmente para os
mente sobre todas viagens feitas por este         brasileiros residentes no exterior. Obrigada
mundo, sempre levando os ensinamentos da          Jacqueline!
yoga para gente de todas as idades e cren-
ças.
Foi com o coração pesado que nos despedi-
mos. Não gostei do lugar nem da casa aluga-
da pela coordenadora, consegui a muito cus-
to evitar um conflito maior e tentei me com-
portar na presença dos meus mestres. Eles
sabiam dos meus sentimentos e afagaram
meus cabelos carinhosamente. Chorei, me
ajoelhei e confessei: eu os amava de cora-


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Varal do Brasil, literário sem frescuras


                                                  repetimos aos espelhos
       Vozes
                                                  as crenças que já perdemos
                                                  nas teses em que nos perdemos;
Por Felipe Cattapan
                                                  sufocamos em pigarros
                                                  os derradeiros desejos
A voz distante
                                                  dos últimos suspiros
de um amigo de infância
                                                  soluçados com lirismo
me atinge metálica por telefone:
                                                  na fumaça do romantismo
monofônica divaga...
                                                  dos cigarros pós-modernos;
polifônica evoca...
                                                   evocamos paixões contidas
uma vaga península itálica
                                                     e distorcidas
na nostalgia de uma Antiguidade
                                                       em velhas gravações
esquecida...
                                                         de canções antigas
onde a poesia só era lida
quando declamada
                                                  relembrando
cantada
                                                  em solitária litania
exaltada
                                                  - em uma desbotada boemia -
- em voz alta vivenciada.
                                                  que algo de saudoso se perdeu,
                                                  que a melodia da nossa voz
O passar dos séculos nos decantou...
                                                  desapareceu
amadurecidos, emudecemos:
                                                  ao desencantarmos a poesia...
a necrose do tempo
nos sedando, nos silenciou
                                                   - “O mio bambino caro”,
- (o que algum dia foi canção
                                                   “Ne me quitte pas”!...
hoje é abstração ou mania).


Afônicos
sem som nem saudade
sem ritmo nem timbre
proclamamos a liberdade
vociferando-a em versos livres:
cantamos sem vibrato
as vibrantes aventuras que não
vivemos
e todas as outras que jamais
ousaremos;



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Varal do Brasil, literário sem frescuras!




Como é o meu amor


Por Maddal




Te amo tanto
tanto
tanto...
Como amar mais?
Tu és meu ideal companheiro.
Cúmplice em todos assuntos.
Meu apoio.
Olhas nos meus olhos
mergulhas no meu ser
e funde-se comigo nas profundezas do viver.
Amo-te de qualquer jeito
sem condição
sem porem
sem medida.
Ah, meu amor
cara metade...
som que embala minha alegria
poesia que me fala ao coração
imagem que busco ver em toda parte.
Onde anda você?




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Varal do Brasil, literário sem frescuras




                                   MUSA


                                                                    Por Hernandes Leão

                                   Lá estava ela... como no sonho; estava maravilhosa!
                                    Era simplesmente, um exemplar único, de uma be-
                                                                      leza estonteante
                                    Uma mulher inigualável, de uma aparência magnífi-
                                                                         ca e frondosa
                                        Que encantava, e nos fascinava; com um mero
                                                                      olhar exuberante

                                    Como poderia ela, ostentar tanta magnitude e per-
                                                                 feccionismo de beleza?
                                     Seu rosto, com aquela tez alva, e olhos cor de es-
                                                                meralda; me enfeitiçava
                                   Sua boca, exibia lábios carnudos e sensuais; ao ob-
                                                  servá-la, ficava excitado com certeza
                                   Vê-la pessoalmente, concretiza o sonho, e me deixa
                                                     a comprovação, do que imaginava

                                     Seu corpo, era um misto de formosura e volúpia em
                                              pessoa; exalava um perfume suave e doce
                                     Sua voz, transparecia uma música angelical de me-
                                    lodia inconfundível; um canto de           sereia...
                                      Que deixava-nos atônitos, prendendo nosso olhar
                                                   àquela Dama encantadora e precoce

  Até aquele momento, não divisava o futuro, deixava o barco à deriva; mas agora tinha
                                                                           uma eclusa
                Passado a entropia, que deixava meu coração em ebulição de energia
        Pensei e percebi; que doravante, eu não poderia mais viver sem minha Musa...



Poesia contida no livro: PAPIROS D'ALMA E OS PERGAMINHOS DO TEMPO – em ho-
menagem à sua esposa.




         Imagem: normal_©Jessica_Galbreth_FairyOfInspiration_Fairy_visions




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Varal do Brasil, literário sem frescuras! - Novembro/Dezembro 2012




Raízes
Por Maria Socorro

Semelhante éden, efêmero desumano
Segreda malícia nos olhos espiral encanto
Premissa bela à sombra seduz tanto
Amor flutuante de complexo engano

Drama de raízes oculta a grandeza
Dama graciosa cálice do meu pecado
Permite sagaz antídoto amado
Almíscar as veias vício de sútil fraqueza

Súdito ao fascínio a beleza da alma
Prélio desejo oprime lábios nativo
Aflige esvairado olhar que tua boca acalma

Divina raízes a ti sou cativo
Põe-me à prova... Sou plágio n"alma
Amo-te em delírio meu amor sedativo.




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Varal do Brasil, literário sem frescuras! - Novembro/Dezembro 2012




                                   EMOÇÕES




Por Mário Rezende                               saltar e cair rolando de rir.
                                                Sentir emoção é viver com pouco dinheiro
                                                e ter despesa de sobra.
                                                Sentir emoção é dar leão quando jogou na
Sentir emoção é chorar uma falta,               cobra.
dar a volta por cima e se achar.                Sentir emoção é botar pra fora,
Sentir emoção é cantar uma vitória,             xingar, gritar, gargalhar e aplaudir.
é festejar uma glória.                          Sentir emoção é engolir, calar, pensar e
Sentir emoção é um chute na bola,               chorar.
é o grito de gol.                               Sentir emoção é chegar ao orgasmo.
Sentir emoção é corar de vergonha               Sentir emoção é tudo aquilo enfim,
por deslize inesperado.                         que mexe, assim, de repente, com o ânimo
É olhar nos olhos de alguém                     da gente.
e encontrar os teus.
É receber a criança que chega e
se despedir de quem vai.
Sentir emoção é olhar ao redor
e encontrar todo mundo;
é amar o filho, o pai, a mãe, o irmão, o
cônjuge, o amigo.
Sentir emoção é amar o que ainda não
nasceu
e também o que já morreu.
Sentir emoção é ter amor no coração.
Sentir emoção é ganhar e perder.
Sentir emoção é dar topada,
é cantar no chuveiro.
Sentir emoção é puxar o peixe que vem na
linha,
é comer a toda hora, é não ter o que comer.
Sentir emoção é ver o sol que brilha,
é brilhar sem ver o sol.
Sentir emoção é observar a chuva que
chora,
é ter o universo aqui, ao alcance das mãos.
Sentir emoção é despertar de um sonho,
é namorar, brigar, separar e reatar.
Sentir emoção é pisar na grama,

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Varal do Brasil, literário sem frescuras




                 INTROSPECÇÃO




               Por Guacira Maciel




         Sou eu quem em mim mesma habita
           sou quem arde em abissais limites
    quem transita em meus mistérios mergulhada
           sou quem me planta, rega e colhe
           sou quem por desígnio ou desdita
             sob a superfície trilha labirintos
           sou quem perdida e sem certezas
          busca e se agarra à cálida orvalhada
 sou o som e a escuta das pegadas na pálida luz da
                       madrugada
   sou quem iça velas como asas frágeis de cristal
       de porto em porto pairo entre os adeuses
      em busca da tepidez nômade da esperança
      mas sou quem me convence e surpreende
              a mim me reinventa e acende
sou quem espanta o tédio das sombras sobre março
     quem como a lagarta lenta, voraz, silenciosa
        devora e regurgita aquele amor vencido
   sou quem se envolve nas dobras frias do cetim
          ardendo lentamente em fogo brando
            quem me vela à pálida tez da lua
            pelo acalanto da noite embalada
                em frio e solitário abrigo
         sou quem reacende a própria chama...




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        REGULAMENTO                            portuguesa, com tema livre, em for-
                                               mato A4, espaços de 1,5, fonte Ti-
   VARAL ANTOLÓGICO 3                          mes New Roman de tamanho 12 e
                                               que não ultrapassem quatro pági-
                                               nas. Os textos deverão vir acompanha-
                                               dos dos dados de inscrição (ver abai-
   DA SELEÇÃO E DA
                                               xo).
   PARTICIPAÇÃO

                                               2.2. Não serão aceitos textos que per-
1.1. O Varal Antológico é promovido            tençam ao universo de personagens já
pelo VARAL DO BRASIL ®, revista lite-          existentes criados por outro autor.
rária eletrônica realizada na Suíça            Também não serão aceitos textos poli-
(ISSN 1664-5243).
                                               tica ou religiosamente tendenciosos,
1.2 Serão consideradas abertas as ins-         que expressem conteúdo racista, pre-
crições a partir de 20 de julho até 20         conceituoso, que façam propaganda
de dezembro de 2012. Caso o núme-              política ou contenham intolerância reli-
ro de participantes ideal seja atingido,       giosa de culto ou ainda possuam cará-
as inscrições poderão ser encerradas
                                               ter pornográfico. Também não serão
mais cedo.
                                               aceitos textos que possam causar da-
                                               nos a terceiros ou que divulguem pro-
1.3. Poderão participar da antologia to-
                                               dutos ou serviços alheios.
das as pessoas físicas maiores de 18
anos, ou menores com permissão do              2.3 Os textos não deverão ter ilustra-
responsável, de qualquer nacionalidade         ções ou gráficos
ou residentes em qualquer país, desde
que escrevam na língua portuguesa.             2.4 Serão recusados os textos que não
                                               vierem na formatação requisitada, as-
1.4. A coletânea terá tema livre e será        sim como os textos que chegarem cola-
composta por diversos gêneros literá-          dos no corpo do e-mail.
rios, o escritor podendo enviar contos,
poemas, trovas, haicais, sonetos e crô-        2.5. Os textos recebidos serão exami-
                                               nados por uma banca formada pela
nicas ou outros.
                                               equipe do VARAL DO BRASIL ® e al-
                                               guns escritores e/ou críticos convida-
                                               dos. A avaliação se dará com base nos
   DA ACEITAÇÃO DOS TEXTOS                     seguintes critérios: criatividade e origi-
                                               nalidade do texto, assim como a quali-
2.1. Serão aceitos textos em língua            dade do mesmo.



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                                               de acordo com as regras estabelecidas
2.6 Os textos deverão vir acompanha-           neste regulamento, fornecer o formulá-
dos de uma pequena biografia. A bio-           rio anexo preenchido.
grafia, escrita na terceira pessoa, deve-
rá conter no máximo cinco linhas               3.3. Só serão aceitas inscrições através
(A5, letra Times New Roman 12, espa-           dos procedimentos previstos neste re-
ço 1.5). Lembre-se sempre que numa             gulamento. Os dados fornecidos pelos
biografia, como em muito na vida, me-
                                               participantes, no momento das inscri-
nos é mais.
                                               ções, deverão estar corretos, claros e
2.7. Os textos devidamente formatados          precisos. É de total responsabilidade
deverão ser enviados para o e-mail:            dos participantes a veracidade dos da-
varaldobrasil@gmail.com, juntamente            dos fornecidos à organização da Anto-
com os dados de inscrição e demais do-         logia.
cumentos de autorização.                       3.4. Todo autor é proprietário dos direi-
                                               tos autorais dos textos por ele enviados
2.8. Ao se inscrever na Antologia o au-
                                               para publicação no livro e cuja autoria
tor autoriza automaticamente a veicu-
                                               seja comprovada pela declaração envi-
lação de seu texto, sem ônus para a
                                               ada;
revista VARAL DO BRASIL ® nos meios
de comunicação existentes ou que pos-
                                               3.5. Em caso de fraude comprovada, o
sam existir com a intenção de divulgar
a antologia.                                   texto será excluído automaticamente
                                               da antologia. Cada autor responderá
                                               perante a lei por plágio, cópia inde-
                                               vida ou outro crime relacionado ao
    3) SOBRE AS INSCRIÇÕES                     direito autoral.
PARA A SELEÇÃO:
                                               3.6 Todo autor é livre para divulgar,
3.1. As inscrições para a Antologia se-        preparar lançamentos, noites de autó-
rão abertas no dia 20 de julho 2012 e          grafos, individuais ou em conjunto, do
encerradas no dia 20 de dezembro de            livro VARAL ANTOLÓGICO 3, desde que
2012, podendo ser encerradas antes,            se responsabilize por todas as despesas
caso o número de textos recebidos e            - preparativos para lançamento, custos
                                               administrativos e convites, compra de
avaliados sejam aprovados antes da
                                               exemplares a mais do que os recebidos
data, no formato e padrão já descritos.        pela participação – pertencendo tam-
O livro será publicado em 2013. As ins-        bém ao participante o valor das vendas
crições só poderão ser feitas pelo e-          dos livros em questão. Para tanto, o
mail varaldobrasil@gmail.com                   participante apenas deverá entrar em
                                               contato com a revista através do e-mail
OS NOMES DOS SELECIONADOS SE-                  varaldobrasil@gmail.com para que o
RÃO DIVULGADOS: A PRIMEIRA                     número de exemplares lhe seja enviado
PARTE NO DIA 20 DE SETEMBRO DE                 mediante pagamento (preço da edito-
2012 E A SEGUNDA PARTE NO DIA                  ra / remessa), notando-se aqui a ante-
10 DE JANEIRO DE 2013 POR E-                   cedência requerida. O VARAL DO BRA-
                                               SIL® reserva-se o direito de estar ou
MAIL.
                                               não presente nos lançamentos organi-
3.2. Para participar os candidatos deve-       zados pelo autor.
rão, além de enviar um ou mais textos


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3.7. Os participantes concordam em             autor.
autorizar, pelo tempo que durar a anto-
logia com a editora, que a organização         4.4. O pagamento parcial do valor coo-
                                               perativo não dá direito à participação
faça uso do seu texto, suas imagens,
                                               no livro. Caso o autor não termine o
som da voz e nomes em mídias impres-
                                               pagamento acordado, será substituído
sas ou eletrônicas para divulgação da          por outro participante e comunicado
Antologia, sem nenhum ônus para os             através de e-mail.
organizadores, e para benefício da mai-
or visibilidade da obra e seu alcance          4.5. No dia 27 de fevereiro de 2013
junto ao leitor.                               considerar-se-á o livro fechado.

                                               4.6. O (s) depósito (s) deverá (ão) ser
                                               feito (s) em nome de: Informações no e
                                               -mail: varaldobrasil@gmail.com
  4)   DO PAGAMENTO PELO SIS-
       TEMA DE COTAS                           4.7. Não haverá prorrogação dos prazos
                                               de depósito em respeito a todos os par-
                                               ticipantes selecionados. Pequenos atra-
                                               sos podem ser considerados desde que
                                               avisados através do e-mail varaldobra-
4.1. A participação se dará no sistema         sil@gmail.com e em acordo com a equi-
                                               pe organizadora.
de cotas, sendo que cada autor deverá
                                               4.8. Os participantes receberão um to-
proceder ao pagamento da seguinte              tal de 10 exemplares da Antologia por
forma:                                         participação.
(a) Cada autor pagará o valor de R$            O livro terá aproximadamente 250 pá-
550,00 (quinhentos e cinquenta reais)          ginas no formato padrão (14 x 21 cm)
que podem ser pagos à vista ou                 Capa nas medidas 14 x 21 cm fechado;
                                               Laminação BOPP Fosca (Frente);
(b) em duas parcelas de R$ 290,00,             Capa em Supremo 250g/m² com 4 x 0
sendo o primeiro pagamento até 31 de           cores; Miolo
janeiro de 2013 e o segundo e último           Fechado em Pólen Soft 80g/m² com 1 x
pagamento até 25 de fevereiro de               1 cores
                                               Os serviços prestados serão de editora-
2012.
                                               ção completa:
(c) O pagamento deverá ser feito no            Leitura e seleção
caso do autor receber comunicação              Revisão
                                               Projeto gráfico
comprovando a aprovação do (s)
                                               criação de capa
seu (s) texto (s)                              ISBN e ficha cartográfica
                                               impressão
4.2. A cada depósito o comprovante de-
ve ser enviado para o e-mail varaldo-
                                               4.9. A presente antologia será editada
brasil@gmail.com
                                               pela Design Editora com o selo editorial
4.3. O recebimento do pagamento total          Varal do Brasil, será registrada e rece-
dá ao autor a garantia de sua participa-       berá ISBN , mas cada autor é responsá-
ção na coletânea. O não recebimento            vel por registrar suas obras.
de nenhuma parcela até o dia 27 de fe-
vereiro de 2013 anula a participação do


                                      www.varaldobrasil.com                               47
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4.10. A remessa dos exemplares                 da) e pelos correios em média vinte a
para o endereço do autor que não               trinta dias após o lançamento (O autor
se encontrar presente quando do                se responsabilizará por pagar o frete
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neste regulamento serão analisados
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por uma comissão composta pela equi-           ber os livros e os mesmos poderão ser
pe organizadora e sua decisão será ir-         doados a alguma escola, biblioteca ou
recorrível.                                    outros.

5.3. Para todos os efeitos legais, o par-      5.9. O fórum para qualquer recurso é
ticipante da presente Antologia, decla-        situado em Genebra, Suíça.
ra ser o legítimo autor dos textos por
ele inscritos, isentando os organizado-
res e a editora de qualquer reclamação
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5.4. O VARAL DO BRASIL ® reserva-se
o direito de alterar qualquer item desta
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necessário for, fazendo a comunicação
expressa aos participantes.

5.5. A participação nesta Antologia im-
plica na aceitação total e irrestrita de
todos os itens deste regulamento.

5.6. A data prevista para a entrega
dos exemplares do livro VARAL ANTO-
LÓGICO 3 é durante o lançamento do
mesmo em 2013 (data a ser agenda-                      Capa do volume 1 de 2011


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Varal do Brasil, literário sem frescuras




   Abstrato da alma II

             Por Yara Darin


         Desmoronou o castelo
            Se desfez a magia
            Tudo se perdeu !
        Pra você, foi só fantasia
     Pra mim, um amor sonhado
              Tão esperado!




      Restou em mim a nostalgia
       Adormeci no calor da dor
   Entristeceu o meu sonho de amor
  Tão sincero ,no desejo de ter você.


Vou juntando os cacos do meu coração
 Este vazio em minh'alma, não acalma
E dispersa no meu pensamento abstrato
   Me resta só a esperança de fato,
       De um dia te reencontrar.




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Varal do Brasil, literário sem frescuras




       Um Ser Amor

     Por Maria Angelita Heinz



          Você veio inteiro
          Veio como o dia
         Livre como o vento
           Numa tarde fria
        Com o olhar brilhante
         Brilho de diamante
         Um coração quente

     Feito um vendaval em mim
          Varreu as nuvens
          Da minha solidão

               E eu
Me apaixonei perdidamente por você
            Agora sou
        Bem mais que sei
          Um ser amor

            Amar alguém
É viajar pra terra onde ninguém vai
            Amar alguém
   É deixar fluir os sentimentos
         Ser capaz de amar
        Amar simplesmente




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BOLO DE CHOCOLATE PARA ANIVERSÁRIOS
Fonte: http://www.almanaqueculinario.com.br/

ingredientes
•   Massa:
•   3 colheres (sopa) de manteiga
•   2 xícaras (chá) de açúcar
•   4 ovos
1 xícara (chá) de leite
•  1 xícara (chá) de farinha de trigo
1 xícara (chá) de chocolate em pó solúvel

•  1 colher (sopa) de fermento em pó
•  Recheio de Cobertura:
•  200 gramas de manteiga sem sal
•  8 colheres (sopa) de chocolate em pó solúvel
•  3 colheres (sopa) de açúcar
•  2 latas de creme de leite
•  Para decorar:
chocolate granulado cerejas.

Modo de preparo
Massa: Bata na batedeira, a manteiga, o açúcar e as gemas até obter um creme
Misture aos poucos o leite, a farinha de trigo, o chocolate e o fermento
Mexa delicadamente
Bata as claras em neve e incorpore à massa
Unte uma fôrma com manteiga e polvilhe farinha de trigo e despeje a mistura
Leve para assar em forno pré aquecido.

Recheio e cobertura: Bata a manteiga na batedeira até obter um creme
Despeje em um recipiente e misture o chocolate em pó, o açúcar e o creme de leite
até obter uma massa homogênea.
Retire o bolo do forno, desenforme e depois de frio, corte-o ao meio
Recheie o bolo e cubra com o creme de chocolate.
Decore com chocolate granulado e cerejas.




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CANTO A DUAS VOZES


Por Regina Costa



flores jogadas no chão

                          lendas num cartão postal
chave largada no jarro
                          cartas emboladas
lençol de linho bordado
                             dobrado de amor finito
suflê de abóbora com queijo
                               no forno esbraseado
armários pela metade
                          cds espalhados
                                           ...e um mamão partido ao meio...
sua voz ressoa entre os móveis, talheres e taças
sem tempo, sem volta...
tantas voltas nos voltaram
tantas pautas nos ligaram
momentos de alegria nos retratam espocados
                                  jogo tudo fora

                                           seu pijama cor de cravo

                                           vinte anéis de uma ilusão

                                 chuva fina cai e chora

relógio marca o compasso

                                amor equacionado no bilhete ao pé da porta

                                             rebuliço de palavras

                                        por mais raras, fascinantes

magia lua amante

vou seguindo adiante, com a viola em contracanto

estou ralada de saudade.



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Varal do Brasil, literário sem frescuras




                  NOITE DE LUAR
             POR SARAH VENTURIM LASSO


Era uma noite de luar, e ela estava debruçada em sua janela
no terceiro andar.

Estava com o olhar fixo na lua e sentia todo seu brilho pene-
trando seu sua pele, em seus cabelos e em suas pupilas.

Quem passava na rua, se contorcia de curiosidade sobre os
pensamentos da bela menina da janela, que estava ali perdi-
da em si mesma e no mundo.

Não viu o tempo passar nem as pessoas saírem da rua e es-
ta ficar deserta.

Quando estava cheia da luz do luar e com o corpo carregado
de energia, se inspirou e saiu da janela.

Foi escrever um conto.




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Naquela	rua	
Por Vera Passos

Naquela rua marquei os passos desta caminhada

Os primeiros amigos, a mangueira, o jardim...

O caminho da escola, a praça, o cinema...

O primeiro amor, a mais linda flor, o cheiro do jasmim

Naquela rua olhei estrelas, pulei janela, segui a estrada

Corri atrás do trem, quebrei a cabeça, descobri meu bem

Sentei no batente, fiquei contente quando vi alguém

Naquela rua vi nascer, vi morrer, vi partir

Vi amigo chorar, outro sofrer e outro sorrir

Naquela rua eu plantei uma flor e pus no meu cabelo

Adocei a alma ouvindo estórias e lições de amor

Pulei corda, cantei cantigas de roda, joguei bola

Conheci a escola, descobri nos livros, tantas emoções

Naquela rua arranquei o véu, descobri o céu, empinando pipa...

Pulei fogueira, rasguei bandeira, desatei a dor

Conquistei amigos, ganhei bombons, ganhei uma flor...


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  • 1. ® 1664- ISSN 1664-5243 Varal do Brasil e você: Uma amizade duradoura! 3 anos JUNTOS, fazendo da literatura um caminho alegre e descontraído FELIZ ANIVERSÁRIO!
  • 3. Varal do Brasil, literário sem frescuras! - Novembro/Dezembro 2012 ® 1664- ISSN 1664-5243 LITERÁRIO, SEM FRESCURAS Genebra, outono de 2012 No. 18 FELIZ ANVIERSÁRIO!FELIZ ANVIERSÁRIO!FELIZ ANVIERSÁRIO!FELIZ ANVIERSÁRIO!FELIZ ANVIERSÁRIO! FELIZ ANVIERSÁRIO!FELIZ ANVIERSÁRIO!FELIZ ANVIERSÁRIO!FELIZ ANVIERSÁRIO!FELIZ ANVIERSÁRIO! FELIZ ANVIERSÁRIO!FELIZ ANVIERSÁRIO!FELIZ ANVIERSÁRIO!FELIZ ANVIERSÁRIO!FELIZ ANVIERSÁRIO! FELIZ ANVIERSÁRIO!FELIZ ANVIERSÁRIO!FELIZ ANVIERSÁRIO!FELIZ ANVIERSÁRIO!FELIZ ANVIERSÁRIO! FELIZ ANVIERSÁRIO!FELIZ ANVIERSÁRIO!FELIZ ANVIERSÁRIO!FELIZ ANVIERSÁRIO!FELIZ ANVIERSÁRIO! FELIZ ANVIERSÁRIO!FELIZ ANVIERSÁRIO!FELIZ ANVIERSÁRIO!FELIZ ANVIERSÁRIO!FELIZ ANVIERSÁRIO! FELIZ ANVIERSÁRIO!FELIZ ANVIERSÁRIO!FELIZ ANVIERSÁRIO!FELIZ ANVIERSÁRIO!FELIZ ANVIERSÁRIO! FELIZ ANVIERSÁRIO!FELIZ ANVIERSÁRIO!FELIZ ANVIERSÁRIO!FELIZ ANVIERSÁRIO!FELIZ ANVIERSÁRIO! FELIZ ANVIERSÁRIO!FELIZ ANVIERSÁRIO!FELIZ ANVIERSÁRIO!FELIZ ANVIERSÁRIO!FELIZ ANVIERSÁRIO! FELIZ ANVIERSÁRIO!FELIZ ANVIERSÁRIO!FELIZ ANVIERSÁRIO!FELIZ ANVIERSÁRIO!FELIZ ANVIERSÁRIO! FELIZ ANVIERSÁRIO!FELIZ ANVIERSÁRIO!FELIZ ANVIERSÁRIO!FELIZ ANVIERSÁRIO!FELIZ ANVIERSÁRIO! FELIZ ANVIERSÁRIO!FELIZ ANVIERSÁRIO!FELIZ ANVIERSÁRIO!FELIZ ANVIERSÁRIO!FELIZ ANVIERSÁRIO! FELIZ ANVIERSÁRIO!FELIZ ANVIERSÁRIO!FELIZ ANVIERSÁRIO!FELIZ ANVIERSÁRIO!FELIZ ANVIERSÁRIO! FELIZ ANVIERSÁRIO!FELIZ ANVIERSÁRIO!FELIZ ANVIERSÁRIO!FELIZ ANVIERSÁRIO!FELIZ ANVIERSÁRIO! FELIZ ANVIERSÁRIO!FELIZ ANVIERSÁRIO!FELIZ ANVIERSÁRIO!FELIZ ANVIERSÁRIO!FELIZ ANVIERSÁRIO! FELIZ ANVIERSÁRIO!FELIZ ANVIERSÁRIO!FELIZ ANVIERSÁRIO!FELIZ ANVIERSÁRIO!FELIZ ANVIERSÁRIO! FELIZ ANVIERSÁRIO!FELIZ ANVIERSÁRIO!FELIZ ANVIERSÁRIO!FELIZ ANVIERSÁRIO!FELIZ ANVIERSÁRIO! FELIZ ANVIERSÁRIO!FELIZ ANVIERSÁRIO!FELIZ ANVIERSÁRIO!FELIZ ANVIERSÁRIO!FELIZ ANVIERSÁRIO! FELIZ ANVIERSÁRIO!FELIZ ANVIERSÁRIO!FELIZ ANVIERSÁRIO!FELIZ ANVIERSÁRIO!FELIZ ANVIERSÁRIO! FELIZ ANVIERSÁRIO!FELIZ ANVIERSÁRIO!FELIZ ANVIERSÁRIO!FELIZ ANVIERSÁRIO!FELIZ ANVIERSÁRIO! FELIZ ANVIERSÁRIO!FELIZ ANVIERSÁRIO!FELIZ ANVIERSÁRIO!FELIZ ANVIERSÁRIO!FELIZ ANVIERSÁRIO! FELIZ ANVIERSÁRIO!FELIZ ANVIERSÁRIO!FELIZ ANVIERSÁRIO!FELIZ ANVIERSÁRIO!FELIZ ANVIERSÁRIO! FELIZ ANVIERSÁRIO!FELIZ ANVIERSÁRIO!FELIZ ANVIERSÁRIO!FELIZ ANVIERSÁRIO!FELIZ ANVIERSÁRIO! FELIZ ANVIERSÁRIO!FELIZ ANVIERSÁRIO!FELIZ ANVIERSÁRIO!FELIZ ANVIERSÁRIO!FELIZ ANVIERSÁRIO! FELIZ ANVIERSÁRIO!FELIZ ANVIERSÁRIO!FELIZ ANVIERSÁRIO!FELIZ ANVIERSÁRIO!FELIZ ANVIERSÁRIO! www.varaldobrasil.com 3
  • 4. Varal do Brasil, literário sem frescuras! - Novembro/Dezembro 2012 EXPEDIENTE Revista Literária VARAL DO BRASIL NO. 18 - Genebra - CH Copyright Vários Autores O Varal do Brasil é promovido, organizado e rea- lizado por Jacqueline Aisenman Site do VARAL: www.varaldobrasil.com Blog do Varal: www.varaldobrasil.blogspot.com Textos: Vários Autores COMO PARTICIPAR DO VARAL Colunas: • Solicitar o formulário pelo nosso e- Clara Machado mail. Fabiane Ribeiro • Enviar seus textos, fotos e/ou dese- Sarah Venturim Lasso nhos acompanhados de uma foto e de uma minibiografia para o e-mail Sheila Ferreira Kuno varaldobrasil@gmail.com Toda Ilustrações: Vários Autores participação é gratuita Foto capa: © Anton Zabielskyi - Fotolia com Foto contracapa: © Ruth Black - Fotolia com Muitas imagens encontramos na internet sem ter o nome do autor citado. Se for uma foto ou um ESPECIAL NATAL E ANO NOVO desenho seu, envie um e-mail para nós e tere- PARA DEZEMBRO mos o maior prazer em divulgar o seu talento. Revisão parcial de cada autor A revista Varal convida você para Revisão geral VARAL DO BRASIL falar de amor, de paz, de tudo o que Composição e diagramação: se possa desejar na época natalina para desta forma esperar o melhor Jacqueline Aisenman em 2013! A distribuição ecológica, por e-mail, é gratuita. A Traga sua mensagem na forma que revista está gratuitamente para download em melhor encontrar! Pensamentos, tro- seus site e blog. vas, haicais, poemas, crônicas, con- tos, minicontos... Ou outra forma ain- Se você deseja participar do VARAL DO BRASIL da que houver ou mesmo que você NO. 19 envie seus textos até 10 de dezembro de inventar! 2012 para: varaldobrasil@gmail.com Vamos passar juntos o Natal e o O tema da edição no. 19 será sobre o Planeta Ano Novo! Terra, sobre a vida, a natureza, os animais, o ser humano. Declare o seu amor pelo Planeta! varaldobrasil@gmail.com www.varaldobrasil.com 4
  • 5. Varal do Brasil, literário sem frescuras! - Novembro/Dezembro 2012 Obrigada a você leitor, a você escritor, que nos acompanha e participa conosco! www.varaldobrasil.com 5
  • 6. Varal do Brasil, literário sem frescuras! - Novembro/Dezembro 2012 www.varaldobrasil.com 6
  • 7. Varal do Brasil, literário sem frescuras Estamos completando três anos de existência. Três anos de participação ativa na literatura de Língua Portuguesa. Não estamos, claro, nos meios intelectuais. Mas estamos no coração de tanta gente que isto é mais do que suficiente para afirmarmos que sim, conquistamos um espaço na divulgação de nossa literatura! Afinal, entre a revista, blog, site, livros, muito mais de quinhentos autores já passaram pelo VARAL DO BRASIL. Já editamos dois livros e estamos com as inscrições abertas para a edição do terceiro volu- me. Com qualidade e respeito fazemos uma antologia que difere de todas as outras. Já participamos de um dos maiores e melhores Salões Internacionais do Livro, o de Gene- bra, na Suíça. Um sucesso total. Levamos para o meio internacional aproximadamente du- zentos títulos de mais de cento e cinquenta autores! Quatorze escritores estiveram presen- tes para autografar seus livros vindos do Brasil, Suíça, EUA, Itália e Holanda. Fizemos até mesmo um especial sobre o cordel homenageando Jorge Amado com as participações mui- to especiais de Valdeck Almeida de Jesus e Marcelo Candido Madeira. Se a Livraria Varal do Brasil fechou seu site e suas vendas diretas pela impossibilidade de continuar com as portas abertas, assim mesmo estamos nos preparando para ir ao 27o. Sa- lão Internacional do Livro de Genebra que ocorrerá em maio de 2013. Mais uma vez, com muita garra e muita vontade de mostrar ao mundo o que temos em nossa bela literatura. Abrimos inscrições e lá vamos nós novamente fazer a festa da literatura brasileira na Suíça. O VARAL DO BRASIL é isto: vontade de ir longe com você, de mostrar seu talento, de unir o leitor com o escritor. Nestes três anos foram vinte e oito revistas, dois livros e mais um em preparação. Foram mais de mil publicações em nossos blog e site; milhares de visitas no blog, site e página Fa- cebook. Inegavelmente, estamos juntos! Aqui, o agradecimento sincero pela fidelidade e pelo carinho sempre demonstrado! E siga- mos para mais um ano de sucesso e alegrias com os corações unidos para mostrar o me- lhor de nós! Jacqueline Aisenman Editora-Chefe do VARAL DO BRASIL www.varaldobrasil.com 7
  • 8. Varal do Brasil, literário sem frescuras! ♦ ALEXANDRA MAGALHÃES ZEINER ♦ ELIANE ACCIOLY ♦ ALICE LUCONI NASSIF ♦ ELOISA PORAZZA ♦ AMELITA SOARES ♦ EVELYN CIESZYNSKI ♦ AMILTON MACIEL MONTEIRO ♦ FABIANE RIBERO ♦ ANA ESTHER ♦ FELIPE CATTAPAN ♦ ANA ROSENROT ♦ FERNANDA DE F.FERRAZ ♦ ANAIR WEIRICH ♦ FLAVIA ASSAIFE ♦ ANDRÉ V. SALES ♦ GILBERTO NOGUEIRA DE OLIVEIRA ♦ ANGELA GUERRA ♦ GILMA LIMONGI BATISTA ♦ ANNA BACK ♦ GUACIRA MACIEL ♦ ANTÔNIO FIDÉLIS ♦ HERNANDES LEÃO ♦ AUDELINA MACIEIRA ♦ HIPÓLITO FERRO ♦ BETO ACIOLI ♦ ISABEL CRISTINA S. VARGAS ♦ CARLOS CONRADO ♦ IVANE LAURETE PEROTTI ♦ CAROLINE BRITO ♦ IVONE VEBBER ♦ CAROLINE BAPTISTA AXELSSON ♦ JACQUELINE AISENMAN ♦ CESAR SOARES FARIAS ♦ JARDEL ELIAS ♦ CLARA MACHADO ♦ JOANA ROLIM ♦ CRISTIANE STANCOVIK ♦ JOSÉ CAMBINDA DALA ♦ CRISTINA CACOSSI ♦ JOSÉ CARLOS PAIVA BRUNO ♦ DANILO A. DE ATHAYDE FRAGA ♦ JOSÉ HILTON ROSA ♦ DEANNA RIBEIRO ♦ JUAN BARRETO ♦ DHIOGO JOSÉ CAETANO ♦ JULIA REGO ♦ DOMINGOS A. RICHIERI NUVOLARI ♦ JUVENAL PAYAYA ♦ DORA DUARTE ♦ LÚCIA AMÉLIA BRULLHARDT ♦ EDIANE SOUZA ♦ LUNNA FRANK www.varaldobrasil.com 8
  • 9. Varal do Brasil, literário sem frescuras ♦ MARCELO DE OLIVEIRA SOUZA ♦ WILSON DE OLIVEIRA JASA ♦ MARCOS TOLEDO ♦ YARA DARIN ♦ MARCOS TORRES ♦ MADDAL ♦ MARIA ANGELITA HEINZ ♦ MARIA SOCORRO ♦ MÁRIO OSNY ROSA ♦ MARIO REZENDE ♦ MERARI TAVARES ♦ NILZA ♦ ODENIR FERRO ♦ ODETE BIN ♦ OLIVEIRA CARUSO ♦ REGINA COSTA ♦ RENATA IACOVINO ♦ RODRIGO PEREIRA DOS SANTOS ♦ ROSSANDRO LAURINDO ♦ ROZELENE FURTADO DE LIMA ♦ SARAH VENTURIM LASSO ♦ SHEILA FERREIRA KUNO ♦ VALQUÍRIA GESQUI MALAGOLI ♦ VARENKA DE FÁTIMA ARAÚJO ♦ VERA LUCIA PASSOS ♦ VINICIOUS LEAL M. DA SILVA ♦ VIVIANE SCHILLER BALAU ♦ WALNÉLIA CORRÊA PEDERNEIRAS www.varaldobrasil.com 9
  • 10. Varal do Brasil, literário sem frescuras! Ah! Se amar fosse fácil... Por Amilton Maciel Monteiro Ah! Se amar fosse fácil, minha amiga, Não haveria gente mal amada, Não teria no mundo tanta briga, Nem crianças largadas na calçada! É que amar é bem árduo! E há até quem diga Que das fainas é a mais sacrificada, Pois, além de você se dar, fadiga Com tanta incompreensão, sem dizer nada... Valores Contudo, sem amar, restam as tristezas... Por Ana Esther É até pior que a dura incompreensão, Ou o que se sofre com indelicadezas; Valores? Pois fomos concebidos para o amor, Alguém os viu? Que vive bem em nosso coração, Como dispôs o Sumo Criador! Louvados sejam... Oh, não... hoje em dia Renegados são! Esquecidos, abandonados, Sumiram do coração. Imagem: Delacorr www.varaldobrasil.com 10
  • 11. Varal do Brasil, literário sem frescuras Vem amor! Amor em fuga Vem amor Agora tanto faz o anseio é só para te Por Audelina Macieira ver Em paz e te dá o que eu tenho Sombria alma minha Meu amor, que nunca vai te deixar maltratas este corpo que por ti chora Esse amor é nossa casa nosso lar Se vem para mim assim não quero Esse amor está em mim mas é seu prefiro fugir dessa agonia Amor não fuja de mim quando lá na escuridão interna Vem logo, e arrependa-se do semblante perdão Vem viver o amor. imploro por uma bebida quente para esquecer dos seus lábios para não lembrar dos seus abraços para que este alguém onde estiver que partiu e deixou para depois o infinito deste amor que solidão que dor que fazes agora o meu coração que sangra ah! quando lembro que fugiu de mim lembro também do passarinho sem ni- nho lembro que ao fugir de mim me deixou no chão Meu amor aceite meu perdão e vem me dê a mão A fuga não é o caminho da doce ilusão A fuga é destino de morte Para quem fica E solidão eterna para quem vai www.varaldobrasil.com 11
  • 12. Varal do Brasil, literário sem frescuras! Grito Existencial Por Beto Acioli Grita um silêncio em meu grão deserto Faz-me arder áridos sentimentos Passo, deveras, longos maus momentos O sofrimento faz meu mundo inquieto O meu tormento passa-se em secreto Expilo prantos coração adentro Navalho cortes sanguinolentos Retalho a alma em perverso decreto A fundo peno com meus desatinos Sinto o profundo gosto do veneno Morrendo aos poucos a cada segundo Decerto seja o maldito mundo Impondo a vida pelo que devemos Ou nos expondo à sorte do destino www.varaldobrasil.com 12
  • 13. Varal do Brasil, literário sem frescuras VARAL DO BRASIL NO SALÃO INTERNACIONAL DO LIVRO DE GENEBRA 2013 O Varal do Brasil estará presente com um stand de 12m2 no prestigia- do Salão Internacional do Livro de Genebra em 2013. Estão abertas quinze vagas para sessões de autógrafo e trinta e cin- co vagas para exposição de livros. Todas as vagas serão preenchidas mediante a seleção de títulos e pagamento de participação cooperati- va. As pessoas interessadas deverão escrever para o e-mail varaldobrasil@gmail.com mail solicitando mais informações. Adiantamos que as associadas da REBRA e os associados da LITERAR- TE, assim como os participantes regulares da revista VARAL DO BRA- SIL, receberão descontos especiais para suas participações. www.varaldobrasil.com 13
  • 14. Varal do Brasil, literário sem frescuras! LIA E SEU MUNDO Por Anair Weirich Chamava-se lia... e lia - ah! se lia! Tanto lia que seu nome era apologia à leitura. E lia mesmo! lia outdoor, jornal, qualquer anúncio a esmo. Levava a literatura muito a sério. Em cada aposento da casa havia um livro sendo lido, e cada história com seu mistério. Essa era lia... e como lia! www.varaldobrasil.com 14
  • 15. Varal do Brasil, literário sem frescuras BOLO DE ANIVERSÁRIO Fonte: http://mdemulher.abril.com.br/c Ingredientes . 1 1/2 xícara (chá) de manteiga . 3 1/4 xícaras (chá) de açúcar . 14 ovos . 3 1/2 xícaras (chá) de farinha de trigo . 1 colher (sopa) de fermento em pó . 250 g de ameixa seca . 1 3/4 de xícara (chá) de água . 8 gemas . 200 g de chocolate amargo Modo de preparo 1. Prepare a massa: bata bem a manteiga com 1 1/2 xícara (chá) de açúcar. Junte 6 ovos inteiros e bata até ficar homogêneo. 2. Acrescente a farinha peneirada com o fermento e misture. 3. Ponha numa forma de 30 cm de diâmetro untada com manteiga e asse em forno, prea- quecido, até dourar. 4. Deixe esfriar e desenforme. Repita a receita mais uma vez. 5. Prepare o recheio: retire o caroço das ameixas. Cozinhe-as com 1/4 de xícara (chá) de açúcar e 3/4 de xícara (chá) de água até ficarem macias. 6. Bata as ameixas no liquidificador aos poucos. Corte os bolos e recheie. 7. Prepare a cobertura: cozinhe 1 1/2 xícara (chá) de açúcar e 1 xícara (chá) de água até obter ponto de bala dura. Bata 8 gemas. 8. Junte a calda quente e bata até esfriar. Junte o chocolate e misture. 9. Cubra o bolo e decore. www.varaldobrasil.com 15
  • 16. Varal do Brasil, literário sem frescuras! AMIZADE SUPREMA GRAÇA DE VIVER Por Eloisa Porazza Amizade suprema graça de viver! Verdadeiro tesouro da caminhada, Sentimento que expressa bem querer, Transmite harmonia e felicidade também. Devemos agradecer ao poderoso escultor Pelos Amigos forjados na forja do coração. Amizade um tipo especial de carinho, Que nasce na espontaneidade do viver. Consiste na grande satisfação De, com base na sinceridade, Dizer palavras apropriadas no estender da mão, Seja qual for à situação. Amigo confessor Ouve calados os queixumes, Seca nossas lágrimas, Silencia a voz do pranto E faz-nos sorrir para um novo alvorecer Agasalho da hora certa que aquieta nosso ser, E na magia da existência, retempera o coração. www.varaldobrasil.com 16
  • 17. Varal do Brasil, literário sem frescuras queno retrato, feio, manchado, avermelhado Herdeiros * como os retratos antigos são, ali estava Ana Rosenrot aquele sorriso deslumbrante, segurando um grande bebê de bochechas vermelhas e olhos inocentes, eu; naquele momento aqui- lo valeu mais que todo o ouro do mundo. Pararam de falar quando eu cheguei me olharam com desprezo como se eu não Corro para pegar o retrato , alguns se tivesse direito de estar ali, mas logo recome- assustam, pensando que eu estava tentando çaram a remexer nos objetos, falando alto e me apoderar de algum bem de valor, como discutindo o que caberia a quem. Se eles se lá existisse isso, pego o retrato e todo um soubessem que a única coisa que eu queria mundo perdido volta a existir em minha men- daquela casa já não existe mais, não preci- te, ela agora se encontra do meu lado e eu a sariam esconder furtivamente as coisas que ouço falar, com voz suave, me ensinando encontravam. coisas que em nenhum lugar eu poderia aprender, enquanto penteia meus cabelos, Olho ansiosamente pelos desvãos da ela me fala sobre a vida, a importância da sala, na esperança de encontrar pelo menos compaixão, de como devemos ser fortes na uma sombra do passado perdido e me depa- adversidade e nunca deixar que a maldade e ro com o velho relógio na parede, amarelado a ganância entrem em nosso coração; um pelo tempo, cheio de pontos de ferrugem e barulho de algo quebrando me chama a ainda trazendo no visor um buraco bem re- atenção, vou ver e descubro que alguém ha- dondinho perto do número oito, resultado de via derrubado da parede o relógio, que agora uma pedra mal atirada, como tive medo na- se tornou um monte de cacos, molas e en- quele dia de que ela brigasse comigo pela grenagens, vítimas e testemunhas da sanha falta de cuidado, desobedecendo à eterna familiar por lucro, o silêncio volta a reinar, ordem de brincar lá fora, mas ela sorriu, co- como se o barulho os tivesse despertado de mo sempre, com os lábios e os olhos e disse um pesadelo, todos param e se olham, olha- que o importante era que o relógio ainda res vergonhosos se cruzam pelos cantos, marcava as horas, e que assim poderia se indo de um para o outro, como se assim pu- lembrar de mim toda vez que olhasse para dessem ver a si mesmos e vão largando o ele, só que agora nada disso adianta. que haviam recolhido e guardado em bolsas Caminho da sala para a cozinha, os e sacolas, começam a juntar os pedaços do olhos de todos me seguem em silêncio, ven- relógio, unidos como nunca foram em ne- do com velado prazer que o grande mito fa- nhum outro momento de suas vidas. miliar era uma mentira, nunca entenderam Com o retrato nas mãos, vou deixan- que algumas pessoas nasceram para correr do a casa e aquele mundo para trás, mas pelo mundo a procura de uma vida melhor, posso ouvir vindo da sala, que a conversa isso para eles era fuga, covardia, abandono agora é amigável, risos e comentários sobre da família; somente ela, em todos os mo- momentos felizes e velhos retratos vão eco- mentos me apoiou, mostrando-se orgulhosa ando pelos cantos, agora, é como se ela es- com o tão pouco ou quase nada que eu tinha tivesse novamente ali e para mim ela sem- conseguido nunca me senti tão só e miserá- pre estará. vel como agora. No corredor examino triste as portas fechadas, o que eu não daria para A única herança que devemos guardar vê-la sair de uma delas com seu eterno sorri- são as boas lembranças. so, tão pequena, a alma tão grande, sempre uma palavra boa a dizer, mas tudo acabou só o que vejo e ouço são coisas sendo revi- *Conto vencedor do 2º Lugar no Troféu Ja- radas, roupas e lembranças jogadas no caré 2010. chão, a eterna busca por algo valioso; é quando eu vejo atirado ao chão por alguém que não viu nenhum valor naquilo, um pe- www.varaldobrasil.com 17
  • 18. Varal do Brasil, literário sem frescuras REDEMOINHO Por Lúcia Amélia Brüllhardt I A Vida é um redemoinho Que roda com, precisão Tendo o vento como artéria dando vida ao coração II Na roda desse moinho Eu quero me balançar Não quero ser Don Quixote Montado em seu alazão Lutou contra o moinho Pensando ser um dragão III Não perco tempo Esperando Vendo a velhice chegar Na roda desse moinho quero me balançar IV Se é verso, se é rima Repito tempo e lugar Repito que no moinho Eu quero me balançar ... www.varaldobrasil.com 18
  • 19. Varal do Brasil, literário sem frescuras! trabalhar direito−, procurei novamente Show Imperdível o cartaz, para ver se encontrava algu- ma informação, mas como choveu for- Por Amelita Soares te durante a semana, todos os carta- zes tinham desaparecido; sem chegar a uma solução para o meu problema, “NÃO PERCAM, ÚNICA APRESENTA- resolvi ir ao show assim mesmo; quem ÇÃO DE SARITA MELO, NESTE SÁBADO sabe alguém desista de última hora e NO ESPORTE CLUBE MELINENSE”. me venda o ingresso. No sábado, vesti meu melhor Quando vi este cartaz colado traje e fui para o Esporte Clu- num poste, fiquei tão eufórico, enlou- be−esperando por um milagre−, fiquei quecido de felicidade que nem conse- parado na porta, observando por um gui terminar de ler, tratei de ir rapida- longo tempo, até que um casal de na- mente a um caixa eletrônico e saquei morados começou a discutir, trocar tudo o que tinha na minha conta− o acusações e cada um foi para um lado; dinheiro reservado para pagar o alu- percebi que o rapaz, aborrecido, dirigia guel daquele mês−, para comprar o -se para o carro com um ingresso nas ingresso e assistir ao show da minha mãos; corri até ele e pedi, sem ne- vida; nunca fui muito amigo de festas, nhum escrúpulo− pouco me importan- shows, nem passeios, sempre fui um do com sua tristeza por brigar com a homem muito caseiro, mas, por minha namorada−, que ele me vendesse seu amada Sarita Melo− a única cantora ingresso. Ele parou, olhou-me descon- que gostei de ouvir em toda a minha fiado, deu a impressão de que iria me vida−, sou capaz de fazer qualquer dizer alguma coisa, mas desistiu, pediu loucura. trezentos e cinquenta reais − que pa- guei sem regatear− e foi embora, com Peguei meu carro e literalmente a aparência bem melhor do que antes. voei até o Esporte Clube, para comprar meu ingresso antes que se esgotas- Realizado, transbordando de fe- sem; não consegui encontrar quem me licidade, entrei no salão e enquanto o atendesse; o clube estava deserto, show não começava, fiquei observando mais parecia um túmulo. Comecei a fi- os cartazes com a foto de minha ado- car intrigado, será que os ingressos já rada Sarita, que cobria as paredes; foi tinham se esgotado? então que pude ler o que dizia o res- tante do anúncio: “Patrocínio Prefeitura Desesperado, voltei pra casa e Municipal de Melina – Entrada Franca”. pesquisei na Internet por horas, na es- perança de adquirir− mesmo que mais Fiquei tão arrasado por ter sido caro−, um lugar, nem que fosse na úl- enganado, que não consegui nem pres- tima fila, mas nada encontrei; corri até tar atenção no show. Saí do Esporte a cidade, perguntei a todo mundo, até Clube com uma certeza: informação é aos cambistas, que ficavam na praça; tudo. Já o aluguel deste mês, tornou- ninguém sabia de nada; parecia que o se uma coisa incerta. único interessado no show era eu. Derrotado, passei a semana to- da pensando num jeito de resolver o meu problema− não conseguia nem www.varaldobrasil.com 19
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  • 21. Varal do Brasil, literário sem frescuras! BOLO DA MAMÃE (Rendimento: 25 fatias) Ingredientes: Massa - 5 ovos - 2 xícaras (chá) de açúcar - 1 xícara (chá) de leite quente - 2 xícaras (chá) de farinha de trigo - 1 colher (sobremesa) de fermento em pó Recheio - 1 lata de leite condensado - 1 lata de creme de leite - 1/2 litro de leite - 3 gemas - 3 colheres (sopa) de farinha de trigo Cobertura branca - 2 xícaras (chá) de açúcar - gotas de essência de baunilha - 3 claras Cobertura de chocolate - 3 colheres (sopa) de açúcar - 3 colheres (sopa) de chocolate em pó solúvel - 1 colher (café) de manteiga - 2 colheres (sopa) de leite Modo de Preparo: 1. Massa: bata as claras em neve, junte as gemas, o açúcar e continue a bater até obter um creme leve e fofo. Despeje aos poucos o leite e bata mais um pouco. Misture leve- mente a farinha peneirada com o fermento. Asse em forma redonda (28 cm de diâme- tro) untada e enfarinhada, em forno quente (200ºC) por 40 minutos. 2. Recheio: bata todos os ingredientes no liquidificador. Leve ao fogo mexendo sempre até engrossar. Corte o bolo em 2 camadas e recheie com esse creme. 3. Cobertura branca: faça uma calda em ponto de voar com açúcar, 1 xícara de chá de água e as gotas de essência de baunilha. Bata as claras em neve na batedeira e vá despejando a calda fervente sobre elas, batendo até tomar consistência. Cubra a torta com uma camada bem farta. 4. Cobertura de chocolate: leve ao fogo brando uma panela com o açúcar, o chocolate em pó, a manteiga e o leite. Deixe ferver por 5 minutos, mexendo sempre. Passe a co- bertura sobre a torta e com uma colher faça movimentos circulares. Sirva gelado de véspera. Fonte: livro “O Doce Brasileiro” do acervo culinário Nestlé * Receita enviada por Valquíria Gesqui Malagoli, com foto que ilustrou o poema da foto da pá- gina anterior www.varaldobrasil.com 21
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  • 23. Varal do Brasil, literário sem frescuras Harry Potter, com Rowling. Declaração de amor Investiguei, com Miss Marple e Por Angela Guerra Poirot, todos os crimes, seguindo as dicas de Agatha Christie! E, de repente, me vi barata, pe- Marquei presença, também, na las mãos de Kafka!... literatura de língua espanhola, com Cervantes, Borges e Llosa... Entrei num armário, com Lewis, para descobrir outras Terras, cheias de No momento, me arrisco na itali- mistérios... ana, tentando descobrir o segredo das flores, com Diffenbaugh. Só não me Vivi aventuras incríveis, com disseram que se tratava de uma tradu- Tolkien, em busca de um anel, para ção quando o encomendei... Detesto salvar o mundo... traduções! Mesmo não compreendendo Depois, me perdi em Avalon, na tudo, só leio os originais, nos idiomas magia de Bradley, em meio às bru- que aprendi/aprendo. mas... Faz-se mister mencionar, tam- Em seguida, me apaixonei pelo bém, que me deliciei com a poesia de vampiro romântico, de Meyer, e me Robert Frost e Emily Dickinson; com os encantei com os Anjos e Demônios, poemas e o teatro, de Shakespeare... de Brown... Ainda houve a pintura social, de Dic- kens... Acho que fui a única, no meu curso de Letras (Português-Inglês – porque você deve estar estranhando todos os meus exemplos, de literatura estrangeira...), a ser perseguida por Moby Dick, do início ao final da saga, com Hemingway... Viajei (nos dois sentidos – meta- fórico e virtual), com Bryson, nos seus relatos das diferenças culturais experi- mentadas por ele nos EUA e na Ingla- terra... Sofri horrores de violência em A filha do General, cujo autor não me re- cordo, e me desesperei no Afeganis- tão, na pele daquele pobre menino, com Hosseini... Todavia, a memória me falha, Mais tarde, escrevi minhas me- certamente, pois me lembro de muitas mórias de Geisha, com Golden, e lutei horas mais, esquecidas, em colóquio contra Voldemort, desde o início de amoroso com alguma obra... www.varaldobrasil.com 23
  • 24. Varal do Brasil, literário sem frescuras Meu Deus, como pude me esque- Como fazê-lo, se não, emprestando-lhe cer de Eça de Queiroz e Camilo Castelo aquele ma-ra-vi-lho-so livro, que aca- Branco, com que me maravilhei, na Fa- bamos de ler, ou reler?!... culdade! Propositalmente, não menci- ono autores brasileiros porque foram muitos, mas, em sua grande maioria, leitura indicada por algum professor, para realizar algum trabalho... Sempre faço questão de ler o li- vro antes de assistir ao filme, pois, apesar da capacidade criativa e tecno- lógica das equipes de efeitos especi- ais, não há nada tão imbatível como a nossa imaginação, que fica limitada pelo que se vê na tela, caso se inverta a ordem.... A saudável convivência da TV e Livro de Angela Guerra do computador (e seus desdobramen- tos), com o rádio, mais antigo, nos as- segura que o advento do E-book não nos forçará a abdicar do livro de papel, ESPECIAL NATAL E ANO NOVO cujo manuseio nos proporciona tanto PARA DEZEMBRO prazer, no virar de cada página, na co- locação de nosso marcador predileto, demarcando os limites do que já foi li- A revista Varal convida você para do, no inalar de seu cheirinho carac- falar de amor, de paz, de tudo o que terístico... Para não falar da felicidade se possa desejar na época natalina e suprema de poder selecioná-lo, entre esperar para o 2013 que se aproxi- muitos a reler, na prateleira de nossa ma. própria biblioteca doméstica... Com Traga sua mensagem na forma que que amor vamos comprando, um a melhor encontrar! Pensamentos, tro- um, e enfileirando-os na estante; não vas, haicais, poemas, crônicas, con- arrumados militarmente, por área de tos, minicontos... Ou outra forma ain- conhecimento, como nas bibliotecas da que houver ou mesmo que você maiores, mas por tamanho, cor etc – à inventar! vontade do freguês... Vamos passar juntos o Natal e o Ano Muitas pessoas são acusadas de Novo! não devolver os livros tomados em- prestados, e, por isso, talvez, se tenha varaldobrasil@gmail.com cunhado o dito: “Livro é como escova de dentes: de uso pessoal e intransfe- rível!” Mas como é gratificante estimu- lar no outro o gostinho pela leitura! www.varaldobrasil.com 24
  • 25. Varal do Brasil, literário sem frescuras! Infância Esperança Os irmãos, amigos e cúmplices! Por Anna Back As peraltices eram sempre coletivas. Brincávamos soltos, aos saltos, Minha infância há tanto vivida, Balanço na árvore, pra lá, pra cá! Traz à boca sabores diversos, contidos. Vida no sítio, pomar ao lado, Gosto de saudade, de doces, pastel, Bichos, flores, crianças e frutas. suspiro. Vida impregnada de natureza, Do frescor das frutas, do pé, na hora, Parece perfeita, melhor não há. colhidas. Carinho de avós, e o gosto de algo que lembro, Todavia, com tanto regalo, Mas que não sei o nome, nem se existe... Queria eu viver na cidade! Enfim, sentimentos variados, sonhados, Apesar da mesa farta, sortida, vividos! Pois quase tudo se fazia em casa. Goiabada, queijos, marmelada, Biscoitos, nata, requeijão... As descobertas do começo da vida. Sentia falta, mais do que pão, Vida em broto, desabrochando, só. Queria conforto, apesar da idade! Os causos dos mais velhos, vivências. E lá a encontro, no baú da saudade, De coque de grampos, óculos e avental... Queria ler mais, ser professora! Meu anjo em forma de avó. Ter luz em casa, água encanada, Cor nas paredes, cama com véu. Tantos sonhos para uma criança! Meus pais amados, heróis guerreiros, Conhecer o mar, passear nas ruas... Contra a pobreza, sempre lutaram. De uma infância pobre em bens, Pensando nos filhos, e nunca em si Guardo as melhores recordações. Mangas arregaçadas, olhar no horizonte. Das coisas e das pessoas simples. Os vi trabalhar muito, chorar e sorrir. Um nome para ela? Com orgulho no peito, a quem quis, Posso chamá-la de Esperança! Os filhos formaram! www.varaldobrasil.com 25
  • 26. Varal do Brasil, literário sem frescuras _ Não se bate assim no irmão, Carolina! A quarta neta A menina ficou mais vermelha que o tapa na Por Eliane Accioly bochecha do irmão, e sentida com a vovó: “Ela protege o Guilherme! Gosta mais dele que de mim! Não zangou dele me arrastar.” Quase chorou, mas no lugar das lágrimas Era uma vez a Carolina, uma menina de sete fechou o rosto, que ficou mais redondo. A anos. boca de Carolina se abriu naquele rosto cor Xereta. de rosa e redondo, e falou para a vovó: Perguntadeira. Desconfiada. _Você não manda em mim. Só a minha mãe! Ciumenta. Vovó ficou impertinente: Taurina e loira. Cabeçuda, brava. _ Avó também educa, Carolina! Neta de alemães pelo lado paterno. E pelo materno, mineirinha de seiscentos E querendo ser engraçadinha, vovó continu- anos. ou: Uma mistureba. _ E quando a neta vê a vó educar diz: Carolina gosta muito da vovó Eliane, mas “Obrigada, vovó”. acha que para a vovó mineira, ela é só a quarta neta, “Que mico ser a quarta neta!”, Carolina sentiu que era um balão e teve me- “Não sou mocinha como a Ana Luiza, nasci do de estourar e virar pedaços de borracha. depois do Gianluca e do Guilherme, e nem Não um balão cheio de gás, um balão cheio sou a caçula, como a Amanda”, pensa. As de ira por causa da vovó. Até esqueceu o coisas que Carolina mais detesta são: desaforo de ser puxada pelo Guilherme na frente dos colegas. De novo a boca se abre 1- Ser a quarta neta, nem a mais velha, nem no rosto redondo e diz: a caçula. 2- Quando o irmão, o Guilherme, um ano e _ Não vou agradecer, vovó! Sou diferente de sete meses mais velho bate nela. toda criança! Não quero mais ir para a casa 3- E quando o Guilherme a arrasta e puxa da vovó. pela roupa no corredor da escola, na frente dos colegas! Uma vergonha! Mas, Carolina foi para a casa da vovó. Era Por conta de uma arrastada Carolina deu um sexta feira, o dia de vovó pegar Carolina e o tapa merecido e estalado na cara do Guilher- Guilherme no colégio. Passam pelo Super me. O tapa fez plaft, e ficou grudado na bo- Mercado e compram salada. Carolina de bra- checha dele, escorrido, um tomate esborra- ços cruzados finge que nem tem avó, mas chado. Vovó Eliane não viu Guilherme arras- anda atrás dela, com medo de ficar perdida. tar a Carolina, só viu o tapa estampar a cara Já ouviu contar de criança perdida, e acha do neto, e desenhar um mapa, ouviu o plaft! uma coisa muito triste. Suspira: “Vida de cri- E chiou: ança é difícil!” Chegam à casa dos avós. Ca- rolina sente o cheiro de pastel. www.varaldobrasil.com 26
  • 27. Varal do Brasil, literário sem frescuras Ainda está zangada, mas, o cheirinho de pastel... A menina come um monte de pastel _ Não, meu amor. Agora cresci e tenho uma de queijo, os que gosta. Vovó pede para neta chamada Carolina, estou com ela aqui Néia fritar tantos quantos a neta quiser. Para no meu colo. o Guilherme tem pastel de carne. Carolina pensa que inventou gostar de pastel de quei- _ Vovó, você viu o Guilherme me arrastar no jo, porque precisa ser diferente do Guilher- colégio? me. “Graças a Deus a vovó agrada nós dois”, pensa a pequena mastigando um pastel cro- _ Não vi. Foi por isso que você deu o tapa cante. Estão na mesa quatro pessoas, dois nele? Porque ele arrastou você? adultos, vovó e vovô, e duas crianças, Caroli- na e o Guilherme. A raiva fica amarrada ao _ Foi. pé da mesa. Carolina está feliz de não ter explodido como um balão. Continua inteira. _ Então, peço desculpas. Você me desculpa, Toma sorvete de sobremesa e considera, Carolina? “Quem sabe a quarta neta também tem lugar no coração da vovó?”. Mas, nesse pedaço _ Desculpo, vovó. Carolina fica muito triste, e começa a chorar de soluçar. Vovó senta a neta no colo e per- Diz Carolina, ainda sentada no colo da vovó. gunta o que está acontecendo: Vovó levanta de mãos dadas com ela. Vão para o sofá, e quando a quarta neta vê, vovó _ É por causa da vovó que você chora? Eliane está contando uma história: _ Não, vovó, é por causa da mamãe e do pa- “Era uma vez a Carolina, uma menina de se- pai. Mamãe viaja muito. Está na Venezuela e te anos: só volta amanhã. Papai viaja muito, está em Xereta. Brasília, e volta hoje de noite. Eu fico muito Perguntadeira. triste e tenho pesadelo. Desconfiada. Ciumenta”. _ Ah! A vovó entende você porque já fui cri- ança, também ficava triste quando meus pais É a história que Carolina acaba de viver. A saiam de noite e eu ficava em casa. Me lem- menina se aconchega na avó e pensa: bro até hoje, vejo agora quando você fala “Essa minha avó! Sei não!!!!!!!!!!!!” dos seus pais, é como eu me sentia. _ Você quer ficar perto dos seus pais, vovó? www.varaldobrasil.com 27
  • 28. Varal do Brasil, literário sem frescuras AMOR Por Caroline Baptista Axelsson Um ícone de paixão que está de cara por ar Como vaga-lume, acende e apaga, acende e apaga As vezes pode ser visto, as vezes não O medo de perder encolhe a alma Mas o corpo erguido se entrega Pisando em terra firme batida por rodas, sapatos e passos É simplesmente desejo conservado em lata e sem cheiro de nada www.varaldobrasil.com 28
  • 29. Varal do Brasil, literário sem frescuras Poeta Por Renata Iacovino Ainda bem que recrio Cada personagem dentro de mim Pois só assim sobrevivo Ao verdadeiro que grita Em meus escombros E suaviza minha passagem Nessa incógnita estrada De mudez assustada. www.varaldobrasil.com 29
  • 30. Varal do Brasil, literário sem frescuras O VARAL DO BRASIL estará presente com um stand de 12m2 no prestigiado Salão In- ternacional do Livro de Genebra de 1º a 5 de maio de 2013. Estão abertas quinze vagas para sessões de autógrafo e trinta e cinco vagas para exposição de livros. Todas as vagas se- rão preenchidas mediante pagamento de participação cooperativa. As pessoas interessadas deverão escrever para o e-mail varaldobrasil@gmail.com solicitando mais informações. Adiantamos que as associadas da REBRA e os associados da LITERARTE, assim como os participantes regulares da revista VARAL DO BRASIL, receberão descontos es- peciais para suas participações. www.varaldobrasil.com 30
  • 31. Varal do Brasil, literário sem frescuras saborear este fascinante e paradoxal senti- FINITUDE mento... Numa sofreguidão há muito não experimen- Por Julia Rego tada, entregava meu corpo, despindo-me languidamente diante do meu algoz. Mas as horas, os minutos, os segundos cor- riam desesperadamente como a querer apa- Comecei a entender tudo muito tarde. gar as sensações, o gosto e o cheiro do amor impregnados no meu ser. Estávamos no meio da madrugada a olhar o silêncio que vinha da rua deserta, enquanto Despertei de susto, ou de medo, e quando transbordávamos o ápice extravasado. olhei para dentro de mim ele já caminhava, longe, sem sequer olhar para trás, sem cul- Ninguém a nos espreitar, só o vento frio do pa, sem dor e sem lágrimas, por uma desco- final de agosto acariciava nossos ouvidos, nhecida estrada que insiste em levar embora fazendo-nos despertar das nossas divaga- os nossos amores. ções. Senti o dia acordar rapidamente, sem que o Como pude entregar-me mais uma vez... meu coração pudesse planejar uma fuga. Ainda me recordo daquelas palavras doces, Eu não entendia que tudo deveria permane- invadindo e entorpecendo todo o meu ser, cer na fugacidade que insiste em tudo arras- ao tempo em que me envolvia numa aura tar, sem deixar marcas, e sofri! amorosa deliciosamente cálida. A luz matinal já ofuscava o brilho dos olhos, Ao fundo, as notas de uma arrebatadora anunciando uma jornada angustiante de canção arrastavam-nos para os encantos do descobertas e perdas. amor, fazendo-nos acreditar que o universo, naquele momento, deixaria de girar e, cúm- Por que sempre teria que acabar assim... plice, aplaudiria o encontro de dois seres apaixonados. Ocorreu-me que nada foi tacitamente ajusta- do. É incrível como a música tem o mágico po- der de transformar alguns encontros em his- Quem disse que as mãos ficariam entrelaça- tórias únicas e inesquecíveis. das para sempre, quem disse que os lábios deveriam estar sempre vermelhos e molha- A bebida nos inebriava, despertando nossos dos, prontos para obedecer a um só chama- desejos mais recônditos num misto de torpor do... e prazer. Um único e aprisionador chamado... Calma e surpreendentemente começamos a dançar num ritmo suave e frenético como se Comecei a entender tudo muito tarde... quiséssemos seduzir a nós mesmos. Apenas quando a estrada que o levou em- Não falávamos nada naquele momento, não bora acenou, sorrindo, para mim. precisava, os olhos e as batidas do coração falavam por nós. Corpos colados pelo suor que se desprendia dos nossos poros completavam o diálogo improvisado do amor. Estava apaixonada e não sabia. E não que- ria. Mas o que seria a vida sem paixão? O que seria de nós se passássemos pela vida sem www.varaldobrasil.com 31
  • 32. Varal do Brasil, literário sem frescuras Não aguentamos mais!! Por Marcelo de Oliveira Souza Não aguento mais! Tiro na esquina Ferindo o rapaz, A noite se ilumina O clarão da chacina Morre uma menina Chuva e choro De dia... À noite tudo se repete Nada mais prevalece A bala come o rosto, Rosto sofrido de dor Caído na vala, no esgoto Muita dor e agonia... Ninguém sabe ninguém viu O estouro da bomba deflagrada, Num flagrante da rapaziada Não tem festa, não tem nada O couro come na madrugada Choro, morte e mais nada... E mais um corpo despejado No quintal da estrada. Não aguento mais Drama, grito e desespero Tudo pelo dinheiro O povo precisa de PAZ No cemitério o povo Jaz... Sofrimento, ferida, rapaz Não aguento mais Não aguentamos mais! Som www.varaldobrasil.com 32
  • 33. Varal do Brasil, literário sem frescuras! AMOR SEM LIMITE Por Lunna Frank Ao tocar seu amor A flor linda nasceu no jardim Começou a desabrochar Quando inesperadamente Foi colhida com tanto carinho Tamanho era o seu amor O milagre aconteceu Teve vida e calor . E o pássaro feliz Não parava de cantar Voando de flor em flor Para seu néctar saborear . Hoje o pássaro e a flor estão juntinhos Num campo de jardins floridos Provando a todos Que a vida só tem sentido com amor . Quem tem uma só flor no jardim Nunca pense que chegou ao fim Comete um ledo engano O pássaro e a flor Hoje vivem juntinhos livres Cultuando as belezas naturais do amor e da vida www.varaldobrasil.com 33
  • 34. Varal do Brasil, literário sem frescuras! - Novembro/Dezembro 2012 www.varaldobrasil.com 34
  • 35. Varal do Brasil, literário sem frescuras batedeira e adicione o leite. Desligue e adi- BOLO DE ANIVERSÁRIO cione a farinha, as castanhas moídas e o COM DOIS RECHEIOS fermento e misture delicadamente. Despeje em forma redonda (28cm de diâmetro), un- tada e polvilhada. Leve ao forno médio-alto (200° preaquecido, por cerca de 30 mi- C), nutos. Retire do forno e espere amornar. Reserve. 1º recheio: Recheio de Chocolate: Em uma tigela, aqueça o Creme de Leite NESTLÉ® em banho-maria e misture o Chocolate picado. Mexa até formar um creme homogêneo. Reserve. 2º recheio: Recheio de Baba de Moça: Em uma pane- la, misture o LEITE MOÇA® com o leite decoco e as gemas e leve ao fogo baixo, mexendo sempre. Assim que ferver cozinhe por cerca de 1 minuto, para engrossar. Re- INGREDIENTES tire do fogo e espere esfriar. Reserve. Massa 8 ovos Cobertura: 1 xícara (chá) de açúcar 1 xícara (chá) de leite Em uma panela, misture o açúcar com 2 xícaras (chá) de farinha de trigo meia xícara (chá) de água e leve para fer- 1 xícara (chá) de castanha-do-pará moída ver, sem mexer, até obter uma calda em 1 colher (sopa) de fermento químico em pó ponto de fio. Enquanto a calda se forma, manteiga para untar bata as claras em neve. Não desligue a ba- farinha de trigo para polvilhar tedeira e despeje a calda em fio quando 1º recheio estiver no ponto. Bata até que a tigela da 1 lata de Creme de leite Nesté batedeira esfrie. 1 tablete de chocolate meio amargo Montagem: 2º recheio Desenforme e corte o bolo em três partes 1 lata de Leite moça iguais. Sobre uma das partes, espalhe o 1 vidro de leite de coco (200ml) recheio de Chocolate e cubra com a outra 4 gemas parte da massa. Espalhe o recheio de baba Cobertura de Moça e cubra com a ultima parte da 4 claras massa. Espalhe o marshmallow sobre todo 1 xícara (chá) de açúcar o bolo e cubra com castanha-do-Pará moí- castanha-do-pará moída, para decorar da. Modo de Preparo Dica: Decore com morangos ou frutas vermelhas e hortelã. MASSA: Fonte: http://www.nestle.com.br Em uma batedeira, bata os ovos até do- brarem de volume. Adicione o açúcar e ba- ta mais um pouco. Diminua a velocidade da www.varaldobrasil.com 35
  • 36. Varal do Brasil, literário sem frescuras Livro Por José Hilton Rosa Às vezes penso Às vezes leio Às vezes procuro Às vezes relembro Às vezes deixo para depois Às vezes procuro na estante Às vezes leio o que está sobre a mesa Tanto tenho para ler Um livro me leva às vezes, para onde nunca estive O livro me ensina Com letras diferenciadas nas suas formas Uma imagem nos deixa sem ter nenhuma figura O livro é a arte de aproximar as pessoas O livro é o sinônimo do saber, de ser educado O livro em qualquer lugar em que esteja, desperta-me o desejo de conhecê-lo Na foto, o autor com um de seus livros www.varaldobrasil.com 36
  • 37. Varal do Brasil, literário sem frescuras Meus Mestres e eu Por Alexandra Magalhães Zeiner Em um dos momentos mais difíceis da minha vida, tive a benção de conhecer meus mes- tres de yoga. Um casal de yogis e Sanyasis, ou seja, pessoas que abriram mão de tudo na vida para se dedicar a pratica da yoga. Mathaji (pronúncia Matagi) e Swameji (pronúncia Suamegi), seguiam os ensinamentos de Swami Satyananda Saraswati. Meu mestre apren- deu tudo diretamente com o Swami Satyananda Saraswati, iniciador da Escola Bihar de Yoga, que possui centros no mundo inteiro. Mathaji era responsável pelas lições de yoga. Sua mensagem foi clara desde nosso primeiro encontro em 2010, a prática da yoga serviria como uma ferramenta, a cura viria através da disciplina e fé que existia em cada um. O amor e a simplicidade emanada deles me inspiraram profundamente desde o primeiro mo- mento. Os ensinamentos desta ciência milenar continuam a guiar pessoas, no mundo intei- ro, desde sua difusão. Passados dois anos desde o inicio da minha prática diária ensinada pacientemente por Mathaji, recebi a noticia que eles retornariam a Europa, para dar continuidade ao trabalho iniciado no inicio do ano 2000. A coordenadora responsável por eles na Áustria me convi- dou para junto a ela organizar eventos na Alemanha, pois tínhamos mudado de Viena para Sul da Alemanha. Quando olho para trás vejo claramente o quanto os ensinamentos dos meus mestres se tornaram parte essencial da minha vida. Aceitei o convite e propus a eles que se hospe- dassem no nosso apartamento em Viena, onde eu os acompanharia na semana que esti- vessem atendendo novos e antigos alunos. No aeroporto de Viena a organizadora estava bastante nervosa e me perguntava a cada instante como eu conseguia manter a calma. Eu disse apenas que minha felicidade era maior que o nervosismo. A viagem de Bangalore (Sul da Índia) até Viena foi longa, mesmo assim eles chegaram bem-dispostos para a idade avançada(ele já passava dos 80 e ela beirando os 80). www.varaldobrasil.com 37
  • 38. Varal do Brasil, literário sem frescuras A semana seguinte foi intensa para todos ção. Meu marido e meu filho também repeti- nós. Eles mal tiveram tempo de descansar e ram as mesmas palavras. já tinham uma agenda cheia durante o dia inteiro. Eu fazia minha parte, preparando re- Esta foi a última vez que vi Mathaji. feições, roupas e fazendo o trabalho diário no apartamento. A convivência foi maravilhosa, As semanas seguintes foram um pesadelo como uma reunião de família. Notando a re- para todos nós. Depois de duas semanas cuperação lenta dos dois, depois da longa Swameji adoeceu e foi hospitalizado. Mathaji jornada, resolvi conversar com a organizado- ficou no pequeno hospital com ele, mas se- ra local para adiar a próxima viagem para o gundo o próprio Swameji me revelaria de- interior da Áustria. Na minha opinião eles de- pois, parou de se alimentar. Entrou em coma veriam ficar em Viena por mais uma semana. e foi transferida para um hospital maior em Infelizmente ela não entendeu meu ponto de Salzburg, onde faleceu uma semana depois. vista e foi brusca, não havia opção neste ca- Enquanto Mathaji estava em coma, Swameji so, e frisou que eu seria responsável quando foi liberado do pequeno hospital e fomos bus- eles estivessem na Alemanha. cá-lo pessoalmente porque a coordenadora Como ela organizou tudo anteriormente, re- da Áustria não tinha nervos para lidar com a solvi aceitar a situação e manter certa distân- situação. Ele passou muito mal durante a via- cia. No entanto, sentia no peito algo estra- gem, preocupados telefonamos com urgência nho, que não conseguia explicar. Decidi con- para nosso medico, que ficou estarrecido versar com eles e tentei colocar em palavras com tudo que ouviu e viu ao examiná-lo. Ele a minha preocupação e meus sentimentos foi imediatamente hospitalizado na nossa ci- sobre a viagem. Mathaji me respondeu: dade, e mesmo contra sua vontade sobrevi- -« Não se preocupe, já sabemos, nos adapta- veu. Depois ele me confessou já saber da remos, faz parte da nossa missão ». partida de Mathaji dias antes, quando ela se despediu dele durante uma meditação. Meu marido, sempre apaziguador, me pediu para ter paciência, brincando com meus mes- Graças a contatos do meu marido, um jatinho tres, sugerindo horas extras no programa de ambulância o levou de volta para Bangalore, yoga que eu seguia. Mas como eu poderia onde está se recuperando desde então… negar aquele sentimento no peito? Só me Mathaji estará sempre presente no nosso co- restava insistir com eles, caso algo aconteça, ração, eu já a reencontrei em sonhos… Meu no sul da Áustria, eles poderiam voltar ao filho de seis aninhos me pediu para parar de apartamento de Viena ou ir para o sul da Ale- chorar porque ela já está no céu. manha. A viagem até o povoado distante próximo as montanhas, foi longa, mas impressionante Agradeço a oportunidade de registrar minha pela beleza das paisagens da região. Mathaji experiência neste Varal Mágico, canal de ex- sempre ao meu lado, conversando alegre- pressão para todos, especialmente para os mente sobre todas viagens feitas por este brasileiros residentes no exterior. Obrigada mundo, sempre levando os ensinamentos da Jacqueline! yoga para gente de todas as idades e cren- ças. Foi com o coração pesado que nos despedi- mos. Não gostei do lugar nem da casa aluga- da pela coordenadora, consegui a muito cus- to evitar um conflito maior e tentei me com- portar na presença dos meus mestres. Eles sabiam dos meus sentimentos e afagaram meus cabelos carinhosamente. Chorei, me ajoelhei e confessei: eu os amava de cora- www.varaldobrasil.com 38
  • 39. Varal do Brasil, literário sem frescuras repetimos aos espelhos Vozes as crenças que já perdemos nas teses em que nos perdemos; Por Felipe Cattapan sufocamos em pigarros os derradeiros desejos A voz distante dos últimos suspiros de um amigo de infância soluçados com lirismo me atinge metálica por telefone: na fumaça do romantismo monofônica divaga... dos cigarros pós-modernos; polifônica evoca... evocamos paixões contidas uma vaga península itálica e distorcidas na nostalgia de uma Antiguidade em velhas gravações esquecida... de canções antigas onde a poesia só era lida quando declamada relembrando cantada em solitária litania exaltada - em uma desbotada boemia - - em voz alta vivenciada. que algo de saudoso se perdeu, que a melodia da nossa voz O passar dos séculos nos decantou... desapareceu amadurecidos, emudecemos: ao desencantarmos a poesia... a necrose do tempo nos sedando, nos silenciou - “O mio bambino caro”, - (o que algum dia foi canção “Ne me quitte pas”!... hoje é abstração ou mania). Afônicos sem som nem saudade sem ritmo nem timbre proclamamos a liberdade vociferando-a em versos livres: cantamos sem vibrato as vibrantes aventuras que não vivemos e todas as outras que jamais ousaremos; www.varaldobrasil.com 39
  • 40. Varal do Brasil, literário sem frescuras! Como é o meu amor Por Maddal Te amo tanto tanto tanto... Como amar mais? Tu és meu ideal companheiro. Cúmplice em todos assuntos. Meu apoio. Olhas nos meus olhos mergulhas no meu ser e funde-se comigo nas profundezas do viver. Amo-te de qualquer jeito sem condição sem porem sem medida. Ah, meu amor cara metade... som que embala minha alegria poesia que me fala ao coração imagem que busco ver em toda parte. Onde anda você? www.varaldobrasil.com 40
  • 41. Varal do Brasil, literário sem frescuras MUSA Por Hernandes Leão Lá estava ela... como no sonho; estava maravilhosa! Era simplesmente, um exemplar único, de uma be- leza estonteante Uma mulher inigualável, de uma aparência magnífi- ca e frondosa Que encantava, e nos fascinava; com um mero olhar exuberante Como poderia ela, ostentar tanta magnitude e per- feccionismo de beleza? Seu rosto, com aquela tez alva, e olhos cor de es- meralda; me enfeitiçava Sua boca, exibia lábios carnudos e sensuais; ao ob- servá-la, ficava excitado com certeza Vê-la pessoalmente, concretiza o sonho, e me deixa a comprovação, do que imaginava Seu corpo, era um misto de formosura e volúpia em pessoa; exalava um perfume suave e doce Sua voz, transparecia uma música angelical de me- lodia inconfundível; um canto de sereia... Que deixava-nos atônitos, prendendo nosso olhar àquela Dama encantadora e precoce Até aquele momento, não divisava o futuro, deixava o barco à deriva; mas agora tinha uma eclusa Passado a entropia, que deixava meu coração em ebulição de energia Pensei e percebi; que doravante, eu não poderia mais viver sem minha Musa... Poesia contida no livro: PAPIROS D'ALMA E OS PERGAMINHOS DO TEMPO – em ho- menagem à sua esposa. Imagem: normal_©Jessica_Galbreth_FairyOfInspiration_Fairy_visions www.varaldobrasil.com 41
  • 42. Varal do Brasil, literário sem frescuras! - Novembro/Dezembro 2012 Raízes Por Maria Socorro Semelhante éden, efêmero desumano Segreda malícia nos olhos espiral encanto Premissa bela à sombra seduz tanto Amor flutuante de complexo engano Drama de raízes oculta a grandeza Dama graciosa cálice do meu pecado Permite sagaz antídoto amado Almíscar as veias vício de sútil fraqueza Súdito ao fascínio a beleza da alma Prélio desejo oprime lábios nativo Aflige esvairado olhar que tua boca acalma Divina raízes a ti sou cativo Põe-me à prova... Sou plágio n"alma Amo-te em delírio meu amor sedativo. www.varaldobrasil.com 42
  • 43. Varal do Brasil, literário sem frescuras! - Novembro/Dezembro 2012 EMOÇÕES Por Mário Rezende saltar e cair rolando de rir. Sentir emoção é viver com pouco dinheiro e ter despesa de sobra. Sentir emoção é dar leão quando jogou na Sentir emoção é chorar uma falta, cobra. dar a volta por cima e se achar. Sentir emoção é botar pra fora, Sentir emoção é cantar uma vitória, xingar, gritar, gargalhar e aplaudir. é festejar uma glória. Sentir emoção é engolir, calar, pensar e Sentir emoção é um chute na bola, chorar. é o grito de gol. Sentir emoção é chegar ao orgasmo. Sentir emoção é corar de vergonha Sentir emoção é tudo aquilo enfim, por deslize inesperado. que mexe, assim, de repente, com o ânimo É olhar nos olhos de alguém da gente. e encontrar os teus. É receber a criança que chega e se despedir de quem vai. Sentir emoção é olhar ao redor e encontrar todo mundo; é amar o filho, o pai, a mãe, o irmão, o cônjuge, o amigo. Sentir emoção é amar o que ainda não nasceu e também o que já morreu. Sentir emoção é ter amor no coração. Sentir emoção é ganhar e perder. Sentir emoção é dar topada, é cantar no chuveiro. Sentir emoção é puxar o peixe que vem na linha, é comer a toda hora, é não ter o que comer. Sentir emoção é ver o sol que brilha, é brilhar sem ver o sol. Sentir emoção é observar a chuva que chora, é ter o universo aqui, ao alcance das mãos. Sentir emoção é despertar de um sonho, é namorar, brigar, separar e reatar. Sentir emoção é pisar na grama, www.varaldobrasil.com 43
  • 44. Varal do Brasil, literário sem frescuras INTROSPECÇÃO Por Guacira Maciel Sou eu quem em mim mesma habita sou quem arde em abissais limites quem transita em meus mistérios mergulhada sou quem me planta, rega e colhe sou quem por desígnio ou desdita sob a superfície trilha labirintos sou quem perdida e sem certezas busca e se agarra à cálida orvalhada sou o som e a escuta das pegadas na pálida luz da madrugada sou quem iça velas como asas frágeis de cristal de porto em porto pairo entre os adeuses em busca da tepidez nômade da esperança mas sou quem me convence e surpreende a mim me reinventa e acende sou quem espanta o tédio das sombras sobre março quem como a lagarta lenta, voraz, silenciosa devora e regurgita aquele amor vencido sou quem se envolve nas dobras frias do cetim ardendo lentamente em fogo brando quem me vela à pálida tez da lua pelo acalanto da noite embalada em frio e solitário abrigo sou quem reacende a própria chama... www.varaldobrasil.com 44
  • 45. Varal do Brasil, literário sem frescuras REGULAMENTO portuguesa, com tema livre, em for- mato A4, espaços de 1,5, fonte Ti- VARAL ANTOLÓGICO 3 mes New Roman de tamanho 12 e que não ultrapassem quatro pági- nas. Os textos deverão vir acompanha- dos dos dados de inscrição (ver abai- DA SELEÇÃO E DA xo). PARTICIPAÇÃO 2.2. Não serão aceitos textos que per- 1.1. O Varal Antológico é promovido tençam ao universo de personagens já pelo VARAL DO BRASIL ®, revista lite- existentes criados por outro autor. rária eletrônica realizada na Suíça Também não serão aceitos textos poli- (ISSN 1664-5243). tica ou religiosamente tendenciosos, 1.2 Serão consideradas abertas as ins- que expressem conteúdo racista, pre- crições a partir de 20 de julho até 20 conceituoso, que façam propaganda de dezembro de 2012. Caso o núme- política ou contenham intolerância reli- ro de participantes ideal seja atingido, giosa de culto ou ainda possuam cará- as inscrições poderão ser encerradas ter pornográfico. Também não serão mais cedo. aceitos textos que possam causar da- nos a terceiros ou que divulguem pro- 1.3. Poderão participar da antologia to- dutos ou serviços alheios. das as pessoas físicas maiores de 18 anos, ou menores com permissão do 2.3 Os textos não deverão ter ilustra- responsável, de qualquer nacionalidade ções ou gráficos ou residentes em qualquer país, desde que escrevam na língua portuguesa. 2.4 Serão recusados os textos que não vierem na formatação requisitada, as- 1.4. A coletânea terá tema livre e será sim como os textos que chegarem cola- composta por diversos gêneros literá- dos no corpo do e-mail. rios, o escritor podendo enviar contos, poemas, trovas, haicais, sonetos e crô- 2.5. Os textos recebidos serão exami- nados por uma banca formada pela nicas ou outros. equipe do VARAL DO BRASIL ® e al- guns escritores e/ou críticos convida- dos. A avaliação se dará com base nos DA ACEITAÇÃO DOS TEXTOS seguintes critérios: criatividade e origi- nalidade do texto, assim como a quali- 2.1. Serão aceitos textos em língua dade do mesmo. www.varaldobrasil.com 45
  • 46. Varal do Brasil, literário sem frescuras de acordo com as regras estabelecidas 2.6 Os textos deverão vir acompanha- neste regulamento, fornecer o formulá- dos de uma pequena biografia. A bio- rio anexo preenchido. grafia, escrita na terceira pessoa, deve- rá conter no máximo cinco linhas 3.3. Só serão aceitas inscrições através (A5, letra Times New Roman 12, espa- dos procedimentos previstos neste re- ço 1.5). Lembre-se sempre que numa gulamento. Os dados fornecidos pelos biografia, como em muito na vida, me- participantes, no momento das inscri- nos é mais. ções, deverão estar corretos, claros e 2.7. Os textos devidamente formatados precisos. É de total responsabilidade deverão ser enviados para o e-mail: dos participantes a veracidade dos da- varaldobrasil@gmail.com, juntamente dos fornecidos à organização da Anto- com os dados de inscrição e demais do- logia. cumentos de autorização. 3.4. Todo autor é proprietário dos direi- tos autorais dos textos por ele enviados 2.8. Ao se inscrever na Antologia o au- para publicação no livro e cuja autoria tor autoriza automaticamente a veicu- seja comprovada pela declaração envi- lação de seu texto, sem ônus para a ada; revista VARAL DO BRASIL ® nos meios de comunicação existentes ou que pos- 3.5. Em caso de fraude comprovada, o sam existir com a intenção de divulgar a antologia. texto será excluído automaticamente da antologia. Cada autor responderá perante a lei por plágio, cópia inde- vida ou outro crime relacionado ao 3) SOBRE AS INSCRIÇÕES direito autoral. PARA A SELEÇÃO: 3.6 Todo autor é livre para divulgar, 3.1. As inscrições para a Antologia se- preparar lançamentos, noites de autó- rão abertas no dia 20 de julho 2012 e grafos, individuais ou em conjunto, do encerradas no dia 20 de dezembro de livro VARAL ANTOLÓGICO 3, desde que 2012, podendo ser encerradas antes, se responsabilize por todas as despesas caso o número de textos recebidos e - preparativos para lançamento, custos administrativos e convites, compra de avaliados sejam aprovados antes da exemplares a mais do que os recebidos data, no formato e padrão já descritos. pela participação – pertencendo tam- O livro será publicado em 2013. As ins- bém ao participante o valor das vendas crições só poderão ser feitas pelo e- dos livros em questão. Para tanto, o mail varaldobrasil@gmail.com participante apenas deverá entrar em contato com a revista através do e-mail OS NOMES DOS SELECIONADOS SE- varaldobrasil@gmail.com para que o RÃO DIVULGADOS: A PRIMEIRA número de exemplares lhe seja enviado PARTE NO DIA 20 DE SETEMBRO DE mediante pagamento (preço da edito- 2012 E A SEGUNDA PARTE NO DIA ra / remessa), notando-se aqui a ante- 10 DE JANEIRO DE 2013 POR E- cedência requerida. O VARAL DO BRA- SIL® reserva-se o direito de estar ou MAIL. não presente nos lançamentos organi- 3.2. Para participar os candidatos deve- zados pelo autor. rão, além de enviar um ou mais textos www.varaldobrasil.com 46
  • 47. Varal do Brasil, literário sem frescuras 3.7. Os participantes concordam em autor. autorizar, pelo tempo que durar a anto- logia com a editora, que a organização 4.4. O pagamento parcial do valor coo- perativo não dá direito à participação faça uso do seu texto, suas imagens, no livro. Caso o autor não termine o som da voz e nomes em mídias impres- pagamento acordado, será substituído sas ou eletrônicas para divulgação da por outro participante e comunicado Antologia, sem nenhum ônus para os através de e-mail. organizadores, e para benefício da mai- or visibilidade da obra e seu alcance 4.5. No dia 27 de fevereiro de 2013 junto ao leitor. considerar-se-á o livro fechado. 4.6. O (s) depósito (s) deverá (ão) ser feito (s) em nome de: Informações no e -mail: varaldobrasil@gmail.com 4) DO PAGAMENTO PELO SIS- TEMA DE COTAS 4.7. Não haverá prorrogação dos prazos de depósito em respeito a todos os par- ticipantes selecionados. Pequenos atra- sos podem ser considerados desde que avisados através do e-mail varaldobra- 4.1. A participação se dará no sistema sil@gmail.com e em acordo com a equi- pe organizadora. de cotas, sendo que cada autor deverá 4.8. Os participantes receberão um to- proceder ao pagamento da seguinte tal de 10 exemplares da Antologia por forma: participação. (a) Cada autor pagará o valor de R$ O livro terá aproximadamente 250 pá- 550,00 (quinhentos e cinquenta reais) ginas no formato padrão (14 x 21 cm) que podem ser pagos à vista ou Capa nas medidas 14 x 21 cm fechado; Laminação BOPP Fosca (Frente); (b) em duas parcelas de R$ 290,00, Capa em Supremo 250g/m² com 4 x 0 sendo o primeiro pagamento até 31 de cores; Miolo janeiro de 2013 e o segundo e último Fechado em Pólen Soft 80g/m² com 1 x pagamento até 25 de fevereiro de 1 cores Os serviços prestados serão de editora- 2012. ção completa: (c) O pagamento deverá ser feito no Leitura e seleção caso do autor receber comunicação Revisão Projeto gráfico comprovando a aprovação do (s) criação de capa seu (s) texto (s) ISBN e ficha cartográfica impressão 4.2. A cada depósito o comprovante de- ve ser enviado para o e-mail varaldo- 4.9. A presente antologia será editada brasil@gmail.com pela Design Editora com o selo editorial 4.3. O recebimento do pagamento total Varal do Brasil, será registrada e rece- dá ao autor a garantia de sua participa- berá ISBN , mas cada autor é responsá- ção na coletânea. O não recebimento vel por registrar suas obras. de nenhuma parcela até o dia 27 de fe- vereiro de 2013 anula a participação do www.varaldobrasil.com 47
  • 48. Varal do Brasil, literário sem frescuras 4.10. A remessa dos exemplares da) e pelos correios em média vinte a para o endereço do autor que não trinta dias após o lançamento (O autor se encontrar presente quando do se responsabilizará por pagar o frete lançamento do livro será paga pelo caso deseje receber seus livros pelos mesmo, independente do valor pa- correios). Será oportunamente discuti- go pela participação. A remessa da uma noite de autógrafos organizada acontecerá após o lançamento do pela revista VARAL DO BRASIL ® livro e o autor deverá solicitar o valor do frete pelo e-mail atendi- 5.7 Em caso de, por motivos de força mento@designeditora.com.br maior, não puder ser realizado um lan- çamento físico do livro VARAL ANTOLÓ- GICO 3, os livros poderão ser requisi- tados pelos autores através do e-mail atendimento@designeditora.com.br 5) OUTRAS INFORMAÇÕES após aviso por parte do VARAL DO BRASIL ® e um ou mais lançamentos 5.1. Dúvidas relacionadas a esta anto- virtuais poderão ser realizados. logia e seu regulamento poderão ser enviados para o e- 5.8. Os livros ficarão à disposição na mail varaldobrasil@gmail.com editora para serem solicitados por TRÊS meses após o lançamento e/ou 5.2. Todas as dúvidas e casos omissos aviso aos autores por parte do VARAL DO BRASIL ®. Após esta data conside- neste regulamento serão analisados rar-se-á que o autor não deseja rece- por uma comissão composta pela equi- ber os livros e os mesmos poderão ser pe organizadora e sua decisão será ir- doados a alguma escola, biblioteca ou recorrível. outros. 5.3. Para todos os efeitos legais, o par- 5.9. O fórum para qualquer recurso é ticipante da presente Antologia, decla- situado em Genebra, Suíça. ra ser o legítimo autor dos textos por ele inscritos, isentando os organizado- res e a editora de qualquer reclamação ou demanda que porventura venha a ser apresentada em juízo ou fora dele. 5.4. O VARAL DO BRASIL ® reserva-se o direito de alterar qualquer item desta Antologia, bem como interrompê-la, se necessário for, fazendo a comunicação expressa aos participantes. 5.5. A participação nesta Antologia im- plica na aceitação total e irrestrita de todos os itens deste regulamento. 5.6. A data prevista para a entrega dos exemplares do livro VARAL ANTO- LÓGICO 3 é durante o lançamento do mesmo em 2013 (data a ser agenda- Capa do volume 1 de 2011 www.varaldobrasil.com 48
  • 49. Varal do Brasil, literário sem frescuras Abstrato da alma II Por Yara Darin Desmoronou o castelo Se desfez a magia Tudo se perdeu ! Pra você, foi só fantasia Pra mim, um amor sonhado Tão esperado! Restou em mim a nostalgia Adormeci no calor da dor Entristeceu o meu sonho de amor Tão sincero ,no desejo de ter você. Vou juntando os cacos do meu coração Este vazio em minh'alma, não acalma E dispersa no meu pensamento abstrato Me resta só a esperança de fato, De um dia te reencontrar. www.varaldobrasil.com 49
  • 50. Varal do Brasil, literário sem frescuras Um Ser Amor Por Maria Angelita Heinz Você veio inteiro Veio como o dia Livre como o vento Numa tarde fria Com o olhar brilhante Brilho de diamante Um coração quente Feito um vendaval em mim Varreu as nuvens Da minha solidão E eu Me apaixonei perdidamente por você Agora sou Bem mais que sei Um ser amor Amar alguém É viajar pra terra onde ninguém vai Amar alguém É deixar fluir os sentimentos Ser capaz de amar Amar simplesmente www.varaldobrasil.com 50
  • 51. Varal do Brasil, literário sem frescuras BOLO DE CHOCOLATE PARA ANIVERSÁRIOS Fonte: http://www.almanaqueculinario.com.br/ ingredientes • Massa: • 3 colheres (sopa) de manteiga • 2 xícaras (chá) de açúcar • 4 ovos 1 xícara (chá) de leite • 1 xícara (chá) de farinha de trigo 1 xícara (chá) de chocolate em pó solúvel • 1 colher (sopa) de fermento em pó • Recheio de Cobertura: • 200 gramas de manteiga sem sal • 8 colheres (sopa) de chocolate em pó solúvel • 3 colheres (sopa) de açúcar • 2 latas de creme de leite • Para decorar: chocolate granulado cerejas. Modo de preparo Massa: Bata na batedeira, a manteiga, o açúcar e as gemas até obter um creme Misture aos poucos o leite, a farinha de trigo, o chocolate e o fermento Mexa delicadamente Bata as claras em neve e incorpore à massa Unte uma fôrma com manteiga e polvilhe farinha de trigo e despeje a mistura Leve para assar em forno pré aquecido. Recheio e cobertura: Bata a manteiga na batedeira até obter um creme Despeje em um recipiente e misture o chocolate em pó, o açúcar e o creme de leite até obter uma massa homogênea. Retire o bolo do forno, desenforme e depois de frio, corte-o ao meio Recheie o bolo e cubra com o creme de chocolate. Decore com chocolate granulado e cerejas. www.varaldobrasil.com 51
  • 52. Varal do Brasil, literário sem frescuras! CANTO A DUAS VOZES Por Regina Costa flores jogadas no chão lendas num cartão postal chave largada no jarro cartas emboladas lençol de linho bordado dobrado de amor finito suflê de abóbora com queijo no forno esbraseado armários pela metade cds espalhados ...e um mamão partido ao meio... sua voz ressoa entre os móveis, talheres e taças sem tempo, sem volta... tantas voltas nos voltaram tantas pautas nos ligaram momentos de alegria nos retratam espocados jogo tudo fora seu pijama cor de cravo vinte anéis de uma ilusão chuva fina cai e chora relógio marca o compasso amor equacionado no bilhete ao pé da porta rebuliço de palavras por mais raras, fascinantes magia lua amante vou seguindo adiante, com a viola em contracanto estou ralada de saudade. www.varaldobrasil.com 52
  • 53. Varal do Brasil, literário sem frescuras NOITE DE LUAR POR SARAH VENTURIM LASSO Era uma noite de luar, e ela estava debruçada em sua janela no terceiro andar. Estava com o olhar fixo na lua e sentia todo seu brilho pene- trando seu sua pele, em seus cabelos e em suas pupilas. Quem passava na rua, se contorcia de curiosidade sobre os pensamentos da bela menina da janela, que estava ali perdi- da em si mesma e no mundo. Não viu o tempo passar nem as pessoas saírem da rua e es- ta ficar deserta. Quando estava cheia da luz do luar e com o corpo carregado de energia, se inspirou e saiu da janela. Foi escrever um conto. www.varaldobrasil.com 53
  • 54. Varal do Brasil, literário sem frescuras Naquela rua Por Vera Passos Naquela rua marquei os passos desta caminhada Os primeiros amigos, a mangueira, o jardim... O caminho da escola, a praça, o cinema... O primeiro amor, a mais linda flor, o cheiro do jasmim Naquela rua olhei estrelas, pulei janela, segui a estrada Corri atrás do trem, quebrei a cabeça, descobri meu bem Sentei no batente, fiquei contente quando vi alguém Naquela rua vi nascer, vi morrer, vi partir Vi amigo chorar, outro sofrer e outro sorrir Naquela rua eu plantei uma flor e pus no meu cabelo Adocei a alma ouvindo estórias e lições de amor Pulei corda, cantei cantigas de roda, joguei bola Conheci a escola, descobri nos livros, tantas emoções Naquela rua arranquei o véu, descobri o céu, empinando pipa... Pulei fogueira, rasguei bandeira, desatei a dor Conquistei amigos, ganhei bombons, ganhei uma flor... www.varaldobrasil.com 54