Literatura Medieval(Séc. XII a XV)Língua Portuguesa
JUSTIFICATIVA- INFLUÊNCIA DA LITERATURA PORTUGUESA NA LITERATURABRASILEIRA:- Nossos escritores eram portugueses;- Ou eram ...
Contextualização Idade Média : período entre a queda do Império de Roma,em cerca de 500, e o início da Renascença florent...
Contextualizando A civilização medieval caracterizou-se por umfracionamento da autoridade política e umenfraquecimento da...
Contextualização A Igreja possuía o controle quase absoluto daprodução cultural; Apenas 2% da população européia eraalfa...
FeudalismoSuserano evassalosTeocentrismoDeus comocentro douniverso
TEOCENTRISMOO poder da Igreja Católica na Idade Média“Os príncipes têm poder na terra, os sacerdotes, sobre aalma. E assim...
Manifestação literária da Idade Média Apesar da manipulação da igreja Católica, encontramos nesseperíodo uma significativ...
Principais características da LiteraturaMedieval: Os textos e livros eram escritos principalmente por monges e integrante...
Principais escritores medievais:- Boecio- Geoffrey Chaucer- Giovanni Boccaccio- Santo Agostinho- São Tomás de Aquino- Paio...
TROVADORISMOSéc XII ao Séc XIVEscola literária
 Início: 1189 (ou 1198?) Cantiga da Ribeirinha, Paio Soares de Taveirós Término: 1418 Nomeação de Fernão Lopes como gu...
 Surgiu no século XII . O trovadorismo foi a primeira manifestaçãoliterária da língua portuguesa. Com suas obras dividi...
TrovadorismoCaracterísticas das cantigas Língua: galego-português Tradição oral e coletiva Poesia cantada eacompanhada ...
As CANTIGAS LÍRICAS foram divididas em Cantigas de amor, que temo amor desmedido e asubmissão a uma mulhercomo temática, ...
CANTIGA DA RIBEIRINHANo mundo nom me sei parelha,mentre me for como me vai,ca ja moiro por vos - e aimia senhor branca e v...
Eu tenho tanto pra te falar,                            mas com palavras não sei dizer                     como é grande o...
Queixa – Caetano VelosoUm amor assim delicadoVocê pega e desprezaNão devia ter despertadoAjoelha e não reza{...}Princesa, ...
Cantigas de AmigoOndas do mar de Vigo,se vistes meu amigo?E ai Deus, se verra cedo!Ondas do mar levado,se vistes meu amado...
AMOR I LOVE YOU – MARISA MONTE
Cantigas satíricas foram divididas em Cantigas de maldizer, quecriticam alguém ou algo comlinguagem grosseira e expondo o...
Ai dona fea! foste-vos queixarAi dona fea! foste-vos queixarporque vos nunca louv’ em meu trobarporque vos nunca louv’ em ...
Uma Arlinda MulherMamonas AssassinasTe encontrei toda remelenta e estronchadaNum bar entregue às bebidaTe cortei os cabelo...
Geni e o zepelinChico BuarqueDe tudo que é nego tortoDo mangue e do cais do portoEla já foi namoradaO seu corpo é dos erra...
Cancioneiros As cantigas antes eram apenas cantadas, quando foramredigidas dividiram-se em três coletâneas chamadascancio...
 A partir do século XII começamser escritos textos relatandofeitos heroicos, guerras ebatalhas, Cruzadas e a vida doscava...
Sugestões de filmes:
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A língua portuguesa Fruto da integração linguística e cultural existente entrePortugal e Galiza, a língua então falada na...
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  1. 1. Literatura Medieval(Séc. XII a XV)Língua Portuguesa
  2. 2. JUSTIFICATIVA- INFLUÊNCIA DA LITERATURA PORTUGUESA NA LITERATURABRASILEIRA:- Nossos escritores eram portugueses;- Ou eram brasileiros, mas com formação universitária emPortugal.Assim, a Literatura e a Arte Brasileira , por algum tempo, éinfluenciada pela Portuguesa
  3. 3. Contextualização Idade Média : período entre a queda do Império de Roma,em cerca de 500, e o início da Renascença florentina, oRenascimento ocorrido no fim do século XV. A Literatura Portuguesa surge no século XII: na Idade Média,portanto.
  4. 4. Contextualizando A civilização medieval caracterizou-se por umfracionamento da autoridade política e umenfraquecimento da noção de Estado, tendoem conta a organização e centralidaderomanas. A economia baseava-se na agricultura,embora o comércio e as manufaturas tenhamtido algum progresso. Socialmente, existia uma divisão em trêsgrupos distintos: dois poderosos, a nobreza,guerreira e proprietária, e o clero, dominadormental e culturalmente, e um pobre, servil emaioritariamente camponês, o povo.
  5. 5. Contextualização A Igreja possuía o controle quase absoluto daprodução cultural; Apenas 2% da população européia eraalfabetizada; A escrita e a leitura estavam praticamenterestritas aos mosteiros e abadias;
  6. 6. FeudalismoSuserano evassalosTeocentrismoDeus comocentro douniverso
  7. 7. TEOCENTRISMOO poder da Igreja Católica na Idade Média“Os príncipes têm poder na terra, os sacerdotes, sobre aalma. E assim como a alma é muito mais valiosa doque o corpo, assim também mais valioso é o clero doque a monarquia [...] Nenhum rei pode reinar comacerto a menos que sirva devotamente ao vigário deCristo.”Fala do papa Inocêncio III (1198-1216) In. PERRY, Marvin. Civilizaçãoocidental: uma história concisa. São Paulo: Martins Fontes, 1985. p. 218
  8. 8. Manifestação literária da Idade Média Apesar da manipulação da igreja Católica, encontramos nesseperíodo uma significativa manifestação cultural. As característicasretratadas nos textos variam de acordo com o país e a época em queo texto foi escrito, tendo assim uma grande diferença entre textosproduzidos no início e no fim da Idade Média.Entre as manifestações literárias destacaram-se; o trovadorismo, as novelas de cavalaria, as poesias satíricas dos goliardos, as poesias palacianas os contos de fadas medievais.
  9. 9. Principais características da LiteraturaMedieval: Os textos e livros eram escritos principalmente por monges e integrantes doalto clero (bispos, arcebispos, papa). Como a maioria da população nãosabia ler na Idade Média, esta literatura ficava restrita aos integrantes doclero e membros da nobreza. Religião foi o principal tema da Literatura na Idade Média: vida de santos,alma humana, moral cristã, existência de Deus, passagens da Bíblia Sagrada,interpretações religiosas de aspectos cotidianos, etc. Influência da filosofia grega, principalmente dos filósofos Aristóteles ePlatão. Textos escritos em latim. Livros feitos à mão e copiados (reproduzidos) pelos monges copistas. Usavam o pergaminho para escrever os textos. Os livros eram ilustrados com iluminuras (desenhos feitos nas margens).
  10. 10. Principais escritores medievais:- Boecio- Geoffrey Chaucer- Giovanni Boccaccio- Santo Agostinho- São Tomás de Aquino- Paio Soares de Taveirós- Dante Alighieri
  11. 11. TROVADORISMOSéc XII ao Séc XIVEscola literária
  12. 12.  Início: 1189 (ou 1198?) Cantiga da Ribeirinha, Paio Soares de Taveirós Término: 1418 Nomeação de Fernão Lopes como guarda-mor daTorre do Tombo
  13. 13.  Surgiu no século XII . O trovadorismo foi a primeira manifestaçãoliterária da língua portuguesa. Com suas obras divididas em e satírica; Os textos trovadorescos receberam o nome de cantigas porserem acompanhados por instrumentos musicais. Destacou-se pelas CANTIGAS LÍRICAS (de amor e amigo) eCANTIGAS SATÍRICAS (de escárnio e de maldizer) Os mais importantes trovadores deste período foram: PaioSoares de Taveirós, Dom Dinis e Dom Duarte.
  14. 14. TrovadorismoCaracterísticas das cantigas Língua: galego-português Tradição oral e coletiva Poesia cantada eacompanhada porinstrumentos musicais Autores: trovadores Gêneros: líricas e satíricas
  15. 15. As CANTIGAS LÍRICAS foram divididas em Cantigas de amor, que temo amor desmedido e asubmissão a uma mulhercomo temática, eu lírico émasculino; Cantigas de amigo, queretrata confidências deuma moça sobre seuamado, eu-lírico feminino.
  16. 16. CANTIGA DA RIBEIRINHANo mundo nom me sei parelha,mentre me for como me vai,ca ja moiro por vos - e aimia senhor branca e vermelha,queredes que vos retraiaquando vos eu vi em saia!Mao dia que me levantei,que vos enton nom vi fea! "E, mia senhor, des aquel di , ai!me foi a mim muin mal,e vós, filha de don PaaiMoniz, e ben vos semelhadaver eu por vós guarvaia,pois eu, mia senhor, dalfaianunca de vós ouve nem eivalia dua correa".(Paio Soares de Taveirós)No mundo ninguém se assemelha a mimenquanto a minha vida continuar como vaiporque morro por ti e aiminha senhora de pele alva e faces rosadas,quereis que eu vos descreva (retrate)quanto eu vos vi sem manto (saia : roupa íntima)Maldito dia! me levantei / que não vos vi feia (ouseja, viu a mais bela).E, minha senhora, desde aquele dia, aitudo me foi muito male vós, filha de don PaiMoniz, e bem vos parecede ter eu por vós guarvaia (guarvaia: roupasluxuosas)pois eu, minha senhora, como mimo (ou prova deamor) de vós nunca recebialgo, mesmo que sem valor.CANTIGA DE AMOR
  17. 17. Eu tenho tanto pra te falar,                            mas com palavras não sei dizer                     como é grande o meu amor por você.           E não há nada pra comparar                         para poder lhe explicar                                  como é grande o meu amor por você.           Nem mesmo o céu, nem as estrelas,nem mesmo o mar e o infinito,                        não é maior que o meu amor,nem mais bonito.Eu desespero a procuraralguma forma de lhe falarcomo é grande o meu amor por você.Nunca se esqueça nenhum segundoque eu tenho o amor maior do mundo,como é grande o meu amor por você.Como é grande o meu amor por você - RobertoCarlos
  18. 18. Queixa – Caetano VelosoUm amor assim delicadoVocê pega e desprezaNão devia ter despertadoAjoelha e não reza{...}Princesa, surpresa, você me arrasouSerpente, nem sente que me envenenouSenhora, e agora, me diga onde eu vouSenhora, serpente, princesaUm amor assim violentoQuando torna-se mágoaÉ o avesso de um sentimentoOceano sem água
  19. 19. Cantigas de AmigoOndas do mar de Vigo,se vistes meu amigo?E ai Deus, se verra cedo!Ondas do mar levado,se vistes meu amado?E ai Deus, se verra cedo!Se vistes meu amigo,o por que eu sospiro?E ai Deus, se verra cedo!Se vistes meu amado,por que ei gran coitado?E ai Deus, se verra cedo!Martim CodaxOndas do mar de Vigo,acaso vistes meu amigo? QueiraDeus que ele venha cedo! (digamque virá cedo)Ondas do mar agitado,acaso vistes meu amado?Queira Deus que ele venha cedo!Acaso vistes meu amigoaquele por quem suspiro?Queira Deus que ele venha cedo!Acaso vistes meu amado,por quem tenho grande cuidado(preocupado) ?Queira Deus que ele venha cedo
  20. 20. AMOR I LOVE YOU – MARISA MONTE
  21. 21. Cantigas satíricas foram divididas em Cantigas de maldizer, quecriticam alguém ou algo comlinguagem grosseira e expondo oalvo da crítica; Cantigas de escárnio, que fazemuma crítica usando duplo sentidoe ironia, ocultando o nome dapessoa satirizada.
  22. 22. Ai dona fea! foste-vos queixarAi dona fea! foste-vos queixarporque vos nunca louv’ em meu trobarporque vos nunca louv’ em meu trobarmais ora quero fazer um cantarmais ora quero fazer um cantarem que vos loarei toda via;em que vos loarei toda via;e vedes como vos quero loar;e vedes como vos quero loar;dona fea, velha e sandia!dona fea, velha e sandia!Ai dona fea! se Deus mi perdom!Ai dona fea! se Deus mi perdom!e pois havedes tan gran coraçone pois havedes tan gran coraçonque vos eu loe em esta razon,que vos eu loe em esta razon,vos quero já loar toda via;vos quero já loar toda via;e vedes queal será a loaçon:e vedes queal será a loaçon:dona fea, velha e sandia!dona fea, velha e sandia!Dona fea, nunca vos eu loeiDona fea, nunca vos eu loeiem meu trobar, pero muito trobei;em meu trobar, pero muito trobei;mais ora já um bom cantar fareimais ora já um bom cantar fareiem que vos loarei todavia;em que vos loarei todavia;e direi-vos como vos loarei:e direi-vos como vos loarei:dona fea, velha e sandia!dona fea, velha e sandia!João Garcia de GuilhadiJoão Garcia de GuilhadiCANTIGAS SATÍRICASCantiga de EscárnioCantiga de Maldizer – IMarinha, o teu folgartenho eu por desacertado,e ando maravilhadode te não ver rebentar;pois tapo com esta minhaboca, a tua boca, Marinha;e com este nariz meu,tapo eu, Marinha, o teu;com as mãos tapo as orelhas,os olhos e as sobrancelhas,tapo-te ao primeiro sono;com a minha piça o teu cono;e como o não faz nenhum,com os colhões te tapo o cu.E não rebentas, Marinha?Afonso Eanes de Coton
  23. 23. Uma Arlinda MulherMamonas AssassinasTe encontrei toda remelenta e estronchadaNum bar entregue às bebidaTe cortei os cabelos do sovaco e as unhas do péte chamei de queridaTe ensinei todos os auto-reverse da vidae o movimento de translação que faz a terragirarTe falei que o importante é competirmas te mato de pancada se você não ganhar
  24. 24. Geni e o zepelinChico BuarqueDe tudo que é nego tortoDo mangue e do cais do portoEla já foi namoradaO seu corpo é dos errantesDos cegos, dos retirantesÉ de quem não tem mais nadaDá-se assim desde meninaNa garagem, na cantinaAtrás do tanque, no matoÉ a rainha dos detentosDas loucas, dos lazarentosDos moleques do internatoE também vai amiúdeCom os velhinhos sem saúdeE as viúvas sem porvirEla é um poço de bondadeE é por isso que a cidadeVive sempre a repetirJoga pedra na GeniJoga pedra na GeniEla é feita pra apanharEla é boa de cuspirEla dá pra qualquer umMaldita Geni
  25. 25. Cancioneiros As cantigas antes eram apenas cantadas, quando foramredigidas dividiram-se em três coletâneas chamadascancioneiros: Cancioneiro da Vaticana, Da Ajuda Da Biblioteca Nacional.
  26. 26.  A partir do século XII começamser escritos textos relatandofeitos heroicos, guerras ebatalhas, Cruzadas e a vida doscavaleiros medievais. Neste contexto, destaca-se oCiclo Literário Arturiano, que serefere ao Rei Arthur e osCavaleiros da Távola Redonda.
  27. 27. Sugestões de filmes:
  28. 28. Sugestões de filmes:
  29. 29. A língua portuguesa Fruto da integração linguística e cultural existente entrePortugal e Galiza, a língua então falada na região que hojese conhece como Portugal era o galego-português, e quepersistiu entre os séculos XII e XIV. No século XV, as duaslínguas foram separando-se tornando-se independentes.

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